Machado de Assis (1839-1908), escrevendo Dom Casmurro, produziu um dos maiores livros da literatura universal. Mas criando Capitu, a espantosa menina de “olhos oblíquos e dissimulados”, de “olhos de ressaca”, Machado nos legou um incrível mistério, um mistério até hoje indecifrado. Há quase cem anos os estudiosos e especialistas o esmiuçam, o analisam sob todos os aspectos. Em vão. Embora o autor se tenha dado ao trabalho de distribuir pelo caminho todas as pistas para quem quisesse decifrar o enigma, ninguém ainda o desvendou. A alma de Capitu é, na verdade, um labirinto sem saída, um labirinto que Machado também já explorara em personagens como Virgília (Memórias Póstumas de Brás Cubas) e Sofia (Quincas Borba), personagens construídas a partir da ambigüidade psicológica, como Jorge Luis Borges gostaria de ter inventado.
Bento Santiago também conhecido como Dom Casmurro ou Bentinho, começa a narrativa contando de onde veio seu apelido, dado por um poeta em um trem. Depois, ele desenvolve a história contando sua vida desde a infância, quando seu futuro seria ir para um seminário e se tornar um padre, devido a uma promessa feita por Glória, sua mãe, no entanto, há alguém que faz o coração do garoto bater mais forte, e consequentemente, ele passa a se perguntar o porquê de ter que ir ao seminário: Capitu.
Capitu é vizinha de Bento, e os dois são amigos bem próximos e de longa data e, desde que a garota aparece no livro, já se sabe que ela será o interesse amoroso de Bentinho, fato que, obviamente se concretiza depois. Porém, ele deve ir para o seminário e se tornar um padre, mesmo que não queira, já que a promessa deve ser cumprida.
Quando Bentinho vai para o seminário, ele conhece Escobar, que vira seu amigo para o resto da vida e, em uma frente de fatos contraditórios que vem à tona em sua vida, surge também uma dúvida: Capitu traiu Bentinho com Escobar ou não? A dúvida não é esclarecida até o fim do livro, e fica para o leitor supor teorias sobre isso.
Onde a verdade e onde a mentira dos sentimentos? Seria a bela Capitu, com seus olhos de cigana oblíqua e dissimulada, uma adúltera? Teria fundamento o ciúme que corrói a alma de Bentinho?
Machado de Assis leva uma leitura muito envolvente, emocionante e fascinante, permeando muito bem as personalidades de cada um dos personagens, a escrita pode parecer um tanto complicada devido a época que o romance foi escrito, mas dá para compreender e se apaixonar pela história. É um clássico, exigido em muitas escolas e vestibulares e totalmente recomendável. E você, acha que Capitu traiu ou não traiu? Comente!
Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York – , Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de
um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos
mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu.
Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? a narradora desnuda, assombrada,
uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?
De início o livro mostra a vida de Eva visivelmente abatida, solitária, depressiva e exaurida, sem deixar, no entanto, um motivo aparente. A história é contada a partir de flashbacks para que se possa entender o porquê do sofrimento que Eva tanto carrega nos olhos. Aos poucos o telespectador é apresentado aos eventos que causaram todo o pesar na vida dessa personagem: Um crime, cometido pelo filho mais velho em uma escola, causando ferimentos em alguns alunos, professores e na própria mãe. Surge daí a pergunta: O que levou Kevin a cometer este crime? As respostas vão sendo dadas aos poucos, em cada flashback, em cada frase dita por Eva, em cada olhar trocado entre mãe e filho.
Ao longo da trama a sensação constantemente sentida é que Kevin é um ser repugnante que nasceu somente para causar o sofrimento da mãe. No entanto, é percebido também que Eva nunca sentiu o tal “espírito materno”, nem mesmo queria ser mãe.
Kevin é apresentado em três “estágios” de desenvolvimento, o que enriquece ainda mais a trama, mostrando a personalidade forte do garoto desde o nascimento. Quando bebê, Kevin se mostra um verdadeiro “chorão”, causando o stress constante de Eva, e calando-se somente na presença de Franklin, o que provoca na mãe a sensação de que filho prefere o pai. Uma cena forte que descreve detalhadamente a irritação de Eva por conta dos excessivos choros de Kevin, é o momento em que ela escolhe o barulho de uma britadeira para silenciar o som desconcertante do choro do bebê.
Ao atingir idades entre quatro a dez anos, Kevin demonstra ser uma criança cada vez mais irônica, sádica e irritante. Evitando a mãe o tempo todo. Esquivando-se das tentativas que Eva construía para interagir com ele ou provocando-a com respostas negativas e sarcásticas. Por volta dos seis anos, fase que normalmente as crianças já têm o controle dos esfíncteres, uma vez que este se faz, normalmente, entre o 2º e o 4º anos de vida, Kevin ainda faz uso de fraldas e testa sua mãe o tempo todo, provocando situações perturbadoras. Ao contrário de quando está na frente de Franklin (pai), onde se comporta exatamente como um pai quer que o filho seja: educado e orgulhoso das tarefas elaboradas pelo seu progenitor.
Com o nascimento de Lucy, a filha mais nova da família, nasce também o sentimento de exclusão vivido por Kevin. O ciúme aqui não é visto como a criança que perdeu o trono de bebê da família, mas sim, a criança que não foi tão desejada quanto esta que chegou agora. Kevin sente o desejo demonstrado pela mãe pela nova gravidez e todo o planejamento dos pais, o que possivelmente ele não sentiu quando era criança.
É nesse momento que os olhares viciosos deixam de existir, aqueles que só culpam a criança “birrenta” que é Kevin, e chega-se à conclusão que o filme não tem o objetivo de definir o papel do vilão e da vítima, mas sim, mostrar que cada um cometeu falhas que levaram a atual situação da família. Isso porque “a família constitui o primeiro e mais importante contexto social emocional e cultural para o desenvolvimento do ser humano. E dentro das relações familiares surgem condições favoráveis ou desfavoráveis para o bem-estar psicológico das crianças.
Recomendo muito lerem o livro, e assistirem ao filme porque a história é muito interessante e diferente de qualquer outra.
Violet Ambrose tem dois problemas: o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela começa a ficar cada vez mais incomodada com sua estranha habilidade: Violet encontra cadáveres. Desde muito pequena ela percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos, apenas os das vítimas de assassinato.
Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas, agora que um serial killer está aterrorizando a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas assassinadas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.
CONTÉM SPOILERS
Violet é uma garota que tem o dom de ver, sentir, ouvir e saborear as marcas da morte. Sempre quando há um assassinato brutal, e as vítimas são violentamente mortas, elas chamam por Violet, para que ela possa pegar os corpos de enterrar de forma que eles descansem em paz.
Violet parou o jet ski e se levantou para enxergar o fundo do lado. Uma luz matizada parecia radiar embaixo d’água, surgindo de um ponto entre o junco e se propagando ao alçar a superfície. Ela nunca tinha visto nada parecido, e sabia que o espectro de luz desafiava a própria natureza ai se comportar daquele jeito.
Aquilo só poderia significar uma coisa…
Havia algo morto ali embaixo.
Poucas pessoas sabem desse dom que a menina possui, isto é, apenas sua família – pai, mãe, tio e tia – e seu melhor amigo Jay, o garoto mais popular da escola, diferentemente de Violet, que só é conhecida por ser ”amiga de Jay” e, mesmo andando com o garoto mais disputado da escola, não sente nada por ele, até as férias de verão. Quando retornam à escola, sua visão sobre Jay muda completamente, e ela se sente cada vez mais próxima e apaixonada pelo rapaz.
Violet queria que a paixonite passasse logo, para que ela pudesse voltar ao estágio de serem apenas amigos, caso contrário, aquele seria um longo – e doloroso – ano.
No entanto os assassinatos estão cada vez mais constantes, e agora só ocorrem com garotas, e isso faz com que a família Violet não a deixe sair de casa sozinha, e mesmo sendo praticamente normal, Violet quer pegar o assassino, e sabe como fazer isso, usando o seu dom, mas não funciona da primeira vez, o que deixa Jay muito irritado com a obsessão da garota, e o faz se afastar da amiga, mesmo amando-a.
Jay não levantou nenhum olhar para Violet por uma semana.
Até vê-la com Grady.
A história vai evoluindo gradualmente e ficando mais interessante a cada página, os acontecimentos com e dos personagens são surpreendentes, o livro é ótimo com uma escrita é impecável, assim como a arte de capa e a lombada.
Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.
O livro é todo escrito em formato de cartas, que Charlie envia a um amigo desconhecido. Charlie é viciado em leitura e desenvolve uma amizade com o seu professor de inglês que o incentiva ao hábito, ajudando-o a desenvolver sua escrita. Aqui fica marcado um ponto sensacional do livro: Chbosky usa esse artifício também na forma como escreve o livro. Se no começo o texto parece meio solto e hesitante, no decorrer da história a escrita de Charlie vai melhorando, ele passa a organizar melhor as ideias e narrar de forma mais clara os acontecimentos.
Charlie é um adolescente dos anos noventa que sofre pelo suicídio do melhor e único amigo e a morte de sua tia quando era criança. Ao entrar no ensino médio ele decide que não pode mais viver isolado e tenta se aproximar dos outros meninos e meninas da sua idade. No entanto, Charlie é extremamente tímido e não sabe muito bem como se inserir em novos grupos.
Mas sua vida muda radicalmente quando três pessoas entram nela: Bill – seu professor -, Sam e Patrick. A partir daí ele vive experiências inesquecíveis, lê livros extraordinários, e passa a ser ator e não espectador. Charlie passa a se sentir infinito.
Charlie é um menino confuso, com uma visão do mundo totalmente solitária. Num jogo de futebol, Charlie conhece Sam e Patrick, os três viram grandes amigos, e Charlie e Sam acabam se apaixonando, porém acontece várias situações, fazendo com que Sam tenha outra relação. Ao encontro de drogas, sexo e aquela música perfeita que te faz sentir infinito, os três se veem diante de experiências, como por exemplo, ter um amigo gay e ser beijado por ele, onde se ajudam, e dividem suas expectativas e seus desejos. Com um final super emocionante, Stephen Chbosky conseguiu incluir alegria, raiva, amor, desprezo, carinho, loucura… tudo dentro de uma história, que te faz sentir, digamos que, infinito.
Sam e Patrick, apesar de não serem politicamente corretos, são carismáticos e companheiros, o tipo de pessoa completamente diferente do protagonista e que, justamente por isso, cria uma ótima combinação. A entrada dos dois na vida de Charlie foi realmente um divisor de águas e o que movimentou a história.
Entretanto, acima de tudo, é um daqueles casos em que mais é menos. Trata-se de um adolescente simplório, que leva uma vida simplória, contados a partir de uma narrativa e expressões simplórias. Mas, essa simplicidade esconde uma história muito complexa, em que você precisa extrair as lições e pensamentos. Não se deixe enganar por essa modestidade, pois isso torna a história única, inesquecível. Infinita.
Em minha opinião foi um dos livros que mais gostei e que marcou mais a minha vida, recomendo demais e não podem deixar de assistir o filme, aliás, dar vida ao livro em um filme é maravilhoso.
Uma linda história de amor e amizade entre um homem e seu cachorro.
Neste livro, o escritor Walcyr Carrasco registra os momentos mais engraçados e comoventes vividos ao lado de Uno, um cão que, além de um simples companheiro, tornou-se um verdadeiro amigo, ensilhou-lhe a enxergar as pessoas de outra maneira e, sobretudo, devolver-lhe a alegria de viver. Entre mordidas e lambidas, você irá rir e se emocionar com as aventuras desse anjo de quatro patas que renovou a rotina e os sentimentos de seu dono.
Minha paixão pelos livros do Walcyr Carrasco é uma coisa que vem de muito tempo atrás, do ensino fundamental, quando eu li Estrelas Tortas para uma prova, e a história conseguiu me tocar profundamente, fiz até minha avó ler, e ela também amou. Com Anjo de Quatro Patas, não foi diferente. O título e a capa me atraíram de uma maneira extremamente incomum quando vi o livro no folheto da Saraiva. Comprei o livro pouco tempo depois e o li em uma tarde.
Minha tristeza foi substituída por um sentimento de alívio. Abracei-o. Afundei a cabeça nos seus pêlos.
– Meu amigo! – murmurei.
O livro conta a história do autor, Walcyr, com seu cachorro Uno, um husky siberiano, filhote único de um casal de cães de seu irmão que pretendia lucrar com o negócio de vender cachorros, que na época estavam na moda.
A fidelidade de um cão costuma ser maior que a de uma pessoa, mesmo quando o animal é submetido a situações extremas.
Quando o autor aceita ficar com Uno, que recebeu este nome justamente porque não possuiu irmãos, ele passava por um momento muito difícil em sua vida, já que havia perdido sua amada há pouco tempo, e estava beirando a depressão. Sem muitas expectativas com o filhote, este surpreende e se torna o melhor amigo de Walcyr, que nessa altura está morando sozinho.
Queria correr riscos. Só chora quem realmente amou, e sem amor a ida é apenas uma passagem desolada.
Em meio das inúmeras aventuras que Uno se envolve, forçando Carrasco a se envolver também, o cão vira seu fiel escudeiro e como o autor cita em determinado ponto do livro, “não paga a ração que come”.
A vida se renova, os sentimentos desabrocham. Meu cachorro me ensinou a amar. Estou pronto para me apaixonar novamente.
A trama se encerra juntamente com a história de Uno, mostrando inclusive alguns dos e-mails que o autor recebeu, sobre histórias de pessoas com seus anjos de quatro patas. É um livro extremamente tocante, capaz de despertar inúmeras emoções no leitor, assim como a maioria das tramas de Walcyr, tanto na literatura quanto na televisão. Indico para qualquer pessoa, principalmente aquelas que possuem um amor incondicional pelos seus cães, estas especialmente, se sentirão mais emotivas com relação a esta história de amor que bate qualquer romance barato.
Liam é um garoto que viveu por muito tempo isolado devido aos constantes castigos do sádico tio, um carrasco ex-militar. Porém,inesperadamente, surge uma entidade maléfica, uma figura das trevas trajando uma máscara, e passa a o perseguir, levando-o a participar de um jogo num mundo surreal, chamado Domus.
Junto a um grupo, Liam parte para uma experiência alucinante, em que os pecados da humanidade serão colocados em xeque, como numa espécie de julgamento. Um combate onde o principal objetivo do adversário é mostrar o quão odiosa é a raça humana…
Mas ainda há muitos mistérios que rodeiam este intrincado jogo. Por qual motivo a criatura possui tamanha obsessão por ele? E vale a pena prosseguir, já que a morte é a única certeza?
Desde que recebi o livro do Luiz Henrique, alimentei uma curiosidade imensa para lê-lo, devido ao resumo e ao pequeno trecho da orelha. Não deu outra, comecei o livro no dia seguinte, e no que era para ser apenas uma leitura introdutória, isto é, eu leria apenas os primeiros capítulos para me adentrar na história, virou uma noite sem dormir, com o livro.
Bem vindo ao jogo.
Máscara, conta a história de Liam, sobrinho de um carrasco ex-militar, que sofria constantes abusos físicos e morais. Certo dia, ao ver uma oportunidade, o garoto acaba fugindo e acabando com a vida do tio. É nesse contexto improvável, que se desenvolve todo o enredo do livro.
Aquela imagem nunca mais sairia de sua mente, um anjo enfrentando um demônio.
Liam é salvo por uma horda de policiais, inúmeras vezes, haja vista os fatos que se desencadeiam após sua fuga de casa e a morte do malévolo tio. Este dia, ficara conhecido como o Massacre de Green Valley.
As pessoas riem e sorriem. Sorrisos falsos. Máscaras. É isso que me fascina em vocês.
Alguns anos se passam, e Liam é um adolescente, que recomeçou sua vida com uma nova família totalmente improvável, mas não demora muito para os fantasmas de seu passado voltarem a assombrá-lo, o que o faz parar em um hospital psiquiátrico. Em uma invasão misteriosa, o garoto passa a participar de um jogo, em um mundo paralelo chamado de Domus.
Mas também sentiu remorso por não ter tido toda essa vontade de viver como teve agora. Era bom viver.
Nessa altura do livro, eu estava exasperado por saber o que aconteceria a seguir na trama misteriosa. O livro, é dividido em seis partes, e eu, que me apego extremamente rápido aos personagens, já sofri logo na primeira, com a morte de alguns deles. No mundo de Domus, Liam parte para uma aventura com um grupo de pessoas totalmente improvável, composto por pessoas dos mais variados tipos: de drag queens a covardes.
Se a vida desse homem era uma droga, talvez essa seja a cura.
São inúmeras as aventuras que o grupo passa a enfrentar em conjunto, colocando contra a parede os pecados de cada um, assim como todos cometidos pela humanidade, para tentar conquistar a tão sonhada liberdade, e sair daquele mundo, controlado por Nero, uma figura onipresente e totalmente maléfica, que faz questão de deixar claro que o jogo é para Liam. Não é exagero dizer que a cada página que eu passei do livro, eu ficava mais afoito para saber o que aconteceria em seguida, e acabei por devorá-lo em poucos dias, lidando apenas com um problema: as noites sem dormir.
Ele era o mal. Ele era aquilo que você mais teme. Ele era a sombra que o perseguia na luz.
A trama de Mazzaron é extremamente cativante, e me fez imaginar exatamente cada cena proposta, assim como criar um carinho especial por cada um dos personagens. Este é um livro que sem nenhuma sombra de dúvidas, é o meu novo preferido, uma vez que há séculos nenhum conseguira me prender de tal forma. Já disse aos meus amigos que presentearei todos eles com uma cópia, porque essa história é realmente digna de um best-seller e com toda certeza arrecadaria sucesso em bilheterias caso tivesse uma adaptação cinematográfica. Mal posso esperar pela continuação da série, já que o final perfeito, está me deixando cada vez mais ansioso pelo próximo livro. Recomendo a todos vocês, assim como já recomendei para todas as pessoas que são mais próximas a mim.
Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento – o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais.
É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.
“Água para Elefantes” é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.
CONTÉM SPOILERS!
Jacob é filho de um casal falecido recentemente, e devido a isso descobre que não pode continuar com sua faculdade de veterinária, porque está de uma alguma forma, falido.
E assim, é obrigado a procurar um emprego, e com sorte ele consegue achar um trabalho de veterinário em um circo. Jacob já trabalhava há algum tempo no circo quando conheceu Marlene, uma mulher bonita, divertida, que Jacob, por algum motivo, se apaixona por ela, mesmo sabendo que é casada com August, seu chefe.
O homem então descobre que por dentro daquelas tendas de circo, é uma ilusão para quem assiste o espetáculo, já que dentro das misteriosas tendas, animais são maltratados, inimizades e brigas estão sempre acontencendo. No entanto, foi lá que ele formou grandes amizades, onde pessoas se ajudam mutuamente e onde encontrou o grande amor da sua vida.
O livro é intercalado por duas fases da vida de Jacob, o passado e o presente, aquele quando ele tinha 23 anos e vivia no circo, e este ele vive em uma casa de repouso com 93 anos.
Sara Gruen, leva uma leitura envolvente, e ágil com escrita impecável, os personagens não possuem limitações. A autora permeou muito bem as personalidades de cada personagem. O acabamento editorial como a capa e a lombada são de perfeitos estado e qualidade.
Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha – uma cruel mulher do clã Lannister – e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.
A princípio, o tamanho desse livro pode assustar: quase seiscentas páginas com uma fonte pequena, e eu, que li na edição especial, o livro contava com o dobro de páginas e passava de mil.
Um homem que luta por moedas é leal apenas à sua carteira.
A trama de Martin, extremamente complexa e recheada de personagens diferentes (existe inclusive, um apêndice no fim do livro com os nomes de cada personagem e o que eles são, para que o leitor não se perca), é também muito envolvente. Começa no castelo de Winterfell, contando a história da família Stark, e os preparativos para a chegada do rei Robert Baratheon, cuja “Mão” fora assassinada.
O inverno está chegando.
Concomitantemente, vemos o enredo de Daenerys que juntamente com seu irmão Viserys, são os últimos descententes Casa Targaryen. Viserys era um guardião bastante cruel, mas era a única família da garota, até que ela se casa com o Khal Drogo, um dothraki, isto é, ele pertence a um povo diferente do seu, e não falam nem a mesma língua.
Sou Daenerys, nascida na Tempestade, filha de dragões, noiva de dragões, mãe de dragões, não vê?
Eddard Stark, patriarca da família de Winterfell, também conhecido como Ned, aceita então ser a nova Mão do Rei e se muda para Porto Real e promete a mão da filha Sansa para o filho do rei, o príncipe Joffrey. Lá, ele passa pelos mais diversos apuros chegando até mesmo a causar a ira da rainha Cersei Lannister e seu irmão gêmeo, Jaime.
Uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada.
Há também, Jon Snow, filho bastardo de Ned, que vai trabalhar com os Patrulheiros na Muralha que protege os sete reinos, se envolvendo inclusive em brigas e chegando em seu ápice de saudades da vida antiga.
O medo golpeia mais profundamente que as espadas.
A narrativa de Martin é extremamente detalhada permeada com informações que chegam até mesmo a ser desnecessárias em algum ponto, o que deixa o livro um tanto quanto cansativo no seu meio, apesar de ser uma história extremamente cativante, com povos diferentes e várias histórias rolando ao mesmo tempo. Me confundi inúmeras vezes com a quantidade absurda de personagens, que eu entendo, já que a cada capítulo morre uns cinco, no entanto é um livro muito bom, que deve ser lido com calma e paciência para melhor compreensão.
Nunca se esqueça de quem você é, porque é certo que o mundo não se lembrará. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com esta lembrança, e ela nunca poderá ser usada para magoá-lo.
Quero deixar claro também, meu grande amor pela Cersei Lannister, que muitos dos leitores provavelmente odeiam, mas para mim é a melhor personagem do livro , assim como seu irmão Tyrion, o filósofo, com as melhores frases.
Quando se joga o jogo dos tronos, você vence ou você morre. Não existe meio-termo.
O final é de uma grandeza inigualável que faz você querer logo avançar para o próximo livro, que a propósito, não tive a chance de ler ainda. Recomendo para os que possuem paciência e que curtem o gênero da história, e que possuem certo grau de intimidade com a literatura, isto é, se você está acostumado aos romances leves e clichês, com finais felizes, provavelmente não se acostumará tão fácil com a narrativa desse autor. Vá com calma!
Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
CONTÉM SPOILERS!
Comprei esse livro, meu primeiro de John Green, porque gostei de sua capa e a pequena sinopse atrás havia me despertado uma certa curiosidade sobre o autor, que eu já vinha ouvindo falar massivamente há algum tempo.
Colin Singleton, o protagonista, é um nerd assumido que já levou nada menos que dezenove foras. Todos de meninas chamadas Katherines. Como ele mesmo diz em certos momentos do livro, não gostava de Caterines, Katerines ou qualquer outra variação. Eram apenas Katherines.
Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que você perdeu. Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem. Agora foi a minha ficha que caiu: se eu de alguma forma a tivesse de volta, ela não encheria o buraco que a perda dela deixou.
O garoto, viciado em anagramas, depois de levar o fora da décima nona namorada, sai para uma viagem sem destino em seu Rabecão do Satã, com o amigo Hassan no banco do passageiro e um bloquinho de anotações no bolso, buscando inventar e comprovar seu Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, cujo objetivo é de observar através da linguagem matemática, quanto tempo determinado relacionamento duraria, quem seria o terminante e o terminado.
É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.
Durante a viagem, os garotos conhecem Lindsey Lee Wells, uma “paramédica em treinamento”, e também guia turística em uma visita ao túmulo do arquiduque Franz Ferdinand. Em pouco tempo, Colin e Hassan ganham a confiança de Hollis, mãe de Lindsey, e garantem um emprego na fábrica que a mulher mantém na pequena cidade em que vive e logo, Colin tem seu momento “eureca” com relação a sua teoria e descobre que apesar da matemática ser exata, seus relacionamentos não são.
Logo: as garotas deveriam sempre tomar a iniciativa, porque (a) elas são, em geral, menos propensas a serem rejeitadas que os garotos e (b) dessa forma elas nunca serão beijadas, a menos que queiram.
Nesse contexto é que se desenvolve a trama principal do livro. Com Colin e Hassan morando na mesma casa que Lindsey e sua mãe, novos interesses amorosos começam a surgir de fatos totalmente inesperados, entre personagens improváveis. Ocorre uma certa inversão de papéis entre Colin e Lindsey, que nessa altura namora um menino xará do pequeno prodígio.
– As pessoas que estiveram nos seus esconderijos.
– As pessoas na frente de quem cê mordisca o polegar.
– Oi.
– Oi.
– …
– …
É uma história bem leve de romance descomplicado (apesar das dezenove namoradas anteriores), extremamente simples de ser lida e compreendida, e apta para qualquer idade. É um dos livros mais leves do John Green na minha opinião, isto é, sem nenhuma morte. Recomendo, mas não esperem um final esplêndido, já que essa leveza apresentada durante todo o livro, permanece até sua última frase, o que faz muitas pessoas não gostarem, os fãs dos finais revolucionários principalmente. Mas é gostoso de ser lido e consegue arrancar sorrisos involuntários do leitor em determinados trechos.
Será que ele não sabe que ele está lindo vestido assim? Que a camisa do uniforme tem que se manter todos os botões fechados? Sério! Isso é uma tentação.
Confesso que fiquei curioso com relação a esse conto, desde que comecei a trocar e-mails com a Vanessa a respeito da parceria com o Beco Literário e a entrevista, afinal a sinopse dele, e a capa, haviam me intrigado bastante. Então, comecei a leitura dele, apenas para me adentrar na história e terminei logo depois, e não foi devido ao seu tamanho.
O conto é sobre uma jovem chamada Ana, que é apaixonada pelo colega de trabalho, Carlos, mas não deixava isso transparecer, já que sempre que este pedia para sair com ela ou tentava beijá-la, ela negava. Foi assim nos últimos três anos, que ela conviveu com Carlos, “três anos de pedidos para sair com ele três vezes ao dia.”
Eu consegui tirar os olhos do peito gostoso dele. O problema é que agora eu não consigo tirar os olhos dos olhos esverdeados dele.
Ana está agora, em uma sala de reuniões, disfarçando ao ler um livro, enquanto observa Carlos e sua camisa com três botões abertos. Enquanto observa, a protagonista tem um conflito interno com si mesma, onde ela tenta se esconder da tentação que o colega de trabalho representa, mas sempre acaba cedendo no final, espiando pelos cantos.
Alguém além de mim reparou que ele me chamou de Aninha? Faz um ano que ele não fala comigo e agora vem falar como se não fosse nada e ainda me chama de Aninha.
É uma narrativa muito gostosa de se ler, e é por esse motivo que eu terminei tão rápido. Você fica rapidamente envolvido pelo o que Ana está sentindo, e pelos seus conflitos internos, ao mesmo passo que quer saber que rumo aquilo tudo vai tomar. Se encaixa perfeitamente no gênero de comédia romântica, já que soltei umas risadas involuntárias ao ler e interpretar as indecisões da protagonista.
Tenho o hábito de ouvir músicas enquanto leio, e nessa leitura, a música que mais se destacou e virou “minha trilha sonora do enredo” foi Who You Love, do John Mayer com a Katy Perry, o ritmo da música me pareceu combinar com a narrativa. É uma história bem levinha e recomendo bastante para vocês que curtem esses romances “rápidos e despreocupados”.