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Indicados ao Grammy 2020
Atualizações, Música

Grammy: Confira os principais indicados deste ano

O Grammy, uma das maiores premiações da indústria musical do mundo, revelou hoje, 20, os indicados para concorrer aos prêmios de sua 62ª edição. Em 2020, a apresentação da premiação ficará por conta de Alicia Keys, que coincidentemente (ou não!) ficou responsável pela apresentação deste ano também e foi muito elogiada pela mídia e pelo público.

As surpresas não param por aí. Lizzo foi a recordista em indicações, concorrendo a oito prêmios. Billie Eilish e Lil Nas X ficaram logo atrás e disputam com seis cada um. Ambos estão na lista de Melhor Artista Revelação. Nomes tradicionais como Beyoncé, Lady Gaga, Taylor Swift, Ariana Grande e Lana Del Rey também aparecem em algumas das categorias.

Confira aqui os indicados nas principais categorias do Grammy:

Música do ano:

“Always Remember Us This Way” – Lady Gaga
“Bad Guy” – Billie EIish
“Bring My Flowers Now” – Tanya Tucker
“Hard Place” – H.E.R
“Lover” – Taylor Swift
“Norman F***ing Rockwell” – Lana Del Rey
“Someone You Loved” – Lewis Capaldi
“Truth Hurts” – Lizzo

Gravação do ano

“Hey, Ma” – Bon Iver
“Bad Guy” – Billie EIiish
“7 Rings” – Ariana Grande
“Hard Place” – H.E.R
“Talk” – Khalid
“Old Town Road” – Lil Nas X
“Truth Hurts” – Lizzo
“Sunflower” – Post Malone & Swae Lee

Álbum do ano

“I, I” – Boniver
“Norman F***ing Rockwell” – Lana Del Rey
“When We all Fall Asleep, Where Do We Go” – Billie Eilish
“Thank U, Next” – Ariana Grande
“I Used to Know Her” – H.E.R
“7” – Lil Nas X
“Cuz I Love You)” – Lizzo
“Father on the Bride” – Vampire Weekend

Melhor Artista Revelação

Black Pumas
Billie Eilish
Lil Nas X
Lizzo
Maggie Rogers
Rosalía
Tank and the Bankas
Yola

Melhor álbum pop vocal

The Lion King: The Gift – Beyoncé
When We All Fall Asleep, Where Do We Go? – Billie Eilish
Thank U, Next – Ariana Grande
No. 6 Collaborations Project – Ed Sheeran
Lover – Taylor Swift

Melhor Performance de pop solo

“Spirit” – Beyoncé
“Bad Guy” – Billie Eilish
“7 Rings” – Ariana Grande
“Truth Hurts” – Lizzo
“You Need to Calm Down” – Taylor Swift

Melhor performance de duo/grupo pop

“Boyfriend” – Ariana Grande & Social House
“Sucker” – Jonas Brothers
“Old Town Road” – Lil Nas X featuring Billy Ray Cyrus
“Sunflower” – Post Malone & Swae Lee
“Señorita” – Shawn Mendes & Camila Cabello

Melhor videoclipe

We’ve Got to Try – The Chemical Brothers
This Land – Gary Clark Jr.
Cellophane – FKA Twigs
Old Town Road – Lil Nas X feat. Billy Ray Cyrus
Glad He’s Gone – Tove Lo

Melhor filme musical

Homecoming – Beyoncé
Remember My Name – David Crosby
Birth of the Cool – Miles Davis
Shangri-La – Vários artistas
Anima – Thom Yorke

Você pode ver a lista completa no site oficial do Grammy, clicando aqui. Lembrando que a premiação acontece no dia 26 de janeiro, com cobertura completa do Beco Literário.

eu, a vó e a boi
– Turandot (Arlete Salles) e Yolanda (Vera Holtz) vestidas iguais de baianas
Atualizações, Filmes, Novidades

Eu, a Vó e a Boi, série baseada em thread do Twitter, estreia dia 29

Uma história de inimizade de mais de 60 anos. Uma guerra declarada entre duas vizinhas capazes de tudo para prejudicar a vida uma da outra. De um lado, Turandot (Arlete Salles); do outro, Yolanda (Vera Holtz), a “Boi” – apelido dado pela primeira, ao concluir que “vaca” está fora de moda. Ninguém sabe quando tudo começou, mas já aposentadas, viúvas e, portanto, dispondo de tempo livre o suficiente nas mãos, nenhuma delas tem a menor intenção de propor um tratado de paz. Em meio a esse embate, o neto em comum, Roblou (Daniel Rangel), tenta sobreviver ao ambiente hostil onde foi criado e se agarra à única oportunidade que encontra em seu caminho: Demimur (Valentina Bulc), menina cheia de sonhos com quem descobre as alegrias e as dores do amor. É pelo seu ponto de vista, um tanto fragilizado, que o público acompanha as constantes desavenças entre as duas senhoras.

O storyline de ‘Eu, a Vó e a Boi’, apesar de nada convencional, tem como pano de fundo a vida real. Em 2017, Eduardo Hanzo decidiu compartilhar com seus seguidores no Twitter a bélica – e muitas vezes cômica – relação de inimizade entre sua avó e a vizinha dela. A história viralizou e chamou a atenção de Gloria Perez, que, assim como um grande número de internautas, achou que a postagem divertida na rede social renderia um roteiro de televisão.

Nas mãos de Miguel Falabella, a narrativa deu origem a uma série de humor ácido, com personagens alucinados e, ao mesmo tempo, absolutamente comuns. “Embora seja uma série de humor, com tipos muito inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que a avó e a Boi fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas”, revela o autor.

A trama se passa na Tudor Afogado, uma rua cinza e monocromática, inspirada no subúrbio do Rio de Janeiro. Separadas por uma vala que praticamente materializa a aura de ódio e rancor entre as vizinhas, vivem frente a frente as famílias das duas. Por ali, ninguém escapa ileso dos boicotes diários praticados pelas matriarcas. Quando Norma (Danielle Winits) e Montgomery (Marco Luque), filhos das rivais, se apaixonam perdidamente, tudo parece sentenciado ao caos eterno. Nem mesmo o nascimento dos netos Roblou e Matdilou (Matheus Braga) abre uma trégua entre as duas senhoras.

Ao longo de 12 episódios, os personagens surgem em cena com reações e atitudes que beiram o absurdo. “São todos alucinados, com relações alucinadas. Na série não há uma cronologia muito rígida. São fatias de emoção. Os personagens reagem aos estímulos das situações propostas. É como se fosse a toca do coelho da Alice, em que a gente mergulha e vai viver um universo paralelo”, explica o diretor artístico Paulo Silvestrini.

‘Eu, a Vó e a Boi’ é uma série original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo. Criada e escrita por Miguel Falabella, com Flávio Marinho e Ana Quintana, a partir de uma ideia original de Eduardo Hanzo, a obra tem direção artística de Paulo Silvestrini e direção de Mariana Richard.

A casa da vó

Turandot, já aposentada e viúva, tem na vida uma única motivação: atrapalhar tanto quanto for possível cada um dos dias de sua arqui-inimiga Yolanda, que – ela jura – roubou todos os seus namorados da juventude. Em sua casa, onde mora com as duas filhas, Celeste (Giovana Zotti) e Norma (Danielle Winits), e com o neto Roblou, ela é a dona da primeira e da última palavra. E ai daqueles que ousarem contrariá-la: para estes, a fama de grande atiradora é zelada constantemente.

Sua mais recente determinação é vencer a eleição e tomar da Boi o posto de presidente da associação de moradores. O motivo da candidatura, segundo ela, é conseguir dar andamento às obras de cobertura da vala com esgoto a céu aberto que divide ao meio a rua Tudor Afogado. Mas todos sabem que este é só pretexto para tirar tudo o que pode de sua rival. “A Turandot é uma mulher que, infelizmente, escolheu como sentimentos condutores da vida dela o ódio e o rancor. Ela não é uma mãe feliz, não é uma mulher feliz, não foi uma amante feliz. Como intérprete, é uma alegria porque esse é um grande personagem” conta a atriz Arlete Salles.

Celeste é quem mais sofre com as loucuras da mãe. Há 25 anos, a ascensorista é noiva de Cabello (Edgar Bustamante), o dono da Cabello Lanches. Mas, no que depender do comerciante, os sonhos de casamento não têm data para serem concretizados. Não bastasse toda a frustração, ela ainda é lembrada diariamente pela própria mãe de que sua vida e seus planos, há muito, estão falidos.

Norma também não teve sucesso na vida amorosa. Escolheu casar-se justamente com o filho da inimiga de Turandot, Montgomery (Marco Luque), com quem teve dois filhos – Roblou e Matdilou. Sempre foi perdidamente apaixonada por ele, enfrentando até mesmo toda a torcida contra o relacionamento. Quando os meninos ainda eram crianças, foi abandonada pelo marido e, dez anos depois, ainda vive sob o efeito dos remédios que toma para esquecer que um dia foi feliz ao lado do amado. Seu refúgio é a boate Mona de Ekê, onde trabalha como recepcionista e, em meio a muita purpurina, lantejoulas e conversas animadas com a amiga Sapore (Adriano Tunes), esquece dos problemas.

A casa da Boi

Do outro lado da vala, exatamente na casa em frente, vive Yolanda. A atual presidente da associação de moradores da Turdor Afogado divide teto com o filho Marlon (Magno Bandarz) e o neto Matdilou, e não poupa um minuto sequer do tempo que se dedica a planejar artimanhas contra a rival. Defende os seus como uma leoa, independente do que façam.

Isto inclui o filho mais velho, Montgomery. Dez anos depois de abandonar esposa e filhos e sumir no mundo, ele volta para casa – e para debaixo das asas da mãe. A alegria da Boi ultrapassa o retorno de sua cria: a volta de Montgomery desestabiliza Norma e, consequentemente, a harmonia da casa de Turandot. Era tudo com o que poderia sonhar. “A Yolanda é a matriarca de uma família direta, sem rodeios e sem julgamentos. Eu gosto dessas personagens que não têm passado nem futuro, vivem o tempo presente, são o que são. A Boi não está nem aí. Ela não gosta da Turandot e você não sabe bem o porquê. Ela não gosta, simplesmente”, explica a atriz Vera Holtz.

Também na casa, Marlon e Matdilou são praticamente cúmplices. Um imita o que o outro faz. Marlon adora se exibir nas redes sociais como o bonitão que é, enquanto o sobrinho Matdilou se revela um ótimo filmaker com o canal “A vida interessante das pessoas”. Preocupados em se dar bem financeiramente, eles encontram um caminho em comum: o relacionamento com Sugar Mammas. No namoro de contrato, tudo é acordado entre eles e as senhoras mais velhas com as quais cada um se relaciona – Belize (Eliana Rocha) e Mary Tyler (Stella Miranda), respectivamente.

O elo ferido entre duas família

Roblou é o narrador e testemunha ocular das desavenças entre Turandot e Yolanda. O drama enfrentado pelo protagonista de apenas 18 anos é semelhante ao de muitos brasileiros: impactado e ferido pelo ambiente de ódio em que cresceu, ele faz parte dos 75% de jovens que não têm qualquer esperança no Brasil. Onde não há esperança, o que sobra?

O amor. É nele que Roblou encontra sua válvula de escape e, talvez, a única saída para colocar sua vida nos eixos. Quando Demimur volta a morar com o tio, Cabello (Edgar Bustamante) – o dono da lanchonete da vizinhança –, um sentimento arrebatador inflama seu coração, bem no dia de seu aniversário de 18 anos. A menina com quem brincava na infância agora é uma jovem bailarina, linda e encantadora. Chega como um presente. Juntos, eles vivem as emoções de uma paixão intensa, capaz de transportá-los para um universo paralelo.

A felicidade dos pombinhos só tem um grande percalço: a tão almejada carreira internacional de Demimur. Prestes a embarcar para uma competição de dança esportiva de salão na Europa, ela precisa se dividir entre a intensa rotina de treinos, conduzida pelo rigoroso professor Rosalvo Lebrão (Cleto Bacic), e os momentos ao lado de Roblou.

O protagonista de ‘Eu, a vó e a Boi’ também é o responsável pelo diálogo com um importante interlocutor: o público. Roblou quebra a quarta parede, olha para a câmera e fala diretamente com quem o assiste sobre tudo o que vê nos arredores da Tudor Afogado. “Ele é o narrador da história e, além disso, é o protagonista, está em todas as cenas. São muitos textos falados para a câmera, muita narração em off. O Roblou tem uma troca com os personagens e com o público ao mesmo tempo. Para mim, esse é o lado mais desafiador desse personagem”, revela o ator Daniel Rangel.

A vizinhança da Tudor Afogado

Ponto de encontro oficial dos moradores, a Cabello Lanches é um recorrente palco para as tensões entre Turandot e Yolanda. Quando não estão se estranhando de suas casas, frente a frente, é ali que as senhoras acabam tecendo grandes embates. Cabello, o eterno noivo de Celeste, é o proprietário do estabelecimento – o que põe a todos em posição de alerta com os lanches servidos no local, que têm a fama de serem servidos com uma amostra dos fios capilares do dono. O único funcionário é Dimundo (Alexandre Barbalho), que sempre tem na ponta da língua um comentário inoportuno sobre a vida dos clientes.

Em frente à lanchonete fica o brechó de Orlando (Otávio Augusto). Mesmo entulhado de itens de colecionador, nunca se teve notícia da venda de qualquer objeto. Isso levanta a suspeita de todos, inclusive da detetive Ardósia Rocha (Alessandra Maestrini), mais conhecida como Seu Rocha, que está sempre atenta à movimentação do local. E o antiquário não é o único motivo das visitas da policial à região. Perdidamente apaixonada por Norma, a detetive está sempre a postos para qualquer chamado por ali – inclusive vindo da amada, com quem também mantém uma bonita relação de amizade.

A volta de Montgomery para a casa da mãe também estaciona na Tudor Afogado um trailer. É nele que o filho da Boi vende as empanadas feitas por sua nova esposa, a venezuelana Milagros (Paula Cohen). A chegada dos dois preocupa não só o comércio local como também a família de Turandot, já que trata-se do mesmo trailer comprado por Montgomery com o dinheiro da sogra. E o mesmo veículo com o qual abandonou Norma, dez anos antes.

O palco de um universo fabular

Para que a história e as atitudes dos personagens de ‘Eu, a vó e a Boi’ fossem o maior destaque da série, foi preparada uma cidade cenográfica com ares de palco. Construída especialmente para o projeto, ela tem 2.325 metros quadrados inteiramente monocromáticos. Todas as casas e estabelecimentos montados no local são cinzas do lado de fora.

“A série tem um universo não-realista, com relações extremadas entre os personagens e, por isso, eu queria que tivesse algo de teatral no tom. A cidade cenográfica monocromática cria esse ambiente. Uma vez que o ambiente é cenográfico, como um palco de teatro, você se distancia da realidade imediatamente. Ela é feita para que tudo seja verdade ali porque, em outro lugar, não seria”, explica o diretor Paulo Silvestrini.

Bem no meio da cidade cresce uma vala que divide a rua Tudor Afogado. Na série, ela personifica a tensão entre Turandot e Yolanda, e é tão presente e atuante na trama como qualquer outro personagem. “Para nós, esse foi o item mais difícil de entender e projetar. Parece que é um buraco simples, mas não é. Ele é todo estruturado por dentro porque alguns personagens caem na vala e são filmados dentro dela”, detalha a cenógrafa Marcia Inoue.

O universo não-realista de ‘Eu, a Vó e a Boi’ é composto por exageros divertidos e momentos que beiram o surreal. A monocromia do exterior das casas contrasta com o colorido de seus interiores, que seguem a mesma paleta de cores de cada um de seus habitantes, diferenciando o “campo de guerra” do lugar de paz e liberdade dos personagens. E essas foram as características que a Produção de Arte adotou como linguagem principal. Todos os objetos foram garimpados um por um, e são uma mistura de itens de antiquários e brechós com artigos kitsch e de lojas modernas, resguardando o cuidado de não transformarem os ambientes em cenários de época. “Os cenários são como pequenos relicários, remetendo a muita vivência e lembranças, e com misturas e cores contrastando com o cinza e o vazio da cidade cenográfica, onde habitam os personagens. Assim representamos o complexo universo interior de cada um, cheios de segredos e mistérios, alegrias e tristezas, e, ao mesmo tempo, blindados por máscaras sociais”, revela a produtora de arte Carolina Pierazzo.

Carolina também detalha os elementos que diferenciam as casas – e o temperamento – das famílias de Turandot e Yolanda: “Turandot tem o vermelho como cor principal. É a cor da paixão, da intensidade, dos afetos, representante das duas filhas românticas e sonhadoras. As linhas da arquitetura da casa e do mobiliário são curvas como as linhas femininas. É uma casa viva, que tem sempre comida no fogão e um café fresco servido na mesa. Já na casa de Yolanda as linhas são retas. É um ambiente mais sóbrio, menos organizado. A paleta em tons de azul contrasta com o tom amadeirado dos mais de 40 porta-retratos antigos de família que preenchem uma parede inteira da sala, quase se transformando em um papel de parede texturizado. O acúmulo, ali, é memória”.

O trabalho das equipes de Arte e Cenografia foi complementado pelo de outras duas áreas: Efeitos Especiais e Efeitos Visuais. Os primeiros planejaram diferentes efeitos físicos para a cidade, como esguichos de água nos bueiros, sacadas móveis capazes de serem derrubadas em cena e a simulação de curto-circuitos em postes. E também um grande desafio: uma reprodução em maquete da rua Tudor Afogado e sua vala, com sete metros de comprimento, feita para facilitar alguns takes de câmera. “A série baseia-se muito na complexidade dos personagens e da relação entre eles. E isso, no desenrolar da história, cria situações em que a cidade literalmente colapsa. E nós preparamos toda a base desse colapso”, conta Renato Lopes, responsável pela área.

Já o time de Efeitos Visuais, comandado por Léo Faria, reproduziu graficamente, em 3D, todo o exterior das casas e estabelecimentos da cidade cenográfica. O trabalho ajudou a criar o efeito de gamificação que permite oferecer ao público pontos de vista diferentes dos tradicionais. Como se um joystick movimentasse as câmeras por todos os ângulos possíveis, transportando o público para dentro da cena. “Pensamos muito em tudo que poderíamos propor em termos de diferentes movimentos de câmera ao Paulo Silvestrini, que nos fez essa encomenda. Para as passagens de tempo, por exemplo, optamos por um enquadramento virtual estático, como uma foto”, revela Faria.

A explosão de cores de um universo monocromático

Dando vida a um universo cinza, os personagens. Os figurinos assinados por Cao Albuquerque têm, para cada um, uma cor diferente. Juntos na rua Tudor Afogado, eles são uma explosão multicolorida. Para Turandot e Yolanda as referências foram as divas dos anos 1950 e as grandes rivais do cinema clássico, como Bette Davis e Joan Crawford. “Elas se parecem no visual, mas passeiam por cores distintas. Uma nunca tem a cor da outra. Enquanto Turandot tem um bloco de cor vinho, Yolanda traz o azul marinho”, descreve o figurinista. Já o protagonista Roblou tem uma pegada mais nerd no visual, refletindo sua afinidade com os muitos livros que têm dentre os seus pertences. Suas roupas flertam com o estilo do personagem Harry Potter, sempre em tons azul-esverdeados.

Assim como o trio protagonista, cada um dos demais personagens tem sua cor predominante. A licença poética para fugir desse padrão é Norma. Por trabalhar em uma boate, único lugar da série onde todos se sentem à vontade para serem, livremente, o que quiserem, a personagem abusa de diferentes cores e adereços com um figurino que acompanha seu humor, seja dentro ou fora da Mona de Ekê. “Ela é Beyoncé, Cher, Tina Turner. Um mix de referências dos clipes musicais dos anos 1980 e 1990”, pontua Cao.

São mais de 35 perucas dentre os itens de caracterização. Grande parte delas pertencente a Norma. “Ela foi o nosso parque de diversões. Sempre que tivemos a oportunidade, mudamos a cor e o corte dos cabelos de Norma. Ela é uma mulher livre e isso transparece no seu visual”, conta Dayse Teixeira. A caracterizadora ainda aponta a grande surpresa da equipe: o personagem Cabello. Na trama, ele é dono de uma vasta cabeleira com fios na altura dos ombros. Mas não é peruca e, sim, o próprio cabelo de seu intérprete, Edgard Bustamante. Em determinado momento da história, Cabello têm os fios cortados por Celeste. “Pensamos que teríamos que simular a careca do personagem. Mas, quando soube do corte de cabelo, o Edgar topou na hora. O cabelo real dele é cortado em cena”, revela Dayse.

tarô
Atualizações

Tarô: Veja os conselhos para o seu signo em novembro

O tarô é um oráculo muito utilizado para previsões e aconselhamentos ao redor do mundo há muitos anos. Sem relação com nenhuma religião, é bastante procurado pelas pessoas mas poucas levam sua leitura com seriedade e fugindo da charlatanice. É possível estudar o tarô e seus arquétipos de maneira séria para acessar a mente do consulente e poder aconselhar nas mais variadas áreas da vida.

Todas as semanas publico em meu Instagram (@gabucamacho), uma jogo com cartas para meus seguidores escolherem e terem um aconselhamento para a semana em alguma área da vida. Buscando ampliar esses conhecimentos, buscarei postar todos os meses os conselhos mais completos para os signos do zodíaco por aqui também. Vamos lá?

Conselhos do tarô para os signos de fogo

Áries, Leão e Sagitário – Três de Paus, Rei de Paus, A Justiça

Há um bom início de uma atividade promissora na sua vida, mas tome cuidado com alguns desfalques e traições. Você já fez muito, mas ainda há muito mais por vir, pela frente. Você precisa parar e se planejar para poder continuar na direção certa. Pode ter o apoio de um homem honesto e determinado na sua vida, mas quem precisa realizar as coisas é você. É um bom momento para aproveitar ajudas e criar algo. Busque o equilíbrio em tudo na sua vida, só assim você obterá bons resultados. Mas não se torne frio ou muito severo.

Conselhos do tarô para os signos de terra

Touro, Virgem e Capricórnio – Rei de Espadas, Carro, Sol

É um jogo bem voltado para as questões do intelecto e pode ter a representação de alguém ativo e ambicioso na vida, que pode ser você ou alguém próximo que pode te auxiliar nas questões do intelecto. Se for uma pessoa de fora, ela tem uma mente aguçada e não confia em qualquer um, mas pode te ajudar bastante nas suas tarefas e em bons conselhos. Tenha mais vontade nos seus empreendimentos, coloque metas e cuidado com a falta de controle. Peça conselhos, direcione sua vida para a vitória, porque ela é certa com o Sol no seu jogo, que fala de esforços compartilhados e realização. Não se torne muito vaidoso ou exibicionista.

Conselhos do tarô para os signos de ar

Gêmeos, Libra, Aquário – Nove de Ouros, Três de Espadas e Rainha de Copas

Jogo bem diversificado que começa pelo ramo material. Um sonho seu pode estar próximo de se realizar, tendo em vista essa maré de muita sorte financeira. Tome cuidado com o oportunismo, e tenha certeza que você está remando em direção as suas metas. Nada vem de mão beijada na vida, nem com toda sorte do mundo. É um momento de emoções tempestuosas, pode ocorrer um abalo na família com a volta de antigas cicatrizes e erros repetidos do passado. Cuidado com esses erros. Pode haver uma separação na sua vida, por distância ou outros motivos. Aproveite as ajudas que estão próximas de você mas saiba dosar. Confie, desconfiando.

Conselhos do tarô para os signos de água

Câncer, Escorpião e Peixes

Como é o mês de escorpião, fiz um jogo mais completo para homenagear os signos de água e toda a sua inconstância. É um jogo diversificado, mas me espantaria se não fosse. É um momento de pausa e expectativa, em que você se sente ameaçado sem que haja uma razão aparente. Pode ser o inferno astral de uns, mas não é hora de parar ou desistir, apenas recarregar as forças. Tenha determinação, porque todos os seus esforços e paciência serão bem recompensados. É um bom momento para notícias boas de situação financeira, desde que você continue planejando seu futuro. É uma boa hora para compra e venda de aplicações. Tome cuidado com o medo que não te deixa seguir em frente, veja as questões com clareza porque você está estagnado apenas por medo, que já vem de algum tempo na sua vida.

Lembrando que as previsões do tarô são genéricas e podem mudar a todo momento. Elas só mostram um caminho dos milhares de outros que você pode seguir, quem escreve seu futuro e sua vida, acima de tudo, é você mesmo. Para uma consulta mais específica, de acordo com a sua vida, entre em contato conosco!

Vale Influenciadores
Atualizações, Cultura

Vale Influenciadores Remember: É amanhã!

O Vale Influenciadores Remember, terceira edição do principal evento de influenciadores digitais do Vale do Paraíba acontece amanhã (09), das 9h30 às 12h30 na Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (R. Quinze de Novembro, 99 – Centro), em São José dos Campos.

O evento é organizado pelo Beco Literário em parceria com o Estante LZ e agora conta com o apoio integral da Biblioteca Pública, além do patrocínio do Grupo Maxi Água, da Prazer, Gabrik, da Pet Memorial, do Mercado Candelária, da Luluzinha Festas e Luluzinha Casa na Praia, da Lux Sala de Estudos, da Faro Editorial e da Galeria na Rua.

Apresentado tradicionalmente pelo Gabu Camacho, fundador do Beco Literário e pela Letícia Zucco, idealizadora do Estante LZ, os convidados especiais desse ano são Léo Alves, Higor Magela, Luana Helena, Ma Morais e Gabi Ferreira, todos influenciadores digitais dos variados nichos.

Começando pontualmente às 9h30, o Vale será dividido em dois momentos principais: a mesa redonda e o café com networking, segundo o cronograma abaixo:

Programação do Vale Influenciadores Remember

9h30: Apresentação do evento e início da mesa redonda
9h50: Fechamento da entrada para o evento – não haverá a possibilidade de entrar após esse horário
10h20: Pausa para sorteio e patrocinadores
10h30: Abertura de microfone para a platéia
11h: Pausa para sorteio e patrocinadores
11h10: Abertura de microfone para a platéia
11h30: Pausa para sorteio e patrocinadores
11h40: Início do café com networking e espaço para fotos
12h30: Fim do evento.

Para participar, é necessário se cadastrar clicando aqui, e levar 1 kg de ração para cães ou gatos, para ajudar as ONGs parceiras do evento. Haverá transmissão ao vivo nas páginas do Facebook e cobertura em tempo real no Instagram.

Lembrando que o cadastro é obrigatório e não garante lugar. Para garantir o seu, se programe para chegar mais cedo no local.

Lista de livros para vestibular
Atualizações, Livros

Vestibular: Lista definitiva de livros e análises para as provas

O vestibular é uma das épocas mais estressantes da vida de um estudante. Todas as matérias, ao mesmo tempo, em uma prova que dizem que vai definir a sua vida. Por isso, para aliviar um pouco esse fardo das suas costas, nós do Beco Literário preparamos uma lista com os principais livros divulgados para cada um dos vestibulares mais importantes do país. Alguns deles, já tem análise feita por professores de literatura postadas aqui no site. Olha só:

Livros para vestibular 2020

Universidade de Taubaté – Unitau

  • Coração, cabeça e estômago (Camilo Castelo Branco)
  • Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)
  • Memorial de Aires (Machado de Assis)
  • Primeiras estórias (João Guimarães Rosa)
  • Laços de Família (Clarice Lispector)
  • Nós matamos o cão tinhoso (Luis Bernardo Honwana)
  • Hibisco roxo (Chimamanda Nzozie Adichie)
  • Poemas negros (Jorge de Lima)
  • Toda poesia (Paulo Leminski)

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

  • Claro enigma (Carlos Drummond de Andrade)
  • Iracema (José de Alencar)
  • Mayombe (Pepetela)
  • O guardador de rebanhos (Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa)
  • Sagarana (João Guimarães Rosa)

Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC-PR

  • Estrela da vida inteira (Manuel Bandeira)
  • O Auto da compadecida (Ariano Suassuna)
  • Relato de um certo oriente (Milton Hatoum)

Universidade de São Paulo – USP/Fuvest

  • Poemas Escolhidos (Gregório de Matos)
  • Quincas Borba (Machado de Assis)
  • Claro Enigma (Carlos Drummond de Andrade)
  • Angústia (Graciliano Ramos)
  • A Relíquia (Eça de Queirós)
  • Mayombe (Pepetela)
  • Sagarana (Guimarães Rosa)
  • O Cortiço (Aluísio Azevedo)
  • Minha Vida de Menina (Helena Morley)

Associação Catarinense das Fundações Educacionais – ACAFE

  • Quarto de despejo: diário de uma favelada (Carolina Maria de Jesus)
  • Capitães da areia (Jorge Amado)
  • Melhores contos de Lygia Fagundes Telles (Editora Global)
  • Cemitério dos vivos (Lima Barreto)
  • Os milagres do cão Jerônimo (Péricles Prade)

Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc

  • O conto da mulher brasileira (Edla van Steen)
  • Cemitério dos Vivos (Lima Barreto)
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
  • Melhores Poemas (Paulo Leminski)
  • Os milagres do cão Jerônimo (Péricles Prade)

Universidade Estadual Do Sudoeste Da Bahia – UESB

  • A farsa de Inês Pereira (Gil Vicente)
  • Anésia Cauaçu (Domingos Ailton)
  • A audácia dessa mulher (Ana Maria Machado)
  • Olhos d’água (Conceição Evaristo)

Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG

  • Vidas Secas (Graciliano Ramos)
  • Obra completa de Murilo Rubião
  • Vestido de noiva (Nelson Rodrigues)
  • Toda poesia (Paulo Leminski)
  • Quarto de despejo (Carolina Maria de Jesus)

Universidade Federal do Paraná – UFPR

  • O Uraguai (Basílio da Gama)
  • Últimos Cantos (Gonçalves Dias)
  • Casa de Pensão (Aluísio de Azevedo)
  • Clara dos Anjos (Lima Barreto)
  • Sagarana (Guimarães Rosa)
  • Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto)
  • Nove Noites (Bernardo Carvalho)
  • Relato de um certo oriente (Miltom Hatoum)

Universidade Estadual do Paraná – Unespar

  • Iracema (José de Alencar)
  • Lira dos 20 Anos (Álvares de Azevedo)
  • Sagarana (Guimarães Rosa)
  • Pau Brasil (Oswald de Andrade)
  • O Filho Eterno (Cristóvão Tezza)

Insituto Técnico de Aeronáutica – ITA

  • O Alienista (Machado de Assis)
  • A Hora e Vez de Augusto Matraga (Guimarães Rosa)
  • São Bernardo (Graciliano Ramos)

Universidade de Passo Fundo – UPF

  • Lucíola (José de Alencar)
  • Alguma Poesia (Carlos Drummond de Andrade)
  • O cavalo cego (Josué Guimarães)
  • Poemas da recordação e outros movimentos (Conceição Evaristo)
  • Álbum de família (Nelson Rodrigues)
  • Machado (Silviano Santiago)

Cásper Líbero

  • Quincas Borba (Machado de Assis)
  • Sagarana (Guimarães Rosa)
  • Minha Vida de Menina (Helena Morley)

Universidade Estadual de Londrina – UEL

  • A hora da estrela (Clarice Lispector)
  • Alguma poesia (Carlos Drummond de Andrade)
  • Vozes anoitecidas (Mia Couto)
  • Amor de perdição (Camilo Castelo Branco)
  • Clara dos Anjos (Lima Barreto)
  • Comédia para se ler na escola (Luis Fernando Veríssimo)
  • O demônio familiar (José de Alencar)
  • O filho eterno (Cristovão Tezza)
  • Poemas escolhidos de Gregório de Matos (Gregório de Matos)
  • Quarenta dias (Maria Valéria Rezende)
Estreias de novembro no cinema e na Netflix
Atualizações

Estreias de novembro no cinema e na Netflix

Novembro finalmente deu início a temporada de fim de ano e com ela vem MUITOS LANÇAMENTOS que estávamos morrendo de ansiedade para conhecer. Confira nossa lista com todas as estreias de novembro no cinema e na Netflix:

Estreias de novembro no cinema

07 de novembro

  • Doutor Sono
  • Parasita
  • Bate Coração
  • Link Perdido
  • Cadê você, Bernadette?
  • Meu amigo Fela
  • Ventos para a liberdade
  • O Relatório
  • Mama Colonel
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14 de novembro

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21 de novembro

  • A Vida Invisível
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28 de novembro

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  • A Resistência de Inga
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Estreias de novembro na Netflix

  • Hache (01/11/2019)
  • Atypical: Temporada 3 (01/11/2019)
  • Nós Somos a Onda (01/11/2019)
  • The End of the F***ing World: Temporada 2 (05/11/2019)
  • Greenleaf: Temporada 4 (06/11/2019)
  • Grandes Momentos da Segunda Guerra em Cores (08/11/2019)
  • Brinquedos que Marcam Época: Temporada 3 (15/11/2019)
  • The Crown: Temporada 3 (17/11/2019)
  • Ninguém Tá Olhando (22/11/2019)
  • Alto Mar: Temporada 2 (22/11/2019)
  • NarcoWorld – Histórias do Tráfico (22/11/2019)
  • Feliz Natal e Tal (28/11/2019)
  • American Son (01/11/2019)
  • O Rei (01/11/2019)
  • Resgate do Coração (01/11/2019)
  • Drive (01/11/2019)
  • Comer Rezar Amar (01/11/2019)
  • Deixe a Neve Cair (08/11/2019)
  • Paradise Beach (08/11/2019)
  • Baywatch (09/11/2019)
  • Velozes e Furiosos 8 (11/11/2019)
  • Nada a Perder 2 (15/11/2019)
  • Klaus (15/11/2019)
  • Pássaro do Oriente (15/11/2019)
  • Um Passado de Presente (21/11/2019)
  • O Irlandês (27/11/2019)
  • O Natal Está no Ar (28/11/2019)
  • Arctic Dogs (29/11/2019)
  • Atlantique (29/11/2019)
Vale Influenciadores Remember - Influenciadores Digitais
Atualizações

Edição de evento de influenciadores digitais aposta em “remember”

O “Vale Influenciadores Remember”, edição especial do evento mais importante de networking entre influenciadores digitais e profissionais de mídia da RMVale acontecerá no sábado, 09 de novembro, no auditório da Biblioteca Pública Cassiano Ricardo, em São José dos Campos, das 9h30 às 12h30.

O evento, organizado pelo Beco Literário e pelo Estante LZ, apostou em coletar feedbacks dos participantes da primeira edição e adequar o formato para melhor agradar o público. “Na nossa primeira versão, passamos uma ficha perguntando a cada um dos participantes o que eles mais gostaram e o que faltou no evento, de forma que agora conseguimos melhorar e crescer”, comenta Gabu Camacho, do Beco Literário. “Depois da coleta, fizemos uma reunião para organizar tudo o que recebemos e não abrimos mão de nada na organização da edição especial”, completa Letícia Zucco, idealizadora do Estante LZ.

Neste ano, além das mudanças citadas, a organização trouxe cinco influenciadores digitais da região para um bate-papo em formato de mesa redonda, dos mais variados nichos. Gabi Ferreira (@gabiferreirablog), Ma Morais (@mamoraisblog), Higor Magela (@higormagela), Luana Helena (@sorameajuda) e Léo Alves (@leomralves). O evento será tradicionalmente mediado por Gabu Camacho (@gabucamacho) e Letícia Zucco (@estantelz).

Edições anteriores

O evento Vale Influenciadores já acontece desde 2017 com realização do Beco Literário (www.becoliterario.com) e do Estante LZ (www.estantelz.com). Em sua última edição reuniu 4 influenciadores da região do Vale do Paraíba para debater os variados assuntos da área. As inscrições ultrapassaram 300 pessoas para uma manhã cheia de conteúdo.

Inscrição

Para os interessados em participar do evento, as inscrições já estão abertas pelo link: (https://bit.ly/valeinfluenciadoresremember). A inscrição é obrigatória para participar do evento, mas o lugar é garantido por ordem de chegada. A entrada é gratuita e social, de forma que os participantes deverão levar 1 kg de ração para cães ou gatos no dia para ajudar as ONGs parceiras do evento.

Também há inscrições para quem quiser se voluntariar na organização no dia do evento (valendo atividades complementares) pelo link: (http://bit.ly/valeinfluenciadoresvoluntariado).

Vale Influenciadores Remember
Data: 09/11/2019
Horário: 9h30 às 12h30
Local: Auditório da Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (R. Quinze de Novembro, 99, entrada pela lateral na R. Sebastião Hummel)
Inscrições: Clique aqui
Valor: Grátis, com entrada social (1 kg de ração para cães ou gatos).
Voluntariado: Clique aqui
Apresentação: Gabu Camacho (@gabucamacho) e Letícia Zucco (@estantelz)
Convidados: Gabi Ferreira (@gabiferreirablog), Ma Morais (@mamoraisblog), Higor Magela (@higormagela), Luana Helena (@sorameajuda) e Léo Alves (@leomralves)

Mostra Internacional de Cinema
Atualizações, Filmes

5 filmes imperdíveis para assistir na Mostra Internacional de Cinema

Chegamos a mais um ano de Mostra Internacional de Cinema – o 43º para ser mais exata – mesmo que aos trancos e barrancos, como já é praxe. Neste ano, a 43ª Mostra Internacional de Cinema que acontece entre 17 e 30 de outubro traz uma programação de peso, mas com verba reduzida.

Entre as boas novas da edição estão a exibição de filmes brasileiros – e gratuitamente – no Theatro Municipal (18, 19 e 20 de Outubro), uma retrospectiva com 15 filmes do diretor Olivier Assays e a disponibilidade de 10 filmes da mostra na SpCine Play, plataforma de streaming gratuito da Spcine.

Com tanta oferta de filmes bacanas nesta edição da Mostra, selecionamos 5 filmes imperdíveis para você conferir:

Parasita
Ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes, o sul-coreano Parasita é uma magnífica surpresa. O filme que conta a história de uma família que dá seus pulos para pagar as contas, tem roteiro afiado e ritmo que engrandece o longa a cada sequência. Melhor filme do ano.

O Mágico de Oz
Clássico dos clássicos, o longa “O Mágico de Oz” será exibido no Vão Livre do Masp no dia 24 de Outubro. A escolha é uma homenagem a Rubens Edwald Filho, crítico de cinema que faleceu neste ano e tinha como um dos seus favoritos o filme de 1939. No Vão do Masp também serão exibidos alguns curtas de Georges Meliès.

Wasp Network
Adaptação do livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais. O filme tem produção brasileira e conta a história de um piloto cubano que se muda para Miami, deixando sua esposa para trás. O longa conta com um elenco de peso com Wagner Moura, Gael García Bernal e Penélope Cruz.

Uma Vida Invisível
Escolhido para representar o Brasil na corrida pelo próximo Oscar, o longa de Karim Aïnouz conta a história de duas irmãs que durante os anos 50 foram cruelmente separadas. “Uma Vida Invisível” levou a melhor e trouxe o prêmio Um Certo Olhar, de Cannes, para casa.

Synonyms
Mais um filme que faturou como o melhor em um grande festival. Vencedor do Urso de Ouro e Prêmio da Crítica, no Festival de Berlim, “Synonyms” fala sobre a trajetória de um jovem israelense que chega a Paris tentando deixar para trás suas origens.

43ª Mostra Internacional de Cinema
Quando: 17 a 30 de outubro de 2019
Onde: 34 salas de exibição + Circuito Gratuito, com unidades do SESC, CEU, Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes, MASP, Theatro Municipal e Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes.
Valores: Pacote de 40 ingressos: R$374
Pacote de 20 ingressos: R$220
Ingressos Individuais
Segunda a quinta: R$20 (inteira) e R$10 (meia).
Sexta a domingo: R$24 (inteira) e R$12 (meia).
Site oficial.

Jão, Anti-Herói
Atualizações, Música

Jão nos deixa tristes pra sempre com “Anti-Herói”

 

Anti-Herói, o novo álbum de Jão, pouco mais de um ano após seu álbum de estreia “Lobos” segue a mesma linha da melancolia e depressão que já estávamos acostumados mas com um pouco mais. Esperamos pelo álbum ansiosamente assim como todos vocês e, acompanhando o Jão desde o início de sua carreira, vamos compartilhar com vocês todas as nossas impressões, track by track de Anti-Herói.

Jão é o meu cantor preferido na vida, de longe. Acompanho sua carreira desde os primeiros vídeos do Youtube, que vieram seguidos dos seus primeiros singles e por fim, de Imaturo, que acabou por lançar o cantor no mainstream com seu subsequente álbum, Lobos, sucesso de vendas e de streaming em todas as plataformas. Já estivemos em mais de três shows do cantor ao redor do país e as minhas expectativas para o novo álbum estavam bem altas, principalmente depois do lançamento de Louquinho, single avulso e experimental que antecedeu Anti-Herói. Então, antes de prosseguir com essa review, saiba que minha análise foi profundamente baseada nas minhas expectativas

Anti-Herói, mais que Lobos, me faz sentir algo que não sei descrever, só sei que faz. Tem aquela pitada que deixa cada música viciante e cada verso com vontade de gritar a plenos pulmões, ao mesmo tempo em que quero ouvir sozinho no meu fone de ouvido. Esse é apenas um do misto de emoções que Jão me causou com esse lançamento.

A Última Noite, é propositalmente a primeira música de Anti-Herói. Com um pouco mais de quatro minutos e um início meio angelical, seguido por uns acordes bem calminhos, fala de uma noite para viver tudo. Uma noite pra roubar um banco, rasgar a roupa apaixonados… Uma noite depois da noite que a gente termina, o que dá a entender que é a última noite dele e do seu amado juntos, curtindo tudo o que precisam curtir após o término, antes de cada um seguir o seu rumo. Ele diz ser a melhor noite de suas vidas, no alto do prédio, e pelo fato de serem pequenos, isso é a coisa mais linda. Ao mesmo tempo em que está triste, diz ser uma noite de supernova, onde tudo começará do zero. Depois da morte vem a vida, uma noite da sua loucura que você guarda embaixo da língua. Ao mesmo tempo em que suspira pelo fim, envergonhado e chorando, implora para o amado estar do seu lado, e se beijarem para esquecer o porquê de tudo ter dado tão errado. A mais bonita das despedidas, a melhor noite das nossas vidas. O ritmo da música aumenta conforme ela avança, passando um ar como se ele estivesse desesperado para fazer tudo o que ainda não fez, não se conformando com o fim. Ainda há muita coisa pra se fazer, é preciso correr… É uma música linda, que nos passa aquela sensação de isso, corre, vai, vocês vão conseguir fazer tudo o que falta! Mas não… A única certeza que eles tem, é que fizeram tudo errado. E agora não há mais presente, nem passado, só a liberdade. A única promessa é que essa última noite será a melhor de suas vidas.

Triste Pra Sempre, vem na sequência, com um coral de crianças entoando a plenos pulmões triste pra sempre! Ele fala que queria estar bem para levar o amado para andar por aí, sendo engraçado e bem disposto. Dá a entender que esse é o primeiro dia após A Última Noite, em que ele lida com o luto e com a vontade de fazer tudo o que ainda não foi feito, se esquecendo de que o suposto relacionamento acabou. Ele diz que quer mais, que continua ligando, mas que tem um desejo de ser maior e melhor, mais bonito. Eu quero estar contente mas eu simplesmente não consigo… Eu ando pela rua e nada mais me surpreende, eu era melhor no passado do que eu sou no presente, tenho medo de ser só isso, minha vida daqui pra frente… Pô, eu não quero ser, triste pra sempre. Ele não consegue superar a perda e mesmo tentando seguir com seus dias, parece que nada mais faz sentido sem a pessoa que perdeu. O passado lhe parece muito melhor que o presente, momento de incertezas. É uma música bonitinha, com o coral de crianças que complementa alguns versos da música e com oooh oooh ao fundo. É uma música de luto, de alguém que pensa demais em algo que já passou. Ele pede ajuda, mas ninguém parece o entender. Só o amado pode salva-lo, beijando-o e fazendo-o feliz de novo. Mas parece que para isso, ele precisa ser maior, melhor e mais bonito… Precisa provar algo para merecer novamente a atenção daquele que se foi.

Enquanto me Beija, foi o primeiro single com clipe da nova era. Feito em tons de azul, com Jão tocando piano, começa já com uma vibe super melancólica. Aqui, parece que ele começa a descobrir que a pessoa que tanto amava, não o amava de volta. Teu olhar me diz eu até gosto de você, mas só gostar não faz feliz quem te adora assim até morrer, simbolizando que a pessoa que se foi era tudo para ele, e não havia reciprocidade. Jão começa então a relembrar de fatos do passado, mais uma vez, e ele revive o meme eu te chamei de amor, você me chamou de Jão. Será que seu amor estava com ele apenas pelo o que a persona Jão trouxe para sua vida e não o amava por quem ele era de verdade? Aqui, ele ainda se lamenta que tenta ser otimista, que tenta ser melhor do que estava na música anterior, mas não funcionava, porque seu amor não liga mais. Será que eu sou a melhor coisa da tua vida ou só o melhor que você conseguiu até aqui? Ele volta a lamentar sobre sua aparência no refrão, enquanto se questiona quem seu amado pensa enquanto o beija. Em um cara mais bonito da televisão? Um amor do passado? Parece que a pessoa se envolveu com ele não tendo superado um amor que já foi, e o faz se esforçar para estar cada vez melhor, mesmo sem necessidade, afinal ele é uma pessoa nova. Tento ser mais bonito e falar grosso como outros por aí, talvez seja um dos trechos mais pesados e que ainda traduza a comunidade LGBTQ+ em um geral. As pessoas ligam cada vez mais para a aparência e menos para o conteúdo em si de alguém. O clipe mostra cenas de confusão, dentro de sua cabeça, já que ele não entende mais a pessoa que estava com ele. Será que o que tiveram foi real alguma hora? Foi tudo uma ilusão? Às vezes, essa confusão o domina e o deixa perdido, mas ele consegue retomar o controle, mesmo sendo enganado. Não me conta, não me mostra, não deixe que eu perceba em quem você pensa enquanto me beija…

Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor, é uma das minhas músicas preferidas. É um pouco mais animada que as anteriores e ele assume isso na letra. Ele começa dizendo que ele fez essa música para os dois bêbados em uma festa dançando, para toda letra do Cazuza que ele decorou porque seu amado gostava e para a mãe dele, que era tão linda. Ele fez essa música para o seu amado enquanto estavam em seu auge. Eu já tinha desistido de mim, minha vida é sempre assim. Tenho a minha fama de sofredor, então não conta pra ninguém, mas essa eu fiz pro nosso amor, verso em que ele deixa claro, que apesar de sofrer muito pelas coisas, escreveu uma música feliz para o amor. O refrão é maravilhoso e super chiclete, e eu mal posso esperar pra gritar nos shows essa eu fiz pro nosso amoooooooor, oh oh oh. A letra é magnífica. Ele ainda dedica a música a avenida São João e outros lugares em que eles se beijaram, para a jaqueta jeans, blusa do Taz e todas as roupas que o amado tirou. Ele ainda cita todos os shows lotados que ele perdeu a letra porque estava pensando nele… Eu até perco o ar falando dessa música de tão linda que é. Se eu não tivesse que manter o compromisso de escrever uma resenha séria contando minha opinião, eu escreveria um texto só com “AAAAAAAA” para essa música porque nada me define mais. Da mesma forma que em A Última Noite, essa música tem um verso falando das estrelas lindas que o amado o fez ver por baixo da língua. Alô, PROERD? I think we got an issue down here. A música evolui para trechos mais tristes ao final, quando ele se lembra que o amado foi embora, já que a música é sobre a história deles e a história teve um fim. Ele então se lembra da blusa do Taz que agora está desbotada, da mãe que ficou muda no telefone e dos choros toda vez que toca Exagerado, do Cazuza. Essa eu fiz pro nosso amoooooor, oh oh oh.

Fim de Festa é definitivamente a música que traduz em grande parte a comunidade LGBTQ+ e aquelas pessoas que curtem a festa como se não houvesse um amanhã e ao final, sempre se escoram em alguém porque não aguentam mais de tanto passar mal. Eu fiquei bem puto com a audácia do fulano que foi embora de fazer isso, sinceramente. Mas ok, vamos analisar a letra. Quando a festa acabar, cê vai me procurar com teus problemas, com teu jeans, teu all star, com a tristeza no olhar, é o teu sistema, traduz exatamente o que eu disse. O amado só queria ele no final da festa, depois que a curtição já passou. Só eu sei, o tanto que me dói me entregar tão fácil e mesmo assim, vou enxugar teu olho, vou me deixar de lado e te guardar em mim. Sou teu amor de fim de festa, tua bebida mais barata, teu coração é tão gelado, meu Deus eu sou tão azarado… Ele sofre muito por ter sido deixado em segundo plano, mas mesmo assim, se coloca de lado pela outra pessoa porque precisa estar ali por ela com as decepções dela. Parece uma música sobre alguém egoísta, que segura a outra pessoa por capricho, apenas para não estar sozinha. Enquanto está na festa, rodeada de outras pessoas, está tudo bem. Quando tudo acaba, recorre para aquela pessoa do escanteio, recorre ao troco das bebidas caras para pegar a condução e encontrar com a outra pessoa, porque não tem coragem de deixa-la ir. Ao mesmo tempo, a música é sobre alguém que não percebe que está sendo usado porque está cego pela paixão. Ele fica, mesmo sendo maltratado porque tem esperanças na mudança. E a mudança não vai vir. Eu só queria ir pra casa, mas tô cuidando de você, meu Deus o que eu fiz pra merecer, o teu amor de fim de festa… Sei, é sempre assim, eu só sirvo pro fim da tua glória… Você chama a atenção, mas um a um eles vão, todos embora é o trecho mais forte da música e que exemplifica exatamente o que eu disse ali em cima. Talvez seja a música mais triste e solitária de todo o Anti-Herói, porque não há aquele sofrimento que a gente entende pelo fim do relacionamento, pelo luto, há somente a ilusão, a certeza de que se está sendo passado para trás, mas a prisão de não conseguir escapar daquilo. Ele está refém dos seus próprios sentimentos.

Barcelona começa uma nova onda de felicidade em Anti-Herói. Seria uma viagem para tentar superar o ex? Mergulhei e era água fria, meu Deus que mania de me afogar. Supliquei a Sagrada Família que tivesse piedade, pr’eu poder me salvar. Ele percebe que estava sendo passado para trás, ao mesmo tempo em que tenta seguir em frente, tenta se salvar da prisão em que estava. É uma música que começa a trazer um pouco de sensualidade para o álbum, principalmente com o trecho me lambeu feito sorvete no verão Mediterrâneo feito a imagem de um deus ou um santo italiano, me deixou em carne vive, vivo dentro da chacina dos teus montes de amores, Barcelona… Gente! Ao mesmo tempo que parece um flashback, parecem novas experiências que ele busca em novos locais (Barcelona, hm?). Ele diz que está sem amor, como alguém que conheceu o sublime e voltou a chatice de ser humano, ou seja, ele conheceu o amor e voltou para o mundo mundano. Ele ainda cita alguns nomes em espanhol, SETE, que eu não entendo nada, pois, tenho um bloqueio descomunal para espanhol (obrigado por essa, Jão), mas guarda essa informação porque ela vai ser importante no final da análise. Vi essa teoria inclusive em um grupo de fãs que participo. É uma música meio dançante e tem um final que complementa a sensualidade do início, como se fosse um canto de alguém que precisa desesperadamente de alguém que o ame. Barcelona, diz que me ama!

Você Vai Me Destruir, parece vinda de alguém que está aprendendo a gostar de outra pessoa de novo, depois de todas as desgraças, ao mesmo tempo em que parece uma volta no tempo de quando o relacionamento estava no início. É muito gostosa de ouvir e também tem uma letra que eu amo cantar junto. Tua boca na minha é a minha desgraça, teu peito no meu só bate, arregaça. Eu quero você e você disfarça com essa cara que, vai me destruir. Pensando bem, conforme a música avança, acredito que seja mesmo uma volta no tempo, porque traz uma pitada de ódio, de alguém que pode estar começando a superar. Você não ama ninguém, nem me deixa ir além, eu tenho medo de te perguntar o que a gente é, você abala minha fé… Então viu, vê se me deixa ir, eu continuo aqui, você vai me destruir, verso que complementa aquilo que comentei em Fim de Festa. Ele finalmente parece perceber que precisa seguir em frente, por ele, e que precisa se libertar dessa prisão em que esteve por todo esse tempo. Me deixa ir, me deixa ir, me deixa ir… Me deixa ir, me deixa ir é entoado durante uma grande parte da música, como se ele implorasse para ser libertado, já que ele se entrega e não recebe nada de volta, porque a outra pessoa não ama ninguém e não o deixa seguir em frente. Puro egoísmo. Então viu, vê se me deixa ir, eu continuo aqui, como se ao mesmo tempo em que ele precisasse ir, ele deixasse claro “se mudar de ideia, eu ainda estou aqui”. Não tenham medo de perguntar sobre o relacionamento de vocês e não deixem o outro preso, pelo amor de tudo!

VSF é a minha música preferida. Eu já disse isso em alguma outra? Se sim, saiba que é impossível ter só uma preferida. Acho que eu já gostava mais dela desde que vi a lista de músicas de Anti-Herói. Começa um pouco mais animada que as anteriores também, mas a letra é um lamento e uma libertação. Na frente dos seus amigos, você solta minha mão, se perguntam ‘cês estão juntos’, é claro que não… Denuncia sem me ver, num riso tão desajeitado, eu sou bom pra tua cama mas não pro teu lado é a parte de denúncia misturada com lamento, por alguém que agora percebe que foi feito de trouxa pela outra pessoa, mas aí vem a parte boa da música, em que começamos a ver a tão sonhada superação: E eu nem vejo graça mas no seu sorriso, meu peito não bate mais como era antes, e a vida nunca fez tanto sentido, de perto vejo que éramos distantes… ENTÃO VAI SE FUDER! Você e o seu rostinho lindo, volta e vai viver, com todos os teus amigos ricos, eu me esforcei bastante pra desapegar e fiquei muito tempo onde você tá, mas agora eu não sinto mais a dor, então vai se fuder, você, meu grande amor. Olha, pra gente que sofreu o álbum inteiro com as dores do Jão, querendo morrer de raiva com o fulano que o fez de trouxa, ouvir essa música é libertador, além de ser um hino pra todo mundo que já foi trouxa na vida pelo menos uma vez, né? Percebemos que ele não superou totalmente, mas está no caminho certo. Agora ele já percebe e consegue ver a vida com seus próprios olhos e retomar o sentido dela, e a pessoa permanece na mesma. Me devolve o que eu te dei, o meu amor e o meu tempo, você tem prioridades mas eu tenho sentimentos, dessas brigas meu corpo até que sente falta, mas tenho me acostumado a não te ter de volta, AI EU NÃO CONSIGO EXPRESSAR SEM CAPS LOCK o tanto que amei ler esses versos. Finalmente deixou de ser trouxa, GRAÇAS A TODOS OS DEUSES! Imagina só a cara da pessoa para quem todas essas músicas são destinadas? Achou que estava na pior? Só risos quando chega em VSF. A música se encaminha pro fim com um coro de eu não vou mais chorar, eu não vou mais chorar… Porque daqui pra frente é uma nova vida! Os esforços não foram suficientes pra você, então VSF! A música finaliza com sorrisos que se transformam em um choro, mostrando a bipolaridade que é o processo de superação. Mas continua assim que você consegue, Jão!

Hotel San Diego eu vou ser obrigado a dizer de novo que é a minha música preferida porque o tanto que eu já ouvi, provavelmente vai fazer a música bater recordes no Youtube. Enigmática, sensual e considerada música de strip tease por vários fãs nos grupos. Ainda há quem disse que se trata de uma suruba pós término de relacionamento. E eu fico no meio de todas essas teorias com a minha cabeça explodindo. Ela já começa meio Crazy in Love da Beyoncé, que o Jão costumava cantar antes, o que me deixou muito feliz, porque ele canta bem esse ritmo (que nem sei o nome, mas amo). E os melhores da cidade em sua melhor versão encontram seu destino num carpete azul no chão… Amontoados no meu carro caro por vaidade, a cidade fala mal querendo fazer parte, que culpa a gente tem de ser bonito e ter pouca idade? No elevador, sem jeito e sem medo, sete bocas com sete segredos no quarto sete do Hotel San Diego… Pele na boca vocês fazem bem, rindo sem roupa e sem amar ninguém… No escuro eu te vejo tão bem. Já é o suficiente pra você também achar que a música é sobre um surubão? Lembra que eu disse que em Barcelona ele citava sete nomes? Pois bem, na mesma música, ele diz que San Diego os abriga. E agora joga essa bomba na gente de sete bocas com sete segredos no carpete azul do chão. Eu tô surtando com as teorias, sinceramente, mas a música é incrível. Achou que Jão era só pra sofrência? Jurou! Os acordes dessa música fazem com que ela pudesse estar facilmente na trilha sonora de Cinquenta Tons. Não nego que eu queria. Cada um libera aqui as dores que estão presas, a loucura cai melhor ao corpo que a cabeça, eu já nem lembro de você olhando pra essa luz vermelha, é o melhor trecho da música pra mim. Sete pessoas precisando liberar suas dores? Uma loucura de fim de semana que faz a cabeça esquecer de tudo? Pois é! Tudo resolvido na suruba do Hotel San Diego. Esse é o tipo de música que precisa ser sentida com a letra, por isso eu só escrevi surtos sobre ela. Simplesmente não tem como opinar, só sentir. Ouve e depois vem me falar se você concorda.

O álbum termina com uma faixa de voz intitulada como 🙁 que é uma música chamada de Anti-Herói ou Me Desculpa, gravada de forma acústica, Jão e violão, como se fosse um áudio do Whatsapp. Nela, ele diz que as melodias são tão vazias longes dos escritos do amado, e que juntos eles eram os artistas favoritos deles mesmos. Se eu me perdi em outros lábios, foi pra te prender me odiando… Será que ele se arrepende de tudo o que fez e ainda quer voltar para o amado ou esse foi agora ou momento de recaída? Será que ele traiu o amado e se arrependeu depois? Foi um grito, ainda te espero, pra escrever latino-americano. Eu tento mas nunca me lembro do que eu era antes de você, e se antes de dezembro eu sabia me reconhecer, e se eu não gostar de mim, e se eu for mesmo tão pequeno? Eu não devia questionar… Me desculpa mesmo. É uma música bem pessoal, que traz itens um pouco desconexos para nós que não conhecemos a história por trás. Ele agora tem medo de ser pequeno, tem medo de que tudo o que o amado disse sobre ele, ser de fato, verdade. É uma música bem triste, melancólica e que pode te deixar triste também, então cuidado com o gatilho. Uma noite no alto de um prédio, vendo a cidade por cima, você disse a gente aprende a voar na decida. E você foi tão mais alto e eu fiquei com o que dói. Em queda livre eu sou mesmo, um anti-herói… Um anti-herói… Um anti-herói, são os trechos que encerram a música e o álbum, complementando A Última Noite. 

Essas não foram as minhas impressões logo de cara do álbum, surgiram depois de ouvir repetidamente, de ler teorias de fãs nos grupos e de conversar com a Grazi, minha amiga que também é fã dessas doidas, como eu. Não me responsabilizo se tudo o que eu escrevi não servir mais daqui umas semanas, porque minhas percepções mudam cada vez que eu escuto e eu tenho ouvido SÓ esse álbum repetidamente, over and over again.

De qualquer forma, vale a pena dar uma chance para Jão se você ainda não deu. Eu sigo aguardando os shows da nova turnê em São José dos Campos pra cantar essas novas e surtar com Anti-Herói. Escute o álbum no Youtube.

Atualizações, Colunas, Filmes

Especial Fernanda Montenegro 90 anos

Em comemoração aos 90 anos de uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos, o Beco traz um especial sobre Fernanda Montenegro. Nascida em 16 de outubro de 1929, Arlette Pinheiro Esteves Torres completa 90 anos nesta semana e carrega uma carreira admirável. Fernanda Montenegro iniciou sua carreira no teatro em 1950, sendo a primeira atriz contratada pela TV Tupi em 1951. Foi protagonista na primeira novela da emissora, A Muralha, e estrelou inúmeras peças no teleteatro da TV Tupi em São Paulo, que eram apresentadas no Grande Teatro Tupi.

Fernanda Montenegro trabalhou na TV Tupi, Record, Bandeirantes e na extinta TV Excelsior, chegando à Rede Globo em 1965 para uma série de teleteatros, porém sua consolidação na emissora foi ocorrer somente em 1981 na novela Baila Comigo, de Manoel Carlos. Sua estreia em cinema se deu na produção de 1964 para a tragédia de Nelson Rodrigues, A Falecida, sob direção de Leon Hirszman.

Em 1999, por sua atuação no filme Central do Brasil, de Walter Salles, Fernanda Montenegro foi a primeira artista brasileira a ser indicada para o Oscar de melhor atriz. Um ano antes, ainda por sua atuação nesse filme, recebeu o Urso de Prata do Festival de Berlim. Foi convidada para ocupar o Ministério da Cultura no governo dos presidentes José Sarney e Itamar Franco, porém, apesar do grande apoio da classe artística e intelectual, recusou ambas as ofertas. Em 1985, ao recusar o convite de Sarney, afirmou em carta ao então representante do governo que não estava preparada para abandonar a carreira artística, não por medo ao desafio que lhe era oferecido, mas sim, por entender que seria muito melhor no palco do que no Ministério.

Recebeu em 1999, do então presidente Fernando Henrique Cardoso, a Ordem Nacional do Mérito Grã-Cruz “pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras”. Na época, uma exposição realizada no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro comemorou os 50 anos de carreira da atriz. Em 2004, Fernanda Montenegro foi escolhida como melhor atriz da terceira edição do Festival de TriBeCa. Ela foi premiada por sua atuação em O Outro Lado da Rua, único filme da América Latina a participar da competição de longas de ficção. Em 2009, recebeu a Ordem do Ipiranga, no grau de cavaleiro, do Governo do Estado de São Paulo, e, em 2012, o Emmy internacional de melhor atriz por sua personagem no especial de Natal Doce de Mãe.

Na televisão, Fernanda Montenegro coleciona 52 trabalhos, entre teleteatros, novelas e minisséries, sendo que, nos teleteatros, contam-se dois programas, Retrospectiva do Teatro Universal e Retrospectiva do Teatro Brasileiro, porém são inúmeras peças e inúmeros personagens. Já no cinema, temos os impressionantes 42 filmes. Fernanda Montenegro também coleciona os invejáveis 35 prêmios nacionais e internacionais de melhor atriz no cinema, 18 prêmios por seus trabalhos na televisão e 28 no teatro. Já de comendas temos nove, inclusive uma da França e uma de Portugal. Pisa menos, Fernanda!

Não dá para negar que Fernanda Montenegro é mesmo a primeira dama do teatro, televisão e cinema brasileiro, e o Beco deseja um feliz aniversário para essa rainha da dramaturgia. Rumo aos próximos 90!