fechar
Crítica: A Máquina
Imagem: Divulgação / Google Imagens

A máquina é um filme brasileiro de 2006, dirigido por João Falcão, e baseado em livro de Adriana Falcão e em peça teatral do próprio diretor.

O enredo é todo alegórico e fantasioso e faz críticas aos formatos dos filmes de cinema. A história toda é narrada pelo personagem do Paulo Autran. O roteiro é baseado em livro de Adriana Falcão e em peça teatral de João Falcão. O filme foi produzido por Diler Trindade; a trilha sonora tem canções de DJ Dolores, Chico Buarque e Robertinho do Recife; a fotografia é de Walter Carvalho; o desenho de produção é de Marcus Figueiroa; a direção de arte é de Marcos Pedroso; os figurinos são de Kika Lopes; e a edição é de Natara Ney.

A primeira vez em que assisti à Maquina, foi durante uma aula de Leitura Crítica de Mídia. Com áudio ruim, o sotaque das personagens ficou inteligível e eu pensei mano, que filme é esse? Deve ser mais um daqueles que professor passa e é péssimo. Eu não poderia estar mais enganado.

Tinha que fazer um relatório, e fui assistir mais uma vez. Acabei assistindo duas, e mais uma vez no dia seguinte. Que filme, amigos, que filme! A trama principal começa com Antônio, o filho do tempo, narrando uma história que acontece na pacata cidade de Nordestina, perdida no sertão e tão pequena que nem aparece no mapa. Sem recursos, todo mundo espera pelo dia em que vai deixar a cidade, que não tem recursos porque todos saem. Faz sentido pra você?

Talvez não, mas para Karina, jovem sonhadora, faz o maior sentido. Com o desejo de ser atriz, conta os dias para o aniversário de 18 anos, quando finalmente será livre para deixar Nordestina. Enquanto isso, ensaia todos os dias com Antônio, que faz dela cinema para seus olhos com direito a repetição e todo o resto.

Com uma crítica ferrenha a televisão e a alienação, mostra o quanto as pessoas são reféns daquilo que veem. Em Nordestina, por exemplo, tinha até pessoas dispostas a ensinar “como falar carioquês”. Também passa um pouco pela sociedade do espetáculo, em que tudo o que vale, é a aparência e como isso pode trazer mais audiência.

Karina quer sair da cidade, mas Antônio tem medo de perder sua amada, e por isso, sai de Nordestina e promete conseguir o mundo para Karina, de forma que Nordestina fique conhecida. Naquela atmosfera de “De Volta Para o Futuro”, o rapaz viaja no tempo e ainda consegue trazer reconhecimento para a sua cidade.

É difícil comentar a história do filme, o tempo é um assunto complicado de tratar, mas que foi feito com maestria no longa, mostrando um romance que não se pauta somente naquele vai e vem de dramas e pessoas de fora tentando estragar o casal principal com um triângulo amoroso, muito pelo contrário, o amor é o combustível dessa história, e o tempo é o personagem coadjuvante. Sério, se você ainda não viu, só vai e depois volta aqui para a gente comentar, combinado?

E para finalizar a crítica, vou deixar essa versão de “Dia Branco”, feita pela banda The Sconhecidos, do filme, e que eu não consigo parar de ouvir um minuto sequer.

Tags : a máquinabrasileiroscrítica de cinemafeatured
Gabu Camacho

Sobre Gabu Camacho

Team Captain e estudante de Jornalismo que lê, escreve, e se ilude com personagens fictícios desde os quatro anos. Usa coroa na rua e chapéu em casa enquanto sofre por antecipação esperando a próxima visita do carteiro. Autor de "O garoto que usava coroa" e "Predestinado".