Divulgação foi feita através do Twitter oficial da série.
No vídeo é possível ver Arya Stark, interpretada por Maise Williams, tendo lembranças de alguns momentos importantes de seu passado. Lembrando que esta temporada será a primeira a ter cenas de flashback.
Depois de muita expectativa, a Universal Pictures divulgou hoje, 25, o trailer de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”.
O filme se passa 22 anos após os eventos do último filme da saga. Agora, a Ilha Nublar tem um parque de diversões aberto ao público capaz de promover aos seus visitantes a experiência do contato direto com dinossauros vivos.
No longa, Chris Pratt (“Os Guardiões das Galáxias”, 2014) vive um cientista responsável pelo funcionamento do parque. Tudo caminha em perfeita harmonia até que a “chegada” de uma nova espécie desequilibra o funcionamento do parque causando correria e morte, situações bem familiares para os fãs da franquia.
“Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” é dirigido por Colin Trevorrow e tem estreia no Brasil marcada para 26 de Junho de 2015.
Foram liberados há pouco, dois trailers da adaptação cinematográfica de Cinquenta Tons de Cinza, um mundial e outro Alemão, com cenas extras. Confira-os abaixo:
A clássica trilogia de ficção científica “Fundação”, escrita por Isaac Asimov nos anos 1950, vai ganhar uma série televisiva produzida pela HBO em parceria com a Warner Bros TV e terá roteiro escrito e produzido por Jonathan Nolan.
A notícia surgiu depois que Nolan deixou escapar durante uma entrevista ao site IndieWire que estaria trabalhando secretamente no roteiro da adaptação há alguns meses.
Atualmente o roteirista já trabalha em parceria com a HBO na série “Westworld”, também de ficção científica, e é um dos produtores da série “Person Of Interest”. Nolan trabalhou recentemente com o irmão, Christopher, em “Interestellar” e também em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.
Ambientada milênios no futuro, a obra conta a história de Hari Seldon, um homem que desenvolve uma teoria matemática capaz de prever acontecimentos futuros em grande escala. Como resultado, Hari prevê a queda do Império Galático e uma Idade das Trevas que durará trinta mil anos. Na busca de preservar o conhecimento da humanidade, Seldon reúne engenheiros e artesãos para criar então as fundações de um novo império.
Em fase de desenvolvimento, “Fundação” ainda não tem data de estreia marcada e nem elenco cogitado até o momento.
No início do mês de Outubro, o Beco Literário teve o prazer de entrevistar dois dos mais novos (e mais promissores, diga-se de passagem), autores de fantasia jovem-adulta. Mats Strandberg e Sara B. Elfgren, que juntos, definiram um novo conceito para a literatura fantástica com mitologias próprias e histórias cativantes, na série Engelsfors, que se inicia por Círculo, único livro publicado até o momento no Brasil, pela Editora Intrínseca, e que nós já temos resenha (clique aqui para ler).
A entrevista foi realizada por e-mail, e ambos foram extremamente atenciosos e cuidadosos ao responder cada uma das perguntas enviadas por vocês, e outras formuladas por nós, e chegaram até mesmo, a nos designar embaixadores da série Engelsfors no Brasil! O quão legal é isso? Sem mais delongas, vejam a tradução abaixo, que possui SPOILERS EXCLUSIVOS sobre os próximos livros e adaptação deles para o cinema!
Beco Literário: Existe alguma razão para as heroínas do livro serem somente mulheres? Quer dizer, os homens foram apresentados como “fracos/inclinados para o mal”. Isso possuí algum significado específico?
Mats e Sara: Assim que começamos a discutir sobre os personagens, ficou claro que nós – como escritores e como leitores – ansiávamos por heroínas. Nós estávamos cansados de toda a ideia de “gangues de super-heróis” formadas por homens, e com eventualmente UMA mulher. Essa foi uma grande oportunidade de ter todo um grupo diversificado e de garotas bem “normais”, que deveriam se superar e se tornarem heroínas para salvar o mundo. Nós não entendemos o que você quis dizer com “homens foram apresentados como fracos/inclinados para o mal” no livro. Existem várias personagens do sexo feminino que praticam bullying, são egocêntricas, etc. E vários personagens masculinos positivos, jovens e velhos. 🙂
Beco Literário: Como vocês tiveram a ideia de escrever a série Engelsfors? De onde veio todas as ideias?
Mats e Sara: Nós queríamos escrever sobre uma pequena cidade, parecida com a que Mats cresceu, uma cidade que fica em volta de uma fábrica que foi fechada, resultando em desemprego, prédios vazios e uma carência de esperança. Aquele tipo de cidade onde todo mundo conhece todo mundo – ou ao menos, pensam que conhecem. Nós também gostaríamos de escrever sobre um grupo de garotas de diferentes cenários e tipos, que pertencem a diferentes panelinhas, e elas então veriam o que aconteceria quando fossem forçadas a trabalhar juntamente com alguém que praticou bullying com elas a vida toda, por exemplo.
Beco Literário: Vocês sempre planejaram a série para esse público jovem ou jovem-adulto?
Mats e Sara: Nós quisemos escrever para os jovens-adultos porque dessa maneira, a série poderia ser lida por jovens e por adultos da mesma maneira. E nós temos vários leitores adultos, ao menos aqui na Suécia.
Beco Literário:Círculo tem um enredo obscuro, vocês pesquisaram bastante antes de escrever?
Mats e Sara: Quando nós precisávamos descobrir algumas coisas, nós falávamos com amigos e conhecidos que poderiam nos ajudar. Por exemplo, nós falamos bastante com um amigo de Sara, que é um Assistente Social, para descobrir detalhes sobre a vida de Linnéa.
Beco Literário: Vocês trataram de vários tabus na história. O quão difícil é lidar com esses assuntos delicados?
Mats e Sara: É uma responsabilidade. Por um lado você tem que tentar lidar com assuntos difíceis de uma maneira respeitosa. Existe um lado obscuro na vida e nós não queríamos evitá-lo, mas ao mesmo tempo nós não queríamos usar, por exemplo, a morte como uma reviravolta na história sem cuidado algum. As coisas horríveis que acontecem tem um impacto real e profundamente emocional nos nossos personagens. Não é como se alguém morresse e no próximo capítulo todos já se esqueceram disso.
Beco Literário: Nos próximos livros, há algum relacionamento homossexual?
Mats e Sara: Nós queremos diversidade nos nossos livros. Isso é tudo o que podemos dizer sem dar muitos spoilers.
Beco Literário: Como foi a experiência de dar vida a tantos personagens intensos?
Mats e Sara: Foi bem difícil, mas também muito divertido. Nós realmente amamos nossos personagens principais – e nós amamos escrever seus inimigos, também. Nós tentamos ao máximo dar aos nossos personagens várias camadas, e ninguém é 100% “bom” ou “ruim”.
Beco Literário: Como vocês reagiram às notícias de que a série seria adaptada para os cinemas?
Mats e Sara: Foi como um sonho se tornando realidade. Benny Anderson (ex-integrante do grupo ABBA) e seu filho Ludvid Anderson abriram uma empresa de produção de filmes, e Círculo é seu primeiro projeto. Eles já são criativos por natureza, e então entenderam sobre o que os livros são, de verdade, os temas importantes e os personagens. Foi realmente uma experiência maravilhosa trabalhar com eles.
Beco Literário: Nós sabemos que Sara ajudou com o roteiro do filme, então podemos esperar grandes coisas? Como por exemplo, o filme ser bastante “fiel” ao livro?
Mats e Sara: Sara escreveu o roteiro juntamente com Levan Akin, o diretor. É claro, nem todas as cenas do livro estão no filme, e algumas coisas são diferentes, com certeza. Mas o filme é bastante fiel ao que é mais importante; os personagens e seus relacionamentos, e os temas da importância da cooperação e compaixão. É a mesma história, mas contada de uma maneira diferente.
Beco Literário: Depois de terminar a série Engelsfors, vocês possuem novos projetos em mente? Outros livros, ou algo assim.
Mats e Sara: Sara está trabalhando nos roteiros de Fire (segundo livro da série), e The Key (terceiro livro). Nós não sabemos se eles acontecerão ou não, tudo dependerá do sucesso do primeiro filme na Suécia. Ela também está escrevendo uma nova série, uma graphic novel e alguns outros projetos secretos. Mats está escrevendo uma história de horror e fantasia obscura. Não é jovem-adulto, mas esperançosamente, os leitores de Engelsfors gostarão bastante também. E alguns outros, projetos secretos.
Beco Literário: Vocês se tornaram bastante famosos no mundo todo. Como é a experiência? Como vocês se sentem quando alguém vem e diz que seus livros mudaram vidas?
Mats e Sara: Nós sentimos que nossos livros são famosos, mas nós não. Nós não temos muito glamour… Ter pessoas que nos dizem que nossos livros fizeram uma diferença em suas vidas é, com certeza, maravilhoso e humilde. E também um lembrete do quão importante é dar o nosso melhor ao escrever um livro.
Beco Literário: O que vocês diriam a alguém que quer ser um escritor? Algum conselho?
Mats e Sara: Escrever é uma experiência pessoal que é difícil aconselhar de maneira geral. Não tenha medo de não ser um escritor que não seja bom o bastante, só continue escrevendo. Os primeiros rascunhos são, quase sempre, bem ruins. É quando você começa a editar que a real mágica acontece, então você pode se preocupar com tudo isso mais tarde. Leia muitos livros e escreva histórias que você gostaria de ler. Aqui tem algumas dicas.
Beco Literário: Tem alguma coisa que você pode nos contar sobre Fire, o segundo livro? Algum trecho ou informação?
Mats e Sara: As Escolhidas possuem novos inimigos, os riscos são mais altos e elas são forçadas a se aproximarem mais. Também, nós vamos mais fundo na mitologia por trás do Escolhido e sobre o que o Conselho é, na verdade.
Beco Literário: Como é o seu processo de escrita? Vocês escrevem tudo juntos ou cada um escreve uma parte? Vocês escrevem em um computador ou à mão?
Mats e Sara: Nós escrevemos em um computador, mas as vezes nós usamos papel e caneta para planejar as coisas. Nós planejamos tudo juntos, e então nós editamos os textos um do outro, e aconteceu de, várias vezes, no final, nós nem mesmo lembrarmos quem escreveu aquilo primeiro. Nós tivemos discussões sem fim sobre tudo o que acontecia em Engelsfors; que tipo de música os personagens gostariam, o que eles pensavam dos seus pais, como a mágica funcionaria, como o universo surgiu. Nós discutimos cada palavra dos livros – e são muitas palavras. Aqui tem um post do blog que nós escrevemos especificamente sobre escrever juntos.
E para finalizar a entrevista, mostramos à eles um cosplay que o nosso escritor Arthur fez do personagem Elias, mas a pedido dos próprios autores, não postaremos a foto. Os interessados em vê-lo, podem entrar em contato conosco, mas só se não forem sensíveis!
E essas perguntas só nos deixaram mais ansiosos para a continuação da série, Fire, que deverá ser publicada no Brasil pela Editora Intrínseca, ainda sem previsões concretas. Gostaram da nossa entrevista e da proposta dos autores? Deixem um comentário e compartilhem-na em suas redes sociais!
No atual contexto de vida moderna em que estamos inseridos, não é incomum ouvirmos as pessoas clamarem por mais qualidade de vida e formas de atenuar a tão propalada “correria” do dia a dia e todo o stress dela advinda.
Pois então, por que não se permitir a embarcar em uma agradável viagem literária para lhe propiciar alguns bons momentos de leveza, de enlevo e de descobertas?
O Artesão das Palavras se propõe justamente a oferecer-lhe isso: ou seja, um escape consciente desta condição desgastante e, acima de tudo, um resgate de valores e princípios que valorizam a natureza humana e nos edificam, os nossos sentimentos mais profundos e o respeito pelo próximo.
Artesão das Palavras: um livro escrito para o leitor e pelo leitor Por Jana Lauxen
Já li muitos livros de crônicas, dos mais diferentes escritores, das mais distintas nacionalidades. E algo que percebi, em grande parte deles, foi a forma impositiva e até agressiva de alguns autores ao apresentar suas ideias e opiniões. Como se, quem pensasse diferente, não fosse digno sequer da honra de lê-los; que dirá de ter do escritor respeito e consideração.
Este detalhe sempre me incomodou em obras que compilam crônicas. Pois acredito que o papel do escritor é levantar temas importantes, sim, e dar sua opinião também, é claro; mas nunca impor suas ideias e percepções ao leitor de maneira impetuosa e quase violenta, coagindo-o a engolir seus pensamentos, mesmo que na marra. Sob o meu ponto de vista, a intransigência em suas opiniões apenas afasta o escritor de seu principal objetivo: tocar quem se dispõe a ler sua obra, e fazer de fato diferença em sua vida.
Por isso, foi com certa ressalva que iniciei a leitura da obra Artesão das Palavras, do escritor paulista Luiz Valério de Paula Trindade (www.luizvalerio.com.br), que reúne crônicas versando sobre os mais variados temas cotidianos, como felicidade, escolhas, inspiração, lágrimas, beleza, vida digital, envelhecimento.
No entanto, o que encontrei nas 122 páginas que integram sua obra foi um escritor que soube, como poucos, desenvolver empatia pelas pessoas, pelos leitores, e pelos problemas e questões que os afligem. E foi por conta desta empatia e desta sensibilidade que a obra Artesão das Palavras me conquistou já nas suas primeiras páginas: ela nada impõe; apenas apresenta, e assim alcança a façanha de estabelecer com o leitor um diálogo consistente e interessante.
Luiz Valério de Paula Trindade não escreve para si mesmo, com o único objetivo de convencer-se do que diz, ou de reafirmar suas convicções. Muito menos tenta persuadir o leitor, impondo contundentemente o que acredita e o que deixa de acreditar. Pelo contrário. Fica claro que seus textos foram construídos para o leitor, mas, principalmente, pelo leitor. E talvez venha daí a impressão de que, ao invés de apenas engolir as opiniões do autor, conversamos com ele.
Há, ainda, uma certa humildade e benevolência na forma como Luiz Valério apresenta suas opiniões, sempre deixando um espaço para contestações e novos pontos de vista, o que demonstra uma personalidade literária alicerçada pela percepção e compreensão das aflições humanas, que fazem parte de todos nós.
E é por isso que seus textos não terminam após o ponto final. Eles continuam a crescer e florescer na cabeça do leitor, permitindo que estes cheguem a novas conclusões, acrescentando e enriquecendo o texto original.
Ademais, existe um otimismo perseverante que permeia toda a obra. Todavia, não se trata de um otimismo fantasioso, irreal e oco, mas um otimismo que nasce da observação do próximo, e da maneira como interpretamos e digerimos a vida que complica-se e descomplica-se para todos nós, dia após dia.
No entanto, não se engane! Nada de confundir a obra Artesão das Palavras com um livro inocente e ingênuo, beirando a autoajuda. Nada disso! Luiz Valério não foge de temas mais complexos e indigestos, como as relações virtuais que estabelecemos, e que parecem sobrepor-se aos nossos relacionamentos reais e cotidianos; o materialismo; a busca frenética, dolorosa e irracional pela perfeição; e até a maneira cruel como, muitas vezes, julgamos a vida e os outros pela embalagem. O autor ainda realiza uma crítica social sobre os nossos comportamentos e atitudes enquanto cidadãos, e parece não temer quem discorda ou pensa diferente. Ao contrário: chama-os para a conversação.
É, aliás, impressionante como o autor conseguiu reunir em sua obra temas de cunho tão diferentes, capazes de tocar e interagir com pessoas de personalidades distintas e até opostas.
Luiz Valério, sem dúvidas, é alguém capaz de analisar e interpretar a vida de maneira singular e generosa, e – mais do que isso – de transpor estas ideias para o papel de forma clara, objetiva e criativa, permitindo alcançar leitores tão diferentes quanto os temas que abordou em seu livro de estreia.
É visível e perceptível o esmero e o cuidado do autor ao escrever cada texto. E talvez seja justamente por isso que seu livro chama-se Artesão das Palavras. A ideia de artesanato contrapõe o conceito de produção em série, irracional e automatizada, acelerada e superficial que, infelizmente, percebe-se em muitas das obras literárias que vemos atualmente. Como se não houvesse tempo para refletir, apenas para escrever. Por conta disso, todos os dias temos acesso a textos que, claramente, não passaram por qualquer avaliação crítica do próprio autor, e onde as palavras parecem apenas despejadas no papel, sem nenhum aprimoramento.
Artesão das Palavras não se trata de um livro bruto. É, sim, um livro profundo, cuidadosamente trabalhado, lapidado e refinado. Uma obra que conversa com o leitor, e cria com ele uma conexão imediata. Como quando conhecemos um novo amigo, e de cara sentimos aquela empatia intensa e concreta.
Empatia esta que só nutrimos por alguém capaz de nos entender, de nos compreender, e de fazer crescer e desenvolver o melhor da nossa personalidade.
Resenha escrita por Jana Lauxen e recebida via e-mail
Jana Lauxen tem 29 anos e é escritora, autora dos livros Uma Carta por Benjamin (2009)e O Túmulo do Ladrão (2013).
Página na internet: www.janalauxen.com
Autores como Julian Barnes, Margaret Atwood, Ian McEwan, Ken Follett, Will Self e Zadie Smith estão lançando um leilão para arrecadar fundos para a fundação Freedom from Torture. Ao todo, 17 escritores venderão direitos para que os compradores tenham seus nomes incluídos em futuros romances. O evento acontece no dia 20 de novembro, em Londres.
A fundação Freedom from Torture, que trabalha dando apoio a sobreviventes de tortura, tem Barnes (“Do outro lado da mancha”) como um de seus representantes. Foi ele quem lançou a ideia.
Tracy Chevalier (“Quando os anjos caem”, “Moça com brinco de pérola”) e Margaret Atwood (“O assassino cego”) já sabem quais serão os personagens nomeados. Chevalier precisa de um nome feminino para uma personagem durona, dona de uma pensão. Já Atwood pode incluir a aparição no romance que está escrevendo ou em sua reeleitura de “A tempestade”, de Shakespeare.
A venda de direitos de nome já foi feita antes. Stephen King criou um personagem em “Celular” e dois fãs pagaram juntos US$40 mil para entrar na saga de “Game of Thrones”, de George R. R. Martin.
A Lionsgate, em parceria com o Google, lançou uma websérie sobre Jogos Vorazes para promover o penúltimo filme da série, “A Esperança – Parte 1”.
District Voices é a última campanha para promover o filme Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, franquia que até agora já arrecadou mais de 1,5 bilhões de dólares nas bilheterias do mundo todo. De acordo com a produtora, a websérie terá cinco episódios que serão postados no YouTube e funcionarão como uma “janela” para o mundo de Panem.
Cada um dos cinco episódios foi criado por um canal diferente cujo conteúdo se enquadra dentro das atividades de um setor específico nos distritos de Panem. Os vídeos foram produzidos e filmados pela equipe do YouTube LA, de Los Angeles e serão apresentados como parte da programação da Capitol TV, rede de televisão sancionada pelo governo da Capital.
District Voices pode ser vista diretamente no site da Capital e também pelos canais no YouTube.
Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 tem estreia no Brasil marcada para o dia 19 de novembro, um dia antes da estreia mundial.
AMIGOS E INIMIGOS. PERIGO E MAGIA. MORTE E VIDA. A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar. Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior… mas falha em seu plano de falhar. Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro. Magisterium – O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.
Desde que foi anunciado uma série escrita pela Cassandra Clare e pela Holly Black juntas, fiquei animado para ler. Duas das melhores escritoras fantásticas, juntas para escrever uma história do mesmo gênero. Não poderia esperar nada menos que maestria, certo? Certo.
O Desafio de Ferro, conta a história de um garoto chamado Callum Hunt, que não é um garoto popular, ou bem visto na escola ou na vizinhança. Todos o tacham como o louco, o esquisito. Mas tudo muda quando ele é obrigado a participar do Desafio de Ferro, uma espécie de teste para a escola de magia Magisterium, que não aceita todos aqueles que possuem poderes mágicos – os magos -, somente os melhores entre os melhores. Mas Call não quer entrar na escola. Ele sente repulsa pela magia, assim como seu pai.
Com um prólogo misterioso, a história se ambienta de maneira gradual, contando com detalhes o exterior e a visão introspectiva de um garoto que possui alguns traumas passados, que são alimentados por um pai, que por mais que ame seu filho, é distante.
Seguindo os conselhos de seu pai, Callum faz de tudo para falhar no Desafio de Ferro. Uma série de testes mágicos, que envolve desde textos teóricos sobre magia, até levitações de folhas de papel. Mas o garoto não precisa se esforçar muito para falhar. O desastre é iminente em todas as provas às quais ele é submetido, chegando, inclusive, a perder pontos na grade final, quando os mestres – os magos “professores” – avaliam os aplicantes para a Magisterium, pela primeira vez na história da escola. Nunca ninguém havia perdido pontos antes.
O Fogo quer queimar;
A Água quer fluir;
O Ar quer se erguer;
A Terra quer unir;
O Caos quer devorar.
A sensação de falhar não é boa, mas Call está consciente de que seguiu tudo o que seu pai disse, e nem precisou se esforçar para isso. Com certeza, não seria chamado para o colégio, depois de estragar tudo, várias vezes. Ele até fica despreocupado, quando o primeiro mestre começa a escolher seus aprendizes, somente os melhores… e Callum está entre eles.
É então que começa o frenesi de Alastair Hunt, pai do garoto, que inicia uma resistência e é retirado a força do hangar onde ocorreram os desafios. Mais uma vez, a fama de louco volta a rondar sua existência.
Nesses momentos, vemos que Callum é apenas mais uma criança, insegura, que necessita de bases sólidas para se desenvolver. Percebemos suas dúvidas e medos, que não éramos acostumados a ver nas narrativas de Cassandra Clare, já que a maioria de seus personagens são adolescentes ou adultos, mas que com certeza, já vimos com perfeição em alguns dos livros de Holly Black.
Depois do Desafio de Ferro, Call então se torna um aluno regular da Magisterium e é nesta parte que se inicia o clímax contínuo que a narrativa apresenta. As lutas internas para conseguir fazer amizades e mantê-las por perto, não desapontar aqueles que, pela primeira vez, ficaram interessados por ele… Nada é tão fácil como aparenta. Mas também, nada é tão medonho quanto o modo como o pai de Call falava. Será que tudo seria uma mentira, um egoísmo de Alastair para não viver sozinho?
Um de vocês irá falhar. Um morrerá. E o outro já está morto.
As aventuras são cativantes, o medo é paralisante e a amizade é a chave de tudo do que acontece e o que aguarda. Vemos todo um processo evolutivo, entre Call, Tamara e Aaron, os aprendizes do melhor mestre da escola, que se tornam cada vez mais próximos. Como dizia J.K. Rowling, em algum trecho de Harry Potter, “existem coisas que não é possível fazer sem as pessoas gostarem umas das outras”.
A narrativa de Black e Clare é leve, mas apresenta profundidade de maneira incomparável. Com semelhanças notáveis a Harry Potter, as autoras criaram uma mitologia própria em cima de coisas simples, como a natureza e seus elementos. É como se fosse real, algo escondido dos olhos humanos não mágicos.
Com um final digno de aplausos, totalmente surpreendente, deixo aqui minha indicação para todos os amantes dessa ramificação da literatura fantástica, sei que vocês não se arrependerão da leitura. E, aos Potterheads, peço que deem uma chance ao livro antes de comentarem qualquer coisa sobre as semelhanças. A maioria das publicações atuais são produzidas pela geração fruto da J.K. Rowling, grande precursora de todas as grandes árvores que estão crescendo agora – e gerando tais frutos.
Magisterium é uma obra real, que consegue te passar todas as angústias de um garoto que evolui de criança sem alicerces para um adolescente que um dia virá a ser uma grande fortaleza – desde que continue fiel aos seus próprios ideais.
Um feto conta, a partir de uma carta anônima, o drama da mãe que, aos 15 anos, vê-se aprisionada num convento da capital, um mês após ser violentada.
Romance baseado em uma nota (notícia) de jornal, o autor cria uma narrativa densa, envolvente e instigante, permeada de suspense, mas sem perder a sensibilidade ao retratar o drama de uma adolescente nos Anos Dourados.
Abandono, tristeza, decepção e perigos marcam a trajetória de mãe e filho, tragicamente separados ainda na maternidade. Até onde iria uma mãe, desenganada pelo próprio pai, para reencontrar o filho?
Mademoiselle Zaira, fala de temas difíceis e profundos: violência sexual, abandono, rejeição, vingança, preconceito, fidelidade, amor…
Saiba um pouco mais sobre o autor, Mário Vicente:
Brasileiro, divorciado, jornalista, publicitário e escritor, nasceu em 05 de dezembro de 1960 em Cascavel, oeste do Paraná. Filho de um amante da música e do futebol, Santos Vicente (morto em 2001), que sustentava a família com sua oficina mecânica para bicicleta, motocicletas e também acordeon, e de Alvina Versino (aposentada). Mário tem uma filha, Aloha Bazzo Vicenti, pela qual alimenta um amor incondicional, um sentimento que transcende toda e qualquer dificuldade e que o leva a valorizar cada momento vivenciado na comunhão familiar, juntos ou mesmo distantes.
Na infância, Mário queria ser músico. Contagiado pelos dotes artísticos do pai, compunha, em seus cadernos escolares e em papeis que entregava ao pai, letras e poemas para serem musicados, sem nunca ter tido um resultado efetivo, apesar de suas boas intenções. Mais tarde, alimentou o sonho comum a muitos meninos: ser jogador de futebol. Conseguiu, aos 11 anos, um teste no Atlético Paranaense em Curitiba, mas foi barrado na última hora pelo próprio pai, que o queria estudando em Cascavel para ser engenheiro civil, como também para ajudar a cuidar da primeira irmã, Rosangela. Aos 13 anos, foi morar com uma tia em Blumenau – Santa Catarina, onde passou dois anos de sua adolescência entre o futebol e o trabalho numa pequena tipografia de um parente.
Aos 15 anos, trabalhou no jornalismo, quando foi assistente de fotografia de um dos primeiros jornais diários de Cascavel, no Paraná, na década de 70. O autor já escreveu uma peça de teatro amador nos anos 80: Nossa vida leviana, a qual falava sobre drogas e aborto. Publicou seu primeiro livro, de crônicas e poesias, “Natureza clandestina”, em 1987, com prefácio de Ignácio de Loyola Brandão.
Enquanto amadurecia sua veia literária, buscou novas experiências para se fortalecer e adquirir conhecimentos como pessoa e como profissional. Fundou, juntamente com outros escritores e pessoas ligadas ao mundo artístico da cidade, o MOLICA – Movimento Literário Cascavelense, em 1987. Foi sócio-proprietário de um jornal para o segmento automobilístico em São Paulo, capital, entre 1988/89 até decidir sair do país após o choque econômico da gestão presidencial Collor de Mello.
O autor viveu por quatro anos, no início dos anos 90, em Los Angeles, na Califórnia, onde teve oportunidade de fazer contatos para uma breve incursão no cinema, auxiliando em roteiros e aprendendo fotografia cinematográfica e retomou seu contato com o escritor Ignácio de Loyola Brandão, trocando cartas que o auxiliaram na construção de um ideal: seguir a carreira de escritor.
Retornando ao Brasil, escreveu e gerenciou uma revista regional, em Cascavel, ao longo de um ano. Em 1995, assumiu a assessoria de imprensa e marketing de uma das maiores Cooperativas do Brasil, a Copacol, na qual trabalhou por 11 anos e desenvolveu toda a estratégia de marketing da empresa, colocando-a em constante evidência no cenário nacional dentro do segmento frango. Nesse período, o autor também escreveu, dirigiu e produziu todas as campanhas da empresa para a televisão, em película (35mm), quando dirigiu pessoas famosas: o humorista Geraldo Magela, o ceguinho de Belo Horizonte, a ginasta Daniele Hypólito, o goleiro Taffarel para citar alguns dos mais conhecidos. Escreveu todos os jingles e o hino da empresa, usado formalmente nos eventos internos da cooperativa.
Ainda na empresa, Mario decidiu montar seu próprio jornal no interior do estado, o jornal Integração, em 2004. Nesse mesmo ano, assessorou na produção e coordenação de campanha de um candidato a prefeito da cidade de Cafelândia.
Por curiosidade, inquietação e constante busca por aperfeiçoamento, Mario viajou para vários lugares dentro e fora do país, onde aprendeu a olhar para as pessoas considerando as diferenças, relativizando e valorizando cada cultura, procurando se despir de preconceitos e melhorando sua forma de ser humano.
Em 2007, resolveu fazer um ano sabático. Saiu da empresa (cooperativa) para fazer os 800 quilômetros do Caminho de Santiago da Compostela, o qual se inicia na França e passa pelo norte da Espanha. Essa foi uma atitude determinante em sua vida e carreira, um rito de passagem que o marcaria de forma indelével. Depois da caminhada, ele escreveu seu primeiro romance: “O homem que chorava”, publicado de forma independente em 2008, quando vendeu cerca de 800 exemplares. Foi quando decidiu apostar definitivamente na carreira de escritor, mantendo seu jornal como base de apoio e sustentação, para poder, finalmente, dedicar-se à literatura.
O autor é formado em economia pela UNIOESTE, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, pós-graduado em marketing e propaganda pela Univel e tem um MBA em Cooperativismo pela FGV.
Em 2011, escreveu, sob encomenda, o livro comemorativo da Copacol: Copacol: 50 anos na vanguarda do cooperativismo, lançado em fevereiro de 2013 com tiragem de 10 mil exemplares. Em 2013, também escreveu a história do Sicredi: Sicredi Nossa Terra 25 anos, lançado em março de 2014.
Mario Vicente lançará, muito em breve, com satisfação e entusiasmo, o seu quarto livro e o segundo de ficção: Mademoiselle Zaira, o qual levou o autor a fazer pesquisas numa cidade litorânea, instigado por uma nota publicada em jornal que lera há alguns anos sobre o caso de uma menina violentada na época do carnaval de 1957. Foram mais de dois anos até finalizá-lo, além das pesquisas científicas sobre regressão e seus diferentes métodos para validar seu personagem e a narrativa peculiar, sob a perspectiva do feto.
Se interessou por Mademoiselle Zaira? Leia um pequeno trecho exclusivo do livro!
Em sua efêmera juventude, nossa involuntária união transforma a vida dela em um mar de angústia e revolta. Por isso, a aprisionaram nas muralhas da fé, distante de sua terra natal e sem que entendesse a nódoa que acabou com sua dignidade, deixando o desespero tomar conta dela a ponto de aumentar a dimensão de seu problema: eu, que estou nessa redoma líquida tal como uma sentinela do conflito, sobrevivendo às suas fracassadas tentativas de abortar nossa insólita jornada.
Sinto sua raiva homérica, porém não entendo essa voz plangente que assombra minha alma e não aceito entregá-la sem qualquer resistência, à mercê do destino, pois ainda há um sopro de esperança no fino fio de vida que nos une. Tento me aninhar nesse ambiente angustiante, onde às vezes me confundo em pensamentos, quando frio e calor se misturam em uma estranha sensação e todo movimento soa aterrorizante, ligando o sinal de alerta que por duas vezes nos fez despertar de um grande pesadelo.
No primeiro deles, quando era um embrião e ela nem me sentia; tudo aconteceu tão rápido que só reagi minutos depois. Na rotina de nosso alimento, absorvi o fel de sua ira em uma transfusão barulhenta de vários movimentos que, naquele momento, imaginei monstros navegando em um mar amargo de ideias alucinantes, seres que criavam asas, abriam-se presas e fumegavam nos olhos um fogo que incendiava o âmago da existência. Então me revirei em protestos e tentei dar chutes, gritava sem parar e, em um ímpeto de susto, arregalei os olhos marejados de medo. Por sorte, um anjo da guarda surgiu e os movimentos bruscos cessaram; acalmei-me ao ouvir uma voz abafada confortando mamãe. Nesse instante, deixei-me levar pela sublime harmonia.
Não bastasse essa desesperada tentativa de ela dar fim à própria vida, dias depois, era eu quem testava os limites da sobrevivência. Tomado por um sentimento estranho, quis brincar com minha insignificante existência de apenas quatro meses imaginando que pudesse acabar com o sofrimento em nosso elo vital. Foi quando imaginei aquele cordão que nos unia, dançando à minha frente, feito uma serpente venenosa e, sem um pingo de medo, criei coragem para enfrentá-lo. Apertei-o com minhas minúsculas mãos, na ânsia de cessar a passagem de oxigênio e mergulhar em um sono eterno, até que me dei conta do livre-arbítrio e escolhi seguir em frente, mesmo sem saber o que o destino reservaria para nós.
Nossa vida foi demasiadamente conturbada, principalmente porque mamãe foi internada em um convento da capital, a mando de sua abastada família da cidade de Sollares, largando para trás o belo litoral de sua adolescência perdida. Apesar de todo o dilema que se formava, sobrevivi absorvendo qualquer tipo de sentimento em seu imaculado ventre, o qual um dia fora manchado pela força bruta e pela covardia humana.
Foi assim durante oito meses e, além das tentativas forçadas de romper nosso cordão umbilical, depois, quando nasci, nossa vida ficou ainda mais tortuosa, serpenteando pela inércia do destino em caminhos paralelos por longos dezoito anos.