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VLOG: Chegou para o Beco!

Olá gente, sei que o vlog dessa semana está um pouquinho bem atrasado, mas ele FINALMENTE está no ar! Nele eu falo sobre os livros que chegaram para o Beco nesse primeiro trimestre das editoras parceiras, e tem muuuuuita coisa boa! Vamos conferir?

https://www.youtube.com/watch?v=9wOKdBcbGQA&feature=youtu.be

Os livros são da parceria com a Novo Conceito, Editora Jangada e Suma de Letras, que são as parcerias que eu cuido!

Resenhas

Resenha: Fúria Vermelha, Pierce Brown

Em um futuro não tão distante, o homem já colonizou Marte e vive no planeta em uma sociedade definida por castas. Darrow é um dos jovens que vivem na base dessa pirâmide social, escavando túneis subterrâneos a mando do governo, sem ver a luz do sol. Até o dia que percebe que o mundo em que vive é uma mentira, e decide desvendar o que há por trás daquele sistema opressor. Tomado pela vingança e com a ajuda de rebeldes, Darrow vai para a superfície e se infiltra para descobrir a verdade.

O que dizer sobre esse livro que acabei de terminar e já considero tanto? Apenas F E N O M E N A L.

Eu sei que já estamos enjoados de distopias, porque o mercado está se afogando de livros e livros desse gênero, mas sou obrigada a admitir a qualidade deste aqui, que mistura um mundo distópico, com sci-fi e aquele toque perfeito de guerras e estratégias como um jogo de War (adorava esse jogo, hahaha).

Darrow é um Mergulhador-do-Inferno, uma das funções mais perigosas e de prestígio entre os Vermelhos (classe mais baixa), e o que o torna extremamente habilidoso mesmo com a pouquíssima idade de 16 anos. É um bom menino, que perdeu o pai muito cedo, mas quando se casou com Eo, sua melhor amiga, foi como se uma parte do seu coração tivesse sido refeito.

E ele é um personagem diferente do que estamos acostumados em distopias, porque dentro das mais famosas o incômodo pela sociedade injusta está sempre presente nos protagonistas, mas Darrow realmente acredita ser parte importante e necessária da sociedade, possuindo aquela certa inocência, e tudo que ele quer é trabalhar duro pra prover o melhor pra família dele, sendo seu desejo mais ambicioso o de poder ver a luz do sol, já que trabalha no subsolo desde que nasceu.

 

Tudo que possuo é minha família e eu mesmo. Tudo o mais pertence à Sociedade. Sem eles, estaríamos na Terra moribunda como o restante da humanidade. 

Mas como se espera que aconteça, uma tragédia muda sua vida e o obriga a mudar suas perspectivas e questionar a justiça e a realidade que até então ele confiava e acreditava. Mas, essa é a única parte previsível do livro, o resto é uma montanha-russa de emoções.

As cores da Sociedade são uma parte interessante, porque é como são divididos e toda a sua composição está baseada nessa cor. Desde os cabelos até os olhos seguem o padrão da cor a que pertencem. Para se ter ideia da extensão em que se encaixam nas suas respectivas classes, a sua estrutura vai de mais resistente (Vermelhos) a mais delicada (Rosas) e inclusive indestrutível (Ouros). Tudo é uma prova do quão baixo ou quão alto você se encontra na hierarquia, não é uma questão precisa de sorte.

Admito que, como o autor tem que ambientar o universo para que possamos compreendê-lo, a leitura é lenta a princípio, mas a construção do mundo é necessária para o desenvolver da história, e, depois de uma certa parte já não é possível parar de ler.

O livro aborda os temas de forma adulta, a violência, a sede de vingança e a realidade do universo não são amenizadas, o que  é uma coisa boa, porque dessa forma é possível se apegar aos personagens e a suas respectivas realidades (afinal, como disse Augustus Waters, “a dor deve ser sentida”, hahaha).

Todos os personagens são muito bem contextualizados e intrigantes, o autor consegue te trazer os sentimentos de raiva e ao mesmo tempo compaixão em diversos casos, e uma das coisas que me agradou é que Darrow, mesmo tendo todos os motivos para ser puramente cruel, ainda mantém a justiça e a compaixão como algo a se considerar.

 

Fui forjado nos intestinos deste mundo duro. Afiado pelo ódio. Fortificado pelo amor. 

Essencialmente o livro é uma obra-prima do autor Pierce Brown. É diferente de todos as distopias que tinha lido, apesar de haver leves semelhanças com Jogos Vorazes, é algo único.

E lembra que no início falei das guerras e jogos de estratégia que esse livro tem parecido com War, não quero dar spoilers, então aqui fica apenas o gostinho a mais: existe um instituto onde todas essas estratégias são colocadas a prova (e que instituto é esse? acho que terão que ler…muahaha).

O segundo livro Golden Son deve chegar ao Brasil pela Editora Globo Livros no segundo semestre desse ano, e o terceiro Morning Star está para ser lançado nos EUA. E os direitos cinematográficos já foram vendidos para o diretor de Guerra Mundial Z, então podemos esperar um grande filme chegando por aí (ebaaa!).

Atualizações, Novidades

Mais um lançamento da DarkSide® para esse semestre!

DarkSide® continua surpreendendo seus leitores! Hoje foi anunciado mais um lançamento para esse semestre: A NOIVA FANTASMA! Ficou curioso? Vem conferir com a gente!

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A Noiva Fantasma, por Yangsze Choo 

Até que a morte os aproxime

 

“Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma…”

1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto. A Noiva Fantasma, que a DarkSide® Books publica no Brasil em 2015, é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo. Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente. Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, A Noiva Fantasma é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea. Eleito o Livro da Semana pela Oprah. com, entrou em diversas listas de melhores livros do ano, como Indie Next List’s Pick, Glamour Magazine Beach Read, The Bookseller Editor’s Pick e Library Journal Barbara’s Pick.

 

“O estilo claro e encantador de Choo cria uma realidade alternativa onde as apostas são tão altas quanto no mundo real, combinando momentos de narrativa bem fundamenta com o sobrenatural.” Publishers Weekly

“O que faz com que tudo funcione neste romance é o mundo suntuoso da cultura emigrante chinesa e a história de amor que se desenrola sob tudo isso – uma história repleta de saudade, que as páginas praticamente
suspiram conforme você vira cada uma delas.” Oprah.com

“A Noiva Fantasma, um impressionante romance de estreia, conduz os leitores através de um dos passeios mais selvagens desde que Alice caiu na toca do coelho” San Jose Mercury News

“A odisseia de Li Lan a mantém à beira da morte terrena e prende o leitor às páginas.” New York Journal of Books

 

 

Ficha Técnica

Título | A Noiva Fantasma

Autora | Yangzse Choo

Tradutor | Leandro Durazzo

Editora | DarkSide®

Edição | 1a

Idioma | Português

Especificações | 360 páginas, capa dura

Lançamento | Abril de 2015

 

Estou sem palavras para esse livro! E vocês? Curtiram? Esse livro é para garantir em pré-venda ainda, não é? Mais uma vez a DarkSide® mandou super bem na edição! Agora é só aguardar o lançamento!

Atualizações, Novidades

Lançamentos de Abril! Suma de Letras: Romance e Stephen King

Nada melhor do que começar uma tarde de terça-feira sabendo dos lançamentos da Suma de Letras não é? E é por isso que o Beco Literário traz para vocês os títulos que serão lançados pela editora no mês de abril. Mais uma oportunidade de aumentar a wish list e encher os olhos com essas edições INCRÍVEIS! Estão prontos para ver essas maravilhas? Então vamos lá!

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O novo romance da autora de O amor não tem leis

Nunca provoque um peão: ele só precisa de oito segundos para te enlouquecer.

Pietra, filha única de um rico fazendeiro, sempre teve tudo o que quis. Para realizar mais um de seus caprichos – viver em Paris em seu próprio apartamento –, ela é obrigada pelo pai a passar uma temporada na propriedade da família.Lá, ela conhece o veterinário Lucas, um homem simples e determinado, que sonha em competir nos grandes rodeios do país. Quando o peão conhece a patricinha, faz de tudo para não se deixar levar pelos lindos olhos verdes da filha do patrão. Em 8 segundos, Pietra e Lucas não conseguirão resistir à paixão. Mas antes que possam viver este amor, a revelação de um terrível segredo do passado mudará suas vidas para sempre.

 

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Vencedor dos prêmios BRAM STOKER e BRITISH FANTASY

“Contos que fazem mais do que jus à qualidade literária desse autor prolífico. Instigantes? Sim. Brutais? Nem queira saber.” — The New York Times

“Reviravoltas sombrias guiam os quatro contos, que mostram como um talentoso contador de histórias pode fazer um livro inquietante e impossível de largar.” — Publishers Weekly

“King oferece quatro olhares que vão direto ao ponto ao mostrar os limites da ganância, da vingança e do autoengano.” — Booklist

Na ausência da luz, o mundo assume formas sombrias, distorcidas, tenebrosas. Em Escuridão total sem estrelas os crimes parecem inevitáveis; as punições, insuportáveis; as cumplicidades, misteriosas.

Em 1922, o agricultor Wilfred e o filho, Hank, precisam decidir do que é mais fácil abrir mão: das terras da família ou da esposa e mãe. No conto Gigante do volante, após ser estuprada por um estranho e deixada à beira da morte, Tess, uma autora de livros de mistério, elabora uma vingança que vai deixá-la cara a cara com um lado desconhecido de si mesma. Já em Extensão justa, Dave Streeter tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor. Mas será que para salvar a própria vida vale a pena destruir a de outra pessoa? E, emUm bom casamento, uma caixa na garagem pode dizer mais a Darcy Anderson sobre seu marido do que os vinte anos que eles passaram juntos.

Os personagens dos quatro contos de Stephen King passam por momentos de escuridão total, quando não existe nada — bom senso, piedade, justiça ou estrelas — para guiá-los. Suas histórias representam o modo como lidamos com o mundo e como o mundo lida conosco. São narrativas fortes e, cada uma a seu modo, profundamente chocantes.

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“Um clássico incomparável.” — The Wall Street Journal

“Absolutamente fascinante.” — Sunday Times

“King tem uma imaginação grandiosa e sabe como despertar uma profunda empatia nos leitores. É um livro excêntrico e apaixonante, escrito com brilhantismo por um dos maiores contadores de história da atualidade.” — The Guardian

Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempose vencedor dos prêmios BRAM STOKER e LOCUS na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a escrita — A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.

O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação.

Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King.

E, junto a tudo isso, o autor oferece uma aula incrível sobre o ato de escrever, citando exemplos de suas próprias obras e de best-sellers da literatura para guiar seus aprendizes. Usando exemplos que vão de H. P. Lovecraft a Ernest Hemingway, de John Grisham a J. R. R. Tolkien, um dos maiores autores de todos os tempos ensina como aplicar suas ferramentas criativas para construir personagens e desenvolver tramas, bem como as melhores maneiras de entrar em contato com profissionais do mercado editorial.

Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada.

 

 

Impossível não querer esses lançamentos não é? E mais impossível ainda é não se apaixonar por essas edições lindas da Suma de Letras. Em breve vocês terão resenhas desses livros e de vários outros da Suma de Letras aqui, no Beco Literário!

 

 

Resenhas

Resenha: Cartas de Henry, Ana Clara Medeiros

Henry é um menino depressivo e sem esperanças na vida, filho de pais ausentes e irmão de um garotinho vítima do câncer. Quando percebe que vai desabar, sua amiga de infância e primeiro amor, Louise, sempre o ajuda, todavia o destino os prega uma peça e o preço a pagar por isto será bastante alto. Em meio a novas experiências como faculdade, garotas, drogas e distúrbios mentais, o jovem deverá encontrar motivos para continuar a sobreviver, lutando contra seus demônios internos e falta de crenças.

O fruto de uma amizade. Seria essa a explicação para o livro. O cultivo de uma relação que a qualquer momento poderia se dissolver. “Cartas de Henry” desperta o mais antigo sentimento. Um livro que traduz o sentido de se amar. Não de forma comum, ou muito menos clichê. A obra é profunda. Ela emana realidade.

Capa: Cartas de Henry

Um breve resumo: Louise e Henry são grandes amigos, vivenciaram um pedaço da infância, o início da adolescência e o decorrer dela juntos em uma cidadezinha do Rio Grande do Sul. Eis que o ensino médio acaba e a hora de abrir as portas da faculdade chegou. É graças a ela que eles se separam. Louise, singela e doce, abandona o frio gaúcho pelo calor carioca, Henry, peculiar e acovardado, permanece onde deveria estar. Um obstáculo entre os grandes amigos é imposto: a distância. Uma palavra simples e sem problemas na pronúncia. Uma palavra que destruiria qualquer ser humano. Por aí tudo correria bem, eles iriam se despedir e um dia se veriam novamente. Mas essa não é mais uma das histórias que estamos costumados a ler. Ela é bruta. No meio de Henry e Louise encontra-se o medo. O medo do nosso eu lírico. Henry sempre amou sua melhor amiga, sempre a desejou… mas o temor do que poderia acontecer o impediu de pronunciar isso. Trocar olhares era fácil, fazer carinho era simples, mas falar parecia impossível. Desse modo ocorreu a separação. Sem nunca dizer uma palavra sobre o que sentia. Sem informar a Louise que a amava da melhor forma possível. O único meio que ele encontrou para exalar todo esse fardo foi escrevendo, colocando tudo no papel. Henry escreveu cartas. Elas eram endereçadas para Louise, falavam sobre ela. Falava sobre eles. Mas as cartas nunca seriam enviadas por Henry. Junto ao seu quadro mental abalado graças à perda, ainda lhe restavam pais ausentes e um irmão com sérios problemas de saúde. A partir do dia em que Louise embarcaria em um avião tudo iria mudar. Pessoas apareceriam em sua biografia. Pessoas evaporariam desta. A vida de Henry foi literalmente do céu ao inferno.

Muitos poderiam comparar a obra com o livro “As Vantagens de ser Invisível” (1999), de Stephen Chbosky. Essa comparação seria justa, pois ambos retratam a adolescência, isso é certo. Os dois livros são “pesados” e ao mesmo tempo leves. Mas o que difere “Cartas de Henry” de “As Vantagens de ser Invisível” é justamente o modo como o primeiro é interpretado e exposto. O segundo nos expõe Charlie e seus problemas. O primeiro retrata Henry, seus problemas, e uma coisa que é essencial em grandes livros: a escolha. Em cada página de “Cartas de Henry” o poder da escolha é dado ao leitor. Ele interpretaria da melhor forma que o coubesse. Comecei essa resenha com a frase: “Eu sinto um infinito por ela.” Foi proposital. A palavra “infinito” hoje está muito ligada com a história do garoto Charlie. A frase mais famosa do livro de Stephen é: “E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos”. Seria engraçado se não fosse trágico. Posso ir de encontro a muitos fãs, mas “As vantagens de ser invisível” não consegue obter o grau emocional que “Cartas de Henry” conseguiu para mim. A linguagem usada pela autora é totalmente diferente da de Chbosky. Ela emprega um nível altíssimo no enredo, e o mesmo é divergente com a vida de Charlie e suas vantagens de ser invisível. Por fim, eles se diferenciam de forma clara e ampla. As cartas são um detalhe em comum… apenas isso.

Um ponto forte em “Cartas de Henry” é o linguajar poético. A autora, Ana Clara Medeiros, impregnou cada trecho de sua obra-prima com a mais pura poesia. Não é um romance cansativo. Algo que se lê duas ou três páginas e deseja largar. Pelo contrário, graças à escrita em camadas o leitor começa uma viagem sem escalas. Entre tantas frases uma me chamou mais atenção. Entre tantas poesias embutidas eu escolhi a que transparece o significado da obra:

Amo-a em cada centímetro do meu corpo, a respiro por mais que quilômetros nos separem, a amo como acho lindo o jeito que ela sorri ao me ver sendo alguém melhor e faria de tudo para tê-la de volta”.

O mais belo em tudo isso é o resgate da verdadeira literatura nacional. “Cartas de Henry” é a personificação do ultrarromantismo que outrora fora os pilares da nossa literatura. Entre as linhas escritas por Ana Clara Medeiros senti o ar de amor platônico que muitas vezes se destacara nas obras de Álvares de Azevedo. Nas palavras de Henry pude relembrar Casimiro de Abreu. É a renovação por meio do antigo. Devo destacar que o tom mórbido usado na segunda geração do Romantismo é inexistente na obra de Ana Clara, o que ficou presente foi a essência de amar sem esperar algo em troca. Amar por amar, e assim afundar em um abismo profundo.

Atualmente nosso cenário literário está recheado de novos escritores. Mas em sua maioria são autores de histórias fantásticas ou relatos históricos. A criadora de Henry e Louise foi além. Descartou as opções mais fáceis. Ignorou o atual. A senhorita Medeiros navegou em um mar que há anos não recebia uma nova embarcação. O que seria um “neorromantismo” brasileiro encontra-se escasso. Hoje uma nova peça foi concebida para o mesmo. “Cartas de Henry” lembrou-me de várias músicas e sonetos. Entre elas está “Pétala”, música composta pelo cantor de música popular brasileira, Djavan. Em sua letra está realçado: “…Por ser exato, o amor não cabe em si…”. Uma frase que ajudaria o leitor a compreender essa gigantesca história. Por mais que se tente, o amor, nunca será explicado inteiramente. Por mais que se deseje… é algo que nos intrigará. Mas ao ler as cartas do jovem que tanto sofria pude compreender um pouco do que se tratava essa “coisa” (coisa sim, do modo que Durkheim definiu os abstratos e reais). Interpretar da forma simples o que se parece mais complexo. Guardar quando preciso. Expor quando for a hora certa. Pensar além.

O ápice de “Cartas de Henry” é sua complexidade. Em seu romance de estreia, Ana Clara Medeiros mostra que é veterana. Passa de promessa para realidade. Por meio de cata-ventos azuis e gestos simples se aprende a dar valor. Nas palavras da autora:

Dar valor é querer todos os dias a mesma pessoa do seu lado, é temer perdê-la como quem teme na hora  da morte. Dar valor é entregar-se tão profundamente a alguém que a protegemos com unhas, dentes e com o que mais der. Valor é amor na língua dos cegos.”

É uma obra singular. Montada cuidadosamente e recheada de surpresas. Em cada capítulo pode-se sentir a agonia de Henry. A saudade que a tantos incomoda. A cada carta os laços se estreitam. A cada palavra o enredo toma vida. Henry, Louise e tantos outros vivem. São tão reais como qualquer ser humano. O poder da literatura está adornado em cada paragrafo. Todo jovem, adulto ou criança deve uma vez na vida ler as palavras do forte e sonhador jovem e com elas redescobrir o seu íntimo.   

Assista ao book trailer de “Cartas de Henry”:

https://www.youtube.com/watch?v=Azcy53o8l70

 

Resenhas

Resenha: Caveira Vermelha Encarnado, Greg Pak & Mirko Colak

Em 1923 quando a República de Weimar mergulha no caos e o Partido Nazista ascende ao poder na Alemanha, um órfão chamado Johann Schmidt atinge a maturidade. O jovem que vai se tornar o Caveira Vermelha luta para sobreviver – e triunfar – num mundo mergulhado no colapso econômico, crise política e violência implacável, até ganhar a afeição de um lojista amigável e sua filha. No entanto, conseguirá um garoto que abraçou a brutal supremacia do poder evitar seu terrível destino?

Caveira Vermelha Encarnado é uma HQ que aborda a infância de Johann Schmidt, uma infância delinquente com chances de redenção sempre ignoradas. Infelizmente não vemos o momento em que sua aparência se transforma através de uma máscara de caveira vermelha dada a Schmidt pelo próprio Hitler, mas tudo que constrói o psicológico e a frieza do personagem estão presentes na história.

Escrito por Greg Pak e desenhado por Mirko Colak, temos uma grande combinação de talentos, Mirko trabalha muito bem com contraste e sombras, conseguindo emitir a tensão através de sua arte, Greg Pak não deixa pontas soltas, entrelaçando fatos históricos à história do personagem com perfeição, cada capítulo remete a um momento sociopolítico importante na Alemanha.

Em 1923, Johann Schmidt e seu amigo Deiter moram em um lar para crianças rebeldes, administrado por um mal humorado simpatizante do partido nazista. Quando um cachorro surge no lar fugindo da carrocinha, Deiter demonstra seu lado bondoso, escondendo-o, Schmidt repreende seu amigo, mas mantém-se quieto para não chamar atenção, seria a sensibilidade uma das faces de Johann? Possivelmente, mas seu lado frio logo a sobrepõe. Quando acontece o Putsch Bierhalle, a tentativa de golpe do Partido Nazista juntamente com seu líder Adolf Hitler, Johann corre para ver a marcha, deparando-se com a polícia alvejando vários membros do Partido Nazista, e consegue pôr as mãos em uma pistola que foi derrubada por um dos atingidos, apontando-a para o malvado administrador do lar, que consegue desarmá-lo, obrigando Schmidt a fugir escondendo-se na multidão, avistando a carrocinha que sempre passa em frente ao lar, ele entra nela desesperado para despistar o administrador. O motorista reconhecendo o garoto fica surpreso ao vê-lo e, mais ainda, ao ouvir o seu pedido: “Ensine-me a matar”.

No canil acontecem vários episódios traumáticos na vida de Johann, o administrador do canil mata um cachorro na frente dele e o pede para fazer o mesmo com um filhotinho, mas ele se nega, então o perverso administrador joga o pequeno cãozinho em uma gaiola cheia de cães raivosos que atacam o filhote impiedosamente. Schimdt, em um ato desesperado, entra lá para tentar salvar o filhote, lutando com os cachorros maiores até matá-los, mas já era tarde demais, o filhote já estava desfalecido em suas mãos, por mais que tentasse salvá-lo. Com suas últimas forças, o filhote o morde antes de morrer. Esse acontecimento marca uma mudança profunda na natureza do personagem, a bondade que restava em seu coração se esvai, dando lugar à frieza e à indiferença com a vida.

A HQ é um ótimo exemplo de como deve ser construído o passado de um vilão, explicando como se formam alguns traços de sua personalidade através da sua infância traumática e do seu passado sofrido. Também nos é apresentada com clareza a ascensão de Johann Schmidt ao Partido Nazista, se tornando a mão direita de Adolf Hitler. Essa é uma leitura muito recomendada para quem gosta de ir a fundo na história dos personagens. Porém, sentimos falta de referências ao universo Marvel e seus personagens, como o Barão Zemo e o Barão Wolfgang von Strucker, este, um dos líderes fundadores da Hidra, uma organização subversiva cuja ambição é a dominação global.

Resenhas

Resenha: Diário da Seleção, Kiera Cass

Baseado na série de maior sucesso da Seguinte, este diário traz uma atividade para cada dia do ano. Com design especial, o Diário propõe que as fãs reflitam sobre o universo da série, escrevam sobre si mesmas, imaginem o que fariam caso fossem rainhas, criem desenhos, elaborem listas… e depois compartilhem tudo com as amigas! A partir de uma iniciativa inédita da editora, em outubro as leitoras brasileiras da Kiera Cass terão acesso a um diário oficial da série, o presente perfeito de final de ano.

O número de fãs da história criada por Kieira Cass “A Seleção” só faz aumentar e isso não passou despercebido pela Editora Seguinte. Após o fim[que não é fim de verdade, já que vão A Herdeira] da trilogia (A Seleção, A Elite, A Escolhida), o lançamento do livro de contos (O Príncipe e O Guarda), a editora lançou um livro totalmente interativo e voltado para o leitor, nascendo assim o Diário da Seleção.

Com o objetivo de aproximar cada vez mais os leitores de seus personagens, o livro (que veja bem, não é bem um livro) é um compilado de informações para você preencher sobre suas partes preferidas, alguns detalhes de vestidos, flores e coroas das escolhidas, tendo atividades divertidas para todos os dias do ano e você pode preenchê-lo na ordem cronológica ou de forma aleatória (tem até umas bolinhas na margem pra você escrever em que data você fez isso. Mais diário impossível, né?

O livro é extremamente caprichado: desde a capa até cada detalhe das páginas com a temática do universo de Kiera, a editora está de parabéns! Mas vai um aviso: ele contém spoilers da trilogia, então nada de folhear sem querer antes de terminar de ler a série completa. Vamos às fotos?

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Confesso que a proposta do livro é um pouco infantil pra minha idade, mas tenho certeza que muitas adolescentes gostaram e tiveram seus livros preenchidos e recheados das citações preferidas. Pra quem se interessou, a Companhia das Letras divulgou um booktrailer do livro muito bom:

 

Obs. Se você não conhece a trilogia, ela é recomendadíssima, e a resenha está aqui

Atualizações, Novidades

Lançamentos do primeiro semestre da DarkSide® Books

Preparado para aumentar ainda mais sua wish list? Ainda não? Então prepare-se, pois os lançamentos do primeiro semestre da DarkSide® Books vão te conquistar e entrar para a sua lista rapidinho!

 

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“Um passeio místico e profundamente original pelas calçadas de Nova York.” (Booklist)

 

Golem e o Gênio, por Helene Wecker

 

Uma fábula eterna. Realidade e magia neste aclamado livro de fantasia histórica!

 

Os confrontos e as barreiras vividas por duas culturas tão próximas, ainda que aparentemente opostas. Em Golem e o Gênio, premiado romance fantástico que a DarkSide® Books traz ao Brasil em 2015, o leitor se transporta à Nova York da virada do século XX, em uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Seus guias serão poderosos seres mitológicos. Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes, Ahmad e Chava se tornam improváveis amigos e companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa. Mas uma poderosa ameaça vai reuni-los novamente, colocando em risco suas existências e obrigando-os a fazer uma escolha definitiva. O romance de estreia de Helene Wecker reúne mitologia popular, ficção histórica e fábula mágica, entrelaçando as culturas árabe e judaica com uma narrativa inventiva e inesquecível, escrita de maneira primorosa. Golem e o Gênio foi eleito uma das melhores fantasias históricas pelo Goodreads e ganhou o Prêmio da VCU Cabell de Melhor Romance de Estreia.

“Wecker combina as mitologias judaica e árabe para criar um romance mágico ambientado na Nova York de 1899 […] Conforme Chava e Ahmad se unem contra uma ameaça terrível, a vizinhança em seu bairro, em Lower Manhattan, começa a tratá-los de maneira intrigante.” (Library Journal)

Ficha Técnica
Título | Golem e o Gênio
Autor | Helene Wecker
Tradutor | Cláudia Guimarães
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 460 páginas, capa dura
Lançamento | Abril de 2015

 

 

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“A prosa mantém um clima sinistro afinado, mas o aspecto mais impressionante do romance é sua estrutura. O passado de Jake é narrado em retrospecto, em episódios perfeitamente divididos, e logo quando parece que alcançamos o trauma fundador, somos empurrados ainda mais para dentro desta história perturbadora.” (New York Times)

Onde Cantam os Pássaros, por Evie Wyld

A DarkSide® também é alta literatura. Uma verdadeira amante das letras, livreira por opção e uma das novas vozes da nova literatura por vocação

Onde Cantam os Pássaros vem conquistando prêmios literários tradicionais como o Barnes & Noble Discover Award, oferecido pela livraria aos novos autores de destaque, o britânico Jerwood Fiction Uncovered Prize e o mais importante prêmio australiano, Miles Franklin Award, resenhas encantadoras e inúmeros fãs por onde é lançado. Com tramas paralelas, passadas em épocas e hemisférios diferentes, o leitor vai montando um intrigante quebra-cabeça com o que lhe é fornecido por essa autora criativa e, ao mesmo tempo, rigorosamente precisa.

“Uma de nossas romancistas mais talentosas da nova geração.” (The Observer)

No premiado romance de Evie Wyld, a fazendeira Jake White leva uma vida simples numa ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção.

“Uma história repleta de beleza, sombria e poderosamente perturbadora […] Uma obra engenhosa, como o melhor de Nabokov.” (William Boyd, New Statesman Books of the Year)

Aos poucos, vamos descobrindo mais sobre as suas habilidades em tosquiar e cuidar de ovelhas, aprendidas ainda quando jovem, em sua terra natal, na Austrália. E vamos aprendendo também o que aconteceu lá, que acabou por conduzir White à uma vida de reclusão e isolamento. E sobre as contradições e diferenças entre um passado (sempre narrado no tempo verbal presente) cheio de vida e calor, e o presente (narrado por sua vez no passado) repleto de lama, frio e um ritmo mais desacelerado, paira uma atmosfera absolutamente brutal.

“Marcante […] Tão bom quanto os primeiros romances de Ian McEwan.” (The Spectator)

Com uma prosa verdadeiramente excepcional, o estilo da autora reúne tanto clareza como substância e apresenta uma personagem inesquecível, enigmática, trágica, assombrada por um passado inescapável. Uma mulher forte, ainda que tão passível de falhas, erros e equívocos como todos nós. É uma história de solidão e sobrevivência, culpa, perda e o poder do perdão. Uma escrita visceral onde sentimos a presença de tudo, os odores, o vento, o tempo. Nada passa desapercebido.

“Onde Cantam os Pássaros é um romance de beleza perturbadora.” (Boyd Tonkin, Independent Books of the Year)

Onde Cantam os Pássaros é o segundo romance de Evie Wyld – selecionada em 2013 pela revista Granta entre os melhores jovens escritores britânicos da década – e mantém uma pequena e simpática livraria independente no bairro de Peckham, em Londres. A Review Bookshop possui um pequeno jardim, é dog friendly, realiza o Peckham Literary Festival e, claro, vende os melhores livros de grandes e pequenas editoras.

“O estilo de Wyld parece emergir de algum lugar profundo; algum lugar um pouco angustiante e estranho. Pela primeira vez, o hype corresponde ao talento.” (Lucy Atkins, The Sunday Times)

Sua prosa refinada com altas doses de terror psicológico está muito bem representada na edição que a DarkSide® Books entrega a seus leitores em 2015. Ela queria se isolar de tudo e todos, mas agora está cercada pela crueldade do silêncio e a mais pura manifestação da natureza. O ciclo da vida é muito mais assustador quando o fim ecoa dentro de
nós. Prepare-se para descobrir uma grande autora, e um livro à sua altura.

“Suspense e melancolia […] – uma arquitetura narrativa que poderia parecer artificial, não fosse a habilidade magistral de Wyld. Tomado de momentos surpreendentes de leveza e alegria – o humor negro da protagonista, a reverência nada sentimental da autora pelo mundo natural.” (The New Yorker)

Ficha Técnica
Título | Onde Cantam os Pássaros
Autor | Evie Wild
Tradutor | Leandro Durazzo
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 240 páginas, capa dura
Lançamento | Maio de 2015

E aí? O que acharam dos lançamentos DIVINOS da DarkSide® Books para o primeiro semestre de 2015? Eu já estou louca para tê-los em minha estante e poder chamá-los de meus, haha. Essas edições são simplesmente incríveis e mais uma vez a DarkSide® deu show com as capas! Impossível não amar essa Editora! (Assim como é impossível não aumentar a wish list depois de ver esses lançamentos.)

 

Resenhas

Resenha: Sombras Prateadas, Richelle Mead

Sydney Sage arriscou tudo. Ainda infiltrada na organização, trabalhava contra os alquimistas e vivia um romance secreto com o vampiro Adrian Ivashkov. Qualquer deslize poderia trazer tudo por água abaixo, e foi exatamente o que aconteceu: sua própria irmã descobriu seu relacionamento proibido e a denunciou, fazendo com que Sydney fosse capturada pelos seus pares e mandada para a terrível reeducação. Cercada de inimigos e sem saber onde estava ou como sairia dali, Sydney luta para manter sua identidade, sua capacidade de pensar por si mesma e, principalmente, a esperança de que encontrará Adrian novamente.

Sombras Prateadas é o quinto e penúltimo volume da série Bloodlines, spin-off de Academia de Vampiros. Tem autoria de Richelle Mead.

Eu nunca leria um livro de novo. Esse último pensamento particularmente me atingiu forte hoje, porque tanto quanto sonhar acordada com Adrian me carregava através dessas horas escuras, eu teria matado para ter algo tão banal quanto um romance qualquer para ler.

HELP! Que livro foi esse?! Sim, eu já estava preparado para o que estava para vir, mas foi tudo tão absurdamente impressionante que não acreditei que as coisas iriam ficar críticas assim. Começamos com o nosso amado casal debilitado, separado, sem poder se comunicar e ai… Meu coração não aguenta! Sydney e Adrian são um dos meus casais prediletos da ficção e um carma os persegue e não conseguem ter um momento de paz! Mead, isso não se faz!

Esse de longe, foi o melhor tomo da série. Não querendo desmerecer os anteriores, porém, este teve de tudo e mais um pouco. Ação, luta, mistério e é claro, muito romance. Desde Coração Ardente, temos a visão do Adrian, ou seja, podemos ver os dois lados do relacionamento central da história e eu fiquei imensamente grato por ter o prazer de conhecer mais a mente de um dos melhores personagens literários sobre o qual já li. Além de trazer uma experiência fantástica, traz um sofrimento enorme. Vemos as dores, as dificuldades e os problemas de uma pessoa tão debilitada e carente de amor e para mim, isso traz um brilho extra para a jornada de Bloodlines.

Centrum permanebit. As palavras latinas brincaram na minha mente, fortalecendo-me. Traduzido, elas significavam “O centro vai permanecer” e eram um verso de um poema que Adrian e eu tínhamos lido. Nós somos o centro agora, pensei. E eu e ele iremos permanecer, não importa o quê.

Apesar de tudo o que foi dito anteriormente, a verdadeira estrela deste volume foram os alquimistas. Não, isso não é nada bom, porém, eles tiveram um imenso destaque. Tivemos a oportunidade de ver como essa organização é e age. Me assustei bastante em relação a isso, pois eu imaginava que eles eram cruéis, mas não ao ponto do que vemos durante toda a narrativa. Acho que eles dariam um ótimo governo distópico…

Bem, os personagens continuaram amáveis e até então não tive aborrecimento com nenhum. Gostei bastante da presença da Rose – apesar de ter sido em pouquíssimas partes -, e curti bastante os novos que apareceram, mas que logo sumiram.

Enfim, Sombras Prateadas excedeu minhas expectativas me deixando ainda mais ansioso para último volume da série. Se você ainda não leu Bloodlines, corre na livraria mais próxima e compra porque vale muito a pena!
E como considerações finais: editora Seguinte deu um show na edição como de costume!

Ela era a garota. Aquela que mudou tudo. Aquela que me mudou.

Crédito imagem de capa (x)

Atualizações, Novidades

Promoção: A Morte de Sarai, J.A. Redmerski

A autora J.A. Redmerski gravou um recadinho especial para os leitores brasileiros apresentando seu novo livro “A morte de Sarai”, primeiro volume da série “Na companhia dos assassinos”, lançamento de fevereiro da Suma de Letras.

Ao final do vídeo, Jessica propõe uma ação exclusiva: poste uma foto sua com livro ou e-book “A morte de Sarai” nas redes sociais da autora com a hashtag ‪#‎SaraiBrasil e concorra a um exemplar autografado do livro. Valendo até o dia 15 de março.

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Para participar, a foto pode ser postada no Facebook (http://ow.ly/JSwJ5) ou no Twitter (@JRedmerski).