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Crítica: Joy (2015)

Mimi é uma senhora esperançosa, que sempre procura observar o lado bom da coisa. O lado bom da vida (Você se lembra bem desse filme, não é JLaw?). Mimi é a narradora da fantástica e imprevisível vida de Joy, uma dona de casa que faz de mil e uma coisas para deixar seu lar na perfeita harmonia, mesmo que ele nunca tenha ouvido falar essa palavra. Harmonia. Joy mora com seus dois filhos, a mãe que não larga o controle remoto e nem levanta da cama, com o ex-marido que habita seu porão, o pai que volta e meia está por ali e sua avó, a nossa amada e primeira conhecida, Mimi. A história de Joy é confusa, para nós e para a própria. O filme é inspirado na história real de Joy Mangano, e por ser um longa biográfico aceitamos algumas técnicas que em um filme de outro gênero não conseguiríamos nem ver. Comumente apontamos os acertos da trama nas críticas por aqui, comumente. Mas hoje começaremos pelos erros, pelos graves erros de “Joy”, indicado pela academia em apenas uma categoria, essa fora a de melhor atriz, pois não deveria ter ganho nem esta indicação, mas acredito que a Academia observou a tentativa de Jennifer Lawrence de trazer uma boa personagem para as telas, a massante tentativa de encorporar alguém resiliente quando a própria fora muito resiliente para fazer esse papel. Imagino Lawrence nos bastidores, pensando, pensando… como isso é ruim.

Comecemos por nosso amigo, David O. Rusell. O diretor tentou repetir a dose de “O lado bom da vida”, chamou De Niro, Lawrence, Cooper, todos aqueles com quem vem trabalhando habitualmente em diversos filmes, Rusell sabia que poderia produzir um belo filme com esse elenco, com essa história, infelizmente correu em direção ao pote com muita sede. Nem se convocasse um batalhão de medalhões e revelações do cinema mundial ele conseguiria transformar “Joy” em um novo “O Lado bom da Vida”, mesmo que esse segundo não tenha sido grande coisa, mas para a Academia fora. Oito indicações não é para todos. Para “Joy” uma já é de grande valor. Rusell só não peca, como foi mostrado no início, na escolha de elenco, ao menos supervisionou bem esta parte junto à Mary Vernieu , mas em todo o processo do longa você simplesmente se perde no labirinto criado pelo diretor, labirinto esse que nem ele teve consciência de ter fabricado.

O enredo de “Joy” falha bruscamente em várias cenas, vou dar um exemplo. Existe um momento, em que Joy e sua amiga, Jackie (Dascha Polanco) estão conversando, e bem ai, no meio da conversa o diálogo congela, não propositalmente, mas porque ali, bem no roteiro que foi revisado milhões de vezes, tenho certeza, houve um intervalo longo sem falas, um intervalo que prejudica o desenrolar da história e deixa a coisa toda artificial demais. O rosto de Lawrence muda totalemente, e nem falemos de Polanco, você não acredita primeiramente. Volta a cena, duas, três vezes, enfim cai em si que não é técnica ou expressão adicional das atrizes, mas sim um tremendo buraco no roteiro que deveria nos emocionar, deixar explícito o desespero da personagem. Falho até demais. Quando pensamos que o filme vai engrenar, lá pelos setenta minutos, ele nos decepciona. É uma cena que tem tudo para dar certo, Joy está se mostrando para o mundo por meio da televisão, ela e seu produto, você deve pensar: AGORA VAI. Não, não vai. Aquele era o momento de superação da personagem, ela iria vender enfim sua maior invenção até aquele dia, iria por fim deslanchar, mas a própria JLaw, com seu rostinho bonito e todo crédito que o cinema mundial lhe oferece, não consegue efetuar isso. Não a culpo por tudo, longe disso, falaremos mais a frente como a atriz carregou o filme nas costas, por hora continuemos no roteiro, que em todo caso é o maior culpado aqui. Nesta cena vemos o sangue nos olhos de Joy, sentimos que está se aproximando aquele ápice que tanto aguardamos, aquela cena que pode salvar o filme inteiro. Se fui tolo? Ah, foi por horas. Não vem, não aparece, Joy fala mais do mesmo e fim, acaba ali toda a emoção contida para o clímax da produção, acaba ou não? Bem, segura essa informação, todas essas na verdade, sobre o roteiro trágico e vamos para o próximo quesito.

A bela fotografia, obrigado senhor, odoyá Iemanjá, um ponto que comentarei feliz e sorridente como criança que vê Harry Potter pela primeira vez. Que incrível fora a fotografia de Joy, e junto à ela a mixagem de som, tudo isso ficou bem encaixado. Sobre a fotografia guardo na mente dois momentos incríveis, um desses é a cena final, a que aparece no poster divulgado para divulgação, imagem essa em que Joy está olhando para cima, não sabemos para onde até assistir o longa. Belíssima cena (UMA LUZ NO ROTEIRO) e mais um acerto da fotografia. Em todos os indicados do Oscar vemos lindas produções na fotografia, Mad Max, Sicario e O Regresso nem se falam, mas se observamos a sutileza de Carol, Joy, Brooklyn e A Garota Dinamarquesa ficamos surpresos, por tanta delicadeza e sentimentalismo nas tomadas e ângulos usados.

Sobre JLaw, exclusivamente neste filme, prometo que não citarei nenhum outro (novamente). É uma atuação esforçada, uma constante de tentativas que fazem da atriz uma heroína, sem exagero algum, nesta produção. Lawrence consegue se destacar mesmo o longa tendo diversos problemas, ela carrega, como falei, o filme nas costas. Todo o tom cômico e sarcástico que tentaram empregar na obra, não funciona bem, mas Lawrence arruma um jeito de consertar isso, colocar o trem nos trilhos, que pena que ele não chega na última estação inteiro. Os vagões de “Joy” vão se perdendo estrada a fora, cai roteiro de um lado, atores coadjuvantes do outro, enredo no meio do caminho, direção, bem, nem chegou a embarcar.

Um filme biográfico geralmente nos trás mensagens claras, ou de superação ou de avisos alarmantes, sempre foi assim e sempre vai ser. “A Teoria de Tudo” ano passado foi claro quanto a isso, o mesmo com “O Jogo da Imitação”, “Selma” foi uma explosão de bom filme desta categoria, agora “Joy” não atinge o que tanto esperamos, atrai o fã do cinema, o leva a se preparar totalmente para um bom filme, mas decepciona. No meio desta crítica falei que vocês deveriam guardar uma informação, ou melhor, uma pergunta: Acaba a emoção ali? Quase na segunda metade do filme? Não, a pouca emoção ainda ressurge no fim da obra. Por incrível de pareça, “Joy” começa a ficar bom no final,  inicia sua largada na última curva da corrida e nos deixa palpitando e com raiva por só ter melhorado ali. É um filme que não deveria se fazer presente na lista dos indicados pela Academia, mas como está, o que temos para hoje é assistir e conseguir sair vivo após a exibição do longa, vivo e sem traumas.

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Convenção de AHS no Brasil é ADIADA!

É isso mesmo, amigos. A Daydream Eventos, empresa responsável pela convenção, acabou de liberar um comunicado no facebook da empresa divulgando que a tão esperada convenção da série American Horror Story está sendo adiada pela dificuldade de trazer os atores para o evento. Confira o comunicado na íntegra abaixo:

Mesmo antes de anunciar uma convenção de AHS, já estávamos em negociação com alguns dos atores mais pedidos pelos fãs, mas após uma longa espera e diversas tratativas, acabamos nos deparando com algumas questões que inviabilizam a vinda dos atores principais, pelo menos nesse momento.
Ficamos, então, na dúvida sobre a aceitação de uma convenção sem os protagonistas da série e por isso pedimos a AHSBR para fazer uma pesquisa para saber a opinião dos fãs a respeito. Apesar de muitos ainda ficarem animados, vimos que uma boa parte não aceita a ideia. Como se trata de um investimento alto, tanto para a empresa quanto para os fãs e como entendemos que uma convenção precisa ser um momento maravilhoso, esperado e que traga alegria e não frustração para o fandom (claro que sabemos que é muito difícil agradar a todos…), preferimos adiar essa edição, até que tenhamos certeza da aceitação dos fãs quanto aos atores citados na pesquisa ou até que seja viável fazermos uma convenção com atores principais.
A edição de AHS continua sendo um projeto nosso e vamos continuar acompanhando a opinião do fãs para que o evento possa acontecer.

A Daydream possui um histórico de convenções bem-sucedidas e se prepara para realizar as convenções de The 100 (“Daydream Con: edição especial The 100”), Once Upon a Time (“Ever After”) e The Vampire Diaries + The Originals (“Vampire Attraction”).

Críticas de Cinema

Crítica: O Menino e o Mundo (2013)

É incrível a capacidade de um filme mexer com a gente fisica, psicologica e sentimentalmente – isso é fato. Penso que não é requisito para uma obra ser considerada bem elaborada ter duração de 3 horas (ou mais), recortes no roteiro e um proposital rebuscamento no enredo visando dificultar a compreensão por parte do público. Pelo contrário, um filme é bem melhor aproveitado quando preenche os aspectos pensados pelo diretor/roteirista com as impressões de cada ser humano. E é assim que Alê Abreu, ilustrador e diretor paulista, nos apresenta a animação “O Menino e o Mundo”: uma tela, inicialmente branca, sendo preenchida por formas geométricas, desenhos e repetições que assemelham-se às imagens coloridas produzidas por um caleidoscópio.

O pensamento de que animações só servem para entretenimento infantil é descartado logo no início. Conhecemos um menino, que faz sua primeira aparição de forma bem caricata, correndo por paisagens, pulando sobre árvores e brincando em cima de uma nuvem. Ele chega até a simples casa onde mora e avista seu pai segurando uma mala, preparado para ir embora. A mãe e o pai do menino conversam, embora não consigamos compreender o que eles estão dizendo porque as falas das personagens foram gravadas no idioma português e depois invertidas – aspecto que comentarei posteriormente. O menino abraça o pai num terno momento, sendo a despedida marcada por uma canção que o pai toca numa flauta, transformando a melodia num dos pontos mais criativos da animação, pois até as notas musicais ganham visibilidade na tela, apresentando-se como bolhas coloridas que flutuam em direção ao céu. O trem chega e, prestes a partir o homem, parte toda a criação do cenário formado por traços que trazem à memória os rabiscos e desenhos que fazíamos quando crianças, sem muita perfeição mas com a estética própria de quem começa a dar os primeiros passos (de forma mais literal possível) para a expressão e compreensão de seus sentimentos.

Após a partida do pai, o menino começa a ter vislumbres da presença dele. A figura paterna mostra-se trabalhando com uma enxada – evidenciando a origem humilde da família e que o sustento deles vem da agricultura – e logo depois desaparece à vista do menino. Outros momentos de devaneio acontecem e esses são os ponta-pés iniciais para a evolução da personagem do menino que agora apresenta-se em estado triste e depressivo. O garoto, então, arruma uma mala e a única coisa que ele coloca dentro é uma foto de família, partindo logo em seguida. Nessa cena é importante destacar o efeito de transição que Alê Abreu usou para demonstrar a saída da inércia do menino, mudando todo o preenchimento colorido e nostálgico por imagens negativas do cenário em questão (o ponto do trem onde o menino viu o pai pela última vez) acrescidas de flashs dos últimos acontecimentos vividos pelo protagonista. Ao acordar, em outro cenário, o menino encontra-se na casa de um homem velho, de aparência cansada, que se veste para trabalhar. Ele junta-se a um pequeno cachorro enquanto o homem os carrega dentro de um carro de boi, dando início à jornada de trabalho árdua num algodoeiro onde muitos lavradores trabalham sincronizadamente.

A semente pra toda a crítica social presente na animação é a troca dos trabalhadores rurais por máquinas, resgatando o tema da industrialização tão conhecido por nós – dessa vez pela visão de uma criança – fazendo com que todos os homens perdessem seus empregos. Antes disso ser mostrado no filme, o menino presencia um patrão carrasco realizando uma vistoria nos empregados da lavoura e é interessante o fato de que o patrão é caracterizado como um personagem de filme de faroeste, tanto no figurino quanto em toda a sua violência ensaiada e artificial. O homem que o menino passa a acompanhar acaba por ser demitido de sua função e numa espetacular degradação do cenário de uma coloração amarelada à escuridão de uma tempestade tornamos-nos visualmente participantes da situação que o homem e o menino estão vivendo. Tendo passado pelo algodoeiro, o menino agora encontra-se numa fábrica de tecidos, onde vários operários trabalham sincronizadamente, destacando, assim como no algodoeiro, a rotina de trabalho extenuante de movimentos repetitivos a que todos aqueles homens estavam submetidos.

O menino passeia pelas ruas de ônibus, assiste a uma marcha policial acompanhada por tanques e máquinas de guerra e conhece a realidade da vida urbana. O aspecto visual da animação agora mistura os traços iniciais com colagens de revistas e anúncios, presentes até na favela que o menino adentra ao lado de um jovem que trabalha na fábrica, numa crítica à presença da publicidade em massa nas cidades, vendendo produtos e estilos de vida quando existem milhares de pessoas alheias à toda essa superficialidade, vivendo em pobreza e miséria.

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Como antes mencionado, as falas das personagens são incompreensíveis pelo espectador, mas nem isso consegue dificultar o entendimento do filme. Os responsáveis pela trilha sonora da animação, Ruben Feffer e Gustavo Kurlat, tiveram a preocupação de fazer com que todos os elementos do cenário tivessem voz, logo nos acostumamos com os sons dos animais, do vento e até dos passos do menino. O grupo de percussão corporal Barbatuques levam os créditos pelos sons criados exclusivamente para preencher a obra de Alê Abreu, que ainda conta com a composição “Aos olhos de uma criança”, do rapper Emicida, como música tema.

Aproximando-se do final temos uma das cenas mais impactantes, que delimita o clímax. Depois de ver e conhecer mais da realidade da cidade, é como se a mente do menino entrasse num estado de combustão. Nesse momento, a animação é destruída e em troca surgem imagens reais de queimadas, desmatamentos e poluição (lembrando cenas de documentários) acompanhadas por uma mistura de vozes que transmitem um aspecto agourento e desesperador. Voltando ao menino, sujo e ofegante, entendemos que toda a inocência inerente à criança de certa forma foi afetada, senão perdida, por todos os acontecimentos que se precederam, conectando a realidade do menino com a do jovem operário e a do homem velho do início. As duas personagens que acompanham o menino nas suas andanças têm bastante importância na história e guardam surpresas para os espectadores, como veremos na conclusão do filme.

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O filme, à medida que mostra uma criança avançando em rumo ao conhecimento externo, nos faz regressar à mente infantil que tínhamos antes, de questionar, de ter curiosidades, de se machucar e só depois sentir dor, de correr e não se cansar. Com um desfecho emocionante, “O Menino e o Mundo” é uma prova de que assuntos sérios podem ser tratados em um filme através das fantasias de uma criança mas, acima de tudo, prova que as produções brasileiras estão ganhando destaque internacionalmente, dando oportunidade a artistas como Alê Abreu de mostrarem a realidade sem estereótipos e preconceitos, o que, na minha opinião, já seria totalmente merecedor de um prêmio. Uma crítica social em forma de animação envolta por personagens e cenários de lápis de cor, giz de cera e colagens, é assim que eu o resumiria.

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Mais detalhes sobre as Escolas de Magia pelo mundo

O Pottermore está fazendo parte do evento A Celebration of Harry Potter, e em seu estande há um mapa que mostra a localização das escolas bruxas de todo o mundo. Pode-se ver a Beauxbatons, Durmstrang, Hogwarts, a escola norte-americana, a brasileira, a africana e a japonesa. E é sobre estas últimas que foi liberado mais detalhes. Veja abaixo os textos sobre a escola Uagadou e a Mahoutokoro.

“Mesmo que a África tenha um número expressivo de escolas de magia menores, há apenas uma que continua funcionando mesmo após um longo período de tempo (pelo menos mil anos) e atingiu uma inegável reputação internacional: Uagadou. Sendo a maior de todas as escolas de bruxaria, ela aceita alunos de todas as partes do enorme continente. O único endereço já revelado é “Montanhas da Lua”: os visitantes falam de um edifício maravilhoso que se localiza em uma montanha e é envolto em neblina, o que dá a impressão que está flutuando no ar. Grande parte da magia (algumas pessoas diriam toda) foi originada na África e os graduados na Uagadou são especialistas em Astronomia, Alquimia e Transfiguração.

A varinha é uma invenção européia, e mesmo que bruxos e bruxas africanos tenham a adotado como um objeto muito útil no último século, muitos feitiços são feitos sem ela: apenas apontando o dedo ou através de gestos manuais. Isso confere aos estudantes da Uagadou uma ótima saída quando acusados de violar o Estatuto Internacional de Sigilo (“Eu estava apenas acenando, nunca quis que o queixo dele caísse”). Em um Simpósio Internacional de Animagos recente, a equipe da escola de Uagadou atraiu a imprensa quando exibiu uma transfiguração sincronizada. Muitos bruxos e bruxas mais velhos e experientes sentiram-se ameaçados por estudantes de quatorze anos que mostraram sua habilidade em transformar-se em elefantes e macacos quando bem queriam e uma queixa formal foi apresentada por Adrian Tutley, para a Confederação Internacional dos Bruxos. A enorme lista de aclamados ex-estudantes de Uagadou inclui Babajide Akingbade, que sucedeu Alvo Dumbledore como o “Cacique Supremo” da Confederação Internacional dos Bruxos.

Os estudantes recebem a notícia de que estudarão em Uagadou do “Mensageiro dos Sonhos”, enviada pelo diretor ou diretora do dia. O “Mensageiro dos Sonhos” aparecerá para a criança enquanto ela dorme e deixará um sinal, geralmente uma pedra inscrita que é encontrada na mão da criança quando ela acorda. Nenhuma outra escola emprega esse método de seleção de alunos.”

E sobre a Mahoutokoro

“Esta antiga escola japonesa tem o menor corpo estudantil das onze grandes escolas de magia e aceita alunos a partir dos sete anos de idade (embora eles não embarquem até que estejam com onze). Já que são estudantes diurnos, as crianças bruxas são trazidas e enviadas para suas casas todos os dias, viajando nas costas de um bando de painhos gigantes. O ornamentado e requintado palácio de Mahoutokoro é feito de nefrita, e fica na parte mais alta da “inabitada” (ou assim pensam os trouxas) ilha vulcânica Minami Iwo Jima.

Estudantes são presenteados com capas encantadas quando chegam, que crescem no tamanho quando eles crescem e mudam de cor gradualmente, à medida em que o conhecimento de seus donos aumenta, começando por um rosa fraco e tornando-se (se notas máximas forem conquistadas em todas as matérias) dourada. Se as capas se tornarem brancas, é uma indicação de que o estudante traiu o código bruxo japonês e adotou práticas ilegais (o que na Europa nós chamamos de ‘magia das trevas’) ou quebrou o Estatuto Internacional de Sigilo. A capa “ficar branca” é uma terrível desonra, que resulta na expulsão imediata da escola e um julgamento no Ministério da Magia japonês. A reputação de Mahoutokoro não reside apenas em sua impressionante proeza acadêmica, mas também em sua excelente reputação no quadribol, o qual, segundo a lenda, foi introduzido no Japão há séculos atrás por um bando de imprudentes estudantes de Hogwarts durante uma tentativa de dar a volta ao globo em vassouras totalmente inadequadas foram soprados para fora de seu caminho. Resgatados por um grupo de funcionários da Mahoutokoro, que estavam observando os movimentos dos planetas, eles permaneceram como convidados tempo suficiente para ensinar aos seus colegas as noções do jogo, um ato que eles viveram para se arrepender. Todo membro do time de quadribol do Japão e seus atuais vencedores da Liga dos Campeões (os Toyohashi Tengu) atribuem suas proezas ao difícil treino que eles recebem em Mahoutokoro, onde às vezes eles praticam sobre um mar turbulento e tempestuoso, forçados a ficar atentos não apenas aos balaços, como também aos aviões de uma base aérea trouxa de uma ilha vizinha.”

Também foi divulgado um texto com informações gerais sobre as Escolas.

“A quantidade de países que têm sua própria escola de magia é minúscula se comparada àqueles que não têm. Isso porque a maior parte da população de bruxos opta por estudar sem sair de seu país. Eventualmente, a comunidade mágica de um determinado local é pequena e cursos por correspondência são um meio mais eficaz em termos de custo para a educação dos jovens.

Há onze antigas e prestigiadas escolas de magia pelo mundo, todas registradas pela Conferência Internacional de Bruxos. As instituições menores e não regulamentadas surgiram e desapareceram, pois é difícil manter o controle delas e raramente são registradas por um Ministério adequado (além de que não podemos garantir a qualidade e o padrão de ensino). Qualquer um que deseje saber se há uma escola regulamentada em sua região, deve enviar uma coruja ao escritório oficial da Conferência Internacional de Bruxos.

A localização exata dessas escolas é um segredo muito bem guardado. Isso ocorre não somente por medo que os trouxas possam encontrá-la, mas sim porque infelizmente, em vários momentos da história, elas foram afetadas pelos efeitos das guerras bruxas além de serem hostilizadas por outras comunidades nacionais e estrangeiras (não é apenas na Grã-Bretanha que a educação de jovens sofre a intervenção ou pressão do Ministério). Como uma regra geral, as escolas de magia tendem a se situar longe do litoral, em áreas montanhosas (embora haja exceções notáveis, como veremos depois), porque são regiões de difícil acesso para os trouxas e mais bem protegidas dos Bruxos das Trevas.”

Mais informações serão liberadas hoje, então fique de olho para qualquer novidade aqui no Beco.

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Pottermore libera texto sobre escola de magia brasileira

O Pottermore liberou textos escritos por J.K.Rowling, com detalhes sobre as escolas de magias espalhadas pelo mundo. E uma delas, para nossa alegria, é a CasteloBruxo, Escola de Magia situada no Brasil, no meio da Floresta Amazônica.

Veja abaixo o que foi revelado:

“A escola brasileira de magia, que recebe estudantes de toda América do Sul, pode ser encontrada escondida dentro da floresta tropical. O castelo fabuloso parece ruínas para os poucos olhos trouxas que o olharam (um truque compartilhado com Hogwarts; a opinião é dividida sobre quem pegou a ideia de quem). Castelobruxo é um edifício quadrado imponente de pedra dourada, frequentemente comparado com um templo. Ambos o edifício e o terreno são protegidos por Caipora, espíritos pequenos e peludos que são extremamente travessos e astutos, e que emergem sob a escuridão da noite para vigiarem os estudantes e criaturas que vivem nas florestas. A antiga diretora de Castelobruxo, Benedita Dourado, foi uma vez vista rindo bastante em uma viagem de intercâmbio para Hogwarts, quando o diretor Armando Dippet reclamou do Pirraça, o poltergeist. A oferta dela de enviar alguns Caiporas para a Floresta Proibida para ver o que era realmente encrenca não foi aceita.

Os estudantes de Castelobruxo usam vestes verde brilhante e são especialmente avançados em Herbologia e Magizoologia; a escola oferece programas de intercâmbio populares para estudantes europeus* que desejam estudar a flora e fauna mágica da América do Sul. Castelobruxo produziu um número grande de ex-estudantes famosos, incluindo um dos mestres de poções mais famosos, Libatius Borage (autor de, entre outros trabalhos, Estudo Avançado de Poções, Anti-Venenos Asiáticos e Tenha Você Mesmo uma Festa em uma Garrafa!) e João Coelho, capitão de mundialmente renomado time de Quadribol os Tarapoto Tree-Skimmers.

*Foi uma dessas viagens que os pais de Gui Weasley não puderam pagar, causando desapontamento no amigo de correspondência de Gui de Castelobruxo, fazendo-o enviar algo nojento pelo correio.”

Filmes

Netflix confirma o retorno de “Gilmore Girls”

É isso mesmo que você leu! A série “Gilmore Girls”, exibida de 2000 a 2007, teve seu retorno confirmado pelo serviço de streaming Netflix.

Em postagem na página oficial do Facebook e no Twitter, a Netflix anunciou que a série voltará para a sua oitava temporada e que as temporadas clássicas serão adicionadas ao catálogo da empresa. A maior parte do elenco original já teve a participação confirmada. Entre os nomes que já assinaram o contrato para o revival figuram Lauren Graham, Alexis Bledel, Scott Patterson, Kelly Bishop, Sean Gunn e Keiko Agena.

A nova fase de “Gilmore Girls” será escrita e dirigida pela criadora Amy Sherman-Palladino e seu marido, o produtor executivo Daniel Palladino. Sem título e quantidade de episódios definidos, resta aos fãs torcerem para que o retorno a Stars Hollow aconteça logo logo!

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Kim Basinger como Mrs. Robinson?

E parece que a Kim Basinger – I am here –  foi contratada para atuar como Mrs. Robinson em 50 tons mais escuros, de longe o personagem mais odiado da trilogia.

tá arriscando a carreira.

As gravações para 50 tons mais escuro e 50 tons de liberdade vão começara no dia 15 de fevereiro. Isso mesmo, gravação simultânea.

Cinquenta tons mais escuro deve estrear em 10 de fevereiro de 2017 nas telonas e o último da trilogia, em 2018.

Particularmente, espero que o filme seja melhor que o primeiro da franquia, e talvez – só talvez- consiga algo “melhor” do que uma indicação para o pior filme do ano.

 

 

Skins Group Shot
Atualizações, Filmes

Elenco de “Skins” virá ao Brasil

Depois de anunciarem a vinda do elenco de “Pretty Little Liars” e de “Scream Queens”, a Spotlight Entretenimento confirmou a Convenção da série “Skins”, a Skins Convention.

A Convenção irá ocorrer em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas ainda não foram divulgadas datas e valores. Muitos atores e atrizes do elenco se mostraram dispostos a vir, mas ainda nenhum foi confirmado. Vamos ficar de olho na página do evento para novas informações.

Filmes

Crítica: Mustang (2015)

Esperei mil e uma coisas sobre “Mustang”, inúmeras foram as versões que surgiram em minha mente antes de ver o filme, passei dias hesitando, vejo, não vejo, vejo, enfim, o vi. Nada do que pensei sobre “Mustang” se concretizou, e posso dizer por fim que até agora estou confuso sobre o filme, não sei bem o que falar, mas falarei. Não me sinto confortável em dizer algo sobre tamanha obra, mas direi porque preciso que outras pessoas o vejam, que outras pessoas fiquem perplexos como fiquei desde a primeira cena, das garotas na praia, até a última e avassaladora cena.

Quero destacar uma coisa: O que será escrito a partir daqui é feito por uma ótica ocidental contida. Tentarei em cada palavra não expressar toda minha formação ocidental e nutrida de milhares de preconceitos, quero deixa-la de lado, mesmo sabendo que não conseguirei fazer isso por completo. Por essa questão e  tantas outras ela será como dita ali, no começo do parágrafo, contida. Visão ocidental que teima em falar por si, mas que não pode, não deve cometer esse erro.

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“Mustang” é um filme turco, realizado por uma produtora francesa, a CG Cinéma (Sendo indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro como representante da França, já que grande parte dos recursos foram postos em jogo pela produtora francesa). O longa tem por diretora a também Turca, Deniz Gamze Ergüven. Esta que elaborou o roteiro junto à Alice Winocour, francesa e também roteirista de filmes como “Augustine” e “Home”. Deniz Gamze fora nomeada no Festival de Cannes, tendo, ela, junto ao elenco principal do filme, recebido uma salva de palmas de cinco minutos. Sim, meus amigos, cinco minutos de aplausos contínuos para um só filme em Cannes, eu disse: CANNES, e nasce ai meu pé atrás para escrever uma crítica sobre algo gigantesco como “Mustang”, mas o farei e começamos de agora.

Cinco irmãs vivem em um vilarejo no interior da Turquia, com seus costumes, com sua religiosidade, com seu cotidiano. Até que em um desses dias sem muitas emoções, uma das irmãs decide que o clima está belo até demais para não ser aproveitado, no mais, elas desistem de voltar para casa de van e partem para a praia. Acompanhem comigo, sem nossa mentalidade “ocidental exacerbada”: Elas foram para a praia, com vestes curtas, em uma cidade muçulmana, e ao chegar lá acabaram por brincar junto a garotos. As meninas, com toda a inocência que a idade permite a cada, subiram nos ombros dos rapazes e começaram a “brigar”, fazendo o que habitualmente fazemos nas piscinas ou no mar. As coisas, como deixa claro a personagem-narradora, Lale,  mudaram a partir dai.

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Ao chegarem em casa a avó, interpretada por Nihal Koldaş, as espera para uma surra alimentada com fofocas da vizinhança e seu senso comum. As garotas são tratadas de um modo totalmente diferente a partir deste momento. O tio, Erol (Ayberk Pekcan, presente em “Winter Sleep”) instaura uma espécie de ditadura dentro da casa (um reforço na já existente), as garotas agora deixariam de lado o pouco de liberdade que tinham para viver vinte e quatro horas sob a vigília das tias e aprender a se portar como “Moças para casar”. Vemos uma série de mudanças no local, nas garotas, no cenário do filme, todos os objetos que poderiam “deturpar” as meninas vão sendo retirados dos cômodos (Até uma impressão da pintura de Eugene Delacroix, “A Liberdade Guia o Povo” foi tomada de uma das moças, ao meu ver poderia ser muito bem de Lale, ela tem todo o espírito da Marianne erguendo a bandeira francesa e gritando as três palavras por entre dentes cerrados). Telefones? Nunca mais. Livros que poderiam informar de qualquer modo, as moças não tocarão mais neles. Tudo que pudesse desviar as meninas do caminho comum destinado às mulheres muçulmanas fora varrido e posto a sete chaves. Mas não posso acrescentar mais sobre a trama pois isso você descobrirá, terá o prazer (e o desprazer) de ver certos momentos. É um filme para fortes.

Falemos então das moças, as que receberam o título de “Cinco graças” na tradução do filme para o português (O longa foi lançado por aqui no fim da semana passada). Comecemos pela mais velha, Sonay (İlayda Akdoğan). A garota fora a primeira a apanhar naquela surra do início do filme que acabamos de falar. Cada personagem tem suas peculiaridades, cada uma lida com suas obrigações de um modo diferente, e Sonay o faz de uma maneira peculiar, nem pulando o muro, nem descendo dele, ela fica ali, olhando para o horizonte que pode conquistar, mas escolhe permanecer com a linha que lhe foi destinada. A personagem é forte, pois inspira as outras quatro, é o coração pulsante das cinco irmãs, pois o cérebro, bem, falaremos dela por último. A interpretação de İlayda Akdoğan é de uma beleza incomum, a atriz consegue expressar bem cada sentimento e em alguns momentos, a passividade da personagem. Assim como Tuğba Sunguroğlu o faz no papel de “Selma”, a segunda irmã nesta visão decrescente. O clima irritadiço de Selma, sua mente atolada de pensamentos que resultam em poucas palavras ditas, tudo isso foi feito graças ao dom de Tuğba. Agora falemos vagarosamente sobre a terceira irmã, Ece, interpretada por Elit İşcan. Ela é responsável por uma dos momentos mais chocantes e perturbadores da trama, nos deixa de queixo caído com o que ocorre, ninguém daria nada por Ece na verdade, ninguém a notava, entre as cinco ela era a mais apagada por assim dizer, junto à quarta irmã, Nur (Doğa Doğuşlu). Mas Ece ressurge como os raios de sol presentes na maioria das cenas, aparece como não o fizera em todo o longa e isso ocorre em instantes. Em segundos ela é a estrela, a personagem principal, a dona da cena. Em instantes, como disse Lale, tudo pode mudar.

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Enfim, Lale. O que vemos é o que Lale enxerga, sua ótica é a visão guia para todos os telespectadores. Por ser a mais nova entre as cinco irmãs, sua mentalidade parece “aos cegos” um olhar esperançoso do mundo. Tudo vai acontecer, imagina Lale, tem que ocorrer, diz Lale, mesmo sem pronunciar. Ela é aquele tipo de personagem que te cativa no primeiro instante, que te diz: Olha, eu sou o que você deseja ser. Agora me veio a mente, no meio desta crítica eu falei que Lale poderia ser a Marianne da pintura de Delacroix, que poderia ser a moça guiando seu povo, mas não, pensando bem, Lale não deve ser Marianne, ela tem que ser, porque é, a Gavroche de todo o filme. É ela que organiza os motins, que nada contra a corrente, que nota quando as coisas estão erradas, mesmo sendo ensinada a encarar aquilo como frívolo. Gavroche é Lale, Lale é Lale e isso tem que ser visto como algo sério, algo que falarão daqui a vinte, trinta anos. Ela é de uma originalidade tão grande que chega a ser comparada à grandes alegorias. A moça escolhida para dar vida à Lela fora Güneş Şensoy em seu trabalho de estreia. Şensoy brinca com naturalidade em frente às câmeras, desdenha dos padrões sociais, é livre em seu mundo teatralizado. Tem o dom a criança e o deixa se libertar a cada cena, é lindo de se ver alguém tão jovem atuar com uma maturidade tremenda, sacar uma personagem como essa e a encorporar com tamanho êxito. A menina, Lale é o cérebro das cinco, é a mente que observa toda a cena atrás das cortinas e aparece para ser o clímax da apresentação. Bravo, para Lale e Şensoy, duas em uma, uma que encanta e provoca inveja nos sem coragem.

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Lhe conduzo agora para uma das mais belas fotografias do Oscar 2016. As tomadas do filme devem ser observadas como um manual de como “fazer cinema”. É algo límpido, sem a necessidade de efeitos aqui ou ali, é pura luz natural entrando pelas janelas, portas, entre as grades que prendem as cinco garotas, é de uma ambientação tremenda. O título do filme se deu por conta desta busca por liberdade, por essa ambição por aquilo que lhe é realmente destinado mas que aos poucos, ou abruptamente, é retirado por uma sociedade fincada entre golpes machistas e religiosos. “Mustang” deriva dos cavalos Mustangues presentes nos EUA, na tradução histórica, tendo suas raízes no espanhol arcaico, significa algo entre “sem dono” e “selvagem”. É um título que caiu bem até demais para a história. Mustang está em cada parte das cinco garotas, elas almejam por isso, por não terem donatários em suas vidas. Elas e milhares de outras mulheres espalhadas mundo a fora. Não pensemos que isso só ocorre nas sociedades do Oriente Médio e circunvizinhas. O senso de dominação enaltecido pelo homem da “família tradicional” transpassa fronteiras e atinge de Ocidente a Oriente. O erro que não podemos cometer a assistir “Mustang” é dar gargalhadas, como qualquer ocidental desinformado daria. Como fizeram os franceses ao assistirem as primeiras cenas de “Que horas ela volta?”. Não podemos rir de uma realidade que está tão próxima, de uma submissão que se enraiza em tantas mentes. Não podemos pensar com ocidentalismo ao encarar o medo, o trauma, a falta de vida que é imposta a cada mulher muçulmana, desde sua infância até sua precoce idade adulta. Mustang é ao mesmo tempo um grito de liberdade e de socorro. É o porta-voz de mulheres que nada podem fazer. A diretora, Deniz Gamze Ergüven, vivera esta realidade. As cinco atrizes vivem esta realidade. Nós não vivemos tamanhas atrocidades, nós nos horrorizamos com certas cenas do filme, mas o que fazemos? De que modo tentamos modificar isso? Bem, ai já é outra história para outro momento, o que temos que colocar aqui é a mensagem passada pelo longa: Salvem-(nos)-se. Existe uma barreira que separa religião, política e arte. “Mustang” conseguiu rompe-la com êxito.

A seriedade relatada na garra de Lale, o medo impregnado no corpo de Ece, a inquietação que corre por entre as veias de Sonay, tudo isto se une para formar um grandioso filme. Uma obra de arte digna, não de cinco minutos de aplausos, mas uma salva eterna de elogios e agradecimentos. Agradecimentos sim, para as pessoas que compuseram tal obra, e pedidos de perdão para aquelas que não podemos auxiliar.

“Mustang” é parecidíssima com aquela pintura de Delacroix que dá o ar de sua graça no início do filme, consegue captar momentos específicos do atual, para que seja visto por todo um tempo inesperado pelo autor. É um filme próprio das grandes premiações,  dos públicos que decidem pausar um pouco suas vidas para viver a de outros. Viver, chocar-se e despejar todo um sentimento frente à telas de computadores. Belo e digno de todas as homenagens, que venha a noite maior e que se consagre dono da tão desejada estatueta. Nos resta ansiedade, nos resta ver “Mustang” novamente, e novamente, até se revoltar mais e mais, até se esgotar de ver tanta brutalidade, tanta realidade em um só filme.

Filmes

“House of Cards” é renovada

O nosso querido e amado Frank volta a ação a partir do dia 4 de março em sua quarta temporada, mas antes mesmo da estreia, a Netflix anunciou por meio da página da série que em 2017 vai ter sim “House of Cards”, confira abaixo o comunicado da Assessoria do então presidente dos Estados Unidos da América e candidato nas eleições e 2016.

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