Ariana Grande está trabalhando muito em seu terceiro álbum, como muitos de vocês devem saber, desde o ano passado. Já veio muitos boatos que poderá se chamar “Dangerous Woman”, mas nada confirmado ainda. E, desta vez, a própria cantora decidiu divulgar em seu Snapchat oficial pequenos três trechos de sua nova música, chamada “I Don’t Care”, que provavelmente permanecerá em seu álbum. Além disso, segundo Ariana, a nova canção foi terminada recentemente.
Teu passado não te condena, não mesmo. Teu passado só vai perturbar todo um futuro incerto, vai ser constante de temores, uma corda-bamba entre os dias nauseantes. Essa é a principal mensagem de 45 years. Uma lição obscura que nem todos gostariam de receber.
O filme gira em torno de um casal que em alguns dias estaria por completar 45 anos de casamento. Kate e Geoff vivem suas vidas na normalidade cabível para o interior do Reino Unido, a mulher todas as manhãs caminha com seu cachorro, o marido cria entretenimentos entre os cômodos da casa e assim os dias se passam, até chegarmos à última semana para grande comemoração. Kate começa os preparativos para a festa de seu quase meio século de casada. Contrata gente pra isso, para aquilo, e por ai vai. Todo o clima de uma pré-festa é criado até que um carta acaba por invadir a residência dos Mercer. Em um alemão culto a mensagem da carta é a seguinte: Encontramos ela.
Nesse momento tanto Kate quanto Geoff se mostram atônitos. “Ela” seria o primeiro amor de Geoff, seu principio de paixão que morrera em uma escalada nos alpes suíços. Segundo o documento o corpo da ex-namorada de Geoff está intacto, congelado no alto de uma montanha. A partir daí a vida do casal não é a mesma. Os cinco dias que o filme faz questão de contar massantemente são cheios de desconfiança, traumas e diálogos que chegam ao ápice do arrependimento. Primeiro que Geoff não contara tudo à sua mulher sobre seu relacionamento com a sumida e morta amiga, o homem deixara permear várias camadas de verdades não postas a mesa e a medida em que estas camadas são jogadas fora Kate se transforma. Da mulher simpática que caminhava com o cachorro, Kate torna-se a ciumenta e insegura esposa e Geoff, com o que resta de sua paciência e consciência, apenas prossegue com a sua narrativa da história.
O filme de certa forma fora criado para Charlotte Rampling, que interpreta Kate Mercer. Grande parte do longa é um monologo silencioso da personagem. Suas caminhadas matinais, suas saídas para encarar rios e árvores não incomodam o espectador, ao contrário, só o deixa mais íntimo da situação. As expressões de Charlotte são um banquete para o admirador da interpretação. Cada detalha colocado pela atriz nas telas é de uma preciosidade gigantesca, mas não faz de Charlotte a melhor entre as atrizes indicadas ao Oscar. Tivemos grandes interpretações esse ano sendo indicadas pela Academia, tanto com papeis principais quanto coadjuvantes, e Rampling fora uma dessas, mas creio que não consiga tirar a estatueta de Brie Larson (Room), mesmo se sobrepondo à Saoirse Ronan (que deu o seu melhor em Brooklyn, mas não fora isso tudo) e JLaw (Joy). Se fossemos criar um ranking (já criando), Charlotte Rampling estaria empatada com Cate Blanchett, ambas teimando por um pedaço da estatueta, mas no fim de tudo não vejo motivos para o prêmio não ser entregue à Larson, que transformou Room em uma experiência ainda mais trágica e angustiante.
Uma das cenas em que vemos Charlotte Rampling em sua melhor forma é quando a personagem vai até o sótão procurar algumas partituras. Depois de encontrar uma de Bach, vemos Kate se debruçar no piano e retirar uma das melhores sinfonias do compositor alemão. É belo observar todos os sentimentos presentes no filme envolvidos em uma única situação, com apenas uma personagem guiando-os. Magistral a interpretação de Rampling. Encantadora como a junção de notas de Bach com o enredo simples e desafiador do filme. O mesmo podemos falar de Tom Courtenay como Geoff, dono de uma carreira gigantesca (assim como sua parceira), Courtenay nos conduz para situações inusitadas com seu personagem, é o modo cru de se interpretar que faz da atuação uma vitrine para iniciantes. Depositando mágoas e desejos, Courtenay intercala os momentos de seu personagem com uma dignidade que aquele senhor exige. O que vemos em 45 years são dois titãs do cinema britânico reforçando suas posições, colocando à exposição suas habilidades singulares. Não se observa isso todo dia.
A fotografia de 45 years tem suas particularidades. Passamos quase duas horas com tons claros, variando do verde para o azul e em alguns momentos chegando ao amarelo dos campos interioranos da Inglaterra. Somos presenteados com ângulos maravilhosos, que tomam toda a paisagem para si e colocam na tela. Esses momentos em que observamos todo um plano paisagístico se repetem em várias tomadas e só deixa o filme ainda mais digno de interpretações; essa lacunas oferecidas pelo diretor são propositais. Deixam o espectador observar e criar uma verdade sobre aquilo. O filme inteiro nos coloca nesta posição, não de apenas ouvinte ou espectador, mas de interpretador de algumas situações. O drama do fim da vida é retratado visceralmente, com diálogos que se encaixam perfeitamente. De uma realidade brusca e sem entremeios, 45 years nos leva a refletir sobre um tema básico, simples e que com o passar dos minutos se torna denso. Uma obra admirável e com mil significados, virando de pessoa por pessoa.
E demos a largada à primeira Beco Awards, que se iniciou com a divulgação dos indicados na categoria “Literatura”. Agora, para defender a sétima arte, abaixo se encontra aqueles que concorrerão na seção “Cinema” desta premiação. Todos sabem de fato que 2015 foi um ano repleto de filmes ícones que trará um grande reconhecimento a cultura POP, nerd, cult, cinéfila. Com filmes, atores e trilhas sonoras, nesta categoria resumimos os melhores e de mais destaque, mas é você que escolherá o melhor entre os melhores. A Beco Awards tem toda a honra de anunciar os concorrentes que serão por fim consagrados como ganhadores por todo o público durante março, ou melhor, a partir de 29 de fevereiro. Faça sua pipoca e assista, ou melhor, vote em seu favorito!
Confira a lista dos indicados:
Melhor filme NACIONAL
Que Horas Ela Volta?
Beira-mar
Boi Neon
Entre Abelhas
A História da Eternidade
SOS – Mulheres ao Mar 2
Melhor atuação em filme NACIONAL
Maurício Barcellos por “Beira-Mar”
Juliano Cazarré por “Boi Neon”
Irandhir Santos por “A História da Eternidade”
Regina Casé por “Que Horas Ela Volta?”
Camila Márdila por “Que Horas Ela Volta?”
Marcélia Cartaxo por “A História da Eternidade”
Melhor trilha sonora original de filme NACIONAL
Boi Neon
A História da Eternidade
Beira-mar
Entre Abelhas
Cássia Eller
Melhor filme ESTRANGEIRO
Mad Max
O Regresso
Star Wars: O Despertar da Força
O Quarto de Jack
A Garota Dinamarquesa
Os Oito Odiados
Melhor atuação em filme ESTRANGEIRO
Eddie Redmayne, por “A Garota Dinamarquesa”
Jacob Tremblay, por “O Quarto de Jack”
Leonardo DiCaprio, por “O Regresso”
Samuel L. Jackson, por “Os Oito Odiados”
Brie Larson, por “O Quarto de Jack”
Cate Blanchet, por “Carol”
Emily Blunt, por “Sicario: Terra de Ninguém”
Charlize Theron, por “Mad Max”
Melhor trilha sonora original de filme ESTRANGEIRO
Os Oito Odiados
Carol
Suffragette
O Regresso
Sicario: Terra de Ninguém
Mad Max
A primeira edição da Beco Awards começa no dia 29 de fevereiro.
A continuação de 50 Tons de Cinza, 50 Tons Mais Escuro já começou a ser rodada. A autora E. L. James postou em seu instagram a primeira foto do set de filmagens. Confira:
Uma foto publicada por E L James (@erikaljames) em
As duas sequências de 50 Tons de Cinza serão rodadas ainda este ano, contando com a direção de James Foley, que substituirá Sam Taylor-Johnson.
Além dos já confirmados retornos de Dakota Johnson e Jamie Dornan como os protagonistas da trama, ainda teremos Kim Basinger escalada para viver Elena Lincoln e Bella Heathcote como Leila.
50 Tons Mais Escuros será lançado em 10 de fevereiro do ano que vem, enquanto a conclusão da trilogia, 50 Tons de Liberdade, chegará aos cinemas em 2018.
A cantora P!nk estará na trilha sonora de “Alice através do espelho”, continuação de “Alice no País das Maravilhas”.Um novo trailer foi divulgado na segunda-feira (15) e podemos ouvir a música ao fundo e a voz insubstituível de Alan Rickman.
Em vídeo dos bastidores, P!nk aparece gravando a faixa “White Rabbit” no estúdio, disse que está muito feliz em estar fazendo parte da trilha sonora e que é uma das coisas mais legais que ela já fez.
“Alice através do espelho” chega ao Brasil em 26 de Maio.
Fui ensinado de que existem três coisas que devem e merecem permanecer intocáveis: Política, futebol e religião. Você com toda certeza já recebeu esse conselho, não? Não mexe ai, isso é assunto seleto. Pois bem, eis aquele momento em que cai por terra todos esses costumes e bloqueios e você nota que política é assunto primordial para a vida de qualquer ser humano, futebol é facultativo e religião, bem, religião está por toda parte e a pessoa que se preze deve construir nem que seja um fragmento de opinião sobre isso. Já falamos por meses e meses sobre política aqui, debatemos sobre manobras, modos de se fazer política e sobre tudo o jeito como este país está sendo governado. Hoje não fugiremos da política, infelizmente (ou felizmente?), pois existem aqueles que desejam se apropriar da religião para se alavancar no meio citado. Hoje iremos nos aprofundar nos erros grotescos que ocorrem nas mais variadas religiões, falaremos sobre atos que nunca deveriam ter acontecido, e sobre os que acontecem e continuam por ser varridos para debaixo do tapete. Nossa inspiração? O longa “Spotlight”, indicado pela Academia em 6 categorias no Oscar 2016. Nosso embasamento? A falta de fé e palavra de alguns líderes.
O filme “Spotlight” trás para as telas uma investigação realizada por determinada equipe de uma jornal norte-americano sobre crimes sexuais cometidos por membros do clero da igreja católica de Boston. A partir de poucos casos descobertos de estupros e assédios cometidos por sacerdotes, os repórteres se aprofundam no caso, revelando um escândalo gigantesco, onde mais de cem vítimas foram totalizadas, isso repercutiu mundo a fora e todos nós sabemos a profundidade dos casos, até onde chegaram, como tais atos desumanos invadiram as paredes sagradas da cidade farol do catolicismo, como padres, bispos, cardeais estupraram crianças e passaram despercebidos, foram encobertos pela Igreja. Hoje temos em mente que a praça de São Pedro não só foi lavada por sangue das guerras santas, mas por lágrimas de crianças mundo a fora. O filme é de uma realidade que aterroriza, mas iremos nos conter por hora pois neste sábado uma crítica sobre o longa irá ao ar com detalhes cruciais do filme. Indicamos um outro filme com esta temática, e de certa forma avassalador assim como “Spotlight”. “O Clube” é o título do longa lançado também ano passado que conta como se dá “a punição” destes padres estupradores e criminosos perante a Igreja. Você confere o trailer abaixo:
Antes de nos aprofundarmos neste tema, é preciso dar destaque a algo: A religião é falha. Isto é fato. Não digo que suas escrituras são falhas, que pecam em cada frase, longe disso, ainda iremos falar sobre os livros sagrados pois é necessário de toda forma, mas o que desejamos passar é que a religião, por ser administrada por homens consequentemente encontra um caminho falho, já que homem nenhum é perfeito. No fim das contas, a religião é o reflexo de seus seguidores, e acima de tudo, daqueles que se dizem “Líderes” e comandantes de tal legião. Sobre os abusos sexuais até hoje são contabilizados mais e mais casos semelhantes aos descobertos em Boston, mas o ápice ocorrera durante o papado de Bento XVI. Fora lá que o mundo conseguiu encarar a face manipuladora da Igreja, novamente. O Papa sobre tal situação primeiramente proferiu declarações duvidosas, parecidíssimas com o que tanto fora repetido décadas após décadas sobre os crimes abafados. Após receber acusações de que estava por acobertar ainda mais os criminosos, o Papa remodelou seu discurso, o deixou apresentável ao público: Resumindo, falou o que os fieis e os não-fiéis desejavam ouvir, mas as ações que realmente deveriam ser tomadas só vieram emergir no papado seguinte, com o atual pontífice, Francisco, que por meio de mudanças drásticas na cúpula da religião está encaminhando uma onda de modificações no modo como a igreja reage frente a assuntos como esse. Que fique claro também outro quesito: Não se fala aqui da fé ou dos dogmas da religião, mas sim de seus representantes. Não é intensão nossa reivindicar mudanças nos dogmas religiosos, pois caso isso ocorresse deixariam de ser dogmas. Isto é assunto da Igreja para a Igreja, de determinada religião para esta e só, não cabe as pessoas que estão fora de tal âmbito querer interferir na fé alheia. Mas quando o assunto extrapola e atinge as áreas judiciais e cidadãs, bem, é dever de qualquer um, ateu, espírita, católico ou protestante, agir. Estupros que ocorrem sob o teto sacro não ficam apenas neste, eles em algum momento surgem para aqueles que procuram saber sobre e nenhuma proteção, nenhum abrigo deve ser dado para pessoas que cometem tão horrenda ação. Justiça, é a palavra-chave neste caso e nenhuma batina tem como serventia defender estrupidadores nos tribunais, pelo menos assim deveria ser.
A partir de agora colocaremos o assunto acima, que serviu como guia para onde acabamos de chegar, de lado. Spotlight é uma obra prima e nos apareceu como a ponta do iceberg. Se mergulharmos bem mais fundo veremos uma montanha grotesca de hipocrisias e atos que vão de contra ao que as seguintes religiões pregam. Sem querer, pois estava ouvindo música no youtube, deparei-me com um vídeo interessante e que me causou vergonha alheia de principio, mas após alguns segundos pude observar a gravidade de tudo aquilo. Lá está no vídeo o pastor Marco Feliciano, presidente da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, pregando em mais um dos rotineiros cultos da Igreja. Até ai, tudo bem, nada mais normal que isso, não? Um pastor pregando? Mas o tema até que é engraçado, aos poucos o pastor vai introduzindo uma narrativa cheia de entremeios, com algumas (várias) mentiras nas suas frases, até chegar no cantor e compositor Caetano Veloso. O pastor simplesmente acusa Caetano Veloso de ter recebido auxílio de satanás, o próprio, para a venda de um disco seu que continha a música “Sozinho” (as vezes no silêncio da noite... você conhece). Feliciano neste vídeo que é antigo (2013) mas que comprova a pessoa do pastor, usa dados que para ele e seus fiéis são verídicos para destinar todo o sucesso de Caetano a pactos realizados em terreiros de candomblé. Em uma das partes do vídeo ele faz uma interpretação digna de Oscar para revelar o segredo de Caetano Veloso ter conseguido vender um milhão de cópias, e por fim fala que a força do cantor vem de uma mãe de santo, nomeada Mãe Menininha do Patuá. É ai meus amigos que a coisa começa a virar uma piada completa (já era). Quem conhece o candomblé, ou ao menos um pouco sobre a religião, sabe que um dos expoentes da mesmo é Mãe Menininha do Gantois (que na pronúncia fica Gantuá), veja, Marco Feliciano só precisaria fazer uma simples pesquisa para deixar sua fantasia ainda mais convincente, mas não, é muito trabalho para enganar milhares de fiéis. Esse discurso de Feliciano, ao colocar a Iyálorixá como servidora do demônio, e transformar os Orixás em o próprio satanás adentra na mente das pessoas, chega no ouvido de crianças, pais e mães e as deixa completamente desnorteadas. Em uma sociedade onde o negro é associado a escravidão, e religião negra é associada ao submundo por questões históricas que se transvestem nos dias de hoje para reproduzir o maior nível de preconceito possível, tais palavras vindas de um líder só pode repercutir em algo maior. E infelizmente aconteceu isso. Além do preconceito habitual gerado pelas diversas religiões em relação as de matrizes africanas (que não deve existir), um caso chocou o país há algum tempo. Uma garota, vinda do culto de candomblé, foi apedrejada. Os presentes relataram que os agressores portavam bíblias. Perceba, todo o discurso de ódio reproduzido por Felicianos nas mais diversas igrejas, independente da religião, resultam em atos fanáticos que tiram vidas ou deixam pessoas gravemente feridas. É certo que, como falei, não devemos agir no que condiz a ações internas das religiões, mas é um erro grotesco ficar parado ao ver que os atos de tais religiões em seus templos resultam em uma guerra constante nutrida de palavras de ódio e violência. O amor ao próximo, o respeito, a fraternidade ensinada por Jesus transformou-se em “desrespeitai, odiai e matarás” o teu próximo. Atingimos um estágio de alienação popular que deixa qualquer um bestializado. Voltamos a época em que negros não podem cruzar pontes, em que qualquer cidade do interior ou da capital transformou-se na nova Selma. Sobre esse processo de uso da oratória para enganar milhares com tão pouco, indicamos o filme “A Onda”, que para muitos já é clichê, mas pode servir como um “alerta” sobre determinadas coisas. Confira o trailer abaixo:
Realizando uma quebra no assunto “Intolerância religiosa”, vamos para um tópico que se enquadra muito bem nesta questão de se contradizer. Em Uberaba, centro do Espiritismo no Brasil, ano passado, presenciei uma cena que deixaria qualquer um entendedor da Doutrina revoltado. Nos foi informado que nenhuma loja da cidade estava autorizada a vender material que estivesse estampado com qualquer que fosse a figura relacionada a Chico Xavier (Grande nome da religião não só no país, mas em todo o planeta), até ai tudo bem, os responsáveis estariam preservando a imagem do médium, mas o que ocorreu, neste mesmo dia fomos até o museu destinado a Francisco Cândido Xavier e encontramos de tudo. Bolsa, chaveiro, camisa, caneca, copo, tudo que um bom capitalista iria adorar ver se encontrava no local estampados com o rosto sorridente e sereno de Chico Xavier. O que aconteceu em Uberaba (e ainda deve está acontecendo, não sei, quem for de Uberaba ou passara por lá há pouco, conte-nos nos comentários, estamos curiosos) fora nada menos que um monopólio comercial; realizado por REPRESENTANTES, eu disse, do legado do médium. Homem que pregara o desprendimento das coisas materiais. Trabalhadores de uma religião que tem como eixo principal a caridade e valorização dos bons atos, doutrina que nada necessita materialmente, mas oferece espiritual e fisicamente. Também em Uberaba, nos foi informado que em alguns centro espíritas (entre os mais de sessenta da cidade) falsos médiuns fingiam incorporar o espírito de Chico Xavier, trazendo mensagens descaradamente comerciais, e os homens e mulheres, nauseados por uma fé cega, acreditavam e atendiam as exigências demandadas pelos charlatões. No distrito central da religião no país, atos como esses se repetem e nos perguntamos: O que a religião faz sobre isso? Vou melhor formular minha pergunta: O que os representantes da religião fazem sobre isso?
Recentemente presenciamos a festa de Iemanjá em Salvador e em outras cidades do país. Milhares de pessoas enviando suas oferendas à Dona Janaína. Junto a festa também surgiu um questionamento que há tempos se vem fazendo presente mas que desta vez ganhou maior evidência: Para onde vão esses barcos e oferendas maiores? Vão para o fundo do mar que acaba por ficar poluído com uma demanda gigantesca de material que não dissolve fácil, que vai passar anos vagando por ai ou regressar para a praia. O candomblé tem seu Deus maior, Olorum, criador de tudo e todos. Fora Olorum que criara os Orixás e esses se fazem presente como entidades ligadas à natureza, eles são a natureza. Sendo assim é necessário no candomblé todo um respeito imenso para com a natureza. “Kosi Ewé, Kosi Òrìsà”, em Iorubá significa “Sem folha não há Orixá”, ou seja, sem folha não há nada, sem natureza não existe candomblé, então porque, para o culto a determinado Orixá tanto dano se causa à natureza? Líderes da religião tentam ao passar dos anos transformar os rituais, adapta-lós para a atualidade. Um filme que pode ajudar a compreensão de tal tema é “Jardim das folhas sagradas”. Nele, além da questão já levantada anteriormente, vemos o debate religioso interno sobre o sacrifício de animais nos cultos, assunto esse que não adentraremos pois não nos cabe, como já deixamos claro diversas vezes nessa coluna, modificar dogmas que não afetam a sociedade como atos ilegais e/ou possam causar danos futuros por conta de discursos de ódio ou repressão. Para dar uma olhada rápida no trailer do filme citado acima, clique no vídeo:
Como foi demonstrado, a religião é falha, por ser guiada por homens que em sua plenitude não condizem com as escrituras que seguem, ou nem mesmo em poucas parcelas são o retrato daqueles ensinamentos. Não falamos da fé, pois isso é íntimo, mas é preciso que as pessoas “orem e vigiem”, notem o que está acontecendo de errado e falem, coloquem um basta em certas atitudes que só perpetuam o ódio e o preconceito. A constituição vigente permite o culto livre, então que se faça, sem precisar ser apedrejado por adorar seu Orixá, sem ser ridicularizado por acreditar em fenômenos mediúnicos ou ter como guia milagres relatados em escrituras que para aquela pessoa é sagrada. Não se pode julgar as pessoas por suas vestes ritualísticas ou por comemorarem natal ou Hanukkah. A fé, a crença ou a descrença são pertencentes aqueles que destinam suas energias para tais, não para pessoas que em nada pertencem aquilo, mas existe um limite que não deve nem ser extrapolado por quem está fora, nem por quem está agindo em determinada situação. Não podemos fechar os olhos para estupros só porque existe uma religião envolvida, é ai que todo cidadão deve reunir forças para combater atos criminosos. Ouvir discurso de ódio, na igreja ou fora dela e ficar calado é contribuir para a proliferação deste. Escutar pastor, sacerdote, palestrante ou rabino falar que gay, negro e mulher são seres inferiores e ficar calado é fazer parte do insulto, do preconceito e da monstruosidade nutrida por determinados representantes religiosos. O longa “Spotlight”, nosso amigo que nos fez chegar até aqui, também deixa explícito uma questão básica que muitos de nós temos em mente desde que eramos um feto, e é o seguinte: Não se aposta contra a Igreja. Essa frase é repetida mil vezes durante o filme. Não se aposta contra a Igreja. Não se aposta contra a religião. Bem, amigos, é onde chegamos e por aqui nos despedimos, mas quero dizer: Quando a religião, por meio de seus representantes se mostra errática, bem, se aposta contra sim. Quando se nota que em determinado momento estado e religião são a mesma coisa e que estamos em um labirinto que de “Laico” só tem a placa, é o momento de ir contra qualquer que seja o culpado por tal erro ocorrer.
Neste sábado (10/02) nossa crítica do filme “Spotlight” entrará no ar, enquanto isso você pode ver o trailer e dar aquela conferida no filme.
Iniciando a divulgação dos indicados na primeira edição da Beco Awards, abaixo estão aqueles que concorrerão na seção “Literatura”. Autores, seus livros e personagens, juntos em uma lista que reúne o que tivemos de melhor na literatura mundial. Desde o janeiro cheio de promessas até o dezembro idealizado por todos, as obras e seus geradores estão inclusos nesta lista. A Beco Awards tem toda a honra de anunciar os concorrentes que serão por fim consagrados como ganhadores por todo o público durante março, ou melhor, a partir de 29 de fevereiro. Confira se seu livro preferido está entre os indicados, se não, pode reclamar, perguntar, ligar para o PROCON, afinal a votação é totalmente, do início ao fim, de vocês.
Confira a lista dos indicados:
Melhor livro NACIONAL
A realidade devia ser proibida – Maria Clara Drummond
O senhor agora vai mudar de corpo – Raimundo Carrero
O Vilarejo – Rafael Montes
Destinado – Carina Rissi
A de Mar – A História de Domar Della – Ana Clara Medeiros
A-LII – Ana Macedo
Melhor personagem em livro NACIONAL
Maria – A de Mar – A História de Domar Della
A-LII – A-LII
Isabela – Não se iluda, não
Ian Clark – Destinado
Belzebu – O Vilarejo
Domar Della – A de Mar – A História de Domar Della
Melhor autor ou autora NACIONAL
Raimundo Carrero por “O Senhor agora vai mudar de corpo”
Ana Macedo por “A-LII”
Ana Clara Medeiros por “A de Mar – A História de Domar Della”
Rafael Montes por “O Vilarejo”
Maria Clara Drummond por “A realidade devia ser proibida”
Carina Rissi por “Destinado”
Melhor livro ESTRANGEIRO
Por lugares incríveis – Jennifer Niven
Toda luz que não podemos ver – Anthony Doerr
Revival – Stephen King
Assim começa o mal – Javier Marías
Career of Evil – J.K. Rowling
Difamação – Renee Knight
Melhor personagem em livro ESTRANGEIRO
Celaena – Herdeira do Fogo
Catherine Ravenscroft – Difamação
Theodore Finch – Por Lugares Incríveis
Laia – Uma Chama Entre as Cinzas
Jamie Morton – Revival
Cormoran Strike – Career of Evil
Melhor autor ou autora ESTRANGEIRO(A)
Jennifer Niven por “Por lugares incríveis “
Anthony Doerr por “Toda luz que não podemos ver “
Stephen King por “Revival”
Javier Marías por “Assim começa o mal”
J.K. Rowling por “Career of Evil”
Renee Knight por “Difamação”
A primeira edição da Beco Awards começa no dia 29 de fevereiro.
A economia mundial preserva sua estabilidade dia após dia, assim enxergavam todas as pessoas durante 2007 e 2008, mas sempre, acredite, sempre existirá aquele que conseguirá prever o caos em meio a tanta tranquilidade. “The Big Short” conta a história de poucos homens que conseguiram prever a crise que estava se apossando do mercado, tudo isso por poucos números, visíveis a todos. Mas não adentraremos na questão econômica da coisa, falaremos aqui exclusivamente do filme e por acidente acabaremos por cair em algumas explicações sobre o assunto recorrente do longa. É um filme que precisa ser esculpido com o passar dos minutos, ele não vem pronto, explícito para quem assiste, é difícil de se achar filmes assim, e ainda mais complicado conseguir entende-lo por completo.
“The Big Short”, como o próprio título diz “A Grande aposta” coloca nas telas a história de algumas pessoas que conseguiram se movimentar e se aprofundar na magnitude da crise que estava por vir, quando ninguém mais visualizava aquilo. Era algo arriscado, que envolveria milhões e milhões de dólares, mas eles acabaram apostando. Aguardamos o momento da “verdade” com grande ansiedade, loucos para encararmos os personagens após tantos obstáculos e comemorarmos a vitória prevista. Nada disso ocorre. Mas comecemos do começo. Temos o investidor Michael Burry, interpretado por Christian Bale (que por sinal está gigantesco neste filme, falaremos daqui a pouco sobre isso), ele acredita que o sistema imobiliário dos EUA vai despencar gradativamente e em determinado momento enfrentará um abismo quase que sem fim. Ninguém acredita em Burry, por esse motivo e tantos outros ele saca o dinheiro das pessoas que investem em sua empresa e aposta tudo contra o sistema. Ninguém antes fizera isso e tinha se saído bem. A empresa de Burry entra em colapso e ele sustenta sua aposta por entre os meses, isso reflete em todo o sub-mercado, pessoas começam a saber dos atos de Michael Burry e outros empresários como Mark Baum (Steve Carell) e Jared Vennett (Ryan Gosling) junto a dois iniciantes nos negócios, adentram no tal “esporte” de apostar contra o mercado. Vemos ai uma teia formada pelo roteirista que funciona muito bem mesmo quando esses personagens não acabam por se encontrar, cada qual em seu lugar, poucos são aqueles que se relacionam com os outros. Temos polos divididos em toda Wall Street, mas ao mesmo tempo correlacionados por estaremos envolvidos em um mesmo investimento, isso deixa o filme com um elenco principal gigantesco e um elenco secundário três vezes maior, porque não só se fala de economia. Temos os relacionamentos pessoas de ambos personagens. Vemos Michael Burry se envolver drasticamente com a situação e acabar por encorporar uma loucura maior que a já presente, encaramos Mark Baum enfrentando o suicídio do irmão e os dois jovens estreantes tentando gravar seus nomes na parede gigantesca do mercado norte-americano.
A caracterização dos personagens é de um detalhismo fora de série. Começando por Michael Burry vemos que os roteiristas ( Adam McKay e Charles Randolph) conseguiram adaptar a obra de Michael Lewis fantasticamente, e além de tudo acrescentaram características aos personagens, isso é somado as grandes atuações de todo o elenco e temos um filme que passa rápido até demais, um filme encharcado de teorias e jargões economicistas que só nos aproximam do ambiente ao invés de deixar o longa enfadonho. “The Big Short” é indicado a Melhor Roteiro Adaptado e concorre com o incrível “Room”, não temos toda a certeza sobre essa categoria, mas que os roteiristas fizerem um trabalho descomunal, não existe certeza maior. Michael Burry, o personagem que há pouco falávamos recebeu como interprete Christian Bale, que está em sua melhor forma neste filme. Com um olho falso, uma atuação inquietante e diversos momentos de êxtase irracional, frente à uma bateria ou na mesa do escritório, Bale consegue fazer de seu personagem um dos mais bem produzidos do longa, junto ao de Steve Carell. Bale concorre na categoria “Melhor ator coadjuvante”, enfrentando Tom Hardy que vem acompanhado do frio e as estatuetas já ganhas por “O Regresso”. É uma briga que acompanharemos até o grande dia como espectadores frenéticos. Devemos falar também de Steve Carell, que já se mostrou ser um bom ator para interpretar psicóticos em “Foxcatcher”, e faz o mesmo em “The Big Short” só que mil vezes melhor. O personagem oferecido a Carell tem muitas faces, é o senhor da teoria da conspiração e prova que no fim das contas está certo, é o típico apostador do contra. Depois do suicídio do irmão ele reforçou suas teorias, e é aqui que vemos os dois lados de Wall Street, a loucura que está impregnada nos prédios, no ato de se fazer economia, isso transpira dos mais variados personagens, mas exclusivamente em Mark Baum (Steve Carell) e Michael Burry (Christian Bale) temos a exemplificação de como os negócios podem transformar o homem, assim como toda forma de trabalho onde se é dedicada vida e morte. É desumano em certos momentos, o filme, e isso, para o fã do cinema, é maravilhoso de se ver.
“The big short” é indicado a melhor filme, mas convenhamos, não é para tanto. É um incrível filme, mas sozinho, sem concorrentes, tem tudo que é preciso para um longa que prende, que te deixa semanas pensando sobre, mas não é o ápice da sétima arte para conquistar a tão desejada estatueta. Não se aproxima de “Room” nem “O Regresso”, nem consegue ofuscar “Spotlight” com seu enredo desafiador. É um filme nutrido de técnicas não vistas em outros, como algumas tiradas e ângulos usados para captar os sentimentos de alguns personagens e o panorama central do enredo, mas não é o topo do “fazer cinema” e por isso mesmo não merece levar tal categoria, mas está nesta por mérito, diferentemente de Brooklyn (o que aquele filme está fazendo ali?). No mais, consegue suprir as expectativas e coloca as cartas necessárias para um jogo arriscado como esse, que é narrar economia frente ao grande público, misturar drama familiar com mercado mundial, transformar problemas mínimos em um amontoado de desastres. É bem feito e pensado para leigos econômicos ou conhecedores do mercado, mas nem de longe para desacostumados com o cinema, é longa para quem já viu centenas de filmes sobre o assunto, estreantes se perdem no labirinto de “The Big Short”.
Lançado nesta segunda-feira (15). O vídeo mostra finalmente o Justiceiro em ação, e contrastando com os métodos de luta contra o crime de Matt Murdock (Charlie Cox). “Você não termina o que começou. É um covarde”, diz o Justiceiro, interprado por Jon Bernthal.
O clipe ainda antecipa a aparição da “dama fatal” Elektra, interpretada por Elodie Young. Na trama, ela será uma anti-heroína, que despertará ainda mais o lado selvagem do Demolidor. em entrevista à Entertainment Weekly, o produtor Steve S. DeKnigthe contou que “Matt tenta sempre domar o lado selvagem, ela o liberta”. Além disso, ele prometeu que a relação entre o protagonista e Karen ficará mais próxima.
O Netflix promete ainda uma segunda prévia no final deste mês. Todos os episódios serão disponibilizados em 18 de março. Neste ano, a Marvel/Netflix terá ainda a segunda temporada de Jessica Jones e a estreia de Luke Cage.
Faltando 12 dias para o Oscar, um dos termômetros mais aguardados lançou seus vencedores. A “British Academy of Film and Television Arts” consagrou na noite de ontem “O Regresso” e “Mad Max” como os donos de mais estatuetas, isso vem ocorrendo nas diversas premiações, e pode, eu disse PODE, acontecer o mesmo no Oscar, mas sobre a Academia duvidamos de tudo e todos. Confira a lista completa dos vencedores do BAFTA 2016 abaixo:
Melhor Filme
O Regresso
Melhor Filme Britânico
Brooklin
Melhor estreia de um diretor, produtor ou roteirista britânico
Naji Abu Nowar (escritor e diretor) e Rupert Lloyd (produtor), O Lobo do Deserto
Melhor Filme em Língua Não Inglesa
Relatos Selvagens
Melhor Documentário
Amy
Melhor Filme de Animação
Divertida Mente
Melhor Direção
Alejandro G. Iñárritu, O Regresso
Melhor Roteiro Original
Spotlight – Segredos Revelados
Melhor Roteiro Adaptado
A Grande Aposta
Melhor Ator
Leonardo DiCaprio, O Regresso
Melhor Atriz
Brie Larson, O Quarto de Jack
Melhor Ator Coadjuvante
Mark Rylance, Ponte dos Espiões
Melhor Atriz Coadjuvante
Kate Winslet, Steve Jobs
Melhor Trilha Sonora
Os Oito Odiados
Melhor Direção de Fotografia
O Regresso
Melhor Montagem
Mad Max: Estrada da Fúria
Melhor Direção de Arte
Mad Max: Estrada da Fúria
Melhor Figurino
Mad Max: Estrada da Fúria
Melhor Maquiagem e Penteado
Mad Max: Estrada da Fúria
Melhor Som
O Regresso
Melhores Efeitos Visuais
Star Wars – Despertar da Força
Melhor Curta-Metragem de Animação Britânico
Edmond