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“Batman vs Superman” ganha novos pôsters!

Mais um investimento da DC para os cinemas no ano que vem, “Batman vs Superman” ganhou três novos pôsters com os personagens principais da trama. Confira (lembrando que a estreia no Brasil é um dia antes da data que está no cartaz, 24/03/2016. Dia 25 é a estreia mundial do filme):

superman

batman

wonder woman

O filme conta com Ben Affleck interpretando Batman, Henry Cavill novamente como Superman e Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

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Confira o primeiro trailer de “Independence Day: O ressurgimento”

Foi divulgado pela Fox Film do Brasil, nesta segunda-feira (14), o primeiro trailer de “Independence Day: O ressurgimento”.  O filme será estrelado por atores como, Liam Hemsworth e Jeff Goldblum. Além disso, Roland Emmerich será o diretor da sequência. Assista ao trailer abaixo:

Independence Day é conhecido por conter diversos desastres naturais, e desta vez, não será diferente. Após 20 anos desde o primeiro filme, a continuação terá uma catástrofe inimaginável, usando novas formas de tecnologia e tendo uma força bem maior prestes a atingir os seres humanos.

O longa terá também no elenco atores como Bill Pullman, Judd Hirsch, Vivica A. Fox, Brent Spiner e Charlotte Gainsbourg. O lançamento está previsto para junho de 2016.

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Liberada sinopse oficial de “Esquadrão Suicida”

Esquadrão Suicida é um dos filmes mais esperados do ano que vem. Até agora sem muitos detalhes do motivo da reunião dos maiores vilões da DC Comics, foi liberada pela editora uma nova sinopse do filme, que conta um pouquinho mais do filme mas sem revelar muito. Confira:

É tão boa a sensação de ser mau … Monte uma equipe com os mais perigosos, encarcerados super-vilões do mundo, fornecer-lhes o arsenal mais poderoso do governo, e enviá-los em uma missão para derrotar uma entidade insuperável e enigmática. A oficial de inteligência dos EUA, Amanda Waller, escolheu apenas um grupo secretamente convocado de indivíduos desprezíveis com quase nada a perder. No entanto, uma vez que eles percebem que não foram escolhidos para vencer, mas escolhidos por sua culpa quando eles inevitavelmente falharem, será que o Esquadrão Suicida vai morrer tentando, ou decidir que é cada um por si?

O filme tem Jared Leto, Will Smith, Margot Robbia e Viola Davis no elenco e está programado para ser lançado em meados de 2016.

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O que mudou? – Conheça o Beco Literário 4.0!

Olá, #BecoLovers, como estão?

Nos últimos dias tiramos o site do ar para passar pela nossa maior e melhor reformulação até o momento. Instigamos vocês ao máximo pelas redes sociais e enfim chegou a hora de lhes apresentar o Beco Literário 4.0!

O Layout
Optamos por não fazer mudanças drásticas no layout, uma vez que elas já estariam presentes no conteúdo. Então, em uma reunião com toda a equipe, que conta com designers, jornalistas, publicitários e outras pessoas do ramo, mantemos o mesmo estilo, modificando apenas poucos detalhes. Foi o que chamamos de releitura da nossa versão 3.0, uma vez que melhoramos, consertamos erros e mantemos o mesmo formato que já era ótimo para todos nós.


Novas Seções
Talvez essa tenha sido a maior bomba da versão 4.0, mas o que seria do Beco só mudando o layout, não é mesmo? Mas Gabu, o site não chama Beco LITERÁRIO? Sim, precisamente. No entanto, sentimos a necessidade de expansão, assim como surgiu demanda do público e esperamos que tenha uma boa aceitação. Então agora, além de Literário, somos Lifestyle, Gourmet, Gossip…


O que esperar?
Bom, cada seção nova tem sua proposta única:

Literatura: A literatura sempre foi nosso carro-chefe e portanto, não mudaremos isso. O foco principal do Beco, continuará sendo nela, para sempre! Aqui você verá sempre as novidades sobre seus livros preferidos e claro, nossas resenhas, autorias e crônicas de sempre.

– Cinema e TV: Mantendo os padrões, continuaremos a informar vocês sobre tudo o que acontece no mundo do cinema e da televisão, incluindo seriados e Netflix! O que antes era exclusivo para adaptações literárias, agora se expande para novas vertentes.

– Música: Quem vive sem música? Ninguém! As boas e velhas notícias sobre o mundo musical, nossas indicações de playlist, e as opiniões no formato fucking de sempre.

– Colunas: Aqui nós falamos de tudo, sem tabus ou qualquer tipo de bloqueio. Opiniões sobre diretores, filmes, política, história… O que der na telha, tem coluna sobre!

– Eventos: Presente nas versões anteriores, apesar de inativa, a seção de eventos agora contará com coberturas mais periódicas de tudo o que acontece na mídia, e claro, que o Beco participou!

– Lifestyle: Inspirações para fotografias, dicas de todos os tipos, coisas aleatórias… Nisso consiste o Beco Lifestyle. Tudo para os mais variados estilos de vida, num lugar só.

– Mundi: Quer viajar mas está com dúvidas? Você está no lugar certo. Dicas de viagens e o que fazer nelas, orçamentos, fotos, hotéis…

– Gourmet: Sábado a tarde, sozinho em casa. Nada melhor que preparar aquele brigadeiro. Mas que tal conhecer novas receitas tão simples e saborosas quanto? Além, é claro, de saber como se manter na dieta!

– Gossip: Tudo sobre o mundo dos famosos e seus bastidores! Porque no final das contas, todos nós queremos saber o que acontece quando as cortinas se fecham.

– Tech: Últimas novidades sobre tecnologia, reviews de aparelhos eletrônicos e a parte mais nerd do novo Beco!

– College: Dúvidas sobre o que fazer após o ensino médio? Quer saber como se portar na faculdade? Vem que nós ajudamos você, e compartilhamos experiências.


Esperamos que tenham gostado da nova apresentação do Beco Literário, e fiquem despreocupados: nosso foco jamais mudará, apenas se ampliará!

Sejam bem-vindos ao Beco Literário 4.0 e lembre-se: Qualquer coisa é possível se você tiver coragem!

Atualizações, Críticas de Cinema

Crítica de Cinema: Han Gong Ju (2014)

“Han Gong-Ju é levada para uma casa em uma área desconhecida. A casa pertence à mãe do ex-professor de sua escola. A mãe quer saber por que seu filho está deixando Han Gong Ju lá, mesmo que ele promete que ela vai estar lá para apenas uma semana. Uma investigação está em curso de volta a cidade natal de Han Gong-Ju. Pode Han Gong-Ju escapar de seu passado?”

Não consigo falar sobre esse filme sem expressar um conflito entre êxtase e indignação. É incrível como essa obra independente sul-coreana conseguiu captar de forma singela, bela, triste e aterrorizante, o estupro de um vulnerável.

Sim, o filme se baseia em um dos casos que mais chocou a Coreia do Sul em 2004: Um estupro coletivo.

Quem é fã de trabalhos sul-coreanos dramáticos, ou de trabalhos asiáticos no geral, com certeza vai colocar Han Gong Ju como Number One na lista de filmes favoritos.

Com uma duração um tanto longa e um desenrolar lento e extremamente minucioso (coisa de asiático), pode ser que o filme se torne um pouco cansativo, no mais, continua maravilhoso.

Gong Ju, interpretada por Chun Woo Hee, conseguiu passar o sofrimento mais do que sufocante do dia-a-dia de uma jovem que além de conviver com o peso da auto depreciação, precisa se esquivar dos problemas acerca de uma família desestruturada, machismo, perseguição, conflito emocional, etc.

Os personagens coadjuvantes, como o ex-professor e a mãe dele (os quais deram guarita a Gong Ju), a melhor amiga Gong Ju, entre outros, fazem você parar para pensar: Temos dois caminhos para seguir, e quase sempre escolhemos os mais difíceis.

Temo dizer que os minutos finais são os mais belos. A trama, juntamente com a trilha sonora, conseguiu tornar o desfecho não apenas impactante como também emocionante.

Dirigido, produzido e escrito por Lee Su Jin, Han Gong Ju é um filme dramático indescritivelmente fascinante.

Só assistindo para entender.

Críticas de Cinema

Crítica de Cinema: Para Sempre Alice (2015)

Quando um filme leva alguma estatueta do Oscar, geralmente me chama atenção. Para Sempre Alice rendeu à talentosíssima Julianne Moore a estatueta de melhor atriz. Eu já conhecia o potencial da artista de outros filmes, logo, fiquei bastante curioso para ver o motivo que lhe rendou um dos maiores prêmios do cinema.

Para Sempre Alice conta a história de Alice, uma renomada professora de linguística que aos poucos vai se esquecendo das coisas e consequentemente levando ao mal de Alzheimer. O filme retrata o desenvolvimento da doença na personagem e faz com o que telespectador entenda como funciona o problema.

São pouquíssimos os filmes em que tocam lá no fundo da minha alma. Para Sempre Alice foi um desses. O grande teor do filme é o drama em que a protagonista está vivendo, uma pessoa completamente independente e inteligente ir perdendo tanto a independência quanto a inteligência. Moore conseguiu representar com louvor as situações que pessoas que sofrem de Alzheimer passam. Com a direção de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, que por sinal são muito bons, Para Sempre Alice não se destaca apenas pela magnífica Julianne. A obra é rica em diálogos bem elaborados e, que apesar de a história tratar da doença, a relação familiar tem um imenso papel nos sentimentos transpassados pelo filme. Além disto, a vastidão de cenas marcantes é imensa e com o decorrer dos minutos, Julianne Moore impressionava cada vez mais. Eu não canso de pensar o quanto a sua atuação foi esplendorosa. Até o seu modo de falar me deixava tocado. O Oscar que Moore ganhou pela atuação nesse filme foi mais do que merecido.

É difícil falar sobre um filme que gostei tanto. Eu só tenho os meus maiores elogios para Para Sempre Alice. É tocante, emocionante e profundo. Um filme que merece ser assistido não só pelo grande burburinho, mas sim pela as mensagens reflexivas e o seu grande teor emocional. Um filme para ficar para sempre, como Alice.

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Crítica de Cinema: What Happened, Miss Simone? (2015)

Não é só um documentário bibliográfico, é uma obra-prima. A desumanidade viva de Simone, o pulsar de seu timbre, sua performance infernal sobre o palco, tudo isso estampado a cada cena, a cada relato emocionado de sua filha, a cada soco no estômago que nos é dado. É uma armação direcionada ao psicológico, não é um relato histórico e musical e somente isso, o filme mexe com seus conceitos de liberdade e satisfação, é um embate filosófico do início ao fim.

O ser humano sempre fora uma controvérsia. Sempre desejou passar essa imagem de uma hora aqui, outra ali. Miss Simone não fizera diferente. A Netflix nos premei-a com um dos documentários mais realistas que já vi, nada daquela lenga-lenga saudosista, elevando o estudado em pedestais, nada disso. Nina Simone é adorada quando deve ser, expurgada quando necessário, é um misto de amor e ódio que ela mesmo sofrera, é um misto que fica evidente em cada minuto do filme. Posso assistir mais uma, duas ou três vezes, mas o furor de Simone ainda me atinge, a necessidade de ser por ser alcança níveis inimagináveis. Eternizaram a imortal loucura racional de Simone.

Imagens raras foram inclusas no filme, com a qualidade que só a Netflix consegue obter, não ficou nada fragmentado ou sem nexo, cada situação em seu tempo, sem adiantar algo porque deixaria a produção mais veloz ou coisa do tipo. E falando em ritmo, “What Happened, Miss Simone” chega a ser curto, você sentirá saudades do filme logo assim que este terminar, Simone nos aparece atual e natural demais. Um ponto que é fortemente destacado é sua face política, a face política necessária para tornar a produção algo gigantesco, não se trata só de Nina, se trata de toda uma causa, a luta conjunta de homens e mulheres por uma liberdade tão falada e repassada por entre as cenas. Sr. Martin Luther King e tantos outros figuram no plano de fundo. A marcha em Selma é eletrizante, arrepia qualquer um que se interessa e se importa com as formações sociais, que se deixa levar por mortes e vidas em prol de uma causa. Algumas partes nos remetem ao indicado ao Oscar, “Selma”, por conta é claro do tema, mas principalmente por toda a frieza e não piedade que nos é imposta.

Conseguiram dar uma roupagem totalmente nova para as músicas de Nina Simone, elas se entrelaçam criando uma linha emocional constante, onde somos arremessados para o íntimo e o externo de Simone, nos deixando fazer esse questionamento várias e várias vezes: “What happened?, porque ela não sustenta uma só personalidade, monstros e monstros devoram Nina e nos devoram, pois sofremos com as fases, assim como seus parentes sofreram, seus amigos sofreram, como Simone sofreu friamente. Perturbador, do inicio ao fim, inquietante, preciso, impiedoso, um dos melhores filme que assisti do gênero.

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Crítica de Cinema: Black Swan (2010)

Eis o nosso especial de Cinema. O Beco Literário começa, com Cisne Negro, uma sequência de críticas sobre filmes que já estrearam há alguns tempo. Traremos, durante Julho e Agosto, uma crítica por semana, filmes independentes ou não, aclamados pela crítica ou não, o que basta é ser enquadrado neste perfil, onde centenas de pessoas já assistiram e admiraram, ou não. Iniciaremos com uma produção atual comparada às que virão. O indicado ao Oscar em diversas categorias, Cisne Negro é avassalador. Você verá porque.

A história mira Nina Sayers (Natalie Portman) como alvo. Bailarina desde da infância, a garota enfrenta a crise dos vinte anos, ignorada por muitos, parabenizada por alguns, Nina vive nesta turbulência mental onde é preciso ser e apenas ser, independente do que ocorra. A companhia de dança em que Nina atua está para se despedir de sua maior estrela Beth MacIntyre (Brilhantemente interpretada por ninguém menos que Winona Ryder) e paira no ar a apreensão de quem será sua substituta. Junto à este anúncio, de que uma nova estrela surgiria, vem a declaração do presidente da Instituição, Thomas Leroy (Vincent Cassel), de que em alguns meses um dos espetáculos mais conhecidos do mundo ganharia remontagem na Academia. Assim, com a pressão colocada sobre si, e por si só, Nina visa ser a Rainha centenária em “O Lago dos Cisnes”.

O filme tem uma roupagem peculiar para a época, vemos diversos outros similares a esse agora, demonstrando assim que “O Lago dos Cisnes” abriu portas. Se formos comparar, não enredos, mas gêneros, teremos Birdman, ganhador do Oscar de melhor filme neste ano, como primo mais que próximo de Black Swan. Lá está o protagonista, hora homem, hora bicho indomesticável, hora razão, hora loucura. Você pode conferir nossa crítica sobre o filme clicando aqui. As semelhanças aparecem aos montes entre as duas produções, e tudo nos deixa entender que em 2010 Black Swan não levou seu Oscar de melhor filme pois não deixou sua face simpatizar com a Academia, pois os dois, em uma corrida, ficam emparelhados.

O filme engata a partir dos quarenta minutos, toda uma introdução é necessária para que o telespectador entre no clima do show, da coxia, do terror e da beleza que o Teatro pode oferecer. Nina sabe muito bem onde está, quando está e o que deve fazer, mas é provado que quem mais certeza tem, mais erros comete. A garota enfrenta em casa uma Mãe frustada e possessiva. A mulher não pudera ter o que sempre desejou, não pudera subir nos palcos e lá ficar, Nina era sua esperança de sucesso, de ser o que não fora. E ela caminhava para isso, caminhava para ser a estrela que ofuscaria Beth, a super nova incapaz de cessar.

Nina consegue o papel principal, atuará ao som de uma Orquestra faminta, aos olhares de centenas, ali, prestes a lhe apunhalar. A obsessão em ser tudo ao mesmo tempo toma conta da garota. Ela não era mais Nina, não, ela era um ideal. Ao seu redor, só se enxerga intrigas, é assim que ela convive, desconfiando de tudo e de todos. A atuação de Natalie é algo imprescindível, o rosto do Cisne está ali, nas expressões de Natalie, nas não expressões da mesma, é algo angustiante e ao mesmo tempo prazeroso, ver o talento, poder tocar naquela habilidade clara. Portman é o absurdo da beleza teatral, não fora atoa que levara uma estatueta para casa em 2011.

Tudo no filme funciona. A trilha sonora é ensurdecedor, a música medonha do Lago dos Cisnes invade nossas mentes, produz um efeito que poucas trilhas conseguem, assemelhando sua profundidade à uma Interestellar ou igualmente fantástica como a de Lord of the Rings. O pulsar de Nina é capturado em cada canção. A fotografia começa falha, mas se recupera com o passar das cenas, seu ápice é alcançado na dança final,quando o as mudanças de cenário, entre palco e bastidores, nos tira o fôlego. A direção de Darren Aronofsky assemelhasse ao que já foi falado sobre trilha e fotografia, seu talento para com o roteiro de Mark Heyman, Andres Heinz e John McLaughlin é eletrizante, cada cena, cada momento capturado, cada ânsia, tem as mãos de Darren.

Há mais de cinquenta anos um senhor chamado Alfred Hitchcock abalou o mundo com um filme chamado “Psycho”. A história não era dele, não, era inspirada em um livro que o mesmo retirou das livrarias assim que entro em contato, mas Hitchcock fez o que ninguém teve coragem alguma de fazer. Alfred nos presenteou com Norman e sua Mother. Anos depois um mistério bem mais inquietante surgiu, anos depois algo tão bom quanto Psicose brota do seio do cinema, desnorteante, é assim que podemos definir Black Swan. A verdade é muito curta para se contar, por isso, em quase duas horas de filme nos contentemos com as diversas manobras que uma mente, uma simples mente, pode provocar. Nos conduza, Nina, falamos ao começarmos à assistir. Ela nos leva para o mais profundo Hades, ela nos faz bailar sem nem levantar da cadeira, do inferno ao céu. Do breu à luz. Do início ao fim. Até a perfeição.

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Críticas de Cinema

Crítica de Cinema: Insurgente (2015)

Existem duas vias quando se tenta avaliar um filme como Insurgente. A primeira e mais comumente usada: comparar o livro com o filme, assassinando assim a adaptação e, caso o leitor tenha visto a película primeiro, mata-se o livro, pois não será garantido um resumo cinematográfico fielmente feito ao reflexo da obra literária. O segundo caminho na escrita de uma crítica sobre filmes inspirados em histórias já existentes no mercado das letras é usufruir do primeiro e tentar burlar o saudosismo ou seu antônimo. No texto a seguir discutiremos sobre duas visões: a do fã Divergente e a do telespectador de primeira viagem. Comecemos com a segunda.

Insurgente é velocista. O filme começa bem, com a apresentação da sede da Amizade, o clima de conflito é bem diferente de “Divergente”, quando só tivemos um avanço na questão “ação” a partir da metade da produção. O segundo episódio da história de Tris e suas diversas facções é pulsante do início ao fim. Shailene Woodley vem em seu melhor trabalho, a interpretação da “nova Tris” barra qualquer Hazel. A atriz chega ao extremo de suas diversas faces em uma das cenas mais agonizantes, quando a personagem é torturada na sede da Erudição em meio a simulações.

Focando na temporalidade, ainda, a saída do trio: Tris, Caleb e Tobias da Amizade é drástica como deveria ser, o cenário, enquanto estamos na Amizade, deixou a desejar. Por ser um aglomerado de pessoas, com um só objetivo, regrados e representarem o que representam, foi mal elaborado. Minúsculo quando deveria ser grandioso e impressionar os pagantes. Assim também aconteceu com a sede da Franqueza e da Erudição, confunde-se facilmente os prédios, em sua parte interior, é claro. O exterior mostra a grandeza da facção comandada por Jeanine Matthews, já a de Jack Kang tornou-se, assim como a Amizade, uma mera figurante. O prédio da Franqueza pareceu, até para o menos atento observador, um trabalho preguiçoso da equipe visual.

Mas não podemos castigar de modo veemente Insurgente em seus aspectos visuais, pois existiram mais acertos que castigos à produção. A Abnegação destruída, os trechos reservados para as simulações e as cenas que finalizaram o filme, por apresentarem aglomerados de pessoas, acrescentaram um clima “pós-guerra” e um atual estado da mesma. Mais acertos, como falei. Algo que incomodou bastante foi o primeiro propósito da produção, apresentar Beatrice Prior como uma assassina sem escrúpulos, suas primeiras falas são: “matar Jeanine”. Isso contradiz o primeiro filme, quando Tris, se quisesse assassinar a líder da Erudição, teria feito, pois ficou com ela sob sua mira.

No mais, o filme “Insurgente” cumpre o que prometeu, tensão do começo ao fim, dividido da melhor forma e provocativo. Com toda certeza quem assistiu ou ainda irá assistir ficará com uma pulga atrás da orelha e comprará o primeiro ingresso para Convergente. Agora vamos à análise à luz do livro. Srta. Roth, antes de qualquer coisa, como permitistes que fizessem isso?

Se olharmos Insurgente como a adaptação que deveria ser, choraremos por horas. Castigaram o livro, em todos os sentidos. Se modificassem um ponto ali, outro acolá, estaria ótimo. O problema é que assassinaram a trama se compararmos com o livro. Irei realçar o que falei no começo: Analisaremos Insurgente por duas vias, a primeira só resguardara a visão da sétima arte, a segunda que será usada agora faz um comparativo entre livro e filme. Original e releitura para as telas. Essa tal releitura não saiu como esperávamos.

A obra literária de Veronica Roth criou uma teia alucinante: os planos, os mistérios, os cenários. O melhor livro da trilogia tornou-se um filme razoável. Foram descartados trechos importantes, a maioria deles não caberiam no filme pois em “Divergente” seus provedores foram abandonados quando adaptou-se o primeiro volume. Cortaram mais de trezentas páginas, muito disso se deve ao fato da curta duração do filme. Insurgente, em seus domínios, é mais que complexo. Isso não aconteceu na película. Inventaram uma linda caixa, instrumentos que mais aparentam ter vindo de Star Trek e ocultaram personagens essenciais. O curioso é que não foi explicado o significado de Insurgente, é claro que no livro quem introduz a epistemologia do título é um personagem que surge em uma página e morre cinco depois, mas isso não vem ao caso, oferecessem essa tarefa para uma Christina, ou até mesmo para Tobias, e detalhe: seria feito em outra cena, pois todo o clímax do livro ficara de fora. O ápice de Insurgente foi ignorado quando levado às telas.

Depende de onde olhamos e para onde olhamos, pois como filme e apenas isso, o desafiante “Insurgente” merece aplausos e reverências, em meio a erros consegue ressaltar seus pontos positivos e criar uma ponte explícita para seu sucessor. Como adaptação é um tiro errático, rompe seu alicerce com a trama original e evidencia que Convergente será bem menos fiel do que foram Divergente e Insurgente. Compreendamos que se deve separar o julgamento, avaliar da forma correta. O filme grita por um Oscar, figurino e efeitos com toda certeza não levam, mas o risco de sua atriz principal ou seu ator coadjuvante conseguirem indicações da Academia é quase iminente. Desafiador de facções, assim deveria ser definido o novo capítulo sobre Tris, a descendente de convergentes.

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Crítica de Cinema: Superpai (2015)

Uma festa com os amigos, uma esposa deprimida, um filho pequeno e uma sogra acidentada. O que fazer quando esses quatro fatores se cruzam para atrapalhar a única chance de se apagar erros de um passado não muito distante?

Superpai é uma produção brasileira que conta o caso de Diogo, um homem que parece não aceitar muito bem a vida adulta e que tem a chance de, numa festa de reencontro dos amigos da escola, reparar um erro que manchou sua reputação para sempre. Acontece que ao mesmo tempo em que se prepara para a noitada, sua sogra sofre um acidente fazendo com que sua esposa tenha que ir cuidar da mãe. O resultado? Diogo precisa ficar com o filho.

Seguindo o movimento, Superpai caminha junto com o gênero comédia que vem crescendo nas produções brasileiras desde o sempre bem lembrado “Se Eu Fosse Você”. O filme possui um humor típico de brasileiro, permeado com uma linguagem próxima da realidade e com um foco principalmente na situação e não no ambiente – resumindo, não é apenas um filme embalado com sexo e palavrão.

Danton Mello, ao lado de Dani Calabresa, Thogun Teixeira, e Antonio Tabet são os protagonistas do longa dirigido por Pedro Amorin (“Mato Sem Cachorro”, 2012). A atuação do quarteto puxa o ponto alto do filme que é a naturalidade com que as situações são criadas, encaradas e resolvidas. As personagens são apresentadas e desenvolvidas de maneira sutil, sem colocar uma sobre a outra, mostrando personalidades únicas no enredo que tiram a melhor gargalhada de cenas aparentemente simples.

“Em um minuto você é uma lenda do pôquer. No minuto seguinte você está casado com uma mulher viciada em calmantes e tem um filho que não sabe ler nem escrever.”

A história é muito bem construída e narrada, pelo ponto de vista de Diogo (Danton Mello), que precisa encontrar um lugar para deixar o filho e poder ir à festa. Acontece que na volta, ao buscar a criança, Diogo se confunde e acaba trazendo um filho que não é o dele.

O menino que Diogo leva embora é japonês e talvez seja aí que as críticas podem começar a pesar. O filme é recheado de piadas com a etnia do garoto que é apelidado de Jaspion, Tamagochi, Pokémon e outros personagens da cultura pop japonesa. Cá para nós, já passamos dessa fase. Não vejo como é possível interpretar qualquer uma das “piadas” como ofensa ao povo nipônico. Enfim…

“Qual o seu nome galoto? Fala poltuguês?”

Quebrando um pouco a rotina de um filme de comédia e seguindo uma tendência já explorada pelas produções americanas, o fim da trama revela um lado mais denso e complicado, quebrando a ideia de que o filme é apenas mais um filme para você dar boas risadas e fim. A verdade a respeito de “Jaspion” traz à tona uma realidade muitas vezes mascarada na sociedade – assista e verá.

O elenco conta ainda com Rafinha Bastos e Danilo Gentili que, apesar de não estarem no núcleo principal, fazem um excelente papel no longa.

Superpai tem indicação mínima de 16 anos por conter violência e linguagem pesada e, apesar de ver alguns pais com crianças no cinema, esse é um caso em que é realmente indicado seguir a classificação indicativa. Apesar da temática envolver crianças, não é um bom filme para se ver com o “pequeno” do lado.

No mais, Superpai mostra que o cinema brasileiro está indo muito bem, obrigado, destruindo aquela imagem supérflua e generalizada de que cinema bom é Hollywood. Além de pessoas conhecidas, novos nomes estão surgindo na mídia e sendo muito bem explorados por produções independentes de roteiro prévio. Agora, aproveitando o embalo, aproveito para deixar a sugestão de que sejam vistos mais filmes nacionais e que, além disso, que sejam feitas mais adaptações de obras clássicas brasileiras. Se a ideia vêm obtendo grandes resultados no exterior, com os filmes incitando as pessoas a lerem os livros, porque não usar da mesma teoria aqui no Brasil?

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