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Gabu Camacho

Resenhas

Resenha: A Escolha, Kiera Cass

America era a candidata mais improvável da Seleção: se inscreveu por insistência da mãe e aceitou participar da competição só para se afastar de Aspen, um garoto que partira seu coração. Ao conhecer melhor o príncipe, porém, surgiu uma amizade que logo se transformou em algo mais… No entanto, toda vez que Maxon parecia estar certo de que escolheria America, algum obstáculo fazia os dois se afastarem.
Um desses obstáculos era Aspen, que passou a ocupar o posto de guarda no palácio e estava decidido a reconquistar a namorada. Em encontros proibidos, ele a reconfortava em meio àquele mundo de luxos e rivalidades. Com essas idas e vindas, America perdeu um pouco de espaço no coração do príncipe, lugar que foi prontamente ocupado por outra concorrente. Para completar, o rei odiava America e a considerava a pior opção para o filho. Assim, tentava sabotar a relação dos dois, inventando mentiras e colocando a garota em prova a todo instante.
Agora, para conseguir o que deseja, America precisa cortar os laços com Aspen, conquistar o povo de Illéa e conseguir novos aliados políticos. Mas tudo pode sair do controle quando ela começa a questionar o sistema de castas e a estratégia usada para lidar com os ataques rebeldes.

A trilogia “A Seleção” é uma das minhas preferidas, além de ter uma história fantástica, a autora também é um amor!

Desde a primeira vez que vi A Seleção nas livrarias já me apaixonei pela capa. E agora lançou o incrível desfecho desta trilogia, “A Escolha”, imaginem como fiquei quando li este livro rs.

Bom, o livro começa com America decidida a ficar com Maxon, mas para que isso aconteça, ela terá que provar que ele realmente pode confiar nela e vice versa. America é insegura em relação a tudo, desde seu passado, seus sentimentos até as outras garotas da Elite. Ela tem medo de desistir de Aspen – que era seu namorado antes dela entrar na seleção- e depois não ser a escolhida de Maxon.

Maxon tem medo de se entregar a America e ela “estragar tudo” como já fez várias vezes antes, e America não sabe o que realmente sente por Maxon, até que algo ocorre em A Elite e ela se da conta do que sente, mas apenas em A Escolha…

 

Eu o amava.

Era incapaz de apontar precisamente o motivo de tanta certeza, mas soube na hora, com a mesma certeza com que sabia meu nome ou a cor do céu ou qualquer coisa escrita em um livro.

 

Só que além da incerteza se ele também a amava, se eles ficariam juntos, de como Aspen iria reagir, temos ainda o Rei Clarkson, que odeia America e não permite que seu filho fique com ela. Neste livro eles terão que ultrapassar todos esses problemas para poderem ficar juntos, se for isso mesmo que Maxon quiser…

– Nunca tive chance mesmo, tive? Sempre foi você, desde o início…

Além de todas essas coisas se passando, os ataques ao castelo e aos moradores de Illéa estão ocorrendo com muito mais frequência, os rebeldes estão muito mais mortais desta vez, e estão tendo inúmeras invasões ao castelo e também ataques as castas das participantes da Elite.

Para conseguirem dar um jeito nesses ataques, Maxon e America terão que fazer uma aliança que nunca pensariam que fariam, para tentar acabar com isso. E sem o consentimento do Rei.

-… Imagine o que meu pai faria se descobrisse uma ligação entre nós.

Kiera Cass conseguiu fazer um final que mudou totalmente nossa opinião sobre todos os personagens. Nunca pensei que sentiria tanto a perda de uma personagem, que ela nos dois primeiros livros passou uma imagem e neste último a modificou de tal forma que passamos a amar-lá.

Tem um pouco de tudo neste livro, romance é o que mais predomina, mas temos mistérios, conflitos e etc. Um livro muito bem escrito, com uma leitura cativante, que não conseguimos parar até termina-lo.

A cada página a leitura fica mais interessante, sempre com coisas novas e opiniões diferentes, sentimentos impactantes, conflitos internos, decisões e escolhas.

Os personagens estão muito mais maduros, com escolhas mais sábias e outras nem tanto. Confesso que teve várias partes neste livro que ficava com ódio do Maxon e depois na seguinte o amava novamente.

Aviso: Este livro deixa as pessoas meio bipolares (risos)

America é muito impulsiva, e sempre quer fazer o correto, e com isso nem sempre o que faz sai igual ao esperado, esse é um dos motivos do rei odia-la

 

– Parecia uma boa ideia – respondi com uma careta.

– America, sua cabeça está cheia de más ideias. Ótimas intenções, péssimas ideias- ela comentou, compreensiva

A autora conseguiu deixar quase todos os personagens de uma maneira muito boa, com seu final feliz. Mas também teve aqueles que morreram e que sentiremos muita falta deles, assim que você acaba de ler, tem uma bela “Depressão Pós-Livro”

Enfim, o livro é maravilhoso, recomendo a todos os leitores, leitura rápida e cativante, sem contar que a Kiera também é super receptiva com seus fãs.

AVISO – CONTÉM SPOILERS 

E tivemos um final encantador, as vezes liamos e pensávamos ” A, quero que America fique com o Maxon”” depois “Quero que America fique com o Aspen” e assim por diante, só que no final, em minha opinião, ficou sem faltar nada e o desfecho foi incrível.

– Maxon Schreave, eu amo você. Eu amo você.
– E eu amo você, America Singer. Amo você com todo o meu coração

 

Ela veio para o Brasil em Outubro de 2013, alguém foi vê-la? Comentem, mandem fotos! E o que acharam da trilogia e principalmente deste desfecho? Comentem também!

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Atualizações

(Encerrada – Resultados) Promoção: O que te faz diferente, te torna perigoso. #Divergente

GANHADORES: 

  1.  Leticia Gomes
  2.  Álison Pereira
  3.  Gabriela Rocha

Favor mandar o endereço completo através da nossa página do Facebook ou do e-mail [email protected] até o dia 05/01 depois dessa data, serão realizados novos sorteios. Os kits serão enviados de maneira aleatória.

Em uma futurista Chicago, as pessoas estão divididas em cinco facções distintas com base nas suas qualidades: Abnegação, Erudição, Amizade, Franqueza e Audácia. Beatrice Prior descobre que não se encaixa em só uma facção, ela é Divergente, o que significa que corre grande perigo de ser descoberta. Logo descobre um plano da Erudição, para dominar o governo da sociedade aparentemente perfeita.

Divergente estreou nos cinemas no último dia 17 e já é sucesso de bilheterias no mundo todo, assim como os livros que originaram a adaptação cinematográfica. Por isso, em parceria com a Paris Filmes, o Beco Literário está sorteando três kits exclusivos do filme, para você que é fã ou admirador deste viciante mundo criado por Veronica Roth!

Veja nossa crítica do filme e nossas resenhas de DivergenteInsurgente e Convergente (Allegiant).

Serão três kits distintos e portanto, três ganhadores! Os kits foram envelopados, cada um com seus respectivos prêmios e serão enviados aleatoriamente para os três sortudos.

Kit 1: Audácia
– Um mini pôster do filme;
– Uma cartela de adesivos do filme;
– Uma cartela de tatuagens;
– Um livreto contendo o primeiro capítulo do livro;
– Um ingresso para assistir a Divergente nos cinemas;

Kit 2: Amizade
– Um mini pôster do filme;
– Uma cartela de adesivos do filme;
– Um livreto contendo o primeiro capítulo do livro;
– Dois ingressos para assistir a Divergente nos cinemas;

Kit 3: Abnegação
– Uma cartela de adesivos do filme;
– Uma cartela de tatuagens;
– Um livreto contendo o primeiro capítulo do livro;
– Dois ingressos para assistir a Divergente nos cinemas;

Para participar, basta apenas seguir os requisitos abaixo:
– Ser morador do Brasil;
– Seguir @ParisFilmes no Twitter;
– Seguir @BecoLiterario no Twitter;
– Curtir a página da Paris Filmes no Facebook;
– Curtir a página do Beco Literário no Facebook;
– Compartilhar esta postagem no Facebook;
– Clicar em Quero Participar neste link.

O resultado será dado no dia 02/05!
Boa sorte a todos!

Críticas de Cinema

Crítica de Cinema – Academia de Vampiros, O Beijo das Sombras

Esqueça tudo o que você aprendeu sobre vampiros – eles definitivamente não brilham à luz do sol, e vivem em uma sociedade bem mais complexa do que você imagina. Rose e Lissa sabem disso melhor do que ninguém. Lissa é a princesa de um clã muito importante de vampiros. Sua melhor amiga, Rose, é meio vampira, meio humana, e tem como missão se tornar guardiã de Lissa. Pressentindo que algo ruim vai acontecer, Rose decide que devem fugir. Elas passam dois anos assim, mas são encontradas e levadas de volta à escola de vampiros São Vladimir, onde terão que relembrar as causas de sua fuga e sofrer suas consequências. São paixões e vidas em jogo, traições e reviravoltas de tirar o fôlego, parte do mundo criado por Richelle Mead e povoado por personagens fortes e irresistíveis.

CONTÉM SPOILERS!

Bom galera, eu, sendo uma grande fã da saga Academia de Vampiros, não via a hora da adaptação de cinema ser lançada, mesmo tendo aquele medo de como iria ficar, enfim, confesso que esperava muito mais deste filme e me decepcionei bastante quando o assisti.

O filme começa com um flashback uma viajem de carro, cujo Lissa Dragomir, Rose Hathaway e a família de Lissa estão dentro, mas acaba acontecendo um imprevisto e com isso ocorre um acidente, que mata os pais e o irmão de Lissa.

Logo após este flashback, volta para os dias de hoje e mostra como Lissa e Rose estão vivendo, já que depois do acidente que quase as matou, começaram a ocorrer coisas estranhas, e para tentar acabar com isso, as duas resolvem fugir de São Vladimir, mais conhecida como Academia de Vampiros, um internato para Moroi e Dampiros estudarem e aprenderem a controlar suas habilidades.

Morois são os vampiros da Realeza, eles são inteiramente vampiros, bebem sangue, não podem ficar muito expostos a luz so sol, mas estão vivos. E eles tem poderes sobre os quatro elementos

Dampiros são os metade vampiros, metade humanos, que se alimentam tanto de sangue quanto de comida normal. São encarregados de proteger os Moroi dos Strigoi, uma raça de vampiros malignos que se alimentam de Morois.

O filme é narrado na perspectiva de Rose Hathaway, Dampira que está encarregada de cuidar de Vasilisa Dragomir – mais conhecida como Lissa, que é membro da realeza e além de ser apenas um membro, ela é uma Princesa, a última da linhagem Dragomir e a segunda na linha de sucessão ao trono.

Após um ano fugindo, os guardiões de São Vladimir as encontram e as levam de volta ao colégio, e é ai que a história realmente começa. Chegando na escola, Lissa e Rose se veem numa posição díficil. Lissa perdeu um ano de estudos, o que a prejudica na arte de se especializar em algum elemento ( Ar, Terra, Fogo ou Água) e Rose, que perdeu um ano de treinamento para lutas e batalhas, que a ajudaria na proteção dos Moroi.

Elas se encontram em um grande perigo quando voltam ao colégio, e coisas estranhas voltam a acontecer, e para conseguir supera-las, uma terá que ajudar a outra. Uma história envolvendo amor ( cada uma com o seu caso), mistério, suspense e drama.

Confesso que esperava BEM MAIS desta adaptação, fiquei bem decepcionada quando a assisti. A única que não deixou MUITO  a desejar foi Zoey Deutch, atriz que interpreta Rose Hathaway, ela seguiu certamente o que a personagem faz e sua atuação foi muito boa no contexto, já Lucy Fry, atriz que interpreta Lissa Dragomir, senti que ela poderia entrar um pouco mais no papel, no livro ela é uma garota que está passando por muitos problemas, algumas horas é fraca mas em outras é muito forte, e ela não conseguiu passar isto neste filme.

Por outro lado,  Danila Kozlovskyator que interpreta Dimitri Belikov, conseguiu entrar no papel e passar a imagem que nosso querido Dimitri passa nos livros, apenas achei que ele não foi muito explorado neste filme, o que foi um ponto ruim.

Na minha opinião, um livro de mais de 300 páginas teria que ter mais do que 1 hora e 44 minutos de filme, para pelo menos tentar passar a história nem que seja um pouco mais parecida com o livro. Enfim, é uma adaptação, e não podemos esperar muito de adaptações… Mas confesso que fiquei bem chateada com esta, achei que seria mais parecida com o livro e não foi. Senti falta de partes cruciais da história que poderiam ter sido colocadas neste filme.

Atualizações

#TMITuesday: Primeiro capítulo de “Cidade do Fogo Celestial”

Olá leitores!

Então, como todos já sabemos, Cassandra Clare – autora de Os Instrumentos Mortais e A s Peças Infernais- está liberando, toda terça-feira algo relacionado com Cidade do Fogo Celestial, último livro da saga Os Instrumentos Mortais.

E hoje, Cassie começou a TMI Tuesday  ( Terça-feira Instrumentos Mortais) publicando um cartão postal que vocês conferem a seguir:

cohf-postal6

Com a legenda:

 Outro cartão postal brilhante da Cassandra Jean para a #TMITuesday. Quebre a cabeça nele por um tempo! Uma antiga estátua com uma placa alarmante… 

E, além disso, o site oficial TMI Tuesday, divulgou hoje também o primeiro capitulo de Cidade do Fogo Celestial. Confiram a seguir:

Jace interrompeu o beijo e, antes que Clary pudesse protestar, aplausos sarcásticos vieram da colina mais próxima. Simon, Isabelle e Alec acenaram para eles. Jace disse:

— Vamos nos juntar aos nossos amigos irritantes e voyeuristas?

— Infelizmente, são o único tipo de amigos de temos. — Clary encostou seu ombro contra o braço dele e eles se foram até as rochas.

Simon e Isabelle estavam lado a lado, conversando em voz baixa. Alec estava sentado um pouco distante, olhando fixamente a tela do seu celular, com uma expressão de concentração intensa.

Jace sentou-se ao lado de seu parabatai:

— Ouvi dizer que, se você olhar para essa coisa por tempo suficiente, ela toca.

— Ele tem mandado mensagens para Magnus — disse Isabelle, olhando com um olhar de desaprovação.

— Não tenho não, — disse Alec, automaticamente.

— Sim, você tem, — disse Jace esticando o pescoço para olhar por cima do ombro de Alec — E tem ligado. Estou vendo as chamadas efetuadas.

— É aniversário dele. — Alec virou o celular.

Nota: Voyeuristas são pessoas que sentem prazer ao observar outras pessoas realizando atividades sexuais.

Continuação do trecho:

Ele parecia mais magro ultimamente, quase pele e osso em seu gasto pullover azul, buracos nos cotovelos, com os lábios mordidos e rachados. O coração de Clary entristeceu-se por ele. Ele passou a primeira semana depois de terminar com Magnus em uma espécie de torpor de tristeza e incredulidade. Nenhum deles poderia realmente acreditar. Ela sempre pensou Magnus amava Alec, realmente o amava; claramente Alec pensara assim também.

— Eu não quero que ele pense que eu não… que eu esqueci.

— Você está definhando — disse Jace.

Alec deu de ombros:

— Olha quem fala. “Ah, eu amo ela. Ah, ela é minha irmã. Ah, por quê, por quê, por quê…”

Jace jogou um punhado de folhas mortas em Alec, fazendo com que ele se arranhasse.

Isabelle estava rindo:

— Você sabe que ele está certo, Jace.

— Me dá seu celular — disse Jace, ignorando Isabelle. — Anda, Alexander.

— Não é da sua conta — Alec disse, segurando seu celular longe. — Apenas esqueça isso, okay?

— Você não come, não dorme, fica olhando para seu celular, e eu que tenho queesquecer isso?  — disse Jace. Havia uma surpreendente quantidade de agitação em sua voz; Clary sabia como ele estava chateado pela tristeza de Alec, mas ela não tinha certeza se Alec sabia disso. Em circunstâncias normais, Jace teria matado, ou pelo menos ameaçado, quem machucasse Alec; isso era diferente. Jace queria ganhar, mas não se poder ganhar quando há um coração partido, mesmo não sendo o seu. Mesmo sendo o de alguém que você ama.

Jace se inclinou e pegou o telefone da mão de seu parabatai. Alec protestou e estendeu a mão para pegá-lo de volta, mas Jace o afastou com uma mão, habilmente percorrendo as mensagens no telefone com a outra. Magnus, me liga de volta. Preciso saber se você está bem… Ele balançou a cabeça:

— Ok, não. Não. — Com um movimento decisivo ele arrebentou o telefone pela metade. A tela apagou quando Jace deixou cair as peças no chão — Agora sim.

Alec olhou para as peças quebradas, desacreditado:

— Você QUEBROU meu CELULAR.

Jace deu de ombros:

— Rapazes não deixam outros rapazes ficarem ligando para outros rapazes. Okay, isso soou um pouco errado. Amigos não deixam amigos ficarem ligando para seus ex-namorados e não serem atendidos. Sério. Você tem que parar.

Alec pareceu furioso:

— E por isso você quebrou meu celular novinho? Muito obrigado.

Jace sorriu serenamente e deitou-se na grama:

— De nada.

— Veja pelo lado bom, — disse Isabelle. — Você não vai mais precisar receber mensagens da mamãe. Ela me mandou seis mensagens hoje. Desliguei meu celular. — Ela deu um tapinha no bolso com um olhar expressivo.

— O que ela queria? — perguntou Simon.

— Reuniões constantes, — disse Isabelle. — Depoimentos. A Clave continua querendo ouvir o que aconteceu quando nós lutamos contra Sebastian no Burren. Todos nós já tivemos de prestar contas umas cinqüenta vezes. Como Jace absorveu o fogo celestial da Gloriosa. Descrições dos Caçadores de Sombras Negros, o Cálice Infernal, as armas que eles usavam, as Marcas que estavam neles. O que estávamos vestindo, o que Sebastian estava vestindo, o que todo mundoestava vestindo. . . como sexo por telefone, mas chato.

Simon fez um barulho de sufoco.

— O que nós achamos que Sebastian quer, — acrescentou Alec. — Quando ele vai voltar. O que ele vai fazer quando voltar.

Clary apoiou os cotovelos nos joelhos.

— É sempre bom saber  que a Clave tem um plano discreto e confiável.

— Eles não querem acreditar, — disse Jace, olhando para o céu. — Esse é o problema. Não importa quantas vezes nós dissermos a eles o que vimos no Burren. Não importa quantas vezes nós dissermos o quão perigoso os Caçadores de Sombras Negros são. Eles não querem acreditar que os Nephilim realmente podem ser corrompidos. Que Caçadores de Sombras podem matar Caçadores de Sombras.

Clary estava lá quando Sebastian criou o primeiro Caçador de Sombras Negro. Ela vira o vazio em seus olhos, a fúria com a qual eles lutaram. Eles a aterrorizaram:

— Eles não são mais Caçadores de Sombras, — ela acrescentou em voz baixa.  — Eles não são pessoas.

— É difícil de acreditar, se você ainda não viu, — disse Alec. — E Sebastian tem apenas alguns deles. Uma pequena força, espalhada… eles não querem acreditar que ele é realmente uma ameaça. Ou, se ele é uma ameaça, eles preferem acreditar que é mais uma ameaça para nós, para Nova York, do que para os Caçadores de Sombras como um todo.

— Eles não estão errados quando dizem que se Sebastian se preocupa com alguma coisa, é com Clary, — disse Jace, e Clary sentiu um calafrio na espinha, uma mistura de repulsa e apreensão. — Ele realmente não tem emoções. Não como nós. Mas se tivesse, ele as depositaria em Clary. E ele emoções sobre Jocelyn. Ele a odeia. — Ele fez uma pausa, pensativo. — Mas não acho que ele atacaria diretamente aqui. Seria muito… óbvio.

— Espero que você tenha dito isso à Clave, — disse Simon.

— Umas cem vezes, — disse Jace. — Não acho que eles levam muito em conta minhas ideias em particular.

Clary olhou para suas mãos. Ela fora interrogada pela Clave, assim como o resto deles; ela tinha dado respostas a todas as perguntas. Ainda havia coisas sobre Sebastian que ela não lhes tinha dito, não tinha contado a ninguém. As coisas que ele disse que queria dela.

Ela não tinha sonhado muito desde que tinham voltado do Burren com as veias de Jace cheias de fogo, mas quando ela tinha pesadelos, era sobre seu irmão.

— É como tentar lutar contra um fantasma, — disse Jace. — Eles não podem acompanhar Sebastian, eles não podem encontrá-lo, eles não conseguem encontrar os Caçadores de Sombras que ele transformou.

— Eles estão fazendo o que podem, — disse Alec. — Eles estão aumentando as proteções em torno de Idris e Alicante. Todas as barreiras, na verdade. Eles enviaram dezenas de especialistas para a Ilha Wrangel.

A Ilha de Wrangel era a sede de todas as proteções do mundo, os feitiços que protegem o mundo, e Idris, em particular, dos demônios e da invasão demoníaca. A rede de proteções não era perfeita e, às vezes, demônios escapavam, de qualquer maneira, mas Clary só podia imaginar o quão ruim seria se não existissem as barreiras.

— Ouvi mamãe dizer que os bruxos do Labirinto Espiral estão em busca de uma maneira de reverter os efeitos do Cálice Infernal, — disse Isabelle. — É claro que seria mais fácil se eles tivessem corpos para estudar…

Ela parou de falar; Clary sabia o porquê. Os corpos dos Caçadores de Sombras Negros mortos no Burren tinham sido trazidos de volta para a Cidade dos Ossos para os Irmãos do Silêncio examinarem. Os Irmãos não tiveram essa chance. Durante a noite, os corpos tinham apodrecido ao equivalente a cadáveres de uma década de idade. Não havia nada a fazer além de queimar os restos mortais.

Isabelle encontrou sua voz novamente:

— E as Irmãs de Ferro estão produzindo armas. Estamos recebendo milhares de lâminas serafim, espadas, chakhrams, tudo… forjado em fogo celestial. — Ela olhou para Jace. Nos dias que se seguiram à batalha no Burren, quando o fogo se alastrou pelas veias de Jace violentamente o suficiente para fazê-lo gritar, às vezes, com a dor, os Irmãos do Silêncio lhe tinham examinado mais e mais, ele tinha testado gelo e chama, com metal abençoado e ferro frio, tentando ver se havia alguma maneira de drenar o fogo para fora dele, para contê-lo.

Eles não conseguiram nada. O fogo do Gloriosa, tendo sido uma vez capturado em uma lâmina, parecia não ter pressa para habitar outra, ou mesmo para deixar o corpo de Jace por qualquer tipo de veia. O Irmão Zacariah havia dito a Clary que nos primeiros dias de Caçadores de Sombras, os Nephilim haviam tentado capturar o fogo celestial em uma arma, algo que poderia ser empunhado contra os demônios. Eles nunca conseguiram, e, eventualmente, lâminas serafim haviam se tornado sua melhor opção de armas. No final, mais uma vez, os Irmãos do Silêncio tinham desistido. O fogo de Gloriosa enroladou-se nas veias de Jace como uma serpente, e o melhor que se podia esperar era controlá-lo para que ele não o destruísse.

O barulho alto de uma notificação de mensagem de texto soou; Isabelle ligara seu celular novamente.

— Mamãe disse para voltarmos ao Instituto agora, — disse ela. — Há alguma reunião. Nós temos que estar lá. — Ela levantou-se, tirando a sujeira de seu vestido. — Eu convidaria você para ir, — disse a Simon — mas você sabe, banido por ser morto-vivo e tudo mais.

— Eu me lembro disso, — disse Simon, levantando-se. Clary se levantou e estendeu a mão para baixo para Jace. Ele a pegou e ficou de pé.

— Simon e eu estamos indo fazer compras de Natal, — disse ela. — E nenhum de vocês pode vir, porque nós temos que escolher seus presentes.

Alec olhou horrorizado:

— Ah, Deus. Isso significa que eu tenho que dar presentes para vocês também?

Clary balançou a cabeça.

— Caçadores de Sombras não participam, sabe… do Natal? — Ela se lembrou, de repente, do angustiante jantar de Ação de Graças na casa do Luke, quando Jace, ao ser convidado a cortar o peru, tinha furado a ave com uma espada até que houvesse apenas pequenas lascas de peru. Talvez não?

— Trocamos presentes, honramos a mudança das estações do ano, — disse Isabelle. — Costumava haver uma celebração de inverno do Anjo. Comemorávamos o dia em que os Instrumentos Mortais foram dados a Jonathan Caçador de Sombras. Acho que os Caçadores de Sombras ficam irritados por serem deixados de fora de todas as celebrações mundanas, porém, por isso um monte de Institutos têm festas de Natal. A de Londres é famosa. — Ela encolheu os ombros. — Só que acho que não vamos fazer… este ano.

— Ah. — Clary se sentiu horrível. É claro que eles não queriam celebrar o Natal depois de perder Max. — Bem, vamos levar presentes, pelo menos. Não precisa ter uma festa, ou qualquer coisa assim.

— Exatamente. — Simon jogou os braços para cima. — Tenho que comprar presentes de Hanukkah. É obrigatório pela lei judaica. O Deus dos judeus é um Deus irritado. E muito adepto de presentes.

Clary sorriu para ele. Ele estava achando cada vez mais fácil dizer a palavra “Deus” ultimamente.

Jace suspirou, e beijou Clary — um rápido arranhar de lábios contra sua têmpora, mas isso a fez estremecer. Não ser capaz de tocar Jace ou de beijá-lo corretamente estava começando a deixá-la muito irritada. Ela prometeu a ele que isso nunca faria diferença, que ela o amaria mesmo que nunca pudesse tocá-lo novamente, mas ela odiava isso de qualquer maneira, odiava perder a tranquilidade da maneira como eles sempre se encaixaram fisicamente.

— Vejo você mais tarde, — disse Jace. — Vou voltar com Alec e Izzy…

— Não, você não vai, — disse Isabelle inesperadamente. — Você quebrou o telefone de Alec. Com certeza, todos nós já estávamos querendo fazer isso há semanas…

— ISABELLE, — disse Alec.

— Mas o fato é que você é o parabatai dele, e você é o único que não foi falar com o Magnus. Vá falar com ele.

— E dizer o quê? — Disse Jace. — Não dá para convencer as pessoas a não terminarem com você… Ou talvez dê. — acrescentou apressadamente, ao ver a expressão de Alec. — Quem pode dizer? Vou tentar.

— Obrigado. — Alec segurou no ombro de Jace — Ouvi dizer que você pode ser encantador quando você quer ser.

— Já ouvi a mesma coisa, — disse Jace, virando-se para correr para trás. Ele sempre foi gracioso fazendo isso, Clary pensou melancolicamente. E sexy. Definitivamente sexy. Ela levantou a mão num aceno indiferente:

— Te vejo mais tarde, — ela gritou. Se eu não morrer de frustração até lá.

Os Frays nunca foram uma família observadora da religião, mas Clary adorava a Quinta Avenida na época do Natal. O ar cheirava a doces castanhas torradas, e as vitrines brilhavam de prata e azul, verde e vermelho. Neste ano havia grandes flocos de neve redondos de cristal presos a cada poste de luz, refletindo os raidos do sol de inverno em tons de dourado. Isso para não mencionar a enorme árvore no Rockefeller Center. A árvora jogava sua sombra entre eles enquanto ela e Simon agitavam-se no portão da pista de patinação, vendo os turistas caírem no chão enquanto tentavam navegar no gelo.

Clary tinha um chocolate quente envolto em suas mãos, seu calor penetrando no corpo dela. Ela sentiu quase normal — isso, vir até a Quinta para ver as vitrines e a árvore, era uma tradição de inverno para ela e Simon desde quando ela podia lembrar:

— Parece os velhos tempos, não? — ele disse, ecoando os pensamentos dela enquanto apoiava seu queixo sobre os braços cruzados.

Ela arriscou olhar para ele. Ele estava vestindo um sobretudo preto e um lenço que enfatizava a palidez de inverno de sua pele. Seus olhos estavam sombreados, indicando que ele não tinha se alimentado de sangue recentemente. Ele parecia um vampiro cansado e com fome. Bem, ela pensou. Quase como nos velhos tempos.

— Temos mais pessoas para presentear, — disse ela. — Além disso, tem a sempre traumática questão “o que comprar para alguém com quem você está saindo no seu primeiro Natal com ela”.

— O que comprar para o Caçador de Sombras que tem tudo, — Simon disse com um sorriso irônico.

— Jace gosta mais de armas, — Clary suspirou — Ele gosta de livros, mas eles têm uma enorme biblioteca no Instituto. Ele gosta de música clássica… — Ela se iluminou. Simon era músico; apesar de sua banda ser terrível, e sempre mudar de nome (no momento, eles eram Lethal Soufflé) ele treinava: — O que você daria para alguém que gosta de tocar piano?

— Um piano.

— Simon.

— Um enorme metrônomo que poderia servir, também, como arma?

— Clary suspirou, exasperada.

— Partituras. Rachmaninoff é difícil, mas ele gosta de um desafio.

— Agora você está falando. Vou ver se tem alguma loja de música perto daqui. — Clary, que já tinha terminado seu chocolate quente, jogou o copo numa lixeira próxima e pegou seu celular. — E você? O que vai dar pra Isabelle?

— Não faço ideia, — Simon disse. Eles começaram a andar em direção à avenida, onde um fluxo constante de pedestres que se admiravam com as vitrines entupiam as ruas.

— Ah, qual é. A Isabelle é fácil.

— É da minha namorada que você está falando. — As sobrancelhas de Simon se juntaram — Acho. Não tenho certeza. Não discutimos isso ainda. A relação, quero dizer.

— Você realmente precisa DAR, Simon.

— O quê?

— Definir a relação. O que é, aonde ela vai. Vocês são namorados, ou só estão se divertindo, ‘é complicado’, ou quê? Quando ela vai contar para os pais dela? Você está permitido a ver outras pessoas?

Simon empalideceu:

— O quê? Sério?

— Sério. Nesse meio-tempo… perfume! — Clary agarrou Simon pela parte de trás do casaco e puxou-o para uma loja de cosméticos que fora, um dia, um banco. Ele era enorme por dentro, com fileiras de garrafas brilhando em todos os lugares. — E algo incomum, — disse ela, dirigindo-se para a área das fragrâncias. — Isabelle não vai querer cheirar como todos os outros. Ela vai querer cheirar como figos, ou vetiver, ou…

— Figos? Figos têm cheiro? — Simon pareceu horrorizado; Clary estava quase rindo dele quando seu celular tocou. Era a a mãe dela.

ONDE VOCÊ ESTÁ?

Clary revirou os olhos e mandou uma mensagem de volta. Jocelyn ainda ficava nervosa quando pensava que  Clary estava com Jace. Mesmo que, como Clary apontara, Jace fosse provavelmente o namorado mais seguro do mundo já que ele foi praticamente banido de (1) ficar nervoso, (2) fazer avanços sexuais, e (3) fazer qualquer coisa que produzisse uma descarga de adrenalina.

Por outro lado, ele havia sido possuído; ela e sua mãe tinham visto quando ele deixou Sebastian ameaçar Luke. Clary ainda não tinha falado sobre tudo o que ela tinha visto no apartamento que tinha partilhado com Jace e Sebastian por um breve tempo fora do tempo, uma mistura de sonho e pesadelo. Ela nunca disse à mãe que Jace tinha matado alguém; havia coisas que Jocelyn não precisa saber, coisas que nem mesmo Clary queria enfrentar.

— Tem tanta coisa nesta loja que eu imagino Magnus querendo, — disse Simon, pegando uma garrafa de vidro de glitter corporal suspenso em algum tipo de óleo. — É contra algum tipo de regra comprar presentes para alguém que terminou com seu amigo?

— Acho que depende. Magnus é seu amigo mais próximo, ou Alec?

— Alec se lembra do meu nome, — disse Simon, colocando a garrafa de volta para baixo. — E eu me sinto mal por ele. Eu entendo por que Magnus fez isso, mas Alec está tão destruído. Acredito que quando alguém ama, a pessoa deve perdoar, se você realmente se arrepender.

— Acho que depende do que você fez, — disse Clary. — Não quis dizer sobre Alec… quis dizer em geral. Tenho certeza de que Isabelle iria perdoá-lo por qualquer coisa, — acrescentou apressadamente.

Simon parecia duvidoso.

— Fique quieto, — anunciou ela, empunhando uma garrafa perto da cabeça dele. — Em três minutos vou cheirar seu pescoço.

— Bem, eu nunca, — disse Simon. — Você esperou muito para fazer sua jogada, Fray, vou dizer isso por você.

Clary não se incomodou com a inteligente resposta; ela ainda estava pensando no que Simon havia dito sobre perdão, e lembrando de outra pessoa, a voz, o rosto e os olhos de outra pessoa. Sebastian sentado em frente a ela em uma mesa em Paris. Você acha que pode me perdoar? Quero dizer, você acha que o perdão é possível para alguém como eu?

— Existem coisas que nunca se pode perdoar, — disse ela. — Eu nunca poderei perdoar Sebastian.

— Você não o ama.

— Não, mas ele é meu irmão. Se as coisas fossem diferentes… — Mas elas não são diferentes. Clary abandonou o pensamento, e se inclinou para cheirar o pescoço de Simon. — Você está cheirando a figos e damascos.

— Você realmente acha que Isabelle quer cheirar a um prato de frutas secas?

— Talvez não. — Clary pegou outra garrafa. — Então, o que você vai fazer?

— Quando?

Clary parou de ponderar a questão de como uma tuberosa era diferente de uma rosa regular, para ver Simon olhando para ela com perplexidade em seus olhos castanhos. Ela disse:

— Bem, você não pode viver com Jordan para sempre, certo? Tem faculdade…

— Você não vai fazer faculdade, — disse ele.

— Não, mas sou uma Caçadora de Sombras. Continuamos estudando após dezoito anos, temos que visitar outros Institutos… essa é a nossa faculdade.

— Não gosto da ideia de você ir embora. — Ele enfiou as mãos nos bolsos do casaco. — Não posso ir para a faculdade, — disse ele. — Minha mãe não vai exatamente pagar por isso, e eu não posso tomar empréstimos estudantis. Estou legalmente morto. E, além disso, quanto tempo seria necessário, na escola, para perceberem que eles estão ficando mais velho, mas eu não estou? Jovens de dezesseis anos não se parecem com os idosos de faculdade, não sei se você notou.

Clary colocou a garrafa no lugar:

— Simon…

— Talvez eu devesse dar alguma coisa para minha mãe, — disse ele amargamente. — Que tal: “Obrigado por ter me expulsado de casa e por fingir que morri”?

— Orquídeas?

Mas o humor de Simon tinha acabado:

— Talvez, não seja como nos velhos tempos, — disse ele. — Normalmente, eu teria te dado lápis, materiais de arte, mas você não desenha mais, não é, a não ser com sua estela? Você não desenha, e eu não respiro. Não é como no ano passado.

— Talvez você devesse falar com Raphael, — Clary disse.

— Raphael?

— Ele sabe como os vampiros vivem, — disse Clary. — Como tomam a vida por si mesmos, como ganham dinheiro, como conseguem apartamentos… ele sabe essas coisas. Ele poderia ajudar.

— Poderia, mas não ia querer, — disse Simon, com o cenho franzido. — Não ouvi nada do bando de Dumort desde que Maureen o assumiu de Camille. Eu sei que Raphael é o segundo no comando. Tenho certeza de que eles ainda pensam que eu tenho a Marca de Caim; caso contrário, já teriam mandado alguém atrás de mim até agora. Questão de tempo.

— Não. Eles sabem que não podem tocar em você. Seria guerra com a Clave. O Instituto foi muito claro, — disse Clary. — Você está protegido.

— Clary, — disse Simon. — Nenhum de nós está protegido.

Antes que Clary pudesse responder, ela ouviu alguém chamar seu nome; completamente perplexa, ela olhou e viu sua mãe abrindo caminho através de uma multidão de compradores. Pela janela, ela podia ver Luke, esperando do lado de fora na calçada. Em sua camisa de flanela ele parecia deslocado entre os elegantes nova-iorquinos.

Livrando-se da multidão, Jocelyn chegou até eles e jogou os braços em torno de Clary. Clary olhou por cima do ombro de sua mãe, perplexa, para Simon. Ele deu de ombros. Finalmente, Jocelyn a soltou e deu um passo atrás.

— Eu estava tão preocupada que algo acontecesse com você…

— Em Sephora? — disse Clary.

Jocelyn franziu a testa:

— Você não está sabendo? Pensei que Jace já teria te mandando uma mensagem a essa altura.

Clary sentiu uma fria lavagem repentina em suas veias, como se ela tivesse engolido água gelada.

— Não. Eu… O que está acontecendo?

— Desculpe, Simon, — disse Jocelyn. — Mas eu e Clary temos que ir para o Instituto agora mesmo.

Pouco mudou no prédio de Magnus desde a primeira vez que Jace esteve aqui. A mesma entrada e a mesma lâmpada amarela. Jace usou uma Marca de abertura para passar pela porta da frente e subiu as escadas de dois em dois degraus, tocando a campainha do apartamento de Magnus. Mais seguro que usar outra Marca, ele pensou. Afinal, Magnus poderia estar jogando video game nu ou qualquer outra coisa. Quem sabe o que feiticeiros fazem no tempo livre?

Jace apertou novamente, dessa vez se apoiando firmemente na parede. Mais dois toques, e Magnus finalmente abriu a porta, parecendo furioso. Ele estava usando um roupão de seda preto sobre uma camiseta e uma calça de moletom, com os pés descalços, seus cabelos escuros emaranhados e com uma barba rala.

— O que você está fazendo aqui?

— Meu Deus, — disse Jace — você não é nem um pouco receptivo.

— Isso é porque você não é bem-vindo.

— Pensei que fôssemos amigos — disse Jace, erguendo uma sobrancelha.

— Não, você é amigo do Alec, Alec era meu namorado então tive que aturar você. Mas agora ele não é meu namorado então não tenho mais que te aturar. Não que algum de vocês perceba isso, você deve ser o quarto do grupinho que vem me incomodar — Magnus começou a contar nos dedos. — Simon, Isabelle, Simon…

— Simon veio?

— Você parece surpreso.

— Não achei que ele estivesse interessado no seu relacionamento com Alec.

— Não tenho uma relação com o Alec — Magnus falou, sem ânimo, mas Jace já o havia empurrado para o lado e estava na sala, olhando curiosamente para o ambiente.

Uma coisa que Jace havia sempre gostado secretamente sobre o apartamento de Magnus era o fato de que raramente estava do mesmo jeito mais de uma vez. Às vezes, era um apartamento de solteiro grande e moderno, outras parecia com uma hospedagem francesa, ou uma casa vitoriana, ou até mesmo uma nave espacial. Agora, porém, estava bagunçado e escuro. Pilhas de potes de comida chinesa ocupavam a mesa de centro. Presidente Miau estava deitado no tapete, as quatro patas esticadas na frente dele como um veado morto.

— Aqui está cheirando a coração partido — disse Jace.

— É a comida chinesa — Magnus se jogou no sofá e esticou suas longas pernas. — Vá em frente, termine com isso. Diga o que quer que seja que tenha vindo dizer.

— Acho que você deveria voltar com o Alec — Jace falou. Magnus revirou os olhos.

— E por quê?

— Porque ele está extremamente triste — Jace explicou. — E sente muito. Ele pede desculpas pelo que aconteceu, e não fará de novo.

— Ah, ele não vai planejar com um dos meus antigos relacionamentos como diminuir minha vida pelas minhas costas? Muito nobre da parte dele.

— Magnus…

— Além do mais, Camille está morta. Ele não pode fazer outra vez.

— Você sabe o que eu quis dizer — Jace se defendeu. — Ele não irá mentir para você, ou te passar para trás, ou esconder coisas de você, ou seja lá com o que mais você está chateado — ele se jogou em uma cadeira de couro e levantou a sobrancelha. — E aí?

Magnus rolou no sofá:

— Por que se importa se o Alec está triste?

— Por que me importo? – Jace exclamou, tão alto que o Presidente Miau sentou no mesmo momento, assustado. — Claro que me importo com ele, é meu melhor amigo, meu parabatai. E está triste. E você também, pelo jeito. Fast food no apartamento todo, você não fez nada para arrumar o lugar, o seu gato parece morto…

— Ele não está morto.

— Eu me importo com Alec — Jace falou, olhando fixamente para Magnus. — Mais do que comigo mesmo.

— Você nunca achou — Magnus começou, tirando um pouco do esmalte da unha. — que esse negócio de parabatai é meio cruel? Você pode escolher quem vai ser, mas nunca mais pode trocar. Mesmo se eles se virarem contra você. Veja Luke e Valentim. E mesmo que seu parabatai seja a pessoa mais próxima de você no mundo, vocês não podem se apaixonar. E se eles morrem, uma parte sua morre também.

— Como você sabe tanto sobre parabatai?

— Eu conheço Caçadores de Sombras. — Magnus disse, batendo no sofá ao seu lado para que Presidente Miau pudesse subir, afagando Magnus com sua cabeça. O feiticeiro afundou os dedos longos nos pelos do gato. — Conheço há anos. Vocês são criaturas estranhas. Essa nobreza humana e frágil de um lado, e do outro a dureza e o fogo dos anjos — ele olhou para Jace. — Principalmente você, Herondale, já que você possui o fogo dos anjos em seu sangue.

— Você foi amigo de Caçadores antes?

— Amigos, — Magnus refletiu. — O que significa, na verdade?

— Você saberia, — Jace começou. — se tivesse tido algum. Teve? Algum amigo? Quer dizer, além das pessoas que vêm para suas festas. A maioria tem medo de você, ou parecem te dever algo, ou você até mesmo já dormiu com elas alguma vez, mas amigos… não vejo você com muitos desses.

— Bem, isso é original, — disse Magnus. — Ninguém do resto do seu grupo tentou me insultar.

— Está funcionando?

— Se você quer dizer que de repente eu me sinto obrigado a voltar com Alec, não, — disse Magnus. — Desenvolvi um estranho desejo por pizza, mas isso pode não ter nada a ver.

— Alec disse que você faz isso, — disse Jace. — Desvia perguntas sobre si mesmo com piadas.

Magnus estreitou os olhos.

— E eu sou o único que faz isso?

— Exatamente, — disse Jace. — Aprenda com quem sabe. Você odeia falar de si mesmo, e você preferiria deixar as pessoas com raiva a deixá-las te lamentar. Quantos anos você tem, Magnus? A resposta certa.

Magnus não disse nada.

— Quais eram os nomes de seus pais? O nome do seu pai?

Magnus olhou para ele com olhos verde-ouro.

— Se eu quisesse deitar em um sofá e reclamar com alguém sobre meus pais, eu contrataria um psiquiatra.

—Ah, — disse Jace. — Mas meus serviços são gratuitos.

— Já ouvi isso de você.

Jace sorriu e deslizou para baixo em sua cadeira. Havia uma almofada com uma textura de Union Jack sobre a poltrona. Ele a agarrou e a colocou atrás de sua cabeça.

— Eu não tenho que ir para nenhum lugar. Posso ficar sentado aqui o dia todo.

— Ótimo, — disse Magnus. — Vou tirar uma soneca. — Ele estendeu a mão para um cobertor amarrotado deitado no chão, ao mesmo tempo em que o telefone de Jace tocou. Magnus observava, parado, quando Jace procurou seu celular no bolso e o atendeu.

Era Isabelle:

— Jace?

— Sim. Estou na casa do Magnus. Acho que posso estar fazendo algum progresso. O que está acontecendo?

— Volte, — disse Isabelle e Jace sentou-se em linha reta, a almofada caindo no chão. A voz dela estava bem tensa. Ele podia ouvir a nitidez nela, como as notas de um piano mal afinado. — Para o Instituto. Imediatamente, Jace.

— O que foi?, — questionou. —O que aconteceu? — E ele viu Magnus sentar-se, também, o cobertor caindo de sua mão.

— Sebastian, — disse Isabelle.

Jace fechou os olhos. Ele viu sangue dourado e penas brancas espalhadas por um piso de mármore. Lembrou-se do apartamento, uma faca em suas mãos, o mundo aos seus pés, o aperto de Sebastian em seu pulso, os olhos negros insondáveis ​​olhando para ele com uma diversão negra. Havia um zumbido em seus ouvidos.

— O que foi? — A voz de Magnus cortou os pensamentos de Jace. Ele percebeu que ele já estava na porta, o celular de volta no bolso. Ele se virou. Magnus estava atrás dele, sua expressão dura. — É o Alec? Ele está bem?

— Por que você se importa?, — disse Jace, e Magnus se encolheu. Jace acho que ele nunca tinha visto Magnus recuar antes. Era a única coisa que impediu Jace de bater a porta ao sair.

E então Shadowhunters, ansiosos para CoHF ? Comentem!

E lembrem-se, Cidade do Fogo Celestial lança dia 27 de maio de 2014 nos Estados Unidos e no Brasil a previsão é para Junho de 2014.

 

Fonte 1
Fonte 2

Resenhas

Resenha: Crescendo, Série Hush Hush (Vol 2) – Becca Fitzpatrick

A vida de Nora Grey ainda está longe de ser perfeita. Sofrer uma tentativa de assassinato não foi a melhor das experiências, mas, pelo menos, Nora ganhou um anjo da guarda: Patch, que de angelical não tem absolutamente nada. Ele é lindo, irresistível, misterioso está com ela. O problema é que ele sido cada vez mais evasivo, e, o pior: parece muito interessado na grande inimiga de Nora, Marcie Millar.Não fosse isso, Nora jamais teria notado Scott Parnell, velho amigo da família que acaba de voltar para a cidade. Ainda que Scott a deixe furiosa na maior parte do tempo, é impossível não se sentir atraída. Lá no fundo, porém, ela tem certeza de que ele guarda um segredo.

Em Crescendo, segundo livro da saga Hush Hush de Becca Fitzpatrick, Nora está bem mais madura, e mais feliz ao lado de Patch, seu verdadeiro amor, que provou seu amor por ela em Sussurro quando ele desistiu de sacrifica-lá para os dois poderem ficar juntos, e com isso, ele se tornou seu anjo da guarda. Feliz e contente ao lado de Patch, Nora diz à ele que o ama, e pronto, é ai que as coisas mudam completamente. Depois que Nora diz que ama Patch, ele começa a se afastar dela.

Neste segundo livro na saga, Becca mostrou a ideia de como o casal principal ficaria “separado“. Aparecem personagens novos e completamente apaixonantes (e outros nem tanto rs),e personagens que em seu primeiro livro não foram tão explorados.

Em crescendo Nora diz uma algo que muda completamente o rumo das coisas, e é ai que ela e Patch ficam mais separados do que já estavam. Com isto, por algum motivo, Patch começa a se aproximar de Marcia Miller, inimiga “mortal” de Nora, o que a deixa mais chateada e desgostosa com a situação presente, até que ela termina seu namoro com Patch. Chateada com tudo que está acontecendo, para piorar a situação, Nora começa a ver seu pai, que traz de volta os mistérios envolvendo seu assassinato.

E com tudo isso se passando, aparece Scott Parnell, amigo de infância de Nora que após muito tempo volta para a cidade com sua mãe. Bad Boy misterioso, diferente do que era quando ele e Nora eram pequenos, e isso imediatamente a deixa intrigada. Scott é um cara misterioso e que, a primeira vez que ele foi mencionado no livro, já me apaixonei.

Patch neste livro ainda está com seu humor negro, só que desta vez está mais moderado. Mas por causa de suas atitudes, tem várias partes de tenho vontade de matá-lo, e em outras partes, de matar Nora. E tem partes que fiquei com vontade de matar os dois em conjunto. Mas enfim…

Crescendo é um livro muito bem escrito, Becca conseguiu fazer algo que nos prende inteiramente ao livro em todas as partes. Leitura rápida e cativante, Crescendo é a continuação de Sussuro, segundo livro da série Hush Hush que é uma das minhas séries favoritas e perfeitas de todo o mundo. Com seu toque sobrenatural e com mistérios, charme, romance e suspense, não temos vontade de parar de ler, e quando termina só nos faz ficar mais ansiosos para o próximo livro e assim vai.

Patch continua sendo aquele anjo caído Bad Boy, charmoso e apaixonante e continua conquistando corações, mesmo sendo um canalha, como Nora gosta de o chamar. Com a vida de Nora em perigo novamente neste segundo volume, descobrimos o caráter de alguns personagens. Achei que Vee, melhor amiga de Nora, não foi muito explorada nesta continuação, como foi no primeiro, mas mesmo assim, em suas poucas aparições, continua sendo a Vee de sempre, e está sempre disposta a ajudar a melhor amiga em tudo que esta precise.

Com uma continuação maravilhosa, a saga Hush Hush não poderia ficar mais perfeita. Crescendo tem um final surpreendente e inconclusivo, que apenas nos deixa mais ansiosos para o próximo livro.

E apesar de não ser meu livro preferido da saga, Crescendo supera todas as expectativas para um livro maravilhoso de uma saga maravilhosa. Te dou os parabéns pelo incrível trabalho Becca!

Leia também a nossa resenha de Sussuro, o cativante primeiro livro, clicando aqui.

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Vazou! Confira o segundo trailer oficial de "A Culpa É das Estrelas"

Conforme noticiamos anteriormente, o segundo trailer da adaptação de A Culpa É das Estrelas, baseada no livro homônimo de John Green, estava previsto para ser lançado hoje no lançamento americano do filme The Other Woman. E assim foi feito, e já vazou na internet! Confira-o abaixo, com baixa qualidade:

Perfeito não? Estou cada dia mais ansioso para este filme, vamos torcer para que agora saia a versão oficial em alta qualidade!

“A Culpa É das Estrelas” narra as aventuras de Hazel Grace e Augustus Waters, que passam a viver um romance incondicional a partir do momento que se encontram pela primeira vez em um grupo de apoio para crianças com câncer. Juntos, eles vivem a vida da maneira mais intensa possível, mostrando que nem a pior das doenças pode ser um obstáculo. (Leia nossa resenha do livro, clicando aqui).

A trama é baseada no livro homônimo de John Green, com direção de Josh Boone, nomes como Shailene Woodley e Ansel Elgort no elenco e tem lançamento previsto para 05 de junho no Brasil!

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Nova sinopse de “Cidade do Fogo Celestial”

Como todos já devem saber, faltam apenas algumas semanas para o lançamento de “Cidade do Fogo Celestial” último livro da saga “Os Instrumentos Mortais” de Cassandra Clare.

A alguns dias atrás, Cassie postou em seu site, uma nova sinopse para este incrível desfecho de uma saga maravilhosa. Confiram a baixo a nova sinopse de CoHF ( City of Heavenly Fire ou Cidade do Fogo Celestial) traduzida:

Na muito esperada conclusão da aclamada série Os Instrumentos Mortais, Clary e seus amigos lutam contra o maior mal que eles já enfrentaram: o próprio irmão de Clary.
Sebastian Morgenstern não para, sistematicamente colocando Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Tendo o Cálice das Trevas, ele transforma Caçadores de Sombras em criaturas de pesadelos, destruindo famílias e casais conforme as fileiras de seu exército Negro vão crescendo.Em apuros, os Caçadores de Sombras procuram refúgio em Idris — mas nem mesmo as famosas torres demoníacas de Alicante podem conter Sebastian. E com os Nephilim presos em Idris, quem irá proteger o mundo contra os demônios?

Quando uma das maiores traições mais desconhecidas dos Nephilim é revelada, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec devem correr — mesmo que sua viagem os leve profundamente nos reinos dos demônios, onde nenhum Caçador de Sombras jamais pôs os pés, e de onde nenhum ser humano jamais voltou. . .

Amores serão sacrificados e vidas serão perdidas na terrível batalha pelo futuro do mundo no final emocionante da clássica série de fantasia urbana Os Instrumentos Mortais!

E então Shadowhunters, com está sinopse vemos que nossa querida Alicante – Idris estará bem presente neste desfecho tão esperado de uma de minhas sagas favoritas.
Estão ansiosos para este final? E preparados? Porque pelo visto Cassandra não tem dó de nós e estará com tudo neste final surpreendente rsrs. Comentem!

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Adquira sua cópia de "Kalona's Fall" autografada pelas autoras!

Kalona’s Fall (A Queda de Kalona), livro extra da série de P.C. Cast e Kristin Cast, House Of Night, entrou em pré-venda hoje com a opção de comprar autografado pelas autoras!

A cópia vendida é em inglês, e pode ser adquirida clicando aqui. O preço (sem o frete) é $12.99, que no cálculo de hoje, dá R$29.10, bem acessível, não?

O livro tem estreia prevista para 29/07 nos Estados Unidos e sem data definida no Brasil ainda.

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Kiera Cass faz comunicado oficial sobre lançamento de "A Escolha (The One)"

Kiera Cass, aclamada autora da série A Seleção, cujo último livro está previsto para lançamento em 6 de maio, fez um comunicado oficial em seu blog, sobre um possível adiantamento do envio das cópias, confira:

Então, eu sinto que isso está prestes a acontecer. Se você já encomendou um exemplar de The One, há uma enorme chance de que ele seja lançado mais cedo ou chegue nas livrarias com uma semana de antecedência. Já que você comprou na pré-venda, pode ser que receba logo, logo. E, porque esperou tanto tempo, não há nenhuma maneira razoável de eu lhe pedir para não abri-lo.

Se o seu exemplar chegar nas próximas duas semanas, eu espero que você tenha a chance de apreciá-lo. E também espero que você dê a chance aos que precisam esperar mais de ter a mesma experiência que você.

Mantive o final em segredo por anos. ANOS, pessoal! Por favor, guardem o final por alguns dias. O que isso significa? Não fiquem dizendo o que acontece em suas atualizações de status ou colocando cada reação sua em tweets para mim. Talvez você possa compartilhar o livro com a sua melhor amiga para ter alguém com quem desabafar a sua raiva ou o que quer que seja.

Vocês são inteligentes. E esse pequeno favor significa o mundo para mim. Obrigada por ficar com a America durante essa viagem. Tomara que a espera valha a pena.

Fonte
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