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Cultura, Livros, Novidades

Encontro de livreiros da Sextante

Fundada em 1998 por Geraldo Jordão Pereira, filho do editor José Olympio, e seus dois filhos, Marcos e Tomás, a editora Sextante tem como objetivo a publicação de livros que proporcionem o crescimento humano, com obras infanto-juvenis, de ficção e não ficção, autoajuda e negócios e de referência, assim como alguns títulos de arte. Em 2011, criaram a editora Arqueiro para a publicação de livros de ficção e fantasia. O nome foi escolhido pelos editores em homenagem ao pai que, segundo eles, como um praticante de arco e flecha, “tinha a capacidade de enxergar longe e acertar o alvo”.

Marcos e Tomás mostrando o logo criado em comemoração aos 20 anos da editora

Dia 03 (terça-feira), às 9 da manhã, no Cine Reserva Cultural da Avenida Paulista, aconteceu o evento de início de ano da editora Sextante que é muito comum entre as editoras e é aberto somente para

dona Regina

livreiros e profissionais da área, como nós blogueiros, para divulgar os lançamentos do ano. Podemos dizer que a Sextante está com um ano recheado de lançamentos para todos os gostos, inclusive no selo Estação Brasil que valoriza nossos autores nacionais. O evento ainda contou com a participação especial da dona Regina, mãe de Marcos e Tomás, que compartilhou uma mensagem de amor sobre o verdadeiro significado da Páscoa e do publicitário Washington Olivetto que lança sua primeira autobiografia pelo selo Estação Brasil, que é uma grande aposta da editora para este ano.

Washington Olivetto

Washington Olivetto compartilhou com todos as histórias que traz em seu livro, assim como algumas curiosidades sobre sua vida pessoal, mas não quis falar sobre o sequestro que sofreu em 2002. Uma das histórias contadas pelo publicitário e que está detalhada em seu livro é sobre a festa dada no porta aviões da marinha brasileira em uma tentativa de mostrar que a marca de chinelos Rider é legal. Ele também contou sobre seus fracassos, como quando o banco Itaú perdeu vários clientes devido a um slogan inventado por Olivetto para um evento do banco em uma hípica: venha ver os ricos caírem do cavalo. Pelo visto, os ricos não acharam muito engraçado. Depois de algumas perguntas e muito bom humor, o evento foi encerrado com a entrega de um kit com os dois carros chefe da editora para esse ano: o thriller bestseller do The New York Times A mulher na janela e Direto de Washington, a autobiografia de Washington Olivetto.

Kit entregue aos livreiros

Nos lançamentos da Sextante para 2018, além dos já citados A mulher na janela e Direto de Washington, podemos destacar Volta para casa, do Harlan Coben, que, depois de 5 anos sem escrever nenhum livro da série Myron Bolitar, brinda os leitores com um suspense explosivo, como só o seu talento pode criar. Também tem uma novidade, no mínimo, surpreendente. A Arqueiro irá publicar uma obra póstuma de Michael Crichton, autor de Jurassic Park, que depois virou o filme dirigido por Steven Spielberg, intitulada Dentes de dragão. Não foram liberados muito detalhes, mas sabe-se que o livro foi achado no meio das coisas do autor após sua morte e os editores da Arqueiro resolveram apostar na obra.

A série Outlander continua com o 6º volume, Um sopro de neve e cinza, além da publicação dos volumes anteriores com a capa da série da TV. Lucinda Riley lança O segredo de Helena e temos A luz que perdemos, de Jill Santopolo, um romance impactante ao estilo de Um dia e Como eu era antes de você, e que, aliás, foi escolhido como leitura do Clube do livro de Reese Whiterspoon. Nora Roberts vem com tudo com mais uma trilogia cheia de mistério e magia. Os Guardiões será lançada ao longo do ano com Estrelas da Sorte, Baía dos Suspiros e Ilha de Vidro.

Uma proposta e nada mais e Um acordo e nada mais, de Mary Balogh, são os dois primeiros volumes da série Clube dos Sobreviventes, que promete enriquecer o acervo já muito conhecido de romances de época da editora. Assim como, Um sedutor sem coração e Uma noiva para Winterborne, ambos da consagrada Lisa Kleypas, que já brilha no catálogo da Arqueiro. Falando em autores consagrados, Nicolas Sparks marca sua presença com Every Breath, e Colleen Houck traz Tiger’s Dream, o quinto volume da Saga do Tigre.

Como é tradição da Sextante, os livros de cultura e bem estar também brilham em 2018. Bela Gil lança seu primeiro livro pela editora com Bela Maternidade, contando sua trajetória desde a gravidez até a introdução da alimentação com seus dois filhos. De forma leve, a apresentadora conta suas experiências e suas próprias pesquisas na área, trazendo também alguns depoimentos de especialistas da área. Em parceria com a série The School of Life, temos os dois primeiros livros, Calma e Relacionamentos, dois livrinhos pequenos e compactos que trazem dicas simples para serem adotadas no dia-a-dia. Também em parceria, a Sextante traz uma série de livros da Harvard Business Review para quem quer dominar mais a área de gestão de pessoas e políticas de trabalho, mas não é um especialista da área. Sim, a série traz uma linguagem simples e acessível para que todos consigam entender.

A aposta para o dia das mães é um livro interativo que é mais do que um presente, é uma caixinha de memórias. 50 coisas sobre minha mãe traz espaços para personalização para que cada mãe ganhe um livro único cheio de memórias da infância do filho e recadinhos fofos, o que torna o livro um presente muito especial. Outra aposta da editora é o lançamento do livro Me poupe!, da criadora do canal do Youtube Me poupe!, Nathalia Arcuri. A ideia é falar de finanças e economia para jovens com muito bom humor e exemplos práticos, e as expectativas estão grandes.

Como dá para ver, o ano da Sextante/Arqueiro/Estação Brasil vai ser bem agitado. Esperando algum desses lançamentos? Já leu? Quer compartilhar com a gente? Conta aqui nos comentários!

Livros, Resenhas

Resenha: O Duelo dos Imortais, Colleen Houck

O Duelo dos Imortais é um livro prequel da série Deuses do Egito, isto é, se passa antes da história principal desenvolvida na série. É curtinho, e por isso talvez não haja muito sobre o que falar dele. Não interfere na leitura original, não tem spoilers, então é bem legal se você quiser começar por ele ou se quiser le-lo sozinho. Amo prequéis principalmente por isso.

Não li Deuses do Egito, mas comecei o primeiro livro, então sou um pouco situado na história. Mas, como esse livro não tem nada a ver com ela, é tranquilo de ler.

O Duelo dos Imortais, nos mostra a história de quatro irmãos deuses do Egito, Osíris, Néftis, Seth e Ísis, que ajudam o grande deus Amon-Rá (o Sol) a governar a terra. Exceto Seth, que quase não tem poderes, e mostra aquela velha narrativa do patinho feio tentando encontrar o seu lugar no mundo, descobrir qual é o seu talento, enquanto seus irmãos já estão a plenos pulmões se desenvolvendo.

Eu sou totalmente fascinado pelo Egito e por toda a mitologia, e apesar de não conhecer as histórias a fundo, eu amo o jeito que a Colleen escreve, misturando fantasia dela com a realidade mitológica, muito parecida com um Rick Riordan melhorado. O ponto alto desse livro, é o amor, já que deuses não podem ficar juntos, nem se apaixonarem. E Seth é obcecado por Ísis, que por ser a deusa da criação, tudo o que quer é se casar com seu amor e lutar contra o que for preciso para isso. Mas ela, só tem olhos para Osíris, assim como raiva e inveja, por ele ser o queridinho.

Mas o jogo vira, e o livro mostra uma história repleta de erros, vinganças, julgamentos, o poder de fazer o que quiser fazer, coisas mundanas acontecendo também entre os seres mais poderosos do mundo, os deuses. É muito legal de ver que são coisas naturais e intrínsecas a qualquer tipo de vivência e relacionamentos, seja entre humanos, deuses, semideuses… Algo que Riordan já havia nos provado no passado, através da mitologia grega (exceto pelo fato que ele não soube a hora de parar, sorry Rick. Espero que Houck saiba).

Particularmente, acho que estamos vivendo um momento riquíssimo de jovens interessados e sabendo sobre mitologias, mais do que nunca. Na minha época de escola, eu sofria tentando aprender história, e hoje, após ler Percy Jackson, eu vi que é tudo mais simples do que pensei. Colleen faz a mesma coisa agora, mas com a mitologia egípcia (que eu considerava mais fácil porque amava, mas nem todos os meus colegas eram assim). Isso é incrível.

Enquanto existem pessoas querendo tirar a disciplina da obrigatoriedade, existem outras contribuindo para que as crianças e jovens aprendam de maneira descontraída e verdadeira (além da decoreba) e ainda se interessem por isso. Agora, se me dão licença, vou voltar a ler Deuses do Egito porque esse prequel só alimentou a minha vontade que confesso, estava adormecida.