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RESENHA: Por um toque de ouro, Carolina Munhóz

Emily O’Connell é tudo o que toda garota gostaria de ser: linda, rica e muito “sortuda”. Ganhar dinheiro é o seu dom. Aquela expressão “tudo o que toca vira ouro” não poderia ser melhor aplicada a alguém do que à sua família. “Por um toque de ouro”, da autora brasileira Carolina Munhóz, traz a história de uma criatura mágica não muito abordada hoje em dia: os Leprechauns, seres abençoados com sorte, simples assim. Mas, para quem pensa logo naqueles homenzinhos barbudos com cartolas verdes, vai ter uma grande surpresa. A autora traz uma nova abordagem cheia de glamour e, como já é característico, cheia de explicações mirabolantes para justificar que eles existem sim e estão no nosso meio.

A família O’Connell tem uma tradicional grife de bolsas e sapatos e Emily vive no meio da alta sociedade cercada de riquezas, viagens e nunca, NUNCA, teve que se preocupar com falta de dinheiro. Mesmo assim, como toda garota, ela quer se apaixonar e isso acontece quando o misterioso Aaron aparece e Emily se vê envolvida em um romance de conto de fadas. Tudo bem, tudo lindo, tudo maravilhoso, até que seu pai, na noite em que ia contar a ela o segredo da riqueza da família, é misteriosamente assassinado e tudo começa a dar errado. Emily perde seu pai, sua empresa, sua fortuna, tudo. Do dia para a noite. Seu toque de ouro fora roubado e, agora, ela estava em uma corrida contra o tempo para pegá-lo de volta.

De escrita fácil e leitura fluente, a obra é deliciosa de ler e a descrição é surpreendente. Fiquei morrendo de vontade de ir para a Irlanda! Para quem já conhece as obras da Carolina, posso garantir que ela não nos decepciona nessa nova e já estou super ansiosa para começar a ler a continuação, já que essa é a primeira trilogia da autora. “Por um toque de sorte”, segundo volume da Trindade Leprechaun, já se encontra nas livrarias e “Por um toque de Magia” tem data de lançamento confirmada para o mês que vem. Nos vemos no final do arco-íris!

Bienal do Livro
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Atualizações, Livros

Beco na Bienal: Manual de Sobrevivência na Bienal do Livro #04

Faltam exatamente 14 dias para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e vocês sabem que ela está em sua 18ª edição com atrações realmente incríveis! É o maior evento literário do país e consequentemente o mais aguardado, onde você além de estar submerso pelo mundo dos livros, têm a oportunidade de conhecer seus autores favoritos, participar das inúmeras atividades culturais, estar presente no lançamento de alguns dos livros mais aguardados, tê-los em primeira mão, são tantas as possibilidades e oportunidades desse evento que não dá pra explicar.

Seu início será de 31 de agosto à 10 de setembro, sendo realizado no Riocentro, ou seja, 11 dias vivendo da cultura, dos livros, da diversão. E por isso, não poderíamos esquecer de deixar para vocês um guia de sobrevivência. Para aproveitar bastante e não se arrepender:

  • Esteja confortável: O Riocentro é gigante, ele é o segundo maior centro do convenções da América Latina. Isto é, tenha certeza que você vai andar bastante. Então, um tênis ou sapato e roupas bem confortáveis já são mais do que meio caminho andado. Nada melhor do que estar tranquilo para a maratona Bienal do Livro. Além disso, vale a pena lembrar de levar um agasalho, pois por mais que seja no “Hell” de Janeiro, o ar condicionado de lugares como esse, são bem potentes. Por isso, é melhor ser uma pessoa prevenida do que estragar sua experiência na Bienal por conta desses detalhes. Mochila ou mala de rodinhas? depende da quantidade de coisas que vocês querem comprar lá, independentemente disso, qualquer um dos dois vai facilitar muito a sua vida.
  • Prepare um guia e se planeje: No site da Bienal, você consegue ver quais são os autores já confirmados, o mapa do local com a disposição dos stands, o horário das atrações, ou seja, nele você já consegue se preparar. A vontade de ficar horas lá, conhecer cada pedacinho, nós conhecemos. Mas dependendo da quantidade de dias que você vai, não tem como fazer isso. Então, faça uma lista com tudo que você pretende fazer, suas preferências, os livros que você quer comprar e um itinerário (por isso o mapa é importante), para você não ter que ficar andando de um lado para o outro perdendo tempo.
  • Faça uma lista de desejos: Desde o livros que você quer há muito tempo até os que serão lançados, e se der, categorize por prioridades. Um dia antes, (se você conseguir) pesquise os preços, algumas vezes eles podem não estar tão baratos por lá. Lembrando que se você fizer uma lista imensa, vai ter que carregá-la durante todo o evento. Então, se agarre aos que você mais deseja  e vá fundo! Essa lista também vale para os eventos, alguns você vai perder horas na fila. Por isso, é bom ver se vai valer à pena ou não. A lista de desejos é feita de acordo com as suas prioridades.
  • Compre seu ingresso: Ninguém gosta de perder tempo em filas e lá não vai ser diferente. No site da Bienal você consegue comprar os ingressos antecipados. Assim você já economiza alguns minutos ou até horas (dependendo do dia), para gastar com os itens da sua lista.
  • Leve um lanche: Antes de ir é bom dar uma reforçada no café da manhã. Levar alguns petiscos como biscoitos, sanduíches, chocolates, água (muita água), vão te ajudar a economizar dinheiro e tempo. Normalmente nesse tipo de evento a alimentação é mais cara, vale guardar a vontade de comer algo por lá, para a hora do almoço (por exemplo). Melhor economizar na comida do que nos livros!
  • Chegue cedo: A programação cultural começa cedo todos os dias, e além disso, você vai querer conhecer tudo por lá. Por isso, quanto mais cedo mais tempo para andar por lá. Ademais, se você for entrar em alguma fila, as vagas são limitadas, e a entrada é por ondem de chegada. Então, quanto mais cedo você chegar para conferir de pertinho seu autor favorito ou aquele evento imperdível, maiores a chance de você conseguir.
  • Celular e câmeras: Queremos fazer tudo pelo celular não é mesmo?! Mas tente poupá-lo um pouco. Por exemplo, faça a lista e seu itinerário em um papel, além de economizar a bateria do seu celular vai estar sempre à mão. Leve uma câmera para as fotos, a qualidade normalmente vai ser bem melhor e você pode tirar milhares de fotos sem se preocupar. Deixe o celular para falar com seus amigos que com certeza estarão por lá, para o google (caso você tenha esquecido de anotar a editora de um dos livros que você quer comprar). Mas mesmo com essas dicas para controlar a bateria do seu celular, leve sempre o carregador. Na Bienal do Livro em vários pontos, tem postos para você carregar o celular, mas vale levar além do carregador normal um carregador portátil, ele vai te ajudar muito a economizar tempo.
  • Brindes e marcadores: Normalmente nos stands das editoras ficam marcadores de livros, brindes, que são deixados especialmente para os leitores. Não fique com vergonha, eles estão lá para você (que como a gente é colecionador de marcadores e afins). Nós também estaremos por lá distribuindo marcadores do Beco (fique de olho no nosso stories, estaremos postando tudo por lá!).
  • Dinheiro ou cartão: Leve os dois. É sempre bom levar alguma quantia em dinheiro, pois em alguns lugares os livros são R$2,00, R$ 5,00 e facilita para você ter dinheiro nessa hora. Não esqueça de ficar de olho nas promoções, algumas editoras dão desconto se você comprar vários livros dela. Então aproveite!

Gostou do nosso manual de sobrevivência? Tem mais alguma dica? Conta para a gente e não deixe de conferir o nosso guia definitivo para conseguir autógrafos!

Faap SJC
Faap SJC
Atualizações, Cultura, Novidades

Confira a agenda dos próximos eventos na Faap SJC!

Você é daqueles que ama uma palestra com assuntos interessantes para garantir as horas complementares da faculdade? Ou então quer se manter atualizado no mercado de trabalho competitivo? Então se liga na novidade! A Faap, Fundação Armando Álvares Penteado, de São José dos Campos está promovendo eventos incríveis, quase todos os dias, com presenças ilustres e assuntos totalmente relevantes para os futuros profissionais e também, para aqueles do presente que querem se atualizar.

Os eventos são todos com entrada gratuita, ou então, com ingresso solidário – aquele que você doa alguma coisa (geralmente alimentos), em troca da entrada e com lotação limitada. Olha só os próximos:

AGOSTO
17 – Palestra: Seja o Responsável pelo Sucesso e Equilíbrio de sua Carreira Profissional: Você no Comando das Emoções, com Dra. Lilia Firoozmand (19h30)

24 – Fórum: Desafios e Oportunidades em GP – O Papel do Líder na Formação de Novos Talentos e os Desafios da Educação Corporativa no Brasil, com Alunos PGCAE (19h30)

25 – Fórum: Desafios e Oportunidades em GP – Diálogos e Desafios em Tempos de Mudanças e a Liderança Feminina: Mulheres que Inspiram, com Alunos PGCAE (19h30)

28 – Palestra: Estratégia x Execução e Liderança, com  Paulo Camargo – Presidente da Arcos Dourados, McDonald´s Brasil (19h) – O Beco vai estar lá!

29 – Palestra: Julgamento e Decisões Críticas: Como o Escritório de Projetos (PMO) gera valor e colabora com os Gestores de Projetos, com Wantuir Felippe da Silva Junior (19h)

30 – Palestra: Desafios da Publicidade em um meio que tende à automação, com Paulo Arruda do Estadão (19h) – O Beco vai estar lá!

31 – Ciclo de Palestras, Presidente Uber (19h)

SETEMBRO
02 – Vale Influenciadores, NOSSO EVENTO! (09h) – O Beco vai estar lá, óbvio.

05 – Palestra: Competências Interculturais, com Lourdes Zilberbeg (19h)

E aí, partiu? Esse mês vai ser cheio de eventos por lá! Chama os amigos, parentes, vizinhos porque é muito conhecimento e é DE GRAÇA! Não dá pra perder.

Livros, Resenhas

Resenha: Rainbow, M.S. Fayes

Rainbow Walker sempre se sentiu diferente das garotas da sua idade. Com um nome peculiar e uma família estranha, ela nunca conseguiu estabelecer vínculos ou manter muitas amizades. Agora, em uma nova cidade, ela terá de se adaptar a uma nova escola e rotina, ao mesmo tempo que precisa deixar sua introspecção de lado.

Mas Rainbow não está sozinha nessa jornada, já que uma pessoa inesperada entra em seu caminho, fazendo com que ela precise rever todos os velhos preconceitos em relação aos outros, obrigando-se a deixar as pessoas entrarem na sua vida.

Reviravoltas, conflitos familiares e toda espécie de desventuras típicas de uma adolescente no Ensino Médio não podem competir com o que ela menos esperava encontrar: o amor e a autodescoberta.

Por um minuto, enquanto lia o romance de M.S. Fayes, Rainbow (2017), pensei que a autora tinha visto alguma foto minha para se inspirar e escrever/descrever o Thomas, rs.

Mas não… Será??

Rainbow é o relato da vida de uma adolescente que tenta sobreviver ao retrato do colegial nosso de cada dia e o sistema que divide grupos de jovens entre os ‘populares’ e ‘não populares’. A bela e séria garota que dá nome ao livro, é uma jovem nem um pouco comum, já se reconhece prematuramente pelo nome. Filha de pais hippies, Rainbow e seus irmãos possuem nomes de eventos naturais: Sunshine e ThunderStorm.

“nós somos o que você poderia chamar de ‘uma família viajante’…” [p. 07]

Após se mudarem inúmeras vezes e dificultar ainda mais a sobrevivência no colegial, Rainbow demonstra ser uma garota com um único desejo: ser normal. O espaço é diversificado no decorrer da narrativa, mas é a escola o lugar sacro e elementar para os acontecimentos decisivos na vida de seus alunos.

Na nova escola, a garota novidade e não popular revoluciona o poderio das líderes de torcida e as mais belas do reinado escolar e conquista os “reis do baile”: Thomas e Jason. Incrível, não é? Uma garota que levou o título de estranha, mas que chamou a atenção do quarterback. Às vezes, a vida vira o jogo e tudo começa mudar, foi o que aconteceu com Rain.

Esse livro nos ensina que o normal não é um estereótipo a ser seguido, mas se encontrar nas próprias particularidades e aceitar a si mesma/mesmo com peculiaridades e incertezas; somos perfeitos na imperfeição e normal em nossas diferenças. Rain nos ensina isso ao nos contar sua história, pensamentos e sentimentos. Vejo o livro Rainbow como o diário de uma jovem adolescente em amadurecimento. Crescemos e amadurecemos com Rain.

Bienal do Rio 2015
Bienal do Rio 2015
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Beco na Bienal: Como conseguir (mesmo) autógrafos #03

Dia de Bienal é sempre aquela correria insana. Fãs de um autor na fila de outro, senhas esgotadas em segundos… A pergunta é: como conseguir mesmo um autógrafo na Bienal do Livro? É uma chance em milhares de fãs, mesmo, e a melhor forma, é ter uma estratégia muito bem bolada. E o Beco te dá as melhores dicas pra isso sem precisar sacrificar muito seu sono e chegar lá três dias antes.

A equipe da Bienal, pensando em todo mundo que mora perto e também, daqueles que moram longe, desenvolveu uma estratégia específica para cada evento e cada espaço. Olha só como acontece a distribuição:

NOS ESPAÇOS DA PROGRAMAÇÃO OFICIAL:
CAFÉ LITERÁRIO, ENTRELETRAS e GEEK & QUADRINHOS
• Retirada de senhas uma (1) hora antes de cada evento na “Entrada do espaço”, seguindo a ordem de chegada;
• A distribuição de senhas é limitada a uma (1) por pessoa, respeitando a capacidade do espaço;
• A senha é válida somente para o mesmo dia de retirada e ao respectivo evento;
• A tolerância de entrada é de até 15 minutos após o início da sessão, depois desse horário, os lugares vagos serão liberados para os interessados que estiverem na fila de espera, respeitando a capacidade do espaço.

CENTRAL DE DISTRIBUIÇÃO DE SENHAS
ARENA #SEMFILTRO, ENCONTRO COM AUTORES, PRAÇA COPACABANA E PALCO MARACANÃ
O acesso a esses espaços é feito através de senhas distribuídas na “Central de Distribuição de Senhas”, seguindo as regras abaixo:
• A distribuição de senhas é limitada a uma (1) por pessoa, respeitando a capacidade do espaço;
• A senha é válida somente para o mesmo dia de retirada e ao respectivo evento;
• As senhas dos bate-papos não garantem acesso a sessão de autógrafos – Praças Copacabana ou Palco Maracanã;
• A tolerância de entrada é de até 15 minutos após o início da sessão, depois desse horário, os lugares vagos serão liberados para os interessados que estiverem na fila de espera, respeitando a capacidade do espaço.
• Na Praça Copacabana e Palco Maracanã, o autógrafo é restrito a 1 (um) exemplar por pessoa. Não é permitido o autógrafo de outros itens, tais como: DVDs, CDs, cartazes, camisetas e outros;
• Não será permitido foto com dispositivos eletrônicos pessoais. As fotos serão feitas por um fotógrafo oficial do evento.

OBSERVAÇÕES:
– O horário das retiradas de senhas acontecerá seguindo a planilha que será divulgada em breve (atualizaremos vocês);
– Estas regras poderão sofrer alteração/adequação conforme finalização da programação do evento.
– Próximo ao evento acesse essa página para se certificar das regras e ter uma ótima experiência.

E claro que com novidade boa assim, a segurança foi melhorada também: as senhas continuarão a ser intransferíveis e pessoais, por isso no dia, não esquece de levar a senha e um documento com foto, tipo o RG ou Carteira de Motorista. Além disso, não tem como mais fazer nenhum jeitinho brasileiro de pular grade e fazer tumulto, porque o controle será feito por catracas e por uma equipe bem reforçada de seguranças especializados.

Cada um que conseguir a senha, terá o direito de levar um livro para autógrafo, para que todos tenham chances e não demore muito. No dia, também serão disponibilizados os livros dos autores que estarão autografando para venda, caso você não queira carregar tanto peso extra após as compras. (Logo tem post com dicas para o dia, fiquem ligados!).

É importante ressaltar também, que a senha não te dá acesso a Bienal. Você precisa comprar seu ingresso, e de preferência, antecipado para ter mais tempo de aproveitar o evento no dia. Porque na bilheteria do local, sempre tem fila imensa! Clique aqui para comprar.

Fique de olho também na programação oficial do evento, que lá informa onde cada autor vai estar no dia. A Bienal do Rio tem três pavimentos, por isso é importante saber exatamente onde ir e não ficar perdido pra lá e pra cá! E fica de olho em todos os posts do Beco na Bienal pra saber de tudo.

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Resenha: Voraz, Bárbara Shênia

Clara é uma brasileira que tem um relacionamento complicado e cheio de traições com Eric. Todo o sofrimento causado pelas idas e vindas desse romance acaba afetando seu lado profissional e sua vida social. Após ser demitida e encontrar Eric mais uma vez com outra mulher, Clara decide retomar sua vida e, seguindo o conselho de uma de suas amigas, resolveu fazer uma viagem para a Grécia.

Assim que desembarca na Grécia, ela conhece Alexandros. Clara fica encantada com a beleza dele, mas ao mesmo tempo desapontada com sua arrogância, Alexandros, grego e multimilionário, a deseja no momento em que coloca os olhos nela, mas com medo de que ela se interesse apenas por seu dinheiro, ele tenta não se envolver e acaba sendo grosseiro.

Recheado de romance, ciúmes, intriga e cenas quentíssimas, Voraz envolve o leitor em uma viagem imaginária. É um dos seis livros que conta a história de cinco amigas. Clara, Alice, Lívia, Ana e Giulia vão fazer você viver junto com elas novos conceitos sobre sexo e aventuras na vida de mulheres contemporâneas, ousadas e românticas.

“se ela me deixou, a dor é minha só, não é de mais ninguém. aos outros eu devolvo a dor, eu tenho a minha dor. Se ela preferiu ficar sozinha ou já tem um outro bem. Se ela me deixou, a dor é minha, a dor é de quem tem. é meu troféu, é o restou, é o que me aquece sem me dar calor. se eu não tenho o meu amor, eu tenho a minha dor […]”

Zeus, para os gregos, ao partir para a criação decidiu fazer a mulher como o elemento mais raro e complexo. Não criou somente a ‘mulher’, mas a mulher porco, mulher raposa e a mulher abelha, e sim, estamos falando de uma mulher abelha bem especial.

“… outro tipo é feito da abelha: afortunado quem a tem; só ela merece ser isenta de culpa, os bens que ela administra irão prosperar; amiga do amado marido, envelhece em sua companhia…” [Voraz, p. 111]

O livro Voraz, escrito por Barbara Shênia, é o reflexo do tipo de mulher que idealiza um relacionamento estável, gostoso de se viver, bem apimentado como um caso adolescente, mas recíproco como um casamento forjado pelo amor eterno.

A personagem Clara, protagonista, viaja para Grécia com término de um relacionamento de vários anos de forma catastrófica na tentativa de se encontrar como era antes de Eric, o namorado ninfomaníaco que a traiu incansavelmente com várias mulheres.

O romance possui uma linguagem apimentada que registra na memória do leitor os detalhes íntimos de todas as situações de carinho intenso que Clara se encontra no decorrer de 348 páginas.

Clara se envolve com dois rapazes em sua caminhada em busca de mais amor próprio, Filippo e Alexandros, entretanto, é com Alexrandros que sua alma e corpo gemem.

O espaço do romance é diversificado, mas centralizado na Grécia – ilhas e outros principais pontos turísticos da terra dos deuses, local onde acontece a maior parte dos episódios, ás vezes engraçados e outros bem loucos, que Clara vive. Mas são citados Itália, Estados Unidos e Brasil.

Em relação ao tempo, a escritora nos deixa bem claro que toda a viagem de Clara leva trinta dias, um mês entre sua estadia na Itália até o seu conflito com Alexandros na Grécia.

O enredo é fantástico! Vale a pena descobrir!

Kéfera na Bienal do Rio de 2015
Kéfera na Bienal do Rio de 2015
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​Beco na Bienal: Veja alguns livros que serão lançados na Bienal do Rio de Janeiro #02

A Bienal do Rio já está chegando e pra gente que é viciado, além de falência, Bienal significa: LANÇAMENTOS! Neste ano, acontecerão vários em paralelo, porque são muitos eventos acontecendo ao mesmo tempo, tanto nos espaços comuns, quanto nos estandes. Por isso, para facilitar um pouquinho a sua vida, separamos os melhores lançamentos na opinião da galera do Beco, olha só:


Meu livro. Eu que escrevi, Duny

Duny é uma celebridade de alcance mundial, rainha das grosserias e desbocada. Estrela da websérie Girls in the house criada por Raony Phillips, Duny lança uma autobiografia recheada de ironia, lacres e histórias divertidas sobre a sua busca desesperada pela fama.


Os 27 crushes de Molly, de Becky Albertalli

Da mesma autora de Simon vs. a agenda Homo Sapiens, o livro conta a história de Molly, uma garota que já viveu muitas paixões, mas só dentro da própria cabeça. Aos 17 anos, ela acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que Molly precisa ser mais corajosa, a garota não consegue suportar a ideia de levar um fora. Então, age com muito cuidado. Para ela, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.


Rebeldes têm asas, de Rony Meisler

Conhecer a Reserva por dentro, vasculhar suas entranhas, mergulhar em sua efervescência, acreditem, é uma experiência sublime. Recomendo que marquem uma visita e façam um tour pelo Centro de Distribuição, em São Cristóvão, e se preparem para viver um turbilhão de emoções. Basta um diazinho, algumas horas! Será como assistir a um documentário ou a um filme de ação, ou passear na Disneylândia.


O livro dos ressignificados, de Akapoeta

Antes aprisionadas na formalidade dos dicionários, palavras como “girassol”, “Deus”, “sonho”, “tatuagem”, “cafuné” e muitas outras são libertadas por João Doederlein – que assina com o pseudônimo AKA Poeta – neste seu primeiro livro. Elas são repensadas a partir das experiências pessoais do autor, de vinte anos, e de sua geração, mesclando romantismo bem resolvido, paixão, isolamento e um dia a dia que respira tecnologia e cultura pop. Combinando textos que se tornaram sucesso nas redes sociais com material inédito, o autor acha novos significados para os signos do zodíaco, para clichês indispensáveis como “paixão” e “saudade” e para as atualíssimas “match” e “crush”. Uma história de amor correspondido entre um jovem e sua musa – a escrita.


Para as solteiras, com amor, de Julia Faria

Estar solteira pode ser muito divertido e libertador, mas muitas mulheres se deparam com diversos tipos de inseguranças quando estão sozinhas. Neste seu primeiro livro, a atriz e digital influencer Julia Faria defende que o foco principal delas nesse momento precisa ser conhecer melhor a si próprias, e não outras pessoas. Só assim conseguirão encontrar suas caras-metades (se assim desejarem). Os delicados textos aqui reunidos ajudam a refletir sobre o que esperar de um relacionamento e a lidar com o fim inevitável de alguns deles. Sempre com bom humor, a autora faz uma necessária investigação do mundo do flerte e seus códigos. Mais do que um livro para quem está (ou esteve) solteira, a estreia de Julia Faria é uma defesa da autoestima feminina. Sem ela, mostra a autora, não existe final feliz.


Querido dane-se, Kéfera Buchmann

Sara tem muitos sonhos, mas também vários problemas para enfrentar. Para começar, seu namorado acabou de uma hora para outra com ela e por WhatsApp. Pouco depois, ela descobriu que o desgraçado está namorando uma socialite linda e admirada. Parou por aqui? Não: Sara, que é estilista de formação, mas trabalha como costureira, atualmente está de plantão na casa dessa socialite, arrumando as roupas dela.


Como falar com garotas em festas, de Fabio Moon, Gabriel Bá e Neil Gaiman

Enn é um garoto de quinze anos que nunca se dá bem com as garotas, enquanto seu amigo Vic tem todas a seus pés. Na Londres dos anos 1970, auge do punk, os dois estão prestes a viver a aventura mais espetacular de suas vidas. Ao serem convidados para uma festa, conhecem as belas Stella, Wain e Triolet e descobrem mais segredos do que jamais poderiam supor. Do premiado Neil Gaiman, autor de Deuses americanos e Sandman, e adaptado e ilustrado de maneira extraordinária pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon, Como falar com garotas em festas é uma graphic novel eletrizante, uma jornada sobre as descobertas do amor, das diferenças e dos mistérios que cercam o amadurecimento.


Carmim, de Catarina Muniz

Louis, um publicitário ítalo-americano na casa dos 30, não tem do que reclamar: é bem sucedido, viajado, bem relacionado e extremamente belo e sedutor. Porém, o falecimento repentino de seu avô o faz descobrir uma carta amarelada e amassada, e com ela, a bela espanhola Carmen. Ele pretende proteger a herança da família, dona de uma rede de confeitarias italianas espalhadas pelos EUA. E nesse intento, ele acaba sendo surpreendido pelo próprio desejo e se vê preso em teias encaracoladas cor de carmim.


Retratos de uma vida, de Naty Rangel

Jennifer precisa superar a perda dos pais e a traição de um namorado com sua melhor amiga logo na adolescência. Mas o tempo, e o irmão inseparável, dão a força que ela precisa para superar esses eventos. O emprego dos sonhos é a primeira de muitas conquistas, e é só o começo de uma sessão de flashes emocionantes em sua vida profissional e amorosa. A jovem estará prestes a conquistar o coração de alguém bastante improvável no seu campo de trabalho, e terá que lutar para passar por cima dos obstáculos desse amor. Um romance com os melhores momentos ilustrados, para você não perder nenhum click.


Inquebrável (Crescendo #2), de Robson Gabriel

Dor. Esta é a única coisa que consigo sentir agora. Jamais pensei, em toda a minha vida, que seria abandonado por aqueles que diziam me amar. A sensação de impotência é agonizante, parece que vai rasgar o meu peito e destruir o restinho do eu que ainda sou. Eu juro que tentei ser o garoto perfeito, o exemplo em tudo que fazia, mas chega uma hora em que a gente precisa se libertar. O verdadeiro Daniel estava bem ali, diante dos meus pais. Eles diziam me amar, mas aquilo não passava de uma mentira baseada em uma vida de controle.

E aí, tem algum que não colocamos aqui? Conta para a gente aí nos comentários como está a sua listinha de compras desse ano!

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Mauro Felippe lança livro de poemas e provocações na Bienal do Rio

Apaixonado pelo universo das letras desde a infância, o advogado catarinense Mauro Felippe vem ao Rio para lançar, de forma independente, seu quarto livro de poemas durante a 18ª Edição da Bienal Internacional do Livro, que acontecerá de 31 de agosto a 10 de setembro de 2017, no Riocentro. O título “Humanos” é o quarto livro do autor e reúne poemas que provocam reflexões sobre a vida em sociedade e/ou solitária. Mauro fará seu lançamento oficial no sábado, dia 2, em seu estande de 40 metros quadrados – o maior, segundo a organização do evento, entre os estandes de autores independentes.

Com um estilo próprio, o autor coloca em seus poemas pitadas de realismo, envolvendo temas psicológicos e filosóficos. Poemas que, segundo ele, chegam sem hora marcada, quase prontos em seus pensamentos para que possam refletir sobre a sociedade e a vida cotidiana. “As virtudes e desgraças do ser humano são o centro de tudo o que passo aos leitores”, explica.

O novo escritor, hoje com de 51 anos de idade, iniciou seus primeiros rascunhos ainda na adolescência, mas só resolveu lançar a sua primeira publicação há três anos. “A literatura sempre fez parte do meu convívio familiar. Fui muito incentivado pelos meus pais desde criança e até hoje. Somos de uma família que lê muito, principalmente grandes temas literários”, revela. A descoberta pelo Direito e a ideia de se lançar como autor vieram – como Mauro costuma mencionar – “num estalo”.

“Após anos cursando Engenharia de Alimentos, “um estalo”, inexplicável, me fez seguir outro caminho profissional. Com dois Diplomas, optei pelo de Direito. Hoje sou uma pessoa realizada, profissionalmente. Sou daquele tipo incansável e apaixonado pelo que faço e ainda tenho muito a aprender. Há 23 anos não vejo jamais a ideia de um dia encerrar esta carreira. É a minha vida”, conta.

Em 2014, “outro estalo” o fez pensar em lançar um livro como um troféu pessoal por duas décadas de carreira na área jurídica. Mas, o livro nada tem a ver com Direito, mas com poesia, aquela inspirada, profunda, do fundo da alma. “Eu lancei o meu primogênito, “Nove” e no mesmo ano participei da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, considerado o maior encontro literário do País e um dos mais importantes do mundo. E, inesperadamente, sem qualquer ambição, esse livro vendeu muito bem em todos os estados brasileiros. Aquilo que eu jamais havia sonhado se tornou um negócio sério”, comemora.

Na Bienal seguinte, em 2016, lançou simultaneamente dois livros: o “Ócio” e o “Espectros”, respectivamente. Segundo Mauro, todos os seus livros são completamente distintos e independentes entre si. “Um não é a sequência do outro, como, aliás, não são cada um dos textos. Por isso até, as páginas não são sequer numeradas. São como livros de cabeceira, para a cada dia ler um texto novo e refletir, pois a temática é a mesma: a essência da alma”, comenta. Todos eles têm mais uma coisa em comum: são ilustrados pelo artista Rael Dionisio. Todas as ilustrações são surrealistas.

Em pouco tempo, suas publicações ultrapassaram mais de 135 mil curtidas nas redes sociais.  “Nunca imaginei que meus poemas fossem agradar tantos leitores. Até hoje, ainda não mensurei o tamanho de tudo isto. Resta-me, apenas, o sincero agradecimento a todos”, acrescenta. Mauro Felippe é de Urussanga, pequena cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, de Santa Catarina. Também fã de futebol, torce pelo time carioca Botafogo. É casado, tem dois filhos pequenos e já teve uma banda de rock.

Além da participação como expositor das duas últimas edições da Bienal de São Paulo, esta é a primeira participação do autor na Bienal Internacional do Rio. Este ano, participará também da X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em outubro.

Bienal do Livro 2015
Prossegue no Riocentro, na Barra, a 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Atualizações, Livros

Beco na Bienal: Bem-vindos a 28ª Bienal Internacional do Rio de Janeiro #01

A contagem regressiva para o início do evento literário mais esperado do ano já começou! A Bienal do Livro de 2017 acontece no Rio de Janeiro e para começar a aquecer, o Beco Literário – como é de costume -, dá início hoje a série de posts do Beco na Bienal! Esse ano, como o evento é maior, a quantidade de assuntos também é.

Para quem não sabe, a Bienal do Livro Rio é o maior evento literário do país, um grande encontro que tem o livro como astro principal. Para o leitor, é a oportunidade de aproximação dos seus autores favoritos e de conhecer muitos outros. Durante onze dias, o Riocentro sedia a festa da cultura, da literatura e da educação. Nos espaços dedicados às atrações, o público pode participar de debates, bate-papos com personalidades e escritores, além das atividades culturais que promovem a leitura. Atraente, variada e dinâmica, a Bienal do Livro Rio é diversão para toda a família!

A Bienal do Rio começou em 1983, nos salões do Hotel Copacabana Palace e hoje está nos 55 mil metros quadrados do Rio Centro! Pra você que só conhece a de São Paulo, a do Rio é quase três vezes maior! Dá pra pirar um pouquinho, né?

Nesse ano, ela acontece do dia 31 de agosto até o dia 10 de setembro e já está batendo recordes de autores confirmados, nacionais e internacionais. Claro, que o Beco Literário vai estar lá, te mostrando tudo o que acontece! Alías, relembrar é viver: você lembra da nossa última ida a Bienal do Rio, em 2015? Vem ver!

Quem conhece, já sabe! A Bienal do Livro é um evento marcante e a partir de amanhã (16/08), começa o nosso aquecimento para te ajudar a diminuir (ou aumentar!) a ansiedade. Vamos ver os assuntos que vamos falar nesse especial?

#02: Veja quais livros serão lançados na Bienal do Rio
#03: Como conseguir (mesmo) autógrafos na Bienal
#04: Como se preparar para passar o dia na Bienal
#05: Como se preparar para viajar para a Bienal do Rio?
#06: Conheça os espaços e os eventos da Bienal do Rio
#07: Quais são as diferenças da Bienal de São Paulo com a Bienal do Rio?
#08: Autores confirmados e presenças ilustres (até o momento)
#09: Conheça alguns expositores que estarão presentes na Bienal do Rio
#10: Especial Autores Brasileiros: Babi Dewet, Carina Rissi, Kel Costa, Pam Gonçalves, Paula Pimenta, Sophia Abrão
#11: Especial Youtubers: Lucas Rangel, Maicon Santini, Maju Trindade, Melina Souza, Victor Meyniel
#12: Especial Raphael Draccon e Carolina Munhoz
#13: Especial Isabela Freitas
#14: Especial Kéfera
#15: Especial Maurício de Souza
#16: Especial Girls in the House: Raony Philiphs e Duny
#17:  Especial Raphael Montes
#18: Especial Thalita Rebouças
#19: Especial Maísa
#20: Especial Gayle Forman
#21: Especial Abbi Glines
#22: Especial Paula Hawkins
#23: Especial V.E. Schwab

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Livros, Resenhas

Resenha: Manual da Faxineira, Lucia Berlin

Pela primeira vez no Brasil, a obra de uma lendária contista norte-americana que vem conquistando cada vez mais leitores. Lucia Berlin teve uma vida repleta de eventos e reviravoltas. Aos 32 anos, já havia vivido em diversas cidades e países, passado por três casamentos e trabalhado como professora, telefonista, faxineira e enfermeira para sustentar os quatro filhos. Lutou contra o alcoolismo por anos antes de superar o vício e tornou-se uma aclamada professora universitária em seus últimos anos de vida. Desse vasto repertório pessoal, Berlin tira inspiração para escrever os contos que a consagraram como uma mestre do gênero. Com a bravura de Raymond Carver, o humor de Grace Paley e uma mistura de inteligência e melancolia, Berlin retrata (no Manual da Faxineira) milagres da vida cotidiana, desvendando momentos de graça em lavanderias, clínicas de desintoxicação e residências de classe alta da Bay Area.

 

Manual da Faxineira

Manual da Faxineira – Lucia Berlin

Manual da Faxineira é um daqueles livros que te surpreende. Não conhecia Lucia Berlin antes dele, e agora ela faz parte das minhas escritoras favoritas. O livro é uma série de contos sobre mulheres, o que já me deixou bem interessada pois apesar de ultimamente a literatura feminina ter crescido bastante, ainda faltam livros sobre a vida real, o cotidiano da mulher, sem romantizar, sem mistificar, sem “felizes para sempre”. E é exatamente isso que Lucia passa, histórias cotidianas, reais, que podemos nos identificar, entender como os personagens se sentem, e o mais importante, pelo ponto de vista de uma mulher.

“Senti um cansaço, uma tristeza imensa, por ela, por todas nós que estávamos naquela sala. Estávamos, cada uma de nós, sozinhas.”

As histórias tem um teor autobiográfico. Embora seja difícil tentar desvendar o que é ficção e o que é sua história, pois a maior parte seria baseada em suas experiências de vida. O que fica claro na narrativa, a maioria feita em primeira pessoa, por mulheres, todas protagonistas. Lucia traz tanto temas cotidianos, como temas políticos e polêmicos, com uma sinceridade difícil de se ver. Ao mesmo tempo em que ela aborda o dia a dia em um diálogo na lavanderia, ela fala sobre traumas, que vão desde o abandono até ao abuso sexual. E tudo de uma forma leve, simples e honesta. Ela não mistifica, não “enfeita” os acontecimentos, além de ter uma linguagem irreverente. O que os deixa mais interessantes, quando são  narrados pela autora.

“Mas o sorriso dela… não, era a sua risada, uma risada melancólica, gutural e cascateante que captava a alegria, deixava implícita a tristeza que existe em toda alegria e, ao mesmo tempo, zombava dela.”

O que posso dizer do Manual da Faxineira? É um livro sobre como ser mulher, sobre mulheres reais.  Eu, você, sua mãe, sua vizinha. É a nossa voz, o nosso sentimento, a nossa realidade. O exemplo real de sororidade, pelas incontáveis relações entre mulheres que o livro trata. Além de surpreendente, nos faz querer saber mais sobre essa escritora que conversa e transmite tanta empatia para com seu leitor.

“Fiquei circulando, não só incapaz de me enturmar, mas aparentemente invisível, o que era um misto de benção e maldição.”

O livro é extraordinário, daqueles que devemos ler com calma, apreciando cada história, cada personagem e suas nuances, vivenciar o sentimento narrado e o que se esconde entre as palavras. Como eu disse no começo, Lucia Berlin se tornou uma das minhas escritoras favoritas, porque é quase impossível não virar fã depois desse livro.

“As cicatrizes são brutais, horríveis, mas elas fazem parte de você agora. E você é mulher, sim, sua bobona! Sem o seu Afonso, sem o seu seio, você pode ser mais mulher do que nunca, você pode ser a sua mulher!”.

Sobre a autora: Lucia Berlin – Nasceu em 12 de novembro de 1936 no Alasca e faleceu em 12 de novembro de 2004, passou a sua infância e sua vida adulta se mudando. Viveu em diversas cidades dos EUA, do México e do Chile (Idaho, Arizona, El Paso, Oakland, Nova York, Cidade do México, Santiago, Colorado). Somente em 2015 que seus contos se tornaram uma febre. Deixou 76 contos publicados num total de 3 livros. O Manual da Faxineira, em um ano, foi traduzido para sete idiomas, foi eleito um dos 10 melhores livros do ano pelo New York Times. No Brasil, foi publicado pela Companhia das Letras.