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Ensaio sobre escrever
Imagem: StartupStockPhotos / Pixabay

Escrever. O “homem”, em sua totalidade, vem usufruindo da arte da escrita há séculos, milênios. Criando um sistema configurado em vários elementos: letras, números, marcas de pontuações, regras gramaticais e diferenciando os vários produtos que se pode ter através do uso das palavras em textos. Vários tipos de textos. Tal variedade textual é, portanto, uma expressão dos pensamentos e sentimentos do indivíduo que organiza e reorganiza as palavras, ou seja, escreve. Mediante a esta reflexão, voltamos a ideia inicial deste parágrafo justificando o motivo do uso da escrita ser tão presente na vida das pessoas há tanto tempo. Libertar o que está dentro.

Escrever concede ao ser poder, poder de conquistar o que se almeja, poder de criar e viver várias vidas, inúmeras realidades, poder de sonhar, e o melhor, sonhar acordado. O ato de escrever nunca está sozinho, sempre bem acompanhado. A escrita é confidente da leitura, amante, companheira de jugo, fiel escudeira, a irmã gêmea, a outra parte da alma, enquanto a escrita se completa como “s”, a leitura é o “2” (“s2”, entendeu?, ironia).

“Uma palavra escrita é semelhante a uma pérola.” Johann Goethe

“A história é escrita pelos vencedores.” George Orwell

“Uma palavra escrita é a mais fina das relíquias.” Henry David Thoreau

“Uma vida bem escrita é quase tão rara como uma bem vivida.” Thomas Carlyle

É preciso entender a arte da escrita, e escrever diz respeito a regras, até para ser livre exige um comportamento a ser seguido, uma norma, algumas regras. Antes de entrarmos na análise de tipologia textual, é preciso refletir sobre o primeiro processo de escrita primeiro, a gênese.

A primeira avaliação a ser feita, é entender que toda escrita perfaz um sistema chamado de Situação Conversacional. Esse sistema nos ensina que todo emissor (seja aquele que emite pela fala ou pela escrita) precisa transmitir sua mensagem mediante a um código entendível ao receptor (aquele que recebe).

Vamos ilustrar!

Imagem: Divulgação / Google
Imagem: Divulgação / Google

Emissor: também conhecido como primeira pessoa, aquele que emite, aquele que escreve, aquele que fala, aquele que deseja transmitir alguma informação;

Receptor: também conhecido como segunda pessoa, aquele que recebe, aquele que lê, aquele que recebe a informação/conteúdo do emissor;

Mensagem: a informação que se deseja transmitir, o conteúdo;

Código: habilidade linguística, sistema linguística, língua em que a mensagem está fundamentada, língua em que o conteúdo ou informação esteja escrito ou falado;

Contexto: situação ou meio que o diálogo ou a escrita esteja acontecendo, a realidade temporal e geográfica;

Contextualizando esse conteúdo a nossa reflexão, todo emissor é escritor, e para escrever é preciso entender esse sistema básico, a escrita deve estar fundamentada em um código entendível ao leitor para que, ao ser lido, seja compreendido. Por exemplo, o emissor deste ensaio é o Gustavo Machado, o receptor é você leitor, a mensagem a ser transmitida é a respeito da prática da escrita e o código a qual está fundamentada é a Língua Portuguesa.

Simples, não é?

Antes de escrever qualquer palavra, qualquer texto, é preciso ter em mente esse sistema. Qual público quero alcançar? Qual mensagem quero transmitir?

Após refletirmos e encontrarmos as respostas para estes primeiros passos, pode-se avançar e perscrutar tudo aquilo que sua imaginação lhe permite.

Tags : ensaioescrita
Gustavo Machado

Sobre Gustavo Machado

Encontrei meu espaço entre as letras, através de parágrafos e estrofes construi meu universo particular. Resenho livros, imagino coisas, leio e escrevo. Sou formado em Letras, um apaixonado descarado pela Literatura e Filosofia. Sou professor. Um ótimo amigo e iludido facilmente. Vamos escrever algo juntos?