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Gabu Camacho

a vida é o que você faz dela
Livros, Resenhas

Resenha: A vida é o que você faz dela – Conselhos para pessoas criativas, Adam J. Kurtz

Inspiração e perspectiva para quem produz arte (ou qualquer outra coisa).

Da mente inquieta do designer Adam J. Kurtz vem um chamado para todos os que passam pelos desafios do processo criativo. A partir de uma série de miniensaios manuscritos, este livro oferece toda a sabedoria e empatia de Adam Kurtz, em uma conversa de artista para artista.

“Mestre da injeção de ânimo leve e brincalhona.” ― BuzzFeed

“Adam cruza a linha entre artista & terapeuta.” ― Vice

“Todas as palavras de Adam J. Kurtz são cheias de sabedoria, empatia, acolhimento e boas sacadas.” ― Alanis Morissette

A vida é o que você faz dela foi um livro que conheci por indicação de uma influenciadora que trabalha com artes e design, no Instagram. A promessa do livro é que ele seria uma série de conselhos para pessoas que trabalham diariamente com criatividade, com shots de inspiração e força. Porque sério, só quem trabalha com criatividade sabe o quanto é difícil.

Na época, procurei em e-book e não estava disponível, então esperei um pouco mais e comprei no formato físico mesmo. Quando recebi, entendi tudo. A vida é o que você faz dela vai além de uma leitura, ele te convida para uma viagem que se desdobra em uma linha tênue entre arte e terapia.

O livro é curtinho, pequeno, daqueles que você lê num tapa só. As folhas são lindas, bem decoradas e com frases de aconselhamento para lidar com o dia-a-dia pesado de depender da criatividade e da inspiração para se trabalhar. Cada página é destacável e você pode fazer quadrinhos com as que você mais gosta. Separei algumas que amei, mas ainda tenho dó de destacar e enquadrar:

Quando li “A vida é o que você faz dela” era início de pandemia e a adaptação com os novos modelos de trabalho ainda se faziam muito presentes. O livro é justamente sobre esse momento, com assuntos que permeiam nossa relação com o trabalho. Nele, vemos pautas sobre superar medos, trabalhar para parentes, como ser mais feliz, como se desligar do trabalho de forma leve e palpável.

Eu nunca tinha lido livros nessa linha, de criatividade, exceto Destrua este diário, em épocas áureas e amei a experiência. Agora só preciso da coragem para encher a minha casa com os quadrinhos das páginas destacáveis.

industry
Filmes, Séries

Séries e filmes para quem gostou de “Industry”

Dos criadores Mickey Down e Konrad Kay, a série dramática INDUSTRY, já renovada para uma segunda temporada, gira em torno de um grupo de jovens recém-formados que competem por um número limitado de vagas permanentes em um grande banco internacional em Londres. Com personagens movidos pela ambição, juventude, romances e drogas, a série aborda questões de gênero, etnia, classe social e privilégios no ambiente de trabalho.

A seguir, uma lista de séries e filmes para aqueles que curtiram INDUSTRY, todos disponíveis na HBO GO :

Séries:

SUCCESSION

Logan Roy e seus quatro filhos compõem uma poderosa dinastia que controla um dos maiores conglomerados de meios de comunicação e entretenimento do mundo. SUCCESSION narra suas vidas enquanto a potencial aposentadoria do patriarca afeta as relações da família e do grupo. A série é protagonizada por Brian Cox, Jeremy Strong, Hiam Abbass, Sarah Snook, Kieran Culkin, Alan Ruck, Nicholas Braun, Matthew Macfadyen, Natalie Gold, Peter Friedman e Rob Yang.

BALLERS

Explorando o glamouroso e competitivo mundo do futebol americano por meio de um grupo de ex-jogadores e atuais que lutam para se manter no jogo, BALLERS tem como protagonista Dwayne Johnson, no papel de Spencer Strasmore, ex-craque que se reinventou como consultor financeiro de novos profissionais. Criada por Stephen Levinson (BoaRdwalk Empire, da HBO), o elenco conta também com John David Washington, Rob Corddry, Omar Benson Miller, Donovan Carter, Troy Garity, London Brown e Brittany S. Hall

PICO DA NEBLINA

A série se passa em uma São Paulo fictícia onde a maconha foi recentemente legalizada. O jovem traficante Biriba decide deixar a vida de criminoso e utilizar seus conhecimentos para vender legalmente o produto junto com seu sócio capitalista, e pouco experiente, Vini. Para estar dentro da lei, Biriba deverá lidar com o peso e as pressões do seu passado, assim como com as complexidades do mundo dos negócios. Protagonizada por Luis Navarro, Daniel Furlan e Henrique Santana, a produção conta ainda com Teca Pereira, Bruno Giordano e Maria Zilda, sob a direção geral de Quico Meirelles.

EUPHORIA

A superestrela multimídia e mais jovem ganhadora do Emmy®, Zendaya protagoniza esta série da HBO, criada por Sam Levinson, que mostra um grupo de alunos do ensino médio enfrentando questões como drogas, sexo, identidade, traumas, redes sociais, amor e amizade no mundo cada vez mais instável de hoje. O elenco de EUPHORIA inclui também a Hunter Schafer, Maude Apatow, Angus Cloud, Eric Dane, Alexa Demie, Jacob Elordi, Barbie Ferreira, Nika King, Storm Reid, Algee Smith e Sydney Sweeney.

GIRLS

Da roteirista, diretora e atriz Lena Dunham, esta série mostra um grupo de garotas na faixa dos 20 anos que moram em Nova York e as dificuldades que elas enfrentam após concluírem a faculdade. Hannah (Dunham), que há dois anos se formou em artes, acredita que tem talento para ser uma escritora bem-sucedida, de repente fica sem a ajuda financeira dos pais. Para complicar a situação, Hannah alimenta uma paixão não correspondida pelo excêntrico ator Adam, com quem mantém relações casuais. Uma história de quatro jovens que tentam descobrir o que querem da vida, dos homens, de si mesmas e uma da outra.

WE ARE WHO WE ARE

Criada pelo aclamado diretor italiano indicado ao Oscar® Luca Guadagnino, a série retrata a realidade de dois jovens norte-americanos que vivem em uma base militar dos Estados Unidos na Itália e explora temas típicos da adolescência como amizade, primeiro amor e identidade. O elenco conta com Chloë Sevigny, Jack Dylan Grazer, Alice Braga, Jordan Kristine Seamón, Spence Moore II, Kid Cudi, Faith Alabi, Francesca Scorsese, Ben Taylor, Corey Knight, Tom Mercier e Sebastiano Pigazzi.

KATY KEENE

Este drama musical se baseia nos personagens da Archie Comics e mostra as vidas e os amores de quatro personagens icônicos na faixa dos 20 anos: a futura lenda da moda Katy Keene, a cantora e compositora Josie McCoy, o artista Jorge López/Ginger e a ‘it-girl’ Pepper Smith, enquanto eles correm atrás dos seus sonhos em Nova York.

Filmes:

O LOBO DE WALL STREET (THE WOLF OF WALL STREET)

Jordan Belfort é um ambicioso corretor da bolsa de valores que fica muito rico, mas seus métodos nem sempre são legais. Isso o levará a enfrentar problemas com a lei enquanto ele e seus amigos entram de cabeça em um abismo de excessos e dinheiro. Um filme do aclamado diretor Martin Scorsese e protagonizado por Leonardo DiCaprio, ao lado de Margot Robbie, Jonah Hill, Matthew Mcconaughey e Jon Favreau.

O CLUBE DOS MENINOS BILIONÁRIOS (BILLIONAIRE BOYS CLUB)

O vencedor do Globo de Ouro® Taron Egerton e o indicado ao Globo de Ouro® Ansel Egort estrelam esta história sobre um grupo de arrogantes estudantes milionários que planeja um esquema de pirâmide para enriquecer ainda mais. Intoxicados pela euforia dos mercados financeiros dos anos 80, rapidamente eles perdem o controle e um plano supostamente simples se torna mortal.

Atualizações

O dia da minha catarse

Catarse:catarse na psicologia se refere à estratégia terapêutica através da qual se liberam frustrações, emoções negativas que perturbam a vida e os conflitos que nos impedem de avançar. A catarse na psicologia se refere ao processo pelo qual “purificamos” as emoções negativas. (A mente é maravilhosa, site).

Esses dias conversamos sobre o passado por aqui. Sobre ele ser parte do nosso desenvolvimento e sobre ele sempre estar presente em nossas vidas. O passado somos nós. O que fazemos hoje, é graças a quem fomos no passado. Isso me fez refletir bastante e me fez começar um processo de cura. De entender que as coisas estão assentando, estão ficando mais sólidas dentro de mim.

Sabe quando a gente limpa a piscina e toda a sujeira vai indo pro fundo, deixando a água mais transparente e límpida? É basicamente isso, só que começa na altura dos ombros, passa pelos pulmões, pelo coração e vai te deixando mais leve aos poucos. Certo dia, comentei aqui também sobre eu achar que não tinha potencial. Eu me achava desistente. Incapaz de levar algo de cabo a rabo.

Eu sempre acabava indo e voltando dos meus projetos. Desistindo. Mas será que eu efetivamente desisti? Ou só usei minhas forças para deixa-los presos a uma caixinha? Será que eu não quis só envolver meu jogo de controle e manter as coisas sob meu controle quando elas lutavam para crescer, com ou sem mim?

Certa vez escrevi que o que era nosso sempre gravitaria ao nosso redor. Acho que estive errado. Amar alguma coisa não é mante-la sob seu domínio, sob seu comando, gravitando ao seu redor. Amar alguma coisa, e até mesmo, alguém, é deixar a liberdade fluir da maneira mais pura possível. E apesar da liberdade, aquela coisa ou pessoa continuar com você. A liberdade de querer, sem exercer nenhum tipo de poder.

E é engraçado quando falo isso, porque parece que estou me referindo à pessoas específicas, mas não. Estou me referindo a tudo na minha vida que se tornou parte de mim. Claro que tem pessoas com afetos que ganharam um espacinho especial no meu coração, mas ao lado delas, tem projetos, textos, iniciativas, empresas que abri, coisas que tentei e larguei pra trás ao menor sinal de fracasso. Nunca achei que tivesse desistido, apesar de ter parecido. Ou talvez no fundo, eu tenha achado sim.

Agora eu reconheço que nada daquilo era o que eu realmente queria. Eu demorei pra entender algumas coisas que eu realmente queria na minha vida. Demorei para parar de entrar no jogo dos outros e a me interpretar com mais leveza. Comigo sempre foi 8 0u 80: ou eu estava no jogo dos outros, ou estava no meu jogo, querendo controlar e exercer meu pequeno joguinho de poder. Eu me agarrei ao amor que eu tinha por controlar aquilo que eu podia controlar. Quase uma relação fetichista.

A gente precisa entender que precisamos deixar a liberdade ser pura. Não é abrir a mão para o passarinho voar e ver se ele volta. É abrir a mão, para que ele voe, se quiser voar. Para que ele fique, se quiser ficar. Ou volte, se e quando quiser voltar. É torcer pelo crescimento e aplaudir quando ele vier.

Não é prender esperando ansiosamente pela volta. Abafar fingindo que nunca aconteceu quando as coisas dão errado. É sobre entender que as coisas passam por alguns degraus, e cada um desses degraus nos ensinam alguma coisa. E foi aí que veio minha catarse. Eu tenho potencial. Eu, com todos esses erros do passado, essas sensações de desistência e de não ser suficiente, me tornei quem eu sou hoje, com as coisas que sei hoje.

Meu potencial não é inato. Nem tampouco, quem eu sou. Eu sou quem eu me tornei. E quem eu me tornei, é graças a quem eu fui. Meu potencial é graças aos meus acertos, mas muito mais, por causa de todos os meus erros que transformei numa dolorosa jornada de autoconhecimento. Dolorosa, necessária, mas catártica. E quando a catarse vem… ah, a dor não importa mais. Mas isso não significa que ela não precisava ser sentida.

Já dizia Augustus Waters, em A culpa é das estrelas: a dor precisa ser sentida.

carry on
Livros, Resenhas

Resenha: Sempre em frente – Carry On (Simon Snow #1), Rainbow Rowell

Simon Snow é o Escolhido. Segundo as lendas, ele é o feiticeiro que garantirá a paz no Mundo dos Magos. Isso seria extraordinário se Simon não fosse desastrado, esquecido e um feiticeiro pouco habilidoso, incapaz de controlar seus poderes. Ele está no penúltimo ano da Escola de Magia de Watford, e, ao lado de sua melhor amiga Penelope e sua namorada Agatha, já se meteu nas mais variadas aventuras e confusões — algumas causadas por Baz, seu arqui-inimigo e colega de quarto, outras pelo Oco, um ser maligno que há tempos tenta acabar com Simon.

Quando chega o novo ano letivo e Baz não aparece na escola, Simon suspeita que o garoto esteja tramando alguma coisa contra ele. As coisas começam a tomar um rumo ainda mais estranho quando o espírito da mãe de Baz, antiga diretora de Watford, aparece para Simon afirmando que quem a matou continua à solta. Quando Baz finalmente chega a Watford sob circunstâncias misteriosas, Simon não vê alternativa a não ser ajudá-lo a vingar a morte da mãe — o que pode ser o primeiro passo para que verdades avassaladoras sobre o Mundo dos Magos sejam reveladas. E para que tudo mude entre os dois garotos.

Carry on é um livro que me encontrou. Estava navegando no Twitter e fiquei sabendo de um livro que misturaria o mundo de magia e bruxaria com vampiros e relacionamentos gays. Eu parei, fiquei meia hora pensando em como eu nunca tinha lido esse livro antes? Fã órfão de Harry Potter desde que a J.K. Rowling se revelou uma tremenda transfóbica e doente por Crepúsculo desde que a série terminou, comprei a versão em inglês no dia seguinte porque achei a capa nova linda.

Eu leio em inglês, mas dessa vez, a leitura não fluiu. Abandonei. Uma semana depois, a Editora Seguinte manda uma caixa enorme pra minha casa com os dois livros da série com capa nova, adesivos, cadernetas e o livro que originou tudo isso, Fangirl. Surtei, né? Passei na frente de todas as leituras e devorei o livro em menos de uma semana.

Antes que falem, Carry on não é uma imitação barata de Harry Potter porque é melhor. Ele conta a história de Simon Snow, que é o nosso escolhido. Sim, misteriosamente ele é o feiticeiro mais poderoso do mundo e está destinado a salvar o mundo dos bruxos do Oco, criatura misteriosa que suga a energia, como se fosse a atmosfera, de ambientes com grande concentração de bruxos.

E claro que todo Harry tem seu Draco e não poderia ser diferente com Simon, que tem um arqui-inimigo: Baz. A diferença é que eles são colegas de quarto e Simon tem certeza que Baz é um vampiro e está tentando matá-lo ou prejudicá-lo enquanto ele dorme.

A história se desenrola com alguns flashbacks em que conhecemos o passado de Simon e Baz, enquanto o mundo da magia ameaça ruir sob ameaças constantes do Oco. Além disso, Baz está desaparecido e Simon está desesperado atrás dele. Uma parte tem medo de que ele possa estar tramando algo, mas no fundo, a gente sabe que é tudo preocupação.

A grande virada do livro e dos meus surtos é quando Simon recebe uma visita do além da mãe de Baz e juntos, eles resolvem embarcar numa jornada para descobrir quem a matou e, de quebra, destruir o Oco. O meu lado fangirl surtou em cada página de Carry on.

Simon e Baz se apaixonam perdidamente. Dão um beijo no meio do nada, depois de quase serem mortos. Baz é de fato um vampiro. Simon se torna uma criatura com asas. EU ESTOU SURTADO COM ESSA HISTÓRIA E ACHO QUE ELA É MINHA NOVA PREFERIDA DA VIDA!

Eu ainda não li Fangirl e não li a sequência, mas eu mal consigo escrever e descrever o quando Carry on foi aquele quentinho nesse coração órfão que vos escreve. Tem magia, tem vampiros, tem romance gay, tem ódio, tem TUDO O QUE A GENTE VÊ EM LIVRO HÉTERO E NÃO TINHA VISTO ATÉ AGORA EM LIVROS LGBTQIAP+.

Sim, vou mudar meu nome pra cadelinha de Carry on. Se eu tivesse que resumir essa resenha em uma frase, seria: AAAAAAAAAAAA LEIAM CARRY ON DESESPERADAMENTE! AAAAAAAAAAAAA

saúde mental
Atualizações

Saúde mental deve estar entre as prioridades de 2021, alertam especialistas

Em tempos de pandemia, falar sobre saúde mental ganhou um sentido de urgência. Isolamento, perda de entes queridos, medo do futuro, tudo isso passou a fazer parte da vida das pessoas nos últimos meses, ampliando a necessidade de debater ações em prol do tema.

Segundo um estudo publicado na revista científica Psychiatry Research sobre os impactos da Covid-19 na saúde mental da população mundial, a incidência de ansiedade e de depressão foi, respectivamente, quatro e três vezes mais frequente quando comparada aos dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos últimos anos.

A psicóloga Natália Reis Morandi, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, alerta para os efeitos deste aumento em médio e longo prazo.

“Alterações na qualidade do sono e da alimentação, bem como a perda de interesse nas atividades cotidianas, além da dificuldade para lidar com problemas do dia a dia e tomar decisões, estão entre os sinais mais relatados entre os pacientes”, destaca.

A especialista ressalta que sintomas como estes podem evoluir para problemas mais graves e tendem a aumentar quando a pessoa deixa de procurar ajuda profissional.

Natália explica que a mudança nos hábitos sociais pode afetar a forma como as pessoas se organizam no dia a dia e os efeitos disso são devastadores quando não há um acompanhamento.

“A saúde mental pode gerar danos sérios à saúde de maneira geral, como doenças cardíacas, alterações na pressão arterial e problemas digestivos, por exemplo, impactando a qualidade de vida das pessoas”, alerta.

Janeiro Branco

Ampliar a discussão e conscientizar a população sobre a importância de cuidar da saúde mental é de extrema relevância no cenário atual em que vivemos.

Pensando nisso, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo participa da campanha Janeiro Branco iluminando suas fachadas durante todo o mês, além de reforçar sua comunicação interna e externa para alertar a todos sobre os devidos cuidados.

A campanha é uma forma de trazer informação à população, além de divulgar dicas de prevenção com o objetivo de mostrar que a saúde mental deve ser levada a sério.

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo oferece atendimento com especialistas em saúde mental nas suas três Unidades (Santana, Pompeia e Ipiranga), permitindo que o paciente realize as consultas e os exames necessários em um único local.

Durante a campanha, a Instituição fará divulgações voltadas para seus colaboradores, através dos seus canais internos. Já o público geral poderá conferir informações sobre prevenção, diagnóstico e formas de tratamento nas redes sociais do Hospital.

perlaboração
Atualizações, Sociedade

Perlaboração na psicanálise: resistência e transferência

O tratamento psicanalítico acontece com dois elementos chave: a resistência e a transferência. Cada qual com suas particularidades, elas servem a um único objetivo: fazer com que o analisando consiga ressignificar seus traumas passados e conviver com as suas neuroses.

A análise possibilita que o paciente reviva seu passado enquanto observa o presente, enquanto seu analista, faz o trabalho contrário, vivendo o presente e observando o seu passado. Essa troca, crucial para o bom andamento do processo analítico é o que permite a mudança da versão do passado que o psicanalisando tem de si mesmo. A transferência, como veremos além neste texto, precisa ser vivida para que o passado possa ser compreendido de uma outra forma, para que sua visão de passado possa ser mudada. É preciso viver, não relatar para que isso aconteça. Para que aconteça a perlaboração.

O prefixo per- e a perlaboração

A psicanálise é a ciência do não dito, mas é por meio das palavras que conseguimos atingir o inconsciente. Já dizia Freud, que a linguagem é a estrada real para acessar o inconsciente e os seus conteúdos reprimidos, por isso, nada mais justo que pensar em etimologia quando vamos falar de conceitos psicanalíticos.

De acordo com a Língua Portuguesa, o prefixo “per-“, significa “através de, acima de, muito além de”. Em linhas gerais, ele é o limite máximo de alguma coisa. Pensando na Química, temos o Permanganato, Perclorato, Peróxido, por exemplo. Na vida real, temos coisas feitas e coisas perfeitas. Podemos seguir alguma coisa ou perseguir aquilo. Fazer um curso para saber mais ou então, um percurso. Com a perlaboração não poderia ser diferente.

Ao passar por um processo psicanalítico, o paciente elabora, por meio da fala, todas as suas angústias, os seus pensamentos inconfessáveis, tudo aquilo que está reprimido no inconsciente, em sua maioria sem vontade própria, mas também aquilo que é escondido por não querer deixar aflorar. Por meio da transferência, o paciente passa então, a superar suas resistências. A entender, a chegar ao nível máximo daquilo que ele elabora, a interpretar a sua história. E para isso, damos o nome de perlaboração. O nível máximo de elaboração, de compreensão, que faz com que a visão de passado daquele ser humano mude. Que faz com que ele consiga ser um pouco mais gentil consigo mesmo e com sua história e abandone os comportamentos repetitivos, compulsivos e hostis. E isso só é possível com a resistência transferencial, isto é, o relacionamento complexo e estreito entre as transferências e as resistências.

A transferência

A transferência é aquilo que permite que o trabalho psicanalítico aconteça. Já descrita por Freud nos primórdios da psicanálise, em linhas gerais, ela é o conjunto de sentimentos, de afetos e de comportamentos que o paciente experimenta com relação ao seu analista. Na análise, ao rememorar, ao reviver o passado, o paciente acaba por “culpar” o seu analista por aquilo estar acontecendo. E, nesse processo, o analista acaba por exercer um papel, naquele momento, na vida do analisando. Esses sentimentos inconscientes, também podem ser ambivalentes. O analista pode aparecer como uma figura paterna, como uma figura materna, como uma figura amiga que há muito se foi…. A transferência faz o paciente lutar por conseguir realizar seus desejos mais infantis, por meio da figura do analista. Ele está ali, em sua posição de sujeito suposto saber, no pedestal em que o analisando o coloca, e para isso, é preciso ter muito cuidado.

Por outro lado, o trabalho psicanalítico só acontece de forma proveitosa, quando se estabelece uma transferência e acima disso, majoritariamente positiva. Já é complicado normalmente para um paciente se abrir para alguém que o “santo  bateu”, imagina para alguém que o “santo não bateu”? Ou pior, para alguém que desperta sentimentos negativos como ira, raiva, fúria? A transferência é um sentimento ambivalente, mas ela deve ser majoritariamente positiva para o bom andamento da análise.

Em resumo, ela é, no linguajar popular, “o santo bater ou não” com aquele analista, com aquela figura, no decorrer da investigação dos processos inconscientes do paciente.

As resistências

As resistências sempre estarão presentes no percurso psicanalítico. Deve-se dizer ao paciente que a resistência é uma atividade do paciente. É uma ação que está praticando inconscientemente, pré-conscientemente ou conscientemente (Fenichel). Ela não é um erro, um defeito ou uma fraqueza, mas ela deve ser igualmente analisada e comunicada, porque pode interferir no processo de uma análise bem-sucedida.

Vamos às analogias: o inconsciente é uma parte escondida da mente, em que há muitos traumas reprimidos, muitos afetos mal resolvidos. Esses conteúdos são escondidos por lá para que o paciente possa viver sua realidade com plenitude. Imagina só, ter que viver normalmente com todos os traumas, acontecimentos ruins e afetos desagradáveis na consciência ou na pré-consciência? De fato, plenitude é uma coisa que nenhum ser humano conseguiria ter. Por isso, nossa mente tem mecanismos muito fortes para repreender todos esses conteúdos. Na psicanálise, quando esses conteúdos são incentivados e até mesmo, forçados para fora, para que haja a perlaboração, é comum que o paciente resista, mesmo que de forma inconsciente. É algo que supostamente, atrapalharia sua “vida normal” em um plano consciente. Por isso, não é trabalho do analista xingar ou julgar as resistências, e sim, elabora-las, fazer com que elas sejam ressignificadas ao seu nível máximo.

Integrando as interpretações e entendendo as resistências, é possível então, que a elaboração máxima aconteça, isto é, a perlaboração.

Conselhos do tarô para seu signo em janeiro
Atualizações

Conselhos do tarô para o seu signo em janeiro

Eu leio tarô há quase três anos e há todo esse tempo, venho tentando encontrar uma forma de trazer esse conteúdo para o blog, mas sempre acabo desistindo depois de algum tempo. Como uma das resoluções para 2021, resolvi fazer e ver no que dá.

Então, se você gostar dos aconselhamentos do tarô para o seu signo, deixa um comentário aqui no post ou nas minhas redes sociais! Vai ser decisivo para que eu possa continuar fazendo. 🙂

Conselhos do tarô para Aquário (20 de janeiro a 18 de fevereiro)

Há uma fantasia muito presente na sua vida, seja introduzida por outras pessoas, seja por você mesmo. Não fuja da realidade, ela pode parecer sufocante e difícil algumas vezes, mas quanto mais você foge, menos você resolve. Respira fundo e enfrente alguns leões este mês.

Livro para o mês: O conto da aia, Margaret Atwood

Conselhos do tarô para Peixes (19 de fevereiro a 20 de março)

Energias de proteção e cuidado estão ao seu redor neste mês. Cuidado com a falta de paciência, imposição do seu querer e determinações que possam parecer intransigentes. Não deixe que as pessoas te reprimam, imponha seus limites pessoais e respeite-os, sem exageros.

Livro para o mês: As vantagens de ser invisível, Stephen Chbosky

Conselhos do tarô para Áries (21 de março a 19 de abril)

Tem alguém na sua vida que vai se unir a você em benefício de um objetivo comum. Um parceiro está a caminho, seja para negócios, para o amor ou qualquer outro âmbito. Mas, cuidado para não se esquecer de si mesmo quando esse momento chegar. Não deixe que isso fique tóxico.

Livro para o mês: O garoto quase atropelado, Vinicius Grossos

Conselhos do tarô para Touro (20 de abril a 20 de maio)

Você poderá ser colocado em prova este mês. É muito importante que você saiba se posicionar, conheça seus limites e acredite no que você pode fazer. Pessoas com um bom alicerce, não se deixam abalar por energias externas. Fortaleça suas estruturas.

Livro para o mês: Não se humilha, não, Isabela Freitas

Conselhos do tarô para Gêmeos (21 de maio a 20 de junho)

Uma energia de cura, de atenção e de equilíbrio rondam a vida de quem é de gêmeos este mês. É preciso olhar um pouco mais para dentro, não ter tanta passividade com relação a vida. Tome cuidado com castelos de areia e coisas que podem desmoronar com um sopro.

Livro para o mês: Redemoinho em dia quente, Jarid Arraes

Conselhos do tarô para Câncer (21 de junho a 22 de julho)

Ouça mais a sua intuição. Olhe para dentro, veja como você pode se preparar para lidar com os percalços da vida com sabedoria. Exponha seus sentimentos e não deixe que a falta de afeto e comunicação se tornem um problema em sua vida neste mês.

Livro para o mês: Querido ex, Juan Jullian

Conselhos do tarô para Leão (23 de julho a 22 de agosto)

Quem é do signo de Leão pode se preparar para um mês apaixonado. Harmonia, sucesso, plenitude e lealdade estão bem presentes nesse início de ano e ótimas promessas estão por vir. Só cuide-se para não se acostumar e perder um pouco da humildade. Avalie sempre o ponto de vista dos outros.

Livro para o mês: Quem mexeu no meu queijo?, Spencer Johnson

Conselhos do tarô para Virgem (23 de agosto a 22 de setembro)

O mês pode começar um pouco mais agitado com perdas e problemas, mas manter a calma para conseguir alcançar a clareza das ideias é ideal para entender os melhores caminhos. Aja com sabedoria e escute a sua intuição que ela vai saber o caminho certo.

Livro para o mês: Querido dane-se, Kéfera Buchmann

Conselhos do tarô para Libra (23 de setembro a 22 de outubro)

Pode haver uma frustração como resposta a algo que você fez nos últimos dias, sobretudo no âmbito emocional. Perdoe-se e seja gentil consigo mesmo. Invista um pouco mais no autocuidado e no amor próprio este mês, porque o colo que você precisa, só você consegue se dar.

Livro para o mês: contando estrelas cadentes, Gabu Camacho

Conselhos do tarô para Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro)

Você tem um universo de possibilidades em suas mãos. Uma força para começar um novo empreendimento esse mês pode latejar dentro de você. Usufrua dessa dominância que você possui, mas não se iluda: você não tem as respostas para todas as coisas, nem o controle de tudo.

Livro para o mês: Por lugares incríveis, Jennifer Niven

Conselhos do tarô para Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro)

É hora de botar a mão na massa e buscar as respostas de todas as dúvidas que estavam te acompanhando desde o final de dezembro. Firme com você mesmo esse compromisso e saia em busca daquilo que te traz paz e muita luz. É um momento de renascimento, vitalidade e abundância.

Livro para o mês: O pequeno príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

Conselhos do tarô para Capricórnio (22 de dezembro a 19 de janeiro)

Pode ser um momento de incertezas ou dúvidas, mas elas podem ser superadas de uma forma mais simples que você imagina com muita dedicação. Você vai conseguir avançar e seguir em frente, desde que lance mão de suas capacidades e dons. Cuidado com pessoas oportunistas e com a ambição.

Livro para o mês: Vermelho, branco e sangue azul, Casey McQuiston

E aí, o que achou dos conselhos do tarô para os signos em janeiro de 2021? Me conta aí nos comentários!

querido ex
Livros, Resenhas

Resenha: Querido ex, Juan Jullian

Querido Ex, (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade) é um livro do autor brasileiro Juan Jullian que tive o prazer de ler e analisar nas últimas semanas. Surtos à parte, vou me concentrar aqui nesse texto em fazer uma análise psicanalítica da obra, com alguns pontos que pude observar e achei importante trazer à luz, principalmente com a observação que dá título ao meu texto.

Querido ex é uma obra de escrita terapêutica do nosso protagonista, que não sabemos o nome até então, em sua batalha por ressignificar afetos de um relacionamento tóxico do passado, enquanto passa pelas fases do luto ocasionado pelo término repentino. O livro é como se fosse uma sessão de análise. Ele escreve cartas para o seu “Querido ex”, relembrando do passado enquanto apresenta seu presente e se projeta para o futuro.

Logo no começo do livro, sabemos que ele está claramente passando pelas fases do luto. Em alguns momentos, a negação está mais explícita, em outros, há a raiva, mas ele se percebe, na maior parte do tempo, na barganha. Aquela fase em que pensamos no que poderia ter sido feito de outra forma, no que poderia ter sido diferente. A narrativa se desenrola aqui, apesar de percebermos alguns momentos de depressão e por fim, a aceitação.

Mas, vamos começar falando do relacionamento abusivo que o nosso protagonista estava inserido com o seu “Querido ex”. Logo nos relatos iniciais, percebemos um chiste muito forte. E, segundo Freud, ele é uma das formas que o inconsciente encontra de escapar seus conteúdos recalcados, escondidos. E há muitos abusos disfarçados de chiste: você deveria fazer academia! Calma, é só uma brincadeirinha. Sabe aquele ditado que diz que toda brincadeira tem um fundo de verdade? Essa é a raiz do chiste, que está explícita bem quando começamos a conhecer o relacionamento entre os dois.

Em suas viagens entre passado e presente, percebemos também alguns momentos de negação. Ele chega a duvidar de sua percepção, dos seus sentimentos… Será que o Querido ex era abusivo assim mesmo? Será que as coisas foram dessa forma? Ou será que estou exagerando? E esse é um comportamento muito presente no abuso, principalmente sob a forma de gaslighting.

É então, que chegamos na parte que mais gostei de analisar do livro todo: o recalque. O protagonista se reconhece como recalcado em vários momentos da narrativa, mas sem saber, inconscientemente, que ele de fato, é recalcado sob a ótica da psicanálise. Ele tenta esconder várias coisas no seu inconsciente, fingir que algumas situações não aconteceram. E como isso se chama? Recalcar. Mas, essas coisas que ele gasta tanta energia tentando esconder, hora ou outra escapam e querem ser resolvidas. Seja por meio dos seus pensamentos destrutivos, seja por meio da conversão somática (ele tinha ansiedade e de vez em quando, seu sonambulismo voltava). É o que chamamos de retorno do recalcado. Tudo o que ele tenta jogar pra baixo do tapete, volta. Sempre volta. Sua analista no livro aponta essa questão de forma primordial com a frase: “Os traumas que você finge não existir.”

Durante toda a narrativa em que vamos conhecendo o Querido ex, é impossível não perceber uma inversão de papéis muito grande, que também é percebida pelo nosso protagonista em algumas horas: seu ex-namorado assumindo papel de seu pai. Ele constrói suas frases com tons paternalistas, sempre tentando repreendê-lo. O pai, na psicanálise, é aquela figura que impõe a ordem, que castra, impõe os limites e consequentemente, contribui para a formação do nosso superego. E o Querido ex assume esse papel. Ele castra a todo momento o narrador.

O Querido ex exerce para o protagonista um papel extremamente machista e falocêntrico, que condiz com o patriarcado. Por ser o ativo da relação, ele se acha o “mais macho” ou então, o “menos gay” e se vê na posição de castrar o nosso narrador, também por conta dele se achar superior por ser branco. De exibir um papel de poder, de impor regras, limites, morais… Esse poder excede a simples inversão de papeis que vemos no desenrolar da história e chega numa posição de ser uma herança social.

O falo, na psicanálise, representa o poder da superioridade masculina, o poder que um homem acha que exerce sobre alguém por ter um pênis (falo). O engraçado é que na relação que se desenrola no livro, ambos possuem o pênis (teoricamente, o falo), mas um acha que tem o poder sobre o outro só por ser o ativo da relação. O quanto isso diz sobre várias relações homoafetivas entre homens cisgênero por aí?

Além de todos esses pontos, ainda podemos observar mecanismos de defesa do ego do protagonista entrando em ação em diversas passagens do livro. Ele usa do humor e dos trocadilhos em vários momentos, anulando seu ego em função do princípio de prazer. Ele recusa a realidade, afirmando-se contra as circunstâncias reais e se refugiando no chiste. Ele também desloca sua tristeza para os fetiches, para as fantasias e ainda trilha uma longa jornada até entender que o desejo é uma coisa normal do ser humano e que seus pensamentos não são seus inimigos.

Falando em pensamento, percebemos sua subjetividade um pouco neurótica (talvez até mesmo obsessiva-compulsiva), quando ele acredita que seus pensamentos são capazes de mudar o mundo exterior. O animismo. Ele acredita, por muito tempo, que se chegar até o final da rua em dois minutos, vai passar na prova, por exemplo. Ou que se olhar para algum homem no carnaval, vai ter todos os seus relacionamentos arruinados…. Ele demora a perceber que todos os excessos fazem mal.

Enfim, Querido ex é uma ótima obra de ficção, com grande verossimilhança e que nos traz importantes reflexões sobre como os relacionamentos, sobretudo, os gays entre homens cisgêneros, são constituídos em nossa sociedade. Erra quem diz que só por ser gay, é desconstruído. Ainda há muita herança falocêntrica, patriarcal e  racista (como no caso desse livro) que reflete dentro desses relacionamentos. Nos resta perceber.

Pajubá Festival
Atualizações

Inscrições abertas para o Pajubá Festival

Em busca de fortalecer artistas LGBTQIA+, evento realizado pela Companhia Ir e Vir, de São José do Rio Preto (SP), recebe propostas nas áreas de dança, música, literatura, audiovisual, teatro e performance até 20 de janeiro

Estão abertas as inscrições para o Pajubá Festival, evento para toda a comunidade que pretende fortalecer e visibilizar o trabalho artístico-cultural de grupos mais vulneráveis, prioritariamente das pessoas LGBTQIA+, da população negra e indígena. Realizado pela Companhia Ir e Vir, de São José do Rio Preto (SP), com programação gratuita e transmitida pela internet, o festival também irá promover reflexões sobre temas que atravessam as pessoas LGBTQIA+, buscando contribuir para o combate a práticas discriminatórias.

Grupos, coletivos, produtoras e artistas de todo o Estado de São Paulo podem enviar propostas nas áreas de dança, música, literatura, audiovisual, teatro e performance. Pelo menos 80% das atrações selecionadas serão de residentes de São José do Rio Preto.

O Pajubá Festival será realizado de 7 a 11 de abril de 2021, em formato presencial e virtual, com transmissão pelos canais da Cia. Ir e Vir no YouTube e Facebook. Essa é a primeira edição do evento, que foi um dos contemplados pelo Edital 06/2020 – Auxílio para Festivais de Culturas, da Lei Aldir Blanc, lançado pela Secretaria Municipal de Cultura de São José do Rio Preto.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas, exclusivamente, por meio de formulário online, através do link http://bit.ly/InscricaoPajubaFestival, disponibilizado pela Companhia Ir e Vir no Facebook e Instagram (perfis @cia.irevir), até às 23h59 do dia 20 de janeiro. No link para o formulário, também constam o regulamento completo e as demais instruções para a inscrição.

Formatos

A programação do Pajubá Festival será pautada por três ações principais: Mostra Artística, Encontros Virtuais de Ideias e Atividades Formativas. As inscrições são para três formatos dentro da Mostra Artística. São eles:

– Performances Artivistas: trabalhos performativos, preferencialmente solos, com duração aproximada de 30 minutos e que evidenciem o discurso do ativismo LGBTQIA+;

– Mostra Pop: obras nos segmentos de dança, teatro, música e artes integradas;

– Drama Queer: obras literárias com temática LGBTQIA+, cultura da população negra e cultura da população indígena, podendo ser texto teatral, poesia, conto, entre outros formatos.

Requisitos

A curadoria da Mostra Artística irá selecionar 12 propostas (quatro em cada formato), contemplando prioritariamente projetos de pessoas LGBTQIA+ que sejam idosas, da comunidade negra, indígenas, com deficiência ou mobilidade reduzida e profissionais da arte drag queen. Outro critério será o histórico de artistas, grupos ou coletivos inscritos. A curadoria será realizada por artistas de São José do Rio Preto de notório reconhecimento artístico e cultural.

A participação de menores de 18 anos será permitida somente com a autorização do responsável legal e do Juizado da Infância e Juventude. Não será permitida a presença de animais em cena. Os trabalhos selecionados serão gravados entre os dias 15 e 16 de março, na sede da Cia. Cênica, e posteriormente editados para o ambiente virtual.

Valores

Cada proposta selecionada no formato Performances Artivistas receberá o valor de R$ 1.000,00. Para a Mostra Pop, o valor individual será de R$ 2.500,00 e, para Drama Queer, de R$ 500,00.

O resultado será divulgado no dia 24 de janeiro, nas redes sociais da Cia. Ir e Vir, e também informado por e-mail aos proponentes selecionados.

Convidados

Para as demais ações do festival – Encontros Virtuais de Ideias e Atividades Formativas -, os participantes serão convidados. A mediação de Encontros Virtuais será de Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e de Gaia do Brasil, artista plástico, maquiador, professor de dança contemporânea e drag queen.

A Cia. Ir e Vir

Completando dez anos de resistência em 2021, a Cia. Ir e Vir tem construído ao longo de sua trajetória uma identidade própria, através da pesquisa sobre o teatro contemporâneo, atrelada a temas que promovam um self da sociedade atual, com propostas inseridas no cotidiano brasileiro. O grupo inseriu-se rapidamente no panorama regional, obtendo reconhecimento pelo engajamento artístico-político-social na cobrança de políticas públicas em São José do Rio Preto, onde está sediado.

Conceito

O Pajubá Festival surgiu da urgência do fortalecimento do respeito às pessoas e à cultura LBGTQIA+, tendo em vista o avanço do conservadorismo no Brasil e, consequentemente, do agravamento da violação de direitos dessa comunidade. “O Pajubá Festival propõe um olhar para a camada menos expressiva artisticamente da cidade de São José do Rio Preto, a comunidade LBGTQIA+, não menos expressiva pela falta de conteúdo e sim pela falta de oportunidade e espaço, fazendo-se lembrar a cidade conservadora em que vivemos”, diz o diretor, dramaturgo e ator da Cia. Ir e Vir Tiago Mariusso, coordenador do Pajubá Festival.

Conhecido como o dialeto LGBTQIA+, o pajubá (ou bajubá) é mais que um punhado de gírias divertidas, como “lacre”, “bafo” ou “uó”. “Cada vez mais ele é incorporado ao vocabulário de muitos brasileiros, especialmente ao dos jovens, mas possui raízes históricas e, o mais importante, de resistência”, aponta Mariusso.

O pajubá tem origem na fusão de termos da língua portuguesa com termos extraídos dos grupos étnico-linguísticos nagô e ioruba, que chegaram ao Brasil com os africanos escravizados originários da África Ocidental e reproduzidos nas práticas de religiões afro-brasileiras. “Os terreiros de candomblé sempre foram espaços de acolhimento para as minorias, incluindo a comunidade LGBT+, que passou a adaptar os termos africanos em outros contextos”, observa o coordenador do evento.

Por conta disso, intitular o festival com o nome Pajubá, segundo ele, é reconhecer a origem dessa homogeneidade da cultura brasileira, e ao mesmo tempo despertar a curiosidade na busca por nossas raízes. “A arte LGBTQIA+ foi e é pulsante, seja no teatro, na dança, na música ou nas artes plásticas, bem como nas casas noturnas, com seus performers e a variada reverberação da arte drag queen”, pontua.

Mais informações ou dúvidas pelo e-mail: [email protected].

 

SERVIÇO:

Pajubá Festival

Inscrições: até 20 de janeiro de 2021

Público-alvo: Grupos, coletivos, produtoras e artistas da dança, música, literatura, audiovisual, teatro e performance de todo o Estado de São Paulo (no mínimo, 80% das atrações selecionadas serão de residentes de São José do Rio Preto)

Formulário de inscrição e regulamento: http://bit.ly/InscricaoPajubaFestival

Realização: Companhia Ir e Vir, através do Edital 06/2020 – Auxílio para Festivais de Culturas, da Lei Aldir Blanc

Mais informações: [email protected]

currículo
Atualizações

9 dicas para turbinar seu currículo hoje

Ter um bom currículo é o primeiro passo para encontrar um emprego. Mas você já se perguntou se o seu currículo está bem feito e de acordo com o que os recrutadores mais procuram no mercado de trabalho?

Não existe nenhuma receita de bolo ou currículo perfeito, por isso, é preciso conhecer bem a empresa que deseja trabalhar, sua área de atuação e saber quais informações devem ser destacadas ou eliminadas do documento. Além disso, saber como se destacar perante a milhares outros currículos que estarão juntos ao seu é um desafio para poucos.

Por isso, conversei com duas profissionais de grandes multinacionais instaladas no Brasil, alinhei com tudo o que já me falaram enquanto eu estava procurando emprego e separei algumas dicas, olha só:

Economize nos dados pessoais

Todo currículo tem dados pessoais, mas não todos. Você precisa fornecer seu nome completo, e-mail, telefone de contato, redes sociais e cidade onde mora. O empregador não quer saber (e nem precisa) o seu número de RG, CPF, nome dos pais, nem nada disso.

A única exceção vale para o certificado de reservista se você estiver na idade entre 17 e 19 anos, que é o período de alistamento militar. Muitos jovens nessa época ainda não foram dispensados pelo exército e a empresa precisa saber antes da contratação. Se você já tem seu número, pode ser um diferencial. Só não esquece de tirar depois!

Coloque foto apenas se pedir foto

Muitas pessoas acham que é super necessário colocar foto no currículo, mas não é uma regra obrigatória e ela só deve ser colocada se for uma exigência. Muitas empresas ainda pedem o currículo e uma foto separadamente, para não precisar poluir. Em casos que a foto é exigida, escolha uma simples e natural. Nada de selfies, fotos no espelho, em festas ou com edições pesadas.

Tente fazer o currículo em uma folha só

Seu currículo deu mais de uma folha? Verifique se todas as informações que estão ali realmente precisam constar.É melhor se garantir em uma folha só, de maneira objetiva e sem rodeios. Seja direto e sucinto!

Veja se todas os lugares que você trabalhou precisam estar ali

É fato que a experiência profissional é a parte mais importante do currículo, mas é realmente relevante colocar aquele emprego de bartender que você ficou 1 semana ao aplicar em uma vaga na área de informática, por exemplo? Coloque suas experiências mais relevantes, de forma que o futuro empregador saiba quais foram suas funções e realizações dentro da empresa anterior e se você é alguém que ele pode contar a longo prazo.

Cuidado com os cursos que você coloca no currículo

Vale a mesma premissa do item anterior. Vale a pena colocar seu curso de tarô online ao aplicar para uma vaga de cozinheira? Não! Por isso, coloque apenas aqueles cursos que possam agregar ao emprego que você está aplicando e que sejam seu diferencial perante aos outros concorrentes.

O interessante é que você analise bem cada vaga e empresa que deseja aplicar para moldar seu currículo de acordo com ela. Outras informações, você pode dar na entrevista caso haja abertura.

Especifique áreas de atuação, não cargos desejados

Ao enviar seu currículo, você provavelmente sabe para qual vaga está aplicando. No entanto, um erro comum da maioria dos profissionais é de colocar o nome da vaga nas áreas de atuação, o que muitas vezes leva o candidato a nem ser chamado para a seleção. Coloque as áreas que você se sente apto a atuar dentro da empresa, em que você tem experiência e no que você é bom.

Quem sabe você não consegue a vaga que aplicou mas consegue outra que a empresa manteve escondida até ler seu currículo? Muitas organizações mantém bancos de dados com candidatos que já passaram por processos seletivos.

Currículo com linguagem perfeita e formatação excepcional

Utilize sempre uma linguagem culta, simples e sem exageros. Não queira enfeitar muito, usando palavras difíceis ou escritas muito formais. Seja objetivo, se garanta na simplicidade e mantenha sempre a gramática e a ortografia impecáveis. Não cometa erros de português.

Cuidado com a forma de formatar seu currículo e tente sempre manter um padrão. Se você pulou uma linha entre uma experiência e outra, faça isso com todas, por exemplo. Tome cuidado também com currículos muito “fora da caixa” se não é da sua área de atuação.

Fale a verdade

Parece clichê, mas ainda hoje, muitos profissionais mentem ou aumentam informações nos currículos para passar a frente dos seus concorrentes. Acontece que chega na hora do teste prático e o candidato não sabe fazer o que prometeu. É mais comum do que se imagina e para evitar esse tipo de constrangimento, prefira sempre ser 100% você no currículo e falar sempre a verdade em todos os tópicos. Mas seja sensato! Nada de detonar o ex-chefe ou falar mal de outras empresas.

Não é necessário colocar que é LGBT

Para Érica Souza, analista de Recursos Humanos de uma multinacional do ramo alimentício, essa é uma informação que não deve estar no currículo porque é algo que deve ser levado como comum. “Se a pessoa se valorizar, ela vai acreditar no seu potencial e focar nas suas habilidades. Empresas que valorizam o fator diversidade e inclusão, não vão te selecionar só porque você é LGBT”, explica.

Ainda é importante ressaltar que em um currículo, devem constar apenas informações acadêmicas e profissionais, não sobre o lazer ou detalhes da vida pessoal, que devem ser deixados para uma entrevista pessoal caso o candidato se sinta a vontade. “Tudo está sendo avaliado, desde o primeiro contato por mensagem ou telefone, até o contato pessoal. O que eu levo em conta é se a pessoa tem o perfil e potencial para ocupar a posição, se cumpre todos os requisitos da posição, etc”, completa Joana*, gerente sênior de talentos de um grupo mundial de mídia e televisão.

E claro que eu não ia te deixar na mão nesse momento, né? Montei um modelo simples e padrão de currículo para você inserir as suas informações pessoais e arrasar por aí na sua procura pelo trabalho perfeito. Para baixar, é só preencher com seu nome e e-mail abaixo e correr para sua caixa de entrada!

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*Os nomes foram trocados para manter a identidade das entrevistadas preservadas.