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Redação

Depois de conquistar Hollywood, ‘Meu Policial’ chega às livrarias brasileiras
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Depois de conquistar Hollywood, ‘Meu Policial’ chega às livrarias brasileiras

Os brasileiros já podem comemorar: ‘Meu Policial’, de Bethan Roberts, finalmente chegou às livrarias. Lançamento da Editora Melhoramentos, a obra teve grande repercussão no último ano após ganhar adaptação para um longa-metragem estrelado por Harry Styles (ex-One Direction), Emma Corrin (The Crown) e David Dawson (Peaky Blinders) que será lançado no streaming Amazon Prime. Fãs de um bom romance – e também do astro pop – já podem iniciar a leitura e ficar por dentro do que está por vir nas telas.

+ Resenha: A Arte da Ilusão, Nora Roberts

Harry Styles dá vida a Tom, um policial que vive um amor proibido na Inglaterra da década de 1950, época em que ter uma relação homoafetiva implicava em perder os direitos civis. Publicada originalmente no Reino Unido, a obra é baseada na vida do escritor inglês E.M. Foster, que durante 40 anos se relacionou com um policial casado.

Na história, Tom se apaixona por Patrick, curador do Museu de Brighton, e os dois passam a enxergar um mundo novo, cheio de desejo, liberdade e felicidade. No entanto, para ceder às regras da época, Tom se casa com Marion, a melhor amiga de sua irmã, e os três vivem um triângulo amoroso com consentimento. Quer dizer, até um deles se rebelar, o que acabará por desmoronar a vida que ‘sustentaram’ até ali.

Contada sob o ponto de vista tanto de Marion quanto de Patrick, ambos escrevendo sobre o policial no centro de suas vidas, esta história é uma narrativa belamente construída. Dolorosa e trágica, é verdade, mas muito reveladora de como os costumes e a moral de uma época podem ser capazes de destruir vidas tanto quanto o desejo humano.

Meu policial é uma história de anos perdidos, de amores complicados e de esperanças frustradas. De como, não importando o nível de progresso de uma sociedade, certas coisas ainda são impossíveis. Bethan Roberts produziu um romance intenso e primorosamente brutal, porém terno, que prova como ela é uma voz impressionante.

Sobre a autora

Bethan Roberts nasceu na Inglaterra e teve seu primeiro romance, vencedor do Jerwood/Arvon Young Writers, publicado em 2007. Desde então, já são cinco livros lançados, além das histórias escritas para a BBC. Por seus contos de ficção, ela ganhou os prêmios Olive Cook do sindicato de autores do Reino Unido e RA Pin Drop. Bethan ainda deu aulas de redação criativa na Chichester University e na Goldsmiths College, em Londres. Ela mora em Brighton com sua família.

Asperger: entenda a síndrome e seus sinais mais comuns
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Asperger: entenda a síndrome e seus sinais mais comuns

Conhecida pela sigla SA, a síndrome de Asperger é uma alteração no desenvolvimento de uma pessoa, que acaba por afetar suas habilidades de socialização, seu contato com o mundo externo e sua capacidade de expressar suas emoções. Pouco ainda se sabe sobre a condição. Por ter um diagnóstico demorado e características mais leves, muitos ainda não conseguem reconhecê-la.

Por esse motivo, 18 de fevereiro carrega consigo um apelo especial, em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Asperger. A data passou a ser celebrada em 2007, dia do aniversário de Hans Asperger, um pediatra que viveu na Áustria e foi o primeiro a identificar a síndrome.

Alguns sinais, entretanto, podem ser observados ainda na primeira infância. “A criança com Asperger vai ter interesses restritos, é comum que ela fique fascinada por determinado assunto ou objeto e passe a focar nisso por um bom período. Imagine uma criança que demonstra um enorme interesse por trens, ao ponto de saber muito sobre eles. Essa criança não apresenta alterações em seu aprendizado, pelo contrário, ela busca a fundo saber sobre o que lhe interessa. Muitas vezes, esses traços passam despercebidos aos olhos dos pais”, afirma Dr. Paulo Scatulin Gerritsen Plaggert, neuropediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

É comum que essas crianças falem da forma correta e tenham discursos ricos nesse sentido. Mas, ao mesmo tempo, são pessoas sem filtros sociais em seus diálogos. “Na infância, essas características também passam despercebidas, mas na fase adulta podem ficar mais evidentes. Quem tem a síndrome costuma ter dificuldade em entender palavras de duplo sentido, os significados por trás das coisas, as intenções e os tons. Tudo isso interfere nas interpretações desse sujeito e na sua forma de socializar”, acrescenta o especialista.

Dificuldade em realizar contato visual, propensão a ser uma pessoa sistemática, metódica, seguir rotinas à risca e tendência ao isolamento social também são particularidades de quem vive na pele a Asperger.

“É necessário observar a criança, suas atitudes e comportamentos. Para, a partir disso, ter a orientação correta de algum profissional. Pediatras, psicólogos e psiquiatras podem conduzir os pais da melhor maneira”, explica Dr. Paulo.

É importante enfatizar que a síndrome não é uma doença e sim um espectro do autismo. A condição não tem cura, mas pode ser tratada. “É comum que essas pessoas também sofram com ansiedade ou falta de atenção. Medicamentos podem ser utilizados para tratar esses sintomas, mas não a síndrome em si. Investir em psicoterapia cognitivo-comportamental pode ser um caminho interessante para que essas pessoas possam se entender melhor e entender o seu entorno”, finaliza o médico.

Golpista do Tinder: o que o documentário pode ensinar sobre ciberexposição?
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Golpista do Tinder: o que o documentário pode ensinar sobre ciberexposição?

Considerado uma febre neste início de ano, o documentário O Golpista do Tinder (The Tinder Swindler) retrata a história real do golpista israelense Simon Leviev. O vigarista se passava por um magnata no ramo dos diamantes e, depois construir um forte vínculo com mulheres por meio de apps de relacionamento, enganava as vítimas pedindo centenas de milhares de dólares emprestados. Segundo estimativas da produção, o valor total dos golpes gira em torno dos 10 milhões de dólares. No Brasil, golpes deste tipo foram destaque também no início do ano, a única diferença foi que o dinheiro vinha de sequestros das vítimas que acabavam encontrando criminosos em vez de uma paquera.

+ Coisas pequenas e ir na balada ferem mais

O estudo “O amor na era dos algoritmos” da Kaspersky, empresa de cibersegurança, aponta que 7 em cada 10 brasileiros que utilizam esses apps têm medo de serem enganados em plataformas de relacionamento. O principal temor relacionado aos apps de namoro no País é, justamente, a existência de muitos perfis falsos (62%). Veja abaixo os principais resultados do relatório:

  • 70% dos usuários de aplicativos de namoro usam seu nome verdadeiro no Brasil;
  • 45% dos brasileiros compartilham sua localização no app;
  • 21% tornam seu número de telefone público.

Compartilhar muitas informações pessoais em aplicativos de namoro e mídias sociais pode levar a grandes problemas no futuro. Os usuários deixam um vasto rastro de informações de identificação on-line, e esses dados podem ser coletados e usados ​​por fraudadores para diversos fins, como phishing e doxing. Se você for usuário desses aplicativos, os especialistas da Kaspersky oferecem as seguintes dicas para manter suas informações pessoais protegidas:

  • Cuidado ao compartilhar fotos: Antes de compartilhar fotos, escolha aquelas que não revelem informações desnecessárias, como seu endereço, a empresa em que trabalha etc., e não mostre você em situações comprometedoras. Lembre-se de que, uma vez que você as compartilha, elas viverão no ciberespaço para sempre.
  • Cuide de sua identidade: Não divulgue seu nome completo. Embora um pseudônimo possa causar desconfiança, colocar seu nome e sobrenome pode causar problemas de privacidade e torná-lo (a) vítima de roubo de identidade. Além disso, não se apresse em contar toda a história de sua vida ou compartilhar suas informações mais pessoais. Lembre-se de que tudo o que você compartilha pode ser usado mais tarde contra você (doxing).
  • Não vincule suas redes a esses aplicativos: Não use suas credenciais de rede social para acessar seu perfil no aplicativo de namoro pois isso revelará muitas informações que podem ser usadas para o mal. Isso se aplica mesmo se você tiver restrições de privacidade em suas outras redes.
  • Proteja seu número de telefone: Tente não compartilhar seu número de telefone. Em vez disso, use as ferramentas de mensagens incorporadas aos apps de namoro pelo menos até ter certeza de que pode confiar na outra pessoa.
  • Siga seus instintos: Desconfiar online pode ajudar a mantê-lo (a) seguro (a). Reserve um tempo para conhecer as pessoas que você conhece no ambiente digital, pois muitas podem parecer o que não são. Se algo o deixa desconfortável, saia da conversa.
  • Tenha cuidado com os links: Tenha cuidado com os links que são compartilhados com você, pois podem levá-lo a sites falsos ou fazer download automático de malware no seu dispositivo.
Hoje: Lázaro Ramos fala sobre representatividade na 2ª Semana Amazon de Literatura
Livros

Hoje: Lázaro Ramos fala sobre representatividade na 2ª Semana Amazon de Literatura

Dando sequência ao sucesso do evento de 2021, a Amazon celebrará mais uma vez a comunidade literária brasileira e a riqueza da cena independente no país com a 2ª Semana Amazon de Literatura. Hoje, dia 17 de fevereiro, Lázaro Ramos irá discutir a representatividade nas 7 artes, com a mediadora Tatiany Leite, do Vá Ler um Livro. O calendário também inclui 4 dias de lives online de mesas redondas e palestras, de 15 a 18 de fevereiro, com autores de diversos gêneros discutindo o cenário atual do mercado editorial.

+ A filha primitiva, de Vanessa Passos, vence a 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura

No dia de abertura, 15 de fevereiro, Amazon e o Grupo Editorial Record também anunciaram que A filha primitiva, da autora Vanessa Passos, é a vencedora da 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura. O eBook, publicado via Kindle Direct Publishing (KDP), ferramenta de autopublicação da Amazon, ganha um contrato para versão impressa pelo Grupo Editorial Record e a autora receberá um prêmio de R$ 50 mil – R$ 40 mil em dinheiro e outros R$ 10 mil em dinheiro como adiantamentos para a versão impressa.

Além da cerimônia, os outros dias da Semana Amazon de Literatura trouxeram nomes como Marcelo Rubens Paiva, Daniela Arbex, Jeferson Tenório, entre outros, ao lado de diversos autores e autoras independentes de grande sucesso.

“Mais uma vez, a Amazon tem o prazer e a honra de reunir escritores, leitores e todos que compõe a comunidade literária, aproveitando nosso evento em que buscamos oferecer gratuitamente ao público do Brasil um programa completo de palestras e debates”, disse Ricardo Perez, gerente-geral de Livros da Amazon. “Estamos empolgados para ver as discussões que surgirão durante a 2ª Semana Amazon de Literatura e acreditamos que serão de grande relevância para autores e amantes do livro”.

A Semana Amazon de Literatura também trará visibilidade e dicas para autores independentes. A Amazon tem a sua ferramenta de autopublicação, o Kindle Direct Publishing (KDP), uma maneira fácil, rápida e gratuita para escritores e editores autopublicarem seus livros e disponibilizá-los para leitores em todo o mundo. Com o KDP, os autores têm controle total do processo, desde o design da capa até a precificação, e podem receber até 70% do preço da capa em royalties. Todos os romances participantes do Prêmio Kindle de Literatura, que terá o vencedor anunciado durante a programação da Semana,estão disponíveis na Loja Kindle e incluídos no Kindle Unlimited. Os eBooks Kindle podem ser adquiridos e lidos com o aplicativo Kindle gratuito para computadores Android ou iOS, tablets, smartphones e e-readers Kindle.

Para assistir às transmissões ao vivo, basta entrar pela página do evento ou no canal do YouTube da Amazon Brasil . Todas as transmissões são gratuitas e não requerem inscrição prévia. Confira a programação completa da 2ª Semana de Literatura da Amazon, o primeiro evento literário de 2022:

Programação da 2ª Semana Literária Amazon:

15/fev (terça-feira): 

12h – (Abertura) Prêmios Literários: a relevância de prêmios no cenário brasileiro e na carreira dos autores nacionais. Com Daniela Arbex (Arrastados), Jeferson Tenório (O avesso da pele), João Paulo Cuenca (Qualquer lugar menos agora) e Marília Arnaud (O pássaro secreto, vencedor da 5ª edição do Prêmio Kindle de Literatura) e mediação de Luciana Borges (Depois de tudo queime — Breves contos sobre encontros modernos e Marie Claire).

19h – Cerimônia da 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura. Com porta-vozes da Amazon e Grupo Editorial Record,os jurados Socorro Acioli e João Paulo Cuenca, e os finalistas Eduardo Soares, Jeovanna Vieira, José Manoel Torres, Juciane Reis, e Vanessa Passos.

16/fev (quarta-feira):

12hCrônicas, contos e cordéis: o segredo das leituras rápidas em tempos corridos. Com Jarid Arraes (Redemoinho em dia quente),Socorro Acioli (A bailarina fantasma: Anabela em Quatro Atos),e Tiago Maranhão(Crônicas do Japão) e mediação de Rodrigo Casarin (Página Cinco/UOL).

19hAmpliando espaços: onde estão as vozes negras na literatura hoje?. Com Emanoel Ferreira (A Polícia Secreta para Crimes Mágicos, vencedor do Prêmio Geek de Literatura), e Lavínia Rocha (O mistério da sala secreta), e mediação de Natalia Valentin (Amazon)

17/fev (quinta-feira):

 12hEscrita, leitura e acessibilidade. Com Marcelo Rubens Paiva (Blecaute), Paula Pfeiffer (Novas Crônicas da Surdez: Implante Coclear) e Sara Bentes (E Não Se Esqueçam de Regar os Girassóis) e mediação de Larissa Todeschini (Amazon)

19hRepresentatividade nas 7 artes. Com Lázaro Ramos (Edith e a velha sentada)e mediação de Tatiany Leite (Vá Ler um Livro).

18/02 (terça-feira):

12hQuadrinhos e conteúdos digitais: como as redes sociais impactaram a criação artistica e leitura geek. Com Ilustralu (Arlindo), Igor Frederico e Patrick Martins (Dente de Leite, vencedor do Prêmio Geek de Literatura) e Paulo Bruno (Interpretando) e mediação de Vinícius (2Quadrinhos).

19hRepresentatividade e regionalidade nos livros infantis. Com Isabel Cintra (A Princesa e o Espelho), Januária Alves (Minha chupeta virou estrela), Rodrigo França (O Pequeno Príncipe Preto Para Pequenos) e Otávio Junior (De passinho em passinho: Um livro para dançar e sonhar) e mediação de Cris Gouveia (Quintal da Cultura).

Editora Moderna lança livro para falar sobre questões de gênero com crianças e jovens a partir de 11 anos
Atualizações, Livros

Editora Moderna lança livro para falar sobre questões de gênero com crianças e jovens a partir de 11 anos

Abordar questões de gênero em família ou na sala de aula pode ser desafiador para muitos pais, profissionais da educação e jovens. Um estudo americano divulgado em 2021 mostrou que 76% dos brasileiros acreditam que as crianças deveriam começar a aprender sobre diversidade na pré-escola. O assunto tem conquistado espaço nas pautas sociais e agora é tema do livro Para falar sobre gênero, de Gabriela Romeu e Vanessa Fort, e lançado pela Editora Moderna.

+ Lançamento infantil aborda autoconhecimento

A obra tem formato de almanaque e é um convite para a reflexão sobre temas como, por exemplo, o que é ser homem ou mulher nos dias de hoje e de que modo as diferenças influenciam a forma como pensamos, trabalhamos e nos relacionamos com o outro. A leitura indicativa é a partir dos 11 anos e o livro pode também ser adotado por profissionais da educação que queiram abordar questões de diversidade.

Com linguagem simples e informativa, o livro utiliza hipertextos, infográficos e ilustrações para contextualizar o leitor sobre temas como violência de gênero, feminismo interseccional, linguagem neutra, masculinidade tóxica, entre outros assuntos.

Gabriela Romeu e Vanessa Fort dividem a obra em três capítulos. O primeiro, aborda a luta das mulheres por igualdade, com menção a figuras importantes de movimentos de emancipação no Brasil e no mundo, como a filósofa Sueli Carneiro, a liderança indígena Sônia Guajajara e a ativista Malala Yousafzai. O capítulo aborda a violência contra a mulher, o mito da ideologia de gênero, invisibilidade LGBTQIA+ e os desafios para uma linguagem inclusiva.

O segundo capítulo traz reflexões sobre masculinidade tóxica e destaca dados sobre os efeitos dessa cultura na saúde mental dos homens e em suas relações. O leitor ainda encontrará dicas de livros, séries, filmes e personalidades públicas que buscam romper com esses padrões.

Já o terceiro capítulo analisa as questões abordadas sob o olhar das relações sociais e políticas em tempos de comunicação de massa e redes sociais. Por fim, o livro traz um glossário dos principais termos e expressões utilizadas quando o assunto é gênero e sexualidade.

Para falar sobre gênero integra a coleção Informação e Diálogo, da Moderna, que propõe a abordagem de assuntos relevantes para a formação de uma sociedade mais justa e consciente.

A filha primitiva, de Vanessa Passos, vence a 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura
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A filha primitiva, de Vanessa Passos, vence a 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura

A Amazon e o Grupo Editorial Record anunciam hoje que A filha primitiva, da autora Vanessa Passos, é a vencedora da 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura. O eBook, publicado via Kindle Direct Publishing (KDP), ferramenta de autopublicação da Amazon, ganha um contrato para versão impressa pelo Grupo Editorial Record e a autora receberá um prêmio de R$ 50 mil – R$ 40 mil em dinheiro e outros R$ 10 mil em dinheiro como adiantamentos para a versão impressa.

+ Conheça o novo Kindle Oasis

A vitória foi anunciada hoje, durante o primeiro dia da 2ª Semana Amazon de Literatura, evento online gratuito que traz mesas redondas, entrevistas e painéis, com autores de sucesso, profissionais do setor e editoras, para inspirar e discutir a literatura no Brasil. Nesta terça-feira, Ricardo Perez, gerente-geral de Livros na Amazon.com.br, juntamente com a vice-presidente e diretora comercial do Grupo Editorial Record, Roberta Machado; com o júri especial desta edição do Prêmio Kindle de Literatura, Socorro Acioli e João Paulo Cuenca; e, claro, com os cinco finalistas Eduardo Soares, autor de A Jurema: Sob o Céu do Sertão, Jeovanna Vieira, autora de Virgínia Mordida, José Manoel Torres, autor de CIUDAD AUGUSTA: Uma distopia latino-americana, Juciane Reis, autora de Xirê das Águas, e a cearense Vanessa Passos, que venceu o prêmio, participaram da cerimônia falando sobre suas experiências.

O título vencedor concorreu com mais de 2 mil eBooks inéditos, incluindo os outros quatro finalistas citados. O vencedor, os finalistas e os trabalhos enviados de todos os outros participantes estão disponíveis na Loja Kindle para compra e estão disponíveis para assinantes do Kindle Unlimited. Todos os finalistas também receberão uma versão em audiobook, que estará disponível pela Audible, Inc para milhões de membros em mais de 180 países em todo o mundo.

A filha primitiva conta a história de três gerações de mulheres de uma mesma família em Fortaleza, unidas pela dor e pelo abandono, separadas pela fé, pelo ceticismo e pelos segredos que guardam umas das outras. “Para mim é uma alegria enorme saber que “A Filha Primitiva” foi escolhida para estar entre os cinco finalistas, e logo para mim que sou fã do prêmio, e acompanho desde as outras edições. Eu ainda estou aqui eufórica” disse a vencedora Vanessa Passos. “Eu já acompanhava o Prêmio Kindle e percebia sua seriedade e o cuidado com os autores. Para nós autores independentes é muito importante ter projeção, aumentar o alcance para que o livro possa de fato chegar a mais leitores”, completou.

De 15 de julho a 15 de setembro, autores autopublicaram suas histórias usando o KDP para participarem do Prêmio. A vencedora foi avaliada em diversos critérios, como criatividade, originalidade, qualidade de escrita e viabilidade comercial. O júri foi composto por Socorro Acioli, jornalista e escritora brasileira, doutora em Estudos de Literatura pela UFF e vencedora do Prêmio Jabuti em 2013 na categoria literatura infantil, e João Paulo Cuenca, escritor, cineasta e finalista do Prêmio Jabuti. Sueli Carneiro, anunciada anteriormente como jurada, não pôde concluir o processo de avaliação por motivos pessoais.

“Este ano, a Amazon comemorará dez anos no Brasil, e é incrível ver a jornada que o Prêmio Kindle de Literatura tem no país”, diz Ricardo Perez, gerente-geral de Livros na Amazon﹒com﹒br﹒ “Pela sexta vez, pudemos oferecer aos escritores independentes uma oportunidade de mostrar seu talento. Os autores mais uma vez superaram todas as nossas expectativas em termos de engajamento e qualidade de escrita”, acrescenta Ricardo.

“É um prazer estar no Prêmio Kindle, pela segunda vez. O Prêmio nos ajuda a ter contato com autores e livros que não chegariam a nós pelo canal tradicional e pelos filtros normais de uma grande editora.” diz Roberta Machado, vice-presidente e diretora comercial do Grupo Editorial Record. “Através do Prêmio, damos voz à criação de novos textos nacionais, e isso têm um enorme valor para nós”, completa a vice-presidente.

“Já participei de outros júris, e é muito diferente estar diante de um prêmio que contempla autores independentes. Pessoas que por muitas razões decidiram escrever um romance, publicar de forma independente na ferramenta e concorrer” afirmou Socorro Acioli. “Lidar com as obras, com a diversidade dos temas e dos universos tratados foi muito rico para ver que um prêmio como esse estimula a escuta de vozes que precisamos ler e ouvir”, adiciona a jurada.

“Muito rica a experiência de ter contato com esses autores independentes, que encontram seus leitores sem o filtro do mercado editorial. Sinal de um ecossistema literário saudável. Os finalistas são romances acessíveis e bastante narrativos e os cinco me surpreenderam com suas histórias tanto do sertão e nordeste do Brasil, como os romances contemporâneos e a ficção distópica”, diz João Paulo Cuenca.

A cerimônia faz parte da 2ª Semana Amazon de Literatura, um evento online que acontece de 15 a 18 de fevereiro, realizado pela Amazon Brasil, e que traz mesas redondas, entrevistas e painéis entre autores de sucesso, profissionais do setor e editoras. O evento tem como objetivo inspirar e debater a indústria literária brasileira e ajudar novos autores a encontrarem seu caminho e alcançarem o sucesso por meio da autopublicação. O evento segue até o dia 18 de fevereiro.

HBO Max anuncia a segunda temporada da série de drama A Idade Dourada
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HBO Max anuncia a segunda temporada da série de drama A Idade Dourada

A série dramática da HBO Max A IDADE DOURADA (THE GILDED AGE) foi renovada para uma segunda temporada. Do criador Julian Fellowes (“Downton Abbey”), A IDADE DOURADA estreou em 24 de janeiro e atualmente pode ser vista na plataforma HBO Max. Os nove episódios são estrelados por Carrie Coon, Morgan Spector, Louisa Jacobson, Denée Benton, Taissa Farmiga, Blake Ritson, Simon Jones, Harry Richardson, Thomas Cocquerel, Jack Gilpin, com Cynthia Nixon e Christine Baranski. O final da temporada será transmitido no dia 21 de março.

+ diário de um atípico #2

A IDADE DOURADA retrata um período de grandes mudanças econômicas, de conflitos entre antigas tradições e novos sistemas, de enormes fortunas perdidas e conquistadas. Com esta transformação como pano de fundo, A IDADE DOURADA tem início em 1882 com a jovem Marian Brook (Louisa Jacobson), que se muda da Pensilvânia rural para Nova York após a morte de seu pai para viver com suas tias ricas Agnes van Rhijn (Christine Baranski) e Ada Brook (Cynthia Nixon). Acompanhada por Peggy Scott (Denée Benton), uma aspirante a escritora em busca de um novo começo, Marian se envolve involuntariamente em uma guerra social entre uma de suas tias e seus vizinhos bilionários, um magnata ferroviário implacável, George (Morgan Spector), e sua ambiciosa esposa Bertha Russell (Carrie Coon). Exposta a um mundo à beira da era moderna, Marian irá seguir as regras estabelecidas pela sociedade ou forjar seu próprio caminho?

A IDADE DOURADA tem como criador, roteirista e produtor executivo Julian Fellowes. Michael Engler e Salli Richardson-Whitfield também atuam como diretores e produtores executivos.Gareth Neame, David Crockett e Bob Greenblatt são produtores executivos. Sonja Warfield é roteirista e coprodutora executiva, ao lado de Erica Dunbar coprodutora. A IDADE DOURADA é uma coprodução entre a HBO e a Universal Television, uma divisão do Universal Studio Group.

Quebrada Queer é o destaque do MTV Prestatenção do mês de fevereiro
Música, Séries

Quebrada Queer é o destaque do MTV Prestatenção do mês de fevereiro

O coletivo Quebrada Queer, formado por Apuke, Boombeat, Guigo, Harlley, Murillo Zyess e Tchelo Gomez, é a revelação da música nacional em destaque no MTV Prestatenção do mês de fevereiro. O grupo lançou a primeira cypher gay em 2018, mas passaram por muitas redescobertas e transformações ao longo dos últimos três anos, se tornando o primeiro coletivo LGBTQIAP+ de rap da América Latina e do mundo.

+ Campanhas em prol da comunidade LGBTQIAP+

No final do ano passado, em um retorno potente, após dois anos sem lançar músicas e três sem lançar videoclipe, o coletivo lançou o novo single ‘’ABC do QQ’’, com vídeo patrocinado pela marca global Tommy Hilfiger, Eyxo e Mavo Content. A faixa traz um mix de estilos que tem ganhado espaço e destaque nos últimos anos como o Funk Carioca, Trap e Hiphop.

Atualmente, o Quebrada Queer conta com mais de 5 milhões de streams, mais de 500 mil seguidores e mais de 8 milhões de visualizações no Youtube. O single ‘’ABC do QQ’’ está disponível em todas plataformas digitais.

Sobre o MTV Prestenção

Este selo da MTV que, inclusive, é categoria do MTV MIAW, renova ainda mais o compromisso de conectar a audiência às tendências e apostas do momento, reforçando o DNA musical da marca e o compromisso constante com o cenário da música.

Sobre o Quebrada Queer

O Quebrada Queer é o primeiro coletivo LGBTQ+ de Rap da América Latina. O trabalho influencia diversas pessoas a iniciarem suas carreiras e viverem bem diante de tantos casos de homofobia/transfobia. Na música, o grupo denuncia as dores cotidianas, causadas pelo preconceito, mas também compartilham o prazer de ser quem são. Recebem mensagens diariamente de pessoas agradecendo por colocar a verdade em pauta no país que mais viola corpos LGBTQ+. Somente no Youtube, se somam mais de 6 milhões de visualizações nos conteúdos.

Namoro pela internet dá certo?
Atualizações

Namoro pela internet dá certo?

A tecnologia é uma grande aliada para muita gente encontrar sua cara metade, seja em redes sociais, sites específicos ou aplicativos, sempre tem alguém com o seu perfil esperando para bater um papo e te conhecer melhor. Acredite, namoro pela internet pode dar certo, é só tomar alguns cuidados!

O namoro a distância é um verdadeiro desafio, principalmente ao lidar com ciúmes, saudades e inseguranças para manter o relacionamento.

+ Anti-heróis: Os últimos momentos

Para que o relacionamento dê certo, no entanto, é preciso tomar alguns cuidados. Por isso, os especialistas do Astrocentro trouxeram algumas dicas, confira!

Cuidados ao namorar pela internet:

  • Preste atenção a alguns sinais que indicam que ele é casado ou comprometido. Por exemplo, se ele só te liga em horários estranhos ou se não quer dar o número de telefone fixo, fuja.
  • Não se deixe enganar pelas fotos. Existem diversos programas que fazem retoques profissionais em fotos, isso sem falar dos mais malandros que pegam imagens da internet e postam como se fossem eles.
  • Evite mentiras. Não gostaria que mentissem para você, então não tente iludir o outro com fotos e fatos que não são verdadeiros. Ele vai acabar descobrindo e o que poderia ser um relacionamento bacana acaba antes mesmo de começar.
  • Não se exponha demais. Não passe dados, senhas e muito menos mande fotos sensuais para ninguém. De repente a pessoa pode estar agindo de boa fé, mas esta foto pode se perder pela rede e alguém vai usá-la para algo negativo. Também não fale seu endereço ou dê a entender quanto dinheiro você tem. Namoro pela internet é gostoso, mas segurança vem em primeiro lugar.
  • Antes de marcar um encontro pessoalmente converse bastante por telefone, para ver se rola mesmo um papo fluido. Se possível, marquem uma conversa por vídeo, assim você já descobre se le é quem diz ser. Se ele negar alguma das suas opções, você já saberá que estava entrando em uma roubada.
  • Ao se encontrar, marque em um lugar público e movimentado. Outra dica importante é avisar uma amiga aonde você vai, que horas marcou o encontro e em que telefone ela pode te encontrar. Pode parecer exagero, mas precaução nunca é demais.

Além dessas dicas para que seu namoro pela internet vingue também no mundo real, vale a premissa mais verdadeira para qualquer relacionamento: seja você mesma, tenha confiança e se abra para o amor. Pense sempre que o que tiver que ser, será!

Casa 1 convida elenco LGBT+ do Teatro Oficina para visitar a poesia de Mário de Andrade
Atualizações, Livros

Casa 1 convida elenco LGBT+ do Teatro Oficina para visitar a poesia de Mário de Andrade

Para marcar centenário da Semana de Arte Moderna no calendário do Centro Cultural Casa 1, a ONG de acolhida LGBT+ convidou 21 artistas da Companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona para fazerem leituras dramáticas do livro Paulicéia Desvairada, lançado por Mário de Andrade justamente no ano da Semana. Fazem parte do projeto artistas de todas as gerações da companhia, como Marcelo Drummond, Camila Mota, Letícia Coura, Joana Medeiros, Kael Studart, Lucas Andrade e Wallie Ruy. A trilha sonora dos vídeos é assinada por Amanda Ferraresi, da banda do Oficina.

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O Prefácio Interessantíssimo, que antecipa os poemas, também foi interpretado por um artista LGBT+: o quadrinhista Ivo Puiupo, que ressignificou as páginas escritas por Mário para a linguagem em quadrinhos. O projeto também ganhou um site exclusivo e já está disponível para acesso.

A identidade visual, criada pelo artista Nolo, da Casa 1, faz uma releitura da capa da 1ª edição livro, que ficou conhecida pelo padrão geométrico de losangos coloridos. Para muitos, o lançamento dessa primeira edição é um marco do Modernismo brasileiro e, por isso, será relembrado pelos projetos que celebram o centenário da publicação.

Escritos ainda em 1920, os poemas retratam o clima vertiginoso da capital paulista no início daquela década. Segundo o próprio Mário, a ideia do livro surgiu após a indignação de sua família ao vê-lo comprar uma escultura de Victor Brecheret que revelava a face de Jesus Cristo, com os cabelos trançados:

“A notícia correu num átimo, e a parentada que morava pegado invadiu a casa para ver. E pra brigar. Berravam, berravam. Aquilo até era pecado mortal!, estrilava a senhora minha tia velha, matriarca da família. Onde se viu Cristo de trancinha!, era feio, medonho! […] Fiquei alucinado, palavra de honra. Minha vontade era matar. Jantei por dentro, num estado inimaginável de estraçalho. Depois subi para o meu quarto, era noitinha, na intenção de me arranjar, sair, espairecer um bocado, botar uma bomba no centro do mundo. Me lembro que cheguei à sacada, olhando sem ver o meu largo do Paissandu. Ruídos, luzes, falas abertas subindo dos choferes de aluguel. Eu estava aparentemente calmo, como que indestinado. Não sei o que me deu. Fui até a escrivaninha, abri um caderno, escrevi o título em que jamais pensara, Pauliceia desvairada.”

Para a Casa 1, este projeto foi criado para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna e marcar a presença de artistas LGBT+ na história da arte brasileira. Isso porque, mesmo que não se fale muito sobre o assunto, existem indícios de que Mário de Andrade era uma pessoa LGBT+. Em sua correspondência e na memória de amigos próximos, está claro que o intelectual se interessava por outros homens. Esta discussão, inclusive, pode ainda gerar novas interpretações e produções culturais, já que ainda pouco se fala sobre o assunto. Por se tratar de uma instituição que também busca preservar e revisitar a memória de pessoas LGBT+, a Casa 1 encara este projeto não como uma “saída de armário” póstuma para Mário de Andrade, mas sim uma maneira de redescobrir a obra do autor enquanto pessoa LGBT+.