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Crítica de Cinema: Eu Fico Loko – O Filme

“Ninguém chega a lugar nenhum se não for meio louco de vez em quando” – A avó.

O filme que leva o nome do canal que existe há 6 anos é uma adaptação do primeiro e segundo livro de Christian Figueiredo, o “Eu Fico Loko: As Desaventuras de um Adolescente Nada Convencional” e o “Eu Fico Loko 2: As Histórias que Tive Medo de Contar”. Os livros escritos pelo youtuber traz em capítulos as histórias vividas por Chris e, nesse formato, elas são independentes uma da outra. No filme, o diretor Bruno Garotti une os diversos episódios em torno de um enredo e clímax que é a relação de Chris com a Giudirene ou Alice, a garota que quebrou seu coração e mudou sua vida, assim como uniu as diversas pessoas que fizeram parte dos livros em um só ator, como Chris já explicou em um de seus “daily vlogs”. Se você leu os livros, não estranhe ver vários capítulos unidos ou alguns personagens juntos quando no livro não estavam. Ainda assim, a junção dos vários capítulos ficou imperceptível, tomando um enredo natural para o filme.

Tal união de várias desventuras em um longa-metragem é um passo conhecido do diretor. Bruno Garotti, para quem não se lembra, também dirigiu o filme “Confissões de Adolescente” (2013) que trata, como o título denuncia, de primeiras experiências marcantes na adolescência de quatro meninas. O filme “Confissões de Adolescente” também é adaptado de um livro de memórias de Maria Mariana.

Na coletiva de imprensa sobre “Eu Fico Loko – O Filme”, Bruno contou que leu o livro e riu tanto que decidiu embarcar na transformação da vida de Christian de 15 anos do papel ao cinema. O produtor Julio Uchôa, que já trabalhou anteriormente com Bruno, disse: “O Bruno é sensível. Ele vê amor e vende o amor pela história”.

Sem limites para elogiar o diretor – até porque ele merece todo esse reconhecimento/sucesso (tsc) -, Christian relatou o processo de roteirização em que, junto de Bruno e do produtor, foi a um hotel diversas vezes “se isolar” para levar o filme as telas. “Eu não tava em um projeto que eu não via verdade. Eu vi verdade em todos os personagens”, disse Christian.

É quase impossível que, em seus tempos de escola, você não tenha identificado um Christian, uma Gabi, um Ian, uma Alice ou um Mauro pelos corredores. Apesar de serem todos bem estereotípicos, como se tivessem saído de uma novela, suas personalidades estão por todas as escolas. Porém, o mais inspirador é o modo como as garotas são construídas. Apesar de ambas, Gabi e Alice, serem vistas como vilãs na vida de Christian, elas representam a independência e poder de escolha das mulheres que deve ser respeitado.

A personagem da atriz que está concorrendo do Prêmio Contigo pela papel de Gerusa na novela “Êta Mundo Bom!”, Giovanna Grigrio, é uma das mais amadas e polêmicas. A Gabi (ou #Gabisemfreio, como foi promovida nos inúmeros “making of’s” que Christian postou no seu canal) é a namorada de Chris e é excêntrica e dona de seu destino. “Ela é uma personagem diferente de tudo que eu já fiz. Descobri coisas que não conhecia sobre mim”, disse Giovanna. Por ser conhecida por personagens certinhas e boazinhas, Giovanna descreve ser libertador fazer uma personagem “diferentona e que faz a história acontecer”. Ela e Isabella Moreira, que dá vida a Alice, levarão aos fãs de Christian o lado não contado das mulheres da sua vida, a independência. E então, apesar de rejeitar Christian ou se aproveitar dele, é possível se apaixonar por personagens tão únicas e fortes. “Todo mundo odeia ela, mas eu amo”, disse Isabella Moreira sobre sua personagem na coletiva de imprensa.

Filipe Bragança, que faz Christian, representa toda a dedicação e paixão que os atores colocaram na criação de seus personagens. O ator de 15 anos e aparência mais velha leu os três livros de Christian, assistiu os sete anos inteiros do canal, emagreceu 4 quilos, colocou aplique e teve de fazer preparação vocal para interpretar o papel de uma personalidade admirada por mais de 7 milhões de pessoas. Sobre a pressão de tal desafio logo em seu primeiro filme, Filipe diz: “Foi um medo gostoso, de saber se as pessoas iam gostar”. Com toda a sua confiança inerente, Filipe tornou-se o adolescente desengonçado e tímido na tela. Ele foi todos os dias no set, mesmo quando não era necessário, e provocou uma das cenas mais emocionantes para Chris em que Filipe, como Chris de 15 anos, treina sua frase inicial dos vídeos: “E aí, meus lokões e lokonas deste Brasil? Tudo bem com vocês? Hum?!”

Confira uma parte da nossa entrevista com Filipe Bragança aqui:

De maneira geral, o filme é muito inspirador. Nele, os atores, a trilha sonora e as imagens estão em sintonia e trazem uma das mais marcantes características de Christian Figueiredo: ser sonhador. Os atores, atenciosos preocupados com sua performance no filme durante a coletiva e as entrevistas, pareciam que pertencentes aos seus papéis na tela, como José Victor Pires, o Ian do “Eu Fico Loko – O Filme” disse: “foi muito fácil ser o melhor amigo do Filipe”. Apesar de denunciar muito do longa logo no trailer, o suspense continua mantido para o cinema, pois há coisas no filme que não estão no livro, e essas são imperdíveis. Mesmo expondo muito da sua vida na internet, inclusive o que acontece nos bastidores, quem for assistir perceberá outro Christian.

A adolescência é uma fase tão conturbada, com diversas experiências novas levadas para o resto de nossas vidas, e ela está representada com risadas e lições para todos os públicos, pois todos foram adolescentes um dia, certo? Todos os membros da equipe aparentavam dedicados e crentes na produção do longa que superou nossas expectativas. Assistir ao filme e conversar com os atores tão talentosos nos fez repensar o quanto falta apreciação ao cinema nacional, principalmente por parte da nossa geração. E estamos esperançosos para que tal apreço tome força não só com o “Eu Fico Loko – O Filme”, mas também com “Internet – O Filme”, assim como fez o filme “É Fada” da Kéfera.

Conor (Lewis MacDougall) und das Monster
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Crítica de Cinema: Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2017)

Olhando apenas para o pôster de divulgação ou levando o nome em consideração, podemos esperar duas coisas: um filme de terror ou um simples filme adolescente com monstros envolvidos. E a gente acaba imaginando errado. ‘Sete Minutos Depois da Meia-Noite’ é um drama sobre um garoto em fase de transição de menino para jovem e que se vê numa encruzilhada triste da vida: pai ausente, mãe cada vez mais próxima da morte graças a um câncer, uma avó nada acolhedora bullying na escola.

A história começa quando este garoto, chamado Conor começa a ter pesadelos com uma árvore gigante a qual ele consegue ver do seu quarto, pontualmente á 00:07. A árvore se transforma em um enorme monstro, que promete três histórias em troca de uma quarta. Inicialmente, as histórias sem ligação uma como a outra parecem apenas história, apesar de não terem finais felizes e serem bem reais. Porém, sem perceber, isso tudo que “pode ser somente imaginação” não passa de um método do isolado garoto encontra para se preparar para as batalhas que a vida lhe proporcionou: a morte da mãe, a troca de casa e a volta repentina de seu pai. É conversando com o monstro que ele começa a construir uma base que irá ser super importante nesta época de sua vida.

A quarta história, que a árvore havia pedido ao garoto, nada mais é do que a história de sua vida. Uma amostra do quanto crianças podem amadurecer de jeitos diferentes e do quanto é importante saber encarar as coisas como elas são. Não existe lado bom ou ruim, apenas o fato, a realidade concreta.

As animações enquanto as histórias são contadas são de tirar o fôlego e é indicado ir preparado para chorar muito neste filme de Juan Antonio Bayona. O longa é uma adaptação do livro A Monster Calls, de Patrick Ness.

 

 

O filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta, 5 de janeiro.

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Crítica de Cinema: “A Chegada” (2016)

“A chegada” (no inglês, Arrival) estreiou nos Estados Unidos dia 11 de setembro deste ano e chegou ao Brasil dia 24 de novembro. Baseado em Story of your life, de Ted Chiang, e com direção de Denis Villeneuve, o filme foi indicado a vários prêmios, levando o Critics Choice Awards de melhor roteiro adaptado e melhor filme sci-fi/terror. “A chegada” ainda conta com atores de peso como protagonistas: Jeremy Renner e Amy Adams, indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz em filme dramático.

A história começa quando 12 naves alienígenas chegam a vários pontos da Terra, mas não pousam, nem fazem nada, só ficam ali. Claro que uma dessas naves está sobre os Estados Unidos e é claro que ela é, imediatamente, cercada pelo exército americano que, de alguma forma, consegue entrar na nave e fazer contato com os alienígenas. Eles gravam os ruídos emitidos pelos ET’s e levam para uma renomada tradutora, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), na esperança de que ela consiga descobrir de onde eles vêm e o que querem.

A Dra. Banks convence que precisa falar pessoalmente com os alienígenas, então, junto com o Dr. Ian Donnelly (Jeremy Renner), especialista em Física, embarca em uma jornada que envolve não somente traduzir uma língua totalmente desconhecida para o inglês, mas também compreender a cultura de um povo de outro planeta e ensinar a nossa, como uma alfabetização. Ela parte do princípio de que, se eles souberem o que é determinada coisa para a gente, vão dizer o que aquilo é para eles e, assim, ela vai criando padrões de equivalência.

O filme aborda questões como o medo do desconhecido e a complexidade da língua, tanto a falada como a escrita. Aborda também questões técnicas da tradução pouco conhecidas por quem não trabalha na área, como a diferença entre traduzir e só trocar uma palavra por outra. Existe equivalência entre as línguas? E, mesmo quando se consegue achar as palavras certas, como saber se elas significam a mesma coisa na língua para a qual se traduziu? Traduzir, então, não seria mais uma questão de significados do que de vocabulário?

Confesso que, quando fui assistir esse filme, minhas expectativas não eram tão altas, afinal, o tema já é bem batido. Alienígenas na Terra, Estados Unidos salvando o dia, etc, etc. Mas me surpreendi. E muito. O enredo não é tão óbvio como eu esperava e conseguiu, em um filme com alienígenas, não dar foco aos alienígenas. Isso foi brilhante! É dramático, intenso, tem uma história interessante e nos prende do início ao fim, além de nos fazer refletir sobre nossas escolhas, nossas vidas, nosso futuro.

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Crítica De Cinema: “Fallen” (2016)

“Fallen” estreiou ontem (08) nos cinemas e o Beco foi conferir. O filme conta a história de Lucinda Price (Addison Timlin) que, após se envolver no misterioso assassinato de seu namorado, é mandada para um reformatório. Lá, ela conhece o bad boy Cam (Harrison Gilbertson) e o enigmático Daniel (Jeremy Irvine), por quem ela sente uma forte atração imediatamente. O que ela não sabe é que os dois e mais alguns jovens daquele reformatório são anjos caídos que vivem na Terra há milênios, e que sua atração por Daniel Grigori já aconteceu antes, muitas e muitas vezes.

Como toda adaptação de livro, é normal haver algumas diferenças na história, seja pela falta de tempo ou de orçamento, então, tentei ao máximo aproveitar o filme e esquecer um pouco o livro. É difícil fazer isso, eu sei, ainda mais para uma maníaca por apontamentos de diferenças entre filme e livro como eu, mas eu me esforcei, me esforcei muito e, mesmo assim, teve algumas coisas que não deu para ignorar:

Fallen x Crepúsculo

Não me entendam mal, sou muito fã das duas séries, mas achei gritante e inconveniente a semelhança das adaptações cinematográficas das duas. O filme deixou o Cam muito mais romantizado do que o livro, então o triângulo amoroso ficou bem evidente e, praticamente, virou o foco do filme. O Daniel é o Edward no papel de um anjo, com a mesma expressão sofrida, voz gutural e até o mesmo tipo de casaco! Com 10 minutos de filme, alguém comentou na fileira acima da minha: “Essa atriz fez workshop com a Kristen Stewart?” Parece que sim. A mesma expressão vazia de quem não entendeu o fim da piada.

Falta de cor

Tudo é cinza: os cenários, as paisagens, as roupas dos personagens, a cor da pele dos personagens… Todos os tipos de tons de cinza que vocês podem imaginar e nenhuma cor. Acredito que o motivo foi para dar mais dramaticidade à história, mas a impressão que eu tive é que todos usavam as mesmas roupas o tempo todo, além de nunca ter Sol. Isso deixou o filme mais pesado do que dramático e dá uma sensação de tristeza do início ao fim, me senti em um filme do Batman.

Cenários

Ao contrário do livro, a história se passa somente dentro do reformatório, com exceção de pouquíssimas cenas. Os cenários são bem limitados, apesar de bem detalhados, como a biblioteca e a piscina, mas senti muita falta do lago no bosque em que Luce e Daniel nadam juntos pela primeira vez. O filme ficou monótono com tudo acontecendo nos mesmos lugares e as cenas ficaram cansativas. Em uma tentativa, acho, de deixarem as coisas mais dinâmicas, há cortes aleatórios de um lugar para o outro que não faz sentido nenhum. Não dá nem para ter uma noção de tempo. Quantos dias se passaram? Ou seriam semanas? Meses? Com tudo tão cinza, não dá nem para saber se é de dia ou de noite.

As asas dos anjos, no caso, Daniel e Cam, pois são os únicos que se revelam de verdade, ficaram muito estranhas, como se fossem feitas de energia, não físicas. Algumas cenas foram muito superficiais, tanto que, quem não conhece a história, vai ficar meio sem entender um pouco o sentido de tudo aquilo. Nenhuma cena de ação e personagens deprimidos deram ao filme um ritmo muito parado e o final, apesar de sabermos que, como o primeiro filme de uma série, não tem um final definido, ficou indefinido demais. Os créditos sobem e você fica alguns minutos tentando aceitar que, realmente, acabou.

Como fã da série que leu todos os livros (inclusive os extras) e, como todos os outros fãs, esperava o filme ansiosamente, fiquei decepcionada. Para não dizer que tudo foi ruim, o roteiro até que manteve a fidelidade da história, o que já é uma vitória se compararmos com algumas adaptações por aí, mas não consegui sentir de jeito nenhum que aqueles eram os personagens do livro, eu tinha imaginado completamente diferente. É meio difícil imaginar um sucesso de bilheteria e só espero que façam a continuação um pouco melhor e não deixem a série morrer, como aconteceu com “Percy Jackson” e “Divergente”.

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Crítica De Cinema: ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’ (2016)

‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’ chega aos cinemas nacionais hoje (17). Nós estivemos em uma das pré-estreias exibidas pelo país e contamos tudo para você agora! Ah, mas pode ficar tranquilo, a crítica é livre de spoilers.

O filme de roteiro inédito da nossa querida J.K. Rowling se passa em 1926, 70 anos antes de Harry Potter, e conta a história de Newt Scamander, um magizoologista que, após uma expedição recolhendo espécimes de animais mágicos pelo mundo, faz uma breve parada em Nova Iorque antes de voltar para a Europa. Em uma sociedade bruxa totalmente diferente do que ele está acostumado, Newt vive grandes aventuras quando alguns animais fogem de sua mala e ameaçam expor os bruxos americanos. Alguns pontos desse filme valem muito à pena serem ressaltados:

A Sociedade Bruxa Americana

Não sabíamos quase nada sobre eles até que a J.K. começou a falar sobre as escolas bruxas pelo mundo e conhecemos Ilvermorny, a Escola de Magia e Bruxaria dos Estados Unidos (há uma pequena referência sobre ela no filme). Animais Fantásticos e Onde Habitam aprofunda esse conhecimento, nos mostrando uma sociedade bruxa com leis muito rígidas quanto aos não-majis (é como eles chamam aqueles que não são bruxos), ao ponto de que bruxos não podem ter amizade com eles, muito menos um relacionamento amoroso. Criar animais mágicos também é proibido e a preocupação principal é manter o anonimato.

A Mala de Newt

Newt Scamander carrega dezenas de animais mágicos dentro de uma mala. Claro que é uma mala mágica e nos lembra daquela bolsa que a Hermione carregava em Harry Potter e as Relíquias da Morte, só que MUITO maior. Cada animal tem o seu habitat específico e os efeitos especiais, nessa parte, são surpreendentes.

Referências

Enquanto Newt vive sua aventura nos EUA, Grindelwald aterroriza a Europa e isso é mencionado no filme. Há um clima de preocupação com o futuro, o que deixa as coisas ainda mais tensas, pois o Ministério Bruxo dos Estados Unidos teme que as ações de Grindelwald podem expor a magia. Ah, e para quem está curioso em ver o Johnny Depp no papel, ele está no filme, como já havia sido confirmado antes. Várias coisas que são só mencionadas na saga Harry Potter sobre esse período sombrio da História bruxa são abordadas mais profundamente e isso deixa mais forte a conexão entre uma história e outra, a certeza de continuarmos dentro do mesmo mundo. Além, é claro, de nos fazer supor que isso continua nos próximos filmes com a aparição de Dumbledore que também já foi confirmada, culminando na grande batalha entre ele e Grindelwald.

Eddie Redmayne

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Esse ator merece um parágrafo a parte só para dizer que, apesar de não sabermos quase nada sobre o Newt, ele ficou perfeito no papel! Como declarado pela própria J.K. Rowling “meus heróis são sempre pessoas que se sentem excluídas, estigmatizadas ou anormais. Isso é parte da essência do que escrevo”, Newt expressa muito bem isso, pois ele se sente melhor com os animais do que com as pessoas, característica, aliás, que estrela alguns momentos cômicos no filme, e Redmayne conseguiu com maestria nos mostrar isso.

Como fã, sou meio suspeita para falar, mas tudo nesse filme é excelente! A fotografia, a trilha sonora que manteve a música principal presente durante toda a saga Harry Potter (o que nos dá aquela sensação de estar de volta em casa), os efeitos especiais MARAVILHOSOS e os atores excelentes. Com certeza, os fãs não ficarão decepcionados desde o surgimento do logo da Warner (que já dá aquele friozinho no estômago) até os créditos. O único problema, agora, é esperar 2 anos pela continuação.

J.K. Rowling confirmou que a sequência será de 5 filmes (2016, 2018, 2020, 2022 e 2024) e se passará em outros países, lançando a dúvida de que um deles poderá ser no Brasil. A possibilidade de ver como os bruxos são em outras partes do mundo é emocionante, então, só nos resta esperar e manter viva essa história porque “ela nunca morrerá, enquanto tiver alguém para contá-la”.

O Silêncio no Céu
O Silêncio no Céu
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Crítica de Cinema: O Silêncio do Céu

O som parece ser o objeto de estudo escolhido para explorar os sentidos do telespectador ao assistir “O Silêncio no Céu” frente ao motivo pelo qual 81% das mulheres entrevistadas pelo site Think Olga já deixaram de fazer algo: assédio ou estupro. Embora os efeitos sonoros sejam uma qualidade técnica autêntica do diretor Marco Dutra em seus trabalhos, não houve um momento em que a audição não foi porta-voz para o que possa restar de um ato de violência extrema: torpor.

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O Silêncio do Céu, estrelando Carolina Dieckmann e Leonardo Sbaraglia, estreará dia 22 de setembro em toda a América do Sul e conta a história de Diana (Carolina Dieckmann) que foi estuprada dentro de casa e do marido Mário (Leonardo Sbaraglia) que viu a violência acontecer. Dessa forma, o filme se desenrola acompanhando as reações de Mário frente ao silêncio da mulher. A trama se passa no Uruguai e traz atores de origens distintas, como Paula Cohen, filha de uruguaios nascida no Brasil; Mirella Pascual e Álvaro Armand Ugón, que são uruguaios; Chino Darín e Leonardo Sbaraglia, os dois argentinos; Roberto Suárez, espanhol; e Carolina, que é brasileira.

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De uma introspecção intensa, o filme gira em torno do medo. O medo do estupro. O medo da impotência. O medo da impunidade. E é justamente esse medo que leva o público adiante para saber o resultado da cena que marca o início do filme, levando em conta o psicológico das personagens.

Para a construção de Diana, uma estilista brasileira que se mudou para o Uruguai quando conheceu o marido e, com ele, teve dois filhos, Carolina Dieckmann disse que teve que “dissecar” o texto e criar uma intimidade maior do que havia no roteiro já que teve dificuldade em construir uma personagem que deixa o silêncio tomar conta dela, sem justificar suas ações. Sobre a cena de estupro, Carolina se emociona: “Eu vejo essa cena com alegria. Apesar de [a cena] ser dura, eu tenho muito orgulho dela.”, disse a atriz na coletiva de imprensa sobre o filme.

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Além do som, outra marca deixada por Marco Dutra são os símbolos. Uns estão explícitos pois são lembrados o tempo todo e possuem uma conexão entre os papéis, enquanto outros passam por pouco despercebidos. Da mesma forma, os personagens secundários e os locais escolhidos seguem a justificativa de Marco de tentar aumentar tudo para dar a devida atmosfera à história que é comovente e aterrorizante. Uma das excentricidades usadas por Marco foi o convite à atriz Mirella Pascual, do filme Whisky, para ser a dona do viveiro, que tem um ar místico. O viveiro foi outra escolha do diretor que queria algo maior para a história e teve de trocar a locação original.

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De forma geral, o filme é interessante por explorar o significado do silêncio, dos medos e dos símbolos. O roteiro, adaptado do livro “Era El Cielo”, é bem construído e prende o telespectador de forma intensa para acompanhar o desfecho da trama de Mário. No entanto, embora adaptado para tratar do estupro – já que o livro discute mais a questão de gênero -, o filme falha ao explorar a fundo a situação de violência, que é a cena inicial do longa. A questão pairada é “o que Mário fará em seguida?”, quando, na sociedade vigente, deve-se ouvir o lado da mulher e apostar na educação e no dever do Estado em prover segurança – não necessariamente violência combatendo violência -, e na trama não há nada disso, nem a polícia é acionada. O que acontece pós-estupro fica nas mãos de Mário, acompanhado pela narração do mesmo, e a voz de Diana ocupa por volta de ¼ do filme. Por outro lado, é compreensível a escolha dos roteiristas, produtores e diretor, pois o silêncio não deixa de representar o estado de choque e a incomunicabilidade do casal, como o próprio Marco Dutra expressou na coletiva. Assim, há dois jeitos de analisar o filme, a primeira como a ficção que é, carregando profundas análises do psicológico do protagonistas e personagens secundários acompanhado do torpor e medo que o estupro causa. A outra é por meio da arte como política e, nesse caso, como esse filme de grande repercussão pode mudar a visão de mundo do telespectador.

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Crítica de Cinema: Desculpe o transtorno (2016)

Um homem (Gregório Duvivier) tem dupla personalidade e incorpora as diferenças entre Rio de Janeiro e São Paulo: Uma hora ele é o certinho e tímido paulistano Eduardo; em outra, se transforma em Duca, um carioca fanfarrão e folgado. Ele se envolve em um grande confusão amorosa quando, apesar de estar em um relacionamento estável com a noiva (Dani Calabresa), seu alter-ego acaba se apaixonando por outra mulher (Clarice Falcão), que ele acaba de conhecer.

Primeiramente, começo parafraseando Gregório Duvivier: me desculpem o transtorno, mas preciso falar da Clarice (e do Gregório, também). Confesso que, como um bom fanboy, dei um berro na sala de cinema quando vi que Gregório e Clarice estreariam um filme juntos e ainda por cima, como pares românticos. Achei que era atual, e me desiludi ao saber que foi gravado quando estavam juntos, há sei lá quantos anos atrás.

Foi então que na última segunda (12), três dias antes da estreia, vem a bomba: Gregório publica um texto na Folha de S. Paulo, onde é colunista, sobre a Clarice. Se meu coração derreteu? Completamente. Há quem diga que é abusivo, estratégia de marketing para promover o filme, uma afronta… Eu prefiro aceitar que é apenas um textinho de agradecimento. Ok, uma parte de mim já aceita que é propaganda do filme.

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS A PARTIR DESTE PONTO!

O filme começa contando a história de Eduardo, interpretado por Duvivier, que mora em São Paulo desde criança, quando seus pais se separaram. Sua mãe, ficou no Rio de Janeiro, cidade em que nasceu e passou parte da infância. O rapaz vive uma vida monótona e completamente regrada: todos os dias acorda, corre, toma seu café e vai trabalhar na empresa de patentes da família. Aos finais de semana, visita todos os restaurantes gourmet com a noiva Viviane, interpretada pela Dani Calabresa, típica patricinha paulistana. Hamburgueria gourmet, strogonofferia gourmet, nhoqueria gourmet… Sem nenhum poder de escolha, Eduardo se vê levado pela rotina e pela manipulação de Vivi e do pai.

É quando sua mãe falece, e ele é obrigado a viajar para o Rio de Janeiro, que começa a sessão nostalgia. Em visita a casa antiga da família, ele rememora os sonhos da infância, e se vê cada vez mais afundado em tristeza, por ter largado a mãe, para morar com o pai, na capital. De tão desesperado, ele chega a abraçar um coelho gigante e rosa, de pelúcia no aeroporto.

E é lá que sua história muda. Ao ser questionado, Eduardo sente algo diferente dentro de si, e vira Duca, apelido que usava na infância. Duca é o oposto de Eduardo, apesar de serem a mesma pessoa. Irreverente, quer viver a vida carioca, curtir a praia e o sol, sem grandes preocupações. É aqui que vemos os estereótipos que o filme trata, de maneira central. O paulista, preocupado com negócios e sem lazer, e o carioca, que não quer nada com nada.

Duca então, conhece Bárbara, interpretada por Clarice Falcão, que coincidentemente, é a moça que se veste de urso no aeroporto para alegrar as pessoas. Juntos, eles tem uma história louca que acaba por se transformar em romance nos primeiros minutos de filme. Mas há um problema: ao dormir, Duca volta a ser Eduardo, e não se lembra de nada que fez, enquanto estava na personalidade carioca.

É nesse transtorno que o desenrolar do filme acontece, nos impasses entre Duca-Bárbara, e Eduardo-Vivi. Confesso que sofri o filme todo com as cenas em que Gregório contracenava diretamente com Clarice, já que a sintonia dos dois é inacreditável, até mesmo nas telonas. Cheguei a entender o grande agradecimento do rapaz, em seu texto do jornal, por ter feito um filme com a ex-esposa, que ele diz ser o grande amor da sua vida.

Com uma fotografia impecável, e uma trilha sonora fofíssima, discordo da maioria das críticas negativas que li, e digo, vão para o cinema. Nem que seja para ver Clarice e Gregório. As cenas de romance te farão suspirar, e são permeadas com diálogos que cortam o coração e conseguem até mesmo a arrancar algumas lágrimas.

Com o típico final feliz, concluído como conto de fadas, recomendo o filme com a convicção de que voltarei aos cinemas antes de sair de cartaz, para rever esse tórrido romance, desenrolado entre balões, transtornos e milhões de awwwn entre uma cena e outra.

como eu era antes de você
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Crítica de cinema: Como eu era antes de você (2016)

Taí uma crítica (e minha primeira crítica, vale ressaltar) que eu estava morrendo de medo de escrever. Depois de uma vida inteira lendo no mínimo um livro por semana, cheguei a um ponto onde é difícil um livro me impressionar. E isso não é culpa dos livros, acontece que em sua grande maioria, eles seguem uma fórmula pré-determinada e previsível que sempre dá certo. Quebrando todos os paradigmas, li “Como eu era antes de você” sem esperar nada e posso dizer que foi uma experiência transformadora.

Como eu era antes de você” (cuja resenha você encontra AQUI) entrou no meu Top 3 e se tornou um dos livros que mais reli, então foi com muito receio que fui assistir a adaptação cinematográfica. E se estragassem meu livro? E se Will não fosse rabugento o suficiente? Se Lou não fosse carismática? E eis o veredito de uma fã exigente: que filme MARAVILHOSO!

A sinopse foi baseada (fielmente) no livro homônimo “Como eu era antes de você” da autora Jojo Moyes e conta a história de Louisa, uma jovem do interior sem muitas ambições que, quando vê a cafeteria em que trabalha fechar as portas, é obrigada a trabalhar como cuidadora de um tetraplégico: Will Traynor ─ um homem bem-sucedido, ranzinza e reservado que, vítima de um acidente, vive preso a uma cadeira de rodas. Ao descobrir que Will não sentia mais vontade de viver, Lou se dedica diariamente a fazer com que ele se apaixone novamente pela vida.

Eu dispunha de cento e dezessete dias para convencer Will Traynor de que ele tinha motivos para viver.”

O filme tinha tudo para ser maravilhoso: os roteristas  Scott Neustadter e Michael H. Weber (responsáveis pela coisa linda que foi a adaptação de “A Culpa É Das Estrelas“) e dois protagonistas sensacionais: Sam Claflin (Finnick Odair, Jogos Vorazes) e Emilia Clarke (Daenerys Targaryen, Game of Thrones) e não decepcionou! O roteiro foi feito de uma maneira excepcional e consegue ser fiel em todos os pequenos detalhes.

Um pause para admirarmos a atuação de Emilia Clarke. A atriz conseguiu nos entregar uma Lou tão carismática e atrapalhada que é impossível não amar. Estava esperando que ela lançasse um Dracarys a qualquer momento, mas ela me surpreendeu de uma maneira que hoje não consigo imaginar uma Louisa Clarke que não seja ela. Sam Clafin também não decepcionou e seu Will é tão apaixonante quanto o do livro (e esse é um elogio e tanto!).

A produção caprichou em todos os aspectos: cenário, trilha sonora, figurino e a verdade é que não encontrei nenhum defeito. A única coisa que vim fazer hoje aqui foi falar: assistam! Se você leu o livro, não vai se decepcionar. Se você não leu, vai ter vontade de ler assim que sair do cinema. Se você já assistiu, assiste de novo! O filme entrou em cartaz dia 16 de junho em todos os cinemas no Brasil e eu mal posso esperar pra voltar pro cinema e assistir mais uma vez… <3

“Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.”

 

Críticas de Cinema

Crítica: Alice Através do Espelho (2016)

A doce Alice (Mia Wasikowska) cai em um sono profundo e, quando acorda, descobre que está de volta ao País das Maravilhas. Lá, ela é informada de que terá de viajar para o universo paralelo de um misterioso espelho, comandado pelo terrível Senhor do Tempo (Sacha Baron Cohen), que planeja transformar o País das Maravilhas em uma terra sem vida. Reencontrando velhos amigos, como o Chapeleiro (Johnny Depp) e a Rainha Branca (Anne Hathaway), ela terá ainda de descobrir um jeito de parar a malvada Rainha de Copas (Helena Bonham Carter), que quer aproveitar a situação para voltar ao trono.

Depois do estrondoso sucesso e aclamamento da crítica à Alice no País das Maravilhas, a Disney  resolveu adaptar a continuação da história de Carrol para os cinema. No primeiro filme, tínhamos o excêntrico Tim Burton à frente do projeto, o que resultou numa obra, no mínimo, peculiar. Diferentemente de seu anterior, Através do Espelho não traz uma aura sombria, mas sim muitas cores e lições de amor e amizade. As tramas que tecem uma hora e cinquenta minutos de filme, são típicas de obras infantis. Então não vá esperando algo elaborado ou denso, o propósito da película não é este. James Bobin realizou com êxito o objetivo de divertir e deslumbrar os seus telespectadores.

Os atores conseguem ser carismáticos em seus respectivos papéis, porém não há nenhuma atuação brilhante ou marcante. É notável a diferença na direção e produção do primeiro para o segundo filme, enquanto o de Tim tinha uma essência dark, o de Bobin é colorido, alegre e saltitante. Típico da Disney.

Além disso, os efeitos são um show a parte. O filme é visualmente encantador, uma das raras exceções em que o 3D é necessário. Aliás, recomendo que assistam em IMAX 3D, a experiência vai ser, no mínimo, divertida.

Entretenimento de primeira qualidade, recomendado.

Críticas de Cinema, Filmes

Crítica de Cinema: ‘Rua Cloverfield, 10’ é suspense psicológico e claustrofóbico

Contrate um grupo pequeno de atores, use o menor numero de cenários possível, tenha uma história com varias possibilidades de desfecho, force o telespectador a pensar no desfecho mais óbvio e não se esqueça que pelo menos um dos atores tem que ter cara de louco. Essa é a receita para prender o telespectador e mante-lo curioso até o fim do filme, e foi essa a receita usada em ‘Rua Cloverfield, 10’.

O filme é baseado na ficção de 2008 produzida por J.J. Abrams, ‘Cloverfield’. O spin-off foi filmado em segredo, recebendo o nome de ’10 Cloverfield Lane’, aqui no Brasil o titulo ficou ‘Rua Cloverfield, 10’.

Quem nunca assistiu ao primeiro filme, dificilmente imaginaria do que ‘Rua Cloverfield, 10’ realmente se trata. Eu mesmo não pesquisei muito sobre o filme antes de ir ver, e acabei sendo pego de surpresa no final. Não vou dar spoilers aqui, mas quem se baseia somente pelo trailer e pôster para ir ao cinema ver a produção, pode acabar se surpreendendo com o final, alguns de forma positiva e outros de forma negativa, vai depender do seu gosto.

O filme começa com um acidente de carro, que deixa a protagonista Michelle, interpretada por Mary Elizabeth Winstead (Scott Pilgrim Contra o Mundo) desacordada. Ao despertar, ela se vê presa dentro de uma sala. Na tentativa de buscar por ajuda, ela consegue alcançar seu celular, que incrivelmente resistiu a sequencia de capotamentos e estava em pleno funcionamento, porém não tinha sequer um resquício de sinal, se tornando inútil naquele momento. É nesse momento da história que entra o suposto psicopata, Howard, interpretado por John Goodman (Os Flintstones – O Filme). Howard conta que salvou a vida de Michelle ao traze-la para aquele local que ele revelou ser um bunker, construído em sua propriedade em caso de algum ataque que torna impossível a vida acima da terra, que por final acabou acontecendo enquanto Michelle estava desmaiada a beira da estrada.

Mas Michelle não é aquela protagonista burra como na maioria dos filmes de terror/suspense, ela é incrivelmente inteligente, e não acredita logo de primeira na história sobre a Terra estar contaminada pela radiação de um ataque aéreo até então desconhecido. Ela consegue acesso a chave do bunker, e corre para a sua liberdade. Com a chave na porta de saída ela para, algo a faz abandonar o plano e voltar ao subsolo.

O convívio no local fica harmônico por um tempo, até Michelle encontrar pistas que mais uma vez a leva acreditar que Howard é um psicopata, e não só mentiu, como sequestrou e prendeu ela para fins que não irei revelar aqui.

Ao fim do filme, o telespectador é surpreendido com um desfecho que pode até ter sido considerável lá pelo meio do filme, mas que acabou parecendo absurdo demais para acontecer. Como eu disse, quem se baseou somente pelo trailer, dificilmente desconfiaria da real temática envolvida.

As atuações de nível mediano são perdoadas pelo suspense envolvido, que te faz ficar grudado na poltrona criando teorias e louco para saber o desfecho. O filme tem um clima claustrofóbico que te deixa em desespero durante algumas cenas. Você quer sair daquele lugar e descobrir o que realmente aconteceu lá fora.

A protagonista é forte, e como já disse, extremamente inteligente. É como se ela ouvisse os nossos cochichos de “Sai dai, ele ta vindo”, ou “Usa aquilo como arma”. O segundo coadjuvante, que nem cheguei a mencionar, mas a proposito se chama Emmet e é intepretado por John Gallagher Jr, um ator desconhecido que entra na história para ajudar a confundir a cabeça do telespectador. Confiar ou não confiar nele ? No final isso acaba não fazendo muita diferença.

O filme todo é basicamente composto por 4 personagens, o que somado a praticamente um único cenário, te da aquela sensação de desespero e tensão.

Dirigido por Dan Trachtenberg e produzido pelo aclamado produtor/diretor J.J. Abrams, ‘Rua Cloverfield, 10’ cumpre o papel de suspense, mas decepciona os desavisados que vão ao cinema achando que a temática do filme é psicopatia, que até está presente, mas com o objetivo de disfarçar a temática real. Vale a pena ir assistir se você gosta de um bom suspense ou é fã dos trabalhos de J.J. Abrams, famoso por produções de ficção. Mesmo com alguns furos de roteiro esquisitos, numa escala de 0 a 10, ‘Rua Cloverfield, 10’ acaba por merecer uma nota 7.