Categorias

Livros

Ingressos para último show do U2 em São Paulo ainda estão disponíveis
Ingressos para último show do U2 em São Paulo ainda estão disponíveis
Atualizações, Música, Novidades

Ingressos para último show do U2 em São Paulo ainda estão disponíveis

Uma das bandas mais famosas do mundo voltou ao Brasil depois de 6 anos para quatro apresentações, todas elas entre as mais aguardadas do último trimestre. Se trata do U2, que veio pela quarta vez ao país e não se apresentava por aqui desde 2011. As primeiras apresentações ocorreram nos dias 19, 21 e 22 de outubro, e a última deve acontecer esta quarta-feira, dia 25 de outubro. Ingressos para a data ainda estão disponíveis na Stubhub, plataforma de intercâmbio de ingressos.

De acordo com uma pesquisa recente da empresa, realizada com 400 pessoas no país inteiro, U2 e Coldplay lideram o pódio de bandas mais esperadas pelos brasileiros para o final de 2017, e a turnê dos irlandeses foi a que mais vendeu ingressos neste final de ano por enquanto.

Na plataforma, U2 foi a banda que mais vendeu neste ano em países como México e França, e esteve em segundo lugar no Chile. A fama dos irlandeses, somada à grande expectativa pela vinda deles depois de tanto tempo, fez com que as primeiras levas de ingressos para cada data esgotassem em menos de duas horas.

E aí, bora pro show?

Livro ensina como empreender "Sem dinheiro"
Livro ensina como empreender “Sem dinheiro”
Novidades

Livro ensina como empreender “Sem dinheiro”

A primeira grande preocupação que costuma surgir à cabeça quando se quer empreender é o quanto se pretende investir. Os cálculos a serem feitos seriam decisivos para a tomada de decisão. Nem sempre o saldo insuficiente pode barrar a vontade de abrir uma empresa. Tanto que o autor Bruno Perin lança neste mês de outubro o livro “Sem dinheiro – como construir uma startup com pouca grana” falando sobre este assunto. Com um estilo direto de escrever e linguagem de redes sociais, típico de sua geração, o escritor não apenas dá dicas sobre como é possível concretizar iniciativas empreendedoras em tempo de crise com a conta próxima de zero, mas também conta como chegou a esses ensinamentos por meio de várias tentativas que fez na vida que deram certo (e outras não), compartilhando todo o conhecimento com os leitores.

O livro – como empreender sem dinheiro?

Dividido em sete capítulos, Bruno se preocupou em começar sua obra abordando sobre as lendas e verdades do empreendedorismo que todo mundo deve saber antes de colocar uma ideia em campo. Na sequência, aborda as diferenças entre valor e dinheiro seguido de uma orientação de como encontrar uma ideia que realmente valha a pena. Depois, é mostrado o processo de lapidação que transforma a boa ideia em uma grande oportunidade de negócio, bem como os recursos que devem ser conquistados quando não se tem grana para dar o start inicial. Mas nem tudo são flores: Bruno chama a atenção no sexto capítulo sobre os cuidados indispensáveis que se deve ter na jornada empreendedora e encerra com uma lista de motivos para dar continuidade mesmo com tantas barreiras (financeiras).

Motivações e curso

“A principal motivação que me fez sentar na cadeira e escrever ‘Sem dinheiro’ foi ver uma repetição frequente das pessoas que querem empreender, mas a desculpa da falta de grana empacar a realização dessa vontade. É possível sim. Não existe uma fórmula a ser seguida, mas eu dou uma sugestão de como o leitor pode começar a seguir o seu caminho. Muitas vezes o que falta é esse empurrão e incentivo iniciais”, destaca Bruno. A obra está à venda na internet no site http://www.brunoperin.com/semdinheiro/ com frete grátis e já autografada. Dessa forma, será possível acessar este livro mesmo em cidades onde não há livrarias visto que distribuição é o principal desafio no mercado editorial brasileiro. Junto com o livro também poderá ser adquirido um curso on-line com mais de 10 horas de conteúdo em vídeo, slides, 4 e-books, áudios-aulas e resumos de 27 livros de empreendedorismo recomendados por Perin.

Recomendações

Aos 30 anos, Bruno é investidor em quatro starturps e é um dos nomes mais influentes em empreendedorismo da América Latina segundo o Conselho Latino Americano de Administração. A rede de contatos de Bruno fez com que “Sem dinheiro” fosse recomendado por nomes referências em empreendedorismo no Brasil como Leandro Vieira (CEO do Portal Administradores), Carlos Wizard Martins (Autor do livro “Do zero ao milhão”) e Wagner Siqueira (Presidente do Conselho Federal de Administração). Na contracapa estão também recomendações internacionais do lançamento de Bruno como Chris Guillenbeau (autor de “A startup de 100 dólares), Tim Draper (um dos maiores investidores de startups do mundo) e Tina Seelig (nome de peso na área de ensino empreendedor).

“Sem dinheiro” é o terceiro livro do gaúcho Bruno Perin que atualmente vive no Espírito Santo, se dedica às startups que é investidor e percorre o Brasil fazendo palestras sobre empreendedorismo de alto impacto e causando surpresa nas plateias Brasil afora com seu jeito único e “fora do padrão” que se espera de um palestrando que fala sobre o mundo dos negócios. Sua obra anterior é “A Revolução das Startups”. Também escreveu “Os 15 maiores erros de novos empreendedores” que atingiu o primeiro lugar na Amazon em apenas 12 horas. Colunista em mais de 13 blogs e sites, é o articulista brasileiro com maior presença digital no país. Só nos últimos três anos seus conteúdos escritos tiveram mais de 13 milhões de pageviews.

10 motivos para ler "O Jogador Nº 1"
10 motivos para ler “O Jogador Nº 1”
Colunas, Livros

10 motivos para ler “O Jogador Nº 1”

O que falar do livro O Jogador Nº 1? Eu poderia dizer que faz duas semanas que o li e que impressionantemente nesse tempo a história ainda ecoa na minha mente como uma música chiclete das boas. Ou então, poderia dizer que estou superanimada com a possibilidade do filme que lançarão ano que vem e que com toda certeza será um tremendo sucesso.

Mas prefiro elencar nessas breves linhas 10 motivos para você, caríssimo leitor, ler essa obra de Ernest Cline. Então vamos lá:

1. Se você gosta de games, esse é o seu novo almanaque ou como alguns dizem, sua nova bíblia. (Francamente Carolina, se o título do livro tem a palavra Jogador, é claro que a história fala de games.) Sim, a história é recheada de citações ou como dizem easter eggs de jogos famosíssimos, como  PAC-MAN, Super Mario e entre outros. Portanto, se games são a sua praia; você cairá de cabeça nesse universo gigantesco dos video-games.

2. Se você nasceu nos anos 80, ou cresceu nesse período, ou até mesmo é fã dessa década, acredite, você precisa ler esse livro. Os anos 80 foram sem dúvida uma grande inspiração para a moda, cultura, música, enfim, em todos os aspectos da vida humana e até nos tempos atuais existem grandes influências na nossa cultura ocidental que advenho da revolução dos anos 80. E em O jogador nº 1 existe uma verdadeira enxurrada de citações, easter eggs, referências, tudo que se lembre e se aproxime dos anos 80. Por isso se você é fã, leia, pois se sentirá em casa.

3. Ficção Científica, se essa categoria te agrada tanto quanto a mim, esse é o livro pra você. Particularmente eu adoro a categoria Ficção Científica, pois nada mais é do que imaginar um universo totalmente novo, cheio de possibilidades e caminhos que a nossa mais avançada tecnologia não é capaz de reproduzir. Eis o grande poder da Ficção Científica e em O jogador nº 1, você será jogado em um universo tão magnífico que será difícil voltar a vida real.

4. Se você se preocupa com o lixo, e as suas consequências para o futuro, esse é um ponto que verá na obra de Ernest Cline. Como assim, o lixo? Sim! Todos sabemos que vivemos em um mundo que produz muito mais do que consegue recuperar, que desperdícios são comuns em países como o Brasil e que a maioria das nações do mundo não tem condições de reciclar tudo o que produz. Sendo assim, tal ponto será abordado no livro e as consequências para a nossa total imprudência em resolver os problemas.

5. A miséria humana te incomoda? Então se prepare para vê-la escancarada nesse livro! Sim, o autor conseguiu juntar os problemas sociais como miséria e uma das nossas alegrias como nerds, que são os games; em uma só obra. É impressionante como a miséria humana é retratada na história e tal como é hoje, as pessoas não se dão conta ou não se preocupam em ajudar ou resolver. Pelo contrário, se preocupam mais em si mesmas e no nosso próximo tópico, o dinheiro.

6. No futuro pós-apocalíptico de O jogador nº 1, ainda existe o dinheiro, e ainda as pessoas matam e morrem por ele! A odisséia da personagem principal começa pelo simples interesse monetário. Interesse esse que ainda movem diversas pessoas pelo mundo, se não dizer, todas elas. Para nós, no nosso tempo, o dinheiro é muito importante. E não é diferente para as personagens do livro que batalham, vivem, matam e morrem pelo dinheiro. E como na vida real ou na ficção, tais batalhas são interessantes de se ver.

7. Se há miséria, há fome. Mas as duas são tão diferentes entre si como podem ser. E sendo assim, tal aspecto também é desenvolvido na obra. Surgem situações em que as personagens sofrem com a fome. Fome de comida. Fome de água. E também outros tipos de fome. Como fome por calor humano, fome por carinho, fome por atenção. Tais personagens vivem em uma situação de tal solidão que não sabem desenvolver aspectos sociais que a façam conviver em sociedade. E de uma forma sutil, porém convicta, o autor deixa claro as consequências de tal fome.

8. A ignorância também é retratada na obra. Ignorância que se mostra atualmente com guerras, desrespeito, falta de amor, compreensão; e que no mundo da história trouxe resultados bem mais devastadores. A ignorância é o fator de não saber sobre determinado assunto ou coisa. E ela ocorre por falta de estudo ou prática. Em um mundo onde sabemos que nem todas as crianças vão para a escola e aprendem algo útil; o tempo que a história passa, é visível que a maioria da população não teve acesso a educação básica, não sabe fazer cálculos simples e sem esse conhecimento o que lhes resta são atividades nada aprazíveis e simpáticas. E o resultado disso está bem implícito no livro.

9. O racismo, uma das maiores doenças sociais que o ser humano inventou para si mesmo, também é retratado no livro. Se você é como eu, e não acredita na situação absurda de um ser humano ser prejudicado das mais diversas formas e meio pelo simples fato de ter uma cor de pele diferente da de outro ser humano, esse livro será interessante para você. O racismo é tratado de uma forma única do início ao fim do livro, nos mostrando o que seria se em um caso hipotético, vivêssemos como as personagens da história.

10. A luta pela esperança é algo bem interessante na história. Vemos a personagem principal lutar do início ao fim para conseguir algo que sem dúvida mudará sua vida para sempre. E no decorrer da narrativa, vemos suas lutas, seus ganhos e suas perdas e também sua luta para continuar com a esperança. Esperança que muitos já perderam, e que mais outros nunca tiveram. Esperança por uma melhoria de vida, esperança por um planeta melhor. E que o autor, com sua forma única, anima os corações das personagens e os nossos também a nunca desistir dos nossos sonhos.

Eis os 10 motivos! Se algum deles o convenceu, leia o livro, se embrenhe na história e se perca junto com as personagens nesse mundo novo e desconhecido. O que mais posso dizer? Boa leitura!

Livros, Resenhas

Resenha: As Cores do Amor, Camila Moreira

O que define uma pessoa? O dinheiro? O sobrenome? A cor da pele? Filho único de um barão da soja, Henrique Montolvani foi criado para assumir o lugar do pai e se tornar um dos homens mais poderosos da região. No entanto, o jovem se tornou um cafajeste aos olhos das mulheres, um cara egocêntrico segundo os amigos e um projeto que deu errado na concepção do pai. Quando o destino coloca Sílvia em seu caminho, uma jovem decidida e cheia de personalidade, Henrique reavaliará todas as suas escolhas. O amor que ele sente por Sílvia o fará enfrentar o pai e transformará sua vida de uma maneira que ele nunca pensou que fosse possível. Um sentimento capaz de provar que nada pode definir uma pessoa, a não ser o que ela traz no coração.

A história de “As Cores do Amor” de Camila Moreira é um spin-off do livro “8 segundos” que contou a história de Pietra e Lucas e teve a participação dos personagens secundários Henrique e Sílvia, que estrelam esse novo livro da autora, após serem apresentados como a amiga da faculdade de Pietra e o garoto que ajudou Pietra na “operação segura peão”.

Pode ficar tranquilo(a), o livro não é uma continuação de “8 segundos” e pode ser lido tranquilamente sem mal conhecer o enredo da primeira obra. Irão aparecer alguns pequenos spoilers que só vão te servir para ter curiosidade de ler “8 segundos”, após acabar “As Cores do Amor”.

Nesse novo livro, a autora, aborda temas importantes a serem discutidos, entre eles, racismo e relacionamento familiar abusivo. De prontidão fiquei interessado pelo tema e posso dizer que fiquei saciado moderadamente com todos os conflitos que a história construiu, principalmente os que tangem a esfera romântica, pois é um recorte temático que me interessa em todos os livros que leio.

A história é pouco complexa, mas apresenta vários personagens, detalhes e enredos. Para te ambientar melhor, é necessário saber que iremos acompanhar a narrativa de Henrique e Sílvia.

Ele pertence a rica família Montolvani, proprietária de uma famosa fazenda que produz soja e cria animais, seu pai Enzo é um asqueroso barão da soja que tinha como mais profundo desejo que Henrique despertasse amor pela fazenda, mas seu filho estabeleceu repudio a tudo que seu pai fazia, após várias negligências e traumas sofridos durante sua vida.

Sílvia é uma jovem negra, sozinha desde o fim da sua adolescência com sua irmã mais nova, muito batalhadora que almeja ter uma melhor condição de vida, todavia, enfrenta muito preconceito e humilhações, chegando a não conseguir aguentar mais tantas afrontas.

Em uma viagem ao interior, para o casamento de sua amiga Pietra (8 segundos), sua vida tomou novos rumos, ela percebeu que Henrique estava interessado nela e não demorou muito para se encontrarem e darem um grande primeiro beijo. Um reencontro perfeito? Não! No dia seguinte, Henrique acompanhado de seu pai, encontrou Sílvia e fingiu que não a conhecia, mas o olhar preconceituoso de seu pai já anunciou o tamanho de seu julgamento. O garoto a procura para pedir desculpas e aos poucos inicia um caloroso e apimentado romance com Silvia, afinal, Henrique já tinha uma larga experiência com mulheres e Silvia é uma mulher muito sensual. Acredito que seja bom deixar avisado que o livro tem cenas de sexo com uma descrição que pode incomodar algumas pessoas que preferem ler esses momentos com mais poesia e sutileza.

Com capítulos intercalados entre os personagens principais e uma narrativa em primeira pessoa bem construída, iremos embarcar na montanha-russa de sentimentos do casal e os acontecimentos que os afligem e dão a história seu toque de emoção essencial. Não espere um final imprevisível, pois trata-se na maioria do tempo de um enredo clichê e acontecimentos previsíveis que valem a pena ser lidos, afinal, preconceito não é um assunto do passado e os problemas familiares apresentados são constantes na história de milhões de pessoas.

Livros, Resenhas

Resenha: Branco como a neve, Salla Simukka

Recuperando-se do terror que vivenciou nas mãos da máfia, Lumikki tem a chance de deixar a Finlândia, se livrando das roupas pesadas, das lembranças sombrias… e do perigo. Ela só quer ser uma garota normal, misturar-se à multidão de turistas e aproveitar as férias. Quando Lumikki conhece Zelenka, uma jovem misteriosa que alega ter o mesmo sangue que ela, as coincidências são inquietantes. Rapidamente ela se vê envolvida no mundo triste daquela mulher, descobrindo peças de um mistério que irá conduzi-la a uma seita secreta e aos mais altos escalões do poder corporativo. Para escapar dessa trama asfixiante, Lumikki não poderá fazer tudo sozinha. Não desta vez.

O livro “Branco como a neve”, continuação do thriller homônimo de Salla Simukka, traz novamente ao cenário literário a história da personagem Lumikki, que ficou famosa em vários países com o primeiro livro da “saga”, chamado “Vermelho como o sangue”, onde conhecemos melhor essa garota aparentemente avessa a confiar em pessoas, que se envolve em situações nada agradáveis e geram grandes consequências.

Acredito que não seja necessário ler o primeiro livro para entender essa nova obra da autora, pois a maioria das pontas abertas no enredo são fechadas e ela apresentada um desfecho da história, que não abre precedentes para uma continuação do mesmo assunto, fato que também acontece em “Branco como a neve”. Vamos conhecer mais da história?

Lumikki, depois dos acontecimentos praticamente fatais do primeiro livro, retorna para a casa dos pais e resolve tirar férias na cidade de Praga, capital da República Checa, para esvaecer sua mente e superar os momentos que passou. Só que a garota não contava que nessa viagem encontraria uma suposta irmã por parte de pai que a conta uma história repleta de detalhes que aparentemente provam essa irmandade e confronta Lumikki em relação ao seu sentimento de não confiar nas pessoas.

A suposta irmã, chamada Zelenka, desperta mais essa desconfiança quando não para de olhar ao seu redor, esperando algo acontecer e diz que não deseja estar no mesmo lugar que se encontraram novamente.

A história se desenrola e em paralelo ao encontro de Zelenka iremos conhecer um repórter investigativo que está em busca de pistas sobre uma seita incomum, e como conhecemos Lumikki e sua aptidão para envolver nos casos, os dois juntos começam a procurar respostas sobre a seita e a suspeita história de Zelenka, porém as investigações acabam tomando um rumo que é um dos grandes pontos da história.

Com um livro curto, descrição satisfatória e uma escrita interessante, “Branco como a neve” é aquele livro que conseguimos ler em uma tarde, antes de tudo, por ter 240 páginas e expressar uma leitura de fácil entendimento e provocar reviravoltas não custosas de entender. Não é o meu gênero de livro favorito, mas acredito que toda leitura é válida e os personagens apresentados na obra tem o seu fascínio e a ambientação escolhida combina com a história e nos faz desejar conhecer mais do lugar.

 

Livros, Resenhas

Resenha: Lua de larvas, Sally Gardner

Standish Treadwell é um jovem disléxico que vê o mundo de maneira diferente da maioria. Graças a essa visão, ele percebe que o mundo lá de fora não tem que ser necessariamente cinzento e opressor. Quando seu melhor amigo, Hector, é de repente levado embora, Standish percebe que cabe a ele, a seu avô e a um pequeno grupo de rebeldes enfrentar e derrotar a opressão permanente das forças da Terra Mãe. Com o pano de fundo de um regime implacável, disposto a tudo para vencer seus rivais na corrida para chegar à Lua. Este impressionante Lua de larvas é o novo livro da premiada autora Sally Gardner.

Lua de larvas é um livro de leitura rápida, mas tão intenso quanto um soco no estômago, não se deixe levar pela sua aparente simplicidade, ou logo será nocauteado sem perceber de onde veio o golpe.

Seu formato a principio pode estranhar, seus capítulos são minúsculos, cerca de dois parágrafos apenas. Cada capítulo é sempre seguido por alguma imagem (preste atenção nessas imagens, elas contarão uma história nem tão paralela ao livro, lembre-se que ratos são tidos como traidores). Como um todo, é um livro belo, sua arte de capa é certamente um detalhe chamativo, é sempre bom ter um livro de capa bonita na estante!

Sobre a trama, Standish é um garoto com dislexia numa sociedade totalitária, um adolescente solitário refém de uma realidade repressora e violenta, sua heterocromia não colabora, visto que crianças diferentes são brutalmente repreendidas. Não foi estabelecida a época em que ocorre, pode ser no passado ou num futuro distópico, mas aos poucos fica claro que o país em que ele vive — a Terra Mãe — é uma clara alusão à Alemanha nazista, e isso fica muito evidente devido às saudações, os soldados aqui chamados de “moscas verdes” e os agentes de casaco, muito parecidos com aqueles agentes estilosos que usavam trajes Hugo Boss.

Não é mostrado um clima de guerra, e sim, pós-guerra muito semelhante à guerra-fria, a tensão é constante, traições e falsas acusações são constantes, e até mesmo estimuladas nas escolas. É nesse caos que Standish conhece Hector, um garoto que ele confia e adora, nutrindo uma amizade que nunca experimentou antes.

Por fim, é um livro simples, num final de semana pode-se acabar, mas nem por isso é raso, pelo contrário, tal leveza só garante que você baixe a guarda, para quando isso acontecer, tome um golpe direto no queixo, como dito no titulo, é como dar um selinho numa granada de mão, é um história marcante, sua narrativa em primeira pessoa apenas garante uma maior aproximação do leitor, super recomendo!

Livros, Resenhas

Resenha: Darkmouth – Os Caçadores de Lendas, Shane Hegarty

Elas estão chegando! As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se alimentam de humanos) invadiram a cidade de “Darkmouth”. Elas querem dominar o mundo. Mas não entre em pânico! Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger. Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a melhor arma contra um Minotauro faminto, né? Hum… Pensando bem, pode entrar em pânico. Entre em pânico agora! Corra!

Sabe aquelas séries que nos surpreendem? Os Caçadores de Lendas é uma delas, afinal, comecei a leitura despretensiosamente e me deparei com um início tímido e não muito envolvente que não demorou muito para se converter em um livro repleto de ação, humor, aventura e drama que nos faz passar rapidamente a tarde para querer desvendar o seu fim.

O livro conta a história de um garoto chamado Finn que faz parte da linhagem dos Caçadores de Lendas, que são pessoas designadas a proteger cidades onde o limite entre o nosso mundo e o mundo das lendas (monstros, minotauros, basiliscos, etc.) é mais sensível, o que acaba gerando a necessidade desses guerreiros transmitirem os seus deveres para as próximas gerações.

Porém, as aparições desses monstros estão ocorrendo cada vez menos, modificando as necessidades dessas cidades que acabam não necessitando mais desses guerreiros, que geralmente acabam se aposentando. Acontece que especificamente na cidade de Finn, Darkmouth, a situação é bem diferente e esses monstros estão a solta e para piorar as pessoas que moram na cidade sabem da linhagem de Finn.

Ele que não é um garoto de muitos amigos e que acabou entregando carinho carinho aos animais tem enormes desafios pela frente, pois não leva o menor jeito para luta e muito menos para manusear as armas usadas dos Caçadores, fato que é um grande problema, pois o menino já carrega consigo o fardo de seu pai ter sido um Caçador prodígio.

Durante a leitura, me deixei levar pela criação do mundo desenvolvido pelo autor irlandês Shane Hegarty e curti bastante a divisão de capítulos, acho que por serem curtos existe uma dinamicidade que é necessária em livros que desejam um envolvimento com a saga. Além disso, a história de Hegarty nos faz ter dúvidas sobre o futuro dos personagens que ele apresenta, dado que Finn não é o único que vai merecer nossa atenção durante a leitura, teremos a Emmie e muitos outros personagens secundários para acrescentar a obra.

Acredito que esse primeiro livro da série está servindo de teste para sabermos se “Os Caçadores de Lendas” irá impactar as crianças e jovens de nosso país, pois a história é uma grande aposta para virar uma sensação daquelas que ficamos ansiosos para saber quando lança o próximo livro. É repleta de aventura, tem toques de magia na leitura e o mais importante: é divertido.

5 dicas infalíveis para mandar bem na redação do Enem
Atualizações, Histórias, Livros, Novidades

5 dicas infalíveis para mandar bem na redação do Enem

Uma das provas mais temidas dos vestibulandos está chegando! E para te ajudar nessa missão de fazer tudo dar certo, o Beco contou com a ajuda do professor Mário Bolpoto, de Língua Portuguesa – especializado em ministrar aulas de redação nas escolas – para dar aquelas dicas de ouro que todo mundo estava esperando. (ou precisando?)

Se você pensa que é impossível tirar 1000 na redação, se enganou! Confira as dicas, estude bastante e boa sorte! Olha só:

Dicas infalíveis para mandar bem na redação do Enem

1. LEITURA: Separe um bom tempo no início da prova para fazer uma leitura atenta do tema e dos textos motivadores. Lembre-se que a redação, em 2017, estará junto com as provas de Linguagens e de Ciências Humanas, ou seja, você vai ler muito durante esse primeiro domingo de prova. É bom fazer uma leitura atenta para não precisar ler muitas vezes os textos motivadores. Depois, tente aproveitar leituras da prova para novas reflexões sobre o tema, se houver algo que ajude, é claro.

É bom fazer uma leitura atenta para não precisar ler muitas vezes os textos motivadores.

É bom fazer uma leitura atenta para não precisar ler muitas vezes os textos motivadores.

2. ORGANIZAÇÃO: Para uma boa redação, é importantíssimo ter um bom projeto de texto. Um bom trabalho precisa de organização. Antes de passar seu texto a limpo, faça esquemas com palavras-chaves e uma linha de raciocínio. Seu texto precisa de clareza e isso só é possível com muita organização.

Um bom trabalho precisa de organização.

Um bom trabalho precisa de organização.

3. TEMPO: Separe 30 minutos para elaborar seu projeto de texto e mais 30 minutos para passá-lo a limpo. São momentos de cansaço e desatenção que nos fazem cometer erros bobos de ortografia, acentuação, pontuação, etc.

Separe 30 minutos para elaborar seu projeto de texto e mais 30 minutos para passá-lo a limpo.

Separe 30 minutos para elaborar seu projeto de texto e mais 30 minutos para passá-lo a limpo.

4. REPERTÓRIO: Ao longo de tantos anos de escola e de leituras, vídeos, filmes, leituras de jornal, jogos e conversas, você já fez várias relações entre fatos, notícias e algumas reflexões filosóficas. Faça o mesmo na sua redação. É muito relevante que seu texto consiga dialogar com a coletânea e com suas leituras anteriores. Vale ressaltar que não é interessante copiar nada dos textos motivadores.

É muito relevante que seu texto consiga dialogar com a coletânea e com suas leituras anteriores.

É muito relevante que seu texto consiga dialogar com a coletânea e com suas leituras anteriores.

5. AUTORIA: Se você se preparou ou não para a prova, todo mundo tem o hábito de escrever e de se comunicar. Procure sempre fazer de forma natural, autoral e do seu jeito. Seja fiel ao que você faz e à sua discursividade. Tentar forçar o uso de palavras que você não está acostumado a usar pode mais atrapalhar do que ajudar, principalmente se você não conhece perfeitamente o uso daquelas palavras que você pretende colocar em seu texto.

Procure sempre fazer de forma natural, autoral e do seu jeito.

Procure sempre fazer de forma natural, autoral e do seu jeito.

E aí, gostaram? Agora é só colocar todas as dicas em ação e fazer a melhor redação da sua vida!  Não se esqueçam que esse ano o Enem acontece nos dias 05 e 12 de novembro, dois domingos.

Livros, Resenhas

RESENHA: Eu sou o número quatro, Vol. 1, Os Legados de Lorien, Pittacus Lore

Eu sou o número quatro é o primeiro livro da série Os Legados de Lorien e, além da história, tem uma coisa meio curiosa: não tem autor! Quer dizer, até tem, mas ele é colocado como um ancião do planeta Lorien que está escondido na Terra narrando os livros, Pittacus Lore. Tudo é colocado como real e isso dá um gostinho a mais à leitura. Mas, vamos à história: Lorien é um planeta do nosso sistema solar ainda desconhecido pelos seres humanos, que foi atacado por um povo (os mogadorianos) que queria seus recursos naturais. Tudo foi destruído, mas uma nave contendo nove crianças e um tutor para cada uma é enviada para a Terra, a fim de que as crianças fiquem escondidas, cresçam, desenvolvam seus Legados (poderes como super força, invisibilidade, resistência ao fogo) e possam, um dia, retornar a Lorien e recomeçar. Há enviados dos mogadorianos na Terra caçando essas crianças, então, basicamente, eles fogem e se escondem o tempo todo e nenhum sabe onde o outro está.

A história é narrada por John, a quarta criança, o número quatro. Ele e seu cêpan, Henri, fazem o que foram orientados a fazer, mudam de cidade em cidade, tentam passar despercebidos e treinam para que os Legados de John desenvolvam e ele fique cada vez mais perto de vingar seu povo. Tudo corre bem até que eles chegam a Paradise, Ohio, e John conhece Sam (seu primeiro amigo de verdade) e Sarah (garota que se torna sua namorada) e ele não quer mais ir embora. Claro que isso não ia dar certo e não demora muito para que ele seja rastreado e a perseguição comece. Os outros três já estão mortos e ele é o próximo na lista, já que, graças a um feitiço, as crianças só podem ser mortas na ordem em que foram marcadas.

História elaborada, diferente e que foge do tradicional mundo pós-apocalíptico. Comecei o segundo livro e, até agora, está bem promissor. Não me lembro de alguma série sobre aliens adolescentes com crise de existência e sentimentos tão próximos dos seres humanos, talvez esse seja o charme maior da história. Um mundo não tão diferente do nosso, com seres não tão diferentes de nós que lutam para sobreviver e serem felizes, assim como nós.

Livros, Resenhas

Resenha: O Francês, Daniel de Carvalho

Lançamento da Editora Pandorga, O Francês, escrito pelo administrador de empresas, Daniel José de Carvalho, conta uma incrível história de amor entre um francês e uma descendente de indígenas tupi-guarani. Esta relação é brutalmente interrompida para ressurgir com todas as forças depois de 272 anos.

Uma parte desse caso de amor se passa no município de Carvalhos, no Estado de Minas Gerais, no ano de 2013. A outra parte se passa no Arraial dos Franceses, na Capitania de Minas Gerais, no século XVIII. O “Mon Journal”, um estranho diário, desaparece misteriosamente no ano de 1741, no Arraial dos Franceses, para ser encontrado apenas no ano de 2013 em Carvalhos. Tal diário é o elo que esclarece a relação entre os dois casais de épocas tão distantes e tão diferentes.

O autor viajou diversas vezes a trabalho, permanecendo longas temporadas em diversos países da Europa, Ásia, África, América do Norte, Central e do Sul. Essas viagens lhe deram a oportunidade de conviver com muitas famílias e pessoas de outras culturas, enriquecendo seu conhecimento da natureza humana e ajudando-o na composição dos personagens. Com 232 páginas, este romance também tem uma pitada de suspense, que fará o leitor se envolver e se encantar com a narrativa rica em detalhes.

“Se você não existisse, por que eu existiria?”

O escritor Daniel de Carvalho certamente, penso eu quando li sua biografia, se inspirou em suas inúmeras viagens para retratar a sua história: O Francês. Inicio minha resenha elucidando esta afirmativa em meus pensamentos, pois seu livro retrata uma história de amor entre jovens de lugares diferentes, França e Brasil, no interior do estado de Minhas Gerais.

O livro de duzentas e vinte e oito páginas me cativou lentamente e, através da leitura, ao descobrir que eram duas histórias de amor intercruzadas, quatro vidas entrelaçadas pelo destino vivendo e revivendo o mesmo ciclo de paixão ardente e confidente em tempos totalmente diferentes, me fez reservar um tempo maior para me dedicar ao pegar o “mon journal”

O amor constrói. O amor não mente. Uma promessa feita pelo/através do amor, pode demorar mais de cem anos, mas ela se concretiza, ao ler esse livro aprendemos este ensinamento. O amor sempre cumpre suas promessas:

“O suave som dos violinos, na extasiante e tão característica acústica da igreja, mesclava-se com os murmúrios e exclamações de encanto com a beleza.” [página 228]

Sem mais delongas, o livro: “O Francês” (Editora Pandorga), narra duas histórias de amor: no primeiro momento, Jean e Karina; uma moça do interior de Minas Gerais, nascida e criada no Arraial dos Franceses, capitania de Minhas Gerais e Jean, um francês sociólogo recém formado. Anos antes, no século XVII, Andrien e Yara interpretando o mesmo estereótipo de casal. O amor tendo a oportunidade de ser vivido duas vezes.

Como toda trama a ser desenvolvida, vários acontecimentos permeiam o andamento da narrativa dando oportunidades para o aparecimento de vários sentimentos, opiniões e reflexões sobre a história. É encantador toda abordagem histórica ilustrada com a chegada da Família Dubois no ano de 1720.

É uma leitura rica e muito doce, sem contar com a estética do livro: formidável! Os detalhes em arabescos nas páginas, a fonte da letra e até mesmo, o uso da caixa alta é possível perceber a ênfase e a jogada de ideias numa possível reconstrução de um diário e também de uma carta.

Quer descobrir o poder do amor em cumprir sua palavra?

Só consigo te dar uma resposta, leia “O Francês”.