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Experiência: Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (05/09/15)

Toda a minha vida, sempre fui nas bienais do livro de São Paulo (leia minha última experiência aqui). Jamais havia ido ao Rio de Janeiro, sequer. Então, alguns dias antes do evento, surgiu a oportunidade de ir. Fui, sem nem conseguir uma credencial de blogueiro como sempre faço em SP. Comprei meu ingresso, e entrei normalmente, como não fazia há séculos. É engraçado como a gente se acostuma com a vida boa de ter credencial e não enfrentar fila embaixo de chuva. Mas é bom voltar a ser fanboy.

Moro em São José dos Campos, interior de São Paulo. Fui para o Rio de Janeiro de carro. Saí daqui as quatro da manhã, e cheguei no local as nove e meia. Antes disso, não havia dormido uma hora sequer. Fui para a casa da minha amiga Mariana lá pelas nove, porque sairíamos de lá. E você sabe o que acontece quando vamos dormir em casas de amigos, não é? Sempre tem mais um vídeo para mostrar no Youtube, mais um episódio de seriado, mais um assunto para colocar em dia… Não dormimos e embarcamos virados, mesmo, com nossas mochilas cheias de lanche. Era a primeira vez das minhas amigas em bienal, e eu recomendei que levássemos comida, porque comprar lá é bem caro.

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Derrotados na van, mas comendo muito pão com patê.

Dormimos quase que a viagem toda nas posições mais tortas possíveis. Um em cima do outro, com malas, mochilas, equipamentos… Mal cabíamos dentro do veículo. Mas chegamos bem no Rio, onde o tempo estava fechado, com uma garoa fina. Entramos na fila quilométrica. Confesso que senti falta, e muita, da minha credencial nessa hora. Desculpem-me, mas jamais gostei de filas grandes e esperas infinitas. Mas foi legal, porque logo na fila, conheci vários leitores do site, distribuí muitos marcadores e filmei os Jogos Vorazes que foi a entrada. Que caótico!

Entramos e tudo o que eu conseguia pensar era: UAU! Três pavilhões de evento, três vezes maior que a Bienal de São Paulo. Talvez estivesse mais lotada, apesar de não parecer. O espaço é realmente enorme e aconchegante. Já garantimos nosso mapa e fomos até o pavilhão azul, onde estava a alma do evento. Tão vazio, tão cheiroso, dava até desespero! Mesmo sem credencial, fomos os primeiros a entrar.

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Ah, a fila! Mirella, eu e Mariana, da esquerda para a direita.

O primeiro estande que fomos, como mostrei no daily vlog que deixarei incorporado no final do texto, foi o da Intrínseca porque como eu disse, geralmente é o mais lotado depois de algumas horas. Faz até fila pra entrar depois, e geralmente não conseguimos comprar nada ou já está tudo esgotado pelo dia. Éramos os únicos nele, parecia até um sonho. Pegamos muitos marcadores, dos mais variados livros, deixei vários marcadores do site e finalmente adquiri meus exemplares de Não se apega, não Não se iluda, não da Isabela Freitas. Mirella e eu surtamos de uma maneira jamais vista anteriormente porque estava muito barato. Ela pagou cerca de cinco reais no exemplar de Círculo (veja a resenha aqui e a entrevista com os autores aqui!), e eu paguei mais de quarenta, no mesmo livro há algum tempo pela internet.

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O estande da Intrínseca, ô coisa linda e cheirosa!

Ok, todo mundo sabe que só pegamos mapas caso algo dê ruim. Ninguém realmente pega um mapa e o segue à risca com um itinerário pronto. Então saímos meio sem rumo, procurando o próximo estande legal para se visitar. Chegamos no compartilhado da Arqueiro com a Sextante. Estávamos hanging around quando de repente eu pego o braço da Mariana e tudo o que eu sei dizer é “Julia Quinn!”. Ela me olha meio qual a sua doença? Eu só aponto para o crachá da gringa do meu lado e para a pilha de livros na frente dela. A autora estava do meu lado, e então, tudo foi um borrão. Tudo o que eu lembro é de dizer “Can we take a picture?” e dela respondendo da maneira mais amável possível “Sure”. Eu estava tremendo bastante e por isso, a moça da editora se ofereceu para tirar. Lembro-me também de ter dado um marcador e falado algo do tipo “Please, visit my website.” porque nem pra pedir um autógrafo eu servi. Ok, a gente supera com o tempo.

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Julia Quinn e eu (tremendo muito!) no estante da Arqueiro

Só sei que demorei um pouco para superar o fato de que eu havia acabado de conhecer Julia Quinn. Fui então até o caixa com os livros dela na mão e paguei. Ainda não sei porque não pedi pra ela autografar. Os livros estavam na mão e ela do meu lado. Só precisava falar “Write something in here, please!”. Mas não foi dessa vez, mesmo.

Não me lembro muito da ordem dos estantes que seguimos além disso. A bienal foi lotando aos poucos, mas nada tão insuportável como chegou a ser em São Paulo, porque lá, muitas vezes eu cheguei a me sentir realmente mal. No Rio, além de ter uma organização parecida, apesar de levemente melhor, a lotação é totalmente suportável. Não colocam mais pessoas que o suportável. Lotou sim, bastante, peguei filas enormes, mas era totalmente compreensível e frequentável. Nada muito absurdo.

Como se não bastasse o grande tiro que levei na cara ao encontrar com Julia Quinn, encontro – de longe – com o grande mito Maurício de Souza. Ok, não dava pra perder a oportunidade de me aproximar do mestre. Não consegui uma foto com ele, nem um autógrafo porque não deixaram, mas cheguei na multidão igual um cortador de gramas, câmera em mãos e sou jornalista, licença por favor! E as pessoas acreditaram.

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Obrigado, ser que colocou o cotovelo no canto da minha foto!

Bom, foi incrível “conhecer” Maurício de Souza, mesmo que de maneira indireta. Ele fez parte da minha infância, assim como de muita gente que acompanha o site, tenho certeza. Gostaria de ter dado o marcador pra ele, mas estavam realmente com uma marcação muito cerrada com relação a quem se aproximava dele. E minha cota de sorte do século acabou naquele encontro com a Julia Quinn, né?

Estava rolando também, uma pequena homenagem comemorando os oitenta anos do criador da Turma da Mônica, com um mural de post its de recados de fãs, e uma exposição exclusiva com ilustrações lindas de todos os personagens do autor. Veja no slideshow abaixo todos os registros que fiz dessa seção (que ocupava uma grande parte do terceiro pavilhão):

Nessa altura, já tínhamos comprado pelo menos uns cinco livros cada um e estávamos todos com os braços cortados de tanto carregar sacola. Mas é uma dor boa, afinal, a ansiedade pra chegar em casa e ver os novos filhos é cada vez maior né? Seguimos então para o estande da Novo Século, onde conversamos com mais alguns autores, distribuímos mais marcadores, conversei com vários membros da Armada Escarlate e claro, tirei uma foto nova com a Renata Ventura, uma das minhas escritoras preferidas e ambos de chapéu coco:

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Grande Renata! Sempre uma honra trocar mesmo que poucas palavras com ela…

Fiquei o dia todo na Bienal, mas são tantos lugares para visitar, tantos estandes para ver, tanta gente pra conhecer, que o dia acaba por passar muito rápido. O legal foi que conheci muitos leitores do site, tirei foto com vários deles (se você tem alguma inclusive, me manda!) e quando foi umas duas da tarde, não aguentávamos mais. Então sentamos em um canto e dormimos, literalmente. Sei que amarrei minha câmera, mochila e abracei meus livros e dormi ali no chão mesmo. Micão total, mas o que não faz o cansaço, não é mesmo?

Acordamos uma hora e meia depois, aproximadamente e fomos até o estande da Novo Conceito para a sessão de autógrafos do Pedro Chagas Freitas, autor de Prometo Falhar. Mas antes, deixei minha amiga na fila um pouco para conhecer Renan Carvalho, autor de Supernova: O Encantador de Flechas. E o que seria de mim sem um pequeno mico perante meus autores preferidos? No emaranhado de sacolas, mochila, câmera, acabei por tropeçar e cair antes de pegar o autógrafo. Obrigado. Eis a foto:

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Vamos tirar uma foto sorrindo, fingindo que o leitor não pagou micão perto do autor preferido… (logo tem resenha!)

Feito isso, voltei então para a fila do Pedro Chagas, que não estava tão grande, apesar de que odeio esperar. Enquanto isso, fui ver como estava a vida nas redes sociais, fazer uma pequena cobertura no Twitter e coisas assim. Eis que chega uma avalanche de mensagens no meu celular assim que ligo o 3G. “Isabela Freitas postou sua foto.” Fiquei totalmente sem entender o que estava acontecendo, achei que todos estavam enlouquecidos, mas só para confirmar, abri o Instagram. E isso tinha acontecido:

O quão legal é uma das suas autoras preferidas postar sua foto no Instagram? E há quem tenha dito que eu estava pagando o maior mico da minha vida ao tirar essa foto. Ok, né. Mas quem está no Insta da Isa mesmo? Ah tá!

Chegou minha vez de ser atendido pelo autor de Prometo Falhar, e olha, sem palavras. Além de escrever uma dedicatória especial para cada leitor, ele ainda bate um papo com cada um deles. E foi nessa que ele disse que gostaria de ler meu livro que lançarei em breve, e para eu nunca desistir dos meus sonhos. Engraçado porque, era justamente o que eu precisava ouvir no momento. Essas coisas acontecem né?

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“Você é um sonhador, como eu? Continue assim.”

Saímos todos realizados da Bienal. Com muitos livros que nem sabíamos como levaríamos embora, alguns autógrafos e com certeza, ótimas lembranças. Arrisco dizer que gostei mais dessa do que a do ano passado, em São Paulo. Tanto no quesito organização, quando no quesito preço, presenças ilustres, infraestrutura… Tudo magnífico! Parabéns para a organização. Se na última postagem de experiência eu falei mal dela, deixo aqui meus mais sinceros elogios.

E você, o que achou da Bienal do Livro do Rio de Janeiro? Conta pra gente nos comentários!

Veja também, o daily vlog que gravei enquanto estava lá:

E o vídeo especial mostrando tudo o que comprei e ainda dando breves comentários sobre o que escrevi acima:

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Confira o novo trailer de 'A 5ª Onda'

A adaptação cinematográfica do romance sci-fi de Rick Yancey, A 5ª Onda, teve seu segundo trailer divulgado recentemente. Confira, junto com o primeiro:

https://www.youtube.com/watch?v=MhHpW0k86cE

 

Na trama, a Terra começa a sofrer uma série de ataques alienígenas. Na primeira onda de ataques, um pulso eletromagnético retira a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsnunami gigantesco mata 40% da população. Na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, a adolescente Cassie Sullivan (Chloë Grace Moretz) vai ter que descobrir em quem pode confiar.

Maggie Siff, Liev Schreiber, Ron Livingston, Maika Monroe e Nick Robinson completam o elenco. A direção é de J. Blakeson (O Abismo do Medo) e o roteiro de Susannah Grant.

O longa chega aos cinemas nacionais no dia 4 de fevereiro de 2016.

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Ansel Elgort assina contrato com gravadora conceituada

Além do sucesso no cinema, Ansel Elgort também tem grande reconhecimento dentro das baladas. O garoto, também conhecido como Dj Ansolo, assinou contrato com a “Island Records” – gravadora de grandes nomes como Nick Jonas e Shawn Mendes.

Ansel disse em uma entrevista à Rolling Stone que já tinha divulgado seu material para muitas gravadoras antes de finalmente assinar com a Island.

Seu primeiro single “To Life” tem data de lançamento para 18 de setembro.

 

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"Não se apega, não" virará quadro do Fantástico!

Após confirmar que seu primeiro livro Não se apega, não teve os direitos comprados pela Rede Globo, Isabela Freitas disse através do seu Instagram que a trama será transformada em um quadro especial e inédito do programa Fantástico, que vai ao ar todos os domingos.

E aí, ansiosos assim como nós? Leia a resenha do livro aqui.

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Vlog: Compras e resumo da Bienal do RJ

Atrasou um pouquinho, mas saiu! O vídeo de sexta-feira (que acabou indo pro ar no sábado, uma semana depois) é um pequeno resumo da minha experiência na Bienal do Livro do Rio de Janeiro no último dia 5. Nele, eu mostro tudo o que eu comprei, os livros que peguei autógrafo e alguns dos autores que esbarrei pelo caminho.

Ainda deve sair durante a próxima semana, como eu disse no vídeo, minha cobertura escrita (e com fotos exclusivas!) de tudo o que eu passei, assim como fiz sobre a Bienal de São Paulo.

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Crônica: O átomo

 

          Tudo passa por ali. A banda, um samba popular, qualquer que seja o você, mas por ali passa. E todos comentam, diga-se de passagem, falam aos montes sobre qualquer que seja o assunto. Logo assim que um tema é lançado, as crianças se jogam como se fosse dia de Cosme e Damião e começam uma briga para decidir quem é quem, e quem, no meio de todos aqueles é o dono da razão. Não existe filosofia capaz de barrar uma mesa de bar. É lá que surgem os grandes escritores, os pensadores de uma época, é na mesa de bar onde se fala sobre política, futebol, amor e economia. É na mesa de bar onde a criatura se liberta, dizendo o que pensa e muitas vezes sendo julgado por isso, mas faz parte da mesa de bar. Faz parte do mundo. É sexista, essa tal mesa de bar, não permite muito a inclusão de outras pessoas, mas também nada apresenta contra elas. Ai, esse discurso já ficou gasto.

          Mas a mesa de bar significa bem mais que uma oligarquia, um conceito antigo de “conversa jogada fora”. Digo pois fiquei surpreso certa vez com uma dessas por ai. Era terça, o sol fazia questão em deixar tudo ainda mais angustiante, as pessoas se estressavam com qualquer erro, xingavam quem quer que fosse. Não era um belo dia. Mas tive uma miragem, avistei, de minha casa mesmo, uma mesa de bar. E lá todo mundo era espontâneo, todo mundo soltava o verbo e ele nem estava no principio, foi posto ali porque era necessário. Alguns até se arrumavam para ir à mesa de bar, eu, vestido da pior forma possível como sempre, fiquei intimidado, mas aquele homem era único ali. Só ele usava terno e gravata (Em uma mesa de bar). Toda a áurea que circundava aquele lugar era bem mais que curiosa, as pessoas não paravam um só instante, um fluxo de assuntos imenso transcorria naquelas mentes. Se você chegasse e sugerisse algo não ficava por menos, tal sugestão entrava na corrente e se misturava ao ritmo da mesa de bar.

           Não precisa beber não. Mas beba. Ou não. A mesa de bar ensina, o bom e o ruim. Mostra que dentro de mundos existem outros, e nesses outros mundos, bem menores, coexistem e por ai vai, até chegarmos ao bendito átomo. Ai está, até o átomo é assunto de mesa de bar. Mas onde estávamos… ah, claro, a terça sem humor. Tudo ao redor da mesa de bar era um caos, um acidente acabara de ocorrer na rua e em primeira mão o dono do bar já contava claramente o que havia acontecido: “O cara vinha na contra mão, a dona não teve culpa, tava acabando de sair da carage, deu ré e pá, voou junto com o outro. O bestalhado capotou, acabou caindo na pracinha como vocês tão vendo, já a dona foi pra o hospital, ela e o marido. O menino que tava no banco de trás, pois é, não tem mais menino…”

           “Morreu?”

           “Porra nenhuma, pulou antes que o outro carro batesse!”

            “Mas perai, menino, deixe de frescura!” fez questão de observar Adão.

           “E eu num to dizendo. Se eu to dizendo é porque é verdade!” continuou o dono do bar “O pirraia, tem uns doze anos, cês sabem, pulou até a outra porta, conseguiu abrir e se jogar pra rua, foi quando o carro bateu e os dois, eu digo os dois, passaram voando por cima do menino. Adivinhe, macho, adivinhe quantos arranhão o menino levou?”

             O bar todo em coro falou:

            “Nenhum!”

            “Como vocês sabem?”

            Ombros se moveram e por essa ficou.

            “Pois então, agora eu vou na cozinha ver se a carne ta pronta. Eu tava cozinhando na hora do acidente!” E lá se vai o dono do bar, para sua cozinha sem visualização alguma da rua.

               Lá do outro lado da rua, consegui ver, mesmo que me esforçasse muito para enxergar (a idade começa a não me fazer bem), quatro mulheres, elas debatiam com todo gosto, gesticulando loucamente. Andei disfarçadamente até um ponto próximo, ali conseguia ouvir um pouco da conversa.

               “Bateu, e com força!” disse uma moça de cabelos encaracolados.

               “Mas não me diga, e o menino?”

               “Disseram que foi pra o hospital, ele ainda conseguiu sair do carro, mas quebrou o braço na queda. Coitado do menino!”

               “Mas não me diga!”

               “Digo sim!” confirmou a outra.

              No fim eu não sabia a quem ouvir, em quem acreditar, mas a verdade é, naquela manhã quem dirigia era meu pai. O moço do carro, o que causou o acidente, nem teve culpa porque foi problema do veículo, minha mãe nem da cama saiu, pegou uma gripe daquelas e eu, bem, eu estava sentado ali, a vista de tudo e de todos, mesmo que ninguém me visse, na problemática mesa de bar.

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"Os Ventos do Inverno", sexto livro das Crônicas de Gelo e Fogo deve sair em 2016

The Winds of Winter (Os Ventos do Inverno, em tradução livre), sexto livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, série escrita por George R. R. Martin que deu origem ao seriado Game Of Thrones, tem lançamento previsto para 2016, segundo entrevista do editor ao site Vulture.

“Essa é a expectativa, mas um meteoro pode cair e isso pode não acontecer”, disse Alejo Cuervo à rádio espanhola. O que nos resta então, é esperar para ver se as previsões irão realmente se concretizar.

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"A Luva de Cobre", segundo livro de Magisterium já está em pré-venda!

O segundo livro de Magisterium, A Luva de Cobre, escrito por Holly Black e Cassandra Clare, já entrou em pré-venda no Brasil! Você pode encomendá-lo clicando aqui, aqui ou aqui. A previsão de entrega é para o início de outubro.

Confira também, a capa oficial brasileira e em seguida, a sinopse:

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Nesta fantasia urbana, um universo de magia coexiste com nosso mundo.
Um universo repleto de intrigas, onde crianças aprimoram seus poderes em uma escola de magia chamada Magisterium, com Mestres que temem a volta do mago mais poderoso, e ambicioso, de todos os tempos, o Inimigo da Morte. Nesse volume, o aprendiz de mago Callum Hunt precisa encontrar uma antiga arma mágica roubada do Magisterium. A luva de cobre é capaz de arrancar a magia de uma pessoa e destruí-la completamente. Ao mesmo tempo, ele tem de decidir se conta aos amigos que, dentro dele, vive a alma do Inimigo da Morte, apenas à espera do momento perfeito para retomar sua escalada pelo poder…
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Rede Globo compra os direitos de "Não se apega, não", de Isabela Freitas

A autora Isabela Freitas, de Não se apega, não (resenha aqui) e Não se iluda, não (resenha aqui) acabou de anunciar através de sua conta no Instagram que os direitos para uma adaptação do seu livro para a televisão foram comprados pela Rede Globo.

A autora tem 24 anos e é considerada “um fenômeno editorial”. A obra lançada em 2014 vendeu 350 mil exemplares. Também dela, “Não se iluda, não” chegou às livrarias há dois meses e lidera as listas dos mais vendidos.

A autora ainda contou, detalhadamente, como aconteceu:

“Em Março desse ano o Manoel Carlos entrou em contato comigo, e disse que queria me encontrar para conversar sobre o meu livro “Não se apega, não” que ele tinha lido e gostado muito. Para minha surpresa, ele não conheceu meu livro através da lista dos mais vendidos da VEJA, ou através de alguma indicação. Ele apenas entrou na livraria, se interessou pela capa, leu a contracapa, e disse que aquele textinho ali o conquistou. Resultado: ele comprou meu livro, leu, gostou, e queria que ele fosse mais que um livro. Então agora posso falar pra vocês em primeira mão: OS DIREITOS DO “NÃO SE APEGA, NÃO” FORAM VENDIDOS PRA REDE GLOBO! SIM!!!! Vocês irão ver alguma coisa na Globo relacionado ao meu livro. O que será, hein? Façam suas apostas. Agora temos um novo segredo 😁❤️ Obrigada a todos que me apoiaram, aos meus fãs, meus amigos, quem sempre torce por mim! Devo tudo o que tenho a vocês, tudo. E tudo o que faço, faço pensando em vocês. Espero que estejam tão felizes quanto eu!!!”

Vocês estão tão surtados como eu? (Quero informar também que sou eu nesta foto da autora, surtem comigo). Isabela Freitas estará presente hoje na Bienal do Rio de Janeiro.

Atualizações, Livros, Resenhas

Resenha: Grey, E.L. James

Christian Grey controla tudo e todos ao seu redor. Seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?

Não é de hoje que o sucesso da versão masculina de romances vem tomando espaço nas estantes em todo o mundo. Entre os que amam e que odeiam, para o leitor o fato é o seguinte: vamos ler a exata mesma história. Sem nenhuma surpresa e nenhuma expectativa pois sabemos exatamente como aquilo vai terminar. Para prender durante a leitura, o autor dispõe de duas opções:
1- Ter construído um mocinho introspectivo e misterioso que aguce a curiosidade do leitor;
2- Ter construído um mocinho tão maravilhoso que se torna prazeroso reler aquelas palavras.

Posso citar aqui inúmeros POVs de sucesso: Essa Garota, Breakable, Sem Esperança… Utilizando um ou outro artifício, as autoras conseguiram convencer e conquistar o leitor. Mas não posso dizer isso da mais nova obra de E.L. James, Grey. Na verdade até agora não me decidi se achei a autora preguiçosa ou receosa.

Vamos ser sinceros e concordar que Cinquenta Tons de Cinza sempre conquistou o público, mas nunca conquistou a critica. Talvez com medo de perder a garantia do seu sucesso – as leitoras – James não quis se arriscar e nos entregou um livro muito semelhante aos anteriores, com pouquíssimas novidades e muita repetição.

Christian Grey é um personagem muito mais profundo e melhor construído do que Anastasia, e por isso achei que sua narração seria mais completa e até um pouco sombria. Mas veja só que ilusão… A autora não aproveitou para explorar a infância de Christian – os sonhos relembrados são quase os mesmos. Ela também não utilizou os recursos de uma narração mais adulta. Eu me senti lendo exatamente o mesmo livro, onde ela trocou os pronomes “ele” por “eu”.

A questão é que eu esperava mais de Grey – não apenas do livro, mas do personagem – mais da sua vida pré-Anastasia, mais da sua infância conturbada, mais da sua luta para se encaixar numa sociedade em que não se sentia merecedor, mais da conquista do seu império. Mas tivemos que nos contentar com os mesmos momentos do primeiro livro da série (Cinquenta Tons de Cinza.)

O livro começa no mesmo ponto que Cinquenta Tons, na entrevista que Anastasia faz a Christian para o jornal da faculdade e termina um pouco mais adiante. Enquanto na versão de Anastasia a leitura termina depois dela abandoná-lo em seu apartamento, em Grey acompanhamos o sofrimento de Christian com o término por mais uma semana, até ele decidir reconquistá-lo. Desta vez não temos a deusa interior, mas a falta de descrição dos eventos, os problemas de narração e repetição de palavras continua… Eu juro que se eu ler novamente as palavras: “Ela não vai aceitar. Talvez ela aceite. Foco, Grey!” meu estômago já começa a embrulhar.

Pelo lado positivo, acompanhamos muito mais de perto a transformação de Christian por Ana. Começamos a entender os seus sentimentos quando nem ele mesmo entende.

Eu nunca senti esse desejo, essa…. fome antes. É um sentimento novo, novo e luminoso. Eu espero tanto dela: sua confiança, sua obediência, sua submissão. Eu quero que ela seja minha, mas nesse exato momento… eu sou dela.

Embora a leitura seja rasa, ela acerta em seu objetivo: entreter o leitor e levar um pouquinho mais de Christian Grey para casa de cada leitora apaixonada!