A continuação de um dos clássicos da ficção científica dos anos 80, “Blade Runner 2049”, tem arrancado comentários positivos dos críticos até agora. O longa se passa 30 anos após os acontecimentos do primeiro filme, onde um novo blade runner, desenterra um segredo que poderá levar a sociedade ao caos. Tendo como atores Ryan Gosling, Harrison Ford retornando como protagonista (desde o primeiro filme) e direção de Denis Villeneuve. Confira o trailer aqui.
Apesar de ter sido muito criticado na época da sua estreia, hoje, o filme sustenta uma legião de fãs, que o consideram uma referência clássica da ficção científica. Sua continuação é uma das mais aguardadas nesse final de 2017 e parece que os apreciadores do filme não irão se decepcionar. Após sua primeira exibição, a sequência só tem recebido elogios e não só dos seus seguidores.
O editor-chefe do Collider, Steven Weintraub, disse: “Todos façam reverência a Denis Villeneuve. Ele fez o impossível e entregou um golaço com Blade Runner 2049. Eu amei.” Steven acrescentou: “Mesmo que você não tenha interesse no filme, a fotografia de tirar o fôlego de Roger Deakins vale o preço da entrada. Ele é um Deus” e ainda deu uma dica: “O Blade Runner 2049 é absolutamente carregado com spoilers. Até o enredo do filme é um spoiler. Se você vai ver isso, evite comentários.”
O crítico Jordan Hoffman declarou : “Boas Notícias! Blade Runner 2049 é uma continuação maravilhosa e uma expansão do original. Não esperava muito e acabei amando. (Até Leto!)”
O crítico William Bibbiani, disse: “Eu vi Blade Runner 2049 e é de TIRAR O FÔLEGO. É uma continuação impressionante, preservando mistérios, adicionando novos, expandindo o universo.”
Blade Runner: O Caçador de Androides dirigido porRidley Scott, que agora em sua sequência é um dos produtores, foi lançado em 1982 e teve seis versões diferentes depois do seu lançamento. A última delas, com o título de The Final Cut, foi lançada em 2007, criando assim várias especulações sobre o enredo da sequência. Uma coisa é certa, até agora o filme parece estar correspondendo às expectativas.
Blade Runner 2049estreia 05 de outubro no Brasil. Ainda dá tempo de conferir o primeiro filme o correr para o cinema! Não esquece de contar para a gente suas expectativas e o que vocês acharam do filme!
Camila Cabello está cada vez mais próxima de lançar o seu primeiro álbum solo. E para esquentar a divulgação do disco, a cantora se apresentou ontem no programa Jimmy Fallon Live o single de sucesso “Havana”, assista:
https://www.youtube.com/watch?v=bZbI9rmpaEw
“Havana” havia sido lançado junto com a música “OMG” e começou a fazer sucesso no mundo todo sem divulgação. Prestes a entrar para o TOP 5 nas paradas britânicas a música já se encontra em #64 na Billboard Hot 100, e deve conseguir melhorar este número nesta semana, já que no momento a música acaba de entrar para o top 20 do iTunes norte-americano.
Alguns sites americanos confirmam que o álbum The Hurting. The Healing The Loving. chegará ás lojas no dia 27 de outubro. Agora, só falta o clipe sair, hein Camila? Lança logo pois estamos sedentos!
Vale lembrar que Camila Cabello anunciou em março desse ano, que se sente bem trabalhando com outros compositores e artistas e ainda comentou sobre seu novo álbum e turnê mundial! Será que vem tudo isso ainda esse ano? Socorro, Camila!
Semana nova começando com uma enxurrada de filmes na Sessão da Tarde para você assistir. Teremos títulos variados, alguns pouco conhecidos e que não chegaram ao cinema. Então, já se prepara, porque é uma oportunidade perfeita para rever aqueles figurões da Sessão da Tarde e conhecer alguns filmes que pode não ter conhecido. Vamos conferir as sinopses? Esses são os filmes que serão exibidos de 26/09 – 29/09.
26/09 – Divino Processo (2014)
Depois de ter sua casa destruída por um tornado, Frank, um recém- formado advogado, decide processar Deus.
27/09 – Radio Rebel (2012)
Tara (Debby Ryan) é uma adolescente tímida que está no ensino médio e não tem muitos amigos. Porém, quando coloca seus fones e fica diante de um microfone para comandar um programa de rádio, ela se solta e realiza um ótimo trabalho, apresentando-se apenas como “Audio Rebel”. Incomodado com o sucesso do programa, o diretor do colégio vai fazer de tudo para acabar com a alegria de Tara.
28/09 – O Amor Bate à Sua Porta (2013)
Romance entre uma escritora de sucesso e um empresário de uma cidade pequena que se conhecem quando ela aparece na cidade para lançar seu novo livro.
29/09 – Os Sem-Floresta (2006)
A primavera chegou, o que faz com que os animais da floresta despertem da hibernação. Ao acordar eles logo têm uma surpresa: surgiu ao redor de seu habitat natural uma grande cerca verde. Inicialmente eles temem o que há por detrás da cerca, até que RJ (Bruce Willis) revela que foi construída uma cidade ao redor da floresta em que vivem, que agora ocupa apenas um pequeno espaço. RJ diz ainda que no mundo dos humanos há as mais diversas guloseimas, convencendo os demais a atravessar a cerca. Entretanto esta atitude desagrada o cauteloso Verne (Garry Shandling), que achava melhor permanecer onde estavam inicialmente.
Não se esqueça, a Sessão da Tarde é exibida de segunda a sexta-feira às 15h05.
A Paris Filmes divulgou novo trailer do longa “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” que foi inspirado no livro homônimo do ator, apresentador e comediante, Danilo Gentili. O filme ganha estreia oficial no dia 12 de outubro com exibição nas principais salas de cinema de todo o país.
Estrelado por Carlos Villagrán, Bruno Munhoz, Daniel Pimentel e Danilo Gentili, o longa marca o início de Fabrício Bittarcomo diretor, narrando a trajetória dos estudantes Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel), que se veem divididos entre as obrigações escolares, a necessidade de tirar boas notas e ter bom comportamento. Danilo Gentili entra na jogada para desmistificar esta “regra” de bom comportamento e dizer que o sucesso é alcançado quando aproveitamos as coisas boas da vida. Por meio de sátiras inteligentes, o diretor consegue questionar o papel do aluno e do professor no ambiente escolar.
O trailer destaca cenas bem curiosas e divertidas como quando a dupla Pedro e Bernardo tenta roubar o lanche das crianças da pré-escola e acabam espancados por eles. Uma das crianças inclusive urina em Pedro que acaba bebendo o xixi!! Outra cena que merece destaque é o roubo da van e a perseguição pela cidade. O diretor Ademar dispara atrás dos garotos após roubar um carro no estilo policial dos filmes estrangeiros.
O longa-metragem possui produção da Clubefilmes, coprodução Warner Bros. Pictures e distribuição Paris Filmes, reforçando o elenco com Nomes como: Moacyr Franco, Joana Fomm, Raul Gazolla, Rogério Skylab e Fábio Porchat.
The Bad Batch, ou como foi traduzido aqui no Brasil pela Netflix, Amores Canibais (sim, essa foi a tradução…), é o segundo longa da cineasta Ana Lily Amirpour, que dirigiu e roteirizou o maravilhoso Garota Sombria Caminha Pela Noite (A Girl Walks Home Alone at Night, 2014) — filme de horror que utilizou a temática dos vampiros de forma inovadora e inteligente. Em The Bad Batch, Amirpour utiliza o gênero da distopia com um subgênero do horror, os cannibal movies, para contar uma história de amor entre uma garota e um canibal.
Imagem: Suki Waterhouse e Jason Momoa, Divulgação
Em um futuro distópico/pós-apocalíptico, o governo dos EUA passou a catalogar indivíduos considerados “membros não funcionais” da sociedade, os denominando como Lotes Estragados (bad batch em inglês) e os banindo para o deserto do Texas, onde são obrigados a lutar para sobreviver. Arlen (Suki Waterhouse, Orgulho e Preconceito e Zumbis) é a indivíduo de número 5040 do Lote Estragado, e foi devidamente banida para o deserto, onde uma vez lá, é capturada por um grupo de canibais e desmembrada, perdendo uma parte do braço e da perna.
Imagem: Suki Waterhouse, Divulgação
Arlen consegue fugir, e é salva por um Andarilho (Jim Carrey, irreconhecível!), que a leva para uma cidade chamada Confort (Conforto), onde outros Lotes Estragados se refugiam para se salvar dos grupos canibais. A garota se recupera, consegue uma prótese para sua perna, e começa a planejar sua vingança ao grupo de canibais. Arlen segue na sua empreitada de vingança, até que inesperadamente se apaixona por Miami Man (Jason Momoa), um dos canibais do grupo que a mutilou.
O novo filme de Ana Lily Amirpour tem uma premissa interessante, que logo me chamou a atenção pela mistura de gêneros e de já gostar do trabalho anterior da cineasta. No entanto, The Bad Batch, apesar de ter várias qualidades técnicas — principalmente na direção de Amirpour, que possui uma estética visual maravilhosa (e a diretora sabe aproveitar isso como ninguém, mesmo a história se passando em paisagens áridas) e boas sequências e ritmo (principalmente nos 20 primeiros minutos) — é no roteiro, que Amirpour erra a mão, e se perde, não aproveitando e nem desenvolvendo todos os seus personagens e o seu enredo de maneira satisfatória.
ATENÇÃO ALGUNS SPOILERS ABAIXO
Imagem: Divulgação
O filme começa com guardas despachando Arlen para o deserto do Texas. Ela é o indivíduo de número 5040 do Lote Estragado e está banida da sociedade americana pelo governo dos EUA. Em nenhum momento do filme fica claro do porquê Arlen foi banida, já que até então ela parece ser uma garota branca padrão. São considerados parte do Lote Estragado todos aqueles que não se “encaixam” na sociedade de alguma forma, ou seja: negros, imigrantes, deficientes, criminosos, drogados, e até mesmo aqueles que não se encaixam de alguma forma no padrão de beleza. Não sabemos se Arlen era uma usuária de drogas ou se cometeu algum crime, e em nenhum momento do filme ela conta a sua história. As únicas informações que temos durante o filme é que Arlen namorava um músico e tem algumas tatuagens.
Imagem: Divulgação
Mal Arlen começa a explorar a sua nova forma de vida, ela é capturada por um grupo de canibais. Como foram banidos para um deserto, onde é difícil arranjar água ou comida, alguns dos banidos tiveram que fazer de tudo para sobreviver, resolveram, então, que a única opção seria comer carne humana, e começaram a se organizar em grupos e a caçar recém-chegados ou os considerados mais fracos e descartáveis. Em uma cena violenta e de forte impacto emocional, que remete à um estupro, Arlen tem sua perna e braço direitos mutilados e comidos por um casal canibal.
Ela consegue escapar, e é encontrada no meio do deserto por um Andarilho que a salva e a leva para Confort, uma cidade de Lotes Estragados, que se refugiaram para escapar dos grupos canibais e é controlada por um traficante/ditador que é denominado como The Dream (Keanu Reeves), “O Sonho”; que organiza raves regadas a drogas e mantém várias concubinas grávidas, vivendo em um luxo no meio à pobreza e miséria do resto da cidade. Arlen se recupera, e depois de cinco meses começa a planejar e sua vingança contra o grupo canibal que a mutilou. Aqui a diretora faz uma clara referência ao subgênero do horror,rape and revenge, usando o canibalismo e o trauma da mutilação no lugar do estupro. Vemos que a intenção de Amirpour é não fazer de seu enredo apenas mais uma história de vingança, e sim mostrar a personagem lidando com o seu trauma em uma jornada de amadurecimento. Porém, ao longo do filme o desenvolvimento da personagem é comprometido pelo roteiro bagunçado de Amirpour, fazendo Arlen tomar atitudes incoerentes e confusas.
Imagem: Divulgação
Ela se vinga, matando uma canibal chamada Maria (Yolonda Ross), mulher de Miami Man, e “sequestra” a sua filha (Jayda Fink), levando-a para Confort. Em nenhum momento fica claro o que Arlen pretendia após levar a filha dos canibais para a cidade; mantê-la consigo ou matá-la? Nada fica claro, assim como as atitudes em geral da protagonista. Em seu filme anterior, Garota Sombria Caminha Pela Noite, a personagem principal não possui nome ou origem conhecidos. A Garota (Sheila Vand) é uma vampira que anda pelas ruas da Bad City caçando homens que tratam mal às mulheres, que são misóginos e violentos. A personagem e o enredo da trama têm ares de fábula, sendo até mesmo atemporal. Mas, os personagens são todos bem aproveitados e desenvolvidos, principalmente A Garota, que em meio a sua empreitada justiceira se apaixona por um garoto, que mesmo estando no meio da maldade que engloba a Bad City, não se deixa corromper. Tanto o relacionamento deles quanto a própria Garota são desenvolvidos ao longo do filme, mesmo que você não saiba muito sobre eles, o roteiro é escrito de forma que você se importe com a história deles. Caso que não ocorre em The Bad Batch.
Imagem: Jason Momoa, Divulgação
Até mesmo o relacionamento de Arlen e Miami Man é mal desenvolvido. Miami Man encontra Arlen por acaso no deserto, enquanto ela está sob uma “viagem” após ter tomado drogas na rave de The Dream. Ele a ameaça dizendo que vai matá-la caso não encontre a sua filha. Após Arlen ser quase sequestrada por um outro canibal, Miami Man à salva e eles tem uma conversa na fogueira, onde Arlen pega uma faca e o ameaça matá-lo. Mas não o faz, pois aparentemente ela já estava nutrindo sentimentos por Miami Man. O momento entre os dois é interrompido quando Arlen é “salva” por soldados de The Dream e levada de volta para Confort. Na cidade, ela descobre que a menina foi pega por The Dream e está estabelecida em seus domínios. Arlen consegue entrar, faz uma das concubinas grávidas de refém, e salva a menina, levando-a até seu pai e decidindo ficar com eles.
Imagem: Divulgação
Apesar de Suki Waterhouse e Jason Momoa terem uma boa química juntos, o casal não tem momentos em cena juntos o suficiente que justifique as atitudes posteriores de Arlen: salvar a filha de Miami Man e escolher ficar com ele no deserto. Nem mesmo as dele, já que ele escolhe poupar a vida de Arlen, não a matando para se alimentar.
Imagem: Divulgação
São tantas irregularidades, que os personagens se tornam vazios. Em alguns momentos o roteiro faz Arlen se sentir deslocada em Confort, não deixando claro o porquê. Apesar de não serem as melhores condições, Confort é um lugar mais seguro que o deserto. Claro que a cidade é regida por um ditador, mas em nenhum momento o roteiro mostra que The Dream é uma ameaça para Arlen, ou que ela não concorda com a sua política de mantê-los todos miseráveis e drogados. Ela simplesmente não quer ficar em Confort e sim com Miami Man no deserto. Ao terminar o filme me senti vazia, pois não consegui me conectar com nenhum personagem. E mesmo a cena final, em que Miami Man, sua filha e Arlen comem o coelho de estimação da menina, em vez de Miami Man matar Arlen, enquanto ocorre o crepúsculo no deserto; uma cena que era para ser emocional, ao mesmo tempo triste e esperançosa ,e eu não consegui sentir absolutamente nada. Só fiquei apreciando a escolha da trilha sonora, e mais nada.
Imagem: Keanu Reeves, Divulgação
Os outros personagens e atores são completamente desperdiçados. The Dream seria um ótimo antagonista, e Keanu Reeves está bem confortável no papel, mas em nenhum momento o personagem se torna um antagonista de fato. Não há ameaça por parte dele, mesmo que saibamos que ele tem armamentos e soldados. E na sequência final, Arlen facilmente escapa dos domínios de The Dream, fazendo uma de suas concubinas de refém, sem ter problema algum. Não há um sentimento de urgência, de perigo. Outro ator desperdiçado é Diego Luna que faz Jimmy, o DJ das raves de The Dream que entra mudo e sai calado, um mero figurante de luxo. Jim Carrey está irreconhecível como o Andarilho, e apesar de uma forte presença e de seu personagem ter um papel pontual no enredo, o seu papel poderia ter sido facilmente exercido por outros personagens.
Imagem: Jim Carrey, Divulgação
Mas nem tudo é ruim no roteiro de Amirpour. A diretora utilizou bem as analogias com a situação política e econômica dos EUA. Começando pelo nome da cidade, Confort (Conforto), onde os habitantes são bombardeados com expressões como “Find Confort” (Ache o Conforto) e “I Want The Dream” (Eu quero o Sonho), remetendo as frustrações da sociedade americana e dos millennials como um todo, onde o tempo inteiro nos é posto expectativas de ter uma vida confortável e de perseguir a qualquer preço uma vida estável, mas nunca conseguir. Vivendo perdido e frustrado, sofrendo cobranças de todos os lados, afinal se você não conseguiu é porque não se “esforçou o suficiente”. A própria concepção dos Lotes Estragados é uma crítica a visão racista e xenofóbica do governo Trump e semelhantes, onde todos aqueles que são de alguma forma diferentes, devem ser postos de fora e não “merecem” viver em sociedade. Principalmente na questão dos imigrantes é que a crítica fica mais clara: Miami Man é um imigrante ilegal cubano, e a maioria dos considerados Lotes Estragados são imigrantes.
Imagem: Diego Luna, Divulgação
Os diálogos também não são o forte do filme, na verdade são quase inexistentes, porém na sequência da viagem por LSD de Arlen, além de ser visualmente bonita, há uma frase que a personagem diz, que resume bem o mote do filme e da nossa sociedade como um todo:
Aqui estamos, no canto mais escuro da Terra, e estamos com medo da nossa própria espécie.
Foi o medo que fez o governo dos EUA banir pessoas que eles consideravam “perigosas” para a sociedade. Foi o medo de morrer, que transformou pessoas em canibais. E é com o medo dos refugiados que The Dream mantém o seu império em meio ao caos. E foi o medo e o trauma que impulsionou Arlen a se vingar. O Homem é o Lobo do Homem, como bem disse Thomas Hobbes e é reiterado por Amirpour.
Imagem: Divulgação
A parte técnica como um todo é ótima, desde a direção — com sequências belíssimas (a viagem de LSD de Arlen e a cena final são de um show visual de qualidade) e cenas de violência que se utilizam do gore, não de uma forma gratuita, mas que dão a agonia necessária (a sequência inicial da captura e mutilação de Arlen, é o grande destaque) — até a trilha sonora, muito bem utilizada por Amirpour durante toda trama. Destaque para a cena final em que toca Fifty On Our Foreheads da banda White Lies.
The Bad Batch/Amores Canibais tinha tudo para ser um ótimo filme, dada a qualidade já demonstrada de Ana Lily Amirpour, porém infelizmente a cineasta não soube aproveitar a totalidade de seu enredo, nos entregando um filme com primorosa parte técnica e boas alegorias, mas nenhum desenvolvimento de personagens e aproveitamento mal bons atores; tornando-o um filme vazio, o que é uma pena, pois estava muito ansiosa por ele.
FINALMENTE CHEGOU O SÁBADO! Mas, no dia de hoje, está correndo uma história pela internet que o mundo pode acabar a qualquer momento porque Júpiter vai nascer pela constelação de virgem (o que seria um presságio de mudanças, de acordo com o livro do Apocalipse, na Bíblia). Acreditando ou não, a gente se prepara pro que vier com uma playlist, né? Então pode vir, fim do mundo!
Tem música feliz, música triste, música pra se declarar pro mozão… Vai que acaba mesmo, né?
Corre pra contar tudo o que você sente, e se o mundo não acabar… Bom, com isso você lida depois. Tem mais alguma música pra indicar? Comenta aí e não esquece de seguir o Beco Literário no Spotify que agora vamos ter uma playlist por semana!
A nova adaptação do jogo Tomb Raider ganhou o seu primeiro trailer (20/09)!
Tomb Raider: A Origem vai contar a primeira aventura da icônica Lara Croft, que nesse reboot será interpretada pela ganhadora do Oscar, Alicia Vikander. Nos anos 2000, Lara Croft foi interpretada por Angelina Jolie. Confiram:
Tomb Raider: A Origem adaptará os jogos mais recentes de Lara Croft, que reiniciou a história da personagem. No filme, Lara Croft (Alicia Vikander) é uma herdeira de uma grande fortuna, porém não possui interesse em administrá-la. Após o desaparecimento de seu pai, Richard Croft (Dominic West), Lara parte em busca de respostas, e encontra um vídeo de seu pai, que lhe deixa uma missão: salvar o mundo. Ela então, parte para uma aventura em busca de respostas e cheia de desafios perigosos.
O filme será dirigido por Roar Uthaug (A Onda, Presos no Gelo) e contará também com Daniel Wu (Into The Badlands) como Lu Ren, principal aliado de Lara Croft; e Walton Goggins (Os Oito Odiados) como o vilão Mathias Vogel. O roteiro é de Geneva Robertson-Dworet (Transformers: O Último Cavaleiro), que será a roteirista de Capitã Marvel, o primeiro filme de uma super-heroína da Marvel Studios.
Tomb Raider: A Origem tem estreia marcada para 16 de março de 2018, e a Warner Bros fará a distribuição do filme da MGM.
Nos últimos meses, tenho tentado me informar mais sobre movimentos que vão contra essa cultura hegemônica atual de consumismo excessivo. Acabei me interessando por dois movimentos: o minimalismo e o lowsumerism (slow consumerism – “consumo lento” em tradução livre).
Muitas das coisas que eu tenho aprendido foram através de canais no YouTube e, principalmente, documentários na Netflix. Descobri um mundo submerso na plataforma que conta com muitos documentários sobre diversos assuntos, e só tenho elogios a todos que assisti até agora.
O documentário que eu gostaria de destacar nesse post é o “The True Cost”, para pessoas que querem começar a entender sobre o assunto, acho que é um bom ponto de partida.
Ele aborda a questão da “moda rápida“, ou “fast fashion” como eles chamam, em que há cerca de 52 coleções diferentes nas lojas por ano, o que nos faz acreditar que precisamos de todas elas para sermos felizes e socialmente aceitos. A obra audiovisual mostra como isso afeta a vida de milhares de pessoas, principalmente asiáticas, que trabalham de forma exaustiva diariamente por apenas 2 dólares para produzi-las.
Sabe todas aquelas roupas super baratas que você comprou em lugares como Forever 21, H&M, Zara, e muitas outras? Elas foram produzidas por essas pessoas que, literalmente, dão seu sangue por apenas 2 dólares ao dia. Elas são atingidas de formas inimagináveis, tudo por peças de roupas mais baratas e, muitas vezes, de qualidade questionável que acabam durando pouquíssimo tempo. Quando foi que paramos de prezar pela qualidade para nos gabarmos com quantidade?
Cada peça de roupa que simplesmente descartamos, demora mais de um século para se decompor, causando uma poluição ambiental enorme. O documentário enfatiza como somos responsáveis por cada peça que possuímos até mesmo depois de descartá-las, pois nós as escolhemos, e elas só foram produzidas porque pessoas como nós possivelmente as comprariam. Então, não descarte suas roupas, tente consertá-las, doa-las, vendê-las.
Depois de assistir esse e outros documentários, que pretendo comentar aqui também em outros posts, mudei muito meu pensamento sobre esse consumismo desenfreado. Sobre como crescemos acreditando que uma nova compra vai nos deixar mais felizes, mas, desde que comecei a pesquisar mais sobre o tema, o inverso tem acontecido: cada vez que eu vou ao shopping e não faço nenhuma compra, me sinto mais confortável comigo mesma. Sou capaz de olhar para peças de roupas e claramente pensar que não preciso delas, porque realmente não preciso.
Se esse post conseguir fazer pelo menos uma pessoa assistir ao documentário e se interessar pelo assunto, acho que já vou ter conseguindo melhorar, um pouquinho que seja, o mundo. Vamos tentar pensar mais antes de consumir, não só pelo nosso próprio bolso, mas pela qualidade de vida de outras pessoas e gerações, além do meio ambiente. A sensação de estar se libertando desse ciclo vicioso do consumo é muito boa, eu recomendo.
Quando me assumi gay para meus pais, lá em 2002, uma das primeiras coisas que eles disseram foi que seria uma boa ideia eu visitar um psicólogo. Ser gay não era uma declaração que se fizesse tão frequentemente naquela época, ainda mais aos 15 anos e sem qualquer experiência sexual prévia. Somado ao fato de que eu era socialmente inadequado e sofria segregação por colegas da escola, meus pais queriam ter certeza absoluta de que eu não estava enganado. É assim que Danilo Leonardi, youtuber e autor com dois livros publicados começa a expressar sua opinião sobre o projeto de lei que defende que psicólogos podem utilizar de terapias para a reversão sexual em qualquer pessoa que tenha interesse. Com um ponto de vista forte e engajado para se comunicar com jovens e adolescentes do meio LGBTQ+, Danilo conversou um pouquinho com o Beco Literário sobre tudo o que já passou e como tira lições de tudo isso para sua vida e para ajudar seus fãs. Confira:
Beco Literário: Você é uma figura pública e um autor bem engajado com a causa LGBTQ+. Como isso afeta o seu cotidiano profissional ou pessoal, ao lidar com pessoas que muitas vezes são preconceituosas?
Danilo Leonardi: Eu sempre priorizo a minha segurança e a das pessoas ao meu redor. Isso significa que tento sempre conversar quando há espaço para o diálogo. Ao mesmo tempo, nem sempre isso é possível.
BL: A nossa sociedade tem um discurso de apoio aos LGBTQ+, mas na prática, são totalmente hipócritas por terem medo do diferente, do desconhecido. Você concorda? Como isso ficou visível pra você, principalmente depois da criação do Gayrotos?
DL: Vivemos em uma sociedade capitalista, em que o lucro e/ou status está muitas vezes acima dos princípios. Conforme se tornar mais seguro para as marcas e pessoas menos engajadas, tenho certeza de que apoio virá naturalmente. Até lá, estamos estruturalmente fadados à margem.
BL: Muitas pessoas comentam coisas do tipo “não sou evoluído o suficiente para estar em um relacionamento aberto”, nos seus vídeos. Como é isso pra você? Tem a ver mesmo com essa evolução em que falam?
DL: Esse discurso tem mais a ver com a ilusão de controle que as pessoas têm sobre suas vidas e as vidas das outras pessoas. Para muita gente, dar apoio significa inconscientemente aceitar que aquilo faça parte de sua vida, quando na verdade isso não faz a menor diferença.
BL: Seu intuito é conversar cada vez mais com esse público, no seu canal. Quais são os planos para o futuro dele? Tem algum spoiler de antemão?
DL: Tenho começado a dar vazão aos meus pensamentos em forma de texto, atualmente. Apesar do alcance incrível dos vídeos, a exposição traz muitos aspectos negativos para a minha vida pessoal que têm me feito refletir sobre a maneira que me exponho na internet. Estamos vivendo um hiato agora, e não temos incentivo financeiro para sair dele também. Vamos ver como a gente se sente daqui a algum tempo.
Desde cedo fui bem informado sobre o que esperar de uma consulta ao psicólogo; quais eram os códigos de ética que eles seguiam, o que poderia ou não acontecer dentro de um consultório. E um dos motivos pelos quais estive bem tranquilo, foi a garantia de que meu terapeuta teria a obrigação de reconhecer minha orientação sexual como algo natural.
BL: No seu canal vocês dão conselhos sobre situações que os inscritos passam e a maioria deles são jovens, o que você falaria pra um desses inscritos que pedisse conselho sobre procurar o suposto tratamento da cura gay?
DL: Diria que se trata de charlatanismo, uma possibilidade que já foi descartada por diversos pesquisadores sérios. Mais interessante é buscar uma maneira de viver em paz com todas as suas características.
BL: Para muitos LGBTQ+, a fase da adolescência é onde acontecem as descobertas e eles seriam os mais afetados por essa mudança na lei. Como você enxerga essa fase da vida? É realmente nela em que acontecem as maiores descobertas?
DL: Adolescentes geralmente são mais vulneráveis, por começar a desbravar o mundo sem a constante supervisão dos pais, mas ainda não terem experiência suficiente para discernir boas e más oportunidades. Individualmente, a mudança na lei pode trazer algumas experiências ruins, mas espero que nada irreversível. O maior problema é o retrocesso social que ela traz, empoderando pessoas ignorantes e homofóbicas.
BL: Qual livro você indicaria para os leitores do Beco Literário?
DL: Leiam A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Um livro profundo, repleto de críticas sociais que tendem a fazer o leitor refletir, e ao mesmo tempo de fácil leitura para todas as idades.
O Juiz falhou em observar que sua decisão prioriza a curiosidade de pesquisadores ineptos em detrimento do bem-estar das pessoas que a psicologia deveria proteger. E que por valorizar a liberdade individual, gerou um problema social que em sua ignorância não teria capacidade de prever.
Danilo Leonardi estará presente no domingo (24/09), no evento Brain Fitness, junto com o Beco Literário em Taubaté.
Vai para a segunda semana do Rock In Rio mas não sabe especificamente como chegar até o local do evento? Então se liga no nosso esquema.
Independente do lugar onde você irá se hospedar a melhor opção é sem dúvidas o transporte público. Apenas os ônibus oficiais e BRTs irão chegar até a porta do Parque Olímpico. Táxis, Ubers, ou carros particulares não conseguiram te deixar em algum ponto próximo à entrada da Cidade do Rock.
Então se prepara com a gente: todas as estações das linhas 1, 2 e 4 estarão abertas 24 horas durante os dias de evento, mas apenas para desembarque. A única estação aberta para embarque é a Jardim Oceânico, justamente a estação mais próxima do Parque Olímpico. Para chegar até ela, basta pegar um BRT que estarão na porta da Cidade Olímpica 24hrs.
Após pegar o BRT e embarcar no metrô, você desce na estação mais próximo da onde se está hospedado e seguir andando ou de táxi para o local desejado. Nós recomendamos o uso táxi para evitar que se ande de madrugada por aí, afinal, os shows terminarão tarde.
Ah! Mas não se esqueça. Para acessar o BRT e Metrô é necessário possuir um Rio Card, cartão que você recarrega para poder utilizar o transporte público. Ele é vendido em vários pontos da cidade e você pode ver onde adquirir o seu clicando aqui.
Rock In Rio Primeira Classe: Vale a pena?
O Rock In Rio Primeira Classe é uma opção que te possibilita pegar um ônibus com “maior conforto” em algum ponto da cidade e te leva até a porta da Cidade do Rock. Após o show, o ônibus te leva novamente ao mesmo ponto em que te pegou. Isso pela bagatela de R$100.
Vale a pena? Depende. Clicando aqui você confere onde serão os pontos do Primeira Classe. Se o local em que você está hospedado fica longe do ponto, certamente, não vale a pena pagar 100 reais por este benefício. Isso porque o ônibus te deixa em uma parada e o usuário tem que virar para ir até onde deseja após isso. Já que vamos ter o custo de táxi para isso (ou pique para andar), seria mais econômico fazer o trajeto de BRT/Metrô. Mas se em seu caso, o ponto fique em um lugar acessível, talvez, valha a pena o custo extra.