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Textinhos para sua melhor amiga
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6 textinhos para você enviar para sua melhor amiga

Precisando de criatividade para desejar feliz aniversário ou algum outro sentimento bom para a sua melhor amiga? Seus problemas acabaram! Nós, do Beco Literário, nos reunimos e separamos alguns trechos de textinhos nossos que você pode copiar e enviar para sua melhor amiga em datas comemorativas (ou em momentos de declaração de amor).

Os textinhos abaixo são retirados de outros textos já postados aqui no blog e, ao clicar no nome do autor ou da autora, você pode conferir o texto completo. Ah, e não se esquece de dar os créditos ao autor ou autora que escreveu e de recomendar o Beco Literário para sua melhor amiga, viu?

Vamos aos textinhos:

No amor se sonha e se acorda acompanhado. Há quem diga que o amor é muito mais sobre como a gente se enxerga ou tem guardado em um potinho no coração, descrito como o sentimento mais precioso que se pode ter. Essa preciosidade precisa ser moldada e bem cuidada. Tesouro em mãos erradas vira frangalhos. Mas amor também é afrouxar o laço e deixar ir mesmo que a vontade de ter por perto seja maior. No fim, amor é mais contradição que qualquer outra coisa.

Milênia Aquino

Eu poderia citar agora, inúmeras ocasiões em que você me fez rir nos momentos em que eu estava na pior, mesmo sem você saber disso. Obrigado, sério, mas essa não é uma carta sobre mim, então vou só comentar.

Gabu Camacho

Um belo dia, nos mares que navegamos e nas ondas que nos deixamos levar, a tormenta em nossa vida vai embora e começamos a navegar em um oceano que jamais imaginaríamos estar.

Fernanda Rafaela

só desejo que de todos os amores, o próprio seja o mais tranquilo. mais afetuoso. em maior quantidade. que jamais você se diminua para preencher espaços apertados, onde o amor seja pouco. e que o próprio crie inquietação para ir embora desses lugares que não cabem sua imensidão. que você não tenha medo da descoberta. em si descobrir, principalmente, em si amar. a jornada pode ser longa, mas quando nascer as primeiras sementes do cultivo de amor próprio e posteriormente,as flores, nunca mais vai olhar para trás e sentir culpada. vai saber o que merece, por onde e quanto tempo ficar.

Milênia Aquino

A nossa história define quem nós somos e como tal, não é perfeita. Não é feita de acertos, nem só de erros. Ela é plural, tem vários lados, vários participantes, vários itens…. O que eu faço agora pode não me definir no futuro, ou pode. Pode esclarecer para mim o que eu devo e o que não devo fazer. Os erros podem ser acertos quando a gente faz as pazes com a nossa história.

Gabu Camacho

Pela primeira vez podemos ser nós mesmos, mostrarmos sem rodeios para o que viemos e não termos medo de mais nada, pois o medo já se foi há algum tempo e junto com ele foi-se também toda a tormenta dos mares, aqueles mesmos mares que nos prendiam desde o começo.

Fernanda Rafaela

E então, qual desses textinhos você acha que tem mais a cara da sua melhor amiga? Deixa ai nos comentários e conta pra gente qual foi a reação dela ao receber!

 

DarkSide Books traz obra de Paula Febbe que aborda os traumas causados pela ausência paterna
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DarkSide Books traz obra de Paula Febbe que aborda os traumas causados pela ausência paterna

Data que tem a cara da DarkSide Books, o Halloween deste ano vai contar com uma nova safra de livros de autores brasileiros na editora. Entre eles, um lançamento que vai mergulhar dentro da mente de uma mulher após o choque da perda do pai ausente e abusivo. “Vantagens que Encontrei na Morte do Meu Pai”, novo livro da autora e roteirista Paula Febbe, mostra como Débora, a narradora do romance, acaba por nutrir e perpetuar os abusos cotidianos sofridos.

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Desamparo paterno, traumas e hiatos. Cortes e marcas que os homens imprimem quando invisibilizam a existência feminina. Se um pai já se foi, como uma cicatriz pode ainda doer tanto? Será mesmo o fim da história? Onde mora esse luto que não aconteceu como deveria ter sido? Onde reside o alívio que nunca a abraçou?

Débora trabalha como enfermeira, mas os pacientes que passam pelos seus cuidados estão destinados a permanecer bem longe da cura desejada. Como curar o outro quando o maior desejo não é a cura? “A verdade é que certas doenças trazem a paciência que algumas pessoas sempre deveriam ter tido”, pensa Débora cada vez que a porta se abre trazendo um novo rosto.

A mentira vive quando a verdade parece insuportável. Os abusos provocam distorções e cuidar também pode significar matar. Mata-se a dor, o abuso e o desejo, mata-se a vida ainda não concebida e a possibilidade de vermos tudo por outro ângulo. Mata-se a saudade de um pai que nunca esteve lá, a saudade de um pai que nunca existiu.

Na narrativa de “Vantagens que Encontrei na Morte do meu Pai”, surge um espelho, uma face mais perversa. Com uma voz única, repleta de verdade e experiência, a escritora Paula Febbe produz uma literatura cruel e ao mesmo tempo necessária, pois todos os indivíduos são as marcas, os delírios e os desejos mais perversos dos pais. A autora também é roteirista premiada e colaborou com diretores como Fernando Sanches e Heitor Dhalia.

Ao longo de nove anos, a DarkSide Books cultivou muitos talentos brasileiros e agora se prepara para levar ao público novas obras viscerais. Paula Febbe é um dos nomes da literatura nacional da editora, que se prepara para mais surpresas 100% brasileiras nesse dia das bruxas.

Dia Nacional do Livro: Fundação Dorina Nowill para Cegos incentiva a leitura acessível para pessoas cegas ou com baixa visão
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Dia Nacional do Livro: Fundação Dorina Nowill para Cegos incentiva a leitura acessível para pessoas cegas ou com baixa visão

No dia 29 de outubro é comemorado o Dia Nacional do Livro. Por meio dele, as crianças e adultos aprendem, se divertem e adquirem conhecimento. A Fundação Dorina Nowill para Cegos reconhece a importância deste conteúdo para a educação e cultura e tem se dedicado a levar esse material para o maior número possível de pessoas poder usufruir da leitura acessível.

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A entidade atua com a produção e distribuição gratuita de livros em Braille, fonte ampliada, conteúdos digitais e audiolivros para todo o Brasil. Além disso, a instituição fomenta a Rede de Leitura Inclusiva, iniciativa que cria conexões em âmbito nacional com diversos parceiros que carregam o propósito de fomentar a necessidade da leitura.

“Nosso trabalho é incluir e transformar. Por isso, nós criamos diálogos com diversas pessoas que se interessam pela leitura acessível, sejam áreas da educação ou empresas privadas. A nossa área também incentiva que as pessoas cegas ou com baixa visão sejam protagonistas na criação das suas próprias histórias. E, um dos exemplos disso, são os debates virtuais que promovemos e que incentivam a escrita em Braille”, conta Perla Assunção, Articuladora da Rede de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

O trabalho da Rede de Leitura, aliás, vai além. Com atuação em vários estados brasileiros, o grupo incentiva a produção de novos conteúdos acessíveis. Exemplo disso é e-book “Conte Uma História”, que foi desenvolvido com apoio da instituição. A publicação possui 12 textos diferentes, que foram escritos por pessoas cegas ou com baixa visão – a mais nova delas, uma criança de seis anos. A publicação é totalmente acessível e foi traduzida para a linguagem de libras.

Os autores foram selecionados a partir do projeto “Desafio Inclusivo BPSC: Conte uma História” lançado pela Biblioteca Pública de Santa Catarina e GT da Rede de Leitura de Santa Catarina. O e-book, será lançado hoje, 29 de outubro, às 16h00, em seu canal do Youtube .

Maior gráfica Braille da América Latina

Vale ressaltar que a instituição possui a maior gráfica Braille da América Latina. Com capacidade de impressão de cerca de 450 mil páginas Braille por dia, a área distribui mais de 221 mil livros acessíveis para todo o Brasil. Além disso, a instituição é responsável pela impressão Braille do maior projeto de produção de obras didáticas do mundo, o Plano Nacional do Livro Didático.

“Desde que foi inaugurada em 1946, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil nasceu com propósito de incentivar a produção gratuita de materiais em Braille para pessoas cegas ou com baixa visão. E até hoje carregamos esse propósito, por isso, a leitura é tão importante entre todas as atividades que promovemos, pois, garante autonomia, inclusão e carrega o legado pelo qual a instituição nasceu”, conta Alexandre Munck, superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

A Fundação Dorina distribui gratuitamente livros em braille, falados e digitais acessíveis, para cerca de 3000 escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. Ao longo dos anos, a instituição já produziu mais de 6 mil títulos e 2 milhões de volumes em braille. Também foram produzidas mais de 2,7 mil obras em áudio e cerca de outros 900 títulos digitais acessíveis.

Os pedidos para produção de livros chegam por meio de dois canais: via área Comercial, que lida diretamente com pessoas físicas e jurídicas que contratam as Soluções em Acessibilidade da Fundação Dorina. Ou por meio dos projetos de Leis de Incentivo, que subsidiam as nossas ações de promoção da leitura acessível.

Dados sobre leitura acessível no Brasil

Em 2019, a Fundação Dorina realizou pesquisa qualitativa e quantitativa junto ao Datafolha, que traçou o perfil das pessoas com deficiência visual com práticas de leitura, conforme apontam os dados abaixo. Na ocasião, a pesquisa mostrou que 57% das pessoas com deficiência visual (cegos ou com baixa visão) têm interesse pela leitura, mas apontam grandes dificuldades para encontrar publicações acessíveis.

• O Braille é o único sistema capaz de alfabetizar as pessoas cegas ou com baixa visão, e é utilizado por 34% dos leitores.

• Quem carrega o hábito de leitura são, em sua maioria, mulheres de escolaridade elevada.

• Segundo os entrevistados, as editoras não se importam com a leitura acessível.

• As pessoas cegas ou com baixa visão informaram que os livros são uma de ampliar o conhecimento, promove experiências sensoriais e são formas de lazer.

• A pesquisa ainda mostra que 39% dos entrevistados costumam ler todos os dias, 57% têm interesse em livros e 71% deles sente prazer na atividade.

• Os gêneros mais procurados são os religiosos ou espiritualistas, que despertam o interesse de 76% dos participantes, seguidos por romances e dramas com 68%.

• 19% dos entrevistados sentem falta de materiais acadêmicos.

• 25% dos entrevistados atribuíram nota 9 ou 10 para a facilidade de encontrar livros didáticos, enquanto 61% classificaram esse processo com nota 6 – ou menor. O número diminui em avaliação qualitativa: só 13% atribuíram as duas maiores notas.

Dia nacional do livro
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Você sabia que o Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro?

O que significa, para mim e para você, um livro? Hoje é Dia Nacional do Livro!

Em uma famosa conferência, o escritor argentino Jorge Luis Borges afirma o seguinte: “Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro”. Ao longo da mesma conferência, Borges justifica o seu assombro. O livro, segundo sua visão, é o resultado da memória e da imaginação humanas. O encontro do leitor com um livro, conclui, é uma forma de felicidade. Eu não poderia concordar mais com isso. Outro conhecido escritor, famoso pela criação de assombros e reinos fantásticos, é o britânico Neil Gaiman. Também em uma conferência, Gaiman reflete sobre o livro e o compara a um tubarão. Faz todo sentido. Ao longo das últimas décadas, vimos o nascimento, triunfo e decadência de uma série de mídias. O vinil, o CD, o VHS, a fita K7, o blu-ray, o MP3 (lembram do Napster e do Winamp?). Enquanto isso, como um ser pré-histórico, lento, eficaz e sobrevivente, o livro observava a tudo, recusando-se, como um tubarão pré-histórico, a ser extinto.

+ Além da arte da escrita: No Dia Nacional do Livro, autores brasileiros investem em ilustração
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Tive uma breve passagem na minha carreira como vendedor de livraria. Uma vez, em uma reunião com um dos meus chefes, ouvi dele que o negócio das livrarias não era vender livros, e sim “informação”. Sem dúvidas, um livro é composto por informação, que se materializa diante de nós na tela ou em uma folha de papel. No entanto, eu creio que o livro não continua a ser amado por todos nós porque ele é pura utilidade. Não. O livro é um convite ao afeto, porque encontrá-lo é o início de um relacionamento. Assim, todos que convivemos com os livros temos ao menos um com o qual, independentemente do seu conteúdo, criamos uma relação visceral, quase amorosa. Talvez seja o primeiro livro que ganhamos, talvez tenha sido a herança de alguém que partiu da existência e não está mais entre nós, talvez seja o livro daquela nossa escritora favorita… cultivamos, ao longo da vida, projetos, amores, amizades e, igualmente, livros.

A literatura adora os livros. Escritoras e escritores ao longo dos séculos nunca deixaram de tratar dos livros como um tema apaixonante. Às vezes, na literatura, os livros nos enlouquecem, ou nos libertam das amarras sociais; outras vezes, os livros são portadores de poderes mágicos e nos transportam para novos mundos, estranhos e desafiadores; os livros podem até ser nossos primeiros amantes, como no famoso conto “Felicidade clandestina”, de uma das minhas autoras favoritas, Clarice Lispector. De minha parte, sempre adorei as obras de ficção que falam sobre livros. É como se elas se tornassem parecidas com seus próprios leitores, em um jogo secreto de cumplicidade.

Falei de autoras e autores famosos. Falei de livros como espelhos de outros livros. Falei de tubarões. Mas o que significa o livro para cada um de nós, leitores e leitoras de “carne-e-osso”, pessoas à mercê do tempo e da história? Um ex-orientando meu uma vez me confidenciou que ele era a primeira pessoa da sua família a conseguir comprar um livro. Há alguns anos, em sala de aula, levei para uma turma de Letras alguns livros de contos de fadas bem bonitos, luxuosos, de capa dura e ilustrações coloridas, papel denso, macio e cheiroso. Parte da turma folheou os exemplares extasiada. Uma aluna, no entanto, teve uma reação que nunca esqueci. Ela se recusou a tocar os meus livros. Eles pareciam, para ela, um bicho esquisito, insólito. A aluna me disse, depois, que aqueles livros lhe aparentavam ser um escândalo de luxo e preços altos. Em um país em que, a cada ano, mais e mais livrarias fecham, bibliotecas públicas são largadas às traças e em que o desemprego, a crise econômica e a violência esmagam a vida de milhões de brasileiros, o livro soa como um luxo distante, ou imerecido.

Desta maneira, livros significam para nós formas, às vezes cruéis, de distinção ou de humilhação. Livros são nossos desejos e aspirações. Ou instrumentos – nesse sentido de nenhum modo diferentes de uma faca, de um algoritmo, de um motor de automóvel – para a resolução de um problema e a obtenção de um objetivo. Nós, pessoas que caminhamos entre os livros, os manchamos, os carregamos, os rasgamos, os riscamos, os trocamos, os vendemos, os doamos, os esquecemos. Em seu ensaio “Obsessão positiva”, a grande autora de ficção científica Octavia E. Butler conta que sua mãe tinha o costume de ler para ela histórias de ninar. Com o passar do tempo, a jovem Butler passou a se interessar cada vez mais por aquelas histórias, até que sua mãe um dia lhe disse: “- O livro está aqui. Agora, leia você”. Butler, então, comenta no ensaio: “Ela não sabia o que estava tramando para nós duas”.

A lição de Butler é preciosa porque ela contém, escondida, uma grande definição do que significa um livro e o ato da leitura. Os livros são objetos cheios de tramoias, não é mesmo? É que, enquanto os lemos, eles reescrevem a nós mesmos.

E viva o Dia Nacional do Livro! 🙂

Além da arte da escrita
Livros

Além da arte da escrita: Autores nacionais também investem na ilustração

Muito pouco valorizada em território brasileiro, a literatura é uma arte cheia de benefícios coletivos e individuais capaz de proporcionar grandes aventuras e conhecimentos ao público consumidor. Com o marco dos grandes escritores clássicos e com a chegada dos excelentes contemporâneos, muitos leitores estão se envolvendo cada vez mais com os artistas por meio das populares redes sociais, um dos meios facilitadores de comunicação e que estabelece fortes conexões com o público, desta forma, muitos estão descobrindo o dom artísticos de autores além da escrita.

+ Folclore brasileiro sob uma nova perspectiva

“Meu contato com os desenhos é desde pequeno, sempre fui fascinado pela forma como os personagens eram ilustrados e sempre tentava reproduzir. A história do Walter Elias Disney também foi um grande incentivador para eu investir no meio artístico”Samuel Alexandre, autor de “Benjamin Pollux e o Medalhão da Lua”, começou a compartilhar suas ilustrações realista no Instagram utilizando Katy Perry como a principal refém da sua arte.

Hoje o artista reconhece sua evolução com os traços, inclusive já ilustrou grandes atrizes, cantores e personagens dos filmes, livros, séries e músicas, tais como Olivia Rodrigo, Nathasha Romanoff em Viúva Negra, Feiticeira Escarlate em WandaVision, e entre diversos outros disponíveis em seu Instagram (@sam_alex4ndre).

“Maurício de Souza e seus personagens de Turma da Mônica foram bastantes recorrentes em minha vida, eles também me fizeram ter ainda mais admiração pela arte e me levaram a criar personagens e histórias que hoje se materializaram no meu livro”Samuel Alexandre se prepara para o lançamento de “Benjamin Pollux e o Medalhão da Lua”, obra que já está concorrendo sua primeira premiação literária como Melhor Fantasia 2021 na sexta edição do Coerência Choice Awards.

Kildary Costa, autor de “A Parca”, também utiliza o Instagram (@kildarycosta) para compartilhar suas artes. O artista diletante e autodidata já compartilhou diversas telas de pintura que fez inspirado no que varia entre o impressionismo e pós-impressionismo, e agora conversa com seu público por meio de ilustrações feitas com lápis de cor.

“É uma forma de unir a escrita com meu maior prazer: o desenho”, o artista vem se dedicando à leitura coletiva que acontecerá do seu livro, assim, nas últimas semanas compartilhou com os leitores um dos brindes que os participantes do projeto irão receber. Kildary Costa desenhou em trinta marcadores itens que trazem referência à história e, além disso, acrescentou frases escritas à mão.

Recentemente o artista fez uma homenagem a Caetano Veloso com uma ilustração feita com lápis de cor de “Alegria Alegria”, primeiro disco do cantor. Nos traços, o desenhista fez pequenas alterações, iniciando uma nova série que pretende dar continuidade por meio de outros discos que ele possa envolver “A Parca”, obra nacional de realismo fantástico.

Ao contrário deles, Helena Grillo ilustra por hobbie e também como trabalho “faço alguns freelancers e também recebo encomendas de muitos casais, aniversariantes e datas comemorativas”, a autora de “Honra Pirata” não tem o grande hábito de compartilhar os resultados das ilustrações no Instagram (@autorahelenagrillo), mas em entrevista informou que já está planejando um projeto para conectar seus leitores com a arte dos traços.

Fanarts e desenhos de “Honra Pirata” são algumas das ilustrações que os seguidores da artista já conferiram, e ela acredita esta conexão é bastante importante “a ilustração e a escrita andam de mãos dadas”, informou ao afirmar que o papel deu vida aos personagens e algumas histórias que circulavam sua mente, “Se completam e não se atrapalham”, concluiu.

Além de ser escritora e ilustradora, Helena Grillo atua em diversos outros segmentos. No momento, a artista concorre ao Coerência Choice Awards 2021 ao lado de outros escritores e seu livro também foi indicado na categoria Melhor Fantasia 2021, sendo a segunda participação da obra em uma premiação literária.

Livros

Folclore brasileiro sob uma nova perspectiva

Folclore brasileiro é tema de livro de fantasia infantojuvenil escrita pela paulista Tatiana Corrales; preservação ambiental e tradições indígenas recheiam a aventura

 

Elena é o nome do meio da escritora Tatiana Corrales e não coincidentemente originou o título do lançamento literário da paulista. Elena e o Resgate do Pequeno Xugo é uma fantasia infantojuvenil que ficou por dez anos guardada apenas na mente da autora e, agora, apresenta o folclore brasileiro sob uma nova perspectiva para crianças a partir de oito anos.

Noções de preservação ambiental, tradições indígenas e vocábulos estrangeiros apareceram na narrativa. Isso porque a protagonista, no auge dos dez anos, deixa Nova Iorque, onde mora com o pai, para passar férias na casa dos avós maternos na Floresta Amazônica, no Brasil. Além de enfrentar o choque cultural, algumas circunstâncias inesperadas levam Elena a descobrir que histórias sobre o folclore brasileiro são surpreendentemente verdadeiras.

Três novos e inusitados amigos abrem a mente da protagonista para todas as aventuras que ela pode viver durante as férias. Junto com o mico-leão-dourado, uma debochada saci-pererê e um boitatá, ela descobre segredos sobre seu passado e de sua mãe, que faleceu quando ainda era bebê. Em meio aos conflitos e incertezas de quem realmente é, Elena ainda vai enfrentar os malignos curupiras para resgatar o pequeno indígena Xugo.

As lágrimas escorriam sobre minhas bochechas e eu sentia vergonha por isso. Kaue não se abalou e continuou:
– Bobagem, Elena! Aceite a sua origem. Você pode não ter poderes, mas “normal” você não é! Só pelo fato de você ser filha de um ser natural, você já é uma de nós.
Eu ainda chorava e nem sabia exatamente o motivo. Só sentia uma dor no peito e muita vontade de me jogar na minha cama e lá ficar até esquecer toda aquela história.
(Elena e o Resgate do Pequeno Xugo, p. 163)

Será o retorno para Nova Iorque o fim da amizade entre os personagens? É possível que os nomes do folclore brasileiro façam turismo em outros países? Elena e o Resgate do Pequeno Xugo é um resgate de personalidades tão carismáticas da cultura brasileira que ficam esquecidas com o deixar da infância.

As 5 linguagens do amor
Livros, Resenhas

Resenha: As 5 linguagens do amor, Gary Chapman

As 5 linguagens do amor foi um livro que apareceu várias vezes na minha vida e eu o ignorei. Certa vez, fiz leitura de mapa astral e a astróloga me indicou. Não li. Minha analista me indicou inúmeras vezes. Ignorei de novo até que encontrei uma promoção na Amazon e comprei. O resultado? Devorei em dois dias e me arrependi de não ter lido antes.

As diferenças gritantes no jeito de ser e de agir de homens e mulheres já não são novidade há tempos. O que continua sendo um dilema é como fazer dar certo uma relação entre duas pessoas que às vezes parecem ter vindo de planetas distintos. Compreender essas diferenças é parte da solução e é nisso que Gary Chapman vai ajudar você. Com mais de 30 anos de experiência no aconselhamento de casais, ele percebeu que cada um de nós adota uma linguagem pela qual damos e recebemos amor. Quando o casal não entende corretamente a linguagem predominante de cada um, a comunicação é afetada, impedindo que se sintam amados, aceitos e valorizados. Nesta terceira edição de sua clássica obra sobre relacionamentos, que já vendeu mais de 8 milhões de exemplares, Gary Chapman não só explica as cinco linguagens como apresenta um questionário para os maridos e outro para as esposas descobrirem a sua linguagem de amor. Além disso, uma seção especial de perguntas e respostas vai esclarecer todas as suas dúvidas e lhe dar o direcionamento sobre como expressar melhor seu amor a seu cônjuge e ajudará você a compreender a forma dele manifestar o amor. Gary Chapman identificou cinco formas através das quais as pessoas expressam e recebem as manifestações de amor: palavras de afirmação; tempo de qualidade; presentes; atos de serviço; toque físico. Aprendam, você e seu cônjuge, a se comunicar através dessas linguagens e experimentem como é ser realmente amado e compreendido.

O livro de Gary Chapman, logo de cara, pode parecer um daqueles livros de autoajuda coach cristão, que logo de cara eu odiaria. Acho que foi por isso que resisti a tanto tempo, mas, resolvi dar uma chance e me surpreendi. Ele, que é consultor conjugal, identificou em seus pacientes um padrão na hora de demonstrar e receber amor, o que ele chamou de linguagens do amor. No decorrer do livro, ele explica sobre cada uma delas.

+ Histeria e gaslighting: o machismo presente na sociedade contemporânea

O negócio é o seguinte, segundo o autor: as pessoas precisam de amor para sobreviverem, como uma necessidade quase fisiológica. E, dentro de nós, existem “tanques de amor” que de vez em quando estão cheios e de vez em quando, vazios. E esses tanques se mantém cheios quando as pessoas com as quais nos relacionamos (amorosamente ou não) nos demonstram amor na nossa linguagem do amor, ou seja, da forma com a qual vamos nos sentir plenamente amados.

Palavras de afirmação

Quem tem as palavras de afirmação como linguagem de amor primária, precisa ouvir das pessoas que mais ama e considera, o quanto ela é importante. Elogios, palavras positivas, apoio, palavras encorajadoras… Segundo Gary, para quem possui esse funcionamento, as palavras são muito importantes, sobretudo aquelas que funcionam como um reforço positivo. “Você caprichou nessa refeição” ou “Você fica muito bem nessa roupa” são formas de demonstrar o amor para quem tem essa linguagem primária.

Linguagens do amor: Tempo de qualidade

Para quem precisa de tempo de qualidade para se sentir amado, precisa ser entendido. Essa pessoa sente o amor quando pessoas próximas passam um tempo com ela, mas não só presentes fisicamente, mas sim, fazendo algo que seja agradável. Vendo um filme, tendo uma conversa boa, um debate saudável… Pessoas que possuem o tempo de qualidade como linguagem de amor primária gostam de compartilhar o dia e se sentirem importantes. Se você tirar cinco minutinhos do seu dia e entrar na livraria preferida dela, com ela, o tanque de amor já irá nas alturas.

Presentes

Presentes são a linguagem de amor mais fácil de ser compreendida, pelo menos para a maioria das pessoas. São aqueles indivíduos que se sentem amados com a presença da outra pessoa, mesmo que seja para não fazer nada, ou então, são pessoas que se sentem queridas quando são lembradas quando alguém vai viajar e lhes traz um presentinho, por exemplo. Se você ama alguém que tem a linguagem dos presentes, você pode até colher uma florzinha na rua e trazer para ela quando chegar, ela se sentirá a pessoa mais amada do mundo todinho!

Linguagens do amor: Atos de serviço

Para quem se sente amado com atos de serviço, se sentirá amado quando você fizer qualquer coisa para servi-lo. Por exemplo, se você vai até a casa de um amigo que tem os atos de serviço como uma das linguagens do amor primárias e lavar a louça após o jantar, tenha certeza que ele se sentirá a pessoa mais amada do mundo por você. No entanto, não são apenas trabalhos domésticos que contam: qualquer ação pequena significa o mundo para essas pessoas.

Toque físico

Essa linguagem de amor é autoexplicativa. São pessoas que se sentem amadas quando são tocadas, mas não unicamente numa relação sexual, por exemplo. São pessoas que gostam de receberem pequenos toques no ombro, nas mãos, nos braços por exemplo, de forma que se sintam plenamente amadas. Se você der um abraço na pessoa que tem o toque físico como uma das linguagens do amor primárias, pronto, você a ganhou.

O livro, basicamente, se dedica a explicar em detalhes cada uma dessas linguagens do amor e a exemplificar como elas funcionam. Ele também serve como base para aprender a descobrir a sua linguagem de amor primária e a expressar da melhor forma com as pessoas que você ama.

No entanto, como nem tudo são flores, algumas partes do livro deixaram muito a desejar, na minha opinião. Em alguns momentos, o autor utiliza da culpabilização de vítimas de traição e abuso psicológico, sob a justificativa de que essas pessoas não estariam se expressando na linguagem de amor certa dos seus companheiros. Essas partes, assim como todas em que ele começa a colocar a Bíblia no meio, se tornaram totalmente dispensáveis para mim. Foquei na mensagem principal do livro e, no geral, ela foi boa. Só é preciso saber filtrar.

A importância da literatura e de conhecer e identificar um bom livro
Colunas, Livros

A importância da literatura e de conhecer e identificar um bom livro

O termo “literatura” possui várias denotações. Pode referir-se a textos poéticos, ou romances, ou textos em geral como os compêndios de português, de matemática, de geografia, de história etc. Pode ser aplicado de forma abrangente, por exemplo, quando dizemos “em toda literatura médica”, e assim por diante.

Como diz o professor, jornalista, escritor e sociólogo Robert Escarpit “a literatura existe. Ela é lida, vendida, estudada. Ela ocupa prateleiras de bibliotecas, colunas de estatísticas, horários de aula. Fala-se dela nos jornais e na TV. Ela tem suas instituições, seus ritos, seus heróis, seus conflitos, suas exigências. Ela é vivida cotidianamente pelo homem civilizado e contemporâneo como uma experiência específica que não se assemelha a nenhuma outra”.

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Dessa forma, sua importância não se restringe apenas às salas de aula, mas abrange toda a vida social do indivíduo enquanto professor, estudante, homem, mulher, adolescente, criança. Ou simplesmente o “curioso” que pega na mão um livro e vê apenas a sua capa.

Na abordagem acadêmica, a literatura oferece ao estudante a oportunidade de buscar matérias e discussões sobre os vários contextos e épocas anteriores à sua, de modo que possa analisar as diferenças existentes entre passado e presente.

Ela ainda permite a imaginação, por meio desses dados, sobre fatos futuros. É assim, por exemplo, quando se lê um livro como Vidas Secas, de Graciliano Ramos. A obra traz em si o caráter denunciante da triste realidade de um povo sofrido. No passado e no presente, escritores revelaram e denunciaram aspectos sociais desfavoráveis por meio da literatura.

Para o bem da discussão, uma verdade é que a literatura está presente nas vidas dos cidadãos participativos ou participantes. E daqueles conscientes ou inconscientes dessa realidade. Isso porque ela nos oferece subsídios para estudar, analisar, transformar ou manter comportamentos; enriquecer currículo; conhecer nossa história; admirar formas; respeitar valores; melhorar atitudes; mudar política e socialmente, crescer intelectual e culturalmente.

E o melhor de tudo: não é necessário ir tão longe, basta uma biblioteca ou um aplicativo. Muitas vezes nem sequer é preciso sair de casa, o que importa é folhear as páginas do livro e viajar na imaginação. Como cita Vítor Manuel de Aguiar e Silva, a leitura “exprime, de modo inconfundível, a alegria e a angústia, as certezas e os enigmas do homem”.

E como conhecer e identificar um bom livro? Veja algumas dicas:

1) Procure conhecer o autor

2) Leia a apresentação na capa e contracapa

3) Procure ler referências de outros leitores

4) Geralmente as orelhas apresentam sinopse sobre o livro

5) Capa e título geralmente apresentam os assuntos

6) Procure ler o índice ou sumário

7) Procure livros de interesse permanente

Livro de ficção levanta reflexões sobre as consequências de desistir de si mesmo
Atualizações, Livros

Livro de ficção levanta reflexões sobre as consequências de desistir de si mesmo

“A História Esquecida da Hospedaria na Estrada”, de C. A. Saltoris, ganha nova edição pelo Grupo Editorial Coerência

Com palestra marcante no TED, a mulher que dá vida à artista C. A. Saltoris se destaca por dominar um assunto muito presente em nossa sociedade. Desistir dos próprios sonhos vem sendo uma atitude comum entre a população brasileira, e em seu romance “A História Esquecida na Hospedaria da Estrada”, a autora narra um romance gótico que levanta reflexões sobre as consequências desse hábito, a qual vem sendo uma opção recorrente entre as pessoas.

Com nova edição prevista para ser lançada em novembro pelo Grupo Editorial Coerência, o livro de ficção gira em torno da aventura de Matthew Roberts, que ao partir para visitar o irmão doente, se hospeda em um misterioso hotel. Lá, ele perde as memórias e o tempo passa mais rápido do que o protagonista percebe, desvendando os perigosos contos de fadas da morte sobre criaturas, Sonhos Mortos e um amor impossível…

+ Resenha: Heartstopper 1, Alice Oseman
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“No decorrer da escrita, notei que como estava esquecendo de quem quis ser um dia”C. A. Saltoris percebeu que sonhos deixados para trás não se realizam, e voltou a trabalhar na história, frisando que é um caminho doloroso e que requer coragem, mas que no final vale muito a pena.

Enquanto o lançamento do livro de ficção não chega, C. A. Saltoris faz cosplay de Limunê, protagonista da história, para ler alguns capítulos da história por meio de vídeos no Youtube. O primeiro capítulo já está liberado.

Indicado ao Coerência Choice Awards 2021 na categoria Melhor Terror, a artista se sente bastante lisonjeada em ser indicada na premiação. “Uma história de amor, assassinatos, amizade e perda”, a obra está nas etapas finais de editoração e a pré-venda dos exemplares será iniciada em breve.

Palestra no TED: https://youtu.be/I1A5ncJv26o
Primeiro capítulo do livro: https://youtu.be/i55R30qefTI

Sobre a autora: C.A. Saltoris é uma premiada autora brasileira cosplayer de Fantasia, e o pseudônimo de Ariane de Melo: Uma mãe residente na Alemanha, jornalista, ex-atriz e diretora teatral, empresária em série e fundadora da Empresa de Gestão, Coaching & Entretenimento Ariadnefaden UG. Ariane deu uma palestra no TED sobre Sonhos Mortos, baseada no sistema que criou para oradores baseado em um de seus romances de Fantasia – e ela não gosta de ver seu nome de nascimento impresso em livros; isso é coisa de Saltoris.

Tédio faz parte das relações saudáveis
Autorais, Livros

O tédio faz parte da relações saudáveis

O tédio faz parte das relações saudáveis. É ingenuidade dizer e acreditar que aquela paixão obsessiva de início de relacionamento vai sobreviver às rotinas de um relacionamento com altos e baixos. Preocupante seria se só existissem os altos.

+ Sou ruim no amor
+ Futuro ex-namorado

A rotina é tediosa, mas o amor, além de ser uma escolha, é uma construção. E ele se constrói no tédio das rotinas. Uma relação saudável tem euforia, alegria, tristeza, momentos bons, momentos ruins e ele, o tédio. Assim como a vida é uma montanha russa, com altos e baixos.

São nos relacionamentos que temos que entramos em contato com o nosso melhor e o nosso pior. Dizem que todos nós precisamos fazer terapia e sim, é verdade, mas um relacionamento é uma espécie de laboratório que vai colocar todos os seus aprendizados e suas capacidades em prova. É nele que você vai se deparar com suas luzes e suas sombras, enquanto precisa lidar com as luzes e sombras da pessoa que está ao seu lado.

Além de tudo, ainda é preciso aprender a linguagem de amor da pessoa que com quem se escolhe (ou se precisa) relacionar. É necessário saber como consolar sua criança interior e lidar com a criança interior do outro. Sim, é um tédio. Nem sempre os dias serão ensolarados, cheios de euforia e de vontade de incendiar o mundo. A maioria deles serão mornos, amenos e muitos deles serão cinzas, azuis, tristes.

É imprescindível entender que fantasias e expectativas acontecem dentro do nosso coração. E aqui dentro, tudo parece mais bonito, mais animado. E a vida… bom, a vida é ordinária e acontece na normalidade. Nem no oito, nem no oitenta. A vida acontece ali, no cinquenta. Na mediocridade. No tédio.

É papo furado de coach dizer que devemos fugir da média, que devemos buscar sempre além da mediocridade. O que precisamos mesmo, é aprender a conviver com ela e saber que essa é a normalidade de uma vida humana. Extremos nunca são bons.

A vida acontece no tédio e por isso, o tédio faz parte das relações saudáveis.