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Gabu Camacho

Livros, Resenhas

Resenha: Negras raízes, Alex Haley

Negras raízes é um livro que, assim como sua história, me foi passado pelas gerações anteriores. O pai do meu avô leu e deu a ele de presente e meu avô me deu de presente depois. Minha edição é bem surrada, porque ainda arrisco dizer que meu avô o emprestou para a rua inteira.

Negras raízes é um dos livros mais angustiantes que eu já li na vida. Lançado em 1976, ele acompanha a história de Kunta Kinte e seu povo Mandinga, na Gâmbia, África ocidental. Mas antes de entendermos a história, é preciso entendermos o contexto dela. O autor, Alex Haley, começou a escrever ainda muito jovem em um jornal da marinha dos Estados Unidos. Um dia, foi descoberto e convidado para a escrever a biografia de Malcolm X e depois disso não parou mais.

Ansioso por descobrir seus antepassados, Haley pesquisou muito e dessa pesquisa se originou Negras raízes. Há quem diga, inclusive, que o autor foi um dos únicos a chegar tão longe na sua pesquisa de árvore genealógica. E essa relação forte com a sua ancestralidade é o cerne do livro. É nela que a leitura se pauta e é nela que Kunta também se segura para sobreviver.

A história de Kunta Kinte e sua família, em suas terras natais é linda, com tradições fortíssimas que são interrompidas quando ele é vendido como escravo para a América. Há muitas páginas que relatam o suplício e a impotência dentro de um navio negreiro e tudo o que ele tem, a partir desse momento, é seu nome e seu idioma. Há muita violência, muito sangue e o livro consegue mostrar, com maestria (e não podia ser diferente depois dos anos de pesquisa de Alex) como a escravidão foi um atentado a memória do povo africano.

Nesse livro, conhecemos como as tradições eram destruídas, as identidades deixadas para trás e os seres humanos eram transformados em nada além de produtos comercializáveis. E Kinte foi contra tudo isso. Ele resistiu em manter a sua memória e ela foi sua arma contra esse sistema. Sua história foi contada e recontada para todos os seus decendentes e atravessou mais de dois séculos até que foi publicada em Negras raízes.

É um livro fortíssimo, mas obrigatório e necessário para todas as pessoas. É a história da consequência da escravidão na vida de todas as pessoas ainda nos dias de hoje, é a história do segregacionismo, do racismo e de tudo o que reflete na nossa sociedade.

A violência de ser retirado e vendido como mercadoria, de ter sua cultura e sua identidade renegadas de forma tão brutal é uma cicatriz que o povo carrega mesmo depois de séculos. E para a história não se repetir, é preciso conhece-la. Por isso, leia Negras raízes e repasse os conhecimentos nele contidos.

E se não quiser ler, o livro já foi adaptado para inúmeras séries na televisão que relatam os fatos com expressividade. Vale a pena também!

Livros

4 livros de viagens para se inspirar

As páginas dos livros de viagens são uma das melhores maneiras de “viajar” em tempos de isolamento social. De relatos de viagens a livros de fotografia, diversas obras são fontes de inspiração e conhecimento para planejar roteiros quando as fronteiras estiverem abertas novamente.

Um lugar ao sol – Slim Aarons

Slim Aarons atuou principalmente como fotógrafo de socialites, celebridades e do  jet-setter americano, após servir como fotógrafo durante a Segunda Guerra Mundial. No livro A Place in the Sun, uma coleção de 250 fotos coloridas e deslumbrantes mostra celebridades da Era de Ouro em destinos ensolarados – do Caribe a Mônaco, de Aspen a Gstaad.

Four Seasons: uma arte de hospitalidade 

As histórias do serviço excepcional e do savoir faire do Four Seasons Hotels and Resorts são contadas no “Four Seasons: A Arte da Hospitalidade”, livro da coleção Classics de 2018 da editora Assouline. Recheado de pinturas digitais lúdicas e evocativas do artista Ignasi Monreal, o livro retrata a essência da marca – uma empresa impulsionada por seus colaboradores, que entregam um serviço autêntico e de primeira linha em hotéis, resorts e residências ao redor do mundo.

Trem Fantasma Para a Estrela do Oriente – Paul Theroux

O americano Paul Theroux é autor de alguns dos melhores relatos da literatura de viagem. Em 1975 ele escreveu O Grande Bazar Ferroviário – De Trem pela Ásia, relatando sua jornada a partir de Londres, percorrendo a Europa, Oriente Médio, subcontinente indiano e Sudeste Asiático, e seu retorno via Ferrovia Transiberiana. Três décadas depois, Theroux refaz o roteiro para testemunhar e relatar as transformações tanto históricas como nas paisagens, registradas no Trem Fantasma Para a Estrela do Oriente.

Viajando com Charley–  John Steinbeck

Ganhador do Prêmio Pulitzer (1940) e do Prêmio Nobel de Literatura (1962), John Steinbeck percorreu os Estados Unidos a bordo de uma picape, em uma jornada de redescobrimento de sua terra natal. De Nova York à Califórnia, ao longo dos 16 mil quilômetros, o escritor registrou suas impressões e encontros com os moradores de diversas cidades, e também descreveu com detalhes alguns dos mais belos cenários do país.

Atualizações

Abaixem as armas e troquem carícias que a gente voltou!

Sim, já dizia Clarice Falcão: polícias abaixem as armas e troquem carícias que a gente voltou! E é ao som de “A Gente Voltou” que anunciamos que o BECO LITERÁRIO VOLTOU! Mas calma, não do jeito que você imagina.

Os últimos anos foram intensos pra gente. Tentamos nos encaixar, erramos, acertamos e muita coisa deu errado. Eu, Gabu, joguei tudo pra cima mais de quinhentas vezes. Mas o bom de jogar pra cima é poder ver a coisa de fora pra pegar os cacos e saber a hora de voltar. Eu não soube, mas temos uma comunidade incrível de membros VIPs que soube e graças a eles, que ficaram pedindo dias e noites pro site voltar, que a gente voltou.

O Beco Literário é agora, mais que nunca, uma comunidade engajada de leitores. Reformulamos tudo, nossa missão, nossos valores, e principalmente, como fazemos as coisas. Além dos conteúdos da nossa equipe, agora você, Becudo, pode se cadastrar na nossa comunidade e postar seus conteúdos aqui no site também.

Demais, né? E pra anunciar tudo isso, eu virei até tik toker, olha só:

Ver essa foto no Instagram

Sim, ano passado, após meu TCC, resolvi fechar o Beco Literário. E não teve um dia sequer que alguém não tenha perguntado dele. Na comunidade fechada que eu tenho com os meus leitores, vira e mexe tinha alguém pedindo pra voltar a postar textos lá e voltar a escrever por lá. Então, a gente voltou. 🤩🚀 Vai ser diferente de agora em diante: vamos postar somente textos autorais, colunas e conteúdos sobre livros e escrita. O conteúdo de séries, televisão, filmes, vai ficar beeeeeeem secundário. Resolvi trazer o Beco, mas trazer com toda a sua essência, da forma com a qual ele foi criado. E claro, me pediram tanto, que agora quem participa da minha comunidade fechada também tem acesso a um painel exclusivo lá dentro pra enviar textos, trocar por pontos, conquistar cortesias, enfim. Deu bastante trabalho, mas nasceu. Espero que gostem dessa nova era do Beco. E por aqui, nada muda: vou continuar falando dos livros, comentando a economia e dando dicas pra vocês 😎💜 #literatura #bookstagram #econogram #dicas

Uma publicação compartilhada por Gabu Camacho | Jornalista (@gabucamacho) em

E aí, bora encurtar distâncias na literatura juntos? <3

Atualizações

“A Roda do Dinheiro” traz dicas para ajudar leitor a equilibrar suas finanças

Livro “A Roda do Dinheiro – Como fazer a sua roda girar”, traz orientações sobre finanças pessoais de forma práticas e em linguagem simples. O objetivo da obra é desmistificar o senso comum construído ao longo de séculos, e que dita a forma como a maioria das pessoas vêem e lidam com seus recursos financeiros. Mesmo antes de iniciar o primeiro capítulo, o leitor é convidado a esquecer a ideia de “ganhar dinheiro”, como popularmente se fala. O primeiro ensinamento é tão simples quanto necessário: Dinheiro, a gente faz!

Por meio deste esclarecimento inicial, a educadora financeira e fundadora do Instituto Soaper, Aline Soaper, que coordenou a publicação, destaca a importância de ter a clareza de que o dinheiro é um resultado de tudo aquilo que fazemos em nossos trabalhos, negócios e investimentos. Logo, o nível de saúde financeira de alguém está diretamente ligado a forma como a pessoa entende a origem, a gestão e a otimização dos seus recursos.

Só se pode dizer que “ganhou dinheiro”, de fato, em algumas exceções, como: mesada da época da infância, prêmios de loteria ou quando ele vem em forma de presente! O bom humor e a fluidez são marcas registradas da narrativa de “ A Roda do Dinheiro”. Assim, o livro vai na contramão da linguagem técnica e cheia de termos exclusivos do mercado financeiro.

23 co-autores e um desafio: mudar a forma do público pensar e se relacionar com o dinheiro

23 mentes especializadas em treinar diariamente seus clientes para lidar de forma mais eficiente com o dinheiro, reunidas para descomplicar a relação entre pessoas e dinheiro. Essa é a receita dos bastidores do livro: a combinação do conhecimento de coachs e educadores financeiros, treinadores comportamentais, empresários, administradores de empresas, comunicólogos e contadores.

Ao longo de 173 páginas, o leitor obtém informações práticas sobre temas cotidianos e outros inusitados para a maioria das pessoas. Na lista de tópicos que “A Roda do Dinheiro” aborda estão: clareza, mindset, inteligência financeira, planejamento, renda extra, fluxo de caixa, despesas pessoais e familiares e educação continuada.

Há conteúdos para públicos em diferentes momentos de sua jornada. A obra fala tanto com quem precisa descobrir como ir “do inferno das dívidas ao céu do sucesso financeiro e pessoal” como com quem está buscando um novo patamar financeiro e mais tranquilidade, por meio da construção de uma reserva de emergência e investimentos. E quem está com o olhar voltado para o futuro, também não fica de fora, nos capítulos que tratam sobre “As heranças que se deseja deixar para os filhos” e “Independência Financeira ou Aposentadoria” as metas de longo prazo ganham um tom consultivo e esclarecedor.

Além de ajudar o leitor a se organizar, o diálogo evolui também para os aspectos emocionais e psicológicos envolvidos no tema, tais como: crenças limitantes, sonhos como força motivadora e o papel do dinheiro no empreendedorismo também entram em pauta.

“Em todos os nossos atendimentos, vemos o quanto os clientes ignoram várias áreas da roda financeira e não entendem a sensação de que a vida nunca vai para frente. Outros, começam a vida profissional muito bem, ganham dinheiro, mas estacionam em um determinado momento e não entendem essa paralisação abrupta na vida financeira” avalia Aline Soaper, coordenadora da obra.

Um dos desafios dos 23 co-autores foi vencer o distanciamento que torna obras dedicadas a falar sobre dinheiro, em geral, restritas ao público especialista em economia e finanças. O foco está no leitor que está dando os primeiros passos para compreender o assunto e tornar a sua vida financeira saudável.

Atualizações

Flavia Campos lança o livro “Coragem – Substantivo Feminino”

Flavia Campos – Publicitária, estrategista, escritora, autora, feminista, humanista e mãe do Theo -, acaba de lançar, pela Editora Patuá, seu primeiro livro de poesia, de nome “Coragem –  Substantivo Feminino”. São 177 poemas, impregnados de amor, generosidade e imensidão, inspirados na coragem transformadora das mulheres. Cada texto mostra que a poesia é maior do que o medo e que a sororidade tem o poder de salvar as pessoas de um possível deserto interior.

O livro, pautado pela ciranda inexata e infinita que torna as mulheres uníssonas e capazes de seguir adiante, a despeito do não, nasceu corajosamente de um projeto que Flavia já faz há dois anos, chamado #TodoMundoéPoesia. Nele, mulheres do Brasil inteiro contam suas histórias de vida e de luta, as quais são transformadas em poemas pela autora.

A primeira parte da obra aborda a capacidade inesgotável de amar, de arder e de saltar de alturas incalculáveis para chegar às profundezas de cada abismo. A segunda explora a coragem necessária para lutar por tudo que é direito da mulher e que, mesmo em tempos atuais, ainda encontra barreiras.

“Escrevi ‘Coragem – Substantivo Feminino’ porque não tive escolha. Aos 43 anos, os poemas me tiraram para dançar sem direito de recusa. Todo o material foi escrito silenciosamente aos gritos. Não era mais possível conter as palavras depois que elas tornaram-se o meu maior desejo. Tive medo de escrever e escrevi para não ter medo. As palavras, plantadas em cada página, anunciam que a jornada feminina será cumprida, apesar dos muros, das fronteiras invadidas, do machismo, dos desalmados, dos covardes e fingidores”, afirma a autora do livro.

Flavia faz questão de enaltecer e agradecer a poetisa pernambucana Luna Vitrolira, responsável pelo prefácio de seu livro. Luna começou a recitar poesias aos 15 anos, depois passou a divulgar seus próprios escritos e, em 2018, lançou “Aquenda, o amor às vezes é isso”, indicado ao Prêmio Jabuti 2019.

“É apaziguador quando alguém nos olha, nos ouve e nos transforma em poesia. Tudo acontece com muito amor e empatia e sem custo algum para todas as mulheres envolvidas no projeto. Nós, mulheres, falamos um idioma que só domina quem precisa de coragem para sobreviver”, afirma Flavia, que também se considera uma mulher forte, assim como outras milhares que admira, mesmo de longe.

Flavia Campos nasceu em Bom Despacho, interior de Minas Gerais, em 1975. Usa sua poesia como ferramenta de luta contra o machismo, o racismo, a misoginia, a opressão e os preconceitos enraizados numa sociedade patriarcal. Acredita na cultura como um dos mais poderosos agentes de (r)evolução da sociedade.

“Coragem – Substantivo Feminino” está à venda na Amazon e no Site da Editora Patuá.
VACA BRANCA
Livros

“Vaca branca, mancha preta” fala sobre estereótipos em história lúdica

Trabalhar as diferenças e combater estereótipos no imaginário dos pequenos é a proposta do título Vaca branca, mancha preta. A obra é um lançamento da Catapulta Editores, voltado para crianças a partir de cinco anos, e apresenta a história de uma vaquinha que se vê diferente das demais.

Na narrativa, a vaca mais vaidosa de uma fazenda se dá conta que tem o corpo cheio de manchas pretas. A partir disso, as crianças acompanham como a personagem se descobre diferente no meio em que está e o processo de autoconhecimento pelo qual a vaquinha passa.

A história e as ilustrações são de autoria de Pablo Bernasconi, conhecido mundialmente por técnicas de desenho e colagem. Além de livros infantis, Bernasconi contribui para veículos de imprensa, como The New York Times, dos Estados Unidos, e La Nación, da Argentina.

O título contém 32 páginas e traz aos pequenos o tema da diferença, de maneira lúdica. Com preço sugerido de R$ 34,90, o livro está disponível nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online. 

Livros

Lançamento infantil aborda insegurança e autoconhecimento

Era apenas um pequeno trajeto, de sua casa até a livraria do outro quarteirão. O que tinha de arriscado, de desafiador? Na verdade, revelou-se uma viagem de descoberta e de autoconhecimento. O novo livro de Adriana Falcão, Lá dentro tem coisa, ilustrado por Lole e publicado pela Salamandra, acompanha uma menina insegura, que se considera diferente, e acha que está sempre errada no maior desafio de sua vida: sair pela primeira vez de casa sozinha.

Sem nome, a menina é uma figura arquetípica, mais uma pensando que não se encaixa neste mundo e com muito medo. Preocupados, os pais dela então resolvem dar um presente de aniversário no mínimo inusitado. A garota, para comemorar seus 11 anos de idade, poderia ir a qualquer lugar sem a companhia deles, algo que nunca ocorreu antes. O destino escolhido foi a livraria. Afinal, ela já conhecia o caminho e era ali pertinho. Não tinha segredo. Ou, pelo menos, não deveria ter.

Desde o momento em que ela sai de casa, o cenário muda completamente. O mundo concreto e racional dá lugar a um universo onde a realidade flerta com a fantasia, onde a garota tem contato com coisas que nunca tinha visto, ou percebido, como borboletas falantes, um menino gêmeo sem o outro gêmeo, uma rosa pedindo para ser colhida, portas para labirintos, buracos cheios de sentimentos e vários outros simbolismos.

Abordando a questão da insegurança, diferenças, ansiedades e expectativas, a autora mostra que as coisas mais corriqueiras escondem grandes descobertas quando encaradas de frente pela primeira vez.

Sobre a autora
Adriana Falcão nasceu no Rio de Janeiro, em 1960, mas passou boa parte de sua vida em Recife, onde se formou em arquitetura. Adriana nunca exerceu a profissão, mas com certeza usa suas habilidades arquitetônicas para criar as rocambolescas estruturas de suas histórias, sempre muito divertidas e influenciadas pelo folclore nordestino.
Livros, Resenhas

Resenha: contando estrelas cadentes, Gabu Camacho

A resenha de contando estrelas cadentes é um pouco diferente porque ele foi o livro do mês escolhido para discussão e debate no Beco Club, grupo de leitores VIPs do Beco Literário, e foi produzida por todos que participaram. Dessa forma, ela será apresentada aqui em forma de diálogo, com a devida assinatura de cada um dos Becudos que participaram.

Minhas primeiras impressões:

De início, foi aquele impacto o fato de não encontrar a grafia das letras maiúsculas.
Causou estranhamento, inquietação. Uma total quebra de paradigmas.
A nota do autor… Nossa!
Uma marquinha pessoal e especial para qualquer leitor. Proporcionou uma proximidade que chega a dar aquela sensação de estarmos frente a frente com o autor.
Quanto ao fator da interpretação, ela é realmente uma simbiose com nossos sentimentos.
Nunca temos a mesma percepção ao lermos a mesma obra em momentos diferentes, seja ela ficção ou não.
A leitura é permeada para além do que está escrito. A leitura é reflexo se quem somos e de como estamos.
Em tão poucas páginas já consegui emanar tantas emoções.
Essa leitura promete. – Wilderlane Oliveira

simmm, eu tbm levei um choque pelas letras maiúsculas. a nota foi muito intimista, mas também abrangente. quando fala sobre escrever pra ser lido e sentido. parei no “diga não aos canudos. por mim. pelas tartarugas.” e foi tão bonito, um crescimento e uma auto descoberta talvez. – Jessica

Eu também senti essa questão das letras e isso mostrou para mim que preciso me abrir mais as coisas. Eu achava que estava aberta, mas preciso ir além. A cada parte eu senti em suas palavras os momentos impressos ali.
Eu comecei a leitura mais cedo, em uma situação não muito boa, logo comecei a chorar, mesmo essa situação sendo completamente diferente do livro, suas palavras se encaixaram como uma luva. Agora em casa, li novamente e parece que vi polaróides, vi o hotel, vivenciei tudo como em um curta metragem ( poderia rolar um né😍) e até veio em mente outra playlist além da playlist. É um livro que entendo que posso ler em várias situações e em cada uma ele me dirá algo diferente, talvez como um tarot, mas sem precisar abrir nenhum baralho. – Talita

Comecei a ler e já deu para encontrar alguns poetas famosos no seu estilo de escrita até Clarice Lispector. Até onde li você já encanta na escrita e mostra uma maturidade nós textos. No máximo até amanhã termino estou com muitas leituras, mas está lindo.👋🏻👋🏻 – Sylvia Rainho

Eu amei aquela parte de “a sensibilidade de um livro lgbt dificilmente é captada por um não-lgbt”. Senti na pele mesmo sério. – Deivid Esterferson

Eu amei todas as músicas que você colocou no livro. Cada uma se encaixa perfeitamente na leitura, nos momentos. Um dos que mais me tocaram foi o [seis] desvio. Já passei por coisas parecidas na vida, por ser diferente, me identifiquei com cada palavra dessa parte. A vida realmente não é fácil, e gente percebe que quem mais amamos nos machucam mais. Me identifiquei muito com esse livro e com você também, ele me tocou e me comoveu muito. Não sou lgbt ( eu acho ) mas uma boa parte da minha vida eu fiquei sem saber realmente quem eu era, e às vezes tenho essa duvida até hoje. Estou passando pela fase mais difícil do ser humano, que é as adolescência. E não é fácil vc passar por ela sozinho e sem saber verdadeiramente quem você é, eu sei bem q n é. Eu amei esse livro com cada gotinha de sangue do meu corpo! Não pare de escrever nunca, vc é incrível, quero ler mais livros seus! Vc é uma pessoa linda por dentro e por fora, incrível pelo oq já passou e se tornou hoje. – Julia Lopes

O que dizer desse livro??
Eu amei…vou ler e reler e ler novamente kkk
Amei a mistura de elementos, a música, o horóscopo(escorpiano tem mesmo inimigo mesmo sem intenção), a paixão da Bella e o Edward…
O poema 6 com certeza é o preferido, me identifiquei com a história do nariz(Não com o desvio de septo kkk) Mas acostumei a não respirar direito por causa do nariz entupido, e NÃO devemos nunca nos acostumar com as coisas ruins.
Diga não aos canudos.por mim.pelas tartarugas. Se só tivesse essa frase no livro ele já me conquistaria kkk aí aparece UM BOM CORAÇÃO SEMPRE SERIA SUFICIENTE PARA A PESSOA CERTA é minha frase preferida da vida agora .
E quem nunca teve atritos com os pais?? Até seu pai e sua mãe que são as pessoas que mais te amam no mundo, vão te fazer chorar… vão mesmo…as vezes um tapa dói menos do que certas palavras.
É um livro que mexe muito com as emoções, faz lembrar a infância, a adolescência, a fase adulta, nossos erros, acertos…
Eu amei – Denise

Teve poemas que foi como se você estivesse falando sabe, de tão vivida que a experiência foi, também estranhei o fato de não contar letra maiúscula, achei bem massa a proposta, confesso que no começo deu uma certa aflição😂😂, porém ao decorrer da leitura tudo fluiu de forma fantástica. A playlist casou completamente com os poemas e o poema do desvio do septo foi o que mais mexeu sabe. Pq nós temos essa tendência de nós acostumarmos com o que temos, mesmo sendo algo ruim para nós e eu ia passei por situações assim de me conformar com algo não muito bom. – Cledja Ferreira

Sigo degustando cada poema. Paulatinamente. Indo e vindo.

Como estou me encontrando nessas palavras…

A queda.

E quem não passou por ela?
A questão não é o cair.
É o que fazer com ela.
Se não experimentamos, não vivemos.
E vivendo podemos tropeçar e cai em alguns momentos.

Aguenta coração! – Wilderlane Oliveira

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Atualizações

Como criar um e-book do zero sem ter conhecimentos em programas de edição

Você está pensando em escrever um conto, alguns poemas, ou simplesmente criar um conteúdo ensinando alguma coisa? Se sim, precisa acompanhar este artigo e ver como criar um e-book do zero sem ter conhecimentos avançados.

Geralmente, as pessoas que gostam muito de ler, também gostam de escrever, se esse é o seu caso e, se você está lendo este artigo, é porque está pensando em escrever um livro e deseja mostrá-lo para mais pessoas.

Pode parecer uma tarefa complicada, mas acredite, criar um e-book do zero é bem mais simples do que parece. Neste artigo, mostraremos como criar um e-book do zero sem ter conhecimentos avançados, acompanhe e veja como compartilhar seu conhecimento com mais pessoas de uma maneira simples.

Veja como criar um e-book do zero sem ter conhecimentos em programas de edição

  1. Defina o conteúdo

O primeiro passo para criar um e-book é definir o conteúdo dele. Será uma história, um livro de poemas, um curso, um compilado de dicas ou receitas?

Depois de escolher o assunto, escolha o tema principal.

Essas definições são fundamentais e lhe ajudarão a orientar toda a criação do seu e-book.

  1. Crie e capa do livro

Pode parecer um detalhe superficial, mas a capa de um livro, mesmo que digital – como um e-book, – chama muito atenção na hora da escolha do leitor.

Existem inúmeras ferramentas que poderão te ajudar nessa tarefa, então use um programa para criar folder e faça uma montagem da capa.

Há diversas opções de montagem com texto e imagem que ficarão interessantes e são simples de usar.

  1. Organize a estrutura do livro

Agora que você já tem um assunto e tema definidos, o próximo passo é organizar a estrutura do seu livro digital.

Coloque em ordem os capítulos, onde ficarão as imagens e/ou ilustrações.

Esse rascunho lhe ajudará a não se perder durante a escrita.

  1. Imagens e ilustrações

Se você for usar apenas fotos, vale a pena utilizar aquelas de sua própria autoria.

Se não for possível, procure imagens livres de direitos autorais, pois esse passo é importante para que você evite possíveis problemas judiciais futuramente, especialmente se for comercializar o e-book.

Vale a pena cuidar da qualidade das imagens ou fotos antes de colocá-las no seu e-book, para isso, existem programas de edição específicos que podem ser utilizados.

  1. Escolha o formato do seu e-book

Existe mais de um formato disponível para a publicação de um e-book, mas definitivamente o PDF é o mais comum, mais simples de ser realizado e mais aceito por diferentes tipos de eletrônicos.

Para criar um e-book em PDF é simples. Basta escrever todo o conteúdo, no Word mesmo, organizar a estrutura, títulos, imagens, paginação e tudo mais, e converter em PDF na hora de salvar.

  1. Registre seu e-book

Se você não quer ter problemas autorais futuramente, ou deseja comercializar seu e-book, é fundamental registrar seu trabalho na Biblioteca Nacional.

  1. Divulgue seu livro

Agora que seu e-book está pronto e devidamente registrado, é só começar a divulgar seu material. Quanto mais empenho você tiver nessa tarefa, maiores serão os seus leitores.

Viu como criar um e-book do zero sem ter conhecimentos em programas de edição é bem mais simples do que você pensava!?

Resenha: O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
Livros, Resenhas

Resenha: O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

Publicado pela primeira vez em 1942 nos Estados Unidos e, três anos mais tarde, na França, O pequeno príncipe tornou-se obra de apelo universal, um clássico moderno traduzido para mais de oitenta idiomas. Suas páginas abrigam valiosas lições sobre a solidão, a amizade, o tempo, a vida e a morte, compartilhadas conosco por meio do pequeno habitante do asteroide B 612. Apesar de escrito e narrado por um adulto, O pequeno príncipe se dirige, desde suas primeiras linhas, às crianças. É, na verdade, uma ode à infância, uma delicada viagem a esse planeta que aos poucos abandonamos, vivendo em prol das nossas vaidades, vícios, obrigações, números e demais coisas “sérias e importantes”. Deixe-se conquistar pela fábula atemporal de Antoine de Saint-Exupéry e acompanhe o pequeno príncipe em sua jornada rumo ao nosso planeta. Lembre-se apenas de fechar um pouco os olhos e abrir bem o coração. Pois o essencial, como nos têm ensinado o pequeno príncipe e sua amiga raposa, por mais de setenta anos, é invisível aos olhos.

A resenha de O Pequeno Príncipe é um pouco diferente porque foi o livro do mês escolhido para discussão e debate no Beco Club, grupo de leitores VIPs do Beco Literário, e foi produzida por todos que participaram. Dessa forma, ela será apresentada aqui em forma de diálogo, com a devida assinatura de cada um dos Becudos que participaram.

O Pequeno Príncipe é um sonho, um livro que te mostra o quanto é importante você aproveitar e levar para sua vida os sonhos, a magia e tudo o que gosta de fazer, isto é sua habilidade ou dom e não deixar morrer por causa da vida toda. Além do amor às pequenas coisas, afinal tu és responsável por tudo aquilo que cativas. Esse livro já é um velho amigo, li na infância, passei para duas turmas que dei aula e até estimulei as minhas filhas a ler. Sonhos assim nunca devem acabar. — Sylvia Rainho

O livro retrata pra mim a valorização das pequenas coisas. Eu já tinha lido esse livro na infância e assisti também ao filme (que me encantou igual o livro). É um livro que vou dar para os meus filhos lêem. E me deu vontade de assistir o filme novamente. — Michelly da Costa

O livro é encantador, li pela primeira vez quando criança, depois disto li ele várias vezes, no entanto, ele nos dá uma lição de vida encantadora, nos ensina a se contentar com o pouco e valorizar as amizades. — Kallinny Almeida

Eu li na época de escola, eu amei tanto… lembro sempre da lição de dedicarmos tempo às coisas que realmente importam na vida. — Gabu Camacho

E também a respeito de lembrarmos sempre de ser em alguns momentos como um criança. A gente passa muito tempo querendo ser o forte ou maduro e esquece que se formos levar tudo a sério a vida perde a graça. Já queria ler há algum tempo, mas nunca tive coragem de comprar e ler. Seguindo o livro do mês, me vi “obrigado” a ler para compartilhar o que achei. Bom, de início o livro parece uma loucura: um príncipe que viaja planetas diferentes, que ama uma rosa e fala com animais. Um personagem infantil que a todo momento incentiva um terráqueo a jamais se esquecer de ser criança (que levou o autor a dedicar o livro ao seu amigo enquanto criança). Além disso, traz outros ensinamentos ao longo do livro, como quando ele se apresenta ao rei e lhe pede para ver o pôr do sol, sob o pretexto de que o rei manda em tudo e a resposta do rei é interessante. Ele diz: “É preciso exigir de cada um o que cada um pode pode dar”. Outro, quando a raposa lhe ensina que podemos ter diversas pessoas ao nosso redor, mas nenhuma será igual àquela que temos laços, pois são eles que diferenciam umas de outras. E, nesse livro também consta uma frase bem conhecida: o essencial é invisível aos olhos. — Pedro Henrique Domingos

O Pequeno Príncipe, é um livro infantil, mas ao meu ver é um livro feito para as crianças que estão dentro de nós, que infelizmente na maioria das vezes a deixamos escondidas e esquecidas dentro do peito, sem esperança. Este livro atemporal, que mesmo tendo sido escrito por volta de 1943, é sempre muito atual em suas questões, que desde cedo falava sobre responsabilidade afetiva, esperança, vaidade, ganância, entre outras coisas que passam desapercebidas aos olhos adultos, seja por falta de tempo ou egoísmo.  O livro nós mostra que por muitas vezes, nós adultos nós fechamos em uma bolha egoísta, exigindo demais dos outros e não se doando com reciprocidade. Este é meu livro favorito desde criança e a cada vez que eu o leio, tenho a leve impressão de que acabou de ser escrito, pois é sempre muito atual. Saint-Exupéry, foi sábio e habilidoso em cada palavra, todas foram colocadas de forma com que tocasse a maioria das pessoas que lêem o livro, nem que fosse por um instante e com isso eu aprendi que sim, o essencial é sempre invisível aos olhos humanos, perdemos tanto tempo preocupados com o material e esquecemos do que está dentro. — May Esteves

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