O Entertainment Weekly divulgou recentemente, com exclusividade, a primeira still de Pretty Little Liars, mostrando as personagens principais um pouco mais velhas, na segunda metade da sexta temporada, que apresentará um salto de cinco anos com relação à trama anterior.
Segundo Marlene King, produtora da série, as garotas conviveram sem novas ameaças nesse período, mas ainda lidam com traumas das torturas sofridas por A no passado. Sem mais delongas, clique na imagem abaixo para ver a foto com qualidade melhor:
E então, o que vocês esperam para o final da série? Comentem!
Pela primeira vez na história do nosso canal, temos uma entrevista com uma escritora! E a escolhida para a inauguração deste novo quadro, é Larissa Adur Fontes, autora de Quando o verão adormece. No vídeo, ela conta um pouco sobre seu processo de escrita, o que a inspirou, e sobre sua vida pessoal. Confira:
Terno, melancólico e romântico, Quando o Verão Adormece é uma antologia nascida das cinzas de um amor infrutífero para presentear os olhos e os corações daqueles que o leem. Cada poesia demonstra a evolução dos sentimentos de alguém que, aos poucos, supera a tristeza e a inconformidade com a vida até que se sinta novamente em paz.
Desembarcamos na rodoviária lotada de São Paulo. Era um lugar enorme, e eu estava colidindo com pessoas em todos os lados. Era gente carregando mala, gente carregando gente, e eu, com uma mochila apenas, tentando enxergar coisas que minha estatura não permitia. Nunca havia ido para uma cidade grande assim, tão depressa.
Eu estava seguindo Nick, com os olhos, tentando não me perder naquele mar de pessoas enquanto subíamos e descíamos pelas mais variadas escadas procurando o portão de desembarque, aquele lugar era um verdadeiro labirinto espiral, como alguém sabia andar com propriedade lá dentro? Era algo que ia um pouco além das minhas capacidades de aluno de humanas.
Mas conseguimos sair de lá, e então seguimos para desbravar a grande selva de pedras. Nick ia um pouco a frente, e eu gostava de observá-lo falando. Eu gostava muito de observar as pessoas assim, calmas. Todo mundo deveria se ver assim, e ver como a beleza se mostra na sua maneira mais simples e primitiva. Todo mundo, deveria se ver sorrindo despreocupadamente.
Nossos olhares se encontravam hora ou outra, quando ele se virava para falar comigo. Você sorri sempre que olha para mim. Por quê? Eu era péssimo com disfarces, sempre fui um livro aberto e continuaria sendo, provavelmente. Mas era verdade. Eu era incapaz de olhar para o rosto de Nick sem soltar um sorriso bobo.
Andamos bastante, peguei metrô pela primeira vez, talvez me sentindo especial, talvez me sentindo um pouco besta por nunca ter feito aquilo antes. São Paulo era um lugar incomum, com uma beleza primitiva, sem lapidações. São Paulo não tinha máscaras, talvez por isso dissessem que não há amor em SP. Mas o que eu via, era o contrário. Casais apaixonados se beijando na porta do metrô, dormindo de mãos dadas nas estações e se despedindo carinhosamente nas ruas.
Estava anoitecendo quando chegamos perto do lugar em que eu mais queria visitar no mundo: a avenida Paulista. Eu adorava a maneira com a qual falavam dela por aí, e quando diziam que era a Times Square de São Paulo, minha vontade de andar por lá só aumentava.
São Paulo é incomum, é interessante. As pessoas são quem elas querem ser, e todos vivem despreocupadamente. Um mendigo apertou minha mão e me desejou boa noite. As pessoas cantavam e se abraçavam aleatoriamente, meninos beijavam meninos sem serem julgados, e meninas andavam de mãos dadas com outras meninas como se o mundo fosse acabar ali, e precisassem provar seu amor ao mundo. E isso é lindo porque, de certo modo, me fez perceber que só estamos realmente vivos, quando morremos de amores. Amor é o que move o mundo e portanto, existe amor em SP, sim, por mais que digam o contrário.
Chegamos na Haddock Lobo e subimos até o último andar da Starbucks. Nick não sabia, mas eu o associava muito àquele lugar. Por inúmeros motivos. Era um terraço, aberto, rodeado por vidros e com sofás extremamente confortáveis, de uma maneira em que podíamos ver a rua povoada com o pessoal lindo que habita aquela região, enquanto podemos ainda, observar as estrelas. Sentei ao seu lado, e ele me abraçou, porque estava um pouco frio. Eu queria sorrir mais, mas não acho que seria justo, meus amigos provavelmente comentariam que eu estava com cara de apaixonado de novo. Mas já não adiantava negar, não é mesmo? Defendo que a vida é curta demais para me negar a certos prazeres. Então, se gosto, vou. Se não gosto, não vou.
Não sou de engolir palavras, não gosto de me privar. Então, aproveitei o momento, assim como vinha fazendo desde que havia chegado. Aproveitando cada segundo, porque a verdade é que nunca sabemos o dia de amanhã, e portanto, devemos aproveitar enquanto estamos vivos. Enquanto respiramos, e enquanto somos capazes de irradiar as coisas boas que sentimos. Talvez eu tenha feito coisas erradas, talvez não. Mas sempre temos a chance de experimentar coisas novas, sentir novos aromas e despertar coisas novas.
É fácil se prender ao passado, é fácil remoer coisas que não darão em nada. Não sei se saberia dar meus primeiros passos sozinhos, mas sei que posso sempre tentar.
“Ed, você é maravilhoso.” Nick escreveu, me tirando dos meus devaneios e lutas internas.
“Mas você, é incrível.” Escrevi de volta.
“Eu só queria fazer você feliz.”
Então eu, Edwin, me permiti sorrir para Nick mais uma vez, e ele apertou minhas mãos nas suas, e sorriu de volta. E eu poderia jurar que, mesmo naquela noite escura, cada canto daquela cidade, se iluminou de uma só vez.
Um minuto de silêncio e uma roda de orações, por favor, porque Taylor Swift acabou de confirmar, através de sua conta do Twitter, que Wildest Dreams será o novo – e provável último – single de seu mais recente álbum, 1989, desmentindo o rumor anterior (que postamos aqui) de que seria New Romantics.
Só queria que vocês soubessem que o próximo single do 1989 será……….. Wildest Dreams.
Just wanted to let you know that the next single from 1989 will be……….. Wildest Dreams.
Só eu ou vocês também já estão morrendo de ansiedade para o clipe? Tudo informa que ele foi gravado nos últimos dias em Nova York, e segundo informações de fãs, ele terá uma temática de época.
Veja também, o episódio especial do nosso vlog da semana passada, sobre ninguém menos que, Taylor Swift:
Olha, não deu mesmo! Em razão do meu vício crescente por Taylor Swift e seu novo álbum, 1989, fui obrigado a gravar um vídeo única e exclusivamente sobre ela, explicando um pouco quando a conheci e porque fiquei tão viciado nesse novo CD. É o primeiro vídeo que o Beco Literário apresenta de forma mais descontraída, então, deixem a opinião de vocês e não se esqueçam de se inscrever no canal, curtir o vídeo e compartilhar com os amigos!
Era verdade que eu sempre me encolhia quando perguntavam de você, ou ainda, se eu estava bem. Dizia que sim, e sorria. Mas disso, passava longe.
Eu tinha certas paranoias, e era só tocar Taylor Swift que um curta (ou devo dizer longa?) passava pela minha cabeça. E eu ouvia sua voz de novo, sentia seu toque e seu gosto.
Eram tiros, e diziam que só o tempo era capaz de curá-los. Mas o tempo nunca fez nada por mim, e confesso, não queria que fizesse. O tempo provavelmente me faria esquecer o ritmo da sua respiração, a textura da sua pele ou onde estava cada pinta do seu corpo. E para isso, eu não estava preparado.
Não estava preparado para ter só as fotos do país das maravilhas que encontramos e fingimos ser para sempre. Um para sempre numerado e limitado. Se tivesse dormido de olhos abertos, talvez tivesse aproveitado mais, observado mais.
Mas agora tudo o que resta são fotografias e lembranças. Gosto das fotos por isso. Elas são as provas de que pelo menos, por um milésimo de segundo, tudo estava perfeito. Tudo era realmente, o país das maravilhas em que nos perdemos por um infinito finito.
Eu sabia que minha escapada da realidade duraria pouco, de certo modo. Sempre soube. Mas não queria admitir para mim mesmo. Mas eu sabia. Soube quando foi a primeira vez, e quando foi a última. A vida nunca foi tão ruim, mas também, nunca foi tão boa. E bota boa nisso.
Então, tempo, obrigado por me deixar nesse limbo. Porque nem eu sou capaz de decidir o que eu quero. Aliás, eu sou, sim. Eu decido ficar. Fico por todos que jamais ficaram, fico porque é preciso. Mas acima de tudo, fico por mim mesmo – afinal, eu ainda não encontrei o caminho de volta do nosso país das maravilhas que você há tanto tempo partiu.
O amor já bateu em sua porta uma porção de vezes, entrou, se acomodou e por fim, saiu. A vida lhe mostrou caminhos intensos, lhe cruzou com novas pessoas e por fim, manteve poucas. Ele sempre tentou buscar razões nas complicações que a vida colocava a sua frente.
Ele era só um garoto. Um garoto diferente, talvez, único. Um garoto sensível por fora e por dentro, por dentro tinha sua armadura protetora. Por dentro existia um lado que poucas pessoas conheciam de verdade. Por trás de toda armadura, existia um menino. Um menino que ria sozinho de coisas bobas, um menino que tinha suas crises, seus problemas, suas paranoias, um menino que tentava achar graça nas coisas simples da vida. Um menino que andava pelas ruas com uma coroa e um sorriso frouxo no rosto.
Como eu havia dito, um menino diferente. Ele via as coisas com seus próprios olhos. Às vezes, o amor lhe cegava, mas quem nunca ficou cego de amor por alguém? Por trás de tanta bondade, ele tinha sua base. Ele não era inocente, só não estava preparado para tantas surpresas. Suas palavras descreviam seus problemas, mas o seu olhar, ele descrevia o que realmente não era notável.
Seu olhar tinha audácia própria, assim como ele tinha seu próprio controle. Seu coração não era descartável, suas palavras eram sinceras. Ele era expressivo. E talvez isso o destacasse tanto, expressar e sentir muito. O nosso maior problema é sentir muito por quem sente tão pouco. Somos reféns de sentimentos incabíveis, sentimentos que não cabem dentro da palma de uma mão. Certo dia, eu lhe disse, você não merece sofrer dessa maneira. E olha, sorte de quem o tem na palma da mão. A vida é uma montanha russa, quando tudo está indo para cima, ela te coloca de ponta cabeça sobre seus maiores medos.
Ela é sacana, mas comigo ela foi boa, me fez conhecer alguém que realmente veio fazer parte dos meus maiores dias. Como por exemplo, meu aniversário. Ele não merece alguém que não é capaz de preenchê-lo como ele preencheria um coração vazio.
Às vezes, às vezes ele errava, agia por impulso, caia de cabeça, se atirava sobre suas decepções e por fim notava que tudo não passava de uma grande neura, não é? Calma, ainda vamos enfrentar essas neuras juntos. Ele é incrível e tem sua própria originalidade, mas poucas vezes consegue reconhecer o quão bom consegue ser. Nós nunca nos olhamos em frente ao espelho e notamos todas nossas qualidades expostas. Alguns tem certa dificuldade. E quando o mundo o machuca, ele encolhe sobre o canto e assim desliza nas palavras, e assim descreve o que realmente sente. Como havia dito, ele tem seu próprio armamento.
Espero que seu coração não se despedace com a vida por pessoas que não o merecem, você só vai entender bem quando ver que a vida é curta demais pra quem não sabe valorizar os bens que cruzam nosso caminho. O para sempre é místico, e a certeza que a vida lhe dá é: você é para sempre, as pessoas, talvez. As passagens são necessárias, as idas principalmente, mas o que realmente vem a mudar nossa rotina se torna algo inesquecível.
“Escrevi um texto em que você é o personagem principal”, foi assim que o Victor havia me falado que tinha escrito algo sobre mim. Fiquei super curioso em saber o que ele falava, afinal, ele sempre soube de tudo o que se passava comigo, foi meu psicólogo particular inúmeras vezes e claro, escrevia de uma maneira de dar inveja. Nos encontramos no horário de almoço, certo dia, ele virou o notebook pra mim, com uma música que não lembro o nome, e que ele não quer me passar (chateado), e me mostrou o texto chamado “O garoto da coroa”. Li em um lugar público, e portanto não poderia chorar, então me limitei a cobrir o rosto, enquanto lia essas palavras que me descreveram com maestria. Sim, postei, primeiro como uma forma de agradecimento por me ouvir sempre, por entender todos esses dramas e segundo porque pessoas que escrevem tão bem assim merecem ser lidas e apreciadas. Espero que tenha gostado, e Victor, muito obrigado pelo texto, mais uma vez! <3
Parece que a era 1989, de Taylor Swift está chegando ao fim. Já são três meses desde que a cantora lançou o clipe de seu último single, Bad Blood e segundo alguns fãs da cantora, residentes em Nova York, ela está gravando um clipe de época, o que nos leva a crer que a era bombástica será encerrada com a mesma música que encerra o álbum: New Romantics. (Pausa dramática pra respirar, surtar e beber uma água).
Caso seja promovida a single, a música deve ser lançada nas rádios a partir da segunda metade de agosto e o clipe possivelmente terá sua estréia na premiação dos vídeos: MTV Video Music Awards no dia 30 de agosto.
Já estamos autorizados a surtar? Confirma logo, Taylor!
Pedir um tempo é admitir para o mundo que você é covarde demais para dar uma conclusão. Quem precisa de um tempo para viver um amor talvez precise de um tempo para entender um pouco mais a vida em si. – Isabela Freitas
Algumas pessoas são marcantes. Não sei como, mas marcam de certa maneira que nunca imaginei que aconteceria. E então, borbulhamos numa torrente de sentimentos que se mexem dentro de nós feito um tornado. E uma hora, eles saem. Sabe, como nos desenhos animados, o gênio saía da lâmpada.
E cada um de nós, demonstra de um jeito. Alguns, choram. Outros, sorriem. Eu, escrevo. Todos os dias abro essa tela vazia, ou uma folha em branco do meu diário, e deixo as palavras saírem, do jeito que elas querem. Muitas, nem sei o significado. Apenas saem, e se encaixam ali. Isabela Freitas diz que é o modo mais bonito de sentir. Escrevendo. Porque é como se o ato de colocar um sentimento em palavras, fizesse com que ele se concretizasse.
De certo modo, tenho essa mania chata de escrever sobre tudo. Fotografo, e escrevo sobre tudo, porque sei que no final, só sobram as memórias. Muitas vezes não consigo fotografar tudo, mas sei que sempre posso escrever sobre tudo. Sei que meus contos sempre podem ser criados da maneira que eu quero. Porque neles, os corações jamais se quebram e o tempo jamais passa, e isso é confortante. Sinto que talvez escrevendo sobre corações inquebráveis ou tempos congelados, a realidade passará a ser assim. Não poderia estar mais enganado, obviamente.
Mas é uma analogia engraçada. O gênio sai da lâmpada em uma espécie de furação, e realiza três desejos. Nossos sentimentos saem em forma de palavras, da mesma maneira. Será que nossos desejos mais profundos tem o poder de se realizarem assim também? Talvez não. Mas sempre podemos escrever, e as pessoas sempre podem ler, imaginar e dar vida àquilo. Ou talvez ninguém aguente mais ler esses textos de memórias, porque eles só importam para nós mesmos. Sempre queremos mostrar, mas raramente alguém vai lê-los porque realmente quer saber o que você sente. É difícil encontrar alguém que surpreenda numa quinta-feira a noite querendo ler aqueles textos manchados pelo seu próprio sono desregrado e eventuais lágrimas que caíram enquanto você dormia debruçado sobre o moleskine preto. É simplesmente difícil achar alguém capaz de surpreender.
Talvez seja mais difícil porque pedimos tempos de intervalo entre os eventos da nossa vida. Levamos a sério aquele ditado de que a vida é uma escola. Mas a verdade, é que não temos intervalo algum, tudo vai acontecendo de maneira sequencial, e se não tivermos atentos o suficiente, a oportunidade passa, assim como o ônibus que eu perdi porque estava perdido dentro dos meus próprios pensamentos nessa manhã. Acontece, sempre. Não precisamos de tempo, precisamos de ações, apenas. Precisamos enfrentar nossos medos, remendar nossas feridas, e seguir em frente.
Já vi amigos sendo julgados por emendar relacionamentos. Eu sempre era o único genuinamente feliz por eles, porque sei que tempo é relativo, e não podemos perder nada – se a oportunidade vem, agarre-a, sem julgamentos, ou neuras. Digo sempre que se estressar nunca vai adiantar nada, chorar talvez também só te deixe pior, mas quem consegue seguir os próprios conselhos? É como lamber o cotovelo. J.K. Rowling não virou bruxa escrevendo sobre bruxos. Cassandra Clare não virou Caçadora de Sombras, também.
É engraçado porque sentimentos são meio osmose. Passam do nada. Se estou triste, posso deixar alguém próximo de mim mal. O oposto também acontece. E como podemos evitar isso? Não podemos. Simples. Podemos sempre simplificar tudo, mas escolhemos complicar. Podemos sempre falar, mas preferimos esconder. Temos medo. Mas também temos amor. Até o mais frio de nós, tem amor. E é ele que vai passar por cima de tudo isso como um pincel passa sobre uma tinta aquarela. Manchando tudo e, talvez, formando desenhos bonitinhos…
Nascemos chorando. É a primeira coisa que aprendemos a fazer, é a primeira coisa que realmente fazemos neste mundo – chorar. Talvez porque algum médico tenha nos feito chorar para “ativar” nossos pulmões. É o que minha vó diz. Talvez, porque de certo modo, saibamos que sair daquele lugar aconchegante que é nossa mãe, seja doloroso. Talvez, já saibamos que o mundo não realizará os nossos desejos.
Conforme crescemos, choramos quando estamos com fome, ou sujos, porque isso é o maior dos nossos problemas. Nossa mãe então, nos alimenta, nos limpa, e nos dá amor. Tudo está bem novamente, então dormimos, respirando fundo como se nada mais importasse. Porque na verdade, nada mais importa.
Depois, não choramos mais ao sentir fome ou quando estamos sujos. Simplesmente vamos lá e comemos, ou tomamos um banho. Mas choramos quando um marimbondo pica nossa mão e deixa aquele ferrão enorme entre as camadas da nossa pele, ou quando ralamos o joelho no asfalto. Aquela é a maior dor que podemos sentir, parece. Dói muito, então nos permitimos chorar.
Mas os machucados saram, e depois se tornam comuns. Ainda choramos, mas sempre dói mais na primeira vez. Chega a fase então, que nossos pais começam a moldar nosso caráter, então choramos ao sermos repreendidos. Choramos por não correspondermos às expectativas que eles botam em nós.
Chega então, a adolescência. Não choramos por fome, sujeira. Não choramos por expectativas não correspondidas porque já nos acostumamos a fracassar mais do que suceder. Já sabemos que esperam muito mais da gente do que realmente somos, então, se ficamos tristes, fica por essa mesmo. Não choramos, mais.
Também não choramos pela dor da picada do marimbondo, apenas retiramos o ferrão e chupamos o veneno. Um joelho ralado, também não é nada. Essas dores não chegam nem perto da dor que sentiremos ao ter nosso coração partido pela primeira vez, e então, choraremos como nunca antes. A picada do marimbondo, que doía como um inferno na infância, agora não chega nem a um incômodo. Porque a dor de um coração partido raramente passa com um remédio, ou quase que imediatamente com um band-aid de um personagem que gostamos.
Mas como toda dor, ela também passa, e com ela, passa o nosso choro. Paramos de chorar, e vemos que todas aquelas dores da infância eram apenas uma preparação para a dor final que chegaria na adolescência. Dor essa, que nos transforma, que nos tira a pureza e a inocência, mais que qualquer outro ato carnal. A dor de um coração partido muda as pessoas, as transforma. Talvez de uma maneira boa, talvez não.
Mas depois, aprendemos a juntar nossos próprios cacos, e nos fixar. Aprendemos a nos curar sozinhos, porque não é algo que nossa mãe pode fazer por nós. E é nisso que sentimos a dor do crescimento.
Lembra quando simplesmente acordávamos com o corpo todo doendo, e nossos pais simplesmente falavam isso é dor do crescimento? Era um alerta, um alerta de tudo o que viria a seguir, com a fase adulta. De todas as dores que viriam de brinde conforme ganhávamos o mundo.
Mas sabe o melhor de tudo isso? A dor passa. Não choramos mais por fome, não choramos mais pelo joelho ralado… Então, logo, não choraremos mais pelas decepções de um coração partido.