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Resenha: Tudo e Todas as Coisas, Nicola Yoon

Madeline Whittier está há 17 anos sem sair do seu quarto. Com SCID, uma condição de saúde rara que faz com que ela tenha alergia ao mundo “Lá Fora”, Maddie vive sua vida em meio a aulas de arquitetura online, noite de jogos com a sua mãe e livros, muitos livros. De maneira bem humorada, a narrativa em primeira pessoa, nos apresenta uma menina inteligente e divertida que enxerga o mundo sob uma perspectiva bastante interessante e própria.

O ponto central da trama ocorre quando a garota observa, pela janela de seu quarto, uma movimentação na casa vizinha. Uma família nova acaba de se mudar e, com ela, Olly – o garoto que mudará o modo com que Maddie verá a vida. Os dois passam a se comunicar trocando olhares pela janela e mensagens pelo celular. Pouco a pouco, vamos conhecendo a vida desse menino que vive em meio aos dramas familiares, sobretudo, por ter um pai problemático e abusivo.

“Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. (…) Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.”

O enredo nos convida  a entrar no universo dessa menina e dos outros personagens centrais da história, fazendo com que criemos um laço com cada um deles. Nos familiarizamos com Maddie, seus interesses, suas curiosidades e como ela se sente em relação às suas limitações. A história leva o leitor a redescobrir o mundo junto com Maddie que, com a ajuda de Carla e Olly, vivencia coisas que antes só conhecia por meio dos inúmeros livros que lia.

O livro de estréia da autora Nicola Yoon, publicado no Brasil, na sua edição mais recente, pela editora Arqueiro é Um Young Adult bem escrito, de leitura leve. O sucesso do livro foi tanto que a história teve uma adaptação para filme estreada em junho de 2017. Então, vale a pena conferir essa história!

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Resenha: O Vilarejo, Raphael Montes

O Vilarejo é o segundo livro que li do Raphael Montes (o primeiro foi Jantar secreto, que já tem resenha aqui no Beco), fica claro que seu estilo é marcado pelo choque causado pela violência, nesses dois livros, pelo menos em algum momento você sentirá ânsia ao ler.

O vilarejo é um livro pequeno, com pouco menos de 100 páginas, com contos que se passam num mesmo universo (um vilarejo europeu), todos os contos são fechados, porém, formam pontes com todos os outros, sendo que o último amarra todas as pontas deixadas pelos anteriores.

Além disso, há uma história maior, que ocorre antes e depois da coletânea, que pretende assim dar um ar de realidade à história, um detalhe bem interessante.  O livro mostra cada pecado capital como um demônio, cada conto representa um desses demônios, embora as situações sejam criadas pelos humanos, direta ou indiretamente influenciados. Sobre os personagens abordados, todos são odiáveis, não há como se identificar com algum, uma pena, gosto de sentir empatia, mesmo que o personagem seja cheio de defeitos, aqui todos são merecedores de seus karmas. Ao final ocorre toda uma explicação sobre as histórias que foi desnecessária, não subjugue seus leitores, Montes, eles conseguem fazer associações sozinhos!

Não é um livro ruim, é impactante, e cumpre ao que se propõem, apenas se comparar à Jantar secreto pode-se perceber que talvez não seja o melhor dele, isso se deve por já começar a leitura sabendo o que se pode esperar, se você não leu nenhum livro dele, acredite, não sabe o que esperar.

A quem tiver estômago, é uma boa recomendação.

SPOILERS A SEGUIR – SÓ CONTINUE SE JÁ TIVER LIDO

O cramunhão, sete-peles, mochila de criança, pé fendido… Falou que apenas aflorou o que cada um tinha de pior, por isso o preguiçoso escravizou crianças, o marceneiro pegou lepra, etc. Mas a garota do primeiro conto, o pecado dela era a gula, o argumento para ela foi ter negado ALGUNS OSSOS DE RATO para ele, ela estava lutando pela vida dela e dos filhos, isso não é gula, é sobrevivência. E mesmo se argumentar sobre os jantares cheios de fartura que era feitos, foram em tempos de vacas gordas, e todos os moradores da região comiam e abundancia.

Achei um pouco exagerado esse argumento, mas nada a prejudicar, apenas uma curiosidade.

Book.
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Especial Dia Nacional do Livro: 5 livros nacionais para entrar no clima

O Dia Nacional do Livro é celebrado, em todo o Brasil, em 29 de outubro. A data é uma homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil em 1810. A Biblioteca fica na cidade do Rio de Janeiro e é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e também a maior biblioteca da América Latina.

O núcleo original de seu poderoso acervo, calculado hoje em cerca de 9 milhões de itens, é a antiga livraria de D. José, organizada sob a inspiração de Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, cuja origem remontava às coleções de livros de D. João I e de seu filho D. Duarte, e que foi consumida pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755.

Para comemorar a data, o Beco traz algumas dicas de leituras para você entrar no clima e prestigiar a nossa literatura nacional:

1 – Dom Casmurro, Machado de Assis

Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis, publicado em 1899 pela Livraria Garnier. Escrito para publicação em livro, o que ocorreu em 1900, é considerado o terceiro romance da “trilogia realista” de Machado de Assis. Seu personagem principal é Bento Santiago, o narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende “atar as duas pontas da vida”, ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre esses dois momentos Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama. Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império, se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de “Dom Casmurro”, daí o título do romance. Machado de Assis o escreveu utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e, sobretudo, a peça Otelo de Shakespeare.

2 – Senhora, José de Alencar

Senhora é um romance urbano do escritor brasileiro José Martiniano de Alencar, publicado em 1874, na forma de folhetim. É um dos últimos romances de Alencar, publicado dois anos antes da morte do escritor. Da mesma forma que IracemaSenhora é, juntamente com Lucíola, um dos pontos altos da sua ficção citadina e de atualidade. O final feliz é a ultima parte do desenvolvimento do romance – agora em clave de maior densidade psicológica – do motivo do conflito entre o amor e o interesse, presente desde os primeiros livros.

Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira e órfã de pai,depois de perder seu irmão apaixonou-se por Fernando Seixas – homem ambicioso – a quem namorou. Este, porém, desfaz a relação, movido pela vontade de se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral, e pelo dote ao qual teria direito de receber.

Passado algum tempo, Aurélia, já órfã de mãe também, recebe uma grande herança do avô e ascende socialmente.Passa, pois, a ser figura de destaque nos eventos da sociedade da época. Dividida entre o amor e o orgulho ferido, ela encarrega seu tutor e tio, Lemos, de negociar seu casamento com Fernando por um dote de cem contos de réis. O acordo realizado inclui, como uma de suas cláusulas, o desconhecimento da identidade da noiva por parte do contratado até as vésperas do casamento. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando fica muito feliz, pois, na verdade, nunca deixou de amá-la. A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: “comprou-o” para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter.

3 – O Alquimista, Paulo Coelho

O Alquimista é um best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho, publicado originalmente em 1988, em português. O livro foi traduzido para mais de 56 línguas, tendo vendido mais de 65 milhões de cópias em todo o mundo. Um romance alegórico, O Alquimista segue um jovem pastor andaluz em sua viagem ao Egito, depois de ter um sonho recorrente de encontrar tesouro lá. O livro é um best-seller internacional. Segundo a AFP, já vendeu mais de 150 milhões de cópias em 70 idiomas diferentes, tornando-se um dos livros mais vendidos da história e estabelecendo o Guinness World Record para a maioria dos livros traduzidos por um autor vivo.

Acreditando em um sonho recorrente de ser profético, Santiago decide viajar para uma adivinha Romani em uma cidade próxima para descobrir seu significado. A mulher interpreta o sonho como uma profecia dizendo ao menino que há um tesouro nas pirâmides no Egito. No início de sua jornada, ele encontra um velho rei, cujo nome era Melquisedeque, que lhe diz para vender suas ovelhas para viajar para o Egito e introduz a ideia de uma Lenda Pessoal. Sua Lenda Pessoal é o que você sempre quis realizar. Todos, quando são jovens, sabem o que é a sua “Lenda Pessoal”. Ele acrescenta que “quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo”. Este é o tema central do livro.

4 – Capitães da Areia, Jorge Amado

Capitães da Areia é um drama de autoria de Jorge Amado, escrito em 1937. O livro retrata a vida de um grupo de menores abandonados, que crescem nas ruas da cidade de Salvador ,vivendo em um trapiche, roubando para sobreviver e chamados de “Capitães da Areia”. O livro forma parte do movimento da Romance de 30, marcando uma mudança do modernismo da década anterior, passando de experimentação literária para um engajamento com questões sociais.

Neste livro, Jorge Amado retrata a vida nas ruas de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia, naquela época, afetada por uma epidemia de bexiga (varíola); o aparato policial destinava-se à perseguição pura e simples dos menores infratores, encontrando mesmo prazer na tortura, sem qualquer senso de justiça. Diante do ambiente hostil em que vivem, o grupo de meninos abandonados reage de forma também agressiva, mas de forma a encontrar nas ruas uma certa liberdade; tem por refúgio um velho trapiche (espécie de armazém) abandonado numa das praias da capital baiana – de onde vem o nome do grupo.

5 – A Hora da Estrela, Clarice Lispector

O romance narra a história da datilógrafa alagoana Macabéa que migra para o Rio de Janeiro, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. É, talvez, o seu romance mais famoso por trazer uma narrativa diferenciada da que costuma apresentar em suas obras, muitas vezes considerada hermética e intimista ao extremo. A Hora da Estrela ainda traz consigo as questões filosóficas e existenciais que dão o tom característico da autora no romance. Foi adaptada para o cinema com o mesmo título por Suzana Amaral em 1985.

Macabéa leva uma vida simples e sem grandes emoções. Começa a namorar Olímpico de Jesus, que não vê nela chances de ascensão social de qualquer tipo. Assim sendo, abandona-a para ficar com Glória (colega de trabalho de Macabéa), cujo pai era açougueiro, o que sugeria ao ambicioso nordestino a possibilidade de melhora financeira. Sentindo dores constantes, Macabéa vai ao médico e recebe um diagnóstico de princípio de tuberculose, mas não conta a ninguém. Glória percebe a tristeza da colega e a aconselha a buscar consolo numa cartomante. Madame Carlota prevê um futuro feliz, no qual ela conheceria um estrangeiro, homem louro com quem casaria. De certa forma, é o que acontece: ao sair da casa da cartomante, Macabéa é atropelada por uma Mercedes amarela guiada por um homem louro e cai no asfalto, onde morre.

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Resenha: A Travessia, William P. Young

Tomar uma decisão sobre um assunto em que não só os resultados são imprevisíveis, como a própria situação na qual você se encontra é desconhecida provocava uma sensação estranha.

A Travessia conta a história de Anthony Spencer, um homem rico, bem-sucedido e influente. Aquele típico estereótipo de pessoa “completa”, porém, totalmente infeliz.

Apesar de toda a sua fortuna, Tony, se vê sozinho. Incapaz de sentir algo por alguém ao seu redor além de mágoa e rancor, inclusive, por sua ex esposa, com quem foi casado duas vezes, sua filha e por seu irmão.

Após um derrame cerebral Tony entra em coma, e como em uma viagem se encontra com Jesus e o Espírito Santo implorando por uma segunda oportunidade.

O empresário egocêntrico recebe o dom de curar uma única pessoa, mas para isso, ele precisa enfrentar seus fantasmas, medos e conflitos internos.

Além disso, “entrará” na mente de algumas pessoas e passará a enxergar a vida de outra forma, a partir dos olhares, dessas pessoas. Ele conhecerá Cabby, um garoto de 16 anos com síndrome de Down, sua irmã Lindsay, internada no hospital e diagnosticada com leucemia, sua mãe Molly, e a amiga Maggie.

A Travessia é uma lição sobre esperança, amor, novas oportunidades, arrependimento, é sobre se permitir dar uma nova chance.

Só porque você não consegue ver algo, não significa que não esteja ali.

Finalmente, Tony reconhece o que precisa ser feito, mas se vê diante de um dilema: curar outra pessoa ou curar ele mesmo?

William P. Young, o mesmo autor de A Cabana, nos faz refletir sobre questões fundamentais através de diálogos e situações em que Tony Spencer vivencia o tempo todo. Ah, o mais importante de tudo é ler o livro desapegado de qualquer crença religiosa, deixe-se levar apenas pela imaginação.

Esperamos que goste e boa leitura!

Qual personagem de Stranger Things seria aprovado para uma vaga de estágio?
Qual personagem de Stranger Things seria aprovado para uma vaga de estágio?
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Qual personagem de Stranger Things seria aprovado para uma vaga de estágio?

Hoje a Netflix lança a nova temporada de Stranger Things, série que conta a história de jovens da cidade de Hawkins, que desbravam os mistérios de um mundo paralelo. Cada um de seus principais personagens apresentam características e competências bastante diferentes e complementares. Raciocínio lógico, liderança, coragem, lealdade e até telecinese são habilidades que os ajudaram em vários episódios, mas que também são alguns dos aspectos que recrutadores avaliam em um processo seletivo.

Mas qual deles teria mais chances e as melhores habilidades para vencer um processo seletivo de uma vaga de estágio?

Para responder a esta pergunta, a inteligência artificial da Gupy, um software que avalia o perfil dos candidatos, cruzando suas competências com as necessidades e o almejado por uma empresa fictícia que deseja contratar um estagiário.

SKILLS DA VAGA

Hipoteticamente, consideramos que os skills mais requisitados, pelos recrutadores, para esta vaga seriam capacidade analítica, facilidade com tecnologia, comunicação e habilidades interpessoais, capacidade de trabalhar sob pressão e espírito de equipe.

A SELEÇÃO

Supomos que o processo seletivo incluiria, entre outras fases, a análise de currículos, testes de raciocínio lógico, inglês e português, o mapeamento do perfil do candidato, dinâmicas de grupo e entrevistas presenciais.

RANKING DOS CANDIDATOS

Os personagens foram ranqueados de acordo com os principais requisitos da vaga e as habilidades por ele demonstradas na primeira temporada da série e avaliadas pela Inteligência Artificial:

7. Jonathan Byers

O irmão mais velho de Will seria o último colocado no processo porque, embora tenha a maturidade a seu favor, pesam contra ele suas habilidades interpessoais e sua falta de espírito de equipe. Jonathan não é muito amigável e gosta de resolver seus problemas sozinho, diferente do perfil desejado pela vaga

6. Eleven

Eleven tem um skill muito desejado para a vaga, que é saber trabalhar sob pressão. Além disso, seus dons telecinéticos poderiam colocá-la em destaque na seleção. Entretanto, ela não demonstra as melhores habilidades interpessoais e capacidade de comunicação, aspecto considerado primordial para os recrutadores. Além disso, sua falta de contato com a tecnologia também a prejudicaria frente aos seus colegas candidatos.

5. Lucas Sinclair

Lucas, assim como seus outros amigos, tem bons conhecimentos de tecnologia e espírito de equipe. Entretanto, seu ponto fraco são suas habilidades interpessoais. Lucas é teimoso, sempre tenta ganhar uma discussão e nem sempre é receptivo ao novo. Outra desvantagem dele para a vaga seria sua impulsividade.

4. Dustin Henderson

Dustin tem um perfil oposto ao de Lucas: ambos têm espírito de equipe e dominam bem novas tecnologias, mas, enquanto Lucas é agressivo demais, Dustin é cauteloso ao extremo, aspecto de sua personalidade que pode atrapalhá-lo na necessidade de agilidade na tomada de decisões, essencial para a vaga em questão. Apesar disso, Dustin apresenta um relacionamento interpessoal, se comparado ao Lucas.

3. Nancy Wheeler

A irmã de Mike tem a seu favor sua boa capacidade analítica, suas habilidades interpessoais e seu espírito de equipe, além de dominar razoavelmente bem novas tecnologias. Outro ponto positivo de Nancy é ser bem focada em seus objetivos. Nancy é uma boa candidata, mas também apresenta uma indecisão muito forte.

2. Will Byers

Assim como Eleven, Will tem a seu favor o precioso skill de saber trabalhar sob pressão. Ele tem também as outras características desejadas pelos recrutadores: é bom no relacionamento com colegas, sabe trabalhar em equipe, domina novidades tecnológicas e possui boa capacidade analítica. Will é um candidato mais completo do que Nancy, mas acaba se limitando demais quando a opinião dos outros é contrária a sua.

1. Mike Wheeler

Mike seria o selecionado para a vaga por ter todas as habilidades desejadas para a vaga, como capacidade analítica acima da média, espírito e consciência do trabalho em grupo, comunicação interpessoal bastante desenvolvida e considerável conhecimento de novas tecnologias. Além disso, o diferencial de Mike é sua capacidade de liderança. Por diversas vezes, é ele quem consegue mediar brigas e discussões entre seus amigos. Entre todos eles, é ele também que apresenta melhores aptidões como estratégias, sendo o principal responsável por bolar os planos de ação da turma. Essa proatividade e capacidade de traçar um plano a ser seguido e condição de liderar seus colegas, sem dúvida, fazem do personagem de Finn Wolfhard o vencedor da vaga em questão.

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Resenha: A Ascensão dos Nove, Vol. 3, Os Legados de Lorien, Pittacus Lore

No terceiro livro da série Os Legados de Lorien, A Ascensão dos Nove, conhecemos mais membros da Garde que vão sendo encontrados em busca do plano maior, que é juntar a todos e treinar a fim de vencer os Mogadorianos. Os capítulos são narrados pela visão de mais personagens, além de John e Marina, e conhecemos mais sobre Seis, Nove (que John resgata de uma base Mogadoriana) e Oito (que estava fingindo ser um deus na Índia).

É meio difícil falar de cada livro separadamente porque a história é muito contínua, mas o mais importante nesse terceiro volume é o conhecimento do restante da Garde (fora o Cinco), a revelação de seus Legados, como eles conseguem se unir em pró do plano de derrotar Setrákus Rá (o líder mogadoriano) e que, apesar de virem de outro planeta, não são tão diferentes de nós com seus medos, dúvidas e amores.

É interessante também como cada um tomou um rumo diferente assim que chegaram na Terra quando eram crianças. John foi levado para uma vida mais parecida com a nossa, indo para a escola e fazendo amigos, apesar de seu estilo um pouco nômade. Seis ficou sozinha ainda criança quando sua tutora foi assassinada e teve que aprender a se proteger sozinha, o que a faz ter uma visão mais dura da vida e de nós, terráqueos. Marina ou Sete passou muitas necessidades até que acabou vivendo em um convento com uma tutora que não queria mais saber de missão nenhuma, só viver em paz, então, ela é a menos treinada do grupo, tanto que nem sabia nada sobre seus legados. Oito acabou na Índia, onde era idolatrado como um deus graças a sua habilidade de se transformar em animais. Já o Nove é o mais irônico e tranquilo de todos, vivendo como um playboy em Chicago, com direito a cobertura de luxo e carros esportivos. Cada um com sua própria história na Terra, mas todos com a mesma origem e o mesmo objetivo, vingar seu povo e voltar para Lorien.

Estou completamente apaixonada por essa série, tanto pela história, como por todo o mistério que a ronda (ainda não superei o fato do autor ser um Ancião de Lorien). Se você ainda não leu nenhum livro, não se preocupe: tem alguns spoilers nessa resenha, já que é impossível falar sobre uma série sem contar algumas coisas que acontecem nos livros anteriores, mas não é nada comparado com tudo que acontece na história. Por Lorien!

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RESENHA: O Poder dos Seis, Vol. 2, Os Legados de Lorien, Pittacus Lore

Continuando a série Os Legados de Lorien, temos o segundo volume: O Poder dos Seis. A história continua com John, Sam e Seis atrás dos outros membros da Garde, a fim de se juntarem e treinarem juntos para combaterem os Mogadorianos. A diferença desse livro é que a história não é mais vista só pela visão de John, mas também de Marina, a número Sete que descobrimos estar escondida em um convento na Espanha. O que ninguém esperava era a aparição de Ella, a número Dez. Aí você vai me perguntar: Mas não eram nove? Tecnicamente, sim. Descobrimos que Ella foi mandada com um cêpan em outra nave antes de Lorien ser destruída. Ela era só um bebê na época, então, é bem mais jovem dos que os outros. Apesar do espanto, ela é uma loriena, e Crayton, seu cêpan, é o único adulto vivo, então, ele consegue ajudar um pouco o grupo e os esclarece sobre sua missão, seus legados e suas relíquias (uns artefatos que cada um recebeu antes de sair de Lorien).

A ação continua: muita fuga, mais legados sendo desenvolvidos, aliados aparecendo, segredos sendo revelados, enfim, tudo que uma história sobre aliens invadindo a Terra deve ter. O mais legal desse segundo volume é o aparecimento de mais personagens e uma maior extensão da história. Começamos a ver as coisas pela visão de outras pessoas, não só do John, então, temos uma visão mais ampla de tudo o que aconteceu com Lorien e descobrimos mais sobre a chegada deles na Terra e tudo o que passaram.

Estou lendo agora o volume três (logo, trago a resenha aqui para vocês) e estou adorando a série! É meio difícil falar muita coisa sem dar spoilers, pois séries grandes como essa costumam deixar a história muito fragmentada. Os livros não são longos e como é de praxe em séries infanto-juvenis distópicas, cada livro narra um acontecimento específico, então não há muito o que analisar. Os Legados de Lorien não é diferente. O foco de cada livro é o aparecimento de um lorieno, sua história e seu encontro com os outros da garde. Isso enquanto a invasão mogadoriana continua acontecendo. Neste segundo volume, o foco é a número Sete, então, ficamos sabendo como foi a fuga dela, onde ela ficou escondida e o que houve para ela encontrar os outros. O livro tem alguns capítulos narrados sob a visão de Marina e isso é interessante porque muda um pouco o tom da história, já que ela é mais doce e sensível do que o John.

Se alguém, porventura, estava com dúvidas sobre ler ou não essa série, leia! Sério, gente, leia! É muito legal.

 

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Resenha: A Cabana, William P. Young

Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar.

A Cabana era aquele livro que eu via nas mãos de muita gente, mas não imaginava do que se tratava, era totalmente ao contrário do que eu pensava, e de fato, me surpreendeu. 

Durante muito tempo, eu acreditava ser, apenas, mais uma história comum, mas quando o livro surgiu para que o lesse, fui surpreendida, e agradeço por ter lido no momento ideal.

Falar sobre esse livro, é um pouco difícil, embora, seja maravilhoso. Mas por que?

Um dos livros mais vendidos do The New York Times, A Cabana, do escritor William P. Young, conta a história de Mackenzie Allen Phillips, um pai que decide fazer uma viagem de férias com seus filhos, mas durante a viagem sua filha mais nova, desaparece e mais tarde são encontradas evidências de um assassinato brutal em uma cabana.

Alguns anos depois, Mack, recebe um bilhete (que aparenta ser de Deus) o convidando para retornar a cabana onde tudo aconteceu. Por muito tempo, e infeliz com a Grande Tristeza, ele resolve ir até lá, mas novamente é desapontado.

Ao perceber que nada mudaria e que a Grande Tristeza permaneceria, Mack decide ir embora, mas logo em seguida, muitas transformações acontecem à sua volta, no entanto, não acredita se são reais ou não

Bom, às vezes a vida é dura, mas eu tenho muita coisa para agradecer.

Mack se vê diante de Deus, Jesus e o Espírito Santo, mas faz muitos questionamentos, como por exemplo, se Deus é bom, por que sua filha tão inocente foi morta de maneira tão brusca? Por que Deus não a protegeu? Por que há tantas injustiças no mundo?

A Cabana é um livro ideal para reflexões, para que o que temos como verdadeiro seja descontruído, que nos encha de dúvidas e incertezas, que nos faça parar por um momento e compreender que as coisas nem sempre sairão como queremos, mas nem por isso, serão ruins. É sobre ter esperança sempre.

Por fim, espero que essa história se torne especial para você da mesma forma como se tornou para mim.

Ah, lembrando que a história foi adaptada também para o cinema, vale a pena dar uma conferida!

Entrevista: Bruno Perin dá dicas para empreender sem dinheiro
Entrevista: Bruno Perin dá dicas para empreender sem dinheiro
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Entrevista: Bruno Perin dá dicas para empreender sem dinheiro

Bruno Perin, aos 30 anos, é investidor em quatro starturps e é um dos nomes mais influentes em empreendedorismo da América Latina segundo o Conselho Latino Americano de Administração. Atualmente vive no Espírito Santo, se dedica às startups que é investidor e percorre o Brasil fazendo palestras sobre empreendedorismo de alto impacto e causando surpresa nas plateias Brasil afora com seu jeito único e “fora do padrão” que se espera de um palestrando que fala sobre o mundo dos negócios. Autor de “A Revolução das Startups” e “Os 15 maiores erros de novos empreendedores”, lança agora “Sem dinheiro – como construir uma startup com pouca grana”. Recomendado por nomes referências em empreendedorismo no Brasil como Leandro Vieira (CEO do Portal Administradores), Carlos Wizard Martins (Autor do livro “Do zero ao milhão”) e Wagner Siqueira (Presidente do Conselho Federal de Administração), ele conversou um pouquinho com o Beco Literário e deu dicas valiosas para você que quer abrir seu negócio mas ainda não deu o primeiro passo, confira:

Beco Literário: Como é para você, ser visto como investidor, não em termos financeiros, mas em know-how para tantas empresas e com o lançamento do livro, para tantos empreendedores, mesmo que indiretamente?
Bruno Perin: É uma responsabilidade sinistra, sinceramente. Há alguns anos, quando comecei, percebi o tamanho dessa responsabilidade quando uma pessoa queria vender o carro e investir em um negócio dela e eu sabia que se disse-se: “faça isso” a pessoa venderia mesmo. Ali tive uma visão clara do tamanho do impacto que esse trabalho tem na vida das pessoas. Creio que é importante porque aumenta sua atenção com o que se fala e compartilha, mas também a inspiração em ajudar. Acredito só que é importante ter o cuidado dessa questão de “ser visto”. Muitas pessoas tentam se tornar isso para serem vistos e geralmente gera uma distorção do que deveria ser feito. Afirmo que os melhores profissionais que conheço que contribuem com conhecimento, fazem isso porque se importam de ajudar terceiros a também conseguirem empreender. Esse “ser visto” é só uma consequência de você realmente estar compartilhando coisas importantes.

BL: Como foi esse seu desejo por empreender? Começou desde criança ou surgiu com o tempo?
Bruno: Eu diria que final do colégio e início da faculdade isso já se fazia presente. Falo naquele tipo de questão de que se não existe uma solução, então vou criá-la. Lembro-me de quando entrei na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM-RS), com 17 para 18 anos, queria ir no carnaval e não tinha dinheiro, mas também não queria ficar vendendo os convites para conseguir o meu. Percebi que os donos do bloco que eu queria ir tinham dificuldade de controlar os “promoters”. Ali vi uma oportunidade de me inserir e ofereci para cuidar disso. No final deu certo. Mas a questão empreendedora, foi que logo percebi que poderia usar esses mesmos promoters em outros eventos e manter o grupo comigo. Diria que esse foi meu primeiro empreendimento, sem saber que era empreendedorismo (risos).

BL: Nas startups, vemos ambientes horizontais onde “todo mundo faz tudo”. Para você, isso é uma coisa boa ou pode desvalorizar alguma carreira?
Bruno: Super valoriza! Pois, a pessoa acaba aprendendo muita coisa e conseguindo ter mais noção. Uma pessoa que já passou por essa vivência de fazer tudo tem muito mais valor hoje que grande especializações de papel. Penso que esta é uma pessoa que além de ter uma percepção maior do seu trabalho no todo, também tem um senso maior de equipe e objetivos comuns. Acho muito importante, que mesmo quem quer ter uma carreira corporativa, o profissional passe por uma experiencia dessas. É riquíssimo.

BL: O que é marketing, para você?
Bruno: A compreensão, interação e impulsão da empresa ao mercado.

BL: Quais livros você indicaria para o pessoal do Beco Literário que se interessa por marketing e empreendedorismo, além dos seus?
Bruno: Nossa, ler é o meu maior hobbie, essa é sempre uma pergunta dificil, até por isso eu tenho um álbum na minha fan page que vou compartilhando alguns livros. Eu diria para quem está começando – “A Startup de 100 dólares”, “A Startup Enxuta”, “Se eu soubesse aos 20”, “Startup Weekend”, – acredito que esses já seriam muito bons para iniciar a ler sobre o tema.

BL: Como você se organizou para escrever “Sem dinheiro”? Foi algo que sempre esteve na sua cabeça ou você foi elencando alguns pontos que achava essenciais e desenvolvendo a partir de então?
Bruno: Foi uma bonita história: eu estava correndo de volta para casa, depois do trabalho. É uma oportunidade de praticar execícios que tenho. No meio do trajeto notei algumas manchas de sangue. Tenho pânico de sangue e fiquei assustado. Mais a frente vi que era um senhorzinho, por volta dos 70, aparentemente morador de rua. O pé dele estava enfaixado e tinha sangue em volta. Havia duas pessoas ajudando e eu segui correndo. Mas, 10 pessoas depois, pensei que talvez as pessoas não tivessem conseguindo efetivamente ajudar, e voltei. Aconteceu que consegui dar uma mão e ajudar a resolver a situação. Mas no final, uma das pessoas me olhou e falou (ela não sabia quem eu era) – Nossa, sabe que eu já pensei em criar um negócio que ajudaria pessoas como esse senhor, pena que EU NÃO TENHO DINHEIRO. Parecia um raio atravessando a minha mente, mas junto dessa frase veio sei lá quantas mil vezes já recebi essa afirmação, e lhe digo que é o maior motivo para as pessoas de fato não darem o passo e empreenderem – NÃO TER DINHEIRO. Foi intenso, porque ao mesmo tempo que vi todas essas mensagens e aquela pessoa ali querendo fazer algo super bacana, mas limitada pela falta de grana, lembrei que todas as vezes na minha vida, eu empreendi sem dinheiro. Foi nesse instante que pensei, “cara, eu sei fazer isso, já consegui lidar com essa questão MUITAS vezes, preciso contar como empreender sem grana.” Resolvi organizar o livro partindo justamente do ponto que a pessoa percebe algumas oportunidades de mercado, mas acredita que não pode empreender por não ter dinheiro… A ideia foi justamente trabalhar inicialmente, essa crença limitante, de que é possível sim, fazer algo a respeito. Ainda na primeira parte, busquei apresentar algumas realidades desse universo para dar uma noção de onde a pessoa está se metendo. A segunda parte e essência do livro começa com o leitor entendo o que pode gerar valor a ideia, como encontrar uma ideia promissora, transformá-la em um negócio e como conseguir recursos que serão necessários. A parte final dedica-se a apresentar algumas situações que geralmente acontecem e é pertinente tomar cuidado com uma provocação especial para o leitor se inspirar em empreender.

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Resenha: Querer e Poder, Nora Roberts

Pandora McVie jamais tivera uma boa relação com seu primo Michael Donahue. Mas ambos tinham algo em comum: uma sincera afeição pelo tio Jolley, um excêntrico milionário de quem se tornaram os únicos herdeiros. Entretanto, havia uma condição para que Pandora e Michael recebessem a fortuna. Deveriam passar seis meses morando no castelo de Jolley e, durante esse tempo, não seria permitido que ficassem afastados um do outro por mais de 48 horas.

“Se você anda pela floresta sozinha, no escuro, e não tem a capacidade de se maravilhar, então não vale tanto a pena.”

Esta obra de Nora Roberts conta a história dos primos Pandora McVie e Michael Donahue. Aparentemente, os dois parecem se odiar, mas escondem sentimentos muito mais profundos. Por trás desse aparente ódio, eles possuem um sentimento em comum: o amor pelo tio Jolley. No dia da leitura do testamento, eles são pegos de surpresa ao descobrirem que o tio deixou toda a herança para eles, entretanto devem seguir algumas condições: eles devem viver, durante seis meses, na mesma casa e não podem ficar mais de 48 horas afastados da casa.

Os primos aceitam as condições e, para fugir dos sentimentos escondidos, preferem viver brigando e, quando estão juntos, o clima de tensão é instaurado.

“Não havia mais nenhum tio Jolley para protegê-los um do outro. Talvez ambos tivessem começado a perceber exatamente isso. Não importava o que os fizesse rosnar e ferir um ao outro. Eles teriam um longo e gelado inverno pela frente para deixar aflorar o que havia entre eles.”

Michael é escritor de roteiros para uma série de TV e Pandora é criadora de jóias, assim cada um fica em seu canto na casa, evitando ter contato com o outro.

O clima de mistério e suspense se faz presente quando percebe-se que tem alguém que não quer que os primos fiquem com a herança e situações estranhas começam a acontecer na casa. Isso faz com que Pandora e Michael fiquem cada vez mais assustados e se aproximem para tentar descobrir quem está por trás disso tudo.

O que aconteceria depois que se passassem aqueles longos seis meses? Como lidar com as ameaças que estavam sofrendo? Quem seria a pessoa por trás de todas aquelas situações assustadoras que eles estavam vivendo? Michael e Pandora conseguiriam se manter afastados um do outro ou cederiam aos seus desejos?

Nora Roberts mais uma vez surpreende o seu leitor em uma leitura cativante e com o típico clima de mistério. A narrativa nos prende pela história romântica e pelo clima de suspense no ar. Vale a pena!