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Gabu Camacho

Entrevista: "Somos todos seres humanos incompletos e imperfeitos", diz escritor LGBT
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Entrevista: “Somos todos seres humanos incompletos e imperfeitos”, diz escritor LGBT

“Reconhecer-se com as dores e sonhos do Bernardo e do Enrico não transforma o leitor em LGBT, apenas mostra que, no final de tudo, somos todos seres humanos incompletos e imperfeitos, em busca da felicidade”. É assim que o escritor e roteirista premiado Saulo Sisnando define sua obra. O autor de Terra das Paixões, livro de estreia da série Infinita Coleção, defende que o amor é único e universal.

Embora a literatura LGBT tenha destaque nos últimos anos, o autor acredita que o protagonismo gay pode e deve estar à frente de mais gêneros literários. “Uma parte de mim gosta de ser classificado como “escritor queer”, mas protagonistas LGBT podem estar à frente de fantasias, histórias de terror, dramas, fanfics, romances. Quando escrevo, por exemplo, “Terra de Paixões” sigo os moldes de qualquer romance romântico, mas, por acaso, o amor é entre dois homens”, finaliza.

+ Crônica: Fique em casa

Por que você decidiu entre tantos gêneros escrever literatura queer?

O primeiro leitor de um livro é o próprio autor. Não sou um escritor que escreve para agradar os outros ou para ganhar prêmios. Sempre escrevo o livro que eu gostaria de ler e torço para que, como eu, existam outros leitores compartilhando o mesmo desejo de leitura. Sendo assim, como homem gay, é natural escrever algo que me represente, que reflita a minha verdade, as minhas vivências, os meus sonhos. Cresci sonhando em ler histórias de amor entre homens, romances intensos, com fortes protagonistas. Então, após mais de 20 anos escrevendo para teatro e, naquela mídia, também discutindo o amor entre homens, me senti pronto para publicar meu primeiro romance.

Teve algum escritor ou escritora como inspiração?

Eu cresci lendo escritores best-sellers como Sidney Sheldon, Janet Dailey, Danielle Steel, Barbara Cartland. Com o passar dos anos fui me aproximando de outros autores considerados mais eruditos, autores que temos mais “orgulho” de citar. Porém, durante tessitura de todos os meus textos ao longo de mais de 20 anos, tenho percebido a influência muito maior dos autores que me fizeram amar a literatura: os grandes autores de best-sellers. Além destes, talvez o maior produto artístico brasileiro sejam as telenovelas. O folhetim faz parte da essência do nosso povo, portanto é natural que, em meus romances românticos, eu encontre referências nos folhetins televisivos, e em seus maiores autores, Janet Clair, Gilberto Braga e Gloria Perez.

Você é um premiado roteirista de teatro, a transição para escrever livros foi uma consequência?

A principal diferença entre a dramaturgia e a literatura é o fato de o romance conseguir se encerrar em si mesmo. Embora seja inteiramente possível ler uma peça de teatro, seu auge é ser apresentado em um palco, movimentando uma longa rede de profissionais, em especial, os atores. No romance, por outro lado, a ação transcorre totalmente na imaginação do leitor. Ao acompanhar a história de um romance, o leitor sempre terá os melhores atores em cada papel, os melhores cenários. Em um romance não há limitações de qualquer tipo, o leitor sempre lê o livro como se fosse o maior e mais caro espetáculo da Broadway.

Como surgiu a inspiração para criar a Infinita Coleção?

É uma homenagem a uma das mais emblemáticas autoras românticas do século XX: Barbara Cartland. Ao longo de sua prolífica carreira, a escritora inglesa escreveu mais de 700 livros e todos fazem parte de uma coleção romântica chamada “Eterna Coleção”. Durante os anos 80 e 90, os romances históricos da Eterna Coleção de Barbara Cartland eram vendidos em bancas de revista com grande sucesso. A minha “Infinita Coleção”, nesse viés, pretende revisitar grandes temas românticos, dentre eles as tramas de Natal, os romances históricos, mas desta vez com total protagonismo LGBT.

Já está escrevendo o próximo livro da série?

Sim, em 2022 sairão dois novos volumes da Infinita Coleção, são eles, “Baile de Máscaras”, um romance com irmãos gêmeos e troca de identidade e, “O tempo de Amar”, que transitará pelo universo das comédias românticas natalinas.

Será uma continuação ou outras histórias com outros personagens?

Não descarto totalmente a ideia de escrever continuações ou spin-offs, porém a ideia da Infinita Coleção é entregar ao público 10 romances LGBT inspirados no universo dos livros de Banca, como Sabrina, Bianca, Julia.

Você escreveu essa obra pensando em um público mais maduro e que não se via representado em romances de bancas LGBT?

Atualmente a literatura brasileira e mundial está se permitindo protagonistas LGBT e isso é uma conquista fabulosa. No entanto, eu sempre me deparava com romances adolescentes ou voltados para os jovens adultos e romances mais quentes e sensuais. Eu sentia falta de um grande romance como Pássaros Feridos, Casablanca, As Pontes de Madison, Lendas da Paixão, etc., que não são sobre a descoberta e o despertar da sexualidade, não são sobre primeiros amores, mas histórias sobre pessoas formadas, adultas. Tramas nas quais o sexo não é o objetivo, mas uma etapa da felicidade. Por isso tive a ideia de tentar fechar essa lacuna e dar histórias açucaradas e muito românticas para um público mais maduro.

Quais são os desafios de ser escritor LBGT no Brasil?

Meu maior desafio é fazer o leitor entender e sentir que o amor entre dois homens não é “amor-gay”, mas apenas “amor”. O mercado editorial desde sempre gosta de rotular as obras e definir os possíveis leitores: esse livro é para mulheres, esse outro é para homens. Pouquíssimas vezes nós tivemos livros destinados aos LGBT, sempre tentávamos encontrar em histórias heteronormativas, camadas que falassem conosco. Hoje nós temos livros LGBT, escritos por escritores LGBT, para o público LGBT e é bom demais ter essa representatividade. Porém eu sonho ainda com o tempo em que heterossexuais consigam transpor a orientação sexual dos protagonistas e entendam que são histórias de pessoas fortes, às vezes felizes, às vezes tristes, que trabalham, pagam as contas, entram no tinder, assistem netflix, saem para conversar com amigos. Terra de Paixões é uma história romântica sobre uma paixão avassaladora que, por acaso, possui dois homens como protagonistas. Reconhecer-se com as dores e sonhos do Bernardo e do Enrico não transforma o leitor em LGBT, apenas mostra que, no final de tudo, somos todos seres humanos incompletos e imperfeitos, em busca da felicidade.

Sobre o autor: escritor premiado de diversas peças de teatro, Saulo Sisnando constrói histórias engraçadas e românticas com total protagonismo gay. Atualmente, mora em Belém do Pará com seus milhares de cachorros. Fã de livros de banca, Terra de Paixões é o seu primeiro romance para a Infinita Coleção.

Lei da atração: o que é, como funciona, do que se trata o segredo
Lançamentos

Lei da atração: o que é, como funciona, do que se trata o segredo

O que é a lei da atração?

De acordo com o livro e documentário “O Segredo”, canal pelo qual a lei da atração foi popularizada na modernidade, ela é uma lei do universo, assim como a lei da gravidade. Está sempre ativada e funciona para todas as pessoas, elas acreditando ou não. De acordo com os relatos, o universo responde diretamente ao que você pensa e deseja para sua vida. Ela responsável por guiar nossas ações e também tem uma grande capacidade de realizar os nossos sonhos. A lei diz que todos os nossos desejos são possíveis desde que estejamos prontos para recebê-los e em conformidade com o universo

Do que se trata a lei da atração?

A lei da atração é uma técnica que diz que nossa mente e o universo são conectados pela força do nosso pensamento. Definindo o que queremos, ela diz que devemos emitir ondas de energias ao universo, as chamadas vibrações, e então, basta nos prepararmos para que ele nos dê tudo aquilo. A técnica foi popularizada pelo livro e documentário “O Segredo”, que mostra inclusive diversos depoimentos de pessoas que conquistaram seus sonhos com a lei da atração.

Como funciona a lei da atração?

A lei da atração funciona a todo momento, para todas as pessoas. Ela diz que é importante corrigir os nossos pensamentos de forma que, ao pensarmos de forma positiva, as chances de atrair prosperidade para a nossa vida são maiores, já que a mente está vibrando na mesma intensidade que a intenção. or exemplo, quando estamos sem dinheiro, a lei da atração diz que não devemos pensar em escassez e em como o dinheiro foi embora. Ela diz que devemos olhar para nossos pensamentos e pensar em abundância, em como o dinheiro chega fácil até nós pelo meio do nosso bom trabalho. É preciso focar e expressar exatamente aquilo que você deseja com o pensamento positivo.

No entanto, ao contrário do que se pensa, a lei da atração não proíbe que você tenha pensamentos negativos. Ela diz que o importante é corrigir ao máximo os nossos pensamentos, já que, um pensamento positivo é milhares de vezes mais forte que um pensamento negativo.

De onde surgiu a lei da atração?

A lei da atração, apesar de ser bastante antiga e já estar presente no estilo de vida de muitos filósofos, cientistas e pensadores da antiguidade, começou a ser descrita na literatura no início do século XX, por parte de autores da linha do movimento do Novo Pensamento e da Teosofia, nos Estados Unidos.

O que “O Segredo” tem a ver com ela?

O documentário “O Segredo” que também deu origem ao livro de mesmo nome, da autora Rhonda Byrne, é o livro que popularizou a lei da atração para a maior quantidade de pessoas na modernidade. No documentário, ela explica sua jornada pessoal, como ela descobriu os benefícios da lei, como ela foi estudar e até mesmo, relatos de pessoas que usufruem dessa prática e conseguiram conquistar muitas coisas como bem-estar, dinheiro, relacionamentos e afins. O livro é dividido em áreas, como por exemplo “O Segredo nos relacionamentos”, “O Segredo para prosperidade” e outros.

+ Resenha: Como o Segredo mudou minha vida, Rhonda Byrne

O Segredo está ligado a uma crença ou religião?

Não. Ao contrário dos que muitos pensam, a lei da atração ou o segredo, não estão ligados a nenhum tipo de crença e religião. É perfeitamente comum que pessoas das mais variadas crenças e religiões usufruam dos benefícios de co-criar os objetivos com o universo. Além disso, é podemos pensar na lei da atração como uma forma de sincretismo: enquanto muitas pessoas pedem e rezam para santos, os que praticam O Segredo emanam suas energias e pedem auxílio para o universo.

A lei da atração é confiável?

Sim. Assim, como o tarô, por exemplo, Segredo pode ser uma ferramenta muito importante para o autoconhecimento e a autorreflexão de muitas situações na vida. Por isso, para entrar em sintonia com o universo, a primeira regra é garantir palavras de afirmação e ser bem específico com relação ao que se deseja. Não faça pedidos usando a palavra “quero”, pense sempre em “escolho”, “permito”, “manifesto” e se visualize como se já tivesse aquilo em suas mãos. 

Young Royals
Filmes, Reviews de Séries

Review: Young Royals (1ª temporada, 2021)

Young Royals apareceu despretensiosamente nas minhas redes sociais um pouco antes do seu lançamento. Diziam que era uma adaptação de um dos meus livros preferidos, Vermelho, Branco e Sangue Azul. Ou uma inspiração. Qualquer que fosse o caso, eu já estava interessado porque se tem algo que envolve gays ou realeza, esse algo é feito pra mim. Resolvi dar uma chance.

ATENÇÃO! PODE CONTER SPOILERS LEVES A PARTIR DESTE PONTO.

Assisti à primeira temporada em dois dias. Os três primeiros episódios em uma tacada só e os outros três alguns dias depois. Gostei dos personagens nos primeiros, até me identifiquei mas ainda me faltava alguma coisa. Sei que foi por pouco que não desisti e graças aos deuses continuei, porque, meu filho, se tem algo que essa série é, é boa e faz a gente sofrer. Sim, daquele jeitinho masoquista que a gente ama odiar.

+ Resenha: Vermelho, branco e sangue azul, Casey McQuiston

Young Royals é uma série sueca que gira em torno do príncipe Wilhelm, segundo na linha de sucessão ao trono. Por ter um irmão mais velho que nasceu sabendo que seria o príncipe herdeiro um dia, Willie teve uma vida de regalias e sem responsabilidades. Mas, estamos na era da internet e não demora até que um escândalo do príncipe caçula caia na rede e na boca do povo. Como resultado, a assessoria de imprensa da coroa elabora um plano de gestão de crise que consiste em um pronunciamento oficial e na ida do pequeno príncipe para o prestigioso internato Hillerska, onde seu irmão se formou anos atrás.

Obviamente, por ser um príncipe, tem uma grande festa de recepção para ele na escola e lá, descobrimos que os alunos são divididos entre residentes e não residentes. Os residentes moram na escola e são de famílias nobres, ricas, donos de terra e os não residentes são aqueles que não podem pagar por tanta hospitalidade e bolsistas. E ao chegar, algo desperta a atenção de Wilhelm. Ou melhor, alguém: Simon.

“A gente não pode comprar sucesso na vida.”

Simon é um aluno não-residente com sua irmã e canta no coral do colégio. Ele não é de família rica, vemos que sua mãe, que é solo, dá um duro danado para mantê-los na escola e com uma boa educação. Mas, logo Simon percebe que não é só de esforço que vive o homem. No mundo real, só tira boas notas quem paga por elas. Quem paga por merecer.

A atenção do príncipe Wilhelm a Simon é imediata, como se fosse um ímã. Ele passa a perseguir o garoto com os olhos a todo momento e logo se trata de aproximar-se dele. Mas, temos uma grande rocha no sapato: August, primo de segundo grau da família real que jurou “proteger” Willie na escola. Esse cara é um grande babaca, chato, ignorante, otário, ordinário e todos os outros xingamentos que você quiser inserir aqui. Sua função na série é basicamente atormentar as pessoas e impedir que a gente tenha o amorzinho de Simon e Wilhelm fácil, do jeito que eles mereciam.

E de fato, Young Royals se trata disso: da autodescoberta do amor incondicional, do prazer, do proibido e do que não deveria ser. Não preciso nem dizer que os dois meninos engatam em um romance lindo, até que August filma os dois transando pela janela e vaza na internet. O resultado? Mais um escândalo para a família real, ainda mais agora, que o irmão mais velho de Wilhelm morreu e ele é o novo príncipe herdeiro.

Você pode assistir a Young Royals na Netflix, clicando aqui.

E nisso, na tentativa de limpar a imagem, sob o poder da coroa, Wilhelm suja a imagem de Simon perante o mundo todo, mesmo após prometer que eles estariam juntos nessa. E Simon, por sua vez, não quer ser o segredo de ninguém. Ele não acha justo que precise se esconder para ser quem realmente é. Nesse momento, acho o Willie um otário que deixa o amor da sua vida escapar e sinto muita dó de Simon, mesmo sabendo que ele está certo. E também sei que o Wilhelm tem que se submeter a coisas maiores que ele. E agora, senhor?

E agora que a série acaba na cena mais triste que eu já vi na minha vida inteira. Willie chega na escola, no último dia de aula perto do Natal, mesmo tendo negado que era ele no vídeo vazado por August na internet e abraça Simon em público, com todo mundo vendo, boquiaberto. E ele diz as três palavrinhas mágicas: Eu te amo, Simon.

E Simon responde o quê? Isso mesmo.

Feliz Natal, Wilhelm.

Esses roteiristas mataram cada pedacinho do meu ser e é por isso que eu digo: Young Royals não é uma adaptação de Vermelho, Branco e Sangue Azul mas é incrivelmente bom. O roteiro é bem feito, a trilha sonora é impecável e os personagens parecem ter 16 anos de verdade. Nada de ator com cara de 35 fazendo criança no ensino médio. Eles tem espinhas. Meu eu do passado agradeceu pela representatividade.

E antes do fim, Willie ainda quebra a quarta parede, como quem diz: vocês vão ver o que vou fazer para reconquistar meu homem, aguardem. Se eu estarei vivo para a segunda temporada, já confirmada para esse ano, eu ainda não sei. Mas, se eu estiver, volto a escrever meus surtos por aqui.

Até lá, durmo sonhando com um mundo em que os dois podem ficar juntinhos em paz e com o August morto. Volta, Young Royals, nunca te pedi nada!!

Resenha: Sobre a escrita - A arte em memórias, Stephen King
Histórias, Livros, Resenhas

Resenha: Sobre a escrita – A arte em memórias, Stephen King

Sobre a escrita, de Stephen King é um livro soberano. Com um pouco mais de 200 páginas, arrisco dizer que vale como uma pós-graduação na área de escrita. E posso falar com propriedade, porque sou graduado e pós-graduado. De início, achei que não seria tão bom assim, já que a primeira parte do texto, intitulada de “Currículo”, King faz um apanhado de sua vida, contando fatos que culminaram para que ele fosse o escritor bem sucedido que se tornou.

+ George R. R. Martin quer saber como Stephen King escreve tão rápido

Nesse ponto, tendemos a pensar tá, mas e daí?, mas conforme avançamos na leitura de Sobre a escrita, percebemos que sim, o currículo faz toda a diferença na carreira dele, que é um dos maiores escritores da atualidade com mais de trinta títulos publicados, tendo começado do zero. Ele começou escrevendo na lavanderia de um trailer, passou fome e muitas necessidades com a sua família, mas sempre manteve acesa a chama do seu sonho de ser escritor algo que, por experiência própria, posso afirmar que não é tão fácil assim.

Mestre ― essa é a palavra que costumam usar para se referir a Stephen King, um dos maiores escritores de ficção de todos os tempos. Sendo assim, Sobre a escrita é tanto uma autobiografia quanto uma aula de um mestre, eleita pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção do mundo e vencedora dos prêmios Bram Stoker e Locus na categoria Melhor Não Ficção.

O livro começa com um relato íntimo e honesto das memórias e experiências de Stephen King, desde a infância até a carreira literária, passando pelos vícios em drogas e por um acidente quase fatal. Essa narrativa autobiográfica introduz com perfeição os conselhos de King sobre a profissão de escritor, já que contempla os livros e filmes que o influenciaram na juventude, seu processo criativo de transformar uma ideia em um novo livro, os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso e muito mais. Usando exemplos que vão de H. P. Lovecraft a Ernest Hemingway, de John Grisham a J. R. R. Tolkien, o autor ensina como aplicar suas ferramentas criativas para construir personagens e desenvolver tramas, construindo uma obra essencial sobre a arte de contar uma história em palavras.

Depois, na segunda parte de Sobre a escrita, começamos a falar sobre escrever de verdade e de forma profissional. Aqui, ele fala diretamente com pessoas que já são escritoras ou que desejam desesperadamente ser. Ele pede para que a escrita seja levada a sério e não somente como um hobby, se não, ela tenderá a continuar dessa forma. Ele mostra como ele fez para vender o seu primeiro livro, seus primeiros contos e receber o primeiro adiantamento do seu agente literário.

Logo em seguida, vemos uma verdadeira aula de técnica, que resumi em alguns tópicos que quero dividir com você, caro Becudo. Também, para eu não esquecer quando estiver escrevendo:

  1. Quando escrevemos, contamos a história para nós mesmos. Quando reescrevemos, devemos cortar da história tudo aquilo que não é necessário;
  2. A vida não é um suporte à arte. É o contrário;
  3. Use sempre a primeira palavra que vier a cabeça se for adequada e interessante, não invente muito;
  4. Evite a voz passiva. Ela é segura demais. Demonstra medo de não ser levado a sério;
  5. O advérbio não é seu amigo. O escritor que tem medo de não passar sua mensagem pelas ações do personagem, usa o advérbio. Se expresse bem;
  6. Nunca use advérbios com verbos dicendi;
  7. Não tente inventar muito vitaminando os verbos dicendi. O melhor é usar o “dizer”;
  8. Use a estrutura Frase-Síntese, seguida de frases descritivas e complementares;
  9. Use a linguagem fonética;
  10. Escreva todos os dias, pelo menos 2 mil palavras;
  11. Escreva o que quiser, encharque de vida, torne sua história única, acrescente seu conhecimento pessoal e intransferível do mundo;
  12. Escreva sobre trabalho + gênero que você mais ama;
  13. Histórias vindas de enredos são artificiais e duras;
  14. As situações mais interessantes para um livro começam com “e se…”;
  15. Em descrições, gere identificação mútua, não dê muitos detalhes. Ela deve começar na cabeça do escritor e terminar na do leitor;
  16. Não diga em narração ou descrição algo que você pode montar com falas.

E então, preciso dizer mais alguma coisa dessa obra prima que é Sobre a escrita? Acho que não.

Livros, Resenhas

Resenha: Procura-se um namorado, Alexis Hall

Quando recebi o livro “Procura-se um namorado” do pessoal da Companhia das Letras, logo me apaixonei pela capa e pela sinopse da contracapa. Me lembrou muito meu queridinho “Vermelho, branco e sangue azul“, então, já tratei de logo passar na frente de todas as leituras. Eu sou cadelinha de qualquer enemies-to-lovers ainda mais se for YA, ainda mais se for LGBTQIAP+.

Luc O’Donnell, infelizmente, é um cara famoso. Quer dizer, mais ou menos. Sendo filho de duas estrelas do rock, ele é uma das subcelebridades preferidas dos tabloides. E agora que seu pai está voltando aos holofotes, ele se tornou o centro das atenções, o que significa que uma foto comprometedora pode – e vai – estragar tudo.

Mas Luc tem um plano: para limpar sua imagem, ele só precisa de um namorado normal e bonzinho, e Oliver Blackwood é as duas coisas, além de advogado, vegetariano e basicamente alérgico a qualquer tipo de escândalo. O único problema é que, tirando o fato de ambos serem gays e solteiros e precisarem de acompanhantes para um evento, Luc e Oliver não têm nada em comum.

É por isso que eles estabelecem um namoro falso, até quando for necessário. Mas o perigo de namorar de mentira é que se parece muito com namorar de verdade. E, quando sentimentos verdadeiros começam a surgir, eles precisam descobrir como fazer dar certo – não para as câmeras, mas para si mesmos.

Em “Procura-se um namorado” conhecemos Luc O’Donnell, um cara de 28 anos, que é filho de famosos. Sim, ele é a subcelebridade preferida dos tabloides britânicos, quase como que se sentissem um prazer em cima de sua desgraça. As coisas só pioram quando seu pai está de volta aos holofotes, mais polêmico que nunca e seu ex-namorado vendeu todas as suas histórias traumáticas para a imprensa. Em outras palavras, Luc não tem ninguém e não faz questão de ter.

+ Livros para orgulhar-se de ser LGBTQIAP+

No entanto, ele trabalha em uma instituição social que protege os escaravelhos, chamada de CACA. E, apesar de não ligar para (quase) nada, ele é o responsável por arrecadar doações para que a empresa funcione e com sua má reputação na mídia, as pessoas estão culpando-o por pararem de doar. É então que ele arruma um plano: vai arrumar um namorado falso para limpar sua imagem, afinal, ninguém gosta de gays promíscuos, mas todo mundo ama um gay heteronormativo, né?

É nesse enrosco que ele chega em Oliver Blackwood, advogado criminalista, com quem já teve um “caso” no passado. A diferença é que eles não tem nada em comum, exceto pelo fato de serem gays, mas ambos precisam de uma forcinha no âmbito ter e manter um relacionamento, nenhum deles é bom nisso. Foi nesse ponto que meu sofrimento começou.

No início, achei a leitura arrastada, até um pouquinho chata, demorando para se desenvolver. No entanto, depois percebi que essa é uma estratégia perversa da autora que nos dá todo o romance que a gente quer, mas em doses homeopáticas. Luc e Oliver começam a se envolver cada vez mais no “namoro de mentira”, até que nada mais é de mentira, só que Luc não confia em mais ninguém e Oliver acha que tem muitos problemas. Em bom português, eles só conseguem estragar tudo página após página e a gente fica ali, nervoso, querendo ler só mais um capítulo.

Posso dizer com toda certeza do mundo que “Procura-se um namorado”, minha última leitura de 2021, me deixou bitolado. Eu não fiz nada até terminar o livro. Eu fui para a academia lendo, eu parei de viver para viver a história de Luc e Oliver, porque, apesar do início cansativo, o livro se desenvolve maravilhosamente bem. Então, se você começar e sentir que está chato, persevere mais um pouquinho. Vai valer a pena.

Eu chorei, eu ri, eu torci… Eu queria viver em uma espécie de Big Brother em que eu pudesse acompanhar Oliver e Luc o dia todo. Os personagens são reais e isso transparece nas páginas, tirando o fato de que, os dois precisavam muito de uma terapia mas o amor maravilhosamente curou tudo (e a gente sabe que não é bem assim na vida real, mas a licença poética está de bom tamanho para mim aqui).

No final, conhecemos um lado mais humano de Luc e Oliver que me fez enxergar os dois na minha frente, quase como se saltassem da página do livro, ao mesmo tempo em que me senti Luc, que me senti Oliver… Indescritível. Apesar de todos os pesares, ganhou cinco estrelinhas e um lugar mais que especial no meu coração.

E ah, antes que eu me esqueça: em Agosto sai a continuação de “Procura-se um namorado”, ao que tudo indica, vai chamar “Procura-se um marido”. Só digo que se vier casamento, podem preparar minha lápide porque aqui jaz uma cadelinha de Oliver e Luc.

Feliz ano novo, Becudos!
Colunas, Livros

Feliz ano novo, Becudos!

Feliz ano novo, Becudos! Os anos de 2021 e 2022 não foram fáceis, tanto pessoalmente, quanto aqui no Beco Literário. O site ficou indo e vindo. Não estava certo sobre mantê-lo ou sobre deixá-lo de lado. Até mudei de nome para Beco Teen para tentar reformular todas as coisas por aqui.

Mas, foi criando uma nova identidade visual com o meu namorado, Patrik, e com muita análise, que consegui tomar a coragem e as rédeas que eu precisava para voltar com o Beco, da forma como eu queria. Sempre quis que ele tivesse uma pegada mais de blog pessoal do que de portal de notícias.

Afinal, o Beco foi criado para ser meu refúgio na internet. Além disso, eu queria muito que ele tivesse “Literário” no nome, então, por que mudar? A resposta que encontrei foi autossabotagem.

Vou aproveitar que estamos em um clima de ano novo para abrir o meu coração. Eu sempre quis ser escritor, mas sempre tive medo de dar errado. Eu tenho mais medo de tentar e dar errado do que de não tentar, então, sempre foi muito difícil pra mim manter constância aqui no site, afinal, eu não queria tentar dar certo.

Depois de muita análise, percebi que eu quero ainda, mais do que tudo, ser escritor. E que eu amo ser escritor de internet, talvez mais que de livros. Não me entenda mal, ainda quero publicar milhares de livros, mas aqui, o Beco Literário, é meu cantinho na internet e sempre vai ter.

Por isso, agradeço a todos vocês que sempre estiveram aqui no Beco, mesmo com meses sem atualização. Fico sempre chocado que, não importa o tempo que eu passe longe, todo mundo continua por aqui. Me lembra um pouco de Hogwarts, sempre dando as boas vindas para quando quero voltar.

Bom, no ano novo, tenho uma promessa apenas: escrever mais. Quero muito postar muitos textos novos por aqui, estudar escrita e ser mais ativo como escritor. Te vejo nessa jornada, né?

Um beijo e feliz ano novo!

Gabu

Amanhã você vai acordar
Autorais, Livros

Amanhã você vai acordar

Amanhã você vai acordar, então, não se apaixona, não. Tudo o que temos é essa noite. Hoje, enquanto o sol não aparece no horizonte, somos eu e você ao som de Arctic Monkeys e The Neighbourhood. Quando o DJ toca, a gente pode dançar fora do ritmo com nossos dois pés esquerdos, podemos nos abraçar no ritmo da música sentindo cada poro do nosso corpo desejar ir embora e dormir. Mas, não vamos dormir juntos.

Leia ouvindo: Santo, Não

Não vamos ficar juntos. Amanhã você vai acordar e eu não estarei ao seu lado. Desculpa dizer mas, talvez eu esteja dançando The Neighbourhood com outra pessoa. Enquanto o azul escuro do céu não clareia, somos eu e você com beijos apaixonados e molhados que terminam com um selinho fofo, somos eu e você com beijos quentes, calorosos, que me fazem sentir uma pressão no quadril. Mas, não vamos sentir o corpo um do outro além das poucas roupas que usamos.

+ Quero abraçar o mundo todo, todo o tempo

Eu sinto sua mão por dentro da minha cueca, eu te encosto na parede e entro no caminho que você abre entre as suas pernas. Sinto sua pressão no mesmo lugar em que te pressiono. Hoje, enquanto o dia não se alaranja, somos eu e você contra o mundo. Os nossos corpos dizem tudo aquilo que queríamos falar um para o outro em voz alta mas a música não nos deixaria ouvir. Hoje, vamos conversar com nossos gestos calorosos mas, não vamos ouvir as juras de amor um do outro.

Amanhã, você vai acordar e eu não estarei ao seu lado para desfazer essa angústia que quer sair em forma de lágrimas, mas hoje, posso ouvir sobre todos os seus amores que deram errado. Você pode chorar falando do seu ex-namorado enquanto me beija sentado ao lado da lata de lixo. Eu posso fazer cafuné na sua cabeça, você pode adormecer sentado no meu colo quente enquanto te envolvo com meus braços e meu moletom que você disse que cheira a amaciante. Hoje, vou te esquentar, mas amanhã, você estará frio e sozinho.

Hoje, vou te pagar uma bebida no bar, te chamar de amor, de bebê, de neném, mas, amanhã, eu não estarei aqui. Podemos até marcar um encontro, trocar nossos perfis de Facebook, talvez até números de telefone. Podemos mandar um “oi, amor” para salvar o contato. Mas, amanhã, você vai acordar.

Amanhã você vai acordar e contar aos seus amigos sobre mim. E então, você vai acordar e entender que eu não sou quem você pensa. Eu não sou nada disso que você imaginava porque eu existi só na sua cabeça. Eu respondi de um papel fantasioso que você tinha. Eu fui o namorado perfeito por uma noite, a noite depois que seu ex-namorado maluco te largou porque você é sentimental demais.

Hoje, vou te mostrar meus textos, meu blog secreto e você vai ficar feliz porque escrevo também. Amanhã, você vai escrever sobre mim e postar para milhares de pessoas lerem. Pessoas que vão achar que sou seu príncipe encantado, mas infelizmente, eu não sou. Você é um anjo, mas eu sou um demônio. Eu não estou no seu altar e não mereço estar.

Amor, não sou seu sonho, sou seu pesadelo. Eu sei que seus cabelos escuros que caem sobre o olho são puros, sei que você escolheu a dedo essa camiseta preta com um colar militar perfeitamente combinados com uma bermuda vermelha e uma camisa xadrez azul e preta. Eu sei que você vai dormir e sonhar comigo, com tudo o que poderíamos ter. Você vai se abraçar a essa camisa xadrez que agora tem meu cheiro e você vai levar esse meu moletom da Gap embora.

Ele é dois números maior que você, apesar de termos um tamanho parecido. Amor, eu não vou estar aqui amanhã. Amanhã você vai acordar. Mas, o moletom vai estar lá. Meu corpo não estará dentro dele e nem dentro de você.

Quando você acordar, estarei dentro de outro sonho, em outro lugar. Quando você acordar, meu amor vai estar dentro de outras pernas entrelaçadas na minha cintura.

Até lá, eu ainda estou aqui.

Moda do desapego impulsiona brechós e grupos online
Atualizações

Moda do desapego impulsiona brechós e grupos online

Procuro um novo lar. Minha dona não precisa mais de mim e posso te fazer feliz. Faça sua oferta, o frete é grátis e o sorriso garantido. Tenho uma história linda, mas quero escrever uma nova com você. Calma! Antes que você pense que este é um anúncio de mal gosto de venda de um cachorro, saiba que está redondamente enganado. É de uma camiseta usada veiculado em alguns brechós na internet. A dona? Stephanie Ramos, que resolveu desapegar de tudo e vender em um site especializado. 

Os brechós estão cada vez mais migrando para a internet, embora ainda continuem populares fora dela, principalmente em tempos em que a economia colaborativa cresce proporcionalmente à vontade das pessoas de encontrar produtos bons e baratos, ao mesmo tempo. A regra é desapegar de tudo que não te serve mais, para que outras pessoas possam ser felizes, tanto com a nova peça, quanto com a economia. 

+ Becompre: Conheça a nova seção do Beco Literário

Para Stephanie, já acostumada a esse tipo de negócio, a experiência é sempre muito boa. “Acredito que em tempos de crise, precisamos nos reinventar e o brasileiro é criativo”, ressalta e acrescenta: “Muitas pessoas estão dando chance para tentar comprar produtos já usados”. No entanto, por ser um modelo em ascensão, ainda existem muitos riscos por parte de vendedor e comprador. Alice Pires, por exemplo, considera um trabalho incerto. “É uma loucura, não dá para saber até quando os desapegos vão te dar um retorno. Hoje eles cresceram, mas isso pode mudar o tempo todo e nada indica que você sempre terá vendas para que isso se torne o seu trabalho principal”.

Segundo pesquisas recentes de tendências de mercado, as culturas de desapego e reciclagem, assim como a do consumo digital, estão cada vez mais fortes, já que são uma característica da Geração Y somada a onda dos ciclos retrô. Isso tudo cria um ambiente favorável para a proliferação dos brechós e grupos de venda online. Tal crescimento é visto não só na teoria, mas também na prática. O site Enjoei, startup especializada em roupas e artigos de decoração, rendeu 47 milhões de reais em aportes externos, cresceu seis vezes desde sua fundação em 2014 e faturou 200 milhões só nos últimos 12 meses. Mas não é nada perto da hegemonia da OLX, site de vendas, trocas e adoção, que se fundiu ao Bom Negócio em meados de 2014, e juntos movimentam mais de 80 bilhões de reais por ano, 139 milhões de novos anúncios e 25 milhões de transações, com um crescimento médio de 60% ao ano. “As pessoas estão ficando acostumadas a este modelo (de economia colaborativa)”, afirmou o CEO da empresa, Andries Oudshoorn, em entrevista à Exame. “Mas ainda há espaço para crescer”, acrescenta.

E de fato, há muito espaço para crescer. De acordo com dados recentes do Ibope, 91% dos brasileiros têm itens sem uso em suas casas e mais de 84% querem vendê-los de alguma forma. O objetivo principal dessas empresas é de desenvolver o hábito do desapego, de forma que isso faça sentido para a família brasileira e para o meio ambiente. No entanto, o caminho para o sucesso ainda é longo. “As vendas na internet são vistas com preconceito, temos uma cultura de querer trabalhos conservadores e com carteira assinada”, explica Stephanie, quando questionada sobre pessoas que se dedicam exclusivamente aos seus brechós online. “Mas cada vez mais, os empregos estão mudando. Veja as blogueiras que hoje em dia ganham muito dinheiro e fizeram disso uma profissão”, destaca.

Para facilitar, as companhias têm desenvolvido cada vez mais novas ferramentas que garantem conforto e segurança para quem faz da venda na internet sua principal fonte de renda, uma vez que nunca se sabe quem está do outro lado da tela. Mas nem tudo são flores, já que com melhorias, vêm também novas taxas. “Os sites ajudam a vender nossos produtos de forma mais segura, atingindo mais pessoas, no entanto, a porcentagem que fica para o site pode ser um problema”, pondera Alice. 

Os negócios feitos em grupos ou em sites especializados, estão protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor. O anúncio deverá descrever o produto em detalhes, inclusive suas inconsistências, e toda a responsabilidade da venda, é por parte do vendedor, mesmo que este seja uma pessoa física. Os sites funcionam apenas como intermediação do pagamento e resolução de possíveis problemas na negociação. Caso necessário, o comprador pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor em caso de qualquer inconsistência.

E para quem vai se aventurar nas compras nos brechós, ficam as dicas dos veteranos:

  • Procure sempre avaliações e a reputação dos vendedores;
  • Nunca pague antecipadamente ou faça a negociação fora do site de intermediação;
  • Verifique o frete da sua encomenda e os cuidados no envio;
  • Cuidado com itens “bons demais para ser verdade”, ou que possuem preço muito abaixo do mercado sem razão aparente;
  • Caso ocorra a entrega em mãos, procure sempre fazê-la em um local público e movimentado;
  • Garanta que a pessoa seja de confiança e tire todas as suas dúvidas antes de finalizar a compra;
  • Pergunte sempre. Tempo de uso, maneira de uso… Extraia o máximo de informação possível do vendedor.
7 livros para presentear neste Natal
Livros

7 livros para presentear neste Natal

Estamos a poucos dias do Natal! Por isso, se você ainda não sabe como presentear neste Natal, nós chegamos para te salvar. Separamos uma lista com as sete melhores leituras do Beco Literário este ano para que você possa encontrar todos os tipos de leitura, qualquer que seja o valor que você queira gastar.

Além disso, se você não se convencer somente pela indicação, todos eles já estão resenhados aqui no site. Vamos aos livros!

Os sete maridos de Evelyn Hugo, Taylor Jenkins Reid (melhor indicação para presentear neste Natal)

Os sete maridos de Evelyn Hugo é um livro que eu via muita gente falando, bem e mal, mas nunca tinha dado atenção ou parado para ler. Não sou do tipo que gosta de pegar as coisas no hype, ou pego antes, ou espero passar. E se arrependimento matasse por ter demorado tanto, agora eu estaria mortinho. A escrita é fluida, a história é capaz de mudar sua vida e esse livro me levou de volta diretamente para a minha adolescência quando eu começava a ler um livro de noite e virava a madrugada lendo. Sim, Evelyn Hugo me segurou do começo ao fim, sem quase nenhuma pausa. Comecei a ler umas 23h de domingo e só larguei as 4 da manhã, no fim.

Heartstopper – Dois garotos, um encontro, Alice Oseman

Heartstopper é um livro que me pegou totalmente desprevenido. Eu, não conhecia a narrativa. O pessoal da Companhia das Letras, num sábado, mandou pra minha casa os dois primeiros volumes, como fazem todos os meses com lançamentos que tem a minha cara. E olha… devo dizer que eles acertaram em cheio com essa escolha.

Heartstopper 1 – Dois garotos, um encontro é um livro de capa dura, super bem feito, com uma história que se desenvolve em quadrinhos. Começa contando a narrativa de Charlie Spring, um garoto nerd do primeiro ano, que se assumiu gay para a escola toda – um colégio só de meninos – e agora precisa lidar com a popularidade que veio por conta disso e de todo o bullying que ele sofreu ao sair do armário.

Sempre em frente, Rainbow Rowell

Carry on é um livro que me encontrou. Estava navegando no Twitter e fiquei sabendo de um livro que misturaria o mundo de magia e bruxaria com vampiros e relacionamentos gays. Eu parei, fiquei meia hora pensando em como eu nunca tinha lido esse livro antes? Fã órfão de Harry Potter desde que a J.K. Rowling se revelou uma tremenda transfóbica e doente por Crepúsculo desde que a série terminou, comprei a versão em inglês no dia seguinte porque achei a capa nova linda.

Tudo nela brilha e queima, Ryane Leão

Tudo nela brilha e queima retrata por meio de poemas temas sobre o universo feminino, ressaltando os amores, sabores, encontros, desencontros e relações abusivas. Um livro de empoderamento, cada verso toca de maneira intensa e você não sairá ileso a nenhum deles, isso torna a leitura um pouco pesada, mas necessária.

Todas as suas (im)perfeições, Colleen Hoover

“Todas as suas (im)perfeições” ou no inglês “All your perfections” é um drama sobre um casamento conturbado e uma promessa esquecida que pode ser capaz de salvá-lo.

Quinn estava noiva e Graham estava a ponto de fazer o pedido. Quando todos os seus planos vem por água abaixo é quando eles se cruzam a primeira vez, e tempos depois essa que foi a pior noite da vida deles os une novamente.

Observações sobre um planeta nervoso, Matt Haig

Desde o começo de nossa história há muito anos atrás, tudo começou a entrar em plena evolução, desde a primeira chama de fogo até tudo o que foi produzido no século XXI. Sempre que se cria algo para resolver um problema, aparecem novas ideias de coisas que poderiam ser melhor que a anterior, dando a entender que o anterior não é tão bom assim, e que devemos trocar o que já temos por algo que nos fazem acreditar que é “melhor”, e que precisamos ter, para o nosso próprio “bem” e “felicidade”.

Mister, E. L. James

Vamos ao início de tudo. Mister é, na minha opinião, um livro muito bom! Mas, se você o ler na intenção de estar no universo de Cinquenta Tons de Cinza, pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Então, abra sua mente e deixe a estória ser individual, não é porque é da mesma autora (E.L.James)que seria igual ao que já estamos acostumados.

E então, qual desses livros você vai escolher para presentear neste Natal?

O que tem no meu carrinho da Shopee em dezembro?
Atualizações

O que tem no meu carrinho da Shopee em dezembro?

Eu sou um grande viciado em comprar na Shopee e assumo. Eu fico navegando pelas lojas e pelas buscas e vou adicionando milhares de coisas no carrinho e quando vou ver, o total já passou dos mil reais. Claro que nunca compro metade disso, mas né, sonhar não custa nada.

+ Como lido com as acnes que aparecem no meu rosto?

Hoje, em clima Natalino, resolvi abrir as portas da minha casa e mostrar o que tem no meu carrinho da Shopee. Sim, isso é mais íntimo que deixar entrar no meu quarto. Vamos lá, mostrar o que eu adicionei e em qual circunstância:

Suporte de fio dental portátil

Vi alguém que comprou isso no TikTok e parece tão mais fácil de usar o fio dental com ele. Tenho grandes dificuldades de usar o fio sozinho e quando a Shopee me mostrou uma alternativa mais barata daquelas pecinhas que travam o fio, adicionei no carrinho, mas ainda não tive coragem de comprar.

Shopee: Suporte de fio dental

Chaveiro de cachorro francês

Só porque achei bonitinho e achei que pudesse combinar com algumas bolsas que eu tenho. Mas, infelizmente não tive (e nem sei se terei) coragem de pagar os quase setenta reais.

Chaveiro de cachorro da Shopee

Fone de ouvido Airpods (da Shopee)

Também vi no TikTok e parecem melhores que uma outra versão que comprei, com a caixinha azul. Acho que esse é uma versão com bom som, quase uma réplica. Sei que ainda vou comprar, mas não sei se terei paciência de esperar chegar.

AirPods da Shopee

Moldura Instax Mini

Para colocar minha foto preferida com o Pirata e a Aisha, que tirei com a Instax, na minha mesa. Não preciso dizer mais nada, certo? É uma moldura colorida!

Moldura da Instax Mini

Whey Protein Gourmet

É um Whey Protein MARAVILHOSO! Já comprei outras vezes e parece Toddynho, que eu amo de paixão. Também serve para fazer mouse e outras coisas. E o melhor: minha nutricionista viu a tabela nutricional e disse que é perfeito para o meu objetivo. Tem o melhor custo-benefício dos outros que eu vi e a loja é a mais em conta que já encontrei (mesmo com o frete).

Whey Protein

Converse All Star

É um all star laranja, certo? Eu preciso de um all star laranja! Pena que essas versões da Shopee, muitas vezes, são praticamente descartáveis. Uma vez comprei um Vans desses e durou duas usadas. Não sei ainda se vale a pena, enquanto não decido, deixo no carrinho.

All star da Shopee

Pulseira para berloques da Shopee

Esse já comprei uma vez, mas medi meu pulso errado. Uso quando fico longe do Pirata, com um pingente de patinha. Estou pensando se vale a pena comprar um maior ou se fico com o meu mesmo, já que uso poucas vezes.

Pulseira para berloques

Lanbena Removedor de Cravos

Fui influenciado pelo TikTok e esse tal Lanbena parece uma ótima opção para a remoção de cravos. Sim, eu sou desses que acredita em tudo, mas não tem coragem de passar na pele sem saber da procedência depois. Também ainda não decidi se vou comprar.

Lanbena

E aí, o que tem no seu carrinho da Shopee? Me conta aí nos comentários e me influencie a colocar mais coisas no meu!