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Resenha: O Mar de Monstros, Rick Riordan

Percy Jackson tem um ano irritantemente calmo na escola. Nada de monstros, nada de confrontos. Nenhum perigo imediato a rondá-lo. Até que ele descobre que os limites mágicos que protegem a Colina Meio-Sangue estão se esvaindo. A menos que uma atitude seja tomada, o acampamento será atacado por demônios e monstros. A única maneira de restaurar o poder dos limites do acampamento é encontrar o mítico Velocino de Ouro.

Assim, nossos heróis partem em uma arriscada e incrível viagem pelo Mar de Monstros – que fica, adivinhe só: logo ali, no Triângulo das Bermudas! Lá, enfrentam seres fantásticos, muitos perigos e situações inusitadas.

CONTÉM SPOILERS!

O ano para Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro que colocasse os pés no campus de sua escola, nenhum acidente esquisito, nenhuma briga em sala de aula. Mas quando um inocente jogo de queimado entre ele e seus colegas torna-se uma disputa mortal contra uma tenebrosa gangue de gigantes canibais, as coisas ficam, digamos, feias. E a inesperada chegada de sua amiga Annabeth traz outras más notícias: as fronteiras mágicas que protegem o Acampamento Meio-Sangue foram envenenadas por um inimigo misterioso, e, a menos que um antídoto seja encontrado, o único porto seguro dos semideuses será destruído. Nesta continuação, Percy e seus amigos precisam se aventurar no Mar de Monstros para salvar o acampamento dos meios-sangues. Antes, porém, nosso herói entrará em confronto com um mistério atordoante sobre sua família – algo que o fará se questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição.

Nessa nova aventura, Percy parte para uma jornada para resgatar seu amigo Grover das mãos de Polifemo, o grande monstro. Após ter um sonho com seu amigo correndo perigo.

Meu melhor amigo vai comprar um vestido de noiva

A sombra do monstro passou na frente da loja. Pude sentir o cheiro da coisa — uma combinação nauseante de lã de carneiro molhada, carne podre e aquele esquisitíssimo odor corporal azedo que só os monstros têm, como o de um gambá que comesse apenas comida mexicana.
Grover tremia atrás dos vestidos de noiva. A sombra do monstro seguiu em frente.

Além disso, Percy descobre que a árvore de Thalia que protege o acampamento meio-sangue foi envenenada e que o acampamento está fadado a destruição. Percy, Annabeth e Tyson, partem então em busca do Velocino de Ouro, a única coisa que pode salvar o acampamento de seu destino cruel.
Thalia foi transformada em um pinheiro quando ela arriscou sua vida salvando seus amigos em cima da Colina Meio-Sangue, que guarda e protege a linha de contorno para o Acampamento

Tyson é filho de Poseidon, deus dos mares, terremotos, e pai de cavalos. Sua mãe, porém, é um espírito da natureza desconhecida. Não se sabe muito sobre o passado de Tyson, exceto que ele era um dos muitos Ciclopes sem-teto que viviam nas ruas de Nova York.

Na minha opinião eu gostaria de falar muito mais sobre O Mar de Monstros, mas já dei spoilers demais, Neste segundo volume da saga, Riordan consegue um misto ainda mais interessante de aventura, mitologia e claro, muitas confusões. Não há como não se apaixonar pela saga, e para aqueles que ainda estão indecisos sobre ler ou não, só tenho uma coisa a dizer, Leiam logo!

Sobre a adaptação pro filme, me decepcionei demais, por conta de não terem colocado minhas partes favoritas no filme, mas cá entre nós, filme nunca será igualzinho ao livro!

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Resenha: Se Arrependimento Matasse, Alma Cervantes

Alex, Alice e Rebeca são grandes amigos e decidem se reencontrar depois de alguns anos sem se verem. O lugar escolhido é o hotel dos pais de Alex, mas o que parecia uma viagem especial, repleta de conversas agradáveis e descontraídas com os outros hóspedes durante o jantar se transforma, em seguida, num pesadelo. Quando os três se preparam para dormir, ouvem batidas desesperadas à porta e seguem ao salão, onde logo descobrem que o cozinheiro fora assassinado. Com a comoção, somada à dificuldade de fuga devido à tempestade e névoa lá fora, a confusão logo se instala no hotel, além de um desagradável clima de suspeita entre os hóspedes.

Não sei se tenho palavras para descrever essa narrativa incrível. Bom, acabei o livro em tempo recorde, já que essa trama envolvente não deixa que você se afaste antes do fim.

Três amigos, Alex, Alice (que é um menino) e Rebeca, vão passar algum tempo no hotel dos pais de Alex, já que eram grandes amigos na época do colégio e fazia muito tempo que não se encontravam. Era uma viagem que tinha tudo para ser magnífica e divertida, típica de reencontro de velhos amigos para relembrar os tempos de ouro.

É dito que quando alguém conhece o verdadeiro desespero, se não houver distração constante e eficiente, a pessoa se perde nas profundezas da loucura até o fim de sua vida. Não… Pode-se dizer que, neste ponto, a vida já não existe mais; é apenas um cadáver errante.

Ao chegarem, são surpreendidos por uma grande nevasca, o que os mantém confinados dentro do prédio do hotel, o que não é de grande preocupação, já que só o reencontro em si já era uma coisa importante para eles.

Após o jantar, as luzes acabam por um momento e de repente, todos são solicitados urgentemente em um lugar único do hotel, que a essa altura, já tinha alguns outros hóspedes para descobrirem apenas que estaria para começar um grande pesadelo, afinal, o cozinheiro havia sido assassinado a sangue frio.

Estava no chão, coberto de sangue. Em seu pescoço, um enorme corte de impiedosa profundidade, claramente a fonte da deslumbrante tinta que pintara a imensidão da cozinha com tão intenso vermelho.

Deste ponto em diante, Frederica, que por sinal foi minha personagem preferida, assume as investigações do caso, de maneira totalmente misteriosa, e passa a colher depoimentos de todos os presentes, já que sua cabeça trabalha de maneira quase sobre-humana, fato comprovado pouco tempo antes durante uma rodada de pôquer, e o clima de mistério da narrativa aumenta gradualmente, de modo que a partir daí, largar do livro é impossível e  faz com que todos os compromissos que o leitor possa ter, não sejam tão importantes assim, afinal, um grande mistério paira pesadamente na atmosfera do livro: Quem é o assassino?

Chegando perto do fim, mais alguns personagens perdem a vida, fato chave que responde as perguntas levantadas anteriormente, de maneira totalmente imprevisível e com um clímax inexplicável.

– Como dizem? – indagou ela. – Se arrependimento matasse… não é?

Recomendo o livro para qualquer pessoa e qualquer idade, e parabenizo o autor pela magnífica história, que não deixou a desejar em ponto algum, e todas as perguntas levantadas anteriormente, foram respondidas com maestria, fatos que poucos conseguem nos dias de hoje. O texto é escrito de maneira impecável e os fatos não apresentam desconexão em nenhum ponto do livro. É o típico sem pontos negativos, que parece agradar a qualquer tipo de pessoa que o ler, gostando do gênero ou não.

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Resenha: Anjo Mecânico, Cassandra Clare

Através de Tessa Gray, uma jovem órfã de 16 anos, esta obra apresenta os Caçadores das Sombras da Inglaterra vitoriana. Como seus representantes do século XXI, eles também combatem os elementos rebeldes do submundo – vampiros e lobisomens. E são eles que vão ajudar Tessa quando esta, ao sair de Nova York em busca do irmão, seu único parente vivo, é raptada pelas irmãs Black. Mas Tessa não é uma senhorinha indefesa. Dona do estranho poder de se transformar em qualquer um apenas tocando em algum pertence dessa pessoa, é um objeto valioso para o submundo. Ao lado do temperamental e misterioso Will e de seu melhor amigo James, cuja frágil beleza esconde um terrível segredo, Tessa vai aprender a usar seu poder e ganhar um lugar ao lado deles na batalha entre as trevas e a luz.

Anjo Mecânico é o primeiro livro da trilogia As Peças Infernais, a história se passa em Londres no ano de 1878.
O livro conta e história de Theresa Gray (mais conhecida como Tessa), uma garota que vivia em Nova York, e que após a morte de sua tia não teve outra opção além de ir para a Inglaterra morar com seu único parente vivo, seu irmão mais velho, Nathaniel Gray.
Chegando no porto de Southampton, Tessa é recebida, ou melhor dizendo, sequestrada pelas irmãs Dark e Black.

Aconteceu todos os dias da primeira semana em que Tessa esteve na Casa Sombria, como passou a chamar o lugar em que a mantinham prisioneira…

Ainda sem noticias de seu irmão, Tessa era obrigada a fazer tudo que as Irmãs Sombrias (que era como Dark e Black eram chamadas) queriam, com sua “Habilidade especial” ela podia se transformar em qualquer outro ser humano, vivo ou morto, contando que tenha algum pertence  desta pessoa, o que transforma a menina em um objeto muito valioso para o Clube Pandemônio, uma organização secreta mantida pelas Irmãs Sombrias, e para O Magistrado, que é como chamam a pessoa que quer Tessa impecável para ele.

Após seis semanas mantida em cativeiro sofrendo nas mãos das irmãs, aparece um garoto, William Herondale, e a tira da mansão.

Havia um menino diante dela. Não podia ser muito mais velho do que ela – 17, ou possivelmente 18 anos. Trajava o que pareciam roupas de operário- um casaco preto gasto, calças, e botas pesadas. Não usava colete, e alças espessas de couro estavam cruzadas sobre a cintura e o peito. Armas estavam presas a elas- adagas, facas dobráveis e coisas que pareciam lâminas de gelo…

Depois que Tessa é salva por Will, é levada ao Instituto de Londres, e descobre o mundo dos Caçadores de Sombras, que em inglês são chamados de Shadowhunters, e vai tentar entender sua própria história e o que ela é. No instituto vai entendendo o que é o Mundo das Sombras, e as criaturas que existem nesse mundo, desde caçadores de sombras, que nada mais nada menos são matadores de Demônios, a lobisomens, vampiros, feiticeiros e anjos.

Tessa quando era mais nova herdou de sua mãe um colar de um Anjo Mecânico, este colar vamos ver ao decorrer do livro, que é um porto seguro da Tessa.

Tessa não conseguia se lembrar de uma época em que não tenha amado o anjo mecânico. Outrora pertencera à sua mãe, que o usava no momento de sua morte. Depois disso tinha permanecido na caixa de joias, até que seu irmão Nathaniel, um dia o pegou para ver se ainda funcionava.

O que vemos neste livro, é a história da Tessa conhecendo este novo mundo e tentando entender o que ela própria é, e o que ela pode fazer. Mesmo com tudo isso acontecendo, esses descobrimentos de novas coisas, tem seu maior problema, O Magistrado, que a quer á qualquer custo, e não desistirá tão fácil.

Com tudo isto acontecendo, Tessa ainda não tem nenhuma noticia de seu irmão, e tem medo de fazer qualquer coisa e refletir nele, que também está sendo refém. 

E como toda boa história, temos um romance, mais precisamente, um triângulo amoroso. William Herondale, um rapaz charmoso e atraente mas que guarda um grande segredo, e James Carstairs, um garoto atraente de seu modo, que tem um passado triste, e por causa deste passado, está condenado a morte.

Anjo Mecânico, da trilogia As Peças Infernais, de Cassandra Clare é, em minha opinião um dos livros mais cativantes, interessantes, e encantadores de todos! Cassandra consegue fazer um trabalho incrível e esta, sem dúvida, é a trilogia que eu mais amo.

Narrado por uma terceira pessoa, temos os acontecimentos por completo, e as discrições das cidades e lugares na Inglaterra, e isto é maravilhoso, pois além de termos a história, as ações, o romance e tudo mais, temos também uma visão ampla deste país.

A trilogia começou muito bem com este primeiro livro, além de a história ser maravilhosa, as capas dos livros são lindas também. Recomendo este livro para qualquer um que goste de coisas sobrenaturais, ou até mesmo um bom romance.

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Resenha: Bela Maldade, Rebecca James

Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade.No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel.Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada…

Katherine é uma garota de 17 anos que vive uma vida conturbada, marcada pela perda de Rachel, sua irmã mais nova. A garota está agora recomeçando sua vida ao lado da tia, em Sidney, em uma escola diferente e com novas pessoas. Ela tenta viver no anonimato, sem aproximações, já que quanto mais discretamente conseguir viver sua vida, melhor será para si mesma.

Durante um intervalo na escola, uma garota chamada Alice se aproxima de Katherine e a convida para sua festa. Não acostumada a receber tais convites, muito menos de uma pessoa como Alice, Katherine fica sem saber o que responder e, após muita insistência, Alice consegue convencê-la a aceitar o convite.

A partir deste dia as duas começam a nutrir uma amizade forte. Katherine está se sentindo novamente feliz, coisa que não sentia desde o dia da tragédia com sua irmã. Aos poucos, elas vão se conhecendo melhor, e passam a compartilhar segredos. Katherine, então, se depara com uma verdade que até então estava escondida: Alice não é somente uma garota bondosa, popular e festeira. Ela é também uma garota cruel e sem limites, disposta a pagar o preço que for para arruinar a vida de alguém.

Já ouvi dizer que as pessoas encantadoras, poderosas, têm o dom de nos fazer sentir como se fôssemos a única criatura no mundo, e agora sei exatamente o que isso significa. Não sei bem o que ela faz, – outra pessoa teria parecido excessivamente ávida, até obsequiosa -, mas quando Alice me dá atenção dessa maneira, eu me sinto radiante, reconfortada pela certeza de ser plenamente compreendida.

O livro é dividido em duas partes, narrado em primeira pessoa do singular em sua maioria, apesar de apresentar trechos em segunda pessoa, o que contribui para o clima de suspense. Rebecca James, a autora, conseguiu intercalar com maestria os capítulos com fatos no presente e passado, mostrando a história em duas épocas diferentes.

Eu particularmente gostei da ideia do livro, cujo enredo o deixou mais envolvente a cada página, a autora deixou-o com uma fácil compreensão e fez personagens com fortes personalidades, o que nos faz pensar que não são apenas simples personagens de livros, e sim pessoas que vivem em algum mundo paralelo. A editora fez um ótimo trabalho com os detalhes da capa e das páginas, assim como a lombada e indico o livro para maiores de treze anos, devido a narrativa marcante que a autora segue.

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Resenha: Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins

“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina… Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.” Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada… Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer? Stephanie Perkins escreveu um romance de estreia divertido, com personagens espirituosos que garantem dedos formigando e corações derretendo.

Anna é uma adolescente de 17 anos que mora em Atlanta com sua mãe e seu irmão mais novo. Seus pais são divorciados, e seu pai é um escritor muito conhecido por seus romances, tem uma melhor amiga chamada Bridgette que é baterista, e um quase namorado em seu serviço no cinema. Com sua vida perfeita, Anna é obrigada por seu pai, a ir cursar o último ano do Ensino Médio em um internato para americanos em Paris, mas a garota não quer ir de jeito nenhum, não quer deixar sua vida na América para ir a um país onde nem sabe falar a língua oficial.

Chegando em Paris (contra sua vontade) Anna acaba conhecendo pessoas e fazendo amizades por lá, até que em sua primeira noite conhece Étienne St. Clair, um garoto romântico, sonhador, com cabelos e olhos castanhos e encantador. Todas as meninas se encantam por ele e tentam de tudo para se aproximar. Mas ele tem namorada.

Logo de início eles se tornam amigos, só que Anna quer ser muito mais que amiga de Étienne. Anna é insegura e sente falta de casa, até que faz amizades e aprende a viver e gostar daquele lugar, e ai ela começa a se perguntar ” Onde exatamente é minha ‘casa’ ? ”

Anna e Étienne tem seus problemas particulares, cada um com o seu, e acabam um ajudando ao outro a como superá-los.

Depois de um tempo, Anna não é mais aquela garota frágil e insegura, ela começa a se entender, ver o que está se passando ao seu redor e consegue superar as expectativas.

É um romance que se desenvolve lentamente ao decorrer do livro, é uma leitura cativante. A cada capitulo que você acaba, não tem vontade de deixar o livro, você quer sempre mais e mais.

A história é narrada por Anna, que nos faz sentir que estamos mesmo em Paris! Descreve os lugares, os cinemas, os pontos turísticos, etc. Mas o que mais nos prende a essa história e nos deixa maravilhados é a história de Anna e Étienne. Um romance proibido entre amigos que dará muito o que falar.

E, você quando está lendo, fica naquela expectativa do que irá acontecer e como isso irá se resolver. No livro há partes que você irá rir, chorar, se apaixonar e algumas partes que ficará com raiva, mas a autora Stephanie Perkins conseguiu fazer com que todos ficassem presos ao livro do começo ao fim.

É uma obra que além de ter a história de amor tem a descrição das paisagens, lugares e tudo que se tem de bom em Paris, e isso na minha opinião foi o que me deixou mais grudada a este livro.

Por fim, Anna e o Beijo Francês é um romance que vale a pena ler, se você gosta deste gênero, vai se apaixonar ainda mais por Anna e Étienne.

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Resenha: Convergente (Allegiant), Veronica Roth

E se o seu mundo todo fosse uma mentira?
E se uma única revelação – como uma única escolha – mudasse tudo?
E se amor e lealdade fizessem você fazer coisas inesperadas?
A conclusão explosiva da trilogia número um do New York Times, Divergente de Veronica Roth, revela segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitures em Divergente e Insurgente.

CONTÉM SPOILERS!

Que eu amo Divergente mais que qualquer outra saga, é um fato que já falei em inúmeras outras ocasiões e, apesar de tudo, confesso que Allegiant (prefiro este título ao Convergente brasileiro, portanto utilizarei ele nesta resenha) me surpreendeu de todas as maneiras possíveis e impossíveis, já que o enredo impecável de Roth consegue te cativar até o último ponto final de maneira nada previsível.

Após mostrar para toda Chicago o vídeo de Edith Prior, Tris mantém-se retida no regime autoritário da mãe de Tobias, Evelyn, que juntamente com os sem-facção, tomou conta da cidade em uma ditadura parecida com a adotada anteriormente por Jeanine, só que, como ela mesmo diz, elas são totalmente diferentes, já que a líder da Erudição utilizou de soros, enquanto ela utilizará da morte.

Can I be forgiven for all I’ve done to get here?
I want to be.
I can.
I believe it.
Posso ser perdoada por tudo o que fiz para chegar aqui?
Eu quero ser.
Eu posso.
Eu acredito nisso.

As rebeliões contra o regime de facções agora derrubado, estão cada vez mais constantes, apesar de uma grande parcela da população não concordar com tal mudança, a decisão não tem volta, e vemos até mesmo uma cena onde quebram os potes, utilizados anteriormente nas Cerimônias de Escolha.

O livro, é contado através da visão de Tris e de Tobias, o que garante uma visão multipolar da história, mostrando opiniões, pensamentos de cada uma dessas duas personagens, que se desenvolvem e regridem emocionalmente no decorrer da história.

“If I don’t survive,” I say, “tell Tobias I didn’t want to leave him.”
“Se eu não sobreviver”, digo, “diga ao Tobias que eu não queria deixá-lo.”

Após ser libertada, com a ajuda de Tobias, Tris conhece um grupo rebelde, que se intitulam The Allegiant, liderados por Cara e Johanna, cujo principal objetivo, é realizar os pedidos do vídeo que Edith Prior deixou, isto é, mandar um grupo para fora das cercas que delimitam a cidade.

Nesta altura do livro, Caleb Prior, irmão de Tris, foi preso e será executado em breve, devido à sua aliança com Jeanine, chegando até mesmo a trair a própria irmã, mas, claramente, o altruísmo exacerbado da nossa heroína, não permite que seu irmão seja deixado para trás, e então, Tobias o rouba, e assim, um pequeno grupo liderado por Cara, parte para fora dos limites da cerca de Chicago.

“Caleb,” I say, “I love you.”
His eyes gleam with tear as he says, “I love you, too, Beatrice.”
“Caleb”, digo, “Eu te amo.”
Seus olhos brilham com as lágrimas enquanto ele diz, “Eu te amo, também, Beatrice.”

Ao chegarem neste novo mundo, vemos a confusão das personagens ao interpretar tudo o que estão vendo, e a narrativa de Roth, sempre impecável, nos permite compartilhar do mesmo sentimento que eles, isto é, ela consegue nos fazer entrar na história e sentir a confusão que os personagens sentem dentro de nossa própria cabeça.

Em meio aos grandes contratempos que estão vindo, grandes revelações sobre a história são apresentadas em todas as páginas, e chegamos até mesmo a descobrir o que são os Divergentes, e que eles não possuem nada de anormais, como poderíamos ter chegado a pensar em certo momento dos livros anteriores.

The first step to loving someone else is to recognize the evil in ourselves, so we can forgive them.
O primeiro passo para amar alguém é reconhecer os pecados de nós mesmos, para que podemos perdoá-los.

É necessário um psicológico forte para aguentar a morte de grandes figuras que conseguiram cultivar nos leitores um grande apego, e também uma força de vontade inigualável, porque a grandiosidade desta obra me fez ter umas três ressacas literárias do livro, enquanto eu ainda o estava lendo.

O desfecho dessa trilogia para mim, não poderia ter sido melhor e, mesmo com a morte da protagonista, informação vazada há algum tempo na internet, por esse motivo estou colocando esse grande spoiler na resenha, Veronica consegue encerrar uma trilogia e uma parte da vida dos fãs com magnitude, com um final impossível de ser descrito em palavras mostrando o verdadeiro valor e papel que amizades boas podem cultuar em nossas vidas. Virou meu livro preferido entre todos que já li, que deixou um enorme vazio por chegar ao fim, e pelas coisas que aconteceram. É difícil saber que nunca mais teremos brigas Fourtris, revoluções com os dois juntos e coisas assim, afinal, acabou…

I suppose a fire that burns that bright is not meant to last.
Suponho que uma chama que queima brilhantemente não é feita para durar.

GRANDE SPOILER (COMENTÁRIO SOBRE O FINAL), SÓ CONTINUE SE JÁ TIVER LIDO O LIVRO

Quando acabei o livro, algumas pessoas comentaram comigo sobre um romance entre Christina e Tobias, coisa que não acontece em momento algum do livro e ao meu ver, não há nem espaço, nem abertura para que se pense tal coisa. Os dois se aproximaram de fato, mas acredito que tenha sido pela dor, que ambos carregavam, pela perda, respectivamente, da melhor amiga e da namorada. Veronica deixa bem claro, que Tobias ainda não superou totalmente a perda de Tris, e por isso, qualquer um que tenha conseguido adentrar na história e se colocar no lugar do personagem, percebeu que não há lugar para outro amor na vida de Tobias até o momento que o livro termina, nem tampouco com alguém que podia fazê-lo relembrar de Tris de uma maneira tão profunda (afinal, ele chega a evitar até mesmo o Caleb, por lembrar muito dela).

I’ll say it one last time: Be brave.
Eu direi mais uma última vez: Seja corajoso.

     

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Resenha: Jogos Vorazes, Suzanne Collins

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Jogos Vorazes foi meu passaporte de entrada no mundo dos distópicos e, a primeira série que me apaixonei e indiquei para os meus amigos, já que eles sempre me indicavam antes, as outras. Li quando o primeiro filme estava passando no pay-per-view, eu já havia o assistido antes, no cinema, mas fiquei meio “o que foi isso?” já que não entendi a história de primeira, só no filme.

Bom, o livro conta a história da nação de Panem, que surgiu após o fim da América do Norte, e é dividida em doze distritos (treze, no passado, conforme descobrimos depois), todos comandados pela Capital.

Devido a uma rebelião do passado, a Capital demonstra seu poder sobre o resto do país, que é gradualmente carente, isto é, o distrito 1 é o mais rico e o 12, o mais pobre, realizando anualmente, os Jogos Vorazes, um reality show transmitido para todo o país, onde, cada distrito envia um casal de adolescentes ou crianças, que são obrigados a lutar até que apenas um, de todo o rol de participantes, sobreviva.

Katniss Everdeen é uma garota que vive no distrito 12, com a mãe, emocionalmente instável em alguns momentos devido a morte recente do marido, e com sua irmã mais nova, Prim, que se inscreverá pela primeira vez nos Jogos Vorazes, e obviamente, está nervosa com a possibilidade de morrer em uma arena caso seja escolhida.

Katniss, sustenta a família como pode, ultrapassando os limites do distrito para caçar com seu melhor amigo Gale, e faz o que pode, vendendo o que consegue no mercado negro para comprar os utensílios que precisa.

É então, que chega o Dia da Colheita, que é quando são escolhidos os participantes que serão enviados para os Jogos Vorazes e, no que parece ser um golpe extremamente rápido, Prim é escolhida, e sua irmã, sem conseguir raciocinar direito, se voluntaria para ir em seu lugar. Katniss irá para a arena com Peeta Mellark, um garoto que é filho do dono da padaria do distrito, que é consequentemente pouco mais afortunado que Katniss, na medida do possível.

É neste contexto que se desenvolvem os clímax múltiplos que o livro apresenta a cada página, incluindo a estadia de Katniss com Peeta na Capital, os treinamentos com os outros tributos, de outros distritos, e a amizade cultivada dentro da arena entre os dois tributos do distrito 12, que passa a ser considerada um ato de rebelião contra a Capital no final dos Jogos, e seu posterior romance ensaiado para as telas da Capital.

Jogos Vorazes é, para mim, um livro clássico, de um gênero que sou apaixonado e indico para qualquer um, tanto livro, quanto filme. Eu particularmente, gostei da adaptação, na íntegra, incluindo a escolha do elenco, que para mim, não poderia ter sido melhor, é um livro com grandes ensinamentos, para aqueles que sabem como aproveitá-los.

     

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Resenha: Percy Jackson e o Ladrão de Raios, Rick Riordan

Os deuses do Olimpo continuam vivos, em pleno século XXI! Eles ainda se apaixonam por mortais e têm filhos que podem se tornar grandes heróis, mas que acabam, na maioria das vezes, encontrando destinos terríveis nas garras de monstros sem coração.

Apenas alguns descobrem sua identidade e conseguem chegar à Colina Meio-Sangue, um acampamento de verão em Long Island dedicado ao treinamento de jovens semideuses. Essa é a revelação que leva Percy Jackson a uma incrível busca para ajudar seu verdadeiro pai – o deus dos mares! -, a evitar uma guerra no Olimpo.

Com a ajuda do sátiro Grover e de Annabeth, uma filha de Atena, Percy é encarregado de cruzar os Estados Unidos para capturar o ladrão que roubou a mais poderosa arma de destruição já concebida: o raio mestre de Zeus.

Percy Jackson é um garoto como tantos outros que não se ajustam aos padrões sociais. Em seis anos ele já frequentou seis escolas, e acredita que isso tenha ocorrido porque tudo de ruim acontece com ele, principalmente durante as excursões escolares, o que então motiva imediatamente sua expulsão da instituição em que se encontra.

O garoto acredita que não pode ser melhor que os outros, nem mesmo tão bom quanto eles, pois seus problemas de dislexia – dificuldades para ler, escrever e soletrar – e de transtorno do déficit de atenção não o permitem.

O único professor com quem ele tem mais afinidade na atual escola – a Academia Yancy, um internato particular de Nova Iorque, exclusivo para crianças consideradas portadoras de problemas -, o Senhor Brunner, mestre de latim, acredita realmente que ele é mais talentoso do que imagina.

Senhor Brunner mais conhecido como Quíron na mitologia grega é o diretor de atividades do Acampamento Meio-Sangue. Ele é um centauro (um cavalo branco da cintura para baixo) e um eterno treinador de semideuses. Ele é um grande professor e mentor e é extremamente sábio e inteligente, ao contrário dos outros centauros. Ele também é um excelente lutador, perito em arco e flecha. Embora é dito que ele é imortal, na mitologia ele não é, pois Hércules trocou sua imortalidade quando ele estava a beira da morte pela vida de Prometeu, mas nas séries do Acampamento Meio-Sangue é dito que os deuses concederam a imortalidade a Quíron para que ele pudesse ensinar os meio-sangues. Ele é o filho de Cronos. Na mitologia grega, Quíron ensinou muitos dos heróis famosos, como Aquiles, Hércules/Herácles e outros.

Em uma excursão para o Metropolitan Museum of Art, ele descobre inesperadamente que tem poderes desconhecidos, revelados subitamente quando sua colega de escola, Nancy Bobofit, humilha Grover, seu melhor amigo. De repente, sem saber como, ele ingressa em um universo paralelo, no qual seus professores não são mais o que parecem ser.

Percy acaba descobrindo que é um meio-sangue. Ele acaba tendo que fugir o mais depressa possível, juntamente com Groover (seu melhor amigo na academia Yancy) que agora revelara a ele que era o seu protetor e sua mãe. No caminho da fuga a mãe de Percy, o explica que o que estava acontecendo era culpa de seu pai e que para onde iam ele estaria seguro. Acabam indo parar em um acampamento, o Acampamento Meio-Sangue, e então Percy descobre que estava sendo acusado de ter roubado o Raio de Zeus, mas como ele não é o ladrão, ele recebe uma Missão que é resgatar o raio e entregá-lo para Zeus evitando uma guerra entre os Deuses. E ele recebe a ajuda de Groover e de Annabeth.

Annabeth Chase é uma semideusa grega, filha de Atena e Frederick Chase, aos 7 anos de idade fugiu encontrando outros dois semideuses e que foram juntos para o Acampamento Meio-Sangue.

Grover Underwood é um amigo de Percy Jackson e um sátiro . Na série, os sátiros são responsáveis ​​pela identificação semideuses que vivem no mundo mortal.

É com estes elementos que o autor, Rick Riordan, tece o primeiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos, O Ladrão de Raios, que ocupou durante muito tempo o topo da lista das sagas mais vendidas no The New York Times. O que mais fascina o público infanto-juvenil, e até mesmo alguns adultos, nesta obra, é a forma como o escritor entretece ancestrais mitos gregos e os enredos que compõem as narrativas de aventuras do nosso século.

Nesta trama deuses e semideuses, como os antológicos heróis da antiga Grécia, estão bem vivos, mas eles normalmente não atingem a fase adulta, pois é desta forma que o destino escreve suas trajetórias. Nos tempos atuais, eles não têm consciência de quem são, e é neste caso que se enquadra o protagonista desta história.

Isto explica porque as coisas mais estranhas ocorrem com ele, e dá um certo sentido a sua até então insípida existência. De repente o garoto-problema se converte em um herói no estilo das lendas narradas pelos gregos. Ele não é mais um incapaz, rejeitado por todos, mas alguém com uma missão a cumprir, mesmo que esta tarefa coloque sua vida em risco. Quem se importa com isso se, subitamente, conquista um status heróico, ainda que seja em uma realidade alternativa? Com certeza é esta possibilidade que realmente cativa o leitor.

Resenhas

Resenha: Marcada (House Of Night 1), P. C. Cast e Kristin Cast

Em The House of Night você vai conhecer um mundo parecido com o nosso, exceto pelo fato de que nele os vampiros sempre existiram e convivem tranquilamente com as pessoas normais. No primeiro volume, Marcada, Zoey, uma garota de 16 anos, acaba de receber uma marca que vai transformar a sua vida por completo. Zoey terá que se afastar de seus amigos e de tudo aquilo que fazia parte da sua vida até então. A menina vai se transformar em vampira e usufruir de poderes que ela nem imaginava possuir. Mas para isso ela precisa suportar o difícil período de transformação, caso contrário morrerá.

Comecei House Of Night quando não tinha nada de melhor para ler, achando que seria mais um livro estereótipo de vampiros que brilham e um plágio de Crepúsculo. E, antes que venham as críticas, eu gosto de Crepúsculo, mas o estereótipo é inegável. No entanto, me surpreendi quando terminei o livro em dois dias, totalmente absorto pela história e pelo mundo criado.

Merry meet, merry part e merry meet outra vez.

Em House Of Night, os vampiros são conhecidos pelos humanos, apesar de não serem socialmente aceitos e, quando chega determinada idade, alguns jovens são marcados como vampiros pelos rastreadores, com uma tatuagem de contorno de meia lua na testa e assim, vão estudar na Morada da Noite.

— Se eu me tornar uma vampira madura.
— Você vai se tornar, Zoey.
— Como pode ter tanta certeza?

Na Morada da Noite, os vampiros adultos, isto é, aqueles que completaram a transformação sem nenhum problema e consequentemente, possuem a tatuagem de meia lua preenchida e eventuais outras tatuagens em volta, instruem os novatos (como são chamados os recém marcados) e fornecem os feromônios necessários para completar sua transformação. Mas é claro, que muitos deles não conseguem completá-la com sucesso.

Fostes escolhida pela Noite; tua morte será teu nascimento. A Noite te chama; preste atenção para escutar Sua doce voz. Teu destino aguarda por ti na Morada da Noite

O livro conta a história de Zoey, que é marcada no que parece ser um dia comum no colégio e assim, passa a ser rechaçada por muitos colegas e a princípio, pelo seu namorado, Heath, e posteriormente, por sua mãe e padrasto, que são muito religiosos e acham que ela é uma aberração demoníaca.

Eu busco força, não para ser maior que os outros, mas para lutar contra meu maior inimigo, que é a dúvida dentro de mim mesma.

Apenas sua avó, Sylvia Redbird, aceita a menina no seu novo status de vida e a leva para a Morada da Noite, onde Zoey adquire o sobrenome Redbird e larga para trás todo seu passado e passa a viver como vampira. Mas Zoey, não é uma vampira normal, ela não foi marcada com uma tatuagem de meia lua apenas contornada e sim, com uma preenchida, como os vampiros adultos.

Nyx escolheu você. Para quê, não sabemos. Mas sua marca foi claramente posta em você. Ela não teria te tocado se você fosse falhar.

É então que começam os burburinhos a seu respeito, mas com a ajuda de vários amigos que conhece, passa por cima de tudo, se envolve nas maiores aventuras com sua Horda de Nerds e descobre até mesmo sua afinidade com todos os elementos (Ar, Fogo, Água, Terra e Espírito) durante um ritual das Filhas das Trevas.

Eu não estava realmente falando; estava apenas soltando palavras pela boca.

O livro, assim como toda a série, quebra muitos tabus da sociedade, mostrando novos costumes totalmente diferentes, e como a maioria das pessoas reagem a ele. É de longe, uma série viciante, cujos nove livros li em pouco mais de um mês e ainda não li o décimo, estou sofrendo e recomendo para todos aqueles que possuem uma mente aberta apta a decifrar novos costumes de vida e entender mais sobre eles.

A escuridão não equivale ao mal, assim como a luz nem sempre traz o bem.

Li muitas críticas negativas a respeito da série, alguns argumentando que é plágio mal feito de Crepúsculo ou série muito estendida/cansativa e com muitos livros e discordo dos motivos, afinal, leitor que é leitor não liga para quantidade e sim para qualidade. Li todos os livros, inclusive os extras, em pouquíssimo tempo, porque a história te envolve de uma maneira fascinante e inovadora, sou totalmente fã, e Team Neferet, os que leram, me entenderão. Leiam, e em breve postarei novas notícias a respeito da série e uma possível adaptação cinematográfica. Não consegui explicar nem metade dos conceitos da história nesta resenha, senão ficaria quilométrica, a profundidade é imensa, e por isso tenho especial preferência.

Resenhas

Resenha: Insurgente, Veronica Roth

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

CONTÉM SPOILERS!

Pouco tempo depois que li Divergente, fiquei extremamente ansioso para o próximo livro, e já li assim que foi lançado em Inglês, e reli semana passada, em Português. Apesar da opinião de muitos, que o livro está chato, assim como a protagonista, Tris, não foi válida para mim, por motivos que explicarei ao longo da resenha.

A tristeza não é tão pesada quanto a culpa, mas rouba mais de nós.

Após praticamente expor sua divergência durante uma guerra travada entre Audácia e Erudição contra a Abnegação, onde Jeanine Matthews roubou uma informação dos líderes desta última, cuja proteção era tão estimada que muitos deles morreram tentando protegê-la, Tris segue com Tobias em direção a sede da Amizade, com o disco rígido dos dados da simulação que ela havia parado no bolso traseiro, um tanto descontrolada emocionalmente após ver a morte dos pais e matar o melhor amigo – Will – por extrema necessidade.

Ser cruel não torna uma pessoa desonesta, da mesma maneira que ser corajoso não faz de ninguém gentil.

A simulação desenvolvida pela Erudição, estava controlando todos os membros da Audácia, que não eram Divergentes – que não podem ser controlados e mantém plena consciência dentro das simulações e podem até mesmo, manipulá-las -.

Eu li em algum lugar, uma vez, que o choro desafia a explicação científica. Lágrimas são apenas para lubrificar os olhos. Não há razão real para as glândulas lacrimais produzirem lágrimas por causa das emoções. Eu acho que nós choramos para libertar as partes de animal em nós, sem perdermos a humanidade. Porque dentro de mim há uma fera que rosna, grunhe e se esforça para a liberdade, para Tobias, e, acima de tudo, para a vida. E por mais que eu tente, não consigo matá-la. Ao invés, eu soluço em minhas mãos.

Na sede da Amizade, o resto que sobrou da Abnegação, e os aliados até então (Tobias, Tris, Caleb, Marcus e Peter) passam um tempo planejando os próximos passos da guerra, que está bem longe de terminar, até que a base é invadida pela Erudição e Audácia, forçando uma evacuação rápida e emergencial, o que fez Tris, destruir o disco rígido.

Ambos travamos uma guerra dentro de nós. Às vezes, isso nos mantém vivos. Outras vezes, ameaça a nos destruir.

Com isso, o grupo passa a negociar com os grupos dos sem-facção e posteriormente, a Franqueza, em busca de apoio político, abrigo e reforços para a possível guerra, porém, ninguém quer ficar contra os poderes da Erudição.

— Insurgente — diz ele.
— Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, que não é necessariamente considerada agressiva.

O segundo livro da trilogia, foca mais em assuntos políticos entre as facções, mostrando um pouco mais o interior de cada uma delas e como vivem, incluindo os sem-facção, além de mostrar uma Tris mais introspectiva, mostrando seus pensamentos sobre as pessoas ao seu redor, assim como a culpa que carrega pela morte de Will, seu melhor amigo, durante o ataque e seu romance com Tobias – Quatro – que possuí diversos picos e depressões que nos fazem querer chorar.

As pessoas, eu descobri, são camadas e camadas de segredos. Você acredita que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre escondidos de você, enterrados em seus próprios corações. Você nunca vai conhecê-las, mas às vezes você decide confiar nelas.

Em muitos momentos, fiquei arrancando meus cabelos para descobrir o que viria a seguir, xinguei a Tris de burra em muitos outros, por suas ações impulsionais, além da curiosidade alimentada em cada página para descobrirmos o que há além da cerca que está em volta de toda a cidade e é trancada por fora, como se estivesse isolando Chicago do resto do mundo.

Solto uma risada sem alegria, uma risada louca. Saboreio sua expressão irada e o ódio em seus olhos. Ela era como uma máquina, fria e sem emoção, movida unicamente pela lógica. E eu a quebrei. Eu a quebrei.

É claro que, entre muitos rodeios no enredo, muitas mortes e traidores, o leitor fica irado e tem vontade de espancar a autora, assim como eu, mas o desfecho, não deixa a desejar em nada. Eu mesmo, quando acabei, fiquei lendo e relendo as últimas frases do último capítulo milhões de vezes e comentando o quão genial era Veronica Roth por criar esse mundo e muito mais pela explicação dada, isto é, o porquê do sistema de facções e Divergentes, informação que seria vazada pela Abnegação para todos, antes de ser roubada por Jeanine, e travado tamanha guerra.

— Serei a sua família agora.
— Eu te amo — digo.
(…)
Sou dele, e ele é meu, e sempre foi assim.
Ele me encara. Espero, agarrada aos seus braços para me equilibrar, enquanto ele pensa no que responder.
Ele franze a testa ao olhar para mim.
— Fala outra vez.
— Tobias, eu te amo.
A água torna sua pele escorregadia. Ele cheira a suor, e a minha camisa gruda em seus braços quando ele os desliza pelo meu corpo. Ele encosta o rosto no meu pescoço e me beija logo acima da clavícula, depois no pescoço, depois nos lábios.
— Eu também te amo.

É fato que Divergente é de longe minha saga preferida, e que recomendo para qualquer um que queira ler. Estou ansiosíssimo para o filme e não sei o que esperar nem tampouco, qual será minha reação.