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Assista ao trailer de "Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros"

Depois de muita expectativa, a Universal Pictures divulgou hoje, 25, o trailer de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”.

O filme se passa 22 anos após os eventos do último filme da saga. Agora, a Ilha Nublar tem um parque de diversões aberto ao público capaz de promover aos seus visitantes a experiência do contato direto com dinossauros vivos.

No longa, Chris Pratt (“Os Guardiões das Galáxias”, 2014) vive um cientista responsável pelo funcionamento do parque. Tudo caminha em perfeita harmonia até que a “chegada” de uma nova espécie desequilibra o funcionamento do parque causando correria e morte, situações bem familiares para os fãs da franquia.

“Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” é dirigido por Colin Trevorrow e tem estreia no Brasil marcada para 26 de Junho de 2015.

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Grupo "Beco Literário" no Viber!

Tem novidade pros leitores do Beco Literário! Você é daqueles que estão sempre com uma mão no livro e a outra no celular? Então venha descobrir o seu novo vício!

O Viber – aplicativo mais lindo da história- além das habituais ligações gratuitas e das conversas instantâneas desenvolveu uma ferramenta sensacional: os grupos abertos! Agora você pode seguir as conversas dos grupos que mais te interessam: tem grupo de moda, de bandas, de seriados, de humor e de… livros! Somos o primeiro grupo de discussão literária sem fins comerciais e totalmente dedicado a você, leitor!

Pra se atualizar sobre os lançamentos, resenhas, novidades e ouvir as opiniões em primeira mão é muito fácil. É só baixar o aplicativo Viber, ir na opção “Grupos abertos” e procurar a gente por lá: “Beco Literário”. Quer mais fácil ainda? É só clicar aqui: http://chats.viber.com/becoliterario

Depois é só seguir e ficar ligado em tudo que tá rolando no nosso universo dos livros!

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Vazou o teaser de Insurgente!

É isso mesmo, leitores! Segurem seus forninhos que vazou o primeiro teaser de Insurgente!!! Antes do esperado a atriz Ashley Judd divulgou em seu twitter o primeiro teaser da continuação de “Divergente” e a internet parou de respirar durante um minuto pra acompanhar as primeiras cenas de Tris divulgadas no novo filme! “Insurgente” estreia dia 19 de março de 2015 nos cinemas!

E você, o que achou? 😀

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"Fundação", de Isaac Asimov, será adaptada para a TV pela HBO

A clássica trilogia de ficção científica “Fundação”, escrita por Isaac Asimov nos anos 1950, vai ganhar uma série televisiva produzida pela HBO em parceria com a Warner Bros TV e terá roteiro escrito e produzido por Jonathan Nolan.

A notícia surgiu depois que Nolan deixou escapar durante uma entrevista ao site IndieWire que estaria trabalhando secretamente no roteiro da adaptação há alguns meses.

Atualmente o roteirista já trabalha em parceria com a HBO na série “Westworld”, também de ficção científica, e é um dos produtores da série “Person Of Interest”. Nolan trabalhou recentemente com o irmão, Christopher, em “Interestellar” e também em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.

Ambientada milênios no futuro, a obra conta a história de Hari Seldon, um homem que desenvolve uma teoria matemática capaz de prever acontecimentos futuros em grande escala. Como resultado, Hari prevê a queda do Império Galático e uma Idade das Trevas que durará trinta mil anos. Na busca de preservar o conhecimento da humanidade, Seldon reúne engenheiros e artesãos para criar então as fundações de um novo império.

Em fase de desenvolvimento, “Fundação” ainda não tem data de estreia marcada e nem elenco cogitado até o momento.

Fonte: The Warp
Imagem: Divulgação

Strandberg-Mats
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Entrevista exclusiva com Mats Strandberg e Sara B. Elfgren, autores da série Engelsfors

No início do mês de Outubro, o Beco Literário teve o prazer de entrevistar dois dos mais novos (e mais promissores, diga-se de passagem), autores de fantasia jovem-adulta. Mats Strandberg e Sara B. Elfgren, que juntos, definiram um novo conceito para a literatura fantástica com mitologias próprias e histórias cativantes, na série Engelsfors, que se inicia por Círculo, único livro publicado até o momento no Brasil, pela Editora Intrínseca, e que nós já temos resenha (clique aqui para ler).

A entrevista foi realizada por e-mail, e ambos foram extremamente atenciosos e cuidadosos ao responder cada uma das perguntas enviadas por vocês, e outras formuladas por nós, e chegaram até mesmo, a nos designar embaixadores da série Engelsfors no Brasil! O quão legal é isso? Sem mais delongas, vejam a tradução abaixo, que possui SPOILERS EXCLUSIVOS sobre os próximos livros e adaptação deles para o cinema!

Beco Literário: Existe alguma razão para as heroínas do livro serem somente mulheres? Quer dizer, os homens foram apresentados como “fracos/inclinados para o mal”. Isso possuí algum significado específico?

Mats e Sara: Assim que começamos a discutir sobre os personagens, ficou claro que nós – como escritores e como leitores – ansiávamos por heroínas. Nós estávamos cansados de toda a ideia de “gangues de super-heróis” formadas por homens, e com eventualmente UMA mulher. Essa foi uma grande oportunidade de ter todo um grupo diversificado e de garotas bem “normais”, que deveriam se superar e se tornarem heroínas para salvar o mundo. Nós não entendemos o que você quis dizer com “homens foram apresentados como fracos/inclinados para o mal” no livro. Existem várias personagens do sexo feminino que praticam bullying, são egocêntricas, etc. E vários personagens masculinos positivos, jovens e velhos. 🙂

Beco Literário: Como vocês tiveram a ideia de escrever a série Engelsfors? De onde veio todas as ideias?

Mats e Sara: Nós queríamos escrever sobre uma pequena cidade, parecida com a que Mats cresceu, uma cidade que fica em volta de uma fábrica que foi fechada, resultando em desemprego, prédios vazios e uma carência de esperança. Aquele tipo de cidade onde todo mundo conhece todo mundo – ou ao menos, pensam que conhecem. Nós também gostaríamos de escrever sobre um grupo de garotas de diferentes cenários e tipos, que pertencem a diferentes panelinhas, e elas então veriam o que aconteceria quando fossem forçadas a trabalhar juntamente com alguém que praticou bullying com elas a vida toda, por exemplo.

Beco Literário: Vocês sempre planejaram a série para esse público jovem ou jovem-adulto?

Mats e Sara: Nós quisemos escrever para os jovens-adultos porque dessa maneira, a série poderia ser lida por jovens e por adultos da mesma maneira. E nós temos vários leitores adultos, ao menos aqui na Suécia.

Beco Literário: Círculo tem um enredo obscuro, vocês pesquisaram bastante antes de escrever?

Mats e Sara: Quando nós precisávamos descobrir algumas coisas, nós falávamos com amigos e conhecidos que poderiam nos ajudar. Por exemplo, nós falamos bastante com um amigo de Sara, que é um Assistente Social, para descobrir detalhes sobre a vida de Linnéa.

Beco Literário: Vocês trataram de vários tabus na história. O quão difícil é lidar com esses assuntos delicados?

Mats e Sara: É uma responsabilidade. Por um lado você tem que tentar lidar com assuntos difíceis de uma maneira respeitosa. Existe um lado obscuro na vida e nós não queríamos evitá-lo, mas ao mesmo tempo nós não queríamos usar, por exemplo, a morte como uma reviravolta na história sem cuidado algum. As coisas horríveis que acontecem tem um impacto real e profundamente emocional nos nossos personagens. Não é como se alguém morresse e no próximo capítulo todos já se esqueceram disso.

Beco Literário: Nos próximos livros, há algum relacionamento homossexual?

Mats e Sara: Nós queremos diversidade nos nossos livros. Isso é tudo o que podemos dizer sem dar muitos spoilers.

Beco Literário: Como foi a experiência de dar vida a tantos personagens intensos?

Mats e Sara: Foi bem difícil, mas também muito divertido. Nós realmente amamos nossos personagens principais – e nós amamos escrever seus inimigos, também. Nós tentamos ao máximo dar aos nossos personagens várias camadas, e ninguém é 100% “bom” ou “ruim”.

Beco Literário: Como vocês reagiram às notícias de que a série seria adaptada para os cinemas?

Mats e Sara: Foi como um sonho se tornando realidade. Benny Anderson (ex-integrante do grupo ABBA) e seu filho Ludvid Anderson abriram uma empresa de produção de filmes, e Círculo é seu primeiro projeto. Eles já são criativos por natureza, e então entenderam sobre o que os livros são, de verdade, os temas importantes e os personagens. Foi realmente uma experiência maravilhosa trabalhar com eles.

Beco Literário: Nós sabemos que Sara ajudou com o roteiro do filme, então podemos esperar grandes coisas? Como por exemplo, o filme ser bastante “fiel” ao livro?

Mats e Sara: Sara escreveu o roteiro juntamente com Levan Akin, o diretor. É claro, nem todas as cenas do livro estão no filme, e algumas coisas são diferentes, com certeza. Mas o filme é bastante fiel ao que é mais importante; os personagens e seus relacionamentos, e os temas da importância da cooperação e compaixão. É a mesma história, mas contada de uma maneira diferente.

Beco Literário: Depois de terminar a série Engelsfors, vocês possuem novos projetos em mente? Outros livros, ou algo assim.

Mats e Sara: Sara está trabalhando nos roteiros de Fire (segundo livro da série), e The Key (terceiro livro). Nós não sabemos se eles acontecerão ou não, tudo dependerá do sucesso do primeiro filme na Suécia. Ela também está escrevendo uma nova série, uma graphic novel e alguns outros projetos secretos. Mats está escrevendo uma história de horror e fantasia obscura. Não é jovem-adulto, mas esperançosamente, os leitores de Engelsfors gostarão bastante também. E alguns outros, projetos secretos.

Beco Literário: Vocês se tornaram bastante famosos no mundo todo. Como é a experiência? Como vocês se sentem quando alguém vem e diz que seus livros mudaram vidas?

Mats e Sara: Nós sentimos que nossos livros são famosos, mas nós não. Nós não temos muito glamour… Ter pessoas que nos dizem que nossos livros fizeram uma diferença em suas vidas é, com certeza, maravilhoso e humilde. E também um lembrete do quão importante é dar o nosso melhor ao escrever um livro.

Beco Literário: O que vocês diriam a alguém que quer ser um escritor? Algum conselho?

Mats e Sara: Escrever é uma experiência pessoal que é difícil aconselhar de maneira geral. Não tenha medo de não ser um escritor que não seja bom o bastante, só continue escrevendo. Os primeiros rascunhos são, quase sempre, bem ruins. É quando você começa a editar que a real mágica acontece, então você pode se preocupar com tudo isso mais tarde. Leia muitos livros e escreva histórias que você gostaria de ler. Aqui tem algumas dicas.

Beco Literário: Tem alguma coisa que você pode nos contar sobre Fire, o segundo livro? Algum trecho ou informação?

Mats e Sara: As Escolhidas possuem novos inimigos, os riscos são mais altos e elas são forçadas a se aproximarem mais. Também, nós vamos mais fundo na mitologia por trás do Escolhido e sobre o que o Conselho é, na verdade.

Beco Literário: Como é o seu processo de escrita? Vocês escrevem tudo juntos ou cada um escreve uma parte? Vocês escrevem em um computador ou à mão?

Mats e Sara: Nós escrevemos em um computador, mas as vezes nós usamos papel e caneta para planejar as coisas. Nós planejamos tudo juntos, e então nós editamos os textos um do outro, e aconteceu de, várias vezes, no final, nós nem mesmo lembrarmos quem escreveu aquilo primeiro. Nós tivemos discussões sem fim sobre tudo o que acontecia em Engelsfors; que tipo de música os personagens gostariam, o que eles pensavam dos seus pais, como a mágica funcionaria, como o universo surgiu. Nós discutimos cada palavra dos livros – e são muitas palavras. Aqui tem um post do blog que nós escrevemos especificamente sobre escrever juntos.

E para finalizar a entrevista, mostramos à eles um cosplay que o nosso escritor Arthur fez do personagem Elias, mas a pedido dos próprios autores, não postaremos a foto. Os interessados em vê-lo, podem entrar em contato conosco, mas só se não forem sensíveis!

E essas perguntas só nos deixaram mais ansiosos para a continuação da série, Fire, que deverá ser publicada no Brasil pela Editora Intrínseca, ainda sem previsões concretas. Gostaram da nossa entrevista e da proposta dos autores? Deixem um comentário e compartilhem-na em suas redes sociais!

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Autores fazem leilão e colocam fãs em romances

Autores como Julian Barnes, Margaret Atwood, Ian McEwan, Ken Follett, Will Self e Zadie Smith estão lançando um leilão para arrecadar fundos para a fundação Freedom from Torture. Ao todo, 17 escritores venderão direitos para que os compradores tenham seus nomes incluídos em futuros romances. O evento acontece no dia 20 de novembro, em Londres.

A fundação Freedom from Torture, que trabalha dando apoio a sobreviventes de tortura, tem Barnes (“Do outro lado da mancha”) como um de seus representantes. Foi ele quem lançou a ideia.

Tracy Chevalier (“Quando os anjos caem”, “Moça com brinco de pérola”) e Margaret Atwood (“O assassino cego”) já sabem quais serão os personagens nomeados. Chevalier precisa de um nome feminino para uma personagem durona, dona de uma pensão. Já Atwood pode incluir a aparição no romance que está escrevendo ou em sua reeleitura de “A tempestade”, de Shakespeare.

A venda de direitos de nome já foi feita antes. Stephen King criou um personagem em “Celular” e dois fãs pagaram juntos US$40 mil para entrar na saga de “Game of Thrones”, de George R. R. Martin.

Fonte: O Globo

Foto: UOL

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Em parceria com o Google, Lionsgate lança websérie sobre Jogos Vorazes

A Lionsgate, em parceria com o Google, lançou uma websérie sobre Jogos Vorazes para promover o penúltimo filme da série, “A Esperança – Parte 1”.

District Voices é a última campanha para promover o filme Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, franquia que até agora já arrecadou mais de 1,5 bilhões de dólares nas bilheterias do mundo todo. De acordo com a produtora, a websérie terá cinco episódios que serão postados no YouTube e funcionarão como uma “janela” para o mundo de Panem.

Cada um dos cinco episódios foi criado por um canal diferente cujo conteúdo se enquadra dentro das atividades de um setor específico nos distritos de Panem. Os vídeos foram produzidos e filmados pela equipe do YouTube LA, de Los Angeles e serão apresentados como parte da programação da Capitol TV, rede de televisão sancionada pelo governo da Capital.

District Voices pode ser vista diretamente no site da Capital e também pelos canais no YouTube.

Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 tem estreia no Brasil marcada para o dia 19 de novembro, um dia antes da estreia mundial.

Fonte: The Slanted

Imagem: Divulgação.

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Conheça o livro "Mademoiselle Zaira", de Mário Vicente

Um feto conta, a partir de uma carta anônima, o drama da mãe que, aos 15 anos, vê-se aprisionada num convento da capital, um mês após ser violentada.

Romance baseado em uma nota (notícia) de jornal, o autor cria uma narrativa densa, envolvente e instigante, permeada de suspense, mas sem perder a sensibilidade ao retratar o drama de uma adolescente nos Anos Dourados.

Abandono, tristeza, decepção e perigos marcam a trajetória de mãe e filho, tragicamente separados ainda na maternidade. Até onde iria uma mãe, desenganada pelo próprio pai, para reencontrar o filho?

Mademoiselle Zaira, fala de temas difíceis e profundos: violência sexual, abandono, rejeição, vingança, preconceito, fidelidade, amor

Saiba um pouco mais sobre o autor, Mário Vicente:

mario livros
Brasileiro, divorciado, jornalista, publicitário e escritor, nasceu em 05 de dezembro de 1960 em Cascavel, oeste do Paraná. Filho de um amante da música e do futebol, Santos Vicente (morto em 2001), que sustentava a família com sua oficina mecânica para bicicleta, motocicletas e também acordeon, e de Alvina Versino (aposentada). Mário tem uma filha, Aloha Bazzo Vicenti, pela qual alimenta um amor incondicional, um sentimento que transcende toda e qualquer dificuldade e que o leva a valorizar cada momento vivenciado na comunhão familiar, juntos ou mesmo distantes.

Na infância, Mário queria ser músico. Contagiado pelos dotes artísticos do pai, compunha, em seus cadernos escolares e em papeis que entregava ao pai, letras e poemas para serem musicados, sem nunca ter tido um resultado efetivo, apesar de suas boas intenções. Mais tarde, alimentou o sonho comum a muitos meninos: ser jogador de futebol. Conseguiu, aos 11 anos, um teste no Atlético Paranaense em Curitiba, mas foi barrado na última hora pelo próprio pai, que o queria estudando em Cascavel para ser engenheiro civil, como também para ajudar a cuidar da primeira irmã, Rosangela. Aos 13 anos, foi morar com uma tia em Blumenau – Santa Catarina, onde passou dois anos de sua adolescência entre o futebol e o trabalho numa pequena tipografia de um parente.

Aos 15 anos, trabalhou no jornalismo, quando foi assistente de fotografia de um dos primeiros jornais diários de Cascavel, no Paraná, na década de 70. O autor já escreveu uma peça de teatro amador nos anos 80: Nossa vida leviana, a qual falava sobre drogas e aborto. Publicou seu primeiro livro, de crônicas e poesias, “Natureza clandestina”, em 1987, com prefácio de Ignácio de Loyola Brandão.

Enquanto amadurecia sua veia literária, buscou novas experiências para se fortalecer e adquirir conhecimentos como pessoa e como profissional. Fundou, juntamente com outros escritores e pessoas ligadas ao mundo artístico da cidade, o MOLICA – Movimento Literário Cascavelense, em 1987. Foi sócio-proprietário de um jornal para o segmento automobilístico em São Paulo, capital, entre 1988/89 até decidir sair do país após o choque econômico da gestão presidencial Collor de Mello.

O autor viveu por quatro anos, no início dos anos 90, em Los Angeles, na Califórnia, onde teve oportunidade de fazer contatos para uma breve incursão no cinema, auxiliando em roteiros e aprendendo fotografia cinematográfica e retomou seu contato com o escritor Ignácio de Loyola Brandão, trocando cartas que o auxiliaram na construção de um ideal: seguir a carreira de escritor.

Retornando ao Brasil, escreveu e gerenciou uma revista regional, em Cascavel, ao longo de um ano. Em 1995, assumiu a assessoria de imprensa e marketing de uma das maiores Cooperativas do Brasil, a Copacol, na qual trabalhou por 11 anos e desenvolveu toda a estratégia de marketing da empresa, colocando-a em constante evidência no cenário nacional dentro do segmento frango. Nesse período, o autor também escreveu, dirigiu e produziu todas as campanhas da empresa para a televisão, em película (35mm), quando dirigiu pessoas famosas: o humorista Geraldo Magela, o ceguinho de Belo Horizonte, a ginasta Daniele Hypólito, o goleiro Taffarel para citar alguns dos mais conhecidos. Escreveu todos os jingles e o hino da empresa, usado formalmente nos eventos internos da cooperativa.

Ainda na empresa, Mario decidiu montar seu próprio jornal no interior do estado, o jornal Integração, em 2004.  Nesse mesmo ano, assessorou na produção e coordenação de campanha de um candidato a prefeito da cidade de Cafelândia.

Por curiosidade, inquietação e constante busca por aperfeiçoamento, Mario viajou para vários lugares dentro e fora do país, onde aprendeu a olhar para as pessoas considerando as diferenças, relativizando e valorizando cada cultura, procurando se despir de preconceitos e melhorando sua forma de ser humano.

Em 2007, resolveu fazer um ano sabático. Saiu da empresa (cooperativa) para fazer os 800 quilômetros do Caminho de Santiago da Compostela, o qual se inicia na França e passa pelo norte da Espanha. Essa foi uma atitude determinante em sua vida e carreira, um rito de passagem que o marcaria de forma indelével. Depois da caminhada, ele escreveu seu primeiro romance: “O homem que chorava”, publicado de forma independente em 2008, quando vendeu cerca de 800 exemplares. Foi quando decidiu apostar definitivamente na carreira de escritor, mantendo seu jornal como base de apoio e sustentação, para poder, finalmente, dedicar-se à literatura.

O autor é formado em economia pela UNIOESTE, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, pós-graduado em marketing e propaganda pela Univel e tem um MBA em Cooperativismo pela FGV.

Em 2011, escreveu, sob encomenda, o livro comemorativo da Copacol: Copacol: 50 anos na vanguarda do cooperativismo, lançado em fevereiro de 2013 com tiragem de 10 mil exemplares. Em 2013, também escreveu a história do Sicredi: Sicredi Nossa Terra 25 anos, lançado em março de 2014.

Mario Vicente lançará, muito em breve, com satisfação e entusiasmo, o seu quarto livro e o segundo de ficção: Mademoiselle Zaira, o qual levou o autor a fazer pesquisas numa cidade litorânea, instigado por uma nota publicada em jornal que lera há alguns anos sobre o caso de uma menina violentada na época do carnaval de 1957. Foram mais de dois anos até finalizá-lo, além das pesquisas científicas sobre regressão e seus diferentes métodos para validar seu personagem e a narrativa peculiar, sob a perspectiva do feto.

Se interessou por Mademoiselle Zaira? Leia um pequeno trecho exclusivo do livro!

Em sua efêmera juventude, nossa involuntária união transforma a vida dela em um mar de angústia e revolta. Por isso, a aprisionaram nas muralhas da fé, distante de sua terra natal e sem que entendesse a nódoa que acabou com sua dignidade, deixando o desespero tomar conta dela a ponto de aumentar a dimensão de seu problema: eu, que estou nessa redoma líquida tal como uma sentinela do conflito, sobrevivendo às suas fracassadas tentativas de abortar nossa insólita jornada.

Sinto sua raiva homérica, porém não entendo essa voz plangente que assombra minha alma e não aceito entregá-la sem qualquer resistência, à mercê do destino, pois ainda há um sopro de esperança no fino fio de vida que nos une. Tento me aninhar nesse ambiente angustiante, onde às vezes me confundo em pensamentos, quando frio e calor se misturam em uma estranha sensação e todo movimento soa aterrorizante, ligando o sinal de alerta que por duas vezes nos fez despertar de um grande pesadelo.

No primeiro deles, quando era um embrião e ela nem me sentia; tudo aconteceu tão rápido que só reagi minutos depois. Na rotina de nosso alimento, absorvi o fel de sua ira em uma transfusão barulhenta de vários movimentos que, naquele momento, imaginei monstros navegando em um mar amargo de ideias alucinantes, seres que criavam asas, abriam-se presas e fumegavam nos olhos um fogo que incendiava o âmago da existência. Então me revirei em protestos e tentei dar chutes, gritava sem parar e, em um ímpeto de susto, arregalei os olhos marejados de medo. Por sorte, um anjo da guarda surgiu e os movimentos bruscos cessaram; acalmei-me ao ouvir uma voz abafada confortando mamãe. Nesse instante, deixei-me levar pela sublime harmonia.

Não bastasse essa desesperada tentativa de ela dar fim à própria vida, dias depois, era eu quem testava os limites da sobrevivência. Tomado por um sentimento estranho, quis brincar com minha insignificante existência de apenas quatro meses imaginando que pudesse acabar com o sofrimento em nosso elo vital. Foi quando imaginei aquele cordão que nos unia, dançando à minha frente, feito uma serpente venenosa e, sem um pingo de medo, criei coragem para enfrentá-lo. Apertei-o com minhas minúsculas mãos, na ânsia de cessar a passagem de oxigênio e mergulhar em um sono eterno, até que me dei conta do livre-arbítrio e escolhi seguir em frente, mesmo sem saber o que o destino reservaria para nós.

Nossa vida foi demasiadamente conturbada, principalmente porque mamãe foi internada em um convento da capital, a mando de sua abastada família da cidade de Sollares, largando para trás o belo litoral de sua adolescência perdida. Apesar de todo o dilema que se formava, sobrevivi absorvendo qualquer tipo de sentimento em seu imaculado ventre, o qual um dia fora manchado pela força bruta e pela covardia humana.

Foi assim durante oito meses e, além das tentativas forçadas de romper nosso cordão umbilical, depois, quando nasci, nossa vida ficou ainda mais tortuosa, serpenteando pela inércia do destino em caminhos paralelos por longos dezoito anos.

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Conheça o livro "Cheiro de Sonho", de Carolina Hermanas

Às vésperas de sua formatura do ensino médio, Florisbella – ou Flor, como gosta de ser chamada- recebe uma notícia pela qual sonhou a vida inteira: ela vai para NY, a cidade dos sonhos! Mas como nada é perfeito, Flor se vê em meio a um impasse: correr atrás de seu maior desejo ou resolver sua relação com o apaixonante Artur, seu namorado, o único que a faz esquecer-se de toda a loucura que a envolve? Será que vale a pena deixar toda uma vida para trás? Sua família, seus melhores amigos – Vitor e Bia – e seu grande amor?

É nessa hora que um anjo, ou melhor, John, um ruivinho de cabelos encaracolados e frases cheias de certezas, aparece em sua vida. Em sua porta, para ser mais exata. Num momento em que todo o seu mundo parece desabar num piscar de olhos. Flor, mesmo relutante, decide acompanha-lo e vai em busca de seus sonhos, porém acaba encontrando muito mais numa viagem que poderá mudar todo o seu destino.

Novos amigos, amores, histórias… Mas tudo tem o seu preço. A sedução, o luxo, a fama instantânea e muitas outras magias que a cidade oferece estarão ao seu alcance. A grande questão é: será que ela está preparada para viver uma nova vida regada de mentiras, traições, amores e desilusões? Embarque com Flor nessa viagem para NY. A cidade onde tudo pode acontecer…

Saiba um pouco mais sobre a autora, Carolina Hermanas:

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Carolina Hermanas. 21 anos da idade. Estudante de Letras na UNIP. Escritora desde os treze anos de idade(culpa da mãe). Filha caçula. Poetisa. Integrante do grupo “Poetas do Tietê”. Ganhadora em nono lugar( entre os dez colocados) no concurso de contos da UNIP. Publicou o conto “Eu Queria Que Estivesse Aqui” num projeto paralelo chamado “Palavra É Arte”, criado pelo Gilberto Martins. E finalmente, lançou um livro de romance chamado “Cheiro de Sonho” publicado pela Editora Multifoco.

Leia também, um trecho exclusivo do livro:

“Meu nome é Flor. É. Eu sei. Não sei por que minha mãe me deu o nome de Flor. Acho que quando olhou para os meus olhos cor de mel, pensou:
— Oh minha cute-cute, minha florzinha… Oh, wait — ela diria com seu sotaque britânico horrível, mas minha mãe não é britânica, apenas finge ou quer ser uma, não sei ao certo. — Talvez essa linda menina seja uma jardineira quando crescer.
E bang, nome criado genialmente pela britânica falsificada (leia-se: mãe). No meio de tanta loucura, há uma ironia ao dizer que faculdade escolhi fazer depois da formatura do colégio. Ah sim, meu sonho sempre foi fazer Jardinagem e Paisagismo. E isso, antes da minha mãe começar com aquele velho papo de querer reunir a “grande” família para jantar aos domingos. Depois disso, dessa obrigação semanal, minha mãe destacou alguns pontos importantes da minha infância:
(Um) Eu sempre gostei de flores e, segundo ela, CHEIRAVA a flor. E daí eu penso que gosto muito de margarida… Será que tenho cheiro de margarida! ?
(Dois) Minhas mãos sempre foram ásperas, o que dá a entender que nasci sendo uma trabalhadora. Jardineiros têm mãos horríveis pelo fato de passarem quase o dia todo manuseando um monte de terra.
(Três) Eu amava assistir Globo Rural. Mas quem não gosta? Gente, eu só gosto de mato, paz e tranquilidade. Mas isso não é um agradecimento do tipo “Ei mãe, eu adoro passear pela rua e escutar alguém dizendo Flor e olhar para essa pessoa com cara de retardada porque eu sempre acho que estão me chamando.”.
Mas sabe o que é pior? Eu não me chamo Flor exatamente. O nome completo é Florisbella Amácia.
No final das contas, foi assim que meu nome nasceu. Ou eu.”— Vamos prometer de frente para o sol que está se deitando agora? — ele perguntou, olhando através da minha janela e sorrindo sozinho. — Que estaremos juntos como duas almas encontradas no meio do deserto, ou algo assim Eu li isso em algum lugar.
Com o nariz encostado no dele e um sorriso se abrindo como um diamante virando pó e caindo sob nossos rostos, sorri e repeti: — Almas gêmeas no deserto — e olhamos juntos o sol deitando-se como um ser humano normal. A sua claridade quase nos deixou cegos, mas também demasiadamente apaixonados.

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