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Crítica: A Máquina
Crítica: A Máquina
Críticas de Cinema, Filmes

Crítica: A Máquina (O Amor é o Combustível, 2006)

A máquina é um filme brasileiro de 2006, dirigido por João Falcão, e baseado em livro de Adriana Falcão e em peça teatral do próprio diretor.

O enredo é todo alegórico e fantasioso e faz críticas aos formatos dos filmes de cinema. A história toda é narrada pelo personagem do Paulo Autran. O roteiro é baseado em livro de Adriana Falcão e em peça teatral de João Falcão. O filme foi produzido por Diler Trindade; a trilha sonora tem canções de DJ Dolores, Chico Buarque e Robertinho do Recife; a fotografia é de Walter Carvalho; o desenho de produção é de Marcus Figueiroa; a direção de arte é de Marcos Pedroso; os figurinos são de Kika Lopes; e a edição é de Natara Ney.

A primeira vez em que assisti à Maquina, foi durante uma aula de Leitura Crítica de Mídia. Com áudio ruim, o sotaque das personagens ficou inteligível e eu pensei mano, que filme é esse? Deve ser mais um daqueles que professor passa e é péssimo. Eu não poderia estar mais enganado.

Tinha que fazer um relatório, e fui assistir mais uma vez. Acabei assistindo duas, e mais uma vez no dia seguinte. Que filme, amigos, que filme! A trama principal começa com Antônio, o filho do tempo, narrando uma história que acontece na pacata cidade de Nordestina, perdida no sertão e tão pequena que nem aparece no mapa. Sem recursos, todo mundo espera pelo dia em que vai deixar a cidade, que não tem recursos porque todos saem. Faz sentido pra você?

Talvez não, mas para Karina, jovem sonhadora, faz o maior sentido. Com o desejo de ser atriz, conta os dias para o aniversário de 18 anos, quando finalmente será livre para deixar Nordestina. Enquanto isso, ensaia todos os dias com Antônio, que faz dela cinema para seus olhos com direito a repetição e todo o resto.

Com uma crítica ferrenha a televisão e a alienação, mostra o quanto as pessoas são reféns daquilo que veem. Em Nordestina, por exemplo, tinha até pessoas dispostas a ensinar “como falar carioquês”. Também passa um pouco pela sociedade do espetáculo, em que tudo o que vale, é a aparência e como isso pode trazer mais audiência.

Karina quer sair da cidade, mas Antônio tem medo de perder sua amada, e por isso, sai de Nordestina e promete conseguir o mundo para Karina, de forma que Nordestina fique conhecida. Naquela atmosfera de “De Volta Para o Futuro”, o rapaz viaja no tempo e ainda consegue trazer reconhecimento para a sua cidade.

É difícil comentar a história do filme, o tempo é um assunto complicado de tratar, mas que foi feito com maestria no longa, mostrando um romance que não se pauta somente naquele vai e vem de dramas e pessoas de fora tentando estragar o casal principal com um triângulo amoroso, muito pelo contrário, o amor é o combustível dessa história, e o tempo é o personagem coadjuvante. Sério, se você ainda não viu, só vai e depois volta aqui para a gente comentar, combinado?

E para finalizar a crítica, vou deixar essa versão de “Dia Branco”, feita pela banda The Sconhecidos, do filme, e que eu não consigo parar de ouvir um minuto sequer.

https://www.youtube.com/watch?v=7jGpmcRqiXk

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Bar temático de Stranger Things recebe carta de advertência da Netflix

Foi aberto em Chicago, nos Estador Unidos, um bar temporário com um tema super especial: Stranger Things, a série de sucesso mundial da Netflix. Com o nome de “The Upside Down” (referência ao mundo paralelo do seriado) o bar não poupou esforços para desenvolver detalhes criados pelo seriado da plataforma de streaming.

O grande porém: a Netflix não foi avisada, consultada e, muito menos, teve os direitos pela série pagos.

Como tudo é uma excelente oportunidade para a Netflix surpreender o público, a empresa divulgou uma carta advertindo os donos do bar e deixando claro que isso não será tolerado novamente, mas desenvolveu tudo isso em um tom amigável e compreensivo com o trabalho realizado pelos donos.

Leia a carta enviada abaixo:

“Danny e Doug,

Meu walkie-talkie está quebrado, então tive que escrever esta carta. Escutei que vocês lançaram um bar temporário [com a temática] de Stranger Things localizado na Logan Square. Olhe, não quero que vocês pensem que sou um completo otário e adoro como vocês amam o seriado. (Esperem até ver a segunda temporada!) Mas, a menos que esteja vivendo no Mundo Invertido, acho que não fizemos um acordo com vocês para esse bar. Vocês, obviamente, são caras criativos, então vão entender que é importante para nós poder opinar sobre como nossos fãs experimentam os mundos que construímos.

Não vamos mandar o Dr. Brenner perseguir vocês, mas pedimos encarecidamente que (1) não estendam o prazo temporário de seis semanas que acaba em setembro e (2) que nos procurem para ter uma permissão se pretendem fazer algo parecido novamente. Me avisem o mais rápido possível se estão de acordo com esses pedidos.

Amamos nossos fãs mais do que qualquer coisa, mas vocês devem saber que o demogorgon nem sempre é tão complacente. Então, por favor, não nos obrigue a ligar para a mãe de vocês.

Obrigado.”

O local foi inaugurado no dia 18 de agosto e funcionou até o dia 1º de outubro, antes do lançamento da segunda temporada de Stranger Things, que chega à Netflix dia 27 de outubro.

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Sessão da tarde: Programe-se para assistir os filmes da semana!

Os filmes da Sessão da Tarde dessa semana garantem uma coisa: você vai rir muito! Teremos comédias para todos os gostos: romântica, dramática, clássica e com muita aventura e fantasia. Com essa mistura de sempre, fique a vontade para conferir as sinopses dos filmes que serão exibidos nessa semana de 02/10 – 06/10.

02/10 – Maluca Paixão (2009)
Mary Horowitz (Sandra Bullock) é uma mulher excêntrica que trabalha criando palavras cruzadas. Ela está convencida que Steve (Bradley Cooper), um cinegrafista da CNN, é o grande amor de sua vida. Por isso passa a persegui-lo ao redor do país, na esperança de convencê-lo que foram feitos um para o outro.

03/10 – De Repente Grávida (2006)
Morando há algum tempo em Nova York, a canadense Frannie (Joanne Kelly) mantém um relcionamento com Calvin (Lucas Bryant), um músico. Quando ele viaja em turnê com sua banda de jazz, ela descobre estar grávida. Receosa de contar a novidade ao namorado, ela decide ir até a casa dos pais no Canadá. Ao contar a verdade por telefone, mas sem saber a reação do namorado devido a interferência na ligação, ela decide voltar aos EUA. Barrada na imigração, ela vai precisar ficar 12 meses na casa dos pais.

04/10 – Corina, uma Babá Perfeita (1994)
1959. Manny Singer (Ray Liotta), um compositor de jingles de uma agência de propaganda, fica viúvo e tendo de cuidar de Molly (Tina Majorino), sua filha de sete anos. Manny precisa desesperadamente de uma babá, com isso entrevista vários candidatos e rejeita todos até encontrar Corina Washington (Whoopi Goldberg), que se formou recentemente mas não consegue arrumar nenhum trabalho por ser negra. A primeira grande tarefa de Corina é se comunicar com Molly, que decidiu parar de falar. Gradativamente Corina ganha a confiança da menina e logo ela está falando novamente. Corina fica para o jantar em várias ocasiões e Manny se surpreende com os comentários dela sobre música e literatura. Paralelamente Corina conversa com Molly, que se considera culpada pela morte da mãe. Molly secretamente deseja que Corina se case com seu pai e fique morando na casa o tempo todo, apesar da irmã de Corina, a mãe de Manny e uma vizinha curiosa desaprovarem um romance inter-racial.

05/10 – Pare o casamento! (2014)
Recém-viúva, Wendy (Lisa Whelchel) é um das maiores organizadoras de casamento da cidade. Mas os opostos se atraem quando Marco (Antonio Cupo), um irritante advogado especializado em divórcios, abre um escritório bem ao lado de seu local de trabalho. Apesar das grandes diferenças, os dois vão ter que unir forças quando o filho dele anuncia estar noivo de sua filha.

06/10 – O Fada do Dente (2009)
Derek Thompson (Dwayne Johnson) é um jogador de hóquei frustrado que só faz sucesso por causa de suas violentas faltas que, invariavelmente, arrancam um dente do adversário. Daí vem o apelido, dado pelo fãs, de Fada dos Dentes. Ele, porém, não acredita em lendas e quase conta para a pequena Tess (Destiny Whittlock), filha de sua namorada (Ashley Judd), que esse negócio de fada trocar dente por moeda é uma grande mentira. Como punição por ser um “destruidor de sonhos”, Derek é transformado em uma fada do dente.

Não se esqueça, a Sessão da Tarde é exibida de segunda a sexta-feira às 15h05.

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Trailer do filme “Aniquilação” com Natalie Portman, Gina Rodriguez e Tessa Thompson

Saiu o trailer de Aniquilação (Annihilation), filme de ficção científica que reunirá as atrizes Natalie Portman (Jackie), Gina Rodriguez (Jane The Virgin), Tessa Thompson (Thor: Ragnarok) e Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados) como uma equipe de cientistas militares para estudar a área de uma floresta que foi tomada por uma força misteriosa. Confiram:

Imagem: Natalie Portman, IMDB

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=KijnWmDdh1o&w=560&h=315]

 

Imagem: Tessa Thompson, IMDB

Aniquilação é adaptação do primeiro livro da trilogia Comando Sul do autor Jeff VanderMeer, e acompanhará a jornada do grupo de cientistas na expedição à Área X, uma região que foi isolada do mundo pelo governo durante décadas, pois há algo que contaminou humanos que estiveram na floresta, inclusive o marido da personagem de Natalie Portman, que será interpretado por Oscar Isaac (Star Wars: Os Últimos Jedi).

Imagem: Gina Rodriguez, IMDB

Imagem: Oscar Isaac, IMDB

 

Aniquilação (Annihilation) será dirigido e roteirizado por Alex Garland, que também roteirizou e dirigiu Ex-Machina (2014) e estreia nos cinemas dia 22 de fevereiro de 2018.

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Conheçam os atores que serão a Turma da Mônica no filme "Laços"
Conheçam os atores que serão a Turma da Mônica no filme “Laços”
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Conheçam os atores que serão a Turma da Mônica no filme “Laços”

O filme Turma da Mônica – Laços teve o seu elenco anunciado nessa sexta-feira (29/09): Giulia Barreto será a Mônica; Kevin Vechiatto será o Cebolinha; Laura Rauseo será a Magali e Gabriel Moreira será o Cascão.

Imagem: Laura (Magali), Gabriel (Cascão), Kevin (Cebolinha) e Giulia (Mônica); foto: Marina Bonini

Confiram o vídeo, em que os atores mirins são surpreendidos pelo próprio Maurício de Sousa, na última quarta (27/09), dizendo que eles foram os escolhidos para serem a Turma da Mônica, “Bem- vindos ao bairro do Limoeiro”:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=CuWy0n2wJg8&w=560&h=315]

Sete mil crianças participaram dos testes, até sobrarem os quatro escolhidos, todos com 9 anos, menos Kevin que tem 11. Todos são de São Paulo, menos Gabriel, o único carioca do grupo. As gravações começam entre dezembro e janeiro, e o filme tem estreia prevista para junho de 2018. A direção de Turma da Mônica -Laços ficará a cargo de Daniel Rezende, de Bingo: O Rei das Manhãs, que representará o Brasil no Oscar 2018, concorrendo na lista dos indicados a Melhor Filme Estrangeiro.

Turma da Mônica- Laços, será o primeiro longa de uma trilogia em live action da Turma da Mônica, e conta a história da turminha, indo ao resgate de Floquinho, o cachorro de Cebolinha, que sumiu na floresta. O filme é baseado na HQ homônima de Lu e Vitor Cafaggi, e será o primeiro de outras adaptações em live action da Turma da Mônica, que incluirá a versão adolescente da turminha, com uma adaptação de Turma da Mônica Jovem.

 

FONTE

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“Blade Runner 2049” é elogiado pela Crítica

A continuação de um dos clássicos da ficção científica dos anos 80, “Blade Runner 2049”, tem arrancado comentários positivos dos críticos até agora. O longa se passa 30 anos após os acontecimentos do primeiro filme, onde um novo blade runner, desenterra um segredo que poderá levar a sociedade ao caos. Tendo como atores Ryan Gosling, Harrison Ford retornando como protagonista (desde o primeiro filme) e direção de Denis Villeneuve. Confira o trailer aqui.

 

Apesar de ter sido muito criticado na época da sua estreia, hoje, o filme sustenta uma legião de fãs, que o consideram uma referência clássica da ficção científica. Sua continuação é uma das mais aguardadas nesse final de 2017 e parece que os apreciadores do filme não irão se decepcionar. Após sua primeira exibição, a sequência só tem recebido elogios e não só dos seus seguidores.

O editor-chefe do Collider, Steven Weintraub, disse: “Todos façam reverência a Denis Villeneuve. Ele fez o impossível e entregou um golaço com Blade Runner 2049. Eu amei.” Steven acrescentou: “Mesmo que você não tenha interesse no filme, a fotografia de tirar o fôlego de Roger Deakins vale o preço da entrada. Ele é um Deus” e ainda deu uma dica: “O Blade Runner 2049 é absolutamente carregado com spoilers. Até o enredo do filme é um spoiler. Se você vai ver isso, evite comentários.”

O crítico Jordan Hoffman declarou : “Boas Notícias! Blade Runner 2049 é uma continuação maravilhosa e uma expansão do original. Não esperava muito e acabei amando. (Até Leto!)”

O crítico William Bibbiani, disse: “Eu vi Blade Runner 2049 e é de TIRAR O FÔLEGO. É uma continuação impressionante, preservando mistérios, adicionando novos, expandindo o universo.”

Blade Runner: O Caçador de Androides dirigido por Ridley Scott, que agora em sua sequência é um dos produtores, foi lançado em 1982 e teve seis versões diferentes depois do seu lançamento. A última delas, com o título de The Final Cut, foi lançada em 2007, criando assim várias especulações sobre o enredo da sequência. Uma coisa é certa, até agora o filme parece estar correspondendo às expectativas.

Blade Runner 2049 estreia 05 de outubro no Brasil. Ainda dá tempo de conferir o primeiro filme o correr para o cinema! Não esquece de contar para a gente suas expectativas e o que vocês acharam do filme!

O mínimo para viver
O mínimo para viver
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Crítica: O Mínimo Para Viver (To The Bone, 2017)

Filme original da Netflix, cujo roteiro foi escrito por Martin Noxon (escritora e produtora executiva da série “Buffy The Vampire Slayer” e “Greys Anatomy” no ano de 2007), na versão brasileira, “O Mínimo para Viver”, tem como principal temática a experiência de vidas de alguns jovens com anorexia e o conflito existencial correspondente a uma batalha constante contra o arqui-inimigo: calorias.

Lilly Collins, Ellen no filme, é a personagem protagonista, portanto sua história se desenvolve em primeiro plano no longa-metragem. A garota de vinte anos possui dificuldades de relacionamentos com sua família nada convencional, pais separados, a mãe diagnosticada com depressão pós parto no início e em um futuro não tão distante desenvolveu crises psicóticas e ao melhorar, se descobre homossexual. O pai se casa novamente, apesar de sempre estar ausente, sua madrasta sempre tenta contribuir para a sua melhora. A sua meio irmã se transforma em um oásis de conforto em meio a um deserto de fome e fobias alimentícias.

Ellen almeja chegar a um peso que permite encostar o dedo polegar ao dedo médio, envolvendo o braço. A personagem se mede todos dias após uma série de abdominais em cima da cama. Deprimente.

O filme é real e traz uma reflexão profunda. O assunto anorexia, e também bulimia, é retratado de forma verossímil e detalhista. Os indivíduos encontrados nessa situação, são capazes de calcular as calorias de cada alimento, se tornam reféns e prisioneiros da fome, só para alcançarem o desejo surreal de um corpo perfeito, a magreza tão desejada e a medida perfeita.

O padrão de beleza imposto pela mídia, pela moda, pela sociedade. A falsa esperança de possuir a cintura perfeita e a barriga negativa semelhante as medidas encontradas nos corpos dos modelos fotográficos, figuras possivelmente criadas em mesas de cirurgia ou remodeladas em programas e aplicativos de edição de fotos.

Pessoas que se submetem a fome, negligenciam ao alimento necessário para subsistência do organismo na tentativa de alcançar o corpo que não é dele, o corpo que não é dela.

“To the bone” também retrata os estágios da anorexia, primeiro a escolha de não comer, saber o valor calórico de todos os alimentos, substituir refeições por líquidos, subir e descer escadas várias vezes e praticar abdominais em cima da cama como exercício físico para queima das calorias do líquido ingerido e também o uso de laxantes para quem possui dificuldades de vomitar (bulimia).

Nenhum alimento é seduzível o suficiente para ser comido, o alvo da magreza é alcançado com garra e com tanta força, que o próprio corpo definha em falta de gordura, ausência de vitaminas e nutrientes, ao ponto do próprio organismo se alimentar dos tecidos dos órgãos.

A crítica do filme é entregue ao telespectador. Não é preciso refletir para encontrar o subtendido, confabular um final ou inferir a problemática. Apesar das críticas apontarem para o lado negativo da obra da Netflix, vejo no horizonte da produção cinematográfica uma discussão bem fundamentada, real. Não considero uma influência para depressão, anorexia ou bulimia, mas um folhetim com muita informação. É possível saber do início, da crise e do medo, dos motivos, dos pensamentos e também do final, a morte em câmera lenta.

O final é surpreendente, assista, sei que vai gostar. Não traz um final que ilude quem assiste e que tudo vai acabar bem, mas um final lógico. Assista e me diz o que achou, que tal? Um assunto sério e presente na sociedade. Parabéns a Netflix pela produção.

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Sessão da tarde: Programe-se para assistir os filmes da semana!

Semana nova começando com uma enxurrada de filmes na Sessão da Tarde para você assistir. Teremos títulos variados, alguns pouco conhecidos e que não chegaram ao cinema. Então, já se prepara, porque é uma oportunidade perfeita para rever aqueles figurões da Sessão da Tarde e conhecer alguns filmes que pode não ter conhecido. Vamos conferir as sinopses? Esses são os filmes que serão exibidos de 26/09 – 29/09.

26/09 – Divino Processo (2014)
Depois de ter sua casa destruída por um tornado, Frank, um recém- formado advogado, decide processar Deus.

27/09 – Radio Rebel (2012)
Tara (Debby Ryan) é uma adolescente tímida que está no ensino médio e não tem muitos amigos. Porém, quando coloca seus fones e fica diante de um microfone para comandar um programa de rádio, ela se solta e realiza um ótimo trabalho, apresentando-se apenas como “Audio Rebel”. Incomodado com o sucesso do programa, o diretor do colégio vai fazer de tudo para acabar com a alegria de Tara.

28/09 – O Amor Bate à Sua Porta (2013)
Romance entre uma escritora de sucesso e um empresário de uma cidade pequena que se conhecem quando ela aparece na cidade para lançar seu novo livro.

29/09 – Os Sem-Floresta (2006)
A primavera chegou, o que faz com que os animais da floresta despertem da hibernação. Ao acordar eles logo têm uma surpresa: surgiu ao redor de seu habitat natural uma grande cerca verde. Inicialmente eles temem o que há por detrás da cerca, até que RJ (Bruce Willis) revela que foi construída uma cidade ao redor da floresta em que vivem, que agora ocupa apenas um pequeno espaço. RJ diz ainda que no mundo dos humanos há as mais diversas guloseimas, convencendo os demais a atravessar a cerca. Entretanto esta atitude desagrada o cauteloso Verne (Garry Shandling), que achava melhor permanecer onde estavam inicialmente.

Não se esqueça, a Sessão da Tarde é exibida de segunda a sexta-feira às 15h05.

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Filme de Danilo Gentili e Carlos Villagrán (Kiko) ganha trailer inédito

A Paris Filmes divulgou novo trailer do longa “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” que foi inspirado no livro homônimo do ator, apresentador e comediante, Danilo Gentili. O filme ganha estreia oficial no dia 12 de outubro com exibição nas principais salas de cinema de todo o país.

Estrelado por Carlos VillagránBruno MunhozDaniel Pimentel e Danilo Gentili, o longa marca o início de Fabrício Bittar como diretor, narrando a trajetória dos estudantes Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel), que se veem divididos entre as obrigações escolares, a necessidade de tirar boas notas e ter bom comportamento. Danilo Gentili entra na jogada para desmistificar esta “regra” de bom comportamento e dizer que o sucesso é alcançado quando aproveitamos as coisas boas da vida. Por meio de sátiras inteligentes, o diretor consegue questionar o papel do aluno e do professor no ambiente escolar.

O trailer destaca cenas bem curiosas e divertidas como quando a dupla Pedro e Bernardo tenta roubar o lanche das crianças da pré-escola e acabam espancados por eles. Uma das crianças inclusive urina em Pedro que acaba bebendo o xixi!! Outra cena que merece destaque é o roubo da van e a perseguição pela cidade. O diretor Ademar dispara atrás dos garotos após roubar um carro no estilo policial dos filmes estrangeiros.

O longa-metragem possui produção da Clubefilmes, coprodução Warner Bros. Pictures e distribuição Paris Filmes, reforçando o elenco com Nomes como: Moacyr Franco, Joana Fomm, Raul Gazolla, Rogério Skylab e Fábio Porchat.

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Crítica: Amores Canibais (The Bad Batch, 2017)

The Bad Batch, ou como foi traduzido aqui no Brasil pela Netflix, Amores Canibais (sim, essa foi a tradução…), é o segundo longa da cineasta Ana Lily Amirpour, que dirigiu e roteirizou o maravilhoso Garota Sombria Caminha Pela Noite (A Girl Walks Home Alone at Night, 2014) — filme de horror que utilizou a temática dos vampiros de forma inovadora e inteligente. Em The Bad Batch, Amirpour utiliza o gênero da distopia com um subgênero do horror, os cannibal movies, para contar uma história de amor entre uma garota e um canibal.

Imagem: Suki Waterhouse e Jason Momoa, Divulgação

 

Em um futuro distópico/pós-apocalíptico, o governo dos EUA passou a catalogar indivíduos considerados “membros não funcionais” da sociedade, os denominando como Lotes Estragados (bad batch em inglês) e os banindo para o deserto do Texas, onde são obrigados a lutar para sobreviver. Arlen (Suki Waterhouse, Orgulho e Preconceito e Zumbis) é a indivíduo de número 5040 do Lote Estragado, e foi devidamente banida para o deserto, onde uma vez lá, é capturada por um grupo de canibais e desmembrada, perdendo uma parte do braço e da perna.

Imagem: Suki Waterhouse, Divulgação

Arlen consegue fugir, e é salva por um Andarilho (Jim Carrey, irreconhecível!), que a leva para uma cidade chamada Confort (Conforto), onde outros Lotes Estragados se refugiam para se salvar dos grupos canibais. A garota se recupera, consegue uma prótese para sua perna, e começa a planejar sua vingança ao grupo de canibais. Arlen segue na sua empreitada de vingança, até que inesperadamente se apaixona por Miami Man (Jason Momoa), um dos canibais do grupo que a mutilou.

O novo filme de Ana Lily Amirpour tem uma premissa interessante, que logo me chamou a atenção pela mistura de gêneros e de já gostar do trabalho anterior da cineasta. No entanto, The Bad Batch, apesar de ter várias qualidades técnicas — principalmente na direção de Amirpour, que possui uma estética visual maravilhosa (e a diretora sabe aproveitar isso como ninguém, mesmo a história se passando em paisagens áridas) e boas sequências e ritmo (principalmente nos 20 primeiros minutos) — é no roteiro, que Amirpour erra a mão, e se perde, não aproveitando e nem desenvolvendo todos os seus personagens e o seu enredo de maneira satisfatória.

ATENÇÃO ALGUNS SPOILERS ABAIXO

Imagem: Divulgação

 

O filme começa com guardas despachando Arlen para o deserto do Texas. Ela é o indivíduo de número 5040 do Lote Estragado e está banida da sociedade americana pelo governo dos EUA. Em nenhum momento do filme fica claro do porquê Arlen foi banida, já que até então ela parece ser uma garota branca padrão. São considerados parte do Lote Estragado todos aqueles que não se “encaixam” na sociedade de alguma forma, ou seja: negros, imigrantes, deficientes, criminosos, drogados, e até mesmo aqueles que não se encaixam de alguma forma no padrão de beleza. Não sabemos se Arlen era uma usuária de drogas ou se cometeu algum crime, e em nenhum momento do filme ela conta a sua história. As únicas informações que temos durante o filme é que Arlen namorava um músico e tem algumas tatuagens.

Imagem: Divulgação

Mal Arlen começa a explorar a sua nova forma de vida, ela é capturada por um grupo de canibais. Como foram banidos para um deserto, onde é difícil arranjar água ou comida, alguns dos banidos tiveram que fazer de tudo para sobreviver,  resolveram, então, que a única opção seria comer carne humana, e começaram a se organizar em grupos e a caçar recém-chegados ou os considerados mais fracos e descartáveis. Em uma cena violenta e de forte impacto emocional, que remete à um estupro, Arlen tem sua perna e braço direitos mutilados e comidos por um casal canibal.

Ela consegue escapar, e é encontrada no meio do deserto por um Andarilho que a salva e a leva para Confort, uma cidade de Lotes Estragados, que se refugiaram para escapar dos grupos canibais e é controlada por um traficante/ditador que é denominado como The Dream (Keanu Reeves), “O Sonho”; que organiza raves regadas a drogas e mantém várias concubinas grávidas, vivendo em um luxo no meio à pobreza e miséria do resto da cidade. Arlen se recupera, e depois de cinco meses começa a planejar e sua vingança contra o grupo canibal que a mutilou. Aqui a diretora faz uma clara referência ao subgênero do horror, rape and revenge, usando o canibalismo e o trauma da mutilação no lugar do estupro. Vemos que a intenção de Amirpour é não fazer de seu enredo apenas mais uma história de vingança, e sim mostrar a personagem lidando com o seu trauma em uma jornada de amadurecimento. Porém, ao longo do filme o desenvolvimento da personagem é comprometido pelo roteiro bagunçado de Amirpour, fazendo Arlen tomar atitudes incoerentes e confusas.

Imagem: Divulgação

Ela se vinga, matando uma canibal chamada Maria (Yolonda Ross), mulher de Miami Man, e “sequestra” a sua filha (Jayda Fink), levando-a para Confort. Em nenhum momento fica claro o que Arlen pretendia após levar a filha dos canibais para a cidade; mantê-la consigo ou matá-la? Nada fica claro, assim como as atitudes em geral da protagonista. Em seu filme anterior, Garota Sombria Caminha Pela Noite, a personagem principal não possui nome ou origem conhecidos. A Garota (Sheila Vand) é uma vampira que anda pelas ruas da Bad City caçando homens que tratam mal às mulheres, que são misóginos e violentos. A personagem e o enredo da trama têm ares de fábula,  sendo até mesmo atemporal. Mas, os personagens são todos bem aproveitados e desenvolvidos, principalmente A Garota, que em meio a sua empreitada justiceira se apaixona por um garoto, que mesmo estando no meio da maldade que engloba a Bad City, não se deixa corromper. Tanto o relacionamento deles quanto a própria Garota são desenvolvidos ao longo do filme, mesmo que você não saiba muito sobre eles, o roteiro é escrito de forma que você se importe com a história deles. Caso que não ocorre em The Bad Batch.

Imagem: Jason Momoa, Divulgação

Até mesmo o relacionamento de Arlen e Miami Man é mal desenvolvido. Miami Man encontra Arlen por acaso no deserto, enquanto ela está sob uma “viagem” após ter tomado drogas na rave de The Dream.  Ele a ameaça dizendo que vai matá-la caso não encontre a sua filha. Após Arlen ser quase sequestrada por um outro canibal, Miami Man à salva e eles tem uma conversa na fogueira, onde Arlen pega uma faca e o ameaça matá-lo. Mas não o faz, pois aparentemente ela já estava nutrindo sentimentos por Miami Man. O momento entre os dois é interrompido quando Arlen é “salva” por soldados de The Dream e levada de volta para Confort. Na cidade, ela descobre que a menina foi pega por The Dream e está estabelecida em seus domínios. Arlen consegue entrar, faz uma das concubinas grávidas de refém, e salva a menina, levando-a até seu pai e decidindo ficar com eles.

Imagem: Divulgação

Apesar de Suki Waterhouse e Jason Momoa terem uma boa química juntos, o casal não tem momentos em cena juntos o suficiente que justifique as atitudes posteriores de Arlen: salvar a filha de Miami Man e escolher ficar com ele no deserto. Nem mesmo as dele, já que ele escolhe poupar a vida de Arlen, não a matando para se alimentar.

Imagem: Divulgação

São tantas irregularidades, que os personagens se tornam vazios. Em alguns momentos o roteiro faz Arlen se sentir deslocada em Confort, não deixando claro o porquê. Apesar de não serem as melhores condições, Confort é um lugar mais seguro que o deserto. Claro que a cidade é regida por um ditador, mas em nenhum momento o roteiro mostra que The Dream é uma ameaça para Arlen, ou que ela não concorda com a sua política de mantê-los todos miseráveis e drogados. Ela simplesmente não quer ficar em Confort e sim com Miami Man no deserto. Ao terminar o filme me senti vazia, pois não consegui me conectar com nenhum personagem. E mesmo a cena final, em que Miami Man, sua filha e Arlen comem o coelho de estimação da menina, em vez de Miami Man matar Arlen, enquanto ocorre o crepúsculo no deserto; uma cena que era para ser emocional, ao mesmo tempo triste e esperançosa ,e eu não consegui sentir absolutamente nada. Só fiquei apreciando a escolha da trilha sonora, e mais nada.

Imagem: Keanu Reeves, Divulgação

Os outros personagens e atores são completamente desperdiçados. The Dream seria um ótimo antagonista, e Keanu Reeves está bem confortável no papel, mas em nenhum momento o personagem se torna um antagonista de fato. Não há ameaça por parte dele, mesmo que saibamos que ele tem armamentos e soldados. E na sequência final, Arlen facilmente escapa dos domínios de The Dream, fazendo uma de suas concubinas de refém, sem ter problema algum. Não há um sentimento de urgência, de perigo. Outro ator desperdiçado é Diego Luna que faz Jimmy, o DJ das raves de The Dream que entra mudo e sai calado, um mero figurante de luxo. Jim Carrey está irreconhecível como o Andarilho, e apesar de uma forte presença e de seu personagem ter um papel pontual no enredo, o seu papel poderia ter sido facilmente exercido por outros personagens.

Imagem: Jim Carrey, Divulgação

Mas nem tudo é ruim no roteiro de Amirpour. A diretora utilizou bem as analogias com a situação política e econômica dos EUA. Começando pelo nome da cidade, Confort (Conforto), onde os habitantes são bombardeados com expressões como “Find Confort” (Ache o Conforto) e “I Want The Dream” (Eu quero o Sonho), remetendo as frustrações da sociedade americana e dos millennials como um todo, onde o tempo inteiro nos é posto expectativas de ter uma vida confortável e de perseguir a qualquer preço uma vida estável, mas nunca conseguir. Vivendo perdido e frustrado, sofrendo cobranças de todos os lados, afinal se você não conseguiu é porque não se “esforçou o suficiente”. A própria concepção dos Lotes Estragados é uma crítica a visão racista e xenofóbica do governo Trump e semelhantes, onde todos aqueles que são de alguma forma diferentes, devem ser postos de fora e não “merecem” viver em sociedade. Principalmente na questão dos imigrantes é que a crítica fica mais clara: Miami Man é um imigrante ilegal cubano, e a maioria dos considerados Lotes Estragados são imigrantes.

Imagem: Diego Luna, Divulgação

Os diálogos também não são o forte do filme, na verdade são quase inexistentes, porém na sequência da viagem por LSD de Arlen, além de ser visualmente bonita, há uma frase que a personagem diz, que resume bem o mote do filme e da nossa sociedade como um todo:

Aqui estamos, no canto mais escuro da Terra, e estamos com medo da nossa própria espécie.

Foi o medo que fez o governo dos EUA banir pessoas que eles consideravam “perigosas” para a sociedade.  Foi o medo de morrer, que transformou pessoas em canibais. E é com o medo dos refugiados que The Dream mantém o seu império em meio ao caos. E foi o medo e o trauma que impulsionou Arlen a se vingar. O Homem é o Lobo do Homem, como bem disse Thomas Hobbes e é reiterado por Amirpour.

Imagem: Divulgação

A parte técnica como um todo é ótima, desde a direção — com sequências belíssimas (a viagem de LSD de Arlen e a cena final são de um show visual de qualidade) e cenas de violência que se utilizam do gore, não de uma forma gratuita, mas que dão a agonia necessária (a sequência inicial da captura e mutilação de Arlen, é o grande destaque) — até a trilha sonora, muito bem utilizada por Amirpour durante toda trama. Destaque para a cena final em que toca Fifty On Our Foreheads da banda White Lies.

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The Bad Batch/Amores Canibais tinha tudo para ser um ótimo filme, dada a qualidade já demonstrada de Ana Lily Amirpour, porém infelizmente a cineasta não soube aproveitar a totalidade de seu enredo, nos entregando um filme com primorosa parte técnica e boas alegorias, mas nenhum desenvolvimento de personagens e  aproveitamento mal bons atores; tornando-o um filme vazio, o que é uma pena, pois estava muito ansiosa por ele.

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Amores Canibais (The Bad Batch) já está disponível na Netflix.