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Resenha: Talvez você deva conversar com alguém, Lori Gottlieb, o livro preferido de todos os tempos
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O meu livro preferido de todos os tempos!

Essa postagem vai ser um pouco diferente das habituais porque vim falar para vocês sobre o meu livro preferido de todos os tempos (até o presente momento).

Fui convidado pelo pessoal da mybest Brasil, um site de recomendações de produtos e serviços onde é possível encontrar guias de compra completos preparados com a ajuda de especialistas, rankings e indicações dos produtos favoritos de influenciadores de diferentes áreas a participar de uma lista com outros influenciadores literários e eleger meu livro preferido de todos os tempos.

Claro que, vocês como ninguém, sabem o quão difícil é escolher um só. Parece um pai escolhendo filho preferido, sabe? Minha primeira escolha era Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, mas ele já tinha sido escolhido, então fui para Talvez Você Deva Conversar Com Alguém (ambos já tem resenha aqui no Beco, viu?)

Eis que depois de aceitar o convite, escrevi uma opinião sobre o livro e o artigo finalmente saiu! Clique aqui para ver o que eu falei do livro e conhecer as indicações dos livros preferidos dos outros criadores de conteúdo.

E para te deixar com vontade de ler, vou deixar um trecho da nossa resenha aqui:

Talvez você deva conversar com alguém é um livro que fala de Lori, a escritora. Ela é terapeuta. Logo de início, começamos a conhecer alguns de seus pacientes pela ótica dela e o que ela sente enquanto está os atendendo. Para quem faz terapia, é como ver o outro lado da moeda. Vemos Lori tentando compreender o que o paciente está falando, tentando ter empatia, tentando separar e afastar aquilo que é seu e o que não é… Um grande trabalho, que requer muita concentração. Ao mesmo tempo, Lori também é paciente de outro terapeuta, o Wendell. E nesse ponto, conhecemos as questões que ela tem e que ela trabalha em sua análise.

O livro permeia por mais de quatrocentas páginas dessa forma. Lori vendo seus pacientes semanalmente, com suas idas e vindas, e indo para Wendell, tratar suas próprias questões. Para quem é adepto da análise, Talvez você deva conversar com alguém é um prato cheio. Enquanto Lori ouve seus pacientes, nós nos encontramos nele e nas intervenções que ela dá. Eles parecem um pouco nossos pacientes também (ou talvez só me pareça isso porque sou psicanalista), ao mesmo tempo em que nos sentimos um pouco eles, um pouco elas. Será que é por isso que o subtítulo consta “uma terapeuta, a terapeuta dela e a vida de todos nós”? Provavelmente sim. É um livro que mais parece um espelho… Continue lendo

Dia Internacional da Síndrome de Down: como a literatura pode servir de instrumento para falar sobre inclusão e diversidade
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Dia Internacional da Síndrome de Down: como a literatura pode servir de instrumento para falar sobre inclusão e diversidade

Hoje, dia 21/03, comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down, data promovida pela Down Syndrome International e celebrada desde 2006, que tem como objetivo exaltar a vida das pessoas com Síndrome de Down e disseminar informações para promover a inclusão de todos.

+ Asperger: Entenda a síndrome e seus sinais mais comuns

O que é a síndrome de Down?

A síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso faz com que as pessoas com síndrome de Down tenham 47 cromossomos em suas células ao invés de 46, como a maior parte da população. De acordo com o último censo do IBGE, existem aproximadamente 300 mil pessoas com Síndrome de Down no Brasil.

A literatura auxiliando no desenvolvimento dos pequenos e na disseminação de informação

Os livros infantis são ferramentas que podem colaborar muito com o desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, seja no acompanhamento profissional ou no dia a dia da família. O estímulo relacionado à ludicidade da literatura pode ser uma ótima forma de desenvolver os pequenos. O hábito da leitura desperta as potencialidades das crianças com síndrome de Down, por meio de livros voltados para a estimulação de diversas áreas, como livros coloridos, lúdicos, sensoriais, interativos e que despertem o interesse. Por isso, é importante que a família introduza o hábito da leitura, desde cedo, em casa, lendo para seu pequeno, colocando-o em contato com os livros e dando a oportunidade de manuseá-los.

Além disso, livros que tratam sobre diversidade e inclusão e com protagonistas portadores de Síndrome de Down, ajudam a introduzir o assunto com crianças e a discutir a inclusão de todas as pessoas desde a primeira infância.

Como parte do projeto da Leiturinha de trazer diversidade e inclusão social para os seus conteúdos, confira abaixo livros selecionados que auxiliam neste debate:

Joca e Dado
Leituras como a de Joca e Dado são ideais para conversar com as crianças sobre inclusão. Você sabia que as personagens são inspiradas em pessoas reais? Além disso, as ilustrações do livro Original Leiturinha foram feitas por um estúdio com profissionais diversos. Dentre eles, pessoas com Síndrome de Down. Inspirador, não é mesmo? Converse com seu(a) pequeno(a) sobre as infinitas possibilidades que todos nós temos como pessoas. Além disso, incentive que ele(a) interaja com as atividades ao final do livro. Que tal brincar com Joca e Dado em outras histórias possíveis.

Yunis

Yunis é um menino com Síndrome de Down. Ele adora cozinhar. Faz doces e bolos maravilhosos e os decora com um desenho especial que virou sua marca. Todas as noites ele deixa alguns de seus deliciosos doces na porta de cada criança do seu vilarejo. Mas elas não sabem quem é o responsável por essas coisas tão gostosas e esse ato tão generoso. Elas só descobrirão depois… Yunis é uma história que promove a diversidade e a inclusão, e encoraja a gentileza e a aproximação entre as pessoas!

Não Somos Anjinho

As crianças com síndrome de Down são como qualquer outra criança! Ora estão felizes, ora estão tristes. Por vezes, são amorosas. Em outros momentos, fazem muitas travessuras! Por isso, de maneiras simples e lúdicas, o livro Não Somos Anjinhos desmente algumas crenças bastante difundidas sobre as crianças com síndrome de Down. E revela que, apesar das particularidades, elas são apenas crianças.

Alguém Muito Especial

O livro Alguém Muito Especial conta a história de Tico e China, irmãos que estão aprendendo a conviver. Isso porque, aos poucos, Tico passa a compreender seu irmão e, assim, surge uma bonita cumplicidade entre os dois!

Indicado para crianças a partir dos 8 anos de idade, Alguém Muito Especial é um livro delicado, poético e bastante sensível. Por isso, é uma ótima sugestão para falar com os jovens leitores sobre empatia e inclusão.

Casa de Incertezas: novo livro faz um convite ao autoconhecimento
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“Casa de Incertezas”: novo livro faz um convite ao autoconhecimento

O livro “Casa de Incertezas”, da autora Ana Carla Longo, entrou em pré-venda pela Editora Ascensão essa semana. A obra reúne crônicas e poesias que falam sobre lar e amor-próprio. A proposta da autora é trazer a sensação de acolhimento, através de uma leitura simples e textos curtos. “Esses textos nasceram de diversos momentos da minha vida em que eu precisava me conectar comigo mesma. A escrita vem sendo uma grande aliada nesse exercício de olhar pra mim com mais cuidado e carinho, porque a gente tem a tendência a se cobrar muito. Por isso eu espero que os leitores se sintam abraçados e recebam um convite a fazer o mesmo.”, explica a autora.

+ Resenha: A Elite, Kiera Cass

Ana Carla é jornalista formada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e mestranda em comunicação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Amante da literatura desde que foi alfabetizada, vem estudando em sua pesquisa a representação das mídias nas distopias literárias. Como autora, já organizou também as antologias femininas “Cartas para elas” (2022) e “Sexo Fr(ágil)” (2021), ambas publicadas pela Editora Ascensão.

“Casa de Incertezas” é seu primeiro livro solo e está em pré-venda com frete grátis para todo o Brasil no site da editora até o dia 07/4.

Serial killer aterroriza Rio de Janeiro em novo suspense brutal de Vanessa Guimarães
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Serial killer aterroriza Rio de Janeiro em novo suspense brutal de Vanessa Guimarães

A cidade do Rio de Janeiro é cenário de crimes cruéis em “Os Outros”, novo suspense brutal escrito pela premiada Vanessa Guimarães. Lançado em 2021 pelo Grupo Editorial Coerência, o título traz a detetive renomada Joanna Guivel para mais um caso, mas desta vez envolvendo um serial killer que deixa marcas simbólicas e enigmáticas nos restos mortais de suas vítimas.

+ Resenha: Em Janeiro, Caio Bersot

Corpos multilados com supostas mensagens, são encontrados às margens de lagoas da cidade do Rio de Janeiro. A situação intriga a população e Joanna Guivel sente-se seduzida a solucionar esse mistério, mas sua vida vira de cabeça para baixo quando Sarah, sua sobrinha, desaparece em meio ao caos.

Motivada a deter o assassino e preocupada com as ameaças veladas à sua família, a detetive inicia uma jornada que requer bastante cuidado e passos cautelosos. Desta vez, o que lhe desafia é uma mente doentia e ela precisará de discernimento e perspicácia para digerir a verdade por trás de todos esses crimes.

“Este é um livro para quem gosta de histórias frenéticas e eletrizantes, com cenas que podem revirar o estômago dos leitores”Vanessa Guimarães informa que em meio a  tanta brutalidade o livro nos faz repensar até onde podemos ir por amor. “A obra é composta por várias camadas, e o leitor sentirá cada uma delas por meio das diferentes perspectivas que compõem a narrativa do título”, conclui.

Vanessa Guimarães estreou há 2 anos na literatura e já marcou sua trajetória vencendo o Coerência Choice Awards 2020 como Melhor Suspense com “Beijo de Borboleta”, seu primeiro livro. Já na edição passada com “Os Outros” garantiu o prêmio de Melhor Autor 2021.

Os exemplares estão à venda nas principais livrarias do Brasil e disponíveis na Amazon na versão física e e-Book no Kindle Unlimited.

As 100 primeiras páginas de "Talvez você deva conversar com alguém"
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As 100 primeiras páginas de “Talvez você deva conversar com alguém”

Talvez você deva conversar com alguém é um livro que me pegou de surpresa. De supetão, estava ele lá, entre os mais vendidos quase todas as semanas desde o lançamento. A premissa me atrai, sou terapeuta e uma pessoa que não vive sem uma terapia. Então, comecei a ler e cheguei na página 100 em uma tacada só.

+ Sempre tudo em mim sorri

Como eu provavelmente não vou conseguir uma postagem inteira de “melhores frases” de Talvez você deva conversar com alguém, resolvi fazer essa só com as melhores frases das 100 primeiras páginas do livro, olha só:

As melhores frases nas 100 primeiras páginas de “Talvez você deva conversar com alguém”

“Todo mundo tem um lado simpático, e, para minha grande surpresa, descobri que ela tinha razão. É impossível conhecer as pessoas profundamente e não acabar gostando delas.”

“Sei o quanto parece conveniente culpar o mundo por minhas frustrações, negar meu protagonismo em qualquer papel que eu possa ter na peça existencial chamada minha vida incrivelmente importante.

“Mudança e a perda andam juntas. Não podemos ter mudança sem perda, motivo pelo qual é tão frequente as pessoas dizerem que querem mudar, mas mesmo assim continuarem exatamente iguais.”

“Frequentemente, as pessoas sustentam a crença de que a maioria dos seus problemas é circunstancial ou situacional, ou seja, têm causas externas. E se os problemas são causados por todos e por tudo, por algo alheio a elas, por que deveriam se dar ao trabalho de mudar a si mesmas? (…) Trata-se de um argumento razoável, mas, de maneira geral, não é assim que a vida funciona.”

“Às vezes o inferno somos nós.”

“Se a rainha tivesse culhões, ela seria o rei. Se você passa pela vida cheio de exigências, se não reconhece que o perfeito é inimigo do bom, pode se privar da alegria.”

“Tenho consciência de que as pessoas muito zangadas não são muito acessíveis.”

“A única saída é atravessar. A única maneira de se chegar ao outro lado do túnel é passando por dentro dele, e não o rodeando.”

“Fazer companhia na dor é uma das raras experiências que as pessoas conseguem no espaço protegido de uma sala de terapia, mas é muito difícil dar ou recebê-la fora dali(…)”

“Na compaixão idiota, você evita balançar o barco para poupar os sentimentos das pessoas, ainda que o barco precise ser balançado, e sua compaixão acabe sendo mais nociva do que sua honestidade. As pessoas fazem isso com adolescentes, cônjuges, viciados, até consigo mesmas. Seu oposto é a compaixão sábia, que significa importar-se com a pessoa, mas também lançar-lhe uma amorosa bomba de verdade, quando necessário.”

“As pessoas nem sempre se lembram com clareza de acontecimentos ou conversas, mas se lembram com grande precisão de como se sentiram perante uma experiência.”

“Com o tempo, eles descobrem que, afinal de contas, não estão em guerra, que o caminho para a paz é declarar uma guerra consigo mesmos.”

Três livros que todo fã da série Anne with an E precisa ler
Livros

Três livros que todo fã da série Anne with an E precisa ler

Após ser cancelada com apenas três temporadas, Anne with an E ficou no coração de muitos fãs que até hoje movem ações para alguma produtora assumir a direção da história e renovar por mais um ano. Enquanto esse desejo não se realiza, existem outras narrativas dentro da literatura que esse mesmo público ficará apaixonado em conhecer. Listamos três livros incríveis que todo fã de Anne Shirley precisa ler.

+ Anne With An E continua em Anne de Avonlea

Karol com K
Com onze anos, Karol, que cresceu na Casa do Menor de Sorocaba, foi adotada por dois irmãos de Tatuí, interior de São Paulo, Marilla e Matheus. Chegando à chácara Alfombra Verde, Karol tem pela primeira vez uma família, uma amiga do peito, Diana, que frequenta a mesma escola, e conhece Gilberto, o menino mais bonito e mais petulante da escola. Esse cenário perfeito é distorcido, no entanto, quando uma professora começa a receber cartas anônimas com ameaças e acusa Matheus de ser o autor. Karol, movida pela certeza de que seu querido e inofensivo pai adotivo jamais faria algo assim, encarna o papel de investigadora e se vê em situações inesperadas e arriscadas.

HQ Anne de Green Gables
Animada, Anne Shirley chega à Ilha do Príncipe Eduardo, onde será adotada por Marilla e Matthew Cuthbert. O que ela não sabe é que os irmãos na verdade desejavam adotar um garoto que pudesse ajudar nos afazeres de Green Gables. A jovem, então, encara o desafio de ajudar no dia a dia daquela família, de modo que os dias se passam repletos de aprendizados para a órfã e o casal de irmãos. Será Anne, com sua imaginação fértil e peculiar forma de encarar a vida, capaz de conquistar seu lugar em Avonlea? Depois do sucesso da série Anne with an “E”, prepare-se para se divertir com a incrível história de Lucy Maud Montgomery adaptada para os quadrinhos.

Poliana
A infância sofrida, a perda dos pais e a mudança para a casa da tia, com quem nunca tivera contato algum, não foram capazes de tirar o brilho dos olhos e a contagiante alegria da pequena Poliana. Olhando o mundo sob uma ótica imensamente positiva, a garota contagia crianças e adultos com sua inocência e peculiar presença de espírito. Assim, mesmo diante de grandes adversidades, Poliana ensina com suas ações que há sempre algo como que podemos nos alegrar.

Livros de ficção: 3 títulos que você precisa ler em 2022
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Livros de ficção: 3 títulos que você precisa ler em 2022

O ano está acabando, é comum que façamos listas de leituras para o próximo ano e por isso, queremos te indicar 3 livros de ficção que você precisa dar uma chance em 2022, ou até mesmo no último mês de 2021, se você ainda tiver algum tempo.  A gente sabe que fazer listas de leitura podem gerar um pouco de ansiedade mas, conhecer novas possibilidades e ler indicações de outras pessoas pode fazer com que você conheça novos mundos incríveis (e ainda faça novos amigos para compartilhar o surto que é ler um livro tão bom).

Se você, assim como nós, está buscando inspirações de livros para o ano que vem, dê uma chance para uma dessas nossas indicações de livros de ficção, ou então, para um livro de ficção científica. Dentro da ficção, ele é o gênero que “ataca” o coração, nos faz rir, chorar e até mesmo sentir vontade de jogar o livro pela janela. Veja só nossas indicações:

Ficção romântica (e histórica): Vermelho, branco e sangue azul, Casey McQuiston

Vermelho, branco e sangue azul conta a história de Alex Claremont-Diaz, filho da presidenta dos Estados Unidos, que se tornou o queridinho da mídia norte-americana. Ele é bonito, carismático, leva jeito para a política e quer seguir os passos dos pais (o pai também faz parte da política). Sua família é então convidada para o casamento real de Philip, príncipe britânico, e na festa, Alex precisa lidar com Henry, irmão mais novo de Philip e o queridinho do mundo todo. Sim, sua versão britânica que ele não suporta, ainda mais com as constantes comparações da mídia.

É fato que eles não se dão bem desde o primeiro encontro e não seria diferente no casamento. Após uma série de provocações, os dois acabam caindo em cima do bolo caríssimo da festa e indo parar na capa de todos os tabloides do mundo, quase acabando com a relação diplomática entre Estados Unidos e Inglaterra. A assessoria de imprensa de ambos os lados arquiteta um plano que eles precisam se passar por melhores amigos durante um final de semana. Visitando hospitais de caridade, dando entrevistas, sendo vistos juntos por aí…

Você pode ler nossa resenha completa dele clicando aqui.

Suspense: Verity, Colleen Hoover

O livro é dividido entre duas protagonistas, por um lado temos Verity Crawford, que é quem rouba a cena e dá o nome ao livro. Verity é mostrada através do manuscrito da sua dita autobiografia, através de comentários do seu marido Jeremy, através dos olhos de Lowen e o que ela pensa da autora depois de tudo que leu… Ainda assim, Verity é uma personagem que vai te instigar do início ao fim.

Por outro lado temos Lowen Ashleigh, uma escritora de romances de suspense que vive em Nova Iork mas que é o completo oposto da cidade, é quieta e na dela, quase não sai de casa, não dá entrevistas e não gosta de visibilidade.

Você pode ler nossa resenha completa dele clicando aqui.

Ficção dramática: Os sete maridos de Evelyn Hugo, Taylor Jenkins Reid

O livro começa com a história de Monique Grant, uma jornalista de 35 anos, que agora trabalha na revista Vivant. Seu marido acabou de deixar sua casa, querendo o divórcio e ela acredita que sua vida está em um impasse, apesar de seus sonhos enormes. Em dúvida, ela se questiona onde foi que errou e o que deveria ter feito de diferente. Em meio aos seus monólogos e devaneios, ela é chamada pela sua chefe Frankie, que lhe dá uma notícia um tanto quanto esquisita: a estrela de Hollywood Evelyn Hugo, há muito templo reclusa, queria dar uma entrevista para a revista, mas ela deveria ser a entrevistadora. Monique se questiona, assim como Frankie, afinal, quantos outros jornalistas mais experientes que ela existem na redação? Por que Monique foi justamente a escolhida por Evelyn Hugo, que tem segredos enormes de sete casamentos polêmicos do passado, jamais revelados, quer contar tudo a ela?

Você pode ler nossa resenha completa dele clicando aqui.

E aí, você já leu algum desses livros de ficção? Deixa nos comentários qual você gosta mais!

Dia mundial do cinema: 3 filmes que podem ajudar no Enem
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Filmes

No dia mundial do cinema, conheça três filmes que podem ajudar a assimilar conteúdos para quem vai prestar o Enem

Em 5 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Cinema, a arte que faz muito sucesso entre os jovens e adultos. Além de ser uma forma de entretenimento, pode ser usada também como uma aliada nos estudos para as provas do Enem, que este ano acontecem nos dias 21 e 28 deste mês.

+ Especialista dá dicas de inglês que podem fazer a diferença no Exame Nacional do Ensino Médio 2021
+ Veja autores e períodos literários que caem no exame

Fugindo dos roteiros óbvios, o diretor acadêmico da rede de colégios Luminova, Yan Navarro, indica neste dia mundial do cinema, três títulos e faz uma relação com o conteúdo exigido no exame.

  • Indústria Americana: o documentário, vencedor do Oscar em 2020, está conectado com as disciplinas de geografia e história, especificamente a globalização e o desenvolvimento e transformação das atividades econômicas relacionadas à indústria. O filme mostra os contrastes entre a cultura americana e chinesa durante a abertura de uma fábrica em Ohio, nos Estados Unidos.
  • Nomadland: a obra retrata uma personagem que trabalha como empacotadora em um galpão da Amazon de forma sazonal e busca emprego em outras cidades viajando com seu motorhome pelo interior dos Estados Unidos. Para o Enem, o filme é uma excelente opção, pois apresenta temas relacionados ao neoliberalismo e à geografia econômica, já que aborda importantes momentos da economia neoliberal atual, tendo como referência os Estados Unidos.
  • Os 7 de Chicago: Em 1968 ocorreu um grande protesto em Chicago, local em que acontecia a Convenção Nacional Democrata, contra a guerra do Vietnã. Houve tumulto e violência policial e o governo acusou um seleto grupo de pessoas de conspiração em um julgamento que entrou para a história dos EUA. Para o Enem, o filme está inserido no conteúdo de história da segunda metade do século XX.
O incômodo
Livros

O incômodo: nova tradução de texto clássico de Freud é lançada pela editora Blucher

A editora Blucher acaba de lançar O incômodo, a nova tradução do psicanalista e tradutor Paulo Sérgio de Souza Jr. para o texto clássico de Sigmund Freud Das Unheimliche, de 1919. Além do ensaio de Freud, o volume é composto por dois outros textos, até então inéditos em português: “Psicologia do incômodo” [Zur Psychologie des Unheimlichen, 1906], de Ernst Jentsch e “Das zonas do incômodo” [Aus den Zonen des Unheimlichen, 2016], de Peter-André Alt.

“Os três textos são importantes para a compreensão do termo e da sensação que traduzimos como incômodo. Psicologia do incômodo é o primeiro a tratar desse afeto, e é com Jentsch que Freud dialoga em seu ensaio – às vezes concordando, outras divergindo, em relação ao que é por ele apresentado”, diz Souza Jr.

Já Alt, que é biógrafo de Freud, contextualiza o que estava se passando no movimento psicanalítico quando O incômodo foi escrito. “Nesse período, em que aconteceu o suicídio de um de seus discípulos, pode-se perceber a complexa relação de Freud com os seguidores que ele não conseguia ‘acomodar’, como queria, em sua doutrina. Além disso, foi nessa época que ocorreu a reformulação dos estados europeus após a Primeira Guerra, e, ao menos para Freud, esse sentimento ligado à perturbação da orientação e à estrangeiridade estava presente, como se pode ler em sua correspondência”, conta o tradutor.

Obra de peso – Curiosamente, embora Freud tenha considerado O incômodo um texto menor em sua obra, a história mostrou o contrário, fazendo com que o ensaio se tornasse importante para muitas áreas além da psicanálise: filosofia, artes plásticas, literatura, cinema… O incômodo já havia sido traduzido para o português em outras oportunidades, o que reforça a relevância da obra: primeiro com o título O estranho – traduzido do inglês -, depois O inquietante e O infamiliar, ambos vertidos do original em alemão, como é o caso de O incômodo.

Significado dúbio – Souza Jr. explica que nas traduções anteriores de Das Unheimliche foram utilizadas palavras distintas para se referir ao afeto que é tema do texto, a partir de diferentes perspectivas. O desafio dessa tradução, segundo ele, foi justamente contemplar a sutileza linguística que está em jogo não só no título, mas no texto todo: um meio-termo entre o familiar e o desconhecido, que traz inquietação e interesse, podendo ser sinistro ou carregado de suspense.

Outro ponto importante nessa tradução do ensaio, em que há um diálogo com a língua, foi a necessidade do uso de uma palavra coloquial, que funcionasse bem como adjetivo e como substantivo, como é o caso de incômodo. “Isso porque, embora o texto de Freud seja sobre questões complexas que demandam reflexão, ele se utilizava da clínica para desenvolver a sua teoria – e, assim, fazia uso de palavras cotidianas. É um termo comum, que não atrai grandes suspeitas; e por isso, ao ser desdobrado, é capaz de provocar a sensação que o texto procura descrever”, diz.

O termo em alemão tem muitos sentidos e Freud usou exemplos de diferentes naturezas, como a sensação incômoda de visualizar o mesmo número repetidas vezes ao longo do dia”, explica. “Pode-se pensar o incômodo como um afeto relacionado com o sentimento de desorientação, de não se sentir em casa ou bem acomodado [Heim significa “lar” em alemão], e à situação de suspense – interlúdio entre uma ação e outra, quando ainda se desconhece o que vai acontecer”, explica Souza Jr.

Ele ressalta que incômodo está ligado geograficamente a um não cômodo – ou um lugar fora de casa -, mas também ao que já foi cômodo e cuja lembrança nos atrai na mesma medida em que é perturbadora. “É este o giro freudiano no argumento de Jentsch, ao pensar o in-cômodo como aquilo que está não só fora ou contra, mais no interior do cômodo – Freud falará do útero como a primeira morada, o cômodo primordial, por exemplo.”

Etimologia e clínica – A opção por traduzir Unheimliche como incômodo se amparou numa ampla pesquisa em dicionários da época, sobretudo os mencionados por Freud, e do trabalho clínico do tradutor, que tem formação em linguística. “Freud começa o texto mencionando um verbete inteiro de dicionário. Na tradução, fiz o mesmo a partir de uma série de dicionários portugueses e brasileiros, desde o século XVIII até hoje. A hipótese é que, se Freud precisou usar o verbete de um dicionário, é sinal de que, por se tratar de uma palavra comum, da qual se sabe o significado corrente, interessava listar os seus sentidos mais surpreendentes e pouco convencionais”, diz.

Mas o lampejo da tradução veio da clínica. Freud usava muito de sua clínica para compor seus artigos; da mesma forma, a tradução do título de O incômodo também se deu a partir dela. “Um analisante estava relatando um sonho ruim, mas que não era exatamente um pesadelo, em sua casa de infância. E então descreveu a cena como algo esquisito, sombrio e de difícil compreensão etc. Ele foi usando todos os termos tradicionalmente relacionados ao sentimento de Unheimliche para, no final da descrição, dizer que, resumindo, tinha sido algo incômodo. Estava lá a tradução de unheimlich para o português brasileiro que eu estava buscando, em meio aos cômodos incômodos de uma casa de infância”, diz Souza Jr.

O incômodo inaugura a série intitulada pequena biblioteca invulgar. De acordo com Souza Jr., que também coordena as novas publicações, a coletânea contará com a tradução de textos inusitados e pouco conhecidos da psicanálise. Entre eles estão os escritos de Bertha Pappenheim – paciente documentada pelo médico e fisiologista Josef Breuer, e que ganhou o pseudônimo de “Anna O.”, no livro que ele escreveu com Freud, Estudos sobre a histeria. Embora Pappenheim tenha ficado conhecida como “a paciente de Breuer”, ela foi uma importante líder feminista, atuando fortemente no campo da assistência social e publicando textos de naturezas diversas.

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Sobre o autor: Médico neurologista e psiquiatra, Sigmund Freud foi criador da psicanálise. Ele iniciou os estudos na área a partir da utilização de técnicas de hipnose para o tratamento de pacientes com histeria. Com a técnica, concluiu que a causa da histeria era psicológica, e não orgânica. Mais tarde desenvolveu conceitos como o inconsciente e uma série de teorias da psicanálise.

Ficha técnica:
Título: O incômodo
Autor: Sigmund Freud
Número de páginas: 160
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 40,00
ISBN: 978-65-5506-257-1

diversidade
Livros

4 livros infantis para iniciar o tema diversidade com as crianças

As festas de fim de ano nos remetem a pratos especiais, enfeites, troca de presentes e família reunida. Apesar de cada lar ter a própria tradição para as datas, todos têm algo em comum: a diversidade. Seja na própria composição da família, cor ou crenças, cada uma tem sua particularidade, e é normal que as crianças comecem a observar a própria realidade e a compará-la com outras.

Para ajudar nesse processo, os livros podem cumprir o papel de introduzir novos assuntos, de forma lúdica e adequada a cada faixa etária, de acordo com a fase de desenvolvimento da criança. Por isso, mostrar as diversidades culturais, de gênero, classe e cor, por exemplo, é importante para criar seres humanos mais empáticos, respeitosos e solidários.

Confira os lançamentos que selecionamos para presentear as crianças neste fim de ano. São livros com histórias e ilustrações divertidas, além de valiosas reflexões para toda a família.

Tudo bem não ser igual

O fundo do mar está pronto para mostrar às crianças sobre a beleza do ser diferente. É num mergulho pelo oceano que a psicopedagoga Roselaine Pontes de Almeida dialoga com o público infantil sobre o tema. Quando a arraia, peixe de cauda longa, percebe ser completamente diferente dos amigos, todos mostram que cada ser é único e especial, e está tudo bem ser diferente.
(Preço: R$ 26,00 | 40 Páginas | Onde comprarAmazon)

 

A festa inventada da Luara

Com a chegada do aniversário da Luara, a família monta uma força-tarefa para tornar o dia dela ainda mais animado, com os amigos por perto. Mas, afinal, quem seria o melhor amigo da menina? Todos, cada um com sua particularidade! As ilustrações de Luciana Romão deixam o tema principal em evidência, colocando de lado os estereótipos para trazer a beleza do “ser diferente” em rostos sensivelmente desenhados.
(Preço: R$ 26,00 | 40 Páginas | Onde comprarAmazon)

 

Mãe não é uma só, eu tenho duas!

De forma divertida, a obra traduz para as crianças temas complexos e que ainda são tabus: homoparentalidade e diversidade familiar. Foi escrita sob a perspectiva de um casal de mães – as letrólogas Nanda Mateus e Raphaela Comisso – que buscavam por um livro infantil que representasse a própria família para apresentar ao filho Teco. O lançamento é uma verdadeira ferramenta de identificação e construção de valores.
(Preço: R$ 23,00 | 32 Páginas | Onde comprarAmazon)

 

Robô não solta pum

Ser livre para pensar e soltar a imaginação, independentemente da idade. A obra do renomado músico, ator e multi-instrumentalista brasileiro André Abujamra defende a liberdade de pensamento e concede asas à imaginação de crianças e adultos, com divertidos questionamentos sobre temas triviais do cotidiano, como a origem das palavras “barbante” e “algodão-doce” e dicotomias, como o claro e o escuro, o céu e o mar.
(Preço: R$ 21,00 | 32 Páginas | Onde comprarAmazon)

Mais que proporcionar a união entre as crianças e a família neste fim de ano, as sugestões têm o objetivo de construir momentos inesquecíveis para a criança.