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Fernanda Brito

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Especial dia do comediante: 5 livros para morrer de rir

Dia 26 de fevereiro é o dia escolhido para homenagear o comediante brasileiro e o Beco traz para você uma lista de 5 livros para comemorar esse dia morrendo de rir:

1 – EU, VOCÊ E A GAROTA QUE VAI MORRER, Jesse Andrews

É uma mistura perfeita entre drama, humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastantes pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade.

2 – O ANALISTA DE BAGÉ, Luis Fernando Veríssimo

A personagem representa um gaúcho, psicanalista supostamente freudiano de linha ortodoxa de palavras marcantes e ilustrativo da sabedoria popular do Rio Grande do Sul. Sua assistente, Lindaura, auxiliava-o na abordagem de casos mais difíceis.

Teve uma infância normal, onde o que não aprendeu no galpão, aprendeu atrás do galpão. O analista se diz “mais ortodoxo que pomada Minancora” ou que as Pastilhas Valda. Sua técnica do joelhaço, no entanto, é bastante heterodoxa, a depender do ponto de vista. Ela está baseada no princípio da dor maior, isto é, quando o paciente vem se queixar de suas dores subjetivas, o joelhaço aplicado no local correto oferece ao sujeito a vivência de uma dor tão mais intensa que faz com que se esqueça das dores “menores”.

3 – A LUA DE MEL, Sophie Kinsella

Ao se dar conta de que o namorado nunca vai pedir sua mão em casamento, Lottie toma uma decisão. Termina o compromisso com ele e diz o tão sonhado sim a Ben, uma antiga paixão, com quem ela havia prometido se casar se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Os dois, então, resolvem pular o namoro, ir direto para uma cerimônia simples e seguir para a lua de mel em Ikonos, a ilha grega onde eles se conheceram. Mas Fliss, a irmã mais velha da noiva, acha que Lottie enlouqueceu. Já Lorcan, que trabalha na empresa de Ben, teme que o casamento destrua a carreira do amigo. Fliss e Lorcan, então, elaboram um plano para sabotar a noite de núpcias do casal e impedir que os noivos cometam o maior erro de suas vidas.

4 – O DIÁRIO DE BRIDGET JONES, Helen Fielding

Escrito na forma de um diário pessoal, o romance narra um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher trabalhadora, solteira, de trinta e tantos anos e que vive em Londres. Escreve sobre sua carreira, auto-imagem, vícios, família, amigos e relacionamentos amorosos.

Bridget não só vive obcecada sobre a sua vida amorosa, mas também com os detalhes das suas várias lutas diárias contra o seu peso, o seu excesso de indulgência em álcool e cigarros e a sua carreira. Os amigos e família de Bridget são as personagens secundárias no seu diário. Esses amigos estão lá para ela incondicionalmente durante todo o romance, dando-lhe conselhos sobre seu relacionamento e apoio quando surgem problemas. Os pais de Bridget vivem fora da cidade e, enquanto eles desempenham um papel menos importante do que seus amigos, são figuras importantes na vida de Bridget. A sua mãe é uma mulher delirante com excesso de confiança, que tenta constantemente casar Bridget com um homem rico e bonito; e o seu pai é consideravelmente mais simplório, embora, às vezes, seja conduzido para estados de espírito estranhamente instáveis pela sua esposa.

5 – O ALIENISTA, Machado de Assis

Após conquistar respeito em sua carreira de médico na Europa e no Brasil, o Dr. Simão Bacamarte retorna à sua terra-natal, Itaguaí, para se dedicar ainda mais a sua profissão. Após um tempo na cidade, casa-se com a já viúva D. Evarista, uma mulher por volta dos vinte e cinco anos e que não era nem bonita e nem simpática. O médico a escolheu por julgá-la capaz de lhe gerar bons filhos, mas ela acaba não tendo nenhum sequer.

Certo dia, o Dr. Bacamarte resolve se dedicar aos estudos da psiquiatria e constrói na cidade um manicômio chamado Casa Verde para abrigar todos os loucos da cidade e região. Em pouco tempo, o local fica cheio e ele vai ficando cada vez mais obcecado pelo trabalho. No começo, os internos eram realmente casos de loucura e a internação aceita pela sociedade, mas, em certo momento, Dr. Bacamarte passou a enxergar loucura em todos e a internar pessoas que causavam espanto. A primeira delas foi o Costa, homem que perdeu toda sua herança emprestando dinheiro para os outros, mas não conseguia cobrar seus devedores. A partir daí, diversas outras personagens serão internadas pelo alienista.

Filmes

10 teorias da conspiração sobre as animações Disney

Tem algum fã da Disney aí? Não é segredo para ninguém que as animações mais famosas da História são terreno fértil para muitas conspirações sobre as relações entre elas. Hoje, o Beco traz para você algumas das mais famosas e mais polêmicas:

1 – Tarzan é irmão de Anna e Elsa

De acordo com Chris Buck, co-diretor de Frozen e Tarzan, os reis de Arendelle não morreram no naufrágio. Eles foram capazes de se salvar e terminar em uma ilha tropical, onde construíram uma casa em que a rainha deu à luz uma criança. Mais tarde, a família foi vítima de um ataque de um leopardo em que apenas o bebê sobreviveu. Isto significa  que Anna e Elsa tem um irmão mais novo: Tarzan!

2 – Rapunzel é prima de Anna e Elsa

Ainda no universo de Frozen, Rapunzel e o marido são vistos na coroação da rainha Elsa, o que aumenta as suspeitas de que os pais das princesas estavam a caminho do casamento de Rapunzel antes de serem pegos pela tempestade. Acredita-se que o pai de Anna e Elsa era irmão da mãe de Rapunzel.

3 – O navio explorado por Ariel era o mesmo usado pelo rei e a rainha de Arendelle

O reino de Arendelle fica na Noruega e o Reino da Rapunzel fica na Alemanha. Os eventos da Pequena Sereia acontecem sobre as águas da Dinamarca, que está a meio caminho entre os dois países usando a rota de um navio.

4 – O capitão gancho matou a mãe de Ariel

Uma das sereias de Peter Pan se parece muito com Athena, mãe de Ariel. Ela também tem um cabelo vermelho e uma cauda verde esmeralda. No segundo filme da Pequena Sereia, é dito que Athena foi morta por um pirata malvado. Isto sugere que foi ele quem tirou a vida da mãe de Ariel.

5 – Hércules é o tio de Ariel

De acordo com a história, Ariel é a filha do Rei Tritão e Hercules do deus Zeus. Rei Tritão é o filho de Poseidon, que segundo a mitologia grega é o irmão de Zeus. Isso faz com que o semideus Hércules seja um parente próximo da pequena sereia Ariel.

6 – Em Toy Story, a mãe de Andy é a antiga dona de Jessie

O chapéu de Andy no primeiro filme de Toy Story é igual ao chapéu de Jessie no segundo filme, o que sugere que ele deve tê-lo ganhado da mãe, a antiga dona que abandonou Jessie.

7 – O livro favorito de Bella é “Aladdin”

Olhe o que diz Bella sobre seu livro: “Meu livro favorito é sobre um país distante, com batalhas de espadas, magias e um príncipe disfarçado. A heroína conhece o belo príncipe, mas sabe quem ele realmente é apenas no final da história.” Esta descrição é muito parecida com a trama de Aladdin.

Já sobre Aladdin, há duas teorias:

8 – Aladdin é uma história inventada por um vendedor para vender sua lâmpada

A história começa com um vendedor árabe astuto com um turbante gigante. Ele tenta enganar você para vender o que ele quiser. Você vai fugir e, por isso, no último minuto, ele saca uma lâmpada de sua manga e tenta convencer você que esta é uma lâmpada mágica. A partir daí, começa a contar a história de Aladdin, que poderia ser somente uma história inventada para vender sua mercadoria.

Ou

9 – Aladdin se passa em um mundo pós-apocalíptico

O filme se passa em uma era desconhecida, em que o mundo foi destruído após uma grande catástrofe e tudo que restou foi o Oriente Médio. Em nenhum momento de “Aladdin” é citado o momento histórico em que a história se passa. Mas, ainda assim, o Gênio é cheio de referências pop, transforma o macaco Abu em um carro dos anos 50, e age como um apresentador de TV. E no videogame, Aladdin vê uma placa de “Pare” quando está andando pelo deserto.

10 – Carl morre no início de “Up”

Esta teoria nasceu a partir do seguinte fato: os primeiros minutos do filme mostram uma história de amor de Carl e sua esposa que é muito comovente, mas também bastante realista. No entanto, o resto do filme é cheio de elementos fantásticos e mágicos, como, por exemplo, cães falantes e casas que voam.

A quantidade de balões que Carl usa para viajar para a América do Sul nunca conseguiria levantar uma casa inteira no ar na vida real. Segundo a teoria, a casa flutuando simboliza seu espírito se elevando, e o Russel seria seu anjo da guarda.

Filmes

De Show Boat a Lalaland: Os musicais através do tempo

Os musicais sempre estiveram presentes no cinema e, recentemente, com La la land, voltaram a reinar nas telas e nos prêmios. Ao longo do tempo, eles evoluíram muito, desde o Mágico de Oz de 1939, estreiando o Technocolor, passando por Funny Girl estrelado por Barbra Streisand, recordista de vendas de trilha sonora, até La la land, visto como o renascimento dos musicais e queridinho da crítica, com 14 indicações ao Oscar.

O teatro — drama de palco — é geralmente visto como pai incontestável dos musicais de cinema. Desde a Grécia Antiga, artistas faziam colaborações entre teatro e música. O caráter performático de ambas exigia tanto um nível de interpretação dramática por parte do músico/cantor, quanto melodia por parte do ator. O próprio termo “orquestra” significava o espaço entre a cena e o público, nos anfiteatros gregos.

No final do século XVI, surgiu em Florença o tipo de encenação e canto que deu origem à ópera, o grande gênero musical da cultura europeia. A narrativa da ópera, composta de diversos elementos musicais como abertura, ária, coro, apoteose e final, dita os primeiros parâmetros do que será a linguagem do musical-espetáculo.

Em oposição à chamada Grande Ópera (ou opera seria), majoritariamente italiana, vão surgindo inúmeros e crescentes movimentos que buscam maior simplicidade, comicidade e adequação à realidade popular, em vários países europeus. Talvez não casualmente, essas “popularizações” do gênero operístico acompanham o desenvolvimento da revolução industrial no local respectivo. Tanto que uma das maiores obras do que viria a ser chamado de burlesco (burlesque), ópera-bufa ou, finalmente, operetta, nasce em 1728 na Inglaterra: a “Ópera dos Mendigos”, de John Gay. A obra, que se pretendia uma paródia às óperas de Haendel, foi um sucesso estrondoso e acabou por forçar o compositor alemão a fechar seu teatro. Mais que isso, impulsionou o movimento de sátira ou reação ao elitismo. Daí em diante, a opereta tornou-se um gênero extremamente popular em Londres (onde fica famoso pelo West End) e é exportado pelos imigrantes para Nova Iorque (onde, desde o início, ocupa a Avenida Broadway).

Mesmo inicialmente sem som, o cinema se preocupou em registrar espetáculos teatrais, inclusive de dança, como é o caso do pioneiro “O Dançarino Mexicano”, de 1898. Trata-se, desde o início, de um projeto de reproduzir e distribuir outras formas de arte, direcionando-as para as massas — com um inegável propósito comercial, é claro. Após os primeiros trinta anos do cinema, apareceu, em 1927, o primeiro filme com trilha sonora gravada e sincronizada: “O Cantor de Jazz”, não por acaso um musical, conta a história de um pretendente a cantor que sofre preconceito dos jazzistas tradicionais por ser branco.

O ano de 1927 é duplamente marcante para o musical-espetáculo. Na técnica, surge a possibilidade de realizar filmes sonoros. Na linguagem, o espetáculo “Show Boat’” revoluciona a narrativa do gênero musical, amarrando intrinsecamente as letras à trama e inovando nas temáticas abordadas (conflito racial, alcoolismo, vício em jogo, e tudo sem final-feliz).

A chamada “Era de Ouro dos Musicais” iniciou-se logo após a II Guerra Mundial e vai até os primeiros anos da década de 1960. São dessa época as produções mais monumentais e bem-sucedidas no aspecto financeiro (e memorável), como “Cantando na Chuva (Singing in the rain)”, “Oklahoma!”, “South Pacific”, “O Rei e Eu” (The King and I), “Cinderela em Paris” (Funny Face), “Gigi” (Gigi), “Amor, Sublime Amor” (West Side Story), “A Noviça Rebelde” e a notória dupla concorrente de 1965: “Mary Poppins” e “ My Fair Lady”.

Na virada para os anos 70, os musicais deixaram de despertar interesse do grande público e caíram em popularidade, principalmente por causa da Nova Hollywood, que buscava quebrar com a Era de Ouro ao fazer filmes mais sofisticados, inspirados no cinema europeu e que dialogassem com a sociedade da época, além de oferecerem uma visão mais crítica da sociedade, no geral. Nesse contexto, o musical ficou associado aos espetáculos e extravagâncias da Velha Hollywood e caiu em popularidade.

Mesmo assim, Hollywood conseguiu produzir alguns musicais que se encaixassem com a proposta da Nova Hollywood e obtiveram êxito como Cabaret (1972), vencedor de oito Óscars, que retrata, na Alemanha Nazista, uma cantora e dançarina estadunidense que se envolve ao mesmo tempo com um professor inglês e um nobre alemão. All That Jazz (1979), vencedor de quatro Óscars, que é um relato semi-autobiográfico da vida de Bob Fosse que venceu o Óscar, Tony, Grammy e Emmy. Os musicais da mundialmente famosa Barbra Streisand conseguiram um êxito modesto de público como a canção tema do filme The Way We Were (1973), ficando no topo das paradas musicais.

Ainda nessa década de 70, houve musicais que, na época, foram um fracasso de crítica, mas caíram no gosto do público, como The Rocky Horror Picture Show (1975) e Grease (1978). Os dois hoje são clássicos e Grease é a maior bilheteria de um musical na América do Norte. A década também viu o fracasso de grandes produções como The Wiz (1978), que, apesar de ter um elenco grandioso incluindo figuras como Michael Jackson e Diana Ross e a direção do veterano Sidney Lumet, além das indicações ao Óscar,  foi um fracasso de bilheteria e crítica, embora, com o passar do tempo, tornou-se um filme cult entre a população negra dos EUA e entusiastas.

Na década de 80, o ritmo foi mais fraco, produções notáveis incluem Fama, que foi bem recebido pela crítica, mas um fracasso de público. Filmes que deixaram as canções apenas como pano de fundo, enquanto se focam na dança, foram populares nos anos 80, como Dirty Dancing (1987) e Flashdance (1983) e são, por vezes, considerados musicais, embora os personagens não cantem. Na década de 90, era muito raro um filme musical, como é hoje, porque criou-se o ditame que o público não gosta do gênero por causa das baixas bilheterias. No entanto, a Walt Disney Pictures obteve um êxito incrível de bilheterias com suas animações musicais nos anos 90, no período conhecido como Renascimento da Disney, que inclui A Pequena Sereia (1989), A Bela e a Fera (1991), Aladdin (1992) e O Rei Leão (1994), que, na época, foi a segunda maior bilheteria de todos os tempos, arrecadando mais de 700 milhões de dólares ao redor do mundo.

Para te ajudar a viajar no tempo através dos musicais, o Beco traz uma lista que, para os fãs do gênero, é o mais puro deleite:

Show Boat é uma produção cinematográfica dos EUA, produzido no ano de 1936, dirigida por James Whale e baseado no livro ‘Show Boat’, de Edna Ferber, publicado em agosto de 1926. O romance estreou como musical na Broadway, a cargo de Jerome Kern e Oscar Hammerstein II, com enorme sucesso. Esta é a segunda adaptação do livro para o cinema (houve uma parcialmente falada em 1929). Teve ainda uma outra adaptação cinematográfica famosa, em 1951, dirigida por George Sidney e estrelada por Howard Keel, Ava Gardner e Kathryn Grayson.

O conta a história de Magnólia Hawks, uma moça de dezoito anos, vinda de uma família de artistas que administra um barco de shows, o “Cotton Blossom”, cruzando o Rio Mississippi. Sua melhor amiga, Julie LaVerne (a atriz principal dos espetáculos, mulata, mas passando-se por branca) é forçada a abandonar o barco por conta de sua origem, levando com ela Steve Baker, seu marido branco com quem, pela lei da época, não está legalmente casada.

Magnólia, então, substitui Julie como principal artista da companhia. Ela conhece o simpático jogador profissional Gaylord Ravenal e casa-se com ele. Junto com sua filha recém-nascida, o casal muda-se para Chicago, onde vivem do produto das apostas de Gaylord. Após cerca de dez anos, ele atravessa um longo período de perdas no jogo e abandona Magnólia, acreditando estar causando a infelicidade da mulher com essas perdas. Magnólia então é forçada a criar sua filha sozinha. Julie também é abandonada pelo marido e torna-se irremediavelmente uma alcoólatra.

Julie, então, ajuda Magnólia a tornar-se um sucesso nos palcos de Chicago, depois do abandono de Ravenal. Na maior alteração do filme em relação à peça de teatro (e a todas as outras versões da história), o casal volta a reunir-se no teatro onde a filha, Kim, está estreando seu primeiro show na Broadway, ao invés de no barco, onde a história começou.

O ator shakespeariano Paul Robeson, que interpreta o personagem “Joe” e que canta o clássico Old Man River no filme era ativista negro e comunista e, por isso, perseguido pelo governo americano. O diretor Whale é mais lembrado por ter dirigido os filmes Frankenstein e A Noiva de Frankenstein, e foi retratado no filme Gods and Monsters (no Brasil, Deuses e Monstros) de 1998, com Sir Ian McKellen. Este filme ocupa a 24ª colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

 

The Wizard of Oz (no Brasil, O Mágico de Oz) é um filme americano de 1939, produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer. É baseado no livro infantil homônimo de L. Frank Baum, no qual a garota Dorothy é capturada por um tornado no Kansas e levada a uma terra fantástica de bruxas, leões covardes, espantalhos falantes e muito mais. Estrelado por Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr, Billie Burke e Margaret Hamilton.

Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor (como muitos acreditam), O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica: as sequências no Kansas possuem um preto-e-branco com tons em marrom, enquanto que as cenas em Oz recebem as cores do Technicolor.

É considerado “culturalmente, historicamente, visualmente e esteticamente significante” pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e foi selecionado para ser preservado no National Film Registry em 1989. Over the Rainbow foi apontada pelo American Film Institute como melhor canção de filme da história na Lista das melhores canções de filmes estadunidenses. Vencedor de dois Oscars em 1940 como Melhor banda sonora e Melhor canção original.

Singin’ in the Rain (no Brasil, Cantando na Chuva) é um filme estadunidense do gênero comédia musical, dirigido e coreografado por Gene Kelly e Stanley Donen e estrelado por Kelly, Donald O’Connor e Debbie Reynolds. O filme se passa nos anos 20, em Hollywood, na transição do cinema mudo para o cinema falado. Ocupa a primeira colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

O filme foi um sucesso modesto quando lançado pela primeira vez, com vitória de O’Connor como Melhor Ator no Globo de Ouro. No entanto, foi-lhe conferido o status legendário por críticos contemporâneos. Agora, é frequentemente descrito como um dos melhores musicais de todos os tempos, superando a Lista de musicais do AFI de 100 anos, e ocupando a quinta posição em sua lista atualizada dos maiores filmes americanos em 2007.

Quase todas as músicas de Cantando na Chuva não foram escritas para o filme (com exceção de “Moses Supposes”), sendo selecionadas de outros filmes, e o roteiro foi montado a partir dessas músicas (outro filme que utilizou essa prática foi Moulin Rouge! de 2001, também um musical).

My Fair Lady (Minha Bela Dama, no Brasil) é um filme estadunidense de 1964 do gênero comédia musical, dirigido por George Cukor e baseado na peça teatral Pigmalião, de George Bernard Shaw.

Conta a história de Eliza Doolittle, uma mendiga que vende flores pelas ruas escuras de Londres em busca de uns trocados. Em uma dessas rotineiras noites, Eliza conhece um culto professor de fonética, Henry Higgins, e sua incrível capacidade de descobrir muito sobre as pessoas apenas através de seus sotaques. Quando ouve o horrível sotaque de Eliza, aposta com o amigo Hugh Pickering, que é capaz de transformar uma simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade num espaço de seis meses.

Vencedor de oito Oscars nas categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Rex Harrison), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia – Colorida, Melhor Figurino – Colorido, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Vencedor nas categorias do Globo de Ouro de Melhor Filme – Comédia ou Musical, Melhor Ator – Comédia ou Musical (Rex Harrison) e Melhor Diretor. Vencedor de um BAFTA de Melhor Filme e Vencedor nas categorias de Melhor Filme e Melhor Ator (Rex Harrison) no NYFCC Awards.

The Sound of Music (A Noviça Rebelde, no Brasil) é um filme norte-americano de drama musical dirigido e produzido por Robert Wise. Baseado no livro de memórias The Story of the Trapp Family Singers, escrito por Maria von Trapp, o trabalho é uma adaptação do musical homônimo lançado em 1959, sendo roteirizado por Ernest Lahman, que adaptou o roteiro a partir do libreto do musical, escrito por Howard Lindsay e Russel Crouse. As canções são de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, sendo que Irwin Kostal encarregou-se das passagens instrumentais.

Protagonizado por Julie Andrews e Christopher Plummer — que interpretam respectivamente Maria e Capitão von Trapp —, o filme narra as aventuras de uma jovem mulher austríaca que estuda para se tornar uma freira em Salzburgo no ano de 1938 e acaba sendo enviada para a casa de campo de um oficial da marinha viúvo e aposentado para ser a governanta de seus sete filhos. Depois de trazer música e amor para as vidas das crianças através da bondade e paciência, ela se casa com o Capitão e, juntamente com as crianças, descobre uma maneira de sobreviver à perda de sua terra natal através da coragem e da fé.

Lançado em 2 de março de 1965 nos Estados Unidos, The Sound of Music foi inicialmente recebido de forma mista por críticos de cinema, porém, conseguiu ser universalmente aclamado. Como resultado, obteve diversos prêmios, como cinco Oscars em 1966, incluindo o de Melhor filme. Em termos comerciais, obteve um resultado bastante positivo, substituindo E o vento levou como o filme com maior bilheteria na época de seu lançamento, arrecadando mais de US$ 286 milhões em âmbito global e tornando-se um dos filmes mais populares de todos os tempos, sendo selecionado em 1998 pela American Film Institute (AFI) como o 55º melhor filme norte-americano de todos os tempos e o quinto melhor filme musical da história, além de ter sido preservado na National Film Registry pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em 2001, por ser “culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo”.

Sua trilha sonora correspondente produzida por Neely Plumb e relançada diversas vezes converteu-se no álbum mais vendido no Reino Unido nos anos de 1965, 1966 e 1968, e no segundo mais vendido no país durante a década de 1960, e popularizou músicas como a faixa-título, “My Favorite Things”, “Climb Ev’ry Mountain” e “Do-Re-Mi”.

Funny Girl (Funny Girl Uma garota genial, no Brasil) é um filme norte-americano de 1968 do gênero drama biográfico musical, dirigido por William Wyler. Relata a vida da comediante Fanny Brice, desde o início no Lower East Side de Nova Iorque, até chegar ao sucesso com o espetáculo Ziegfeld Follies, e também sobre o seu casamento com o primeiro marido, Nick Arnstein. A obra imortalizou Barbra Streisand no papel principal.

Venceu um Oscar e um Globo de Ouro na categoria de melhor atriz (Barbra Streisand). A trilha sonora traz as canções do álbum que viraram clássicas: “People” (regravada por uma enormidade de artistas), e “Don’t Rain On My Parade” e “My Man” (cantada em um dos programas da série Glee). O álbum ganhou um disco de ouro em dezembro de 1968 e um disco de platina em novembro de 1986, nos Estados Unidos, e um disco de Ouro, no Canadá, por 50 mil cópias vendidas.

Grease (no Brasil, Nos Tempos da Brilhantina) é um filme estadunidense de 1978, dirigido por Randal Kleiser e com a participação de John Travolta e Olivia Newton-John. O orçamento de Grease foi de 6 milhões de dólares, com arrecadação mundial de 394 milhões de dólares, sendo, até hoje, o filme musical de maior arrecadação de bilheteria nos Estados Unidos.

É um musical inspirado em um musical homônimo com participação do próprio John Travolta em 1971, passado na Califórnia no final da década de 50 e começo da década de 60. O filme conta a historia de um casal de estudantes, Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), que trocam juras de amor no verão, mas se separam, pois ela voltará para a Austrália. Entretanto, os planos mudam e Sandy, por acaso, se matricula na escola de Danny. Para se exibir para os amigos, ele infantilmente a esnoba, mas os dois continuam apaixonados, apesar do relacionamento ter ficado em crise. Esta trama serve como plano de fundo para retratar o comportamento dos jovens da época.

Chicago é um filme musical cômico norte-americano dirigido e coreografado por Rob Marshall e com roteiro de Bill Condon. Foi lançado originalmente em 27 de dezembro de 2002 pela Miramax Films e teve um orçamento de 40 milhões de dólares.

O filme explora o tema do status de celebridade instantânea na cidade de Chicago da década de 1920. Chicago venceu seis prêmios Oscar em 2003, incluindo o de melhor filme do ano. Foi o primeiro musical a receber este prêmio desde Oliver!, de 1968. O musical ocupa a 12.ª colocação na lista dos 25 maiores musicais do cinema americano, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

Ganhou os Oscars de Melhor filme, Melhor atriz co-adjuvante (Catherine Zeta-Jones), Melhor edição, Melhor figurino, Melhor direção de arte e Melhor mixagem de som, além dos Globos de ouro de Melhor filmes, Melhor ator (Richard Gere) e Melhor atriz (Renée Zellweger).

Chicago foi muito bem recebido pela crítica especializada. De acordo com o site Rotten Tomatoes, de cada 10 críticas que o filme recebeu, 8,7 foram favoráveis. De acordo com as críticas do que o site define como os melhores comentaristas de cinema, 9,2 em cada 10 foram favoráveis. Já de acordo com o Metacritic, de cada 10 críticas, 8,2 eram favoráveis.

O filme foi aclamado por vários críticos de jornais famosos. De acordo com Desson Thomson, do Washington Post, é “o musical mais emocionante, inteligente e excitante desde Cabaret“. De acordo com Jonathan Foreman do New York Post, o filme é melhor do que o musical que o deu origem. Para Wesley Morris do Boston Globe, é apenas um pouco mais simpático e gentil do que o musical.

Além de ter sido bem recebido pela crítica, Chicago também foi muito bem recebido pelo público. O filme, que custou 45 milhões de dólares para ser produzido, arrecadou mais de trezentos milhões nas bilheterias de todo o mundo. Isso significa que seu lucro foi cerca de quatro vezes maior do que seu custo. De acordo com o website Box Office Mojo, Chicago é o segundo musical com a maior bilheteria de todos os tempos, perdendo apenas para Grease de 1978.

 

Mamma Mia! é um filme musical de 2008, adaptação ao cinema da peça musical homônima, dirigido por Phyllida Lloyd e escrito por Benny Andersson e Björn Ulvaeus. A peça foi criada uma década antes por Catherine Johnson. Tanto o filme como o musical foram baseados nas canções do grupo pop sueco ABBA.

O filme, cujo título deriva da famosa canção de 1975 “Mamma Mia”, foi produzido pelo Universal Studios em conjunto com a empresa de Tom Hanks, Playtone, e a Littlestar. Foi lançado em 3 de Julho na Grécia e em 18 de Julho nos Estados Unidos.

Meryl Streep, no papel de Donna Sheridan, é a protagonista do musical. Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgård desempenham o papel de três homens que procuram saber qual deles é o pai da filha de Donna, Sophie, papel interpretado por Amanda Seyfried. O filme foi rodado na ilha grega de Escíatos, nas Espórades.

La La Land (La La Land – Cantando Estações, no Brasil) é um filme estadunidense de 2016 dirigido e escrito por Damien Chazelle. Estrelado por Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend e Rosemarie DeWitt, segue a história de um músico e uma aspirante a atriz que se conhecem e se apaixonam em Los Angeles. O título é uma referência à cidade na qual o filme é ambientado e ao termo lalaland, que significa estar fora da realidade.

Chazelle idealizou o roteiro em 2010, mas não conseguiu reproduzi-lo tão rápido devido à falta de estúdios dispostos a financiá-lo ou aceitá-lo como estava escrito. No entanto, após o sucesso de seu filme Whiplash (2014), o projeto foi apoiado pela Summit Entertainment. La La Land teve sua primeira aparição no Festival de Cinema de Veneza em 31 de agosto de 2016 e lançado de forma limitada em seu país de origem em 9 de dezembro. Desde então, arrecadou mais de 226 milhões de dólares em todo o mundo.

La La Land recebeu inúmeras críticas positivas e foi considerado um dos melhores filmes de 2016. Os críticos elogiaram o roteiro e a direção de Chazelle, as performances de Gosling e Stone, a trilha sonora de Justin Hurwitz e os números musicais. Na edição do Globo de Ouro de 2017, a obra estabeleceu um recorde de mais prêmios conquistados, com sete vitórias: melhor filme de comédia ou musical, melhor diretor, melhor ator, melhor atriz, melhor roteiro, melhor trilha sonora e melhor canção por “City of Stars”.

 

 

 

Livros, Resenhas

Resenha: A Escola do Bem e do Mal 3 – Infelizes para Sempre, Soman Chainani

ATENÇÃO: A Escola do Bem e o Mal 3 – Infelizes para Sempre é o último livro da trilogia de Soman Chainani, então, se você ainda não leu os outros 2 livros, pode haver SPOILERS.

Após Sophie aceitar o diretor da escola como seu verdadeiro amor beijando-o e mandando Ágatha e Tedros para o Mundo dos Leitores, o mal domina a escola. Agora, a Escola do Bem se chama a Escola do Novo, onde os alunos aprendem a ser maus, como de praxe. Já a Escola do Mal é a Escola do Velho, onde os antigos vilões, após voltarem à vida, têm a chance de matar seus inimigos e reescrever suas histórias. Sophie é professora e divide o reinado com o diretor, o qual acredita ser o único que a conhece e ama de verdade.

No Mundo dos Leitores, Ágatha e Tedros vivem um dilema. Tedros, desiludido com o mundo “real” e saudoso de seu reino, culpa Ágatha por sua sorte. Essa, por sua vez, amargurada por não ser o bastante para o seu príncipe, o culpa por sua tristeza. Ambos começam a duvidar se o que sentem é mesmo o verdadeiro amor e se tomaram o rumo certo em sua história. Mas, em uma coisa eles concordam: sentem falta de Sophie. Assim, com essa certeza e com a ajuda da mãe de Ágatha que esconde mais segredos do que aparenta, os dois conseguem voltar para o Mundo das Histórias a fim de resgatar Sophie e reconstruir seu conto de fadas.

O que eles encontram, porém, não é nada do que esperavam. Sophie não é prisioneira do diretor da escola, mas sim, sua aliada, sua rainha. Os antigos heróis dos contos de fadas estão sendo assassinados por seus antigos inimigos que, inexplicavelmente, voltaram à vida. Os poucos heróis sobreviventes vivem, agora, escondidos por Merlim, e o único jeito de colocar tudo no lugar novamente é fazer Sophie matar o diretor da escola, algo praticamente impossível.

Neste último volume da saga, Soman Chainani nos mostra que o céu é o limite. Ele vai muito além do que podíamos imaginar, amarrando todas as pontas soltas e nos mostrando que os contos de fadas, por mais antigos e batidos que sejam, sempre podem ser reinventados. Em uma história a qual pensávamos ter um triângulo amoroso como trama principal, o autor expande muito mais com vários mistérios sendo revelados. Personagens antes insignificantes tomam proporções gigantescas e mostram o motivo de estarem ali. Finalmente, conhecemos toda a história da mãe de Sophie e descobrimos a razão do maior de todos os mistérios: por que, afinal, Sophie é má e Ágatha é boa? Qual é a ligação entre as duas? Ágatha e Tedros são, realmente, o verdadeiro amor um do outro? E, se o diretor da escola precisa morrer, quem vai ser o verdadeiro amor de Sophie?

Terminamos o livro 2 cheios de perguntas e expectativas e, em A Escola do Bem e do Mal – Infelizes para Sempre, todas são respondidas, até as perguntas que nem achávamos que tínhamos! Soman Chainani criou um mundo magnífico, reinventou os contos de fadas, mostrou uma nova face de personagens tão conhecidos e, principalmente, nos mostrou que o Felizes para Sempre nem sempre é igual para todos, cada um tem o seu.

Atualizações, Colunas

5 livros para comemorar o “dia do amigo virtual”

É, minha gente, mais uma vez Mark Zuckerberg nos mostra que ter uma auto estima lá em cima é tudo! Quem hoje não acordou com aquele videozinho fofo do dia do amigo no Facebook e pensou: hoje é o dia do amigo, vou dar parabéns para todos os meus amigos? Pois é, mas hoje não é o dia do amigo. O QUE? COMO ASSIM? O FACEBOOK DISSE QUE É! Expliquemos: o dia do amigo é comemorado internacionalmente pela ONU no dia 30 de julho e, no Brasil, no dia 20 de julho. Então, nos perguntamos: de onde raios o Facebook tirou de comemorar o tal dia em fevereiro? É aí que entra a grande auto estima de nosso amigo Zuckerberg. Ele acha que o dia do amigo deveria ser mudado para o dia de criação do Facebook (4 de fevereiro) e resolveu começar essa mudança comemorando sozinho, ou melhor, ele mais todos os milhões de adeptos da rede social.

Se você está se sentindo enganado e pensa em retirar seus votos de felicidades aos seus amigos, não faça isso. No fim das contas, é só um dia a mais criado para comemorarmos a presença de pessoas especiais em nossas vidas e celebrarmos a amizade. Aliás, quem não gosta de compartilhar um videozinho nostálgico do Facebook? Para entrar no clima e não perder a oportunidade, o Beco criou uma listinha de 5 livros para comemorar o dia que, talvez, podemos chamar de “dia do amigo virtual“.

1 – Byte Coração, Rita Espeschit

Em Byte Coração, a autora, já a partir do título, cativa o leitor por sua criatividade. O adolescente Pedro, por curiosidade, entrou em uma sala de bate-papo na internet. Escolheu um nome que impunha respeito, Teseu, o herói mitológico que matou o Minotauro. Conheceu, então, Renata que, por coincidência, usava o apelido de Ariadne, a filha do rei de Creta que ajudou o herói a matar o terrível monstro. Nasce entre eles um relacionamento afetivo saudável e prazeroso, alimentado, a princípio, só pelas conversas no chat e pelos e-mails.

O navio velejava, portanto, em mares calmos e previsíveis só que, aos poucos, Teseu e Ariadne começaram a se sentir envolvidos demais para continuarem só na tela. O que significava, sem dúvida, tempestade à vista no horizonte. Uma história que não se limita apenas ao ciberespaço. Resgata a mitologia e traz para a sala de aula a reflexão sobre muitos temas pertinentes à vida real dos adolescentes.

2 – Simplesmente acontece, Cecelia Ahern

O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas?
Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.

3 – [email protected], Telma Guimarães Castro Andrade

Garoto viciado em internet se mete em confusão ao conhecer seus amigos virtuais. Metallica é o apelido que Romeu usa para conversar nas salas de bate-papo, sua maior diversão na internet. As conversas deixam entrever seu cotidiano: a escola, a banda, a rixa com as irmãs, o clima em casa. Certo dia, ele resolve conhecer Madonna pessoalmente: que decepção! Mas as surpresas não param por aí… No final do volume há uma lista de links interessantes que a turma do Metallica acessa e por onde os jovens podem navegar.

4 – Geek love: o manual do amor nerd, Eric Smith

Atenção, Player 1: você está prestes a embarcar na quest da sua vida. Este livro é para quem está cansado de viver a vida no single player mode. Este livro é para quem percebeu que todas as temporadas de Doctor Who não conseguem abafar aquele insistente sentimento de falta.

Eric Smith sabe mais do que ninguém que existem prazeres imensos na vida geek. Amigos incríveis, conversas até de madrugada sobre realidades alternativas ou até mesmo o simples prazer de ler aquele lançamento de quadrinhos. No entanto, chega um momento na vida de todo nerd em que o amor bate à porta e daí vem a hora de jogar o xadrez tridimensional que é o mundo dos solteiros.

Não se desespere, jovem Padawan! Deixe Smith guiá-lo por esse caminho e descubra que amar é muito mais do que flores e bombons. Afinal, nada é normal na vida do nerd, e o amor não é senão o mais extraordinário dos fenômenos humanos.

5 – Fangirl, Rainbow Rowell

Cath é fã da série de livros Simon Snow . Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real.

Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

 

 

Livros, Resenhas

Resenha: Não Olhe!, FML Pepper

ATENÇÃO: Não Olhe! é o volume 2 da série Não Pare! de FML Pepper, então, se você ainda não leu o livro 1, CUIDADO! Esta resenha pode conter spoilers.

Após a disputa entre os quatro clãs no meio do deserto do Saara, Nina acorda do outro lado do portal e descobre que está em Zyrk. Cuidada por Richard, sua Morte/badboy/lindo/amor, ela é levada para o clã do resgatador, Thron, um lugar sombrio, frio e escondido no meio de um vulcão adormecido. Possuir a híbrida traz o poder ao clã e, junto com ele, glória eterna a Richard, o responsável por tal proeza. Isso, de certa forma, parte o coração de Nina que acredita ter sido usada o tempo todo como uma moeda de troca pelo trono de Thron.

Após alguns probleminhas básicos no lugar que mais parece o mundo inferior, Nina é transportada para o clã de Storm, onde é entregue aos cuidados de John. Tudo parecia resolvido já que o rei de Storm era o único interessado em manter a híbrida viva. Mas, como nem tudo são flores na vida de Nina, o rei começou a ficar meio esquisito, então, se aproveitando do interesse do resgatador John por sua pessoa, Nina o convence a levá-la para Windston, o clã de seu falecido pai e que, até onde sabe, é governado por seu avô. John trai seu pai e parte em uma missão suicida pelos lugares mais perigosos de Zyrk a fim de proteger Nina e, finalmente, levá-la para um lugar seguro.

Eles até chegam em Windstom, Nina reencontra o avô e tudo parece que vai ficar bem, maaas… o clã é muito fraco em questão de exército e, assim que a notícia de que a híbrida estava com eles se espalhou, os outros três clãs vieram atrás, principalmente Thron, o mais forte de todos. É nessa hora que Richard ressurge das cinzas para salvar Nina e poupar Windston de um massacre desleal e cruel, mas as feridas ainda não cicatrizaram e a híbrida ainda acredita que seu tão amado resgatador a entregou de mão beijada para o rei de Thron em troca do trono e uma porção de ouro.

A partir daí, John (de novo) e Nina enfrentam as paisagens mais hostis de Zyrk em direção a um portal para a segunda dimensão (Terra). Fugir de volta para casa é a única chance que Nina tem de se manter viva e salvar o clã de seu avô da destruição.

Existe vida após a morte? Bom, isso depende. Depende do que você considera ‘vida’. Depende do que a morte significa em sua vida. Para mim, dependia do fato quase incompreensível de que, para me sentir viva, tudo o que eu mais desejava era estar nos braços da minha morte. Uma morte personificada na figura de um rapaz cheio de cicatrizes, fulgurantes olhos azuis-turquesa e um rosto tão perfeito e atormentado quanto suas atitudes. Uma morte que poderia me tirar a vida com um simples sopro, porém, vil e inescrupulosa, resolveu fazer isso com requintes de crueldade, reduzindo meu coração em pedaços. – Nina.

Nesse segundo volume da série, Não Olhe! se passa dentro da terceira dimensão. Conhecemos mais sobre os perigos de Zyrk, bem como seus clãs e seus habitantes. Aos poucos, Nina vai se distanciando daquela menina ingênua que achava que seu maior problema era ter uma mãe super protetora e se conscientizando mais sobre o que significa ser uma híbrida e seu papel na história de Zyrk.

Já Richard, bem… Vamos do amor ao ódio por ele. Sentimos junto com Nina a decepção, mas, ao mesmo tempo, não queremos acreditar que ele é ruim. Bem, no fundo, sabemos que ele é um zirquiniano, mas não qualquer zirquiniano, e sim, o melhor representante da espécie. O resgatador principal de Thron, aclamado pelo seu povo, um guerreiro nato capaz de tudo para conseguir o que quer não usaria a híbrida para isso? Um zirquiniano pode se apaixonar? Ou tudo não passou de um jogo?

Junto com as cenas de aventuras pelo mundo de Zyrk e seus clãs, Não Olhe! vai bem mais fundo nas emoções humanas e zirquinianas, esse povo amaldiçoado a ser a Morte de todo um mundo e incapaz de amar.

Colunas, Livros

5 livros que nos lembram dos horrores do Holocausto judeu

Nesta sexta-feira (27), é comemorado o 72º aniversário da libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz, que em 27 de janeiro de 1945 foi tomado por soldados do Exército vermelho após quatro anos de funcionamento. Por causa disso, hoje é comemorado o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Mais de 6 milhões de judeus foram exterminados durante a Segunda Guerra Mundial no que foi o maior genocídio da História e isso deve ser lembrado e passado pelas gerações para que tragédias como essa não se repitam.

Para comemorar essa data que, mesmo triste, serve para manterem vivas as memórias de todos aqueles que sofreram, foram perseguidos e morreram nessa caçada injusta e cruel, o Beco selecionou 5 livros sobre o tema que não vão deixar que eles sejam esquecidos.

1 – O diário de Anne Frank, Annelies Marie Frank

O Diário de Anne Frank é um livro escrito por Annelies Marie Frank entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Em 9 de julho 1942, Anne, seus pais, sua irmã e outros judeus (Albert Dussel e a família van Daan) se esconderam em um Anexo secreto junto ao escritório de Otto H. Frank (pai de Anne), em Amsterdã, durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Inicialmente, Anne Frank usa seu diário para contar sobre sua vida antes do confinamento e depois narra momentos vivenciados pelo grupo de pessoas confinadas no Anexo.

Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdã. Separaram Anne de seus pais e levaram-nos para os campos de concentração. O diário de Anne foi entregue por Miep Gies a Otto H. Frank, seu pai, após a morte da menina ser confirmada. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen em fevereiro de 1945, quando tinha 15 anos.

2 – O menino do pijama listrado, John Boyne

A história se passa durante o período do Holocausto, tendo como personagem principal, Bruno, filho de um militar alemão, que tem 8 anos e não sabe nada sobre o Holocausto e os horrores que aconteciam com os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim, perto de seus avós e a mudar-se para uma região isolada, onde ele não tem ninguém para brincar e nem nada para fazer.

Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixavam com frio na barriga. Em um de seus passeios Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca, que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno fica intrigado e, vai aos poucos tentando entender o mistério que ronda as atividades de seu pai. Bruno e seu amigo Shmuel, vivem diversas aventuras juntos, com um final que surpreende até para os mais preparados.

3 –Depois de Auschwitz, Eva Schloss

Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva pessoas com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo – e ainda dá continuidade ao trabalho de seu padrasto Otto, pai de Anne Frank, garantindo que o legado de Anne nunca seja esquecido.

4 – A história de Irena Sendler: a mãe das crianças do Holocausto, Anna Mieszkowksa

A dramática e surpreendente história de uma heroína ignorada – na verdade, da maior heroína da Segunda Guerra Mundial. Baseado em relatos diretos da própria Irena Sendler, de outros membros da resistência polonesa (incluindo alguns dos mais destacados, como Jan Karski) e de sobreviventes salvos por ela e seu grupo, o livro descreve, detalhadamente, a vida e as ações de uma das maiores personagens desse tempo trágico – que ficaria praticamente desconhecida até a queda do Muro de Berlim.

O livro, portanto, também relata as circunstâncias desse longo anonimato, e aquelas que afinal revelaram ao mundo o nome de Irena Sendler. À época uma garota polonesa iniciando sua carreira no serviço de assistência social, Irena Sendler viu-se no centro da brutal história do século XX quando Varsóvia foi ocupada pelos nazistas, em setembro de 1939, e os judeus encarcerados no gueto para morrer de fome. Os sobreviventes seriam levados aos campos de extermínio.

Irena Sendler integra-se então à Zegota, organização clandestina de ajuda aos judeus, na qual organiza e lidera um grupo de voluntários poloneses que, dia a dia, esquivando-se dos agentes alemães, entravam e saíam do gueto, salvando assim da morte mais de 2 mil crianças judias. O preço seria alto – muitos dos voluntários são capturados e mortos, e a própria Irena Sendler é presa, torturada e condenada à morte pela Gestapo. Mas ela escapa e retoma seu ‘trabalho’ – salvar da morte quantas crianças judias pudesse.

Irena Sendler passou as décadas seguintes ao fim da Segunda Guerra Mundial atrás da ‘cortina de ferro’. Malvista pelas autoridades pró-soviéticas da Polônia, que desconfiavam dos ativistas não-comunistas e, principalmente, dos ativistas pró-judeus, viveria uma espécie de segunda clandestinidade, desta vez histórica. A história de Irena Sendler – a mãe das crianças do Holocausto é parte fundamental do resgate de seu nome, de sua memória e do significado de sua vida.

5 – Uma criança de sorte: memórias de um sobrevivente de Auschwitz, Thomas Buergenthal

À primeira vista, parece não existir sorte alguma em sua vida – ainda não tinha seis anos quando ele e seus pais foram obrigados a viver num gueto na Polônia e, em 1944, aos dez anos, foi enviado a Auschwitz com sua família. Após ser separado dos pais, o pequeno Thomas, forte e esperto, trabalha para escapar da morte nas câmaras de gás, e assim consegue resistir à tragédia que assolou o mais conhecido campo de concentração da Segunda Guerra Mundial.

Quase um ano depois de sua chegada a Auschwitz e de sobreviver à Marcha da Morte e a Sachsenhausen – outro campo de concentração sob o comando da guarda alemã -, onde sofreu com a fome e o frio, Thomas afinal estava livre… e sozinho. Thomas Buergenthal procura relatar, nesta autobiografia, todos os detalhes de uma história comovente, para que o Holocausto seja finalmente compreendido “através dos olhos daqueles que sobreviveram a ele”.

Atualizações, Lugares

Aniversário de SP: Museus do Estado distribuem passaportes de entrada gratuita SOMENTE HOJE

A cidade de São Paulo faz 463 anos hoje (25) e para homenagear a maior metrópole da América Latina, os Museus do Governo do Estado de São Paulo presentearão os visitantes somente no dia de hoje com exemplares do Passaporte dos Museus. Para ganhar, basta fazer check-in na página do Facebook do museu estadual visitado – inclusive os que têm entrada gratuita todos os dias – e apresentá-lo na bilheteria.

A ação só é válida nos museus da capital paulista. Com o Passaporte, é possível entrar de graça em qualquer museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo: as folhas contêm informações sobre os museus, fotos e espaço para um carimbo. Na visita, basta apresentá-lo na bilheteria e, assim, garantir seu “visto de entrada” e uma entrada gratuita. Confira a lista dos museus que irão distribuir os passaportes no dia 25. As quantidades são limitadas e a distribuição será por ordem de chegada.

Não esqueça de fazer check-in no Facebook ao chegar no museu.

Casa das Rosas

Casa Guilherme de Almeida

Catavento Cultural

Memorial da Resistência

Museu Afro Brasil

Museu da Casa Brasileira

Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes

Museu da Imigração

Museu do Futebol

Museu de Arte Sacra

Pinacoteca do Estado

Museu da Diversidade Sexual

Atualizações, Cultura, Filmes

Batman Vs Superman e Zoolander 2 lideram indicações ao Framboesa de Ouro 2017

Seguindo a tradição, um dia antes da divulgação dos indicados ao Oscar, temos os indicados ao Framboesa de Ouro. Enquanto o Oscar premia a melhor safra do ano, o Framboesa vem para apontar os piores e expô-los à vergonha eterna. Confira a lista dos indicados ao Framboesa de Ouro 2017 que foi divulgada nesta segunda-feira (23):

Pior filme

Batman Vs Superman – A Origem da Justiça
Tirando o Atraso
Deuses do Egito
Os Estados Unidos da Hillary
Independence Day: O Ressurgimento
Zoolander 2

Pior Ator

Ben Affleck (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça)
Gerard Butler (Deuses do Egito e Invasão a Londres)
Henry Cavill (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça)
Robert De Niro (Tirando o Atraso)
Dinesh D’Souza (Os Estados Unidos da Hillary)
Ben Stiller (Zoolander 2)

Pior Atriz

Megan Fox (As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras)
Tyler Perry (BOO! A Medea Halloween)
Julia Roberts (O Maior Amor do Mundo)
Becky Turner (Os Estados Unidos da Hillary)
Naomi Watts (A Série Divergente: Convergente e Refém do Medo)
Shailene Woodley (A Série Divergente: Convergente)

Pior Atriz Coadjuvante

Julianne Hough (Tirando o Atraso)
Kate Hudson (O Maior Amor do Mundo)
Aubrey Plaza (Tirando o Atraso)
Jane Seymour (Cinquenta Tons de Preto)
Sela Ward (Independence Day: O Ressurgimento)
Kristen Wiig (Zoolander 2)

Pior Ator Coadjuvante

Nicolas Cage (Snowden)
Johnny Depp (Alice Através do Espelho)
Will Ferrell (Zoolander 2)
Jesse Eisenberg (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça)
Jared Leto (Esquadrão Suicida)
Owen Wilson (Zoolander 2)

Pior Combo

Ben Affleck e seu Henry Cavill (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça)
Qualquer egípcio ou mortal (Deuses do Egito)
Johnny Depp e suas roupas vibrantes (Alice Através do Espelho)
Todo o Elenco de Atores que um dia já foram respeitados (Beleza Oculta)
Tyler Perry e aquela peruca velha (BOO! A Medea Halloween)
Ben Stiller e seu Owen Wilson (Zoolander 2)

Pior Diretor

Dinesh D’Souza e Bruce Schooley (Os Estados Unidos da Hillary)
Roland Emmerich (Independence Day: O Ressurgimento)
Tyler Perry (BOO! A Medea Halloween)
Alex Proyas (Deuses do Egito)
Zack Snyder (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça)
Ben Stiller (Zoolander 2)

Pior prequel, refilmagem, filme derivado ou sequência

Alice Através do Espelho
Batman Vs Superman – A Origem da Justiça
Cinquenta Tons de Preto
Independence Day: O Ressurgimento
As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras
Zoolander 2

Pior Roteiro

Batman Vs Superman – A Origem da Justiça
Tirando o Atraso
Deuses do Egito
Os Estados Unidos da Hillary
Independence Day: O Ressurgimento
Esquadrão Suicida

A 37ª edição do prêmio vem com uma novidade, pois agora são 6 indicados por categoria. Vele lembrar que o grande “vencedor” do Framboesa de Ouro 2016 foi ninguém menos do que Cinquenta tons de cinza, com mais indicações e prêmios por categoria. Os vencedores serão anunciados dia 25 de fevereiro.

Colunas, Livros

13 livros que Obama leu e recomenda

Após 8 anos de governo, um dos presidentes mais populares da História, Barack Obama, deixou a Casa Branca neste dia 20. Tão influente quanto popular, Obama faz parte da lista de celebridades que exaltam a importância da leitura, junto com Oprah Winfrey, Mark Zuckerberg, Emma Watson, Bill Gates, entre outros. O Beco traz para você uma lista com 13 livros recomendados pelo ex-presidente que estão disponíveis em língua portuguesa:

1 – Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr

O romance foi publicado em 6 de maio de 2014 nos Estados Unidos pela editora Scribner e venceu o Prémio Pulitzer de Ficção em 2015, assim como o prémio Andrew Carnegie Medal for Excellence in Fiction. A história do romance passa-se na França ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e centra-se numa menina francesa cega e num rapaz alemão que acabam por se encontrar.

2 – Harry Potter e as relíquias da morte, J.K. Rowling

Sim, Obama é Potterhead. Em um vídeo de 2007, o ex-presidente comentou sobre as expectativas para o lançamento de Harry Potter e as relíquias da  morte, último volume da saga que foi lançado em junho daquele ano. A saga Harry Potter foi escrita pela britância J.K. Rowling e é composta por 7 livros. Conta a história de um pequeno bruxo chamado Harry Potter que, junto com seus amigos, vive muitas aventuras na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, faz feitiços, poções e luta contra um grande vilão para salvar o mundo bruxo.

O universo de Rowling conquistou fãs em todo o mundo, sendo o livro mais traduzido depois da Bíblia Sagrada e uma das maiores bilheterias da História, com 8 filmes. A franquia também mantém 2 parques dentro do complexo Universal, na Flórida, 1 em Los Angeles e uma exposição de cenários, figurinos e afins nos estúdios Warner, em Londres.

3 – Cem anos de solidão, Gabriel García Marquez

É uma obra do escritor colombiano Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel da Literatura em 1982, e é atualmente considerada uma das obras mais importantes da literatura latino-americana. Esta obra tem a peculiaridade de ser umas das mais lidas e traduzidas de todo o mundo. Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em março de 2007, Cem anos de solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha.

Sua história passa-se numa aldeia fictícia e remota na América Latina chamada Macondo. Esta pequena povoação foi fundada pela família Buendía – Iguarán. A primeira geração desta família peculiar é formada por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. Este casal teve três filhos: José Arcadio, que era um rapaz forte, viril e trabalhador; Aureliano, que contrasta interiormente com o irmão mais velho no sentido em que era filosófico, calmo e terrivelmente introvertido; e por fim, Amaranta, a típica dona de casa de uma família de classe média do século XIX. A estes, juntar-se-á Rebeca, que foi enviada da antiga aldeia de José Arcadio e Ursula, sem pai nem mãe.

A história desenrola-se à volta desta geração e dos seus filhos, netos, bisnetos e trinetos, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula (que viveu entre 115 e 122 anos). Esta centenária personagem dará conta que as características físicas e psicológicas dos seus herdeiros estão associadas a um nome: todos os José Arcadio são impulsivos, extrovertidos e trabalhadores enquanto que os Aurelianos são pacatos, estudiosos e muito fechados no seu próprio mundo interior.

4 – Destinos e fúrias, Lauren Groff

Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos: reuniões com amigos no apartamento em Manhattan; uma carreira que ainda não paga as contas; uma casa onde só cabem felicidade e sexo bom. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida.

Porém, nem tudo é o que parece; toda história tem dois lados, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta emocionalmente complexa, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais.

5 – Entre o mundo e eu, Ta-Nehisi Coates

Ta-Nehisi Coates é um jornalista americano que trabalha com a questão racial em seu país desde que escolheu sua profissão. Filho de militantes do movimento negro, Coates sempre se questionou sobre o lugar que é relegado ao negro na sociedade. Em 2014, quando o racismo voltou a ser debatido com força nos Estados Unidos, Coates escreveu uma carta ao filho adolescente e compartilha, por meio de uma série de experiências reveladoras, seu despertar para a verdade em relação a seu lugar no mundo e uma série de questionamentos sobre o que é ser negro na América.

O que é habitar um corpo negro e encontrar uma maneira de viver dentro dele? Como podemos avaliar de forma honesta a história e, ao mesmo tempo, nos libertar do fardo que ela representa?

Em um trabalho profundo que articula grandes questões da história com as preocupações mais íntimas de um pai por um filho, Entre o mundo e eu apresenta uma nova e poderosa forma de compreender o racismo. Um livro universal sobre como a mácula da escravidão ainda está presente nas sociedades em diferentes roupagens e modos de segregação.

6 – Garota exemplar, Gillian Flynn

O livro começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito. Sob pressão da polícia, da mídia e dos ferozmente amorosos pais de Amy, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamento inapropriado.

Ele é evasivo e amargo – mas seria um assassino? Ao mesmo tempo, passagens do diário de Amy revelam um casamento tumultuado – mas ela estaria contando toda a história? Alternando entre os pontos de vista de Nick e Amy, Flynn cria uma aura de dúvidas em que o cenário muda a cada capítulo. À medida que as revelações surgem, fica claro que, se existe alguma verdade nos discursos de Nick e Amy, ela é mais sombria, distorcida e assustadora do que podemos imaginar.

7 – F de falcão, Helen Macdonald

O relato emocionante de uma mulher que se empenha para superar a dor do luto por meio da excêntrica arte de treinar falcões. Aclamado best-seller do The New York Times, F de Falcão é uma autobiografia nada usual sobre superação e autodesenvolvimento. A autora, Helen Macdonald, conta sua história a partir do momento em que viaja até a Escócia para comprar um falcão. A depressão que lhe acometera após a morte do pai criara um abismo entre ela e as demais pessoas e nada mais fazia sentido em sua vida. Porém, ao praticar a falcoaria com Mabel, sua nova ave de rapina, e ler os diários de T. H. White, clássico autor da literatura inglesa, Helen começa a entender que o luto é um estado que não pode ser evitado, mas que pode ser superado, inclusive, com a ajuda de um inusitado açor.

Muito mais do que explicar como domesticar ou caçar com falcões, a prosa magnética de F de falcão narra a angustiante história de uma mulher que se sente infeliz e sem rumo. Uma mulher que, na ânsia por superar a melancolia, encontra ao lado de um dos mais ferozes animais o caminho para expulsar os próprios demônios.

8 – A garota no trem, Paula Hawkins

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho.

E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson -, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

9 – Onde vivem os monstros, Maurice Sendak

Neste livro, o leitor poderá acompanhar Max, um garoto agitado que se sente incompreendido pela família, numa viagem de barco, cruzando os mares à procura de outros mundos. Ele encontra a ilha dos monstros, um lugar onde ser selvagem não é um problema. Os monstros coroam Max e ele tem de reinar numa terra de batalhas amigáveis, cachorros de 30 metros de altura, fortalezas gigantescas e perigosas perseguições. A vida na ilha também apresenta outros desafios – os monstros esperam muito de seu rei e, se não estiverem contentes, eles podem muito bem devorá-lo.

10 – O sol é para todos, Harper Lee

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

Um dos grandes livros da ficção norte-americana, a obra de Harper Lee apareceu no discurso de despedida de Obama realizado na semana passada.

Nesse momento de mudanças, é importante lembrar a palavra de Atticus Finch, um dos grandes personagens de nossa ficção que lutou pela dignidade de um povo e pregou a compaixão entre as raças.

11 – Pureza, Jonathan Franzen

A jovem Pip Tyler não sabe quem é. Ela sabe que seu nome verdadeiro é Purity, que está atolada em dívidas, que está dividindo um apartamento com anarquistas e que a sua relação com a mãe vai de mal a pior. Coisas que ela não sabe: quem é seu pai, por que a mãe a força a uma vida reclusa, por que tem um nome inventado e como ela vai fazer para levar uma vida normal. Um breve encontro com um ativista alemão leva Pip à América do Sul para um estágio numa organização que contrabandeia segredos do mundo inteiro – inclusive sobre sua misteriosa origem. Pureza é uma história sobre idealismo juvenil, lealdade e assassinato. O mais ousado e profundo trabalho de um dos grandes romancistas de nosso tempo.

12 – Sapiens, Yuval Noah Harari

Harari cita o livro Armas, Germes e Aço, do autor Jared Diamond, como uma das maiores inspirações para o livro, mostrando que era possível “pedir muitas grandes perguntas e respondê-las cientificamente”. Diamond caracterizou o livro como uma obra que “Ilumina as grandes questões da história e do mundo moderno”.

O livro aborda a História da Humanidade desde a evolução arcaica da espécie humana na idade da pedra, até o século XXI. Seu principal argumento é que o Homo sapiens domina o mundo porque é o único animal capaz de cooperar de forma flexível em largo número e o faz por ser a única espécie capaz de acreditar em coisas que não existem na natureza e são produtos puramente de sua imaginação, tais como deuses, nações, dinheiro e direitos humanos. O autor afirma que todos os sistemas de cooperação humana em larga escala – incluindo religiões, estruturas políticas, mercados e instituições legais – são, em última instância, ficção.

Traduzido para mais de 30 idiomas, o livro foi selecionado por Mark Zuckerberg, criador do Facebook, para o seu Clube do Livro Online, em 2015.

13 – O problema dos três corpos, Cixin Liu

China, final dos anos 1960. Enquanto o país inteiro está sendo devastado pela violência da Revolução Cultural, um pequeno grupo de astrofísicos, militares e engenheiros começa um projeto ultrassecreto envolvendo ondas sonoras e seres extraterrestres. Uma decisão tomada por um desses cientistas mudará para sempre o destino da humanidade e, cinquenta anos depois, uma civilização alienígena a beira do colapso planeja uma invasão. O problema dos três corpos é uma crônica da marcha humana em direção aos confins do universo. Uma clássica história de ficção científica e um jogo envolvente em que a humanidade tem tudo a perder. Primeiro volume de uma elogiada trilogia, foi o primeiro proveniente da Ásia a vencer o Prêmio Hugo.

Foi uma leitura muito divertida, pois percebi que meus desafios diários como presidente não se comparam a uma ameaça iminente de invasão alienígena, brincou Obama.

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