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The Defenders, Mike Colter as Luke Cage, Charlie Cox as Daredevil, Krysten Ritter as Jessica Jones, and Finn Jones as Iron Fist, photographed for Entertainment Weekly on December 10th, 2016, by Finlay Mackay in Brooklyn, New York. Costume Designer: Stephanie Maslansky, Wardrobe Supervisor: Pahelle Latino, Makeup Head: Sarit Klein, Key Makeup Artist: Kaela Dobson, Hair Department Head: Pamela May, FX Makeup: Brian Spears, Prop Stylist: Charlot Malmlof
Filmes, Reviews de Séries

Review: Os Defensores (2017) – 1ª Temporada

  E a tão esperada nova série de super-heróis Marvel/Netflix finalmente estreou! Os Defensores, série que reúne os heróis Demolidor (Charlie Cox), Jéssica Jones (Krysten Ritter), Luke Cage (Mike Colter) e Punho de Ferro (Finn Jones) — estreou na sexta-feira (18/08), terminando assim com a espera cheia de expectativas de ver esses quatro heróis reunidos. Essa expectativa também vinha acompanhada com um certo medo, afinal será que o roteiro da série seria capaz de fazer esses quatro personagens, já pré-estabelecidos em suas próprias séries (alguns melhores que outros…), funcionarem juntos?

ATENÇÃO:  ALGUNS SPOILERS ABAIXO

  Esse com certeza era o meu maior medo, o de o roteiro da série não conseguir fazer os quatro heróis funcionarem como uma equipe e conseguir ainda, dá o devido destaque para cada um. Porém, ao longo dos oito episódios da série, esse medo se torna infundado, pois se tem algo que realmente funciona em Os Defensores é a química dos quatro heróis, sejam todos juntos ou as duplas formadas por Matthew Murdock e Jessica Jones/Luke Cage e Danny Rand. Além deles, os outros personagens de suas respectivas séries — Claire Temple (Rosario Dawson), Colleen Wing (Jessica Henwick), Misty Knight (Simone Missick), Trish Walker (Rachael Taylor), Karen Page (Deborah Ann Woll), Foggy Nelson (Elden Henson), Malcolm Ducasse (Eka Darville) e Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss) — também possuem uma química impecável, sejam com os heróis ou entre eles; há destaque para todos, mesmo que alguns apareçam mais que outros.

    A trama da série segue após os eventos vistos em Punho de Ferro e a segunda temporada de Demolidor, onde fica bem claro que o Tentáculo não é apenas uma organização criminosa comum e que eles são um perigo para Nova York e para o mundo e querem usar o poder do Punho de Ferro. Para que fins, ficamos sabendo no decorrer dos oitos episódios. Nos é apresentado, então, Alexandra Reid (Sigourney Weaver), a cabeça da organização, e a responsável pela ressureição de Elektra Natchios (Elodie Yung), que agora é assassina do Tentáculo, e responde pela alcunha de Black Sky.

   A junção dos heróis é algo gradual, e não acontece logo no primeiro episódio (algo que realmente não deveria acontecer, pois não seria condizente com os personagens) cada um com o seu motivo: Danny acabou de voltar de sua jornada no Oriente com Colleen, ainda em busca de respostas sobre o Tentáculo e de como derrota-los; Luke saiu da prisão e quer voltar a ajudar o pessoal do Harlem, culminando em sua ajuda à um jovem que parece que está envolvido com o Tentáculo; Jessica está investigando ( à contragosto) um caso de um arquiteto desaparecido que a levam até o Tentáculo; e Matt, havia deixado de ser o Demolidor, acaba retornando — muito por não conseguir deixar de querer salvar a sua Nova York; muito, como não poderia deixar de ser, pela aparição de uma Elektra ressuscitada.  Tudo para culminar na típica “luta de corredor” com todos juntos (que está sensacional, se tornando uma das minha preferidas das cenas do gênero, junto com a da primeira temporada de Demolidor), até a reunião do grupo em volta de uma mesa em um restaurante chinês, como vimos nos trailers.

   Como bem pontuei, a química dos quatro heróis é o grande destaque da série, com a personalidade de cada um se complementando. Mas tenho que destacar a química perfeita que surgiu entre Luke Cage e Danny Rand. A amizade dos dois personagens já é conhecida pelos fãs de quadrinhos, já que os dois formaram a dupla Heróis de Aluguel; e na série a amizade deles é construída gradualmente, com um estranhamento no início, para um companheirismo muito bom de se ver em tela. É inclusive, entre os dois personagens que há um dos melhores diálogos da série, com Luke jogando na cara de Danny seus privilégios como um homem branco e bilionário. Privilégios que o personagem deve reconhecer que tem, antes de sair por aí se auto intitulando a “Arma Imortal, o Punho de Ferro”, o grande salvador.

   É nesse ponto, que quero destacar o desenvolvimento de Danny Rand como personagem em Os Defensores. Quem assistiu Punho de Ferro, sabe que a série sofre de problemas seríssimos no roteiro, e principalmente no desenvolvimento de seus personagens, culminando em um Danny Rand  raso e visto apenas como um “garoto mimado que fica gritando aos quatro cantos que é o Punho de Ferro”. Já os roteiristas de Os Defensores, conseguiram desenvolver o personagem tão bem, em seus oito episódios, que é como se essa fosse a verdadeira primeira temporada de Punho de Ferro. Danny vai deixando, aos poucos de ser um garoto mimado com poderes. Ainda não é o Punho de Ferro, mas está caminhando para ser. E só espero que o seu desenvolvimento continue na segunda temporada de sua série solo (apesar das minhas poucas esperanças, devido ao novo showrunner)

    Outro destaque são as interações entre as personagens femininas. Pode parecer algo banal, mas ainda é difícil ver qualquer conteúdo midiático com tantas personagens femininas no destaque, sejam como heroínas, sejam como vilãs. Todas as personagens femininas em Os Defensores, tem seu devido destaque e desenvolvimento, e o melhor: todas interagem entre si. Com destaque para Misty Knight, Colleen Wing e Claire Temple, que formaram um trio sensacional, e já quero que a Marvel/Netflix faça a série das Filhas do Dragão com elas. Claro que a representação feminina na série ainda não é algo perfeito, afinal na equipe só temos a Jessica Jones junto com três marmanjos; no entanto, eles conseguiram contrabalancear colocando outras personagens femininas na série e na ação do enredo, não ocorrendo assim o fenômeno Princípio de Smurfette.

   Como não poderia deixar de ser, Jessica Jones rouba as cenas, muitas vezes, e suas interações com Matt são ótimas. O desenvolvimento da personagem está ótimo, até porque dentre os quatro, ela era a que precisava se convencer a ser um super-herói. Ela ainda não está inteiramente convencida de que é uma heroína, e nem quer ser; apesar de suas atitudes mostrarem o contrário. Também gostei que retomaram a interação dela com o Luke, ainda que não como casal (até porque, ainda tem a Claire, que tem muita química com o Power Man).

  Outra personagem feminina de destaque é a Elektra. Muitos fãs da personagem reclamaram que em Demolidor ela não era A Elektra, assassina letal, fria e calculista, a vilã e anti-heroína criada por Frank Miller. E ela realmente não  era, e apesar de ter gostado da personagem e da interpretação da Elodie, tenho que admitir que o desenvolvimento da personagem na segunda temporada do Demônio de Hell’s Kitchen ficou aquém do que eu esperava. O arco da personagem e do Tentáculo, foi o que mais sofreu com furos de roteiro e pouco desenvolvimento; muito pelo destaque dado ao Justiceiro. Se analisarmos os dois arcos em separado, parecem até séries diferentes.

   No entanto, em Os Defensores podemos ver o surgimento da Elektra Assassina de Frank Miller. Ainda não é ela em seu cem por cento, mas quem sabe a sua origem. Elektra está mais letal, e para mim, dentre os vilões, a que realmente parece uma ameaça a se temer (as melhores coreografias nas lutas são dela). No início, ainda controlada por Alexandra e desmemoriada, vemos uma assassina silenciosa, uma máquina de matar sem sentimentos; mas ainda assim confusa. Nos dois episódios finais, Elektra recobra suas memórias, e ao pegar suas espadas sai, deixa de ser a arma Black Sky e se torna a ninja assassina Elektra Natchios, se libertando do controle de Alexandra. Foi uma cena que vibrei, apesar de algumas ressalvas.

   Dito isso, o meu único problema com Os Defensores foi o Tentáculo. Nos primeiros episódios, a personagem interpretada brilhantemente por Sigourney Weaver, realmente parece uma ameaça a se temer, ao mesmo tempo que demonstra uma certa vulnerabilidade. Uma vulnerabilidade que vemos também nos outros membros do Tentáculo, e é aí que reside o problema. Apesar da trama esbravejar o tempo todo que o Tentáculo é uma grande ameaça, aos poucos acaba parecendo ser um discurso vazio; e tirando Elektra, a organização em si não parece ser o grande perigo que nas duas temporadas do Demolidor pareciam ser. E esse é um problema que vejo desde o Punho de Ferro. Se na série de Danny Rand, o Tentáculo se tornou uma caricatura, em Os Defensores, a organização de imortais parecia bagunçada e facilmente derrotável.

    Sei que essa foi a intenção da série, em mostrar que o Tentáculo estava frágil, e não vejo nada de errado, inclusive é muito bom narrativamente, em mostrar que até os vilões tem suas fraquezas. Porém eles ainda precisavam ser uma ameaça, aquela ameaça que fez os heróis esconderem todos os seus entes queridos na delegacia (eu jurei que eles atacariam a delegacia, e isso não aconteceu). Tirando a Elektra, parecia que o Tentáculo poderia ser facilmente derrotado, o que acabou sendo.

   No geral, Os Defensores tem um saldo muito positivo. O roteiro está bem amarrado e desenvolvido, mesmo com o problema com o Tentáculo. Devo destacar também a paleta de cores da série, que faz uma homenagem belíssima as cores dos quatro heróis. Os oito episódios de Os Defensores estão disponíveis na Netflix, e espero que uma segunda temporada seja anunciada em breve.

Séries

Spiderman PS4 Impressiona na E3 2017

Desde Spiderman 2 (PS2), lançado em 2004, não temos um grande jogo do cabeça de teia. Alguns medianos, sim, mas nada grandioso. Por isso nós, fãs, ficamos elétricos com o anúncio de Spiderman PS4, o novo título em desenvolvimento pela Insmoniac (Spyro The Dragon Crash Bandicoot).

A ideia do estúdio foi criar, em parceria com a Marvel, um Homem-Aranha diferente de todas as aparições anteriores. Com um traje novo que reúne detalhes de várias aparições anteriores (veja a imagem abaixo), nesse jogo Peter Parker já estará sendo um super-herói por 8 anos. O intuito foi criar um herói experiente, no máximo de suas capacidades – e o trailer mostra o quanto isso significa.

créditos: IGN

No vídeo de oito minutos exibido na E3 2017, vemos mais dos gráficos deslumbrantes que haviam nos apresentado ano passado. O que chamou atenção, porém, foi o sistema de combate e a ação dinâmica do jogo. Se você gostou do combate na série Batman:Arkham, prepare-se para se impressionar; o Homem-Aranha pula, soca, chuta, solta teia, desarma inimigos; tudo isso tão fluidamente que realmente faz parecer fácil. Existe um realismo nisso que faz com que jogos do ano passado quase pareçam mal-feitos em comparação.

Após enfrentar alguns bandidos, inicia-se uma perseguição frenética à um helicóptero onde o vilão foge, levando um guindaste preso e destruindo tudo no caminho. Aí nos é mostrado como vão funcionar os quick time events, a típica sequência onde apertamos os botões com precisão na hora certa ou repetidamente para performar certas ações. Mesmo para quem não gosta desse tipo de jogabilidade, a sequência parece mesmo incrível, inclusive tendo uma direção de câmera fantástica (que até mesmo muda para primeira pessoa e depois para terceira de novo, dando uma sensação de imersão sensacional).

Enfim, o trailer nos deu material suficiente para entrar na hype para o jogo, que deve sair em 2018. Se você ainda não assistiu, dá uma olhada aqui.

https://www.youtube.com/watch?v=ghCn-ciHS5M&t=2s

Críticas de Cinema, Filmes, Reviews de Séries

Review: Twin Peaks 03×01 e 03×02

Os episódios 03×01 e 03×02 de Twin Peaks foram dirigidos por David Lynch. Criaçao da série/roteiro: David Lynch e Mark Frost. Elenco: Kyle MacLachlan, Sheryl Lee, Kimmy Robertson, Russ Tamblyn, Mädchen Amick, Dana Ashbrook, Ray Wise, Grace Zabriskie, Everett McGill, Michael Horse, Brent Briscoe, Harry Goaz, Al Strobel, Jane Adams, Chrysta Bell, Catherine E. Coulson, George Griffith, entre outros.

Cá estamos 25 anos depois com dois novos episódios de Twin Peaks recém saídos do forno. Todos mistérios do final da 2ª temporada nos deixaram com um sentimento de dúvida em relação aos eventos da série. E por mais que uma 3ª temporada pareça tentar responder alguns destes questionamentos, não fique muito esperançoso e lembre-se: estamos falando de uma produção de David Lynch aqui. Dessa forma, por mais que tenhamos certas respostas, mais perguntas e mistérios bizarros surgirão, e essa é a beleza de Twin Peaks. Mais do que se ater em resolver os enigmas propostos, é necessário prestar atenção nas organizações simbólicas dos mesmos. A série apresenta, através do homicídio de uma jovem menina, dualidades muito presentes no nosso imaginário: o bem e o mal, o inocente e o culpado, o puro e o impuro. É necessário compreender as nuances que transpassam essas lutas, que são incorporadas na narrativa através do sobrenatural, antes de somente tentar desvendar a série como se esta fosse um simples suspense policial.

Vivemos hoje em uma época fértil para as retomadas de produções que marcaram seu tempo, e Twin Peaks não só marcou os anos 90, como também influenciou, tanto na linguagem quanto na temática, muitas obras que seguiram. No entanto, é uma tarefa delicada produzir esses retornos e não se deixar afundar em completa nostalgia. Ao assistir os primeiros episódios da série, é possível encontrar um certo equilíbrio, Lynch e Frost não se prenderam somente em reapresentar personagens antigos e secundários das outras temporadas, mas a partir de personagens pontuais conseguiram reatualizá-los e remanejá-los a uma narrativa que, não só retoma o gancho deixado no final da 2ª temporada, mas a desenvolve sob um viés mais contemporâneo. Assim, vemos Lucy (Kimmy Robertson), Andy (Harry Goaz) e Hawk (Michael Horse) quase que parados no tempo, apesar da visível ação do envelhecimento nos atores; vemos o Agente Cooper (Kyle MacLachlan) duplicado, seu corpo sob controle de um espírito maligno (ou podemos chamá-lo apenas de Bob), e seu espírito ainda preso no Black Lodge; vemos Laura Palmer (Sheryl Lee), mais velha porém usando o mesmo figurino de suas outras aparições no Red Room, e apresentando algumas das linhas de diálogo mais interessantes até agora, como quando o Agente Cooper a indaga sobre quem ela é, e ao passo que ela o responde dizendo ser Laura Palmer, Cooper a confronta “mas Laura Palmer está morta”, e Palmer fala “eu estou morta, mas ainda vivo”, logo depois dessa interação com Cooper, Laura é sugada para uma outra dimensão (seria o White Lodge?) ao estilo de Império dos Sonhos (2006).

Nesta nova temporada há também o desenvolvimento espacial da narrativa, que não é mais centrada na pacata cidade de Twin Peaks, movendo-se entre outras cidades mas sem perder uma certa estranheza ao representá-las. Isso se deve, em parte, ao modo como Lynch situa espacialmente as cenas, com seus zooms e travellings em grande planos gerais carregados de um ar misterioso quando combinados a uma trilha sonora mais tensa. O diretor traz de volta em Twin Peaks uma forma de linguagem mais rígida – com poucos movimentos de câmera e planos mais abertos, estáticos e longos – que parecia estar perdida nas séries atuais, onde prioriza-se um ritmo mais acelerado na montagem e uma construção narrativa baseada nas emoções – talvez seja por isso que a maioria das séries da atualidade abusam do close-up. Por isso, o menor plano encontrado na série são primeiros planos estáticos, alguns deles frontais e com uma duração mais extensa. Somando-se a isso, uma cenografia impecável que deveria ser analisada minuciosamente, temos uma estética carregada de suspense que grita David Lynch.

Embora deva-se reconhecer que foi buscada uma atualização estética e narrativa para que a série atinja novos públicos, um ponto a respeito da aborgagem temática de Twin Peaks é preocupante. Não há como ignorar o fato de que a série foi construída em cima da violência contra a mulher, e a exibição do corpo feminino foi explorada de forma totalmente desnecessária, mesmo para uma série da década de 90. Era esperado que em pleno 2017 esta temática tivesse sido abordada diferentemente, mas infelizmente não foi o caso. Com um olhar antigo e ultrapassado, assistimos a morte de alguns personagens no decorrer dos primeiros episódios, homens e mulheres, mas por que duas delas tinham que estar sem roupa?

Algumas cenas parecem deslocadas, como se tivessem sido colocadas apenas para relembrar de alguns personagens. É o caso de quando, no início do primeiro episódio vemos o Dr. Lawrence Jacoby (Russ Tamblyn) em um trailer no meio da floresta, ou no final do segundo episódio com a cena situada no bar Bang Bang onde encontramos Shelly Johnson (Mädchen Amick) e James Hurley (James Marshall). Há de se considerar a possibilidade de essas cenas se desenvolverem, trazendo novas significações no decorrer da temporada.

De qualquer forma, foi gratificante assistir Twin Peaks novamente, e perceber que Lynch e Frost podem sempre ultrapassar seus próprios níveis de representação do bizarro. E esse é apenas o começo.

Séries

Wacom apresenta portfólio profissional durante Photoshop Conference

Marca patrocina concurso Adrenalina Pura e oferece 10% de desconto no ingresso do evento com código especial

A Wacom, empresa japonesa líder no mercado de mesas digitalizadoras, displays interativos e canetas digitais, participa do Photoshop Conference, maior evento de Photoshop da América Latina, que acontece entre os dias 22 e 24 de maio de 2017, no Teatro Shopping Iguatemi, em Campinas.

Durante o evento, a marca apresentará o novo portfólio de produtos profissionais recém-chegados ao Brasil. Os produtos da marca oferecem ainda mais possibilidades para um artista ou profissional criativo. A Intuos Pro Paper, por exemplo, possibilita incorporar o papel ao desenvolvimento de projetos. A nova Cintiq e os lançamentos da linha Intuos, incluindo Intuos Pro, Intuos Pro Paper Edition, estarão disponíveis durante demonstrações e também para venda na Wacom Store.

Neste ano, a Wacom patrocinará novamente o Adrenalina Pura, concurso de desenho digital voltado para novos artistas. Os finalistas apresentam seus trabalhos ao vivo para o público e instrutores do Grupo PhotoPro, que selecionam o novo talento do Photoshop no país. O concurso acontece no dia 22 de maio e o vencedor será premiado com um produto da linha Intuos Pro. De acordo com Thiago Machado, gerente geral da Wacom no Brasil, participar do Photoshop Conference mantém e enriquece o relacionamento da marca com a comunidade criativa. “O evento apresenta as melhores técnicas e as melhores ferramentas para os profissionais criativos, além de ter contribuído para consolidar a marca no Brasil”, conclui Machado.

Para compor o time do estande, Rafael Penn, ilustrador e game designer, marcará presença no evento e fará parte do corpo de jurados do Concurso Adrenalina Pura, além de guiar a demonstração de produtos. Além da linha profissional, a One by Wacom e outros produtos (SKU´s) da linha Intuos, produtos de entrada da marca, também estarão disponíveis para venda, encorajando novos criativos. Este ano, os clientes da marca terão desconto de 10% ao comprarem o ingresso da Photoshop Conference. O código de desconto está disponível na página da Wacom no Facebook.

 

Photoshop Conference

Data: 22 a 24 de maio, a partir das 8h no Teatro Shopping Iguatemi – Shopping Center Iguatemi Campinas

Endereço: Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina, Campinas – SP.

Estande da Wacom: Corredor de acesso ao teatro

Site:http://www.photoshopconference.com.br/

Música, Séries

Saiba o que é a nova barra no seu Spotify

É provável que você tenha entrado no Spotify esses dias, na vibe para escutar sua playlist preferida ou descobrir algo novo, e se deparou com algo novo. Ali, embaixo da capa… Um negócio diferente. Parece… um código de barras? Se você está se perguntando o que foi essa nova adição no aplicativo, a resposta é bem simples: compartilhamento.

Há uma semana atrás, o Spotify lançou nos EUA uma nova tecnologia chamada “Spotify Codes”. Inspirada nos códigos de compartilhamento do Snapchat, que permitem adicionar usuários ao escanear sua foto de perfil com a câmera, Codes permite escanear a capa de uma faixa, álbum ou playlist para acessá-lo no seu celular. Agora a tecnologia está disponível no Brasil. É só acessar o aplicativo e checar, embaixo das capas, a faixa com um código de barras estilizado como onda sonora.

O design intuitivo e discreto ajudou a misturar a tecnologia com a estética do aplicativo.  Além de facilitar o compartilhamento entre os usuários, o Codes permite novas possibilidades de divulgação. Agora, tanto artistas quanto o próprio Spotify podem incluir códigos para acessar o conteúdo divulgado; uma rápida escaneada do anúncio no shopping, metrô, celular alheio, propaganda na TV e o conteúdo está nas suas mãos. Aproveita e vai descobrir música nova! Existe um lindo mundo fora das Top Charts.

Boa semana e boa música!

Críticas de Cinema, Filmes, Reviews de Séries

Crítica: Big Little Lies (2017)

(Este texto contém spoilers.)

Baseada no livro de mesmo nome da autora Liane Moriarty. Roteiro por David E. Kelley. Dirigido por Jean-Marc Vallée. Elenco principal: Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Shailene Woodley, Zoë Kravitz, Laura Dern, Alexander Skarsgård, Adam Scott, James Tupper e Jeffrey Nordling.

Com um olhar superficial, Big Little Lies pode parecer fútil ou até uma versão cult de mulheres ricas, mas não se engane, há uma narrativa poderosa que se revela entre vidas supostamente perfeitas. O plot inicial da minissérie acontece a partir da premissa “alguém morreu”, e o desenrolar dos episódios trazem eventos envolvendo moradores locais da pequena cidade costeira de Monterey, na Califórnia. Dentro desses eventos estão, além de um assassinato misterioso, violência doméstica, estupro e uma sociedade que se alimenta do drama alheio. Na montagem, Jean-Marc Vallée utiliza a investigação policial para traçar o que pode ter desencadeado o homicídio, e ao que todos indicam, tudo começou quando a filha de Renata (Laura Dern), Amabella (Ivy George), aparece com hematomas de estrangulamento após o primeiro dia de aula, começando o processo de culpabilização da criança suspeita de tal ato. Daí em diante tem-se o crescimento individual de cada personagem e que irá levar ao desfecho do conflito principal, o assassinato, criando através dessa espera uma tensão crescente em cada episódio.

Com uma trilha sonora que merece ser ouvida separadamente (já tem playlist no Spotify, inclusive), contando com bandas/artistas como Babe Ruth, Frank Ocean, Alabama Shakes, PJ Harvey e Neil Young, a música em Big Little Lies desempenha um papel de mediadora dos sentimentos e conflitos dos personagens. Não é atoa que as músicas que Jane Chapman (Shailene Woodley) ouve quando sai para correr são Bloody Mother Fucking Asshole da Martha Wainwright e Hands Around My Throat da banda Death In Vegas. Da mesma forma, é de se espantar, por exemplo, que a personagem com o melhor gosto musical da série seja Chloe (Darby Camp) a filha de 6 anos de Madeline (Reese Witherspoon). Sendo que algumas vezes ela mesma introduz as músicas na cena, conferindo uma boa fluidez entre a trilha sonora e a própria narrativa.

É impossível não entrar na discussão feminista ao assistir Big Little Lies, já que cada arco narrativo traz, em diferentes níveis, uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. Dessa forma, tem-se na personagem de Renata o exemplo das mães que não abdicaram da profissão em prol da família, rejeitando o modelo pronto de que o único trabalho da mãe é cuidar dos filhos/da casa e, em consequência, os olhares enviesados da sociedade a respeito de tal prática; já Madeline apresenta uma imagem de mulher forte que não hesita em expressar seus pontos de vista e brigar por aquilo que acredita, sendo rotulada por muitos como encrenqueira; Bonnie (Zoë Kravitz), ainda que sendo muito jovem, incorpora o papel de uma mulher mais desconstruída a respeito ao mundo; Jane (Shailene Woodley) mostra o trauma psicológico irreparável de uma vítima de estupro; e Celeste (Nicole Kidman) representa o difícil papel da mulher que se encontra em um relacionamento abusivo e o conflito da mulher que é constantemente agredida e abusada por seu parceiro.

Além de tudo isso, encontramos uma sociedade de aparências que revela, embaixo de vidas lindas e perfeitas, um oceano profundo e escuro que esconde mentiras e problemas sociais. Nesse sentido, há cenas que Celeste – apesar de ainda ter hematomas da violência do marido em seu corpo – é vista colocando várias fotos da família no Facebook, em uma tentativa de sustentar a aparência de vida feliz e completa com uma família linda e um marido atencioso e cheio de amor. Mas relacionamentos abusivos não são baseados em amor, há controle, há violência, há machismo na sua forma mais comum, mas não há amor, de forma alguma. Perry (Alexander Skarsgård) pode ser extremamente carinhoso, gentil e atencioso com Celeste, mas somente após deixá-la com vários hematomas. Isso não é amor, isso é tortura. Mesmo quando Jane confessa às amigas o seu caso de abuso, Celeste mantém a máscara, muito embora tenha sido um ponto catalisador para reconhecer que, assim como Jane, também é uma vítima. A partir daí temos uma sequência complexa, apresentando a parte mais difícil de se estar em um relacionamento abusivo: reconhecer que se está nele. Assistimos pouco a pouco, episódio a episódio, a evolução de Celeste, o reconhecimento da sua posição nessa relação e a sua possível influência na criação de seus filhos.

Em oposição ao clima de hipocrisia da sociedade de Monterey, Jane Chapman entra na história para romper com o padrão: jovem, solteira, um filho pequeno e uma vida simples (financeiramente falando). O contraste da personagem pode ser percebido através das cores do seu figurino, enquanto as outras mulheres usam roupas coloridas ou em tons claros, Jane varia entre preto, cinza ou tons escuros. Há um ar de mistério carregado pela personagem, que acaba revelando mais tarde que seu filho Ziggy (Iain Armitage) é fruto de um estupro. Sem tempo de processar o que aconteceu, um dia Jane era vítima, no outro ela já era mãe. Sem procurar as autoridades, nem ajuda psicológica, a personagem tenta enterrar a memória e os sentimentos provenientes desse abuso, e sua forma de lidar com a situação é dormir com uma arma embaixo do travesseiro. Desde o primeiro episódio, durante sua rotineira corrida, já são introduzidas cenas de flashback em que Jane corre na praia, perseguindo pegadas na areia. Mais tarde esses flashbacks serão mesclados com cenas imaginadas, Jane passa a perseguir um homem, e quando o alcança, pega sua arma e atira. Os cortes secos na transição entre as cenas reais e imaginadas conferem um tom de pensamento incontrolável. Essas sequências aparecem [quase] sempre quando a personagem sai para correr ou a noite antes de dormir, momentos em que deixa o pensamento se soltar e vagar livre, e é compreensível que o único lugar onde a mente de Jane a leva é até o seu agressor.

Ao som de You Can’t Always Get What You Want dos Rolling Stones, o último episódio, intitulado “You Get What You Need”, traz o triunfo das mulheres. A revelação de que Bonnie matou Perry apresenta, de forma metafórica, que o modo de ultrapassarmos as barreiras da sociedade patriarcal é através da sororidade. Nossa melhor defesa contra o machismo se encontra na relação que nutrimos entre nós mesmas. Nós nem sempre conseguimos o que queremos, mas o que precisamos, definitivamente, é reconhecer que juntas somos mais fortes.

(Apesar de falar de temas importantes na pauta do movimento feminista e ser baseada em um livro escrito por uma mulher, tanto o diretor quanto o escritor da série são homens. Vale a pena a reflexão a respeito de uma obra audiovisual que prega o empoderamento e a sororidade não usar a oportunidade para fazer o mesmo. É sabido que há um aumento no número de mulheres no audiovisual, sobretudo na área de direção e roteiro, mas ainda assim, este número continua pequeno. Na produção nacional, por exemplo, segundo levantamento da Ancine, das 2.583 obras audiovisuais registradas ano passado na agência apenas 17% foram dirigidas e 21% roteirizadas por mulheres.)

(E falando em feminismo, Big Little Lies passa no Bechdel Test.)

Séries

Tudo o que sabemos sobre Star Wars: Battlefront II

Star Wars: Battlefront II está chegando e, se você dedicou horas de jogo ao original de 2005, prepare-se para mais. Parece que a EA acertou em cheio dessa vez.

Com as três eras da saga disponíveis, heróis cativantes como Yoda, Darth Maul e Rey, e muito mais mapas (e provavelmente, armas), os produtores trouxeram tudo que faltou no reboot de 2015. Confira uma análise de tudo que sabemos até agora.

Campanha

O jogo traz uma nova protagonista feminina (como vem acontecendo no universo Star Wars), dessa vez uma imperial chamada Iden Versio. Acompanharemos a personagem ao longo de 30 anos, que provavelmente ligarão o fim da trilogia original (O Retorno de Jedi) até o início da nova (O Despertar da Força). A personagem foi modelada com base na atriz e cantroa Janina Gavankar.

Mapas

Temos alguns mapas confirmados até agora. Eles são:

  • Endor
  • Hoth
  • Kamino
  • Mos Esley
  • Takodana
  • Theed
  • Starkiller Base
  • Yavin 4

É interessante ver a adição de mapas como Mos Esley, Yavin 4 e Kamino, que estavam nos jogos originais. É quase certo que a tenologia da DICE vá deixar esses mapas surrealmente lindos.

Heróis

A gama de heróis aqui não somente vai ser bem diversa, mas parece que os produtores não irão recorrer a personagens terciários para fazer adições menos significativas. No Battlefront de 2015, heróis como Dungar e Nien Nunb foram adições sem sentido de personagens com pouco reconhecimento ou influência no universo Star Wars. A sequência agora trará personagens como Yoda, Darth Maul, Rey, Kylo Ren e Luke Skywalker, todos marcantes e extremamente relevantes na saga.

Jogabilidade

Além de (provavelmente) adicionar mais veículos terrestres, o jogo vai trazer de volta a jogabilidade baseada em classe. O que isso significa? Que ao invés de escolher suas armas, modificadores e um corpo e entrar no campo como um soldado individualizado, o jogador escolherá entre classes fixas de soldados, com um grau de customização que não sabemos ainda até onde irá. Esse sistema se aproxima muito mais do jogo original de 2005.

 

Star Wars: Battlefront II tem lançamento previsto para 17 de Novembro.

Atualizações, Séries

Saiu o trailer de Star Wars:Battlefront II

Há dois anos atrás, a parte gamer do fandom de Star Wars estava em ebulição. O reboot do jogo de maior vendagem baseado na série estava prestes a sair para a geração atual de consoles, e parecia lindo.
O jogo saiu no fim de 2015 e, de fato, foi uma das experiências Star Wars mais autênticas além dos filmes; a jogabilidade, porém, decepcionou grande parte dos fãs. Muitos elementos dos originais não foram incluídos, como ambas as eras dos filmes e batalhas espaciais (que foram depois incluídas através de DLC’s, como é típico da EA).
Ontem a noite, o teaser vazado do novo Star Wars Battlefront II pareceu indicar que os produtores escutaram os fãs. Antes que a gente comente mais sobre isso, assiste aqui (ou reassiste) essa lindeza:

Nossa, me emocionei tudo de novo aqui. (pausa pra enxugar lágrimas). Bem, como a gente pode ver, parece que além de batalhas espaciais no material base e todas as TRÊS eras cinematográficas de Star Wars, pelo menos uma campanha vai ser apresentada. Trazendo novamente uma mulher protagonista para o universo Star Wars, Battlefront II retorna às origens com a nova campanha; dessa vez, é a vez do Império de ser representado pela liderança feminina. Não se sabe nada além do que é mostrado no trailer sobre a nova personagem, mas ela parece bem badass.

Bem, agora vamos esperar que a EA também tenha aprendido a não lançar 60% do jogo em DLC. Verdade seja dita, esse jogo é o que o primeiro deveria ter sido… Mas meu guilty pleasure, não minto, vai ser comprá-lo (e passar horas jogando) assim que sair. Mal posso esperar pra realizar minha fantasia de ser a Rey… <3

Star Wars Battlefront: II ainda não tem data de lançamento. Fique ligado no Beco Literário para saber todas as novidades sobre o jogo!

Atualizações, Colunas, Séries

Especial ‘Dia do Blogueiro’: O surgimento dos blogs e sua evolução até os dias de hoje

Hoje, dia 20 de março, é comemorado o dia do blogueiro. Mas, o que é um blogueiro? Onde ele vive? O que come? Como se reproduz? O Beco voltou aos primórdios da Internet para explicar como surgiu essa raça tão importante para o nosso acesso à informação nos dias de hoje.

O termo weblog foi criado por Jorn Barger, criador do primeiro blog, o Robot Wisdom, em 17 de dezembro de 1997. A abreviação blog, por sua vez, foi criada por Peter Merholz, que, de brincadeira, desmembrou a palavra weblog para formar a frase we blog (“nós blogamos”) na barra lateral de seu blog Peterme.com, em abril ou maio de 1999. Pouco depois, Evan Williams do Pyra Labs usou blog tanto como substantivo quanto verbo (to blog ou “blogar”, significando “editar ou postar em um weblog“), aplicando a palavra blogger em conjunção com o serviço Blogger, da Pyra Labs, o que levou à popularização dos termos.

Jorn Barger, criador do Robot Wisdom, considerado o primeiro blog, em 1997

Antes do formato blog se tornar amplamente conhecido, havia vários formatos de comunidades digitais como o Usenet, serviços comerciais online como o GEnie, BiX e Compuserve, além das listas de discussão e do Bulletim Board System (BBS). Em 1990, softwares de fóruns de discussão como o WebEx criaram os diálogos via threads.

blog atual é uma evolução dos diários online, onde pessoas mantinham informações constantes sobre suas vidas pessoais. Estes primeiros blogs eram simplesmente componentes de sites, atualizados manualmente no próprio código da página. O site do cientista e pesquisador brasileiro Cláudio Pinhanez, que na época já trabalhava no MIT Media Lab, é considerado o primeiro a ser publicado em formato de diário virtual.  O seu “Diário Aberto” (Open Diary), publicado no Laboratório de Mídia do MIT, tinha o objetivo de documentar acontecimentos em sua vida e foi atualizado até 1996. Em seu primeiro texto, ele falava sobre o filme Vanya on 42nd Street (Tio Vanya em Nova York ), que havia achado o máximo. A evolução das ferramentas que facilitavam a produção e manutenção de artigos postados em ordem cronológica facilitou o processo de publicação, ajudando em muito na popularização do formato. Isso levou ao aperfeiçoamento de ferramentas e hospedagem própria para blogs.

Cláudio Pinhanez, criador do primeiro diário virtual, Open Diary, em janeiro de 1994

A mensagem passou a modelar o meio, quando no início de 2000, o Blogger introduziu uma inovação – o permalink, conhecido em português como ligação permanente ou apontador permanente – que transformaria o perfil dos blogs. Os permalinks garantiam a cada publicação num blog uma localização permanente – uma URL – que poderia ser referenciada. Anteriormente, a recuperação em arquivos de blogs só era garantida através da navegação livre (ou cronológica). O permalink permitia então que os blogueiros pudessem referenciar publicações específicas em qualquer blog.

Em seguida, hackers criaram programas de comentários aplicáveis aos sistemas de publicação de blogs que ainda não ofereciam tal capacidade. O processo de se comentar em blogs significou uma democratização da publicação, consequentemente reduzindo as barreiras para que leitores se tornassem escritores.

Interface do Robot Wisdom

A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, ou os blogs como uma comunidade ou rede social, cresceu em ritmo espantoso. Em 1999, o número de blogs era estimado em menos de 50; no final de 2000, a estimativa era de poucos milhares. Menos de três anos depois, os números saltaram para algo em torno de 2,5 a 4 milhões. Atualmente, existem cerca de 112 milhões de blogs e cerca de 120 mil são criados diariamente, de acordo com o estudo State of Blogosphere.

Existem diversos tipos de blogs atualmente. Entretanto é possível dividi-los em três grandes ramos:

  • Blogs pessoais: são os mais populares e, normalmente, são usados como um gênero de diário com postagens voltadas para os acontecimentos da vida e as opiniões do usuário. Também são largamente utilizados por celebridades que buscam manter um canal de comunicação com seus fãs.
  • Blogs coorporativos e organizacionais: muitas empresas vêm utilizandoblogs como ferramentas de divulgação e contato com clientes. Tanto é assim que já existe a profissão de blogueiro, ou seja, profissionais são contratados pelas empresas com o cargo de blogueiro para a realização de blogs internos ou externos para registrar as diversas atividades corporativas, respectivamente, para públicos internos (colaboradores) de forma mais privativa e externos, como clientes e fornecedores. A empresa líder em blogs pelo mundo é a Microsoft com um total de 4500 blogs.
  • Blogs de gênero: por fim, háblogs com um gênero específico, que tratam de um assunto dominado pelo usuário, ou grupo de usuários. Estes são os blogs com o maior número de acessos, sendo que eles podem apresentar conteúdos variados, como humorísticos, notícias, informativos ou o de variedades, com contos, opiniões políticas e poesias. Algumas categorias de blogs recebem denominações específicas, como blogs educativos, blogs literários, Metablogs, etc. É nessa categoria que encaixamos o Beco Literário.

Podemos dizer que o tatatatataravô do Beco foi o primeiro blog brasileiro criado em 1998 por Nemo Nox, que não revela seu nome verdadeiro nem sua idade. Naquela época, não existiam plataformas próprias para blogs, então, ele precisava criar cada página em HTML em um editor de texto e publicar por FTP. As postagens do blog eram principalmente atividades culturais: livros, filmes, música, etc. Alguma semelhança?

Nemo Nox, primeiro blogueiro brasileiro

Junto com os blogs, nasceram os blogueiros, os profissionais responsáveis por publicar qualquer coisa sobre qualquer tema em um blog. Isso não precisa ser, necessariamente pela escrita, pode ser por vídeo ou por voz, como é o caso dos Youtubers.

Reviews de Séries

O que esperar da 6º temporada de Scandal

Scandal chega a sua temporada em uma linha divisória muito tênue: se amamos ou odiamos Olivia Pope. Após algumas derrapadas ao decorrer de sua história, fomos agraciados na segunda metade da 5ª temporada com uma melhora significativa em seu enredo e a estreia da nova temporada na última quinta só nos mostrou que não devemos duvidar de Olivia Pope.

 

Quando foi renovada para retornar neste ano de 2017, recebemos junto a informação da gravidez da atriz Kerry Washington, o que resultou numa redução de episódios: serão apenas 16 nessa leva. E isso é ótimo! Após uma instável leva de episódios em 2016, a redução nos dá esperança que os que estão programados sejam mais consistentes, sem precisar dar voltas em círculos como estava acontecendo com frequência.

 

 

 

Cyrus deve ditar o tom na nova temporada – após ser deixado de lado, o poder parece estar em suas mãos

 

Após um plot sobre sequestro e venda de pessoas na deep-web, a novela mexicana que rondava o romance de Olivia e o presidente do mundo livre, Fitz e os surtos de Huck que me faziam acelerar a velocidade do reprodutor, Scandal encontrou no fim da última temporada aquilo que os fãs pediram e o motivo pelos quais nos apaixonamos: a RP foda, gladiadora, a resolvedora de problemas. Olivia nos conquistou por apenas saber como entrar num lugar e mostrar quem manda. Suas roupas sempre impecáveis, sua postura, seu jeito de ser superior porque de fato É superior. E isso tudo havia se perdido no meio de tantos plots insuportáveis. Pior do que Papa Pope falando como se fosse ter um AVC a qualquer momento era ver Olivia querendo ir pra Vermont viver de fazer geléia. Quem comprava isso?

 

E assim chegamos ao principal problema da série: Papa Pope. Não existe meio termo com ele. Ou ama ou odeia. E na maior parte das vezes, vejo gente odiando. Ele dominou a 4ª temporada e teve seus momentos de holofote na 5ª, e francamente? Deu. Isso de comando, B613, acontecendo bem debaixo do nariz de todos é intragável.

 

Duelo de egos de Olivia e Abby devem continuar movendo a trama 

 

 

Chegamos em um ponto que como disse no começo, estávamos a ponto de começar a odiar Scandal por conta do circo que ela havia se transformado. Mas agora, no primeiro episódio deste ano, Shonda Rhimes mostra que ainda sabe acertar. A disputa eleitoral mostrada no último ano deu o gás que era preciso para recuperarmos nosso amor pela série. Agora, com Cyrus Beene podendo assumir a presidência dos Estados Unidos, temos uma base para mais 15 episódios imperdíveis. Foi impossível piscar, se distrair com o celular ou pensar em fazer outra coisa ao decorrer deste retorno.

 

A disputa entre Mellie Grant e Susan Ross proporcionaram a recuperada da série em 2016.

 

Por fim, Scandal tem essa mania de nos apresentar a histórias paralelas que não interessam nem um pouco. Lizzie e Rosen foram nosso último exemplo. Qual será a deste ano? Por falar nisso, será que teremos mais de Susan Ross? Susan se mostrou a mais carismática do elenco, sabendo ir do sério ao cômico em um piscar de olhos. Quando surgiu pela primeira vez para assumir a vice-presidência já dava pra notar que ela seria um alívio para a história, e que com o tempo foi saindo de cena, para de repente se tornar candidata e roubar a cena em muitos instantes. Agora que este plot se foi seria interessante vê-la em ação nesses últimos dias de governo Fitz. A 6ª temporada tem tudo para fazer a série se reencontrar e voltar com tudo aos trilhos. E é para isso que torcemos.