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Resenha: A Queda dos Cinco, Vol. 4, Os Legados de Lorien, Pittacus Lore

Continuando minha saga pelos Legados de Lorien, chego no quarto volume: A Queda dos Cinco. As fugas não param, o que muda é que, agora, todos estão juntos. Uma luta mal sucedida com Setrákus Rá mostra que ainda não estão prontos para a batalha final, mas, pelo menos, conseguem salvar Sarah das mãos dos Mogadorianos, dar o troco nos agentes do governo e fugir, agora, com o plano de achar Cinco. Sam também volta com uma surpresinha e todos treinam felizes na cobertura super luxuosa de Nove, em Chicago. Só que não!

Este é o livro em que a história começa a ganhar forma e mostra que o clímax está próximo. Já era esperado já que é onde está a metade da história. Emocionante e mais denso do que os outros, A Queda dos Cinco é o primeiro livro da franquia com todos os personagens e nos traz mais detalhes sobre os lorienos e os mogadorianos. Não é uma história com vilões bobos e superficiais que só querem espalhar destruição, isso é bom. No fim, independente do planeta em que nascemos, somos todos iguais, com medos, anseios e sonhos.

Não vou contar muito, mas esse volume foi o que teve mais revelações, então, se você está lendo, continue! Se não, comece só para chegar nesse livro, eu fiquei com o coração na mão! Uma frase define esse livro: nem tudo é o que parece ser. Fiquem de olho nos Lorienos, nos humanos e até nos mogadorianos! Pois é, talvez eles sejam um povo como qualquer outro e alguém comece a pensar… Talvez algum lorieno tenha uma ascendência, no mínimo, interessante… Bom, já falei demais! Só mais uma coisa: eu chorei no final, tinha que falar. Por Lorien!

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RESENHA: O FIO DO DESTINO, ZIBIA GASPARETTO

Você tem condições de cumprir bem sua missão na terra. Estude, aprenda, experimente, descubra, observe, trabalhe, escreva, fale, transmita aos outros suas experiências.

O Fio do Destino, escrito pela italiana Zibia Gasparetto, foi um dos livros que bati os olhos e senti muita vontade de ler. Realmente eu acertei em cheio!

Foi o primeiro livro que li neste seguimento e me apaixonei inteiramente pela história que me ensinou e me fez compreender alguns aspectos da vida material e imaterial.

Jacques Latour viveu no início do século XIX na França, é jovem e de boa aparência, e família de bom nome. Em uma das peças de teatro a que assistia, o jovem é surpreendido por uma bela mulher em seu camarote, e por muito tempo não descobriu quem ela era.

A partir da morte de repente de seu pai, Jacques se viu em meio as muitas dívidas e a qualquer custo precisa quitá-las.

A única alternativa para que o nome da família fosse preservado e não ir parar na lama é arranjando um casamento sem amor a sua irmã Lenice no qual o espírito é nobre, bondoso e grato. Ela contrariada, aceitou casar-se com Jean Lasseur, pois sabia da real situação da família. No entanto, Jacques desde os tempos da escola não sentia confortável na presença do marido de sua irmã..

O tempo passou depressa e muito aconteceu a Jacques, ensinando-o que bens materiais não são importantes, e que no final da vida nada se leva. A história nos mostra que nossa felicidade não pode ser construída às custas de alguém e o que fazemos hoje, pagamos amanhã.

Nos ensina que, embora, duas pessoas se amem profundamente, não significa que podem permanecer juntas de imediato. E que saber esperar e ter paciência são virtudes preciosas e que devemos saber apreciar. Uma história que envolve esperança, orgulho, destino, acaso, reencarnação e vida eterna.

Aceitar a mudança é harmonizar-se com ela e encontrar a felicidade e a paz.

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Resenha: Aimó – Uma viagem pelo mundo dos orixás, Reginaldo Prandi

Imagine se encontrar, de uma hora para a outra, em um mundo totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o momento de seu renascimento. Ela não sabe mais o próprio nome nem lembra de sua família – está sozinha e não tem a quem pedir socorro. Por isso, aliás, ganha o nome Aimó, “a menina que ninguém sabe quem é”. Tudo o que ela quer é retornar ao seu mundo de origem, mas para tornar isso possível, Aimó vai partir em uma longa jornada através dos tempos mitológicos, guiada por Exu e Ifá, e vai acompanhar de perto muitas aventuras vividas pelos orixás. Só assim poderá reunir o conhecimento necessário para fazer uma escolha que lhe permita, enfim, voltar para casa.

A leitura de “Aimó” chegou para mim em um momento bastante interessante, pois estava sedento para me encantar com um uma obra nacional e conhecer um escritor refinado com uma bagagem de conhecimentos a ser compartilhada. Foi nessa obra que conheci a escrita do autor e sociólogo Reginaldo Prandi  que encanta com sua biografia repleta de obras que envolvem as religiões afro-brasileiras, assunto tão importante a ser difundido no Brasil para crianças e adultos.

Nesse livro somos apresentados a Aimó, uma garota africana que foi escrava no Brasil e faleceu antes de virar adulta. Após sua morte, ela acorda em um mundo diferente, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o seu renascimento, além disso, a menina não é capaz de lembrar de sua história, tampouco de seu nome e família. Ninguém a conhece, ninguém sabe de onde ela veio, por isso, ganhou o nome de “Aimó”, que significa “a menina que ninguém sabe quem é”.

O maior desejo de Aimó é retornar para o seu lugar de origem, porém para realizar essa difícil missão precisará partir em uma aventura pela mitologia, guiada pelos orixás Exu e Ifá que vão transmitir o conhecimento necessário para que a menina descubra as tradições do candomblé e finalmente escolha uma mãe de cabeça para si, para poder renascer.

Com isso, mergulhamos na história e conhecemos tradições de diversos povos antigos, descobrimos as antigas religiões africanas que originaram o candomblé e acompanhamos o crescimento da relação de Aimó com os orixás que ficam fascinados com o quanto ela é inteligente e interessada nas histórias que estão transmitindo.

Capa do livro “Aimó” lançado pela Editora Companhia das Letras, no selo “SEGUINTE”.

A leitura é repleta de informações e tem a capacidade de nos levar para lugares únicos, além de que, é tão explicativa que não há a necessidade de ter conhecimentos prévios sobre os temas abordados para compreender a história, tudo acaba se tornando tão fascinante e agregador que nos move para terminar o livro e ter a sensação que devemos ainda fazer uma pesquisa sobre os assuntos da obra.

Prandi nos traz uma leitura que surpreende e que provavelmente é diferente do que você está acostumado a ler. É uma obra com um formato incrível e possibilita ao seu leitor conhecer mais da complexa cultura africana e consequentemente de te ligar mais ao Brasil. Durante a leitura, me recordei do livro de Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia, que também traz uma narrativa interessante com doses de aprendizado, que pode ser uma outra dica de leitura para você depois que terminar de ler Aimó.

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Resenha: A Casa de Vidro, As Estações #1, Anna Fagundes Martino

Flores não crescem do nada – ou crescem? Para Eleanor, era o mistério que não conseguia responder: qual era o truque daquele jardineiro contratado para cuidar da estufa em sua casa e que transformara o lugar em uma floresta imaginária. Sebastian, o tal estranho, parece um homem como qualquer outro – exceto pelas perguntas desconcertantes que faz, ou pelo fato de que as plantas obedecem seus comandos de maneira muito intrigante…

 

Já pela sinopse a noveleta A Casa de Vidro da autora Anna Fagundes Martino consegue ser enigmática, interessante e diferente dos livros de fantasia atuais.

Imagem: Dame Blanche, Marina Avila

Lançado ano passado pela editora Dame Blanche, e disponível para download gratuito, a noveleta deixa bem claro o objetivo da editora, que é lançar publicações do gênero especulativo, mas de uma maneira inovadora e que não fique presa as velhas formas e clichês; o que foi um alívio para mim, uma leitora ávida de fantasia, mas que estava um pouco decepcionada com o gênero, que vem se apoiando em narrativas pouco originais e muito parecidas umas com as outras. A edição é caprichada e a maravilhosa capa de Marina Avila já dá o tom mágico dessa história encantadora, mas ainda assim agridoce (sim, preparem-se para chorar e se emocionar)!

Imagem: Dame Blanche

 

ATENÇÃO ALGUNS SPOILERS ABAIXO

Imagem: Dame Blanche

A Casa de Vidro possui uma narrativa poética e muitas vezes onírica, uma escolha mais que inteligente para abordar uma mitologia que lida exatamente com um mundo fantástico que vive entre a realidade e o sonho: o Povo das Fadas e seus seres feéricos. O enredo segue a protagonista Eleanor, uma senhora inglesa que em 1910 recebe uma inesperada visita em sua outrora belíssima casa de vidro: uma jovem chamada Stella, com a estranha habilidade de fazer as flores obedecerem aos seus comandos; a mesma habilidade que o seu amor do passado tinha.

É quando a narrativa volta para o ano de 1868, e na era vitoriana conhecemos a jovem Eleanor que vive em uma belíssima casa de vidro, com uma estufa e jardim maravilhosos, construída apenas para saciar os caprichos de seu pai, Aurelius (a casa é inspirada no Palácio de Cristal de Hyde Park). Eleanor vive como uma princesa aprisionada em um castelo e que perdeu a mãe muito jovem. O falecimento de sua mãe pôs a casa em luto e ela mesma; e, seguindo as convenções da época estava obrigada a usar roupas escuras, um véu negro e ficar dentro de casa. Essa última, Eleanor não obedecia, e preferia sofrer o seu luto no jardim e na estufa que lembravam a sua mãe. Ainda mais que desde que o misterioso novo jardineiro apareceu o jardim voltou a florescer, sendo o contraste belo com a frieza da casa de vidro, trazendo ainda mais lembranças de sua mãe; além de ser um bom refúgio das sufocantes obrigações sociais que uma dama vitoriana tinha que exercer.

“E Eleanor descobriu, para sua raiva, que também era vista da mesma forma. Uma menina tola em seu castelo de vidro, vivendo de tempo emprestado até que um homem, de algum lugar, de algum círculo acima de suas cabeças, viesse e lhe colocasse nos eixos. Alguém que ela não conhecia, contra quem não poderia argumentar, que um dia teria autoridade sobre ela — e que ela teria que carregar como sua mãe carregara Aurelius: em silêncio, o vaso decorado que sustenta a planta.”

O misterioso jardineiro se chamava Sebastian, um homem sem origem conhecida e que parecia não conhecer ou se importar em seguir os costumes e as regras sociais vitorianas, possuindo uma língua ferina que fazia perguntas incisivas e consideradas inapropriadas. Os empregados da casa fofocavam ao redor sobre quem era Sebastian: seria ele do Oriente? Ou era um cigano, ou será que ele era um demônio?! Porém, todos concordavam que desde que ele chegou, a estufa e o jardim voltou a florescer com belíssimas flores. Mas é aí que estava: como floresceu tão rápido? E como a cada dia parecia que mais e mais flores surgiam e com mais cores que antes? Esse era um mistério que intrigava ainda mais Eleanor, que começou a se aproximar de Sebastian para descobrir quem ou o que ele era.

“— Regras demais. Esse mundo de vocês tem regras demais. Como vocês dão conta de lembrar de tudo?”

É assim que Eleanor adentra no mundo mágico e belo dos seres feéricos, e conhece o seu primeiro amor. O enredo vai e volta cronologicamente, indo do passado para o presente e para o futuro; com a jovem e insegura Eleanor em 1868 se apaixonando por Sebastian e conhecendo o mundo onírico e fantasioso das fadas, e em 1910 com a Eleanor adulta e sábia, revendo sua filha Stella e relembrando sobre o seu passado com Sebastian e que era quase como um sonho (o que muitas vezes era mesmo). E uma passagem em 1919, que não darei mais detalhes, pois seria um enorme spoiler!

Anna Fagundes Martino escolheu utilizar a terceira pessoa no passado, para dar um caráter mais de contos de fadas em sua narrativa, e focado em sua personagem principal Eleanor. Então vamos descobrindo aos poucos o que Sebastian é e a mitologia das fadas junto com ela. Como eu disse, a escrita da Anna é poética dando um ar lúdico e onírico, o que faz com que o leitor muitas vezes não saiba o que é real e o que é sonho, assim como a própria Eleanor.

“Em seus sonhos, o dossel de sua cama era uma floresta, glicínias e orquídeas pendendo do teto em cortinas coloridas; os lençóis eram feitos de grama alta e azevinhos pontiagudos, lhe arranhando a pele a ponto de tirar sangue. E em seus delírios, podia jurar que as manchas cor de safira lhe subiam pelas pernas, queimando, arrancando gritos de dor e rugidos dos pulmões carcomidos pelo inferno em seu sangue.”

 

A história de amor entre Eleanor e Sebastian é linda, doce e principalmente natural, sem as afetações ou clichês dos amores eternos, até porque aqui não está sendo contada a história de um amor eterno e sim de um primeiro amor. E esse é um dos principais pontos de A Casa de Vidro: é uma história de crescimento e de amadurecimento de uma jovem de dezessete anos da era vitoriana, despertando e questionando sua sexualidade e principalmente questionando o seu papel como mulher em uma sociedade patriarcal. O feminismo na narrativa de A Casa de Vidro é um dos pontos altos, e Anna Fagundes Martino soube utilizá-lo exatamente por não ser um discurso panfletário, usando temas feministas de acordo com a trama, e como uma forma de desenvolver a personagem Eleanor. Ela de uma jovem ingênua, insegura e assustada, se torna uma mulher sábia, segura de si e empoderada;, esse empoderamento, lógico, de acordo com o contexto da época.

“— Você disse que viu como humanos fazem filhos. Você viu o que acontece com as mulheres depois que as crianças nascem? Viu como as pessoas as tratam? Viu a humilhação que me espera?! Para o inferno com o seu imperativo!”

“— Gosto muito da minha própria companhia, Mark. Não preciso de plateia.”

Assim como toda trama, o sexo é narrado de forma doce, delicada e poética, mas surpreendentemente natural, e definitivamente é uma das passagens mais lindas da noveleta. No entanto, o que mais me encantou é a forma como a autora abordou a mitologia das fadas: como seres curiosos que transitam entre o seu mundo e o nosso com o intuito de conhecer e se relacionar com os humanos.  Não são os seres maléficos das lendas mais antigas, nem as fadinhas cheias de bondade e mágica; são seres com uma profunda curiosidade pelo que é diferente e possuem uma forte ligação com a natureza, e por isso temem o futuro da humanidade. Esse temor vem do fato de que eles sabem que grandes guerras virão: A Primeira Guerra Mundial é sabiamente mencionada, dando um caráter de romance histórico para a noveleta de fantasia. A Guerra que em tese, daria um fim a todas as guerras, mudou complemente a humanidade e sua relação com o que era mágico. Veio o pessimismo moderno e mais uma Grande Guerra Mundial, e a relação da humanidade com a magia e as crenças pagãs foi cada vez mais afastada.

“Você vem me ver quando está dormindo. Todas as noites, você atravessa os sonhos e me encontra aqui. Sua voz não demonstra nenhum nojo, nenhum medo. E seus olhos me encaram como se… Me encaram como se me vissem, como se soubessem o tempo todo que eu sou eu!”

“Do alto de seus dezessete anos, Eleanor tivera medo do futuro que lhe fora apresentado de maneira tão explícita. E medo de desejá-lo na mesma medida de seu pânico, de querer saber como era permanecer dentro daquele abraço, de como seria deixar que aquele calor lhe consumisse até não restar nem mesmo cinzas.”

“— Falo porque humanos são cheios de promessas e declarações, e raramente as cumprem. Amor não é algo que exista por decreto. Nem mesmo entre gente da mesma matriz.”

 

A Casa de Vidro é um livro poético, agridoce, que conta a história de amadurecimento e a descoberta do primeiro amor em meio a fadas, sonhos e futuros terríveis ,mas que trarão a força necessária para os personagens e mudarão sua forma de enxergar o mundo. Anna Fagundes Martino é uma escritora primorosa que com certeza vou acompanhar, inclusive já estou com a continuação, Um Berço de Heras no kindle, e que também terá resenha aqui no Beco. E a Editora Dame Blanche com certeza é uma editora que devemos ficar de olho em seus lançamentos e suas grandes revelações da literatura fantástica brasileira.

“Tinham sido as plantas que o fizeram reviver depois do inferno. Uma coisa era imaginar, outra era ver: uma coisa era imaginar uma guerra ou uma fada, outra era saber que existiam. As duas revelações lhe foram brutais, mas ao atravessar a brutalidade ele encontrou algum tipo de existência.”

“— Pensam muito em como são fortes e esquecem que são feitos de vidro!
— Oh, Stella… Mas vidro pode ser bem forte!”

Vocês podem acompanhar a Anna em seu Twitter e a Dame Blanche em seu Facebook, Twitter e Tumblr.

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RESENHA: A BIBLIOTECÁRIA, LOGAN BELLE

Digamos que, de certa forma, tenha sido um pouco culpa sua. Você tentaria consertar ou só deixaria para lá e diria que não era para ser?– Antes de mais nada, não existe “não era para ser”. Existe “faça acontecer”. Isso ajuda?Regina assentiu. Talvez estivesse ficando louca, mas o que Carly falava estava começando a fazer sentido.

A jovem recém formada Regina Finch se muda para Manhattan para começar a trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York, seu emprego dos sonhos.

Dividindo um pequeno apartamento, Regina conhece Carly Ronak, uma estudante moderninha que se interessa apenas por moda e homens, enquanto, Regina é reservada e inexperiente.

Já na biblioteca, Regina precisa manter a calma em alguns momentos para lidar com a sua nova chefe Sloan Caldwell, uma mulher loura e alta muito bonita, mas com um temperamento bastante difícil na maioria das vezes.

Na nova cidade, a jovem não imaginava que sua vida mudaria. Certo dia, em uma das salas reservadas da biblioteca, a moça acaba se deparando acidentalmente com Sebastian Barnes em uma cena bem picante.

Sebastian, sócio da biblioteca é um homem rico, ambicioso, misterioso e com traumas do passado, se interessa por Regina, ela, que resiste, mas se entrega aos jogos de sedução feitos por ele, sente-se insegura e com medo.

Regina se torna e nova obsessão de Sebastian, e além de envolvê-la em jogos, sente o desejo de fotografá-la inspirando-se na pin-up mais famosa de todos os tempos, Bettie Page.

Regina, acho você incrivelmente bonita. E adoro o fato de você não perceber isso. Tenho esse desejo intenso de lhe mostrar como é linda e quero que você experimente essa beleza comigo.

A Bibliotecária é um livro que prende. Regina deixa-se envolver pelo prazer, mas precisa lutar com seus desejos e sentimentos. Será que ela é capaz?

O livro divide opiniões: a oportunidade das mulheres de se deixarem envolver pelo prazer completamente, permitindo conhecer suas próprias vontades e seu corpo. Ou aquela típica leitura onde o homem rico submete mulheres ingênuas a realizarem seus caprichos.

Há um problema que assola a maior parte dos jovens escritores
Há um problema que assola a maior parte dos jovens escritores
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Há um problema que assola a maior parte dos jovens escritores

Quando comecei a escrever, adorei a sensação de poder, eu poderia escrever o que quisesse e isso era incrível!
As pessoas podem não gostar, criticar a minha obra, ou até mesmo escrever algo melhor, mas não podem me impedir, sou livre pra escolher o que quero fazer. Queimem, boicotem, escrevam em resposta, mas nunca poderão me calar.

A liberdade é encantadora, e aqueles que desfrutam disso não querem perde-la. Se quiser escrever sobre a visão romantizada de um assassino de prostitutas, só pra chocar quem lê ao revelar, eu posso. Talvez escrever sobre uma criança abusada sexualmente pelo que ela acredita serem monstros do guarda-roupa, ou um cara que enfia um consolo na bunda pra ver Deus. Céus! Eu posso colocar um astronauta junto com um ser mitológico grego numa taberna medieval multidimensional no espaço, e ninguém pode me proibir.

Acredite, eu escrevi essas coisas, apenas por saber que eu podia fazer.

Então vejo outros garotos que estão começando, assim como eu, mas eles não escrevem antes de pedir permissão, não, estão perdidos. Estar perdido é bom, você não se adéqua a realidade e quer mudar, mas é essa liberdade que eles não percebem. Eles têm duvidas, mas os questionamentos são quase que pedidos por aprovação, “e se meu protagonista estiver morto?”, “posso nomear capítulos?”, “posso falar de tal marca?” ou “posso escrever uma palavra errada para simular a fala do personagem?”.

Sim! Todos podem fazer o que quiserem, não há um regulamento para padronizar textos, ninguém será preso se tentar se arriscar um pouquinho. Pode ser que não gostem, problema deles, na nossa constituição não há um lugar que afirma a quantidade de palavras por capítulos, não existe uma organização regulamentadora que ditam o que podemos escrever. Apenas não cometa crimes, faça o que queres e o resto há de ser da lei.

É claro, não digo para negarem qualquer comentário, mas leia as criticas com cuidado, acate sugestões que ache que sejam proveitosas para você, é isso que leitores betas fazem, mas o autor é que deve estar no controle, não levem todos os conselhos como ordens.

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Resenha: Plataforma 11 – Uma história de amor, Roberta Carbonari e Paulo Muzy

“Eu amei e coloquei no papel cada lágrima e sorriso, tendo sido de tudo o que vivi, este o maior desafio. Escrever para vocês essa história para celebrar o amor, foi em parte reviver cada saudade, porque quem ama para uma vida, sofre na mesma intensidade. Portanto, dê atenção as pausas entre as palavras. Nesse branco da folha, que existe em tanta abundância quanto os pretos das letras, está cada segundo que permiti que essa mulher ficasse longe de mim. Leia os espaços, sim: são necessários para se compreender que cada momento feliz contém , em si, a tristeza pela sua irrecuperabilidade e singularidade – tornando a vida nem justa e nem certa, mas equilibrada. Leia as palavras com um sorriso, mesmo que sem querer você se reconheça nas pausas e se emocione, só porque estou pedindo. Porque a condescendência de um sorriso em uma emoção intensa é o bálsamo que contamos nos momentos mais íntimos nos quais parece que nossa alma fica boiando nos olhos… E não é por isso que os amantes choram nas despedidas?” Nota do Paulo

Não poderia iniciar a resenha de Plataforma 11, sem antes sobrelevar este trecho da nota do Paulo ao final do livro. Creio que após esta leitura inicial, o seu instinto literário foi aguçado e o seguinte questionamento pairou sobre a sua mente – se ‘isso’ é a nota, imagine o que está descrito no decorrer dos capítulos?” Sim, elementar meu caro Watson!

O escrito “Plataforma 11: Uma história de amor” é um romance autobiográfico escrito por Paulo Muzy e Roberta Carbonary e, ambos profissionais da área da saúde, constroem sua imagem como figuras públicas não só como influencers em atividades físicas, boa alimentação e um estilo de vida fitness, mas como um casal apaixonado que descobriram e redescobriram o valor de seus sentimentos.

Muzy e Carbonary expressaram um pouco de sua história de amor, e como eles mesmo descreveram, teremos uma continuação dessa linda história editado em papel.

Ao todo são vinte e cinco capítulos intercalados pelo casal, uma curiosidade: Paulo Muzy inicia e conclui o livro escrevendo o primeiro e último capítulo, ou seja, temos o depoimento de um homem apaixonado que inicia seu conto de amor em um jardim praiano e termina encontrando uma ficha médica bastante singular depois de nove anos de silencio entre os dois, ironias do destino.

Em alguns capítulos, como foi discutido, tem-se a voz de Roberta nos guiando em uma série de acontecimentos e rapidamente em outro capítulo, Paulo pega nossa mão e decide nos acompanhar reproduzindo afinco cada momento. Durante a leitura, corremos ao lado de Roberta pelas máquinas e sentimos o incomodo da areia em nossos dedos com Paulo, ambos possuem um certo tom de detalhismo, portanto, a leitura do romance se torna bem adocicada e ilustrativa.

“Pensei em lhe enviar o livro que começamos a escrever, ainda inacabado… Como uma forma de dizer que queria que ele o terminasse, e que queria um final feliz… Claro que me envergonhei disso também. Só salvei o arquivo, pois o teclado seria meu ombro amigo.” (capítulo 23, página 115)

Sim, estou considerando essa produção como um exemplar híbrido, adocicado como um romance de banca de revista; inquieto com o fomento da “quase” incompletude do amor, característica típica do romance medieval e de cavalaria, príncipe e princesa em constante encontros e desencontros, mas como a Roberta Carbonary nos ensina: “o que tem de ser, tem muita força…”

Certa vez, li um ensinamento chinês que diz assim: ás vezes, encontramos nosso destino no caminho que tomamos para evitá-lo, a última carta, a última crise, a última conversa pelo telefone só foram algumas peças de um quebra cabeças que demoraram alguns anos para saber onde são os seus lugares certos, e quando descobriram, tudo foi reconhecido como um sorriso escanteado. Todos temos nossas histórias e nossos conflitos, e somos guerreiros de nossas próprias batalhas, o amor só é encontrado por guerreiros que decidem combater as próprias guerras e vencê-las, pois, quando o assunto é Amor, ele se manifesta com toda força.

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Especial Halloween: 5 livros de terror para o dia mais assustador do ano

O Halloween – conhecido como Dia das Bruxas – é uma celebração popular de culto aos mortos. A popularidade do Halloween é maior em alguns países de língua anglo-saxônica (especialmente nos EUA), cujo significado se refere à noite sagrada de 31 de Outubro, véspera do feriado religioso do Dia de Todos os Santos. A tradição do Halloween foi levada pelos irlandeses aos Estados Unidos, onde a festa é efusivamente comemorada.

Os símbolos principais são as fantasias de bruxas e a abóbora com feição humana iluminada através de uma vela acesa. Além disso, também é comum decorar as casas com objetos e temas assustadores, como caveiras, teias de aranha, mortos-vivos e demais seres que pertençam ao imaginário popular. Também há o costume de distribuir doces para as crianças fantasiadas durante o Halloween. Conhecido como “trick or treat” (“gostosuras ou travessuras”, em português), esta atividade infantil é muito comum nas comemorações do Halloween nos países do Hemisfério Norte, como os Estados Unidos.

Algumas teorias sugerem que a origem das comemorações do Halloween tenha surgido entre o povo celta, através das festividades pagãs do fim do período de verão e início do inverno, o “Festival de Samhain”, que acontecia no final do mês de outubro.

Acreditava-se que nesta data, os espíritos dos mortos regressavam para visitar as suas casas e também poderiam surgir assombrações para amaldiçoar os animais e as colheitas. Todos os símbolos utilizados pelos celtas tinham como objetivo afastar os maus espíritos.

A origem católica do Halloween coincide com a festa de Todos os Santos, sendo determinado pela Igreja Católica o dia 2 de novembro como o Dia dos Finados. Antigamente, no dia 31 de outubro, acontecia uma vigília de preparação denominada “All Hallow’s Eve” (Véspera de Todos os Santos). Após transformações, a expressão permaneceu na sua forma atual.

Para entrar no clima do dia mais assustador do ano, o Beco separou uma listinha macabra com 5 dicas de leitura que você não vai querer fazer sozinho:

1 – O Iluminado, Stephen King

Lançado em 1977, O Iluminado foi o terceiro livro de Stephen King e seu primeiro best-seller em capa-dura. O sucesso do livro foi tanto que firmou King na carreira de escritor no gênero. Os cenários e personagens foram influenciados pelas experiências pessoais do Stephen King, incluindo suas visitas ao Hotel Stanley, no Colorado em 1974 e a sua reabilitação do alcoolismo.

O Iluminado centra-se na vida de Jack Torrance, um aspirante a escritor e alcoólatra em recuperação que aceita o emprego de zelador na baixa temporada do famoso Hotel Overlook, nas montanhas do Colorado, para onde se muda com sua esposa Wendy e seu filho Danny. Danny é “Iluminado”, o que, no contexto da história, significa que ele possui um conjunto de habilidades psíquicas que permitem que ele veja o passado horrível do hotel. Uma tempestade de neve deixa a família presa nos arredores e forças sobrenaturais que habitam o hotel começam a influenciar a sanidade de Jack, colocando em perigo sua esposa e filho.

2 – O Exorcista, Willian Peter Blatty

Publicado pela editora americana Harper & Row e lançado originalmente em 1971, O Exorcista conta a história de Regan MacNeil, uma garota de 12 anos que é possuída pelo demônio. Há boatos de que a história do livro seja baseada em um caso de exorcismo real. O livro teria sido baseado nos registros de um caso real, alegadamente realizado em Mount Rainier, no estado de Maryland. O jornal The Washington Post e supostamente outros periódicos locais relataram o discurso de um padre, feito numa sociedade de parapsicologia amadora, na qual este teria afirmado haver exorcizado um demônio em um menino de 13 anos chamado Ronald, cujo sofrimento durou cerca de seis semanas.

Em O Exorcista, um idoso jesuíta chamado Padre Merrin lidera um escavação arqueológica no norte do Iraque a fim de estudar antigas relíquias. Em seguida à descoberta de uma estatueta do demônio Pazuzu, um semideus da cultura suméria real, a estatueta e uma moderna medalha de São José se justapõem curiosamente, promovendo uma série de presságios que alertam o religioso de que em breve terá um confronto com um mal poderoso que ele, até então desconhecido pelo leitor, já havia enfrentado antes num exorcismo feito na África.

No mesmo momento em que esses fatos se dão no Oriente Médio, em Georgetown, uma menina chamada Regan MacNeil que mora com a mãe, uma famosa atriz chamada Chris, fica inexplicavelmente doente. Depois de uma série gradual de distúrbios de poltergeist, a garota apresenta perturbadoras alterações físicas e psíquicas, aparentando estar possuída por um espírito demoníaco.

3 – O Bebê de Rosemary, Ira Levin

Rosemary Woodhouse e seu marido Guy, um ator que luta para se firmar na carreira, mudam-se para um dos endereços mais disputados de Nova York, o Bramford, um edifício antigo de ares vitorianos, habitado em sua maioria por moradores idosos e célebre por uma reputação macabra de incidentes misteriosos ao longo da história. Sem demora, os novos vizinhos, Roman e Minnie Castevet, vêm dar boas-vindas aos Woodhouse. Apesar das reservas de Rosemary com relação a seus hábitos excêntricos e aos barulhos estranhos que ouve à noite, o casal idoso logo passa a ser uma presença constante em suas vidas, especialmente na de Guy. Tudo parece ir de vento em popa. Guy consegue um ótimo papel na Broadway, e novas oportunidades não param de surgir para ele. Rosemary engravida, e os Castevets passam a tratá-la com atenção especial. Mas, à medida que a gestação evolui e parece deixá-la mais frágil, Rosemary começa a suspeitar que as coisas não são o que parecem ser.

4 – Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe

Nestes contos – selecionados e traduzidos por José Paulo Paes -, Edgar Allan Poe (1809-1849) imaginou algumas das mais conhecidas histórias de terror e suspense da literatura, tramas que migraram da ficção direto para o imaginário coletivo do Ocidente. É o caso de ‘O gato preto’, a tenebrosa história de um assassinato malogrado, ou de ‘O poço e o pêndulo’, que apresenta uma visão macabra da ansiedade da morte. Pioneiro dos contos de mistério, como ‘A carta roubada’ e ‘O escaravelho de ouro’, Poe deu a seus personagens profundidade psicológica.

5 – Nosferatu, Joe Hill

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal.

A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie. Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic. Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

 

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RESENHA: ATRAVÉS DO ESPELHO, JOSTEIN GAARDER

Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos.

Do mesmo autor de O Mundo de Sofia, os livros de Jostein Gaarder são escritos no mesmo molde, sempre com crianças curiosas e bem espertas. As histórias sempre despertam imensamente minha curiosidade, são sempre incríveis e me faz quase que devorar o livro inteiro.

Em Através do Espelho, a norueguesa Cecília Skotbu é uma garotinha muito inteligente e bastante curiosa, doente em sua cama, seu problema de saúde não é revelado na história, embora seja notável, a gravidade da doença. Certo dia ela recebe a visita do anjo Ariel.

Cheia de questionamentos, Cecília faz interrogatórios ao anjo que por várias vezes resolve fazer algumas visitas, embora ela nunca se dê por satisfeita com as respostas de Ariel.

Inclusive a garota desconfia se Ariel é de fato um anjo. Na verdade, é uma troca de perguntas e respostas, Cecília pergunta se anjos existem, e se as pessoas vão para o céu, enquanto Ariel quer saber como é ser de carne e osso, e como é sentir e ter sentimentos de verdade.

Doente, a menina está morrendo vagarosamente, e com Ariel, Cecília aos poucos enxerga através de um espelho.

O anjo que sabe voar, mas que não tem asas, leva Cecília para andar de esqui e escorregar no tobogã, proporciona a menina o contato com a neve novamente e assim a menina sempre vê a vida com muita esperança e com muita alegria. Vivendo sempre intensamente e se rendendo aos encantos da filosofia.

Todas as estrelas um dia acabam caindo. Mas uma estrela é apenas uma pequenina centelha do grande facho de luz que há no céu.

Entrevista: Bruno Peres compartilha experiências sobre marketing digital
Entrevista: Bruno Peres compartilha experiências sobre marketing digital
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Entrevista: Bruno Peres compartilha experiências sobre marketing digital

Bruno Peres é um nome bastante conhecido no mundo do RPG, quando em 1994, ajudou na organização do Encontro Internacional do RPG e participou de uma ONG ministrando jogos para crianças carentes, além de ter
escrito cenários e jogos. Desde 2004, o autor paulistano tem uma carreira sólida no marketing digital, já que passou por empresas como Discovery Channel, Groupon, iFood, até que decidiu fundar a sua própria, a arca.buzz. Lançou há poucos dias seu primeiro livro, O Vendedor de Sapatos, uma narrativa motivacional que promete ensinar o poder do perdão e da superação e conversou um pouquinho com o Beco Literário sobre a sua trajetória, confira:

Beco Literário: Depois de passar por tantas organizações, como a ONU e a Discovery Channel, o que te inspirou, principalmente, a fundar a arca.buzz?
Bruno Peres: Sempre tive vontade de empreender, de construir o meu caminho para ajudar outras pessoas, para apoiar outras organizações em formatos mais flexíveis. Fundar a arca.buzz foi o princípio desse novo momento em minha carreira, onde ministramos aulas, cursos em empresas, consultorias e também prestamos serviços de marketing.

BL: Como foi esse seu desejo por empreender? Começou desde criança ou surgiu com o tempo?
Bruno: Aos 11 anos eu fundei o jornal da minha escola. Juntei um grupo de amigos e nós mesmos fazíamos as matérias, criávamos o layout e imprimíamos naqueles enormes mimeógrafos… Sempre tive esse desejo, falhei inúmeras vezes e acredito ainda estar apenas no começo de uma longa e próspera jornada.

BL: Você está lançando um livro motivacional, “O Vendedor de Sapatos”. De quais artifícios você usa para motivar as pessoas nele? Histórias pessoais ou de pessoas próximas?
Bruno: Escrever é perceber tudo ao redor. É prestar atenção em cada detalhe, cada história que passa por nossas vidas. Em “O vendedor de Sapatos” eu reuni ensinamentos que aprendi em muitas viagens ao redor do mundo. Reuni histórias de pessoas que muito me ensinaram e juntei tudo através de uma linha com personagens que fossem capaz de transmitir essas histórias para nós; afinal, histórias conectam pessoas desde o princípio dos tempos.

BL: Como foi a experiência de lançar seu primeiro livro? Virão outros no futuro?
Bruno: Escrever é um sonho antigo, estamos há muitos anos trabalhando para que esse momento acontecesse, por isso a experiência está sendo deliciosa, de muito trabalho e com muitas novidades para mim. Sim, já existem alguns outros livros prontos.

BL: Nas startups, vemos ambientes horizontais onde “todo mundo faz tudo”. Para você, isso é uma coisa boa ou pode desvalorizar alguma carreira?
Bruno: Trabalhei em algumas startups, e isso acaba acontecendo porque precisamos realizar muito e em pouco tempo. Vejo a descentralização como algo bom no âmbito de dar mais voz às pessoas, de criar ambientes mais criativos e pró-ativos. Mas, como tudo, isso é algo que precisa ser acompanhado de perto, visando sempre manter um ambiente produtivo e feliz para todos.

BL: O que é marketing, para você?
Bruno: Marketing é a atividade responsável pela troca entre empresas e seu mercado consumidor. Falando assim, pode até parecer simples, mas para que essa troca aconteça de forma natural, uma enormidade de estudos, estratégias e muito trabalho estão envolvidos.

BL: Como foi a experiência de organizar o Encontro Internacional do RPG?
Bruno: Ahhh, adoro essas perguntas. O RPG faz parte da minha vida desde 1994 e participei de uma enormidade de EIRPGs (O nome que damos ao Encontro Internacional). Tive a oportunidade de ajudar a organizar alguns deles, e sempre foi uma experiência incrível, onde conectávamos todos ao redor de nosso hobby. Chegamos a ter mais de 10 mil pessoas por dia em grandes galpões com palestras, campeonatos e muitos livros e aventuras acontecendo. RPG sempre conectou pessoas, conectou histórias e essa comunidade em todo Brasil, sempre foi incrível!

BL: Quais livros você indicaria para o pessoal do Beco Literário que se interessa por marketing e empreendedorismo?
Bruno: Para quem quer saber mais de marketing, é obrigatório ler Philip Kotler e buscar, no cara que é considerado um dos pais do Marketing, as premissas básicas que podem levar ao entendimento dessa atividade. Recomendo também alguns livros do Keller e sempre ter um cuidado para “gurus” que criam títulos “arrasadores” mas que não trazem conteúdos tão relevantes para nossa profissão.

Lembrando que, dando continuidade a série de matérias sobre empreendedorismo, o Beco Literário também entrevistou o empresário Bruno Perin, na semana passada! Confira clicando aqui.