Primeiramente, é inevitável não comparar Viva: A Vida é Uma Festa (Coco, 2017) com Festa no Céu (The Book of Life, 2014). Ambos partem do mesmo princípio, o feriado mexicano do Dia de Los Muertos, com protagonistas que correm atrás dos seus sonhos. E ambos são ótimos. Porém a nova animação da Disney/Pixar consegue encontrar sua própria identidade, e o resultado é simplesmente o melhor filme do estúdio desde Divertida Mente (Inside Out, 2015).
Miguel é um garoto apaixonado por música, que sonha em ser famoso e seguir os passos do seu ídolo já falecido, Ernesto De La Cruz. Mas, por causa de uma desilusão do passado, a família de Miguel não pode nem ouvir falar em nada relacionado a música, e quer que o menino siga o ofício de sapateiro, uma tradição familiar.
A trama de Viva: A Vida é Uma Festa pode não ser tão original quanto Divertida Mente, mas consegue ser mais tocante. Abordar um tema tão complexo, como a morte, é um risco. Ainda mais se levarmos em consideração que estamos falando de uma animação para a família. Porém a história acerta ao tratar o assunto com sensibilidade.
(divulgação)
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O relacionamento familiar e seus conflitos estão presentes na história, como em boa parte das animações da Disney (e da Pixar também). Porém, ao falar sobre a morte, Viva: A Vida é Uma Festa disserta sobre lembranças. Aquelas lembranças que mantemos acesas dentro de nós, mesmo quando um ente querido morre. As memórias estabelecem a conexão entre os vivos e aqueles que já se foram.
Conceitualmente, a Terra dos Mortos muito se assemelha ao retratado em Festa no Céu e até mesmo em A Noiva-Cadáver (Corpse Bride, 2005). Novamente o espectador é transportado para um mundo cheio de cores, música e vida. Mas a Disney/Pixar cria uma identidade visual para esse universo que, como sempre, é de encher os olhos.
(divulgação)
Outro aspecto positivo do filme está no modo como as tradições e a cultura do México são retratadas. Os rituais e preparativos das famílias mexicanas para o Dia De Los Muertos (equivalente ao nosso Dia de Finados, mas celebrado de uma maneira bem diferente), as músicas e os elementos culturais, todos bem delineados e com muito bom gosto.
Viva: A Vida é Uma Festa é uma emocionante celebração da vida, da família e da importância de sempre manter acesa a memória afetiva dos nossos antepassados.
Ao ver o trailer de Jumanji (exibido incansavelmente nos cinemas nos últimos 3 meses), você teve a impressão que o filme foi totalmente resumido em poucos segundos e que não teria muito de novo para ver na versão completa? Então, isso resume o sentimento em torno de Jumanji: Bem Vindo à Selva. Mas isso não é de todo ruim. Apesar disso, temos aqui um filme muito bom para dar algumas risadas e comentar com os amigos.
Nos primeiros minutos, somos introduzidos aos estereótipos clássicos de qualquer filme com adolescentes: o nerd jogador de videogames (Spencer), o atleta com dificuldades nos estudos (Fridge), a popular (Bethany) e a estudiosa que odeia educação física (Martha). E é nesse meio tempo que supostamente teríamos que nutrir uma simpatia por Spencer, mas quem rouba a cena totalmente é Bethany. Sua falta de noção e egocentrismo são tão inocentes (se é que tem como ser assim) que a torna engraçada.
Após serem transportados para outro mundo, os personagens tem os seus corpos trocados. Isso aconteceu conforme os personagens que eles escolheram para jogar em um videogame e a ‘troca de corpos’ foi bem previsível: o nerd Spencer ganhou um corpo robusto e cheio de atitude, Fridge se tornou baixinho e perdeu suas habilidades esportivas, a nossa querida Bethany se tornou ‘um senhor de meia idade’, como ela mesma diz e Martha se torna uma linda e atraente mulher, cheia de habilidades. Nessa hora lembrei do filme ‘Se Eu Fosse Você’, com Glória Pires e Tony Ramos, pois constatei que troca de corpos sempre vão trazer filmes divertidos.
Nick Jonas, Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart e Jack Black em JUMANJI: WELCOME TO THE JUNGLE.
Karen Gillan, Dwayne Johnson e Kevin Hart em JUMANJI: WELCOME TO THE JUNGLE.
Jumanji
Jumanji
Jumanji
A partir deste momento, eles precisam se adequar aos seus novos corpos, que também possuem elementos especiais e suas fraquezas.Além disso, os personagens começam a desenvolver suas próprias características, aprimorando algumas – como Spencer usando seus conhecimentos em jogos – e deixando de lado algumas – Bethany e seu vício em celulares, por exemplo. Eles são apresentados ao seu objetivo nessa aventura: salvar Jumanji, para que assim possam voltar para suas vidas normais.
Como todo bom filme (ou jogo), temos seus obstáculos e vilões. Neste caso, vilão, no singular mesmo. E bem fraco. É realmente uma decepção ver que as armadilhas criadas para barrar os heróis do filme sejam tão básicas e simples. Isso nos impede de sentir aquela adrenalina ou de imaginas ‘putz, eles não vão conseguir’. Em nenhum momento isso aconteceu. Mas em um geral, o que chamou mais atenção mesmo são realmente as evoluções pessoais do que as aventuras para conseguir se salvar deste universo paralelo.
ATUAÇÕES NO PONTO
Dwayne Johnson realmente convence como um jovem que acabou de ganhar um super corpo. Sem precisar abrir a boca, apenas em sua linguagem corporal, podemos sacar que era Spencer ali. E assim ele se manteve durante todo o filme. Karen Gillan mandou bem como a insegura Martha que durante o período de jogo se viu em corpo de ‘atiradora sexy’. Quem realmente me chamou a atenção foi justamente um personagem que não citamos até agora. Mas precisamos dizer, Nick Jonas mandou muito bem neste filme. Nick aparece apenas 1 segundo no trailer de cinema e entendemos que caso seu personagem fosse melhor divulgado o filme nos deixaria com poucas novidades. Não falarei muito para não entregar tudo.
VALE A PENA?
Sim! É um filme que sinceramente, já sabemos o começo, temos uma idéia de seu meio e definitivamente conhecemos o final, mas ainda assim, ele vale o ingresso. Te faz dar umas risadas, tem atuações muito boas e remete à um filme qualquer de final de tarde. Se estiver de bobeira, vai preencher bem o seu tempo. Agora, se deve ser a prioridade de filme para ver no verão, bem, aí é outra coisa.
FICHA TÉCNICA
Nome: Jumanji: Welcome To The Jungle
Elenco: Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart, Karen Gillan, Nick Jonas e Bobby Cannavale.
Que o personagem de quadrinhos Mulher Maravilha é considerado um ícone feminista é de conhecimento de todos, mas o que poucos imaginam é a história por trás da origem da super heroína e de como a força do amor de um homem e duas mulheres fez quebrar as barreiras internas do preconceito.
Com a estreia marcada para hoje (14) o filme “Professor Marston e as Mulheres Maravilhas“, escrito e dirigido por Angela Robinson foi muito bem recebido pela crítica especializada – 86% de aprovação no Rotten Tomatoes – e pelo público – 81%. O Beco Literário acompanhou a pré-estreia do longa e assim como todos os presentes, se surpreendeu com um filme que consegue ser didático sem deixar de ser envolvente.
O psicólogo formado em Havard, Dr. Willian Moulton Marston, interpretado por Luke Evans, é um homem visionário que com o auxílio de sua esposa, Elizabeth Marston (Rebecca Hall) e a amante de ambos, Olive Byrne (Bella Heathcote), inventa o detector de mentiras e com base em seu relacionamento e tendo como inspiração essas duas fortes figuras femininas, começa a moldar criativamente a heroína amada por muitos há oito décadas.
Foto: Divulgação
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Podemos observar que a relação de bigamia vivenciada no filme ultrapassa a vontade da figura masculina em ter duas mulheres ao seu dispor, e sim, onde há três pessoas igualmente apaixonadas um pelo outro ao ponto de se doar de forma única e avassaladora, fazendo-os enfrentar temores internos e críticas externas de uma sociedade totalmente conservadora.
Marcado por uma bela cenografia o filme nos transporta e nos faz vibrar com cada passo de sua história, sendo ele a força e determinação do Professor Marston em lançar sua história em quadrinhos retratando a junção de duas fortes mulheres em uma só, uma fala irônica e engraçada de Elizabeth, ou um olhar de admiração lançado por Olive, para o casal Marston.
“Professor Marston e as Mulheres Maravilhas” é mais que a história de criação de um personagem de quadrinhos, é a paixão de um homem pela força e o poder que as mulheres possuem e exercem pelo mundo, força essa que as fazem ser totalmente não dependentes de uma figura masculina para alcançar seus objetivos. Com essa força em casa, Marston com maestria cria e presenteia o mundo com o ícone Mulher Maravilha.
A temporada de premiações do cinema americano começou! Os atores Alfre Woodard, Garrett Hedlund, Kristen Bell e Sharon Stone anunciaram na manhã desta segunda-feira (11), diretamente de Los Angeles, os indicados a 75ª edição do Globo de Ouro.
A fábula de Guillermo Del Toro, A Forma da Água, lidera as indicações entre os filmes, concorrendo em sete categorias, incluindo melhor filme dramático e melhor diretor. O destaque nas categorias para televisão foi Big Little Lies, da HBO, que concorre em seis categorias.
A entrega dos prêmios será no dia 7 de janeiro, com apresentação do ator e comediante Seth Meyers. Confira abaixo a lista completa dos indicados:
A Forma da Água (divulgação)
Big Little Lies (divulgação)
CINEMA
Melhor Filme – Drama
Me Chame Pelo Seu Nome
The Post: A Guerra Secreta
A Forma da Água
Dunkirk
Três Anúncios Para Um Crime
Melhor Filme – Comédia ou Musical
Corra!
Lady Bird: A Hora de Voar
Artista do Desastre
Eu, Tonya
O Rei do Show
Melhor Diretor
Christopher Nolan (Dunkirk)
Ridley Scott (Todo o Dinheiro do Mundo)
Guillermo Del Toro (A Forma da Água)
Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta)
Martin McDonaugh (Três Anúncios Para Um Crime)
Melhor Ator – Drama
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
Tom Hanks (The Post: A Guerra Secreta)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)
Melhor Atriz – Drama
Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Jessica Chastain (A Grande Jogada)
Michelle Williams (Todo o Dinheiro do Mundo)
Melhor Ator – Comédia/Musical
Daniel Kaluuya (Corra!)
James Franco (Artista do Desastre)
Hugh Jackman (O Rei do Show)
Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
Ansel Elgort (Em Ritmo de Fuga)
Melhor Atriz – Comédia/Musical
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Emma Stone (A Guerra dos Sexos)
Judi Dench (Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha)
Saoirse Ronan (Lady Bird: A Hora de Voar)
Helen Mirren (The Leisure Seeker)
Melhor Ator Coadjuvante
Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Armie Hammer (Me Chame Pelo Seu Nome)
Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
Melhor Atriz Coadjuvante
Laurie Metcalf (Lady Bird: A Hora de Voar)
Allison Janney (Eu, Tonya)
Mary J. Blige (Mudbound)
Hong Chau (Pequena Grande Vida)
Octavia Spencer (A Forma da Água)
Melhor Filme de Animação
Viva: A Vida é Uma Festa
Com Amor, Van Gogh
The Breadwinner
O Poderoso Chefinho
O Touro Ferdinando
Melhor Filme Estrangeiro
The Square: A Arte da Discórdia (Suécia)
First They Killed My Father (Camboja)
Em Pedaços (Alemanha)
Uma Mulher Fantástica (Chile)
Loveless (Rússia)
Melhor Roteiro
Greta Gerwig (Lady Bird: A Hora de Voar)
Guillermo Del Toro e Vanessa Taylor (A Forma da Água)
Martin McDonaugh (Três Anúncios Para Um Crime)
Liz Hannah e Josh Singer (The Post: A Guerra Secreta)
Após muitas críticas após a escalação de Johnny Depp em Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, a autora J.K. Rowling resolveu falar sobre o assunto em seu site:
“Quando Johnny Depp foi escalado como Grindelwald, eu achei que ele seria maravilhoso no papel. No entanto, na época em que ele estava filmando sua participação no primeiro filme, histórias começaram a aparecer na imprensa que me preocuparam muito, assim como a todo mundo envolvido na franquia. Fãs de Harry Potter vieram até mim com questões e preocupações legítimas sobre a nossa escolha de continuar com Johnny Depp nesse papel. Como David Yates, um diretor de longa data de Harry Potter, já disse, nós consideramos a possibilidade de reescalar o papel. Eu entendo porque muitas pessoas tenham ficado irritadas e confusas quanto ao porquê isso não aconteceu. A comunidade enorme e cheia de apoio mútuo que cresceu ao redor de Harry Potter tem sido uma das maiores alegrias da minha vida. Para mim, se tornou progressivamente difícil, frustrante e às vezes dolorosas me manter calada sobre esse assunto. No entanto, acordos foram feitos para manter a privacidade dessas duas pessoas [Depp e Heard], e ambas expressaram seu desejo de tocar as vidas adiante. Baseados no nosso entendimento das circunstâncias, as pessoas envolvidas no filme, incluindo eu, não só estamos confortáveis de seguir com a nossa escalação, como também estamos genuinamente felizes de ter Depp como um personagem importante em nossos filmes. Eu aceito que vão haver pessoas que não ficarão satisfeitas com essa escolha. No mundo ficcional e fora dele, todos temos que fazer o que achamos ser a coisa certa.”
A declaração veio logo após J.K. bloquear diversos fãs do Universo Mágico de Harry Potter no Twitter. Os fãs questionavam a escalação e até o momento a autora não havia se pronunciado sobre.
Quando Johnny Depp fez uma ponta em Animais Fantásticos e Onde Habitam os fãs já esboçaram um desconforto com ele nas telas. O ator foi condenado por agressão contra a ex-esposa, Amber Heard e fez doações para ONGs que lutam contra a violência doméstica. O assunto reascendeu um debate sobre o machismo na indústria cinematográfica. Enquanto Depp ganhava papéis em filmes importantes após o ocorrido, a atriz Winona Ryder, vencedora do Oscar, passou um bom tempo sem trabalhar, até aparecer em Stranger Things, e mais recentemente, a prisão da atriz Naya Rivera por uma discussão com o namorado.
Auggie interpretado por Jacob Tremblay é aquele personagem que sentimos vontade de abraçar, seja por sua maturidade, por sua inteligência ou sua compreensão. O garotinho nasceu com uma deformidade fácil causada pela Síndrome de Treacher Collins, uma condição genética e que atinge principalmente os ossos da face.
Estreia hoje nos cinemas a adaptação de Extraordinário da escritora R.J. Palacio, o Beco já viu e conta para você o que esperar do filme!
O objetivo principal foi atingido, mesmo com a direção de Stephen Chbosky, o filme é mediano, e não foge no comum, mas consegue transmitir o alerta sobre o bullying dentro e fora do ambiente estudantil e como as pessoas são diferentes umas das outras, mas que o respeito e a aceitação são sempre mais importantes.
O filme arranca do público muitas reações desde raiva pelo aluno Julian, ou risadas nas piadas de Auggie e cenas divertidas do filme como aparições do Chewbacca do Star Wars e lágrimas nas cenas como a que August pergunta a sua mãe Isabel, interpretada pela atriz Julia Roberts, por que ele é feio.
O elenco conta ainda com a atuação de Owen Wilson como Nate, o pai de Auggie, além de Izabela Vidovic no papel de Via, a irmã, e conta ainda com a participação de Sônia Braga como a avó brasileira, além de Jack, o melhor amigo de Auggie, vivido por Noah Jupe.
Extraordinário deve ser lido e assistido não só por crianças, mas também pelos adultos. Muitas vezes as crianças são o reflexo de seus pais e o preconceito pode começar dentro de casa.
As crianças não conseguem esconder suas reações ou sentimentos, por isso, é papel fundamental dos pais trabalharem desde sempre qualquer tipo de preconceito ou descriminação, afinal, as crianças são só crianças e curtir a infância é fundamental para seu desenvolvimento.
A resenha completa do livro, você pode conferir aqui! Desde já, Auggie nos ensina uma grande lição e é realmente Extraordinário!
Como vários jovens, sempre fui aficionado por filmes de artes marciais, adorava filmes do Van Damme, o mix de ação e comédia do Jackie Chan ou até os inúmeros filmes de roteiro parecido do Steven Seagal, reprisados eternamente pelo SBT. Embora essas lendas (ok, não estou incluindo o Steven em “lendas”, desculpe amigão) continuem na ativa, como podemos notar pelo remake de kickboxer, no qual JCVD agora faz o papel de mestre (um tanto canastrão, devo dizer), e Jackie Chan, que ultimamente tem filmes fora do eixo acrobacia-humor, com o surpreendente The Foreigner.
Afirmar que outros atores fora os clássicos são os novos representantes pode parecer exagero, mas deve-se lembrar que os clássicos sempre estarão lá, sempre poderemos ver O grande dragão chinês Bruce Lee, Sonny Chiba e sua trilogia mítica Street Fighter, Sammo Hung e companhia ou todos os brutamontes hollywoodianos, citarei atores já consagrados, porém, que ainda vejo a possibilidade de crescerem mais, e terem o reconhecimento que merecem.
Tony Jaa
Foi reconhecido após a trilogia Ong Bak e a duologia O protetor, filmes de roteiros simples mas que garantem diversão pelas cenas de ação. Após isso já atuou em filmes maiores como velozes e furiosos 7 e ao lado de Ivan Drago Dolph Lundgren em Skin Trade, porém, seu filme mais divertido depois dos citados é Spl 2 em que atua ao lado de Jackie Wu e o veterano Ken Lo. Muai thai no cinema é sinônimo de Tony Jaa.
Donnie Yen
Dentre os aqui citados, provavelmente Donnie Yen é o mais famoso. Tornou-se conhecido mundialmente após a incrível trilogia O grande mestre, baseada na vida de Ip Man, mestre de Wing Chun conhecido por ter sido mestre de Bruce Lee. Sua atuação como Chirrut em Rogue One: Uma História Star Wars confirmou ser um ator consagrado. Entretanto, pretendo citar aqui outros filmes dele, Kung fu mortal, Identidade especial e Flashpoint, nesses três filmes um pouco menos populares por aqui, mas com uma característica interessante em comum, durante os combates, são mescladas as habilidades em Wushu de Donnie com grappling, golpes tradicionais com armlocks, mata-leões e outras imobilizações, uma interessante junção entre o estilo clássico de combate e lutas modernas.
Jeeja Yanin
Ela só teve um filme de grande relevância até o momento, mas já é possível supor que Jeeja Yanin será a maior atriz feminina de artes marciais. Em Chocolate, é tratado de forma sensível o autismo da personagem, que aprendeu por mimetismo muai thai, embora o chamativo seja as incríveis cenas de artes combate, de coreografia limpa, outro ponto alto é a ausência de dublês, característica marcante de filmes tailandeses, as cenas pós-créditos confirmam isso, mostrando como os atores se esforçaram e sofreram para trazer tais cenas. O diretor de Chocolate é Prachya Pinkaew, o mesmo de Ong Bak e O protetor.
Scoot Adkins
O primeiro ocidental da lista se autodenominava o lutador mais completo do mundo. Sem dúvidas, o papel mais icônico de Adkins foi como Yuri Boyka na atual quadrilogia O Imbatível, embora tenha aparecido como antagonista no segundo filme, sua personalidade marcante logo o tornou protagonista dos filmes seguintes, sua parceria com o diretor Isaac Florentine sempre gera bons frutos, pois conseguem fazer filmes agradáveis com pouca verba. Teve papeis menores em Os mercenários 2, no excelente Cão de briga, com Jet Li, e ainda trabalhou nas coreografias de Dr. Estranho e fez uma ponta como um dos capangas de Kaecilius, interpretado por Mads Mikkelsen. Para Adkins, só resta lhe darem um papel a sua altura, num filme de maior peso, por enquanto seguirei gritando Boyka Boyka Boyka Boyka…
Iko Uwais
O indonésio Iko Uwais sem dúvidas é o ator/artista marcial revelação da década, sua parceria com o diretor Gareth Evans e o ator Yayan Ruhian geraram excelentes frutos. Iko estreou em Merantau Warrior, mas foi em seu segundo filme com a trupe que mostrou que veio para ficar, The raid é um filme frenético, de coreografia incrível, utilizando um estilo de luta próprio do país, a duologia mostra combates intensos que não se intimida em mostrar cenas violentas, porém não se resume a isso, tornando apenas um adendo e não uma finalidade. Gostou das cenas de lutas em corredores da serie Demolidor, da Netflix? Aqui encontrará os melhores combates em corredores e espaços pequenos do cinema. Em The raid 2, o espaço expandiu, o roteiro foi melhor desenvolvido, e as cenas de ação não deixaram a desejar, sobretudo, uma personagem roubou a cena, e o coração de fãs do gênero, uma mulher e um par de martelos, Julie Estelle é a mulher que pode bater de frente com Jeeja Yanin.
A hammergirl e Iko Uwais contracenaram novamente em Headshot, dessa vez sem a direção de Gareth Evans, o filme manteve o padrão de qualidade nas cenas de ação, pecando apenas nos efeitos de tiroteios, com aquele sangue digital que some antes de tocar o chão (também visto em os mercenários 2), mas nada que estrague a experiência.
Filmes de artes marciais sempre foram considerados de segunda categoria, não deveria. Embora seus roteiros sejam por vezes simples, ou efeitos especiais regulares a fracos, é uma diversão descompromissada, e deve ser assistido como tal, muitas vezes o filme trás mais do que apenas combates, gratas as surpresas.
Filme desse nicho, como pode ser percebido, ainda são dominados pelos orientais, embora as verbas sejam menores que grandes produções americanas, há um grande empenho na coreografia, raramente pecam em aplicar a horrível câmera tremida, que é um recurso para disfarçar as más coreografias, se procura ação, nesses filmes poderá ver sem ficar tonto pelo movimento incomodo de câmeras. Seus atores experientes em artes marciais, campeões em seus estilos são apenas uma bonificação aos expectadores.
Sabe o que todos os atores citados acima têm em comum? Todos atuarão juntos em Triple Threat! Essa é a maior reunião de atores de diferentes etnias e estilos marciais do cinema atual, para os fãs, o hype apenas aumenta, contemplem:
A atriz Tessa Thompson confirmou, através do Twitter, que Valquíria, sua personagem em Thor: Ragnarok, é bissexual – e a primeira personagem LGBT do Universo Cinematográfico Marvel.
Thompson fez a revelação em resposta às críticas de que Valquíria estaria sendo representada como “uma típica tomboy assexuada da Marvel”.
She’s bi. And yes, she cares very little about what men think of her. What a joy to play! https://t.co/d0LZKTHCfL
“Ela é bi. E sim, ela se importa muito pouco com o que os homens pensam dela. Que alegria interpretá-la!”, escreveu a atriz.
Em seu terceiro filme solo, Thor está preso do outro lado do universo, sem seu martelo, e se vê numa corrida para retornar até Asgard e impedir o Ragnarok – a destruição de seu lar e o fim da civilização asgardiana – que está nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a terrível Hela. Mas primeiro ele vai enfrentar uma batalha de gladiadores contra o seu ex-aliado e vingador – o incrível Hulk.
No elenco, Chris Hemsworth, Tom Hiddleston e Mark Ruffalo retornam como Thor, Loki e Hulk, respectivamente. Idris Elba e Anthony Hopkins também estão de volta e Tessa Thompson, Cate Blanchett e Jeff Goldblum entram para o time.
Dirigido por Taita Waitiki, Thor: Ragnarok estreia nesta quinta-feira (26/10), no Brasil.
Acontece em São Paulo, entre os dias 19 de outubro e 1º de novembro, a 41ª Mostra Internacional de Cinema. O festival, que é um dos maiores e mais importantes eventos de audiovisual do país, traz na programação desse ano 394 produções de vários países e diversas atividades em mais de 30 espaços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela cidade.
De acordo com Renata de Almeida, diretora da Mostra, a seleção de 2017 traz filmes ligados a diferentes vertentes do cinema contemporâneo, com destaque para obras que abordam a questão dos refugiados, a degradação ambiental e a intersecção de linguagens.
FILME DE ABERTURA
Além de assinar a arte do cartaz da 41ª edição, o artista plástico chinês Ai Weiwei também dirige o filme de abertura da Mostra. O documentário Human Flow – Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir aborda a crise dos refugiados de maneira detalhada e intimista, com cenas e entrevistas que percorreram mais de 22 países, nas quais o próprio diretor participa.
A trajetória do artista também será relembrada com a apresentação especial do documentário de Alison Klayman, Ai Weiwei – Sem Perdão, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance em 2012.
Ai Weiwei (Divulgação)
A questão da crise dos refugiados será um tema bem presente na programação deste ano, a exemplo dos títulos Happy End, de Michael Haneke, Bem-Vindo à Suíça, de Sabine Gisiger, O Outro Lado da Esperança, de Aki Kaurismaki, Além das Palavras, de Urzula Antoniak, entre outros.
MEIO AMBIENTE
Al Gore volta a alertar sobre a importância da preservação ambiental, ao lado dos diretores Bonni Cohen e Jon Shenk, em Uma Verdade Mais Inconveniente – sequência do documentário Uma Verdade Inconveniente (2006), vencedor do Oscar. O filme inclui polêmicas atuais, como a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de romper com o Acordo de Paris. Segundo Gore, a posição do presidente é “imprudente e indefensável”.
Trazendo a discussão sobre meio ambiente para o Brasil, a Mostra vai exibir o filme Rio de Lama, de Tadeu Jungle. “Este filme não é inédito em São Paulo, mas mesmo assim vamos mostrá-lo, pois trata de tema que merece muitas vitrines: a tragédia de Mariana, cidade histórica de MG, que perdeu vidas e viu lama tóxica poluir brutalmente as águas de seu rio”, explica Renata.
O maior desastre socioambiental do país também é tema do segmento dirigido por Walter Salles no longa Em Que Tempo Vivemos?, que reúne cineastas dos cinco países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
MULHERES NA MOSTRA E HOMENAGEM A AGNÈS VARDA
Uma das pioneiras da Nouvelle Vague e ícone do feminismo no cinema, Agnès Varda será homenageada com o Prêmio Humanidade, que a cada edição da Mostra é entregue a um cineasta cuja obra reflete questões humanísticas. A preocupação social presente em seus filmes será relembrada em um retrospectiva com 10 longas da diretora, além da exibição do seu último filme, Faces Places. Eleito pelo público do Festival de Toronto como Melhor Documentário, o filme acompanha Varda – que receberá um prêmio honorário na próxima edição do Oscar – e o fotógrafo e muralista J.R. numa viagem pelas áreas rurais da França.
Agnès Varda (Divulgação)
Contando com o longa de Agnès Varda, a seleção da Mostra conta com 98 títulos dirigidos ou codirigidos por mulheres, incluindo 21 diretoras brasileiras. Destaque para Esplendor, de Naomi Kawase, premiado pelo júri ecumênico de Cannes, e Nico,1988, de Susanna Nicchiarelli, eleito o Melhor Filme da mostra Horizontes, no Festival de Veneza.
PRÊMIO LEON CAKOFF PARA PAUL VECCHIALI
Reconhecido por sua cinematografia apaixonada e heterogênea, o veterano diretor francês Paul Vecchiali terá oito longas restaurados exibidos na programação, junto de seus três últimos trabalhos lançados no Brasil, além da estreia mundial de Os 7 Desertores, do curta inédito Três Palavras de Passagem e do documentário Revisitando La Martine, de Pascal Catheland, que registra o processo de produção do curta.
Paul Vecchiali (Divulgação)
Também reconhecido por ser o primeiro realizador a abordar a questão da AIDS dentro da comunidade homossexual, o diretor vem a São Paulo para receber o Prêmio Leon Cakoff.
FOCO SUÍÇA
A cada ano, a Mostra seleciona um país diferente e faz um panorama de sua produção cinematográfica. Nesta edição, o país escolhido foi a Suíça. Uma retrospectiva de sete títulos do cineasta Alain Tanner e sete curtas animados do diretor Georges Schwizgebel foram selecionados para a programação, além de vários filmes contemporâneos que participaram de festivais internacionais. Outro destaque é um filme “inédito” do cineasta Jean-Luc Godard, feito para a TV em 1976.
Jean-Luc Godard (Divulgação)
FILMES SELECIONADOS PARA O OSCAR
Dos filmes selecionados para a Mostra, treze obras de diferentes países concorrem à vaga para o Oscar de melhor filme estrangeiro:
ARGENTINA: Zama, de Lucrecia Martel (trailer abaixo);
ÁUSTRIA: Happy End, de Michael Haneke;
COREIA DO SUL: O Motorista de Táxi, de Jang Hoon;
GEÓRGIA: Scary Mother, de Ana Urushadze;
IRÃ: Respiro, de Narges Abyar;
IRLANDA: Canção de Granito, de Pat Collins;
ISLÂNDIA: A Sombra da Árvore, de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson;
NOVA ZELÂNDIA: Mil Cordas, de Tusi Tamasese;
REPÚBLICA TCHECA: Mãe no Gelo, de Bohdan Sláma;
RÚSSIA: Loveless, de Andrey Zvyagintsev;
SUÉCIA: The Square, de Ruben Östlund;
SUÍÇA: Mulheres Divinas, de Petra Volpe;
VENEZUELA: El Inca, de Ignacio Castillo Cottin.
REALIDADE VIRTUAL
A inovadora tecnologia de realidade virtual estará presente na Mostra pela primeira vez, em exibições especiais para apresentar ao público essa nova linguagem. São sessões com os 19 curtas-metragens em realidade virtual, que serão exibidos durante todo o festival nas salas parceiras.
EXIBIÇÕES AO AR LIVRE
A tradicional programação de exibições ao ar livre no Vão Livre do MASP acontece diariamente, de 23 a 28 de outubro, sempre às 19h30. Eles Não Usam Black-Tie, filme vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza, será exibido em homenagem aos 80 anos no cineasta Leon Hirszman (1937-1987). O Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual – estabelecido pela UNESCO como forma de chamar a atenção para a necessidade de conservação dos arquivos audiovisuais ao redor do mundo e a importância destes arquivos para formar a identidade cultural das nações – será lembrado com a exibição do filme Quando o Carnaval Chegar, de Cacá Diegues. A Mostra também homenageia o ator Paulo José com o Prêmio Leon Cakoff e apresenta três filmes estrelados por ele: Macunaíma e O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade, e, em tempos de perseguição e censura à arte, O Homem Nu, de Hugo Carvana.
O Homem Nu (Divulgação)
Realizada anualmente, a projeção ao ar livre na área externa no Auditório Ibirapuera vai exibir a cópia restaurada da comédia romântica O Homem Mosca, de 1923, dirigida por Fred C. Newmeyer e Sam Taylor, e estrelada por Harold Lloyd. A trilha sonora será executada, ao vivo, pela Orquestra Jazz Sinfônica.
No filme, um jovem inexperiente toma a decisão de abandonar sua pequena cidade natal, no interior, e partir para a cidade grande em busca de sucesso profissional. Depois de um tempo, finalmente consegue um emprego como vendedor em uma grande loja de departamentos, sem imaginar que este seria o início de muitas aventuras e que algumas poderiam até colocar sua vida em risco.
Em 2017, o personagem que marcou a carreira de Harold Lloyd completa 100 anos. O rapaz de óculos, que muitas vezes tinha o nome do próprio ator e ficou imortalizado pela cena em que fica pendurado num relógio, apareceu pela primeira vez em Over The Fence, de 1917.
O Homem Mosca (Divulgação)
Esses são apenas alguns destaques da 41ª Mostra Internacional de Cinema. No site oficial é possível encontrar maiores informações, a programação completa do festival e valores dos ingressos. No prédio do Conjunto Nacional, em São Paulo, é possível conhecer a Central da Mostra, onde, além dos ingressos, o visitante pode adquirir produtos oficiais do evento. Há também um estande para troca de ingressos, localizado no Shopping Frei Caneca.
Os serviços de streaming e de tv on-demand mudaram a forma que o telespectador se relaciona com as séries. Se antes era preciso esperar a exibição de um episódio por semana na TV para aí sim poder assistir (ou baixar) ou esperar alguns meses para que o DVD chegasse ás lojas, hoje podemos consumir estes conteúdos de uma vez através das plataformas disponíveis no mercado.
A Netflix foi pioneira neste seguimento. Quando suas séries originais chegam ao catálogo, na maior parte das vezes, todos os episódios são lançados de uma única vez. E isso se tornou rotina para muitos fãs: esperar o lançamento oficial e assistir tudo em um único final de semana. Segundo um relatório disponibilizado pela companhia hoje, 8,4 milhões de assinantes possuem o hábito de terminar temporadas inteira em 24 horas após o lançamento.
“Existe uma satisfação única ao ser o primeiro a terminar uma história – que seja a última página de um livro ou os últimos momentos da série de TV favorita“, disse Brian Wright, vice-presidente de séries originais da Netflix. O legado da gigante de streaming americana é muito maior do que se imaginava. Ela moldou o hábito do público. Hoje é um trunfo terminar a série antes de todos.
Pessoalmente falando, quando foi lançada uma temporada de Orange Is The New Black este ano, foi preciso que eu apressasse o meu ritmo de assistir aos episódios pois grande parte dos meus amigos assistiram a todos em um final de semana e já estavam comentando nos dias seguintes; enquanto isso, eu, que assistia um episódio por dia tive que me apressar para fugir dos spoilers.
Essa onda de maratonistas só aumentou, principalmente depois que a função de baixar os episódios para assisti-los offline foi disponibilizada. Um assinante brasileiro assistiu 21 séries completas no dia de seus lançamentos. 21 SÉRIES!
A série de mangá The Seven Deadly Sins foi a mais maratonada até agora no Brasil. Fuller House é a preferida no Equador. Os Defensores é #1 na Coréia do Sul. E assim vai. O país que mais assiste séries de uma única vez é o Canadá, mas nós não ficamos atrás. Estamos em 10º na lista dos mais maratonistas, confira o ranking:
Canadá
Estados Unidos
Dinamarca
Finlândia
Noruega
Alemanha
México
Austrália
Suécia
Brasil
Irlanda
Reino Unido
França
Nova Zelândia
Peru
Holanda
Chile
Portugal
Itália
Emirados Árabes Unidos
As 20 séries mais vistas são:
Gilmore Girls: Um Ano para Recordar
Fuller House
Marvel – Os Defensores
The Seven Deadly Sins
The Ranch
Santa Clarita Diet
Trailer Park Boys
F is for Family
Orange Is the New Black
Stranger Things
Amigos da Faculdade
Atypical
Grace and Frankie
Wet Hot American Summer
Unbreakable Kimmy Schmidt
House of Cards
Amor
GLOW
Chewing Gum
Master of None
E é claro, não podemos esquecer as 10 mais assistidas em 24 horas no Brasil: