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Gabu Camacho

Resenha: Vermelho, branco e sangue azul, Casey McQuiston
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Resenha: Vermelho, branco e sangue azul, Casey McQuiston

Vermelho, branco e sangue azul é um livro complicado para eu falar sobre porque talvez seja o livro que eu mais gostei na vida desde que li História é tudo o que me deixou, do Adam Silvera. Estou só o caco depois que acabei essa leitura e vou tentar ser sério durante a resenha. Mas para isso, fiz uma coisa que nunca fiz antes e coloquei uma música para você ouvir enquanto lê. Fará a diferença, te garanto.

Bom, Vermelho, branco e sangue azul conta a história de Alex Claremont-Diaz, filho da presidenta dos Estados Unidos, que se tornou o queridinho da mídia norte-americana. Ele é bonito, carismático, leva jeito para a política e quer seguir os passos dos pais (o pai também faz parte da política). Sua família é então convidada para o casamento real de Philip, príncipe britânico, e na festa, Alex precisa lidar com Henry, irmão mais novo de Philip e o queridinho do mundo todo. Sim, sua versão britânica que ele não suporta, ainda mais com as constantes comparações da mídia.

É fato que eles não se dão bem desde o primeiro encontro e não seria diferente no casamento. Após uma série de provocações, os dois acabam caindo em cima do bolo caríssimo da festa e indo parar na capa de todos os tabloides do mundo, quase acabando com a relação diplomática entre Estados Unidos e Inglaterra. A assessoria de imprensa de ambos os lados arquiteta um plano que eles precisam se passar por melhores amigos durante um final de semana. Visitando hospitais de caridade, dando entrevistas, sendo vistos juntos por aí… E vão, trocando farpas em qualquer oportunidade, mas fingindo aquele sorriso perante as câmeras, até que um falso ataque terrorista no hospital em que estão faz os dois ficarem confinados juntos em um armário de vassouras. E aí começa a conversa de verdade entre os dois e depois, a troca de números com a volta de Alex aos Estados Unidos.

Eles começam a conversar pelo celular, cada vez com mais frequência. Eles se aproximam e, durante uma festa na Casa Branca apenas para pessoas influentes e famosas, Henry beija Alex e foge. Alex fica confuso, porque nunca tinha pensado na possibilidade de ser bissexual antes. E começa sua jornada de autodescoberta, enquanto descobre maneiras de voltar a falar com Henry.

Sim, seu idiota arrogante da porra, eu quero você há tanto tempo que não vou permitir que me provoque por mais nenhum segundo.

É nesse ponto, gente, que a vaca do leitor vai para o brejo e você não consegue mais largar o livro. O romance dos dois é, primeiramente, baseado no despertar sexual e na vontade louca de transar um com o outro sem qualquer sentimento, pelo menos no ponto de vista de Alex. Mas com o tempo, vemos esse sentimento nascer e se solidificar cada vez mais, de forma que Alex e Henry estão terrivelmente apaixonados um pelo o outro. Mas quais as chances disso dar certo? Alex está no meio da campanha presidencial de reeleição da mãe e Henry é o príncipe da Inglaterra, com todos os protocolos e coisas do gênero. Mas o bicho pega quando uma foto dos dois se beijando no banco de trás do carro vaza. E a assessoria de imprensa quer encobrir.

pqp, diz um dos comentários, se peguem de uma vez, vai.

Mas eles não. Eles querem fazer história e estão dispostos a enfrentar o mundo para ficarem juntos, porque sabem, com mil por cento de certeza, que é para sempre. Vermelho, branco e sangue azul é sofrido, me tirou lágrimas, me tirou sorrisos e tirou a minha alma várias vezes. É uma leitura leve, que flui de maneira muito rápida, apesar dos capítulos serem extensos (algo que pessoalmente não gosto, mas não me incomodou em nada nesse livro). Ganhou em disparada como o meu livro preferido, e agora eu me sinto triste por ter terminado e mais triste ainda por não ter uma continuação. E por saber que os personagens não existem de verdade.

Você é um pé na curva sensível e delicada do saco que é minha vida.

É uma leitura interessante para vermos como o poder midiático influencia a vida das pessoas e como somos facilmente manipuláveis pelo Jornalismo e pelas coisas que querem que saibamos. Também, nos mostra que existem coisas na vida que valem a pena lutar. Eu amei cada segundo que passei imerso nessa leitura e quero ler outras e outras vezes. As cenas de sexo são sutis e bem escritas, dando aquele ar sexy para a história que não beira a vulgaridade (apesar de muitas horas eu quase implorar para tê-la). O final é feliz, e apesar de também odiar finais felizes, Vermelho, branco e sangue azul me fez amar cada letra, cada página e cada segundo que minha cabeça ficava louca por Alex Claremont-Diaz e Príncipe Henry de Gales. Quero mais e quero que eles sejam reais, agora.

Obrigado pelo livro, Editora Seguinte, e obrigado pela oportunidade de estar no mundo limitado de 300 páginas de Alex e Henry. Agora me levem para o mundo deles de verdade.

Dia da Consciência Negra: 4 livros escritos por pessoas negras
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Dia da Consciência Negra: 4 livros escritos por pessoas negras

O Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, impulsiona reflexões e debates importantes sobre racismo, inclusão, desigualdade e os papéis ocupados pelos negros no Brasil. Mesmo após mais de 130 anos desde a assinatura da lei que instituiu o fim da escravidão, a presença de pessoas de cor em posições de poder ainda é tímida. A mesma escassez é percebida na prática de leitura de livros escritos por pessoas negras.

Pensando nisso, o 12min, aplicativo que condensa os pontos mais importantes de livros de não-ficção em pequenas resenhas de áudio e texto, preparou uma lista de obras escritas por negros para serem apreciadas todos os períodos do ano:

– Minha História, de Michelle Obama

Uma das mulheres mais importantes do século XXI, Michelle Obama, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos já vendeu mais de 10 milhões de exemplares no mundo da obra que narra algumas das experiências que ela viveu. No livro, Michelle conta como lidou com a mídia, ajudou a criar uma política inclusiva e se consolidou como relevante figura na política americana enquanto acompanhava o crescimento e o amadurecimento das filhas.

– Quem tem Medo do Feminismo Negro?, de Djamilla Ribeiro

Djamilla Ribeiro é uma das 100 mulheres mais inspiradoras e influentes de todo o mundo em 2019, de acordo com lista da BBC. Boa parte de seu reconhecimento vem justamente do conteúdo abordado neste livro, que reúne uma seleção de artigos publicados pela autora e um ensaio autobiográfico, em que ela conta um pouco da sua infância e adolescência. A poderosa obra discute a representatividade negra e aborda diferentes retratos das mulheres e da discriminação racial no Brasil.

– Hackeando Tudo, de Raiam Santos

Criar hábitos e construir uma rotina produtiva pode fazer a diferença para se chegar ao sucesso pessoal e profissional. É isso que o autor Raiam Santos apresenta no livro Hackeando Tudo, em que dá dicas simples com exemplos claros para conseguir aplicar no dia a dia, que vão desde tomar banho gelado a arrumar a cama quando acordar. Para escrever a obra, o escritor leu diversas biografias estudando os costumes de algumas das pessoas mais bem-sucedidas da atualidade.

– Na Minha Pele, Lázaro Ramos

O Brasil é um dos países mais diversos do mundo, mas até hoje a nação sofre com os danos causados pela escravidão e genocídio da população negra. Para abordar esse tema, o renomado ator, cineasta, apresentador e escritor Lázaro Ramos conta sua história de exceção para sugerir uma reflexão sobre o racismo. É um convite para repensar o quanto a nação está perdendo por causa do preconceito.
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Canal: Me poupe, por Nathalia Arcuri – Beconomize #01

Já acompanho o canal Me poupe! da Nathalia Arcuri há muitos anos e há pelo menos um, li seu livro com mesmo nome, que promete várias regras para sair das dívidas. Na época, eu estava bem endividado e segui a risca algumas de suas dicas. Consegui negociar, sair das dívidas e fazer minha reserva de emergência. Meses depois, quase tive que sair da faculdade por falta de pagamento e, com as mesmas dicas consegui aumentar a minha renda e estou a 15 dias da formatura.

A própria Nathalia me chamou pra contar essa história em um dos seus eventos e foi nele que tive esse estalo. Se isso acontece comigo, também deve acontecer com vários estudantes ao redor do Brasil. Nisso, resolvi fazer uma resenha em partes do livro, em vídeo, contando as minhas experiências e como apliquei em cada capítulo. Dá uma olhada no primeiro episódio:

O quadro novo, intitulado de Beconomize é herdeiro de umas das atrações mais antigas do Beco Literário, em que escolhíamos livros em promoção todas as semanas para vocês. Quem é Becudo das antigas deve se lembrar. Paramos de fazer aqui no site, mas reativei no canal e quero te ajudar a economizar não só nos livros, mas em outros aspectos da vida também. Claro que não sou nenhuma Nathalia Arcuri, mas se eu conseguir te fazer entender como eu fiz, já é uma grande vitória.

Se você gostou, não esquece se se inscrever no nosso canal clicando aqui, e deixar aquele comentário pra me ajudar a saber o que você achou. Os melhores comentários vão aparecer no final dos vídeos daqui em diante.

Anti-heróis: Envie sua história ~trágica~ de amor pra gente!
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Anti-heróis: Envie sua história ~trágica~ de amor pra gente!

Todo mundo tem uma história trágica de amor. Aquele romance que tinha tudo para dar certo e não deu. Aquele romance que deu certo por muito tempo e algo trágico separou. Alguém, que mesmo com o passar do tempo e das circunstâncias ainda faz seu coração bater mais forte. Nós queremos ouvir a sua história e publicar aqui, no Beco Literário na nossa nova seção: anti-heróis.

Baseado no álbum novo do Jão, Anti-herói, que conta a história de um amor que devastou e foi embora, nós vamos ouvir a sua história e reescrevê-la aqui no Beco Literário para que possa ser eternizada e ressignificada, afinal todo mundo tem o seu the one that got away. 

Para estrear em grande estilo, trouxemos a história de Mathias*, que viveu um romance no auge dos seus 18 anos e veio ao fim logo em seguida.

O anjo de Black Butter

Eu estava no primeiro ano de faculdade, tinha 17 anos e tinha começado a morar sozinho. Era tudo muito novo pra mim, manja? Nisso vieram as festas, os amigos de pinga e os encontros do Tinder. Acho que isso durou um ano, mais ou menos. Fiz 18 e comecei a me abrir para algo mais sério, talvez.

Num desses encontros de Tinder conheci o Jonathan.

Ele era lindo como anjo, mas no sentido sem sexo. Lembrava um pouco o anjo do anime “Black Butter”. No primeiro encontro depois de comer um puta lanche gigantesco e falarmos sobre carros voadores, ele me disse que já gostava de mim e me beijou.

Era um manteiga derretida. Mas ele nem tentou me conquistar, eu acho.

Foi a primeira vez que tudo foi muito orgânico pra mim. Embora ele fosse impulsivo, não lembro de ter feito nada que não fosse coerente ou eu não quisesse que tivesse acontecido. E a cada saída uma surpresa nova, um causo novo. Como o dia em que ele dormiu em casa e durante a noite caiu da cama, rolou para debaixo dela e sem acordar. Ou no dia que eu consegui queimar macarrão, fui fritar hambúrguer e também queimei. No final, pedimos comida fora. E nisso, conversávamos sobre dividirmos as contas, viajarmos para o Peru e coisas bem jovens e românticas como “cor de parede” e “sofá cama”.

Ele foi muita luz na minha vida.

E nisso me dei conta que no decorrer da nossa história, nenhum dos dois tinha pedido o outro em namoro. Nem que tínhamos falado de família. E eu, num intuito de formalizar e agradar, o pedi. Ele disse sim, mas depois do entusiamo veio uma expressão tão triste. E eunão consigo tirar essa expressão da minha cabeça um dia se quer.

Pedi para que ele me explicasse, quase implorei, mas ele desviava toda vez. Deixei para lá e esperei ele ficar mais à vontade para contar. Alguns dias depois ele me contou sobre sua família e que esse tipo de coisa deveria ficar entre nós pois nunca aceitariam tal situação. Eu nunca fui otimista, sou um ferrenho pessimista.

Mas com ele… Eu tentava ver cor no mundo.

Disse que as coisas, com o tempo se resolveriam e que um dia poderíamos por pra jogo essa situação. Só que o que pra mim estava parcialmente resolvido. Pra ele não estava. Teve algumas crises de ansiedade, começou a ficar muito inseguro e ao mesmo tempo que me abraçava, tentava me afastar.

Começou a responder minhas mensagens com um intervalo cada vez maior. Não queria vir me ver. Um dia, deixou de falar comigo. Não respondia mais minhas mensagens (embora eu seja uma pessoa que insiste pouco para ter atenção de alguém).

Tudo isso aconteceu num intervalo de 6 meses, de outubro de 2016 até março de 2017.

No final de maio eu descobri através de um post de um amigo em comum no Facebook que ele tinha se matado em Abril.

Ele foi a melhor coisa que podia ter acontecido na minha vida.

Ele foi a pior coisa que podia ter acontecido na minha vida.

Mas eu estraguei tudo, né.

Para enviar sua história, acesse nossa página de contato clicando aqui, ou envie para [email protected]. Ao enviar sua história, você concorda em tê-la publicada no Beco Literário com os nomes devidamente mudados, dentro da seção Anti-heróis.

* Os nomes foram mudados para manter a identidade dos entrevistados preservada.

Não se apega, não, Isabela Freitas - Sol em Escorpião
Colunas, Livros

TAG: 5 livros para aproveitar o sol em escorpião

Se você entende de signos já deve saber e esperar os efeitos que o sol em escorpião traz para a nossa vida. Se não entende, vou te explicar por cima. Desde o último dia 23, todos os signos ficam acometidos por um clima de introspecção, cautela e muita atenção com relação aos sentimentos mais profundos. Além é claro, daquela efervescência de hormônios que escorpião, o signo mais sexual do zodíaco traz para a vida de todo mundo.

Para comemorar essa época, que chega ao fim em alguns dias, separamos cinco livros para você aproveitar o sol em escorpião com toda a sua energia:

Submisso, Daniel Zimmer

Submisso conta a história de David, rapaz casado com Lázaro há quase dez anos que adora ser submisso ao seu marido. Sempre adorou servi-lo e isso é uma coisa que funciona entre os dois. Lázaro é intenso e tem um apetite incontrolável, fato que enlouquece David ainda mais. Com uma escrita leve, permeada com trechos vulgares, o autor consegue escrever aquele romance erótico que dá gosto de ler. É verossímil na medida certa e bem escrito, sem erros de português e de concordância que poderiam atrapalhar o clima que a história cria. Leia nossa resenha completa aqui.

O Amante do Tritão, R. B. Mutty

O Amante do Tritão conta a história de Gabe (meu xará), que se muda para uma nova cidade para morar com o irmão, depois de ter sido expulso de casa por assumir sua sexualidade. Ele nunca tinha visto o mar, e nessa cidade nova, todos eram surfistas, donos de lojas de surf e coisas do gênero. Ele precisa fazer amigos, mas ninguém o interessa, apenas Dylan, um misterioso rapaz de 18 anos, como ele. Forte, musculoso e com olhos marcantes que deixam os nervos de Gabe a flor da pele. No entanto, Dylan não é normal, e Gabe não sabia o que se passava com ele até começarem a se envolver. E todo esse envolvimento termina em sexo. Gabe perde sua virgindade com Dylan, mas ele não imagina (e nem nós) o que acontece a seguir… Ele começa a se sentir estranho enjoado, com dores aqui e ali e o diagnóstico vem: Gabe está grávido de Dylan, que é um tritão. Sim, o masculino de sereia. Leia nossa resenha completa aqui.

Um milhão de finais felizes, Vitor Martins

Um Milhão de Finais Felizes é o segundo romance do autor e ilustrador Vitor Martins. Publicado (nem tão) recentemente pela Globo Alt, a história dessa vez vai um pouquinho além no quesito idade dos protagonistas, se diferenciando um pouco do já resenhado por aqui, Quinze Dias. Aqui, os protagonistas já dividem o seu tempo com estudos, trabalhos, problemas familiares e a tentativa de conseguir manter uma vida social no meio de tudo. Já começo dizendo que ambos os livros não possuem relação, mas passa a impressão de que a melhor ordem de leitura é Quinze Dias > Um Milhão de Finais Felizes, pois, no primeiro você se encanta e no segundo você fica meio: “eita, essa é minha vida”. Leia nossa resenha completa aqui.

Para todos os garotos que já amei, Jenny Han

Para todos os garotos que já amei conta a história de Lara Jean, uma jovem de 16 anos, que teve que amadurecer rapidamente após a morte de sua mãe. Junto com suas duas irmãs, elas assumem um pacto de fazer a vida do seu pai mais fácil, tomarem conta da rotina da casa e serem boas meninas. Lara Jean faz seu papel de filha do meio muito bem, mas não se sente destemida como sua irmã mais velha Margot ou determinada como sua irmã pequena Kitty. Lara Jean se sente “apenas” a filha do meio. Leia nossa resenha completa aqui.

Não se apega, não, Isabela Freitas

Isabela Freitas, em seu primeiro livro, Não se apega, não, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico. Confesso que tinha preconceito com “Não se apega, não”. Achava que era mais um livro de autoajuda do que qualquer outra coisa. Até agora, muito tempo depois de ter terminado a leitura, ainda não sei classificar o livro. Não é autoajuda, nem um romance, nem ficção, semibaseado na realidade… E olha, rotular pra quê? Acho que é justamente o fato de o livro ser uma mistura que o torna especial. Leia nossa resenha completa aqui.

O Amante do Tritão
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Resenha: O Amante do Tritão, R. B. Mutty (+18)

O Amante do Tritão caiu nas minhas mãos por acaso. Passei por uma época na faculdade em que eu estava fascinado por tritões e eu descobri o livro, comprei na mesma hora e comecei a ler na van do caminho de volta. Achei que teria uma leitura garantida pelo resto da semana, mas li em duas viagens e uma aula de jornalismo contemporâneo.

Que eu amo romances eróticos, que permeiam aqueles da banca vocês já estão cansados de saber. E eu encontrei essa pitada que eu amo em O Amante do Tritão, com aquela mistura de ser LGBTQ+, que ganha meu coração logo de cara. Já faz algum tempo que eu li e depois parei de acompanhar a saga, mas sei que existem alguns prequels e sequels, os quais ainda não tive coragem porque jamais superei esse livro.

O Amante do Tritão conta a história de Gabe (meu xará), que se muda para uma nova cidade para morar com o irmão, depois de ter sido expulso de casa por assumir sua sexualidade. Ele nunca tinha visto o mar, e nessa cidade nova, todos eram surfistas, donos de lojas de surf e coisas do gênero. Ele precisa fazer amigos, mas ninguém o interessa, apenas Dylan, um misterioso rapaz de 18 anos, como ele. Forte, musculoso e com olhos marcantes que deixam os nervos de Gabe a flor da pele.

No entanto, Dylan não é normal, e Gabe não sabia o que se passava com ele até começarem a se envolver. E todo esse envolvimento termina em sexo. Gabe perde sua virgindade com Dylan, mas ele não imagina (e nem nós) o que acontece a seguir… Ele começa a se sentir estranho enjoado, com dores aqui e ali e o diagnóstico vem: Gabe está grávido de Dylan, que é um tritão. Sim, o masculino de sereia.

Toda a narrativa do livro segue então, na vida amorosa de Gabe e Dylan, que agora estão formando a sua família metade humana e metade sereia/tritão. Acompanhamos o romance dos dois crescer, o cuidado que Dylan tem com Gabe grávido, o desenvolvimento do bebê no ventre do garoto e MUITOS momentos sexuais que são escritos em detalhe e com perfeição. Uma pequena observação, é que em algumas cenas de sexo, eu não senti tanta verossimilhança, mas esse aspecto não quebrou o clima e a continuidade da história.

Não quero dar muitos spoilers além dessas bombas que a história nos traz, mas O Amante do Tritão é incrível. Não foi meu primeiro livro de MPREG (Masculine Pregnancy, ou gravidez masculina, em português), mas com certeza foi o que mais me fez sofrer, chorar e sentir como se eu fosse o próprio protagonista. A autora R. B. Mutty tem uma escrita fluída que te carrega para dentro da história e do seu universo de forma leve, e você se sente como o protagonista. Algo muito parecido com o que senti lendo Crepúsculo, que nenhum outro livro havia me causado até então.

Tire seus preconceitos e dê uma chance para O Amante do Tritão, eu tenho certeza que você não vai se arrepender. E ah, antes que eu me esqueça: a autora criou todo um contexto no parto, se você está procurando semelhanças com gravidez no mundo real e devo dizer que SIM, eu terminei o livro pensando que poderia facilmente acontecer perto de mim, ou até mesmo, comigo.

eu, a vó e a boi
– Turandot (Arlete Salles) e Yolanda (Vera Holtz) vestidas iguais de baianas
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Eu, a Vó e a Boi, série baseada em thread do Twitter, estreia dia 29

Uma história de inimizade de mais de 60 anos. Uma guerra declarada entre duas vizinhas capazes de tudo para prejudicar a vida uma da outra. De um lado, Turandot (Arlete Salles); do outro, Yolanda (Vera Holtz), a “Boi” – apelido dado pela primeira, ao concluir que “vaca” está fora de moda. Ninguém sabe quando tudo começou, mas já aposentadas, viúvas e, portanto, dispondo de tempo livre o suficiente nas mãos, nenhuma delas tem a menor intenção de propor um tratado de paz. Em meio a esse embate, o neto em comum, Roblou (Daniel Rangel), tenta sobreviver ao ambiente hostil onde foi criado e se agarra à única oportunidade que encontra em seu caminho: Demimur (Valentina Bulc), menina cheia de sonhos com quem descobre as alegrias e as dores do amor. É pelo seu ponto de vista, um tanto fragilizado, que o público acompanha as constantes desavenças entre as duas senhoras.

O storyline de ‘Eu, a Vó e a Boi’, apesar de nada convencional, tem como pano de fundo a vida real. Em 2017, Eduardo Hanzo decidiu compartilhar com seus seguidores no Twitter a bélica – e muitas vezes cômica – relação de inimizade entre sua avó e a vizinha dela. A história viralizou e chamou a atenção de Gloria Perez, que, assim como um grande número de internautas, achou que a postagem divertida na rede social renderia um roteiro de televisão.

Nas mãos de Miguel Falabella, a narrativa deu origem a uma série de humor ácido, com personagens alucinados e, ao mesmo tempo, absolutamente comuns. “Embora seja uma série de humor, com tipos muito inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que a avó e a Boi fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas”, revela o autor.

A trama se passa na Tudor Afogado, uma rua cinza e monocromática, inspirada no subúrbio do Rio de Janeiro. Separadas por uma vala que praticamente materializa a aura de ódio e rancor entre as vizinhas, vivem frente a frente as famílias das duas. Por ali, ninguém escapa ileso dos boicotes diários praticados pelas matriarcas. Quando Norma (Danielle Winits) e Montgomery (Marco Luque), filhos das rivais, se apaixonam perdidamente, tudo parece sentenciado ao caos eterno. Nem mesmo o nascimento dos netos Roblou e Matdilou (Matheus Braga) abre uma trégua entre as duas senhoras.

Ao longo de 12 episódios, os personagens surgem em cena com reações e atitudes que beiram o absurdo. “São todos alucinados, com relações alucinadas. Na série não há uma cronologia muito rígida. São fatias de emoção. Os personagens reagem aos estímulos das situações propostas. É como se fosse a toca do coelho da Alice, em que a gente mergulha e vai viver um universo paralelo”, explica o diretor artístico Paulo Silvestrini.

‘Eu, a Vó e a Boi’ é uma série original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo. Criada e escrita por Miguel Falabella, com Flávio Marinho e Ana Quintana, a partir de uma ideia original de Eduardo Hanzo, a obra tem direção artística de Paulo Silvestrini e direção de Mariana Richard.

A casa da vó

Turandot, já aposentada e viúva, tem na vida uma única motivação: atrapalhar tanto quanto for possível cada um dos dias de sua arqui-inimiga Yolanda, que – ela jura – roubou todos os seus namorados da juventude. Em sua casa, onde mora com as duas filhas, Celeste (Giovana Zotti) e Norma (Danielle Winits), e com o neto Roblou, ela é a dona da primeira e da última palavra. E ai daqueles que ousarem contrariá-la: para estes, a fama de grande atiradora é zelada constantemente.

Sua mais recente determinação é vencer a eleição e tomar da Boi o posto de presidente da associação de moradores. O motivo da candidatura, segundo ela, é conseguir dar andamento às obras de cobertura da vala com esgoto a céu aberto que divide ao meio a rua Tudor Afogado. Mas todos sabem que este é só pretexto para tirar tudo o que pode de sua rival. “A Turandot é uma mulher que, infelizmente, escolheu como sentimentos condutores da vida dela o ódio e o rancor. Ela não é uma mãe feliz, não é uma mulher feliz, não foi uma amante feliz. Como intérprete, é uma alegria porque esse é um grande personagem” conta a atriz Arlete Salles.

Celeste é quem mais sofre com as loucuras da mãe. Há 25 anos, a ascensorista é noiva de Cabello (Edgar Bustamante), o dono da Cabello Lanches. Mas, no que depender do comerciante, os sonhos de casamento não têm data para serem concretizados. Não bastasse toda a frustração, ela ainda é lembrada diariamente pela própria mãe de que sua vida e seus planos, há muito, estão falidos.

Norma também não teve sucesso na vida amorosa. Escolheu casar-se justamente com o filho da inimiga de Turandot, Montgomery (Marco Luque), com quem teve dois filhos – Roblou e Matdilou. Sempre foi perdidamente apaixonada por ele, enfrentando até mesmo toda a torcida contra o relacionamento. Quando os meninos ainda eram crianças, foi abandonada pelo marido e, dez anos depois, ainda vive sob o efeito dos remédios que toma para esquecer que um dia foi feliz ao lado do amado. Seu refúgio é a boate Mona de Ekê, onde trabalha como recepcionista e, em meio a muita purpurina, lantejoulas e conversas animadas com a amiga Sapore (Adriano Tunes), esquece dos problemas.

A casa da Boi

Do outro lado da vala, exatamente na casa em frente, vive Yolanda. A atual presidente da associação de moradores da Turdor Afogado divide teto com o filho Marlon (Magno Bandarz) e o neto Matdilou, e não poupa um minuto sequer do tempo que se dedica a planejar artimanhas contra a rival. Defende os seus como uma leoa, independente do que façam.

Isto inclui o filho mais velho, Montgomery. Dez anos depois de abandonar esposa e filhos e sumir no mundo, ele volta para casa – e para debaixo das asas da mãe. A alegria da Boi ultrapassa o retorno de sua cria: a volta de Montgomery desestabiliza Norma e, consequentemente, a harmonia da casa de Turandot. Era tudo com o que poderia sonhar. “A Yolanda é a matriarca de uma família direta, sem rodeios e sem julgamentos. Eu gosto dessas personagens que não têm passado nem futuro, vivem o tempo presente, são o que são. A Boi não está nem aí. Ela não gosta da Turandot e você não sabe bem o porquê. Ela não gosta, simplesmente”, explica a atriz Vera Holtz.

Também na casa, Marlon e Matdilou são praticamente cúmplices. Um imita o que o outro faz. Marlon adora se exibir nas redes sociais como o bonitão que é, enquanto o sobrinho Matdilou se revela um ótimo filmaker com o canal “A vida interessante das pessoas”. Preocupados em se dar bem financeiramente, eles encontram um caminho em comum: o relacionamento com Sugar Mammas. No namoro de contrato, tudo é acordado entre eles e as senhoras mais velhas com as quais cada um se relaciona – Belize (Eliana Rocha) e Mary Tyler (Stella Miranda), respectivamente.

O elo ferido entre duas família

Roblou é o narrador e testemunha ocular das desavenças entre Turandot e Yolanda. O drama enfrentado pelo protagonista de apenas 18 anos é semelhante ao de muitos brasileiros: impactado e ferido pelo ambiente de ódio em que cresceu, ele faz parte dos 75% de jovens que não têm qualquer esperança no Brasil. Onde não há esperança, o que sobra?

O amor. É nele que Roblou encontra sua válvula de escape e, talvez, a única saída para colocar sua vida nos eixos. Quando Demimur volta a morar com o tio, Cabello (Edgar Bustamante) – o dono da lanchonete da vizinhança –, um sentimento arrebatador inflama seu coração, bem no dia de seu aniversário de 18 anos. A menina com quem brincava na infância agora é uma jovem bailarina, linda e encantadora. Chega como um presente. Juntos, eles vivem as emoções de uma paixão intensa, capaz de transportá-los para um universo paralelo.

A felicidade dos pombinhos só tem um grande percalço: a tão almejada carreira internacional de Demimur. Prestes a embarcar para uma competição de dança esportiva de salão na Europa, ela precisa se dividir entre a intensa rotina de treinos, conduzida pelo rigoroso professor Rosalvo Lebrão (Cleto Bacic), e os momentos ao lado de Roblou.

O protagonista de ‘Eu, a vó e a Boi’ também é o responsável pelo diálogo com um importante interlocutor: o público. Roblou quebra a quarta parede, olha para a câmera e fala diretamente com quem o assiste sobre tudo o que vê nos arredores da Tudor Afogado. “Ele é o narrador da história e, além disso, é o protagonista, está em todas as cenas. São muitos textos falados para a câmera, muita narração em off. O Roblou tem uma troca com os personagens e com o público ao mesmo tempo. Para mim, esse é o lado mais desafiador desse personagem”, revela o ator Daniel Rangel.

A vizinhança da Tudor Afogado

Ponto de encontro oficial dos moradores, a Cabello Lanches é um recorrente palco para as tensões entre Turandot e Yolanda. Quando não estão se estranhando de suas casas, frente a frente, é ali que as senhoras acabam tecendo grandes embates. Cabello, o eterno noivo de Celeste, é o proprietário do estabelecimento – o que põe a todos em posição de alerta com os lanches servidos no local, que têm a fama de serem servidos com uma amostra dos fios capilares do dono. O único funcionário é Dimundo (Alexandre Barbalho), que sempre tem na ponta da língua um comentário inoportuno sobre a vida dos clientes.

Em frente à lanchonete fica o brechó de Orlando (Otávio Augusto). Mesmo entulhado de itens de colecionador, nunca se teve notícia da venda de qualquer objeto. Isso levanta a suspeita de todos, inclusive da detetive Ardósia Rocha (Alessandra Maestrini), mais conhecida como Seu Rocha, que está sempre atenta à movimentação do local. E o antiquário não é o único motivo das visitas da policial à região. Perdidamente apaixonada por Norma, a detetive está sempre a postos para qualquer chamado por ali – inclusive vindo da amada, com quem também mantém uma bonita relação de amizade.

A volta de Montgomery para a casa da mãe também estaciona na Tudor Afogado um trailer. É nele que o filho da Boi vende as empanadas feitas por sua nova esposa, a venezuelana Milagros (Paula Cohen). A chegada dos dois preocupa não só o comércio local como também a família de Turandot, já que trata-se do mesmo trailer comprado por Montgomery com o dinheiro da sogra. E o mesmo veículo com o qual abandonou Norma, dez anos antes.

O palco de um universo fabular

Para que a história e as atitudes dos personagens de ‘Eu, a vó e a Boi’ fossem o maior destaque da série, foi preparada uma cidade cenográfica com ares de palco. Construída especialmente para o projeto, ela tem 2.325 metros quadrados inteiramente monocromáticos. Todas as casas e estabelecimentos montados no local são cinzas do lado de fora.

“A série tem um universo não-realista, com relações extremadas entre os personagens e, por isso, eu queria que tivesse algo de teatral no tom. A cidade cenográfica monocromática cria esse ambiente. Uma vez que o ambiente é cenográfico, como um palco de teatro, você se distancia da realidade imediatamente. Ela é feita para que tudo seja verdade ali porque, em outro lugar, não seria”, explica o diretor Paulo Silvestrini.

Bem no meio da cidade cresce uma vala que divide a rua Tudor Afogado. Na série, ela personifica a tensão entre Turandot e Yolanda, e é tão presente e atuante na trama como qualquer outro personagem. “Para nós, esse foi o item mais difícil de entender e projetar. Parece que é um buraco simples, mas não é. Ele é todo estruturado por dentro porque alguns personagens caem na vala e são filmados dentro dela”, detalha a cenógrafa Marcia Inoue.

O universo não-realista de ‘Eu, a Vó e a Boi’ é composto por exageros divertidos e momentos que beiram o surreal. A monocromia do exterior das casas contrasta com o colorido de seus interiores, que seguem a mesma paleta de cores de cada um de seus habitantes, diferenciando o “campo de guerra” do lugar de paz e liberdade dos personagens. E essas foram as características que a Produção de Arte adotou como linguagem principal. Todos os objetos foram garimpados um por um, e são uma mistura de itens de antiquários e brechós com artigos kitsch e de lojas modernas, resguardando o cuidado de não transformarem os ambientes em cenários de época. “Os cenários são como pequenos relicários, remetendo a muita vivência e lembranças, e com misturas e cores contrastando com o cinza e o vazio da cidade cenográfica, onde habitam os personagens. Assim representamos o complexo universo interior de cada um, cheios de segredos e mistérios, alegrias e tristezas, e, ao mesmo tempo, blindados por máscaras sociais”, revela a produtora de arte Carolina Pierazzo.

Carolina também detalha os elementos que diferenciam as casas – e o temperamento – das famílias de Turandot e Yolanda: “Turandot tem o vermelho como cor principal. É a cor da paixão, da intensidade, dos afetos, representante das duas filhas românticas e sonhadoras. As linhas da arquitetura da casa e do mobiliário são curvas como as linhas femininas. É uma casa viva, que tem sempre comida no fogão e um café fresco servido na mesa. Já na casa de Yolanda as linhas são retas. É um ambiente mais sóbrio, menos organizado. A paleta em tons de azul contrasta com o tom amadeirado dos mais de 40 porta-retratos antigos de família que preenchem uma parede inteira da sala, quase se transformando em um papel de parede texturizado. O acúmulo, ali, é memória”.

O trabalho das equipes de Arte e Cenografia foi complementado pelo de outras duas áreas: Efeitos Especiais e Efeitos Visuais. Os primeiros planejaram diferentes efeitos físicos para a cidade, como esguichos de água nos bueiros, sacadas móveis capazes de serem derrubadas em cena e a simulação de curto-circuitos em postes. E também um grande desafio: uma reprodução em maquete da rua Tudor Afogado e sua vala, com sete metros de comprimento, feita para facilitar alguns takes de câmera. “A série baseia-se muito na complexidade dos personagens e da relação entre eles. E isso, no desenrolar da história, cria situações em que a cidade literalmente colapsa. E nós preparamos toda a base desse colapso”, conta Renato Lopes, responsável pela área.

Já o time de Efeitos Visuais, comandado por Léo Faria, reproduziu graficamente, em 3D, todo o exterior das casas e estabelecimentos da cidade cenográfica. O trabalho ajudou a criar o efeito de gamificação que permite oferecer ao público pontos de vista diferentes dos tradicionais. Como se um joystick movimentasse as câmeras por todos os ângulos possíveis, transportando o público para dentro da cena. “Pensamos muito em tudo que poderíamos propor em termos de diferentes movimentos de câmera ao Paulo Silvestrini, que nos fez essa encomenda. Para as passagens de tempo, por exemplo, optamos por um enquadramento virtual estático, como uma foto”, revela Faria.

A explosão de cores de um universo monocromático

Dando vida a um universo cinza, os personagens. Os figurinos assinados por Cao Albuquerque têm, para cada um, uma cor diferente. Juntos na rua Tudor Afogado, eles são uma explosão multicolorida. Para Turandot e Yolanda as referências foram as divas dos anos 1950 e as grandes rivais do cinema clássico, como Bette Davis e Joan Crawford. “Elas se parecem no visual, mas passeiam por cores distintas. Uma nunca tem a cor da outra. Enquanto Turandot tem um bloco de cor vinho, Yolanda traz o azul marinho”, descreve o figurinista. Já o protagonista Roblou tem uma pegada mais nerd no visual, refletindo sua afinidade com os muitos livros que têm dentre os seus pertences. Suas roupas flertam com o estilo do personagem Harry Potter, sempre em tons azul-esverdeados.

Assim como o trio protagonista, cada um dos demais personagens tem sua cor predominante. A licença poética para fugir desse padrão é Norma. Por trabalhar em uma boate, único lugar da série onde todos se sentem à vontade para serem, livremente, o que quiserem, a personagem abusa de diferentes cores e adereços com um figurino que acompanha seu humor, seja dentro ou fora da Mona de Ekê. “Ela é Beyoncé, Cher, Tina Turner. Um mix de referências dos clipes musicais dos anos 1980 e 1990”, pontua Cao.

São mais de 35 perucas dentre os itens de caracterização. Grande parte delas pertencente a Norma. “Ela foi o nosso parque de diversões. Sempre que tivemos a oportunidade, mudamos a cor e o corte dos cabelos de Norma. Ela é uma mulher livre e isso transparece no seu visual”, conta Dayse Teixeira. A caracterizadora ainda aponta a grande surpresa da equipe: o personagem Cabello. Na trama, ele é dono de uma vasta cabeleira com fios na altura dos ombros. Mas não é peruca e, sim, o próprio cabelo de seu intérprete, Edgard Bustamante. Em determinado momento da história, Cabello têm os fios cortados por Celeste. “Pensamos que teríamos que simular a careca do personagem. Mas, quando soube do corte de cabelo, o Edgar topou na hora. O cabelo real dele é cortado em cena”, revela Dayse.

Série original do Facebook Watch, ‘Limetown’ chega ao final nesta semana
Filmes, Novidades, Séries

Série original do Facebook Watch, ‘Limetown’ chega ao final nesta semana

Nesta quarta-feira, dia 13 de novembro, os dois últimos episódios de Limetown estreiam no Facebook Watch. A série original conta a história da jornalista investigativa Lia Haddock, vivida por Jessica Biel, que busca desvendar o misterioso desaparecimento de 300 pessoas em uma comunidade de pesquisa em neurociência, em Tennessee. A produção é baseada no podcast de ficção homônimo, lançado em 2015, e conta com 10 episódios, todos disponíveis com legendas em português na Página Oficial da série no Facebook.

Baseado no podcast de sucesso homônimo e produzido por Two-Up (“36 Questions”, “The Wilderness”), Limetown conta a história de Lia Haddock (Jessica Biel), jornalista da American Public Radio (APR), enquanto ela desvenda o mistério por trás do desaparecimento de mais de 300 pessoas em uma comunidade de pesquisa em neurociência no Tennessee.

Os 10 episódios da série de Limetown podem ser vistos aqui.

As estrelas da série são: Jessica Biel (The Sinner, BoJack Horseman)Stanley Tucci (A Private War, Jogos Vorazes), Marlee Matlin (Quântico, The Magicians), Kelly Jenrette (The Handmaid’s Tale, Grandfathered), John Beasley (Shots Fired, A Vida Imortal de Henrietta Lacks), Sherri Saum (The FostersAgentes da S.H.I.E.L.D.), Omar Elba (Negócio das Arábias), Louis Ferriera (O Homem do Castelo Alto,S.W.A.T.)Janet Kidder (ArrowO Homem do Castelo Alto)

Como assistir Limetown no Facebook Watch?

  1. Faça login  com sua conta do Facebook.
  2. Localize o ícone do Facebook Watch (no celular está no menu de opções na parte inferior e no computador está ao lado esquerdo)
  3. Busque no campo de pesquisa por ‘Limetown’ ou uma palavra-chave, por exemplo: ‘Jessica Biel’. Você encontrará a página oficial da série.
  4. Siga para não perder nenhum dos episódios e receber as notificações.
  5. Assista aos episódios de Limetown na página. O conteúdo aparecerá automaticamente com legendas no idioma que o seu Facebook está configurado. Para mudar, basta clicar em configurações e alterar clicando em ‘Idioma e Região’.
Canal: 5 livros para ler antes do fim do ano
Colunas, Livros

Canal: 5 livros para ler antes do fim do ano

O ano está acabando e claro, que a vida de leitor é sempre muito agitada. Por isso, separamos 5 livros que você precisa ler com a gente antes do ano acabar. Em ritmo de Natal, quem é vivo sempre aparece e por isso, reativamos o nosso canal no Youtube (clica aqui e já se inscreve), e teremos vídeos novos todas as semanas se tudo correr conforme o planejado.

O vídeo dessa semana é uma lista de livros que quero ler antes do ano acabar e claro, quero te indicar e desafiar para ler junto comigo. Bora?

Os livros mostrados no vídeo são:

  • Caminho Longo, Vinícius Fernandes

Quando recebi o primeiro texto sobre “Caminho Longo”, algo já despertou em mim aquele comichão pra ler, ainda mais que sou apaixonado por romances e dramas, com a qualificação de que era LGBT. Me ganhou pela temática. Recebi o livro do autor um pouco tempo depois e comecei a ler no dia em que terminei meu TCC, querendo esfriar a cabeça e passar um tempo livre. Eu tinha uma hora de leitura antes da faculdade e pensei, bom, vou começar o livro e depois termino. Mas não foi bem assim que as coisas aconteceram.

Caminho Longo conta a história de Bruno, um garoto gay que ainda está se descobrindo como tal. Ele sabe que é diferente dos outros de sua idade e sabe que há uma remota possibilidade de gostar de garotos. A trama tem um prólogo que me deixou ansioso e um desenvolvimento rápido, que mostra Bruno criança e logo depois, já no ensino médio, quando conhece Luiz, sua primeira paixão avassaladora. Leia nossa resenha completa aqui.

  • Conectadas, Clara Alves
  • Carnarvon, Marco A. D. Souza
  • Blackout, Jennifer LaBrecque
  • Um novo coração, Sylvia Day
  • Sessão da meia-noite com Rayne e Delilah, Jeff Zentner

Bora pro desafio com a gente?

Publicar seu livro
Livros, Novidades

Cinco motivos para publicar seu livro

O cineasta brasileiro Glauber Rocha, expoente do cinema novo no Brasil, defendia que uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, era o inicio para se fazer um filme. Mas nem tudo funciona assim. É fato que todo mundo tem uma história para contar, seja sobre sua família, sua experiência profissional, uma ficção, um sonho ou qualquer assunto que desperte interesse e que possa acrescentar algo na vida de outra pessoa. Mas daí a transformar essa história em um livro, já é outro departamento. No campo das letras, não se pode ajustar a máxima de Glauber – uma ideia na cabeça e um computador nem sempre é o inicio para se ter um livro publicado.

“Lançar um livro é uma das melhores formas de eternizarmos aquilo que sentimos e nossa visão de mundo sobre determinado assunto. É também uma oportunidade muito especial de dividirmos nossas vivências, aprendizados e habilidades com os outros”, defende o book advisor Eduardo Villela que, desde 2004, ajuda autores a terem seus projetos publicados. De acordo com Villela, seguir alguns passos, como planejamento, organização, dedicação e contar com conhecimentos naquilo que se quer escrever são fundamentais para publicar uma obra.

Deixar um Legado

Os livros nunca morrem, estão sempre presentes em prateleiras de bibliotecas, livrarias e também no ambiente virtual como e-books. De acordo com Villela, quem possui uma obra publicada deixa uma herança para as próximas gerações. “Um livro nunca expira, pode passar de geração para geração e não deixa a sabedoria, as memórias e os aprendizados de seu escritor morrerem”, conta.

Compartilhar experiências

“O livro é um meio muito eficaz para você transmitir seus conhecimentos e experiências a um grande número de pessoas”, a frase de Villela demonstra que escrever também é uma maneira de compartilhar uma expertise de determinado assunto com seu público-alvo.

Um exemplo disso é o livro “O Guia do Viajante do Caminho de Santiago – Uma Vida Em 30 Dias”, escrito pelo Daniel Agrela, viajante profissional e jornalista, a obra é um guia brasileiro que compartilha a experiência do autor no famoso caminho europeu e traz orientações valiosas para que os leitores aproveitem muito a viagem.

Alavancar os negócios

Publicar um livro para um autor pode ser um impulsionador de carreira. Eduardo Villela conta que já lançou mais de 200 livros de autores que já eram palestrantes, consultores, profissionais liberais e autônomos. Após terem suas obras lançadas, eles viram, depois de um ano, aumentar em, pelo menos, 50%, ou mesmo viram dobrar a procura por suas aulas, workshops e consultorias. “Se o livro tem conteúdo, seu texto está bem redigido e gostoso de ler e o autor o escreveu tendo em mente as necessidades do público-alvo no tema, ele terá muito boas chances de ser bem aceito pelos leitores”, esclarece o book advisor.

Conferir credibilidade e tornar seu autor uma referência

O livro dá força para o profissional que pretende ser referência em uma área. Villela defende que lançar um livro confere credibilidade e contribui muito para o seu autor se consolidar como especialista em determinado assunto, mas para isso a obra deve ser muito bem construída e de fato agregar valor aos seus leitores . “Todos nós temos conhecimentos, habilidades e experiências valiosos que podem mudar a vida de alguém. Ao escrever um livro, você torna possível que outras pessoas aprendam com você”, ressalta o especialista.

Siga uma metodologia

Ainda de acordo com ele, é possível, viável e existe uma metodologia certa para escrever um bom livro. “Escrever um livro não é uma atividade para ser realizada sozinho, não exige nenhum talento nato, mas demanda conhecer bem e ter experiência de determinado assunto e do público. É preciso contar com a orientação especializada de um book advisor, que possa acompanhar o autor em cada uma das etapas da escrita e publicação de seu livro ”, revela.