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"Não se apega, não" virará quadro do Fantástico!

Após confirmar que seu primeiro livro Não se apega, não teve os direitos comprados pela Rede Globo, Isabela Freitas disse através do seu Instagram que a trama será transformada em um quadro especial e inédito do programa Fantástico, que vai ao ar todos os domingos.

E aí, ansiosos assim como nós? Leia a resenha do livro aqui.

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Vlog: Compras e resumo da Bienal do RJ

Atrasou um pouquinho, mas saiu! O vídeo de sexta-feira (que acabou indo pro ar no sábado, uma semana depois) é um pequeno resumo da minha experiência na Bienal do Livro do Rio de Janeiro no último dia 5. Nele, eu mostro tudo o que eu comprei, os livros que peguei autógrafo e alguns dos autores que esbarrei pelo caminho.

Ainda deve sair durante a próxima semana, como eu disse no vídeo, minha cobertura escrita (e com fotos exclusivas!) de tudo o que eu passei, assim como fiz sobre a Bienal de São Paulo.

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Crônica: O átomo

 

          Tudo passa por ali. A banda, um samba popular, qualquer que seja o você, mas por ali passa. E todos comentam, diga-se de passagem, falam aos montes sobre qualquer que seja o assunto. Logo assim que um tema é lançado, as crianças se jogam como se fosse dia de Cosme e Damião e começam uma briga para decidir quem é quem, e quem, no meio de todos aqueles é o dono da razão. Não existe filosofia capaz de barrar uma mesa de bar. É lá que surgem os grandes escritores, os pensadores de uma época, é na mesa de bar onde se fala sobre política, futebol, amor e economia. É na mesa de bar onde a criatura se liberta, dizendo o que pensa e muitas vezes sendo julgado por isso, mas faz parte da mesa de bar. Faz parte do mundo. É sexista, essa tal mesa de bar, não permite muito a inclusão de outras pessoas, mas também nada apresenta contra elas. Ai, esse discurso já ficou gasto.

          Mas a mesa de bar significa bem mais que uma oligarquia, um conceito antigo de “conversa jogada fora”. Digo pois fiquei surpreso certa vez com uma dessas por ai. Era terça, o sol fazia questão em deixar tudo ainda mais angustiante, as pessoas se estressavam com qualquer erro, xingavam quem quer que fosse. Não era um belo dia. Mas tive uma miragem, avistei, de minha casa mesmo, uma mesa de bar. E lá todo mundo era espontâneo, todo mundo soltava o verbo e ele nem estava no principio, foi posto ali porque era necessário. Alguns até se arrumavam para ir à mesa de bar, eu, vestido da pior forma possível como sempre, fiquei intimidado, mas aquele homem era único ali. Só ele usava terno e gravata (Em uma mesa de bar). Toda a áurea que circundava aquele lugar era bem mais que curiosa, as pessoas não paravam um só instante, um fluxo de assuntos imenso transcorria naquelas mentes. Se você chegasse e sugerisse algo não ficava por menos, tal sugestão entrava na corrente e se misturava ao ritmo da mesa de bar.

           Não precisa beber não. Mas beba. Ou não. A mesa de bar ensina, o bom e o ruim. Mostra que dentro de mundos existem outros, e nesses outros mundos, bem menores, coexistem e por ai vai, até chegarmos ao bendito átomo. Ai está, até o átomo é assunto de mesa de bar. Mas onde estávamos… ah, claro, a terça sem humor. Tudo ao redor da mesa de bar era um caos, um acidente acabara de ocorrer na rua e em primeira mão o dono do bar já contava claramente o que havia acontecido: “O cara vinha na contra mão, a dona não teve culpa, tava acabando de sair da carage, deu ré e pá, voou junto com o outro. O bestalhado capotou, acabou caindo na pracinha como vocês tão vendo, já a dona foi pra o hospital, ela e o marido. O menino que tava no banco de trás, pois é, não tem mais menino…”

           “Morreu?”

           “Porra nenhuma, pulou antes que o outro carro batesse!”

            “Mas perai, menino, deixe de frescura!” fez questão de observar Adão.

           “E eu num to dizendo. Se eu to dizendo é porque é verdade!” continuou o dono do bar “O pirraia, tem uns doze anos, cês sabem, pulou até a outra porta, conseguiu abrir e se jogar pra rua, foi quando o carro bateu e os dois, eu digo os dois, passaram voando por cima do menino. Adivinhe, macho, adivinhe quantos arranhão o menino levou?”

             O bar todo em coro falou:

            “Nenhum!”

            “Como vocês sabem?”

            Ombros se moveram e por essa ficou.

            “Pois então, agora eu vou na cozinha ver se a carne ta pronta. Eu tava cozinhando na hora do acidente!” E lá se vai o dono do bar, para sua cozinha sem visualização alguma da rua.

               Lá do outro lado da rua, consegui ver, mesmo que me esforçasse muito para enxergar (a idade começa a não me fazer bem), quatro mulheres, elas debatiam com todo gosto, gesticulando loucamente. Andei disfarçadamente até um ponto próximo, ali conseguia ouvir um pouco da conversa.

               “Bateu, e com força!” disse uma moça de cabelos encaracolados.

               “Mas não me diga, e o menino?”

               “Disseram que foi pra o hospital, ele ainda conseguiu sair do carro, mas quebrou o braço na queda. Coitado do menino!”

               “Mas não me diga!”

               “Digo sim!” confirmou a outra.

              No fim eu não sabia a quem ouvir, em quem acreditar, mas a verdade é, naquela manhã quem dirigia era meu pai. O moço do carro, o que causou o acidente, nem teve culpa porque foi problema do veículo, minha mãe nem da cama saiu, pegou uma gripe daquelas e eu, bem, eu estava sentado ali, a vista de tudo e de todos, mesmo que ninguém me visse, na problemática mesa de bar.

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"Os Ventos do Inverno", sexto livro das Crônicas de Gelo e Fogo deve sair em 2016

The Winds of Winter (Os Ventos do Inverno, em tradução livre), sexto livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, série escrita por George R. R. Martin que deu origem ao seriado Game Of Thrones, tem lançamento previsto para 2016, segundo entrevista do editor ao site Vulture.

“Essa é a expectativa, mas um meteoro pode cair e isso pode não acontecer”, disse Alejo Cuervo à rádio espanhola. O que nos resta então, é esperar para ver se as previsões irão realmente se concretizar.

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"A Luva de Cobre", segundo livro de Magisterium já está em pré-venda!

O segundo livro de Magisterium, A Luva de Cobre, escrito por Holly Black e Cassandra Clare, já entrou em pré-venda no Brasil! Você pode encomendá-lo clicando aqui, aqui ou aqui. A previsão de entrega é para o início de outubro.

Confira também, a capa oficial brasileira e em seguida, a sinopse:

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Nesta fantasia urbana, um universo de magia coexiste com nosso mundo.
Um universo repleto de intrigas, onde crianças aprimoram seus poderes em uma escola de magia chamada Magisterium, com Mestres que temem a volta do mago mais poderoso, e ambicioso, de todos os tempos, o Inimigo da Morte. Nesse volume, o aprendiz de mago Callum Hunt precisa encontrar uma antiga arma mágica roubada do Magisterium. A luva de cobre é capaz de arrancar a magia de uma pessoa e destruí-la completamente. Ao mesmo tempo, ele tem de decidir se conta aos amigos que, dentro dele, vive a alma do Inimigo da Morte, apenas à espera do momento perfeito para retomar sua escalada pelo poder…
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Rede Globo compra os direitos de "Não se apega, não", de Isabela Freitas

A autora Isabela Freitas, de Não se apega, não (resenha aqui) e Não se iluda, não (resenha aqui) acabou de anunciar através de sua conta no Instagram que os direitos para uma adaptação do seu livro para a televisão foram comprados pela Rede Globo.

A autora tem 24 anos e é considerada “um fenômeno editorial”. A obra lançada em 2014 vendeu 350 mil exemplares. Também dela, “Não se iluda, não” chegou às livrarias há dois meses e lidera as listas dos mais vendidos.

A autora ainda contou, detalhadamente, como aconteceu:

“Em Março desse ano o Manoel Carlos entrou em contato comigo, e disse que queria me encontrar para conversar sobre o meu livro “Não se apega, não” que ele tinha lido e gostado muito. Para minha surpresa, ele não conheceu meu livro através da lista dos mais vendidos da VEJA, ou através de alguma indicação. Ele apenas entrou na livraria, se interessou pela capa, leu a contracapa, e disse que aquele textinho ali o conquistou. Resultado: ele comprou meu livro, leu, gostou, e queria que ele fosse mais que um livro. Então agora posso falar pra vocês em primeira mão: OS DIREITOS DO “NÃO SE APEGA, NÃO” FORAM VENDIDOS PRA REDE GLOBO! SIM!!!! Vocês irão ver alguma coisa na Globo relacionado ao meu livro. O que será, hein? Façam suas apostas. Agora temos um novo segredo 😁❤️ Obrigada a todos que me apoiaram, aos meus fãs, meus amigos, quem sempre torce por mim! Devo tudo o que tenho a vocês, tudo. E tudo o que faço, faço pensando em vocês. Espero que estejam tão felizes quanto eu!!!”

Vocês estão tão surtados como eu? (Quero informar também que sou eu nesta foto da autora, surtem comigo). Isabela Freitas estará presente hoje na Bienal do Rio de Janeiro.

Atualizações, Livros, Resenhas

Resenha: Grey, E.L. James

Christian Grey controla tudo e todos ao seu redor. Seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?

Não é de hoje que o sucesso da versão masculina de romances vem tomando espaço nas estantes em todo o mundo. Entre os que amam e que odeiam, para o leitor o fato é o seguinte: vamos ler a exata mesma história. Sem nenhuma surpresa e nenhuma expectativa pois sabemos exatamente como aquilo vai terminar. Para prender durante a leitura, o autor dispõe de duas opções:
1- Ter construído um mocinho introspectivo e misterioso que aguce a curiosidade do leitor;
2- Ter construído um mocinho tão maravilhoso que se torna prazeroso reler aquelas palavras.

Posso citar aqui inúmeros POVs de sucesso: Essa Garota, Breakable, Sem Esperança… Utilizando um ou outro artifício, as autoras conseguiram convencer e conquistar o leitor. Mas não posso dizer isso da mais nova obra de E.L. James, Grey. Na verdade até agora não me decidi se achei a autora preguiçosa ou receosa.

Vamos ser sinceros e concordar que Cinquenta Tons de Cinza sempre conquistou o público, mas nunca conquistou a critica. Talvez com medo de perder a garantia do seu sucesso – as leitoras – James não quis se arriscar e nos entregou um livro muito semelhante aos anteriores, com pouquíssimas novidades e muita repetição.

Christian Grey é um personagem muito mais profundo e melhor construído do que Anastasia, e por isso achei que sua narração seria mais completa e até um pouco sombria. Mas veja só que ilusão… A autora não aproveitou para explorar a infância de Christian – os sonhos relembrados são quase os mesmos. Ela também não utilizou os recursos de uma narração mais adulta. Eu me senti lendo exatamente o mesmo livro, onde ela trocou os pronomes “ele” por “eu”.

A questão é que eu esperava mais de Grey – não apenas do livro, mas do personagem – mais da sua vida pré-Anastasia, mais da sua infância conturbada, mais da sua luta para se encaixar numa sociedade em que não se sentia merecedor, mais da conquista do seu império. Mas tivemos que nos contentar com os mesmos momentos do primeiro livro da série (Cinquenta Tons de Cinza.)

O livro começa no mesmo ponto que Cinquenta Tons, na entrevista que Anastasia faz a Christian para o jornal da faculdade e termina um pouco mais adiante. Enquanto na versão de Anastasia a leitura termina depois dela abandoná-lo em seu apartamento, em Grey acompanhamos o sofrimento de Christian com o término por mais uma semana, até ele decidir reconquistá-lo. Desta vez não temos a deusa interior, mas a falta de descrição dos eventos, os problemas de narração e repetição de palavras continua… Eu juro que se eu ler novamente as palavras: “Ela não vai aceitar. Talvez ela aceite. Foco, Grey!” meu estômago já começa a embrulhar.

Pelo lado positivo, acompanhamos muito mais de perto a transformação de Christian por Ana. Começamos a entender os seus sentimentos quando nem ele mesmo entende.

Eu nunca senti esse desejo, essa…. fome antes. É um sentimento novo, novo e luminoso. Eu espero tanto dela: sua confiança, sua obediência, sua submissão. Eu quero que ela seja minha, mas nesse exato momento… eu sou dela.

Embora a leitura seja rasa, ela acerta em seu objetivo: entreter o leitor e levar um pouquinho mais de Christian Grey para casa de cada leitora apaixonada!

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Último filme da série "Divergente" ganha novo título!

Nós já sabíamos que o capítulo final da série Divergente seria dividido em duas partes: Convergente Parte 1 e Convergente Parte 2.

No entanto, foi anunciado recentemente, que temos novos títulos! O penúltimo capítulo da saga nos cinemas será chamado de Allegiant, como o livro (Convergente, em português) e o último Ascendant (Ascendente, em tradução livre).

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O que ainda foi mais curioso é a tagline divulgada: O fim nunca é o que você espera. Ou seja, temos muitas teorias e possibilidades para pensarmos. O que você acha disso? Comente!

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Promo e imagens oficiais da 9º temporada de The Big Bang Theory

A emissora CBS divulgou a promo do primeiro episódio da 9º temporada de The Big Bang Theory. O vídeo destaca o tão aguardado casamento de Leonard e Penny. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=jjeRohia9M0

 

Também foram liberadas, pelo Hollywood Reporter, as primeiras imagens oficiais da união do casal:

A nova temporada da série estreia no dia 21 de setembro nos Estados Unidos.

Atualizações, Colunas

10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

Países do mundo inteiro têm utilizado o dia 10 de setembro como dia de combate e prevenção ao suicídio. A importância da data se deve a estimativa da OMS – Organização Mundial da Saúde de que nos últimos 45 anos a taxa de suicídio cresceu 60% no mundo. A cada ano, 1 milhão de pessoas tiram a própria vida, o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 16 por 100 mil habitantes, o mesmo que uma morte a cada 40 segundos, número que pode dobrar até 2020.

No Brasil, casos equivalem a uma ocorrência por hora, chegando a 4,9 por 100 mil habitantes, segundo dados Mapa da Violência 2011 do Instituto Sangari, mas número real é ainda maior, visto que muitas vezes estes casos são relatados como mortes acidentais. Entre os anos 1998 e 2008, o total de suicídios no país teve um aumento de 33,5%, superior ao crescimento da própria população – 17,8%, do número de homicídios – 19,5% e dos óbitos por acidentes de transporte -26,5%. Por isso, o Ministério da Saúde considera o tema um problema de saúde pública.

Segundo dados da OMS, ao longo da vida, 17,1% dos brasileiros “pensaram seriamente em por fim à vida”, 4,8% chegaram a elaborar um plano para tanto, e 2,8% efetivamente tentaram o suicídio.

Criado há 50 anos com o objetivo de prevenir o suicídio, o Centro de Valorização da Vida – CVV, atualmente trabalha no apoio emocional a população em qualquer momento difícil, inclusive quando o suicídio parece ser a única opção. Hoje cerca de 2 mil voluntários atendem 24h por dia, por meio do telefone 141, chat, VoIP ou pessoalmente nos 70 postos existentes no Brasil.

O tema é uma preocupação global. No mundo inteiro existem ONGs que atuam na mesma linha do CVV, como os Samaritanos na Inglaterra, os Befrienders nos EUA, entre outros. No Brasil, este trabalho vem ganhando força e deve assumir papel importante perante a sociedade e as autoridades na medida em que aumentam os dados do impacto do suicídio na economia e crescem as evidências de que há como evitar essa enfermidade.

Momento de derrubar tabus

As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já teve uma intenção em comum. Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar a elaborar um plano para isso. Na maioria das vezes, no entanto, é possível evitar que esses pensamentos suicidas virem realidade. A primeira medida preventiva é a educação: é preciso deixar de ter medo de falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema. Como já aconteceu no passado, por exemplo, com doenças sexualmente transmissíveis ou câncer, a prevenção tornou-se realmente bem-sucedida quando as pessoas passaram a conhecer melhor esses problemas. Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde hoje 32 pessoas por dia tiram a própria vida. Por isso, é essencial deixar os preconceitos de lado e conferir alguns dados básicos sobre o assunto.

Em uma sala com 30 pessoas, 5 delas já pensaram em suicídio.

Pensar em suicídio faz parte da natureza humana

COMO PODEMOS DEFINIR O SUICÍDIO?
Suicídio é um gesto de autodestruição, realização do desejo de morrer ou de dar fim à própria vida. É uma escolha ou ação que tem graves implicações sociais. Pessoas de todas as idades e classes sociais cometem suicídio. A cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, totalizando quase um milhão de pessoas todos os anos. Estima-se que de 10 a 20 milhões de pessoas tentam o suicídio a cada ano. De cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas.

O QUE LEVA UMA PESSOA A SE MATAR?
Vários motivos podem levar alguém ao suicídio. Normalmente, a pessoa tem necessidade de aliviar pressões externas como cobranças sociais, culpa, remorso, depressão, ansiedade, medo, fracasso, humilhação etc.

COMO SE SENTE QUEM QUER SE MATAR?
No momento em que tem ideias suicidas, a pessoa combina dois ou mais sentimentos ou ideias conflituosos. É um estado interior chamado de ambivalência. Ela busca atenção por se sentir esquecida ou ignorada e tem a sensação de estar só – uma solidão sentida como um isolamento insuportável. Muita gente tem um desejo de revide ou imposição do mesmo sentimento negativo aos outros, querendo que sintam o mesmo que ela. Outras pessoas sentem vontade de desaparecer, fugir ou de ir para um lugar ou situação melhor. Quase sempre, sentem uma necessidade de alcançar paz, descanso ou um final imediato aos tormentos que não terminam.

O SENTIMENTO E O IMPULSO SUICIDAS SÃO NORMAIS?
Pensar em suicídio é uma coisa que faz parte da natureza humana, e é estimulada pela possibilidade de escolha. O impulso também é uma reação natural, porém é mais comum nas pessoas que estão exaustas por dentro e emocionalmente fragilizadas diante de situações que despertam possibilidade de suicídio.

QUEM SE MATA MAIS: MENINOS OU MENINAS?
Os meninos normalmente se matam mais, embora elas tentem mais vezes do que os meninos. Essa tendência também acompanha os adultos, por causas culturais relacionadas a costumes e preconceitos sociais.

1 suicídio a cada 40 segundos.

Quem tenta suicídio, pede ajuda

O SUICÍDIO ESTÁ VINCULADO A ALGUMA DOENÇA MENTAL?
O suicídio resulta de uma crise de duração maior ou menor, que varia de pessoa para pessoa. Não está necessariamente ligado a uma doença mental, mas sim a um momento crítico que pode ser superado. As pessoas correm menos risco de se matar quando aceitam ajuda.

PESSOAS QUE AMEAÇAM SE MATAR PODEM DESISTIR DA IDEIA?
Sim, podem. Ao receber ajuda preventiva ou oferta de socorro diante de uma crise, elas podem reverter a situação ao colocar para fora seus sentimentos, ideias e valores, alterando, assim, seu estado interior. Essa ajuda pode vir de pessoas comuns, ligadas a organizações voluntárias como o CVV, que se dedicam à prevenção do suicídio – são voluntários que têm um papel importante ao ouvir quem estiver passando por um momento de desespero. O apoio pode vir também de profissionais, contribuição muitas vezes indispensável, especialmente nos casos de descontrole. Essas duas possibilidades de ajuda são reconhecidas no mundo inteiro, pois apresentam bons resultados.

AS PESSOAS QUE TENTAM SUICÍDIO PEDEM SOCORRO?
Sim, é frequente pedir ajuda em momentos críticos, quando o suicídio parece uma saída. A vontade de viver aparece sempre, resistindo ao desejo de se autodestruir. De forma inesperada, as pessoas se veem diante de sentimentos opostos, o que faz com que considerem a possibilidade de lutar para continuar vivendo. Encontrar alguém que tenha disponibilidade para ouvir e compreender os sentimentos suicidas fortalece as intenções de viver.

QUEM ESTÁ POR PERTO PODE AJUDAR? COMO?
É preciso perder o medo de se aproximar das pessoas e oferecer ajuda. A pessoa que está numa crise suicida se percebe sozinha e isolada. Se um amigo se aproximar e perguntar “tem algo que eu possa fazer para te ajudar?”, a pessoa pode sentir abertura para desabafar. Nessa hora, ter alguém para ouvi-la pode fazer toda a diferença. E qualquer um pode ser esse “ombro amigo”, que ouve sem fazer críticas ou dar conselhos. Quem decide ajudar não deve se preocupar com o que vai falar. O importante é estar preparado para ouvir.

Tem algo que eu posso fazer para te ajudar?

COMO O SUICÍDIO É VISTO PELA SOCIEDADE?
O suicídio foi e continua sendo um tabu entre a maioria das pessoas. É um assunto proibido e que agride várias crenças religiosas. O tabu também se sustenta porque muitos veem o suicida como um fracassado. Por outro lado, os homens, por natureza, não se sentem confortáveis para falar da morte, pois isso expõe seus limites e suas fraquezas. Esse tabu piora a situação de muitos. Muitas vezes, mesmo aqueles que seguem religiões que condenam o suicídio não conseguem respeitar suas crenças e acabam dando fim à própria vida.

O MUNDO ATUAL TEM INFLUÊNCIA NO NÚMERO DE SUICÍDIOS?
As estatísticas mostram que o suicídio cresce não somente por questões demográficas e populacionais, mas também por problemas sociais que prejudicam o bem-estar de cada um e que estimulam a autodestruição. Nossa sociedade vive com diversas situações de agressão, competição e insensibilidade. Campo fértil para que transtornos emocionais se desenvolvam. O antídoto para combater essa situação limita-se, no momento, ao sentimento humanitário que algumas pessoas têm.

QUAIS AS ESTATÍSTICAS SOBRE SUICÍDIO NO BRASIL?
A média brasileira é de 6 a 7 mortes por 100 mil habitantes, bem abaixo da média mundial – entre 13 e 14 mortes por 100 mil pessoas. Mas o que preocupa é que, enquanto a média mundial permanece estável, esse número tem crescido no Brasil. E a maior porcentagem de suicídios é registrada entre jovens.

O SUICÍDIO PODE SER PREVENIDO?
Sim. Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional. No Brasil, o CVV – rede voluntária de prevenção – atua nesse sentido há mais de 50 anos. Recentemente, foi iniciado um movimento de políticas públicas para traçar planos integrados de prevenção.

QUEM OFERECE AJUDA PARA PESSOAS COM INTENÇÃO DE SE MATAR?
As pessoas que precisam de ajuda podem recorrer ao CVV, grupo de voluntários que oferecem apoio emocional gratuito. E já existem programas de saúde pública que oferecem esse serviço em algumas regiões do país. Há, portanto, uma ampla rede de apoio voluntário por meio de telefonia, internet e atendimento presencial. O CVV atende por telefone, chat, Skype, e-mail e pessoalmente, além de realizar atendimentos especiais em casos de eventos e catástrofes. Somos um grupo de 2.200 voluntários treinados para ouvir e compreender pessoas que estão abaladas emocionalmente e que correm sério risco de vida.

90% dos suicídios podem ser prevenidos.

Informações do Centro de Valorização da Vida, para saber mais, clique aqui.

Fonte 1 | Fonte 2