1984 vai narrar a história de Winston, um homem que vive em uma sociedade completamente dominada pelo Estado. Todas as pessoas de forma igualitária, cada um desempenha um papel para o desenvolvimento do local onde vivem. Porém, tudo e todos são observados pelo Grande Irmão, a grande figura do Partido político vigente na Oceania. Só que Winston começa à ver além do que lhe é mostrado e aí irá acordar para o que realmente existe no mundo em que vive.
Antes de mais nada, vou contar meu histórico com 1984. Eu já estava querendo ler esse livro faz muito, muito tempo, pois sempre que lia reportagens sobre distopias, ele era citado como uma das obras-primas do gênero e, claro, a curiosidade tomou conta do meu ser. Mas eu só vim ter a oportunidade de lê-lo para um trabalho de filosofia sobre moral e ética, coisas que são abordadas por Orwell durante o desenrolar da trama. E bem, eis me aqui para conversar sobre esse clássico da literatura contemporânea.
Gente, eu não sou nenhum sociólogo político, mas com certeza, 1984 me incentivou a pesquisar mais sobre os diversos sistemas políticos criados, principalmente o socialismo e o comunismo. Foi a partir dessa minha pesquisa e da leitura do livro que tirei minhas conclusões sobre a jornada de Winston. Vamos lá.
Com um começo um pouco confuso, 1984 introduz um leitor em mundo onde todos são vigiados 24 horas por dia. Partindo disso, a história já começa a ficar agonizante e sufocante pois a sensação de você ser vigiado em todos os momentos, até na ação mais íntima, é bem apavorante. Com esse início que já bota o leitor para se questionar o que é liberdade, vamos acompanhando o desenvolver da vida de um homem que começa a perceber que há algo de MUITO errado naquele ambiente em que vive. E, a partir disso, começa a se questionar e se atentar às diversas facetas do governo. O leitor também é instigado à se perguntar sobre os motivos de aquilo ser assim o que acaba o levando à uma imersão dentro da mente de Winston. E isso é uma das coisas mais legais no livro. Você ficar com os olhos do personagem.
Mas a melhor parte vem quando começamos à desconstruir o governo do Grande Irmão. Gente, não irei entrar em muitos detalhes, mas sério, a forma como Orwell mostrou o quão cruel e manipulativo o Partido era, foi incrível! Eu parei MUITAS, mas MUITAS vezes para refletir sobre aquilo que era me mostrado. Na maior parte das vezes eu tive o sentimento de repulsa por haver pessoas que acreditam e defendem na VIDA REAL o segmento político adotado pelo Grande Irmão. Realmente difícil ver defensores desse tipo política ainda nos dias de hoje, mas né…
Voltando à história, uma coisa admirável no livro é a forma como George criou o seu protagonista. Winston é complexo como qualquer ser humano. Ele também é muito cético sobre diversos assuntos sociais e políticos. Com certeza, um dos melhores “heróis” da literatura. Mas esse é o tipo de detalhe que vocês só podem ver lendo.
1984 foi um livro escrito para refletir. Pensar sobre a sociedade que vivemos, sobre as posições políticas que defendemos, sobre o que realmente é liberdade e sobre o que realmente significa lutar por um ideal. Além de tudo isto, Orwell alerta sobre vários assuntos que mesmo sendo da época em que foi escrito (1949), perduram até hoje. 1984 é um tapa na cara de todos, mas um tapa que todos precisamos levar.
Impactante, impressionante, revoltante e real, 1984 se consolida uma das obras mais influentes da humanidade, na minha opinião.
A Blizzard cumpre sua promessa e divulga o novo trailer do filme de Warcraft durante a Blizzcon 2015. O vídeo, que você confere abaixo, já dá os tons épicos que o longa terá.
Dirigido por Duncan Jones o filme chegará aqui no Brasil com o subtítulo “O Primeiro Encontro de Dois Mundos”. O elenco conta com Dominic Cooper, Paula Patton, Ben Foster, Toby Kebbel e Clancy Brown.
O filme Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos estreia no Brasil no dia 14 de julho, cerca de um mês depois da estreia mundial, que acontece dia 10 de junho. Ele está sendo produzido em parceria com a Blizzard.
A série spin-off de “Daredevil” ganha sua segunda prévia. Com um clima bem mais que tenso e sombrio, o trailer de “Jessica Jones” nos faz contar os dias para a estreia da série na plataforma. Dia 20 desse mês a Netflix disponibilizará os treze episódios da primeira temporada da produção estrelada por Krysten Ritter. Você confere o trailer abaixo:
Clarice Falcão está muito de volta! Há alguns minutos, a cantora e também atriz do Porta dos Fundos postou em sua conta do Youtube, o clipe do seu cover de Survivor, música originalmente gravada pela banda Destiny’s Child. Confira:
Os lucros da venda do fonograma no iTunes serão inteiramente revertidos para a Think Olga. Uma ONG que luta pelos direitos das mulheres.
É preciso ter coragem para ser mulher nesse mundo. Para viver como uma. Para escrever sobre elas.
Todos nós da Equipe Beco Literário chegamos aqui por coisas em comum: amor por livro, séries, filmes, mundo geek, HQs… e por uma pessoa em comum. Ele, o nosso boss:Gabu Camacho! Pessoas tão diferentes que poderiam nunca ter se conhecido, que poderiam nunca ter seus caminhos cruzados, mas unidas por uma paixão, e por você, Gabriel. E é por esse motivo que nesse momento tão especial, estamos aqui prestando nossa humilde homenagem.
Há 19 anos atrás Mama Camacho dava a luz a uma criança que quando cresceu idealizou projetos incríveis e aos poucos, dando um passo de cada vez, vem realizando todos eles. E nós nos orgulhamos em fazer parte dessas realizações. O Beco Literário apenas reuniu pessoas com interesses em comum, mas os laços que criamos vão além do site, e você é o grande responsável por isso. Então que venham muitos outros anos de vida, para que você faça nossa família crescer ainda mais.
Hoje é seu aniversário, mas quem ganhou o maior presente fomos nós. Ganhamos um amigo, um companheiro, um irmão. Alguém com quem podemos contar sempre que precisarmos. Alguém que certamente marcou nossa vida de maneira positiva – e continua marcando mais e mais a cada dia que passa. Nesse dia, te desejamos toda a felicidade do mundo, que tu conquiste todos os teus objetivos e realize todos os teus sonhos. Que tu continue sendo essa pessoa incrível, batalhadora e determinada. Que só coisas boas aconteçam na tua vida, porque és merecedor disso!
Feliz aniversário, Gabu!
Esse é apenas mais um de tantos aniversários que ainda passaremos juntos!
Há alguns dias postamos aqui, aqui e aqui, inúmeras informações sobre o filme spin-off de Harry Potter, Animais Fantásticos e Onde Habitam, cujo enredo está sendo escrito pela própria autora J.K. Rowling.
Um correspondente do filme do site Pottermore, abastecido pela autora também, visitou Nova Iorque e todos os sets de filmagem do filme, e escreveu um relato bem interessante. Confira traduzido pelo pessoal do Potterish:
“Animais Fantásticos” tem sua própria cidade de Nova Iorque
O Correspondente do Pottermore – 09/11/2015 Traduzido por: Rodrigo Cavalheiro.
Revisado por: Gabriela Oliveira.
Adivinha só: eu estou nas ruas de Nova Iorque, mas não saí da Inglaterra. Eu posso ver os pretzels, mas não posso cheirá-los e eu definitivamente não tenho autorização para tocá-los. Onde eu estou?Estou no set de “Animais Fantásticos”, é claro. Vestindo um capacete de segurança, um colete de segurança amarelo neon e botas pretas enlameadas. Eu não disse que a indústria do entretenimento era glamorosa?
Agora, você sabe que o filme se passa em Nova Iorque porque J.K. Rowling te disse meses atrás com um tuíte: “Newt pretendia ficar em Nova Iorque por apenas algumas horas. Circunstâncias asseguraram que ele ficasse… pela duração de um filme, de qualquer maneira”.
Cineastas procuraram por todo o Reino Unido, mas perceberam que eles não têm uma cidade de Nova Iorque. Então eles fizeram uma.
Eu estou parado numa esquina, bato num carrinho-de-mão fictício e decido descobrir como fazer uma magnífica réplica numa distância tão longa e tão distante no tempo da original. Aqui vai uma dica: coloque as melhores mentes criativas no negócio para trabalhar.
O legendário designer de produção Stuart Craig, que trabalhou nos filmes de “Harry Potter”, lidera o time que construiu a Nova Iorque da década de 20. Ele trabalhou com Os Davids, o diretor David Yates e o produtor David Heyman, na estética geral desse filme. Ele foi indicado a 10 Oscars e ganhou três (por “O Paciente Inglês”, “Ligações Perigosas” e “Gandhi”). Sempre que eu pergunto a alguém no set por ele, as pessoas começam a sussurrar a respeito da sua genialidade. Mais falaremos sobre o Sr. Craig depois.
Agora, estou com a cenógrafa Anna Pinnock, que é responsável por arrumar as fachadas de Nova Iorque, todos os adereços e a mobília. Por todos nesse set serem ofensivamente talentosos, Anna também tem um Oscar – pelo seu trabalho em “O Grande Hotel Budapeste” em 2014. Ela foi nomeada quatro vezes (por “Assassinato em Gosford Park”, “As Aventuras de Pi”, “A Bússola de Ouro” e “Caminhos da Floresta”). Ela trabalhou em três filmes do James Bond, incluindo “Spectre”. Se você precisa construir uma réplica em tamanho real de uma cidade num lugar em que ela, na verdade, não existe, Anna é a mulher para esse trabalho.
Anna está elegantemente vestida como eu, com um capacete de segurança, colete amarelo neon e botas que combinam, dando-me um tour pela Nova Iorque que ela ajudou a criar num espaço no meio de um terreno lamacento. Nós começamos no Lower West Side, onde os tijolos são sujos, os pôsteres estão descascando das paredes e tudo é marrom claro, marrom escuro ou em algum tom de marrom. Todos os sinais e pôsteres foram desenhados pela extraordinária designer gráfica Mina Lima… mas mais sobre ela em outra hora.
Nós não apenas viajamos para os Estados Unidos sem deixar a Inglaterra. Nós viajamos para 1926 sem deixar 2015.
O cinema Strand na Broadway, Nova Iorque em 1925
Animais Fantásticos se passa nos loucos anos 20 e cada detalhe do set grita isso. Todos os letreiros das lojas, todas as manchetes dos jornais, todo menu de restaurante, cada fachada, cada roda, cada carrinho de comida, cada poste. Ah, os postes! Eles são verdadeiros, reais e funcionais – grandes estruturas pretas construídas com oito metros de profundidade para que elas não balancem ou caiam em ninguém importante.
É isso que eu amo sobre o jeito que Anna decorou Nova Iorque; ela decorou uma cidade de mentira com pedacinhos de uma realidade reconstruída. Ela teve uma equipe inteira pesquisando a época, é claro, para deixar tudo o mais autêntico possível. É um trabalho e tanto.
Há várias ruas pavimentadas e, se você parar no lugar certo, pode ver todo o caminho do Lower West Side para o Upper East Side.
Você pode ver o lado de fora do apartamento de Tina e Queenie, bem como restaurantes, uma igreja e todos os tipos de lojas. Conforme Anna me conta, eles tiveram que desfazer alguma dessas fachadas e transformá-las em edifícios completamente diferentes muito rápido quando ficaram sabendo de uma mudança na agenda de filmagens.
A logística desse trabalho – fazer uma cidade, destruir essa cidade, fazer uma sala, destruir essa sala – machuca meu cérebro.
Para minha sorte, nós chegamos dentro do set do apartamento de Tina e Queenie Goldstein menos de uma hora antes que ele fosse demolido. Eu sentei na cama delas, cutuquei o sofá delas, revirei seus livros e olhei nos seus espelhos. Mas isso eu terei que deixar para outra hora. Agora eu tenho que descobrir como voltar para Londres de 2015.
Até breve, amigos.
O Correspondente do Pottermore.
A revista Entertainment Weekly, também divulgou alguns segredos que não percebemos na capa de sua edição especial do filme! Veja:
1. A arquitetura bruxa: O Congresso Mágico dos Estados Unidos da América é escondido da vista dos Trouxas dentro do Woolworth Building (uma das maiores estruturas de Nova York em 1926). Os bruxos entram por uma porta giratória super rápida em uma grande entrada. Enquanto o cenário de “Animais Fantásticos” tem 76 metros de largura e 15 de altura, o teto será expandido com efeitos especiais para alcançar quase 200 metros e representar “uma vazia catedral de luzes, em um espaço incrivelmente grande e iluminado”, diz o designer de produção Stuart Craig.
2. As fênix da Ordem: O roteiro de J.K. Rowling incluí estas quatro estatuas de fênix de ouro (duas delas não vistas) que guardam a entrada do MACUSA, prestando homenagem aqueles que morreram durante o julgamento das bruxas de Salem – um trágico acontecimento na história da relação dos bruxos americanos e Não-Mágicos. Craig diz: “Do começo ao fim, o mundo mágico está fundamentado no contexto do mundo Trouxa, nascido a partir de coisas reais e familiares.”
3. Ouro, não mais apenas para Pomos: Livremente baseado no interior e na gótica art déco do Radiator Building, prédio do centro de Manhattan, o design do MACUSA inclui o uso exagerado do ouro para “levar riqueza à decoração. Este é o centro de poder do governo no mundo mágico, é apropriado que seja dourado.”
4. A heráldica mágica: O emblema oficial do MACUSA, baseado no selo presidencial dos Estados Unidos, incluí a gravura da bandeira americana combinado com uma fênix abstrata.
5. O curioso caso de Newt Scamander: Intencionalmente gasta e baseada em uma maleta de fibras de madeira, a valise de Newt contem um mundo cheio de raras e ameaçadas criaturas e seus habitats, que podem ser escondidos dos Trouxas – e inspetores da alfândega dos Estados Unidos – com o toque de um botão secreto no trinco da maleta. Sua varinha, também, é deliberadamente simples e de madeira (e não contém produtos de origem animal, é claro)
E para finalizar com chave de ouro, temos toda a matéria da revista também traduzida pelo pessoal do Ish, juntamente com todos os stills. Clique nas miniaturas abaixo para ampliar e veja logo a seguir a tradução:
ANIMAIS FANTÁSTICOS
Stills da revista Entertainment Weekly Traduzido por: Carolina Portela, Lucas Souza, Gabriela Oliveira e Rodrigo Cavalheiro.
Revisado por: Marina Anderi, Morgana dos Santos e Caroline Dorigon.
Nós encontramos Newt Scamander longe de seu habitat natural. O mundialmente famoso magizoologista está andando por uma rua movimentada da Manhattan de 1920. Ele é um rapaz meio esquisito e, de uma pequena distância, um observador cuidadoso pode detectar pistas sobre suas origens e hábitos. Vê esse passo largo? É porque geralmente ele está andando pela mata. Esse paletó de tweed que não cabe direito? O excêntrico inglês não está acostumado às roupas da cidade. Seu jeito reservado quando se aproximam? Pessoas o deixam desconfortável. E ainda tem aquela maleta estranha, velha e amarelada, que ele segura de maneira tão protetora. Algo lá dentro é muito precioso para ele.
Nós estamos seguindo Newt nessa grande réplica da cidade de Nova Iorque nos Estúdios Leavesden perto de Londres porque, como uma de suas criaturas, ele é de uma espécie muito rara: o primeiro protagonista de um filme no universo cinematográfico de $10 bilhões de Harry Potter que não é Harry Potter. Interpretado pelo vencedor do Oscar Eddie Redmayne, Newt Scamander é o herói de Animais Fantásticos e Onde Habitam, que estreia em novembro de 2016, o primeiro filme da franquia da Warner Bros. baseado na mini-enciclopédia da fauna mágica (ex: testrálios esqueléticos, fadas mordentes). Escrito por J.K. Rowling e publicado pela primeira vez em 2001 com meras 42 páginas – tipicamente Harry demorava mais que isso para sair da casa dos Dursley -, Animais Fantásticos é um livro-texto escrito por Newt, usado pelos alunos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts nos livros de Harry Potter. Não tem nenhum enredo. Então como se faz um filme a partir de um pequeno catálogo de criaturas? Uma das ideias envolveu a criação de um documentário falso – pense no Animal Planet com Hipogrifos ao invés de hipopótamos -, mas quando Rowling soube desse plano ela ofereceu outro: “Ela apenas começou a escrever”, diz o produtor de longa data de Potter, David Heyman.
Apesar de Rowling ter participação criativa nos filmes de Harry Potter, Animais Fantásticos marca a primeira vez que ela escreve um roteiro. E isso fez uma espera por um projeto de doer nos nervos para todos os envolvidos, principalmente Redmayne. O ator de 33 anos foi cortejado 5 meses antes de Rowling finalizar o script, o que o colocou na não-invejável posição de potencialmente invadir a mais amada (e mais lucrativa) contadora de histórias do planeta.
“Eu ali aqueles livros [de Harry Potter] e assisti aos filmes e você não quer ser aquele que vai entrar e…” Redmayne deixa o resto desse pensamento vagando pelo ar. Ele faz muito isso, na verdade. “Teve uma tensão porque se eu lesse o roteiro e…” Sim, entendemos.
O ruivo Brit, quem mais cedo nesse ano levou para casa o Prêmio da Academia de Melhor Ator pelo seu retrato do Stephen Hawking em “A Teoria de Tudo” e é considerado um corredor de frente pela sua performance como Lili Elbe, pioneira transgênero, em “A Garota Dinamarquesa” (estreia 27 de novembro) não precisava ficar preocupado. A participação inicial de Rowling teve tudo que os produtores esperavam ver: uma estória inteiramente nova que, estranhamente contrariando a franquia inglesa, se passa na Nova Iorque de 1926.
“Haviam coisas lá que foram de tirar o fôlego”, Heyman disse do seu ‘quarto de guerra’ no Leavesden, junto com storyboards com spoilers e um aviso na porta para os funcionários da limpeza não entrarem. “Ele tem a marca registrada da sua inacreditável imaginação”.
Redmayne presenciou essa imaginação em primeira mão quando ele se sentou com a autora para discutir seu papel. “Ela conseguia conversar com você sobre qualquer coisa, qualquer complexidade”, ele se maravilha. “Você não está interpretando um personagem ‘real’, mas, na mente sábia de J.K. Rowling, ele é totalmente tridimensional e você pode conversar com ela sobre como era sua vida”.
No filme, dirigido por David Yates (que dirigiu os últimos quatro filmes de Potter), Animais Fantasticos vai levá-lo ao início do século 20 na América, onde bruxos foram viver no subsolo durante séculos. Esses julgamentos das bruxas de Salém não melhoraram exatamente as relações com a comunidade e agora a maioria dos trouxas – chamados de Não-Mágicos nos EUA – sequer acredita que bruxos existem. Newt, inadvertidamente, ameaça a situação atual quando seus animais raros ameaçam sair do casulo.
Então, sobre esse casulo: Ele está encantado e não muito diferente das bolsas de Mary Poppins, é muito, muito maior no interior do que parece ser do lado de fora. Ele é, na verdade, uma espécie de jogo portátil da vida selvagem, repleta de animais que vivem todos em seus próprios habitats. Agora, se esta começando a soar como um conto do menino e seu cachorro de três cabeças, não tema. Newt encontra novos companheiros americanos.
Como nos filmes de Potter, Animais Fantasticos é sobre um pequeno grupo de amigos, só que desta vez há quatro em vez de três. A equipe conta com Porpentina “Tina” Goldstein (‘Steve Jobs’ – Katherine Waterson), uma mulher ambiciosa que trabalha no Ministério da Magia versão EUA, que é chamado o Congresso Mágico dos Estados Unidos da América (MACUSA).
Tina apresenta Newt para sua irmã e para sua companheira de quarto Queenie (a estreante Alison Sudol), que é um “Legilimente” (uma leitora de mentes), com um grande coração.
E tem Jacob Kowalski (‘Bolas de Pânico’ – Dan Fogler um operário de fábrica que se torna o principal personagem não mágico da franquia. “No início da história, Jacob rompe com sua namorada e fica varrido para este mundo mágico com o sentimento de admiração e abertura,” diz Heyman. “Ele é a nossa janela”.
Os quatro estão destinados a serem comparados com Harry, Rony e Hermione, o que talvez seja igualmente injusto e inevitável. “A suposição é de que o Newt seja o centro das atenções, mas é um quarteto”, diz Redmayne. “Então é como aliviar um pouco [a pressão]. Pelo menos é o que digo pra mim mesmo”.
Completando o elenco está Colin Farrell como Graves, um auror do MACUSA, que vai atrás de Newt; Samantha Morton (Minority Report) como Mary Lou, uma Não-Mágica que lidera a Sociedade Filantrópica Nova Salém – ou os Novos Salemeros. E Ezra Miller, de ‘Trainwreck’, como seu problemático filho adotivo, Credence.
Credence é o personagem mais enigmático de todos, podendo se tornar um personagem relevante no universo Potter. Enquanto isso, Miller está apenas feliz de estar aqui. “Quando eu tinha 11 anos, não recebi minha carta de Hogwarts e isso me chateou”, ele diz. “Ser parte disso me faz sentir como se eu tivesse a chance de vir para Hogwarts – como assistente de professor ou algo do tipo”.
Alguns críticos comentaram sobre a falta de diversidade racial no elenco principal de Animais Fantásticos – uma ironia amarga para um filme que fala sobre intolerância. Mas Heyman está ansioso para esclarecer que a divisão racial na cidade faz parte do pano de fundo do filme. “Em Nova Iorque dos anos 20, havia uma grande segregação entre brancos e negros, e isso se reflete aqui,” ele diz, uma cena em Harlem deixa esta separação explícita. “Mas o mundo mágico é uma sociedade mais aberta e tolerante, onde pessoas de diferentes cores e etnias existem harmoniosamente”. Yates acrescenta que esse filme é “um pouco mais adulto” do que o resto do cânon. “Não há crianças nesse filme”, ele diz.
Pelo fato dos membros do elenco não serem crianças, no entanto, eles tiveram um pouco mais de preparação. Eles precisaram se conectar com seu lado mágico, e rápido. (Você não pode pular sete anos de Hogwarts e esperar não ter que fazer alguma recuperação.) Primeiro: escolha de varinhas. Cada ator recebeu cerca de uma dúzia de opções de varinhas antes de praticarem seus movimentos mágicos em uma “aula de uso de varinha”. “Você tem toda uma discussão sobre as coisas que você quer que sua varinha tenha – é o que move os sonhos das crianças,” diz Redmayne. “Eu fiquei tipo, bem, Newt não teria nada de couro nem nada feito com chifres. Teria que ser algo simples e lígneo”. Waterston pediu que sua varinha fosse mais pesada para dar mais peso ao lançamento de seus feitiços. Farrel nota que ele tinha uma “varinha para praticar” – como se dar uma varinha “de verdade” ao ator de ‘True Detective’ pudesse ser perigoso – para levar ao seu quarto de hotel. “Eu andava por aí de roupão com uma varinha na mão,” Farrel diz. Lá, ele gesticulava para a TV: “Canal 4! BBC 1!”
Quanto aos animais fantásticos do título, o conjunto inclui um pelúcio, um pequeno caçador de tesouros que se atrai por coisas brilhantes; um tronquilho, um ser protetor em formato de galhos que vive no bolso de Newt; e uma mortalha-viva, que sufoca suas vítimas enquanto dormem. Redmayne gastou meses se preparando para o papel, passando tempo com cuidadores de zoológicos e de outros animais, fazendo com que ele provavelmente seja o único ator na história a usar o método imersivo de pesquisa para interpretar um bruxo. Seus colegas dizem que o trabalho compensou. “A coisa mais cativante é assistir Eddie interagir com os animais,” Waterston diz. “É tão bonito. Ele trabalhou diversas dinâmicas diferentes com eles”.
Quando o filme for lançado em 18 de novembro de 2016 (17 de novembro, no Brasil), os fãs podem esperar para espiar algumas criaturas dos filmes Potter também (os sereianos provavelmente aparecerão). Só não espere ver versões mais novas de qualquer personagem humano. Ainda não, de qualquer forma. Se Animais for um sucesso, entretanto, mais filmes são planejados, com Rowling provavelmente escrevendo os roteiros. (Na sua maneira habitual, ela já planejou os próximos dois). No futuro, Heyman sugere que não devemos nos surpreender em ver um rosto familiar ou dois. Uma linha no diálogo de Animais Fantásticos faz referência a um bruxo que você pode ter ouvido falar – um tal de Dumbledore.
Com direção de David Yates e roteiro original de J.K. Rowling, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” tem previsão de estréia para 17 de novembro de 2016 no Brasil.
Conteúdo e tradução: Potterish.com
Créditos específicos aos tradutores nos textos.
Foram divulgados há algumas horas, os primeiros materiais de divulgação de Convergente, penúltimo filme da série adaptada dos livros de Veronica Roth que se inicia em Divergente. Confira o primeiro teaser trailer abaixo:
O trailer oficial e na íntegra será lançado amanhã (13)! Saíram também, dois novos pôsteres de Tris e Tobias, clique nas miniaturas abaixo para visualizar no tamanho original:
Lembrando que os capítulos finais da Série Divergente, que seriam chamados Convergente – Parte 1 e Convergente – Parte 2 ganharam novos nomes! O penúltimo capítulo da saga será nomeado “Convergente” e o último “Ascendente“.
A Série Divergente: Convergente chega aos cinemas brasileiros em 17 de março de 2016.
Na madrugada desta quinta-feira (12), o cantor Troye Sivan divulgou a quarta canção de trabalho do seu primeiro álbum de estúdio Blue Neighbourhood. Confira no player abaixo, a destruidora Youth:
Blue Neighbourhood” será lançado oficialmente no dia 14 de dezembro.
Rafael Cortez é um artista de vários talentos. É ator, humorista, músico e jornalista. Autor do livro “Meu Azar com as Mulheres”, que teve o seu lançamento recentemente.
O livro é uma coletânea dos contos de humor que o Rafa tem escrito nos últimos dois anos e que acabou formando uma história sobre a sua vida amorosa. A Monica Iozzi foi convidada pelo querido amigo para escrever o prefácio de sua obra.
O Rafa, muito simpático e gentil, concedeu esta entrevista para os nossos parceiros do Monica Iozzi Brasil. Conversamos sobre o seu livro e ele deu conselhos para quem também tem o desejo de escrever uma obra literária. Confira:
– Rafa, você é humorista, ator e já lançou dois CDs. Da onde surgiu a ideia de escrever um livro?
Eu sempre quis, desde moleque. Na verdade, queria e quero ainda lançar vários. Meu Azar com as Mulheres é o primeiro de muitos, espero. Ano que vem sai o Memórias de Zarabatanas, de prosas e poesias. Um trabalho sério/ em nada ligado ao humor.
– Antes de escrever o livro “Meu Azar com As Mulheres”, você gravou quatro obras do escritor brasileiro Machado de Assis. Quem é a sua inspiração na literatura?
Machado, sem dúvida, mas eu não tento (que pretensão!) copiá-lo. Luis Fernando Veríssimo é o meu Deus do humor literário; eu o acho genial. O pai dele, Érico, é sagrado – O Tempo e o Vento é uma das obras mais lindas da Humanidade. E gosto da simplicidade de José Mauro de Vasconcellos, ainda que muitas coisas dele me soem piegas demais.
– Que conselho você dá para as pessoas que querem escrever uma obra?
Ralem muito. Comecem desde já. O processo é extenuante. Mas não vale nada se matar para escrever e lançar algo se não houver o mínimo de qualidade no que está sendo produzido. Lançar por lançar, não vale.
– Em seu livro, você conta em um capitulo que não sabe dirigir. Ficamos curiosos… Por que nunca aprendeu?
Um misto de coisas/ limitação financeira dos 18 aos 30 (aprender a guiar pra que se não tenho carro e nem posso ter tão cedo?), medo, preguiça, comodismo, falta de necessidade concreta… Tudo junto e misturado. Hj o que reina é a preguiça.
– O seu livro é uma coletânea de humor de várias histórias que envolvem a sua vida amorosa, acredito que muitos jovens que lerem possam se identificar em algumas situações. Quais expectativas você tem das pessoas ao lerem a sua obra?
Espero que elas se divirtam e vejam algum valor literário ali. Não creio ser um mero passatempo esse livro. Há algum valor nele sim; não escrevi de qualquer jeito e não deixei lançaram de qualquer jeito.
– No mundo tecnológico em que vivemos, com tantos apps e sites de namoro, você acha que o conceito de amor está banalizado?
Pelo contrário. Por trás de todas essas coisas, há um interesse comum: encontrar alguém para ser feliz e fazer família. O mundo está banalizado e o acesso a tudo é muito rápido e simples, se comparado com o passado. Naturalmente , alguns valores batem mais forte como resposta: tem um momento em que todo mundo se pergunta – de que vale tudo isso sem alguém?
– Qual é o seu conselho para os homens que não tem sorte com as mulheres?
Não se coloquem como “loosers” do amor. Insistam, vão em frente, quebrem a cara quantas vezes for. “Nóis é brasileiro e num disiti nunca”, reza o dito mega popular.
– A Monica Iozzi escreveu o prefácio do seu livro e ficou muito legal! Como surgiu essa ideia?
Eu pedi a ela pq acho que a Mô me conhece bem. E eu sabia que ia ficar engraçado e, ao mesmo tempo, carinhoso. Ela sabe fazer bem essas coisas.
– Você acha que o seu livro, talvez, possa inspirá-la a escrever um livro no futuro? Ela é uma mulher de vários talentos.
Ela é sim. E gostaria de vê-la inspirada para escrever, fazer teatro, empreender projetos. Mas conheço bem minha amiga e sei dos tempos dela. Ela sabe o que faz – ou não, como diria Caetano Veloso! Hahaha!
E aí, gostaram? Não deixem de adquirir o livro “Meu Azar com as Mulheres” na Saraiva (cópia autografada) ou em uma livraria mais próxima!