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Crushes, segredos e suicídio são temas principais em “A Teia dos Sonhos”, de Karine Aragão

O que a gente vive nos tempos da escola dura uma vida inteira…

Como uma maneira de eternizar a amizade que as une, Júlia e Laura, duas adolescentes de 16 anos, decidem tatuar uma teia dos sonhos em seus braços. A euforia pela tatuagem exclusiva, desenhada por Júlia, se esvai no dia seguinte, quando a garota recebe a notícia de que Laura havia se suicidado na noite anterior, atirando-se da janela do 13º andar.

Fechei os olhos, porque eu realmente confiava nela. Éramos completamente diferentes e totalmente iguais. Eu, com minha cabeça de velha, segundo ela, segurava Laura na realidade quando ela começava a viajar além do normal. Ao mesmo tempo, ela me fazia enxergar, por várias vezes, que pensar muito antes de tomar uma atitude nem sempre é a melhor escolha. Juntas, estávamos equilibradas.

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A vida de Júlia fica de cabeça para baixo. Ora tomada pela tristeza, ora pela raiva por nem desconfiar de quais teriam sido os motivos que levaram Laura a tirar a própria vida, Júlia se sente enganada – afinal, ao que tudo indicava, a amizade com Laura não era livre de segredos como ela acreditava.

Júlia embarca, então, em uma busca pelos fantasmas que invadiram a cabeça de Laura e a fizeram cometer suicídio, enquanto reflete sobre a própria vida. Em meio a esse turbilhão, a presença de Bernardo – o garoto de quem as duas amigas gostavam – expõe a dúvida sobre se o amor pode mesmo ser mais forte do que uma grande mentira.

Essa é a sinopse do livro de estreia da professora niteroiense, Karine Aragão. A Teia dos Sonhos, que tem lançamento previsto para 05 de novembro, tratará de dilemas frequentes na adolescência como depressão e amizades de maneira leve, para conversar da melhor maneira com seu público. Doutora em Cultura Contemporânea, é assumidamente apaixonada por contos de fada, Clarice Lispector, Fábio Jr. e Nicholas Sparks, e acredita que as inquietações da adolescência começam para nunca terminarem. Afinal, somos apenas adultos de 20, 30, 40 e poucos anos, tentando disfarçar, com doses falsas de estabilidade, o tormento diante de todas as incertezas da vida…

Minha mãe recentemente me falou que os problemas sempre vão existir, mas é a gente que dá a eles o tamanho que nós quisermos, a gente decide se aquele problema deve ser maior ou menor que todas as coisas boas da nossa vida. E também devemos aprender que ser feliz não significa nunca ter problemas, mas, simplesmente, ter atribuído um tamanho pequeno a eles. Você quis ficar com seu problema sozinha, e acabou dando um valor muito grande.

A obra, será lançada pela Editora Muiraquitã e já pode ser adquirida na pré-venda com 10% de desconto. Clique aqui pra comprar a sua, porque nós do Beco, já estamos aguardando ansiosamente pelo nosso exemplar porque né, vamos combinar que essa edição está linda e o conteúdo promete muito! Assim que chegar, tem primeiras impressões lá no snap, hein?

Em breve, ainda tem resenha da obra aqui no site. Vamos todos ler juntos para comentar depois e dar um abraço coletivo na autora?! \o/ E ah, galera de Niterói e região: vai ter evento de lançamento pra vocês! Corram lá, tirem muita foto e mandem pra gente, com a tag #ATeiaDosSonhos combinado? Vamos postar todas no Instagram do Beco. Vale comprar o livro e mandar foto da leitura também!

PS.: Os dados do evento estão no final do post.

#ATeiaDosSonhos na mídia
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Resenha – O Espetacular Homem-Aranha: Homem-Aranha Nunca Mais! Stan Lee & John Romita

“Retorne aos agitados anos 1960 com uma clássica aventura aracnídea, cortesia do seu Amigão da Vizinhança, o Homem-Aranha! Enfrentar tipos como O Abutre, Shocker e o Lagarto faz parte do dia a dia do Aranha, mas quando a campanha de difamação do editor do Clarim Diário, J. Jonah Jameson, atinge o ponto de ebulição, Peter sofre uma crise de consciência. Poderá o jovem encontrar uma maneira de conciliar sua heroica vida dupla, ou ele terá que deixar de ser o Homem-Aranha?”

Três anos depois de o Aranha fazer sua discreta estreia na última edição da revista Amazing Fantasy, Steve Ditko, o responsável por desenhar o amigão da vizinhança estava prestes a deixar o título. E suspeitando que o colega partiria em breve, Lee já pensava em um substituto, ele tinha em mente John Romita.

No início Romita procurou emular o estilo de Ditko, achando que o mesmo retornaria ao título, mas isso não ocorrera. Dessa forma Romita passou a mudar os padrões estabelecidos por Steve, e buscou adequar o Aranha à sua visão. Tornando Peter Parker mais encorpado e mais musculoso, deixando-o mais apessoado. A experiência de Romita desenhando quadrinhos românticos sinalizava que ele se afastaria do tipo desajeitado e estranho criado por Ditko, o que fez com que o personagem amadurecesse ainda mais.

O Aranha está cansado, pois vive uma vida dupla. É um super-herói, estudante, fotografo, e ainda por cima cuida da tia May e sai com seus amigos, mas cada vez mais, ser um super-herói consome o tempo das demais atividades. Nem mesmo quando deixa sua tia May em uma estação de trem, Peter Parker tem folga. O Dr. Kurt Connors também está na estação, e espera por sua esposa e filho, mas, para sua infelicidade, seu corpo começa a se transformar no Lagarto novamente, e como o Lagarto, Kurt perde o controle de seu corpo, tornando-se um monstro poderoso e perverso.

romitashockerPeter reconhece Connors tentando se esconder da multidão, e rapidamente se despede da tia May. O Aranha sabe que algo de estranho está acontecendo, já enfrentara o Lagarto antes, e realmente não gostaria de fazê-lo novamente. Enquanto sofre sua grotesca transformação, Connors foge pelos tuneis da estação, pois caso se transforme no Lagarto, ninguém estará a salvo, nem mesmo sua esposa e filho. O Homem-Aranha o persegue pelos tuneis, e encontra muitas evidências que apontam para o retorno do Lagarto, sendo assim, sua missão agora é a de reverter a besta para a forma do Dr. Kurt Connors. Após um tempo explorando os tuneis, Peter percebe que o monstro já não se encontra ao seu alcance. Dessa forma, o Aranha fica sem alternativa a não ser aguardar pelo próximo movimento do Lagarto.

Peter luta para defender a cidade de seus vilões, o Lagarto é apenas um em uma infindável lista maquiavélica. E apesar disso, J. Jonah Jameson, o editor do Clarim Diário, difama o Homem-Aranha diariamente, acusando-o de ser um criminoso, responsável por todo o mal que recai sobre Nova Iorque. Toda essa pressão e a frustração de não poder levar uma vida normal, levam-no a desistir do Homem-Aranha, mas por quanto tempo a cidade aguentará as ondas de crime que se sucederão?

“Homem-Aranha Nunca Mais” é um clássico do cabeça de teia, mas vindo dessa época, o que não seria um clássico do Amigão da Vizinhança? Graças ao estilo de Romita, Stan Lee teve mais liberdade para destacar os problemas pessoais de Peter Parker, enquanto ele tenta conciliar sua vida normal, com a de super-herói. Isso tudo cria uma história convincente, que nos mostra um Aranha frustrado por dar seu sangue pelo povo, e mesmo assim ser difamado diariamente na televisão, abrir mão de tudo que gosta e ainda assim sofrer com as consequências de suas escolhas. Uma HQ recomendadíssima, mas qual o clássico do Homem-Aranha que não se recomendaria?

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Resenha: Contra a perfeição, Michael Sandel

Vivemos na era das modificações e melhoramentos genéticos. Novos avanços e descobertas permitiram que a área da Bioengenharia se desenvolvesse ao ponto de pais e mães decidirem todas as características de seus filhos mesmo antes de nascerem e atletas melhorarem seus corpos para organismos super humanos. Mas como isso altera os conceitos éticos e morais dos indivíduos? É sobre isso que Michael J. Sandel discute em seu livro “Contra a perfeição: ética na era engenharia genética” (160 pgs., R$39,90, Grupo Editorial Record). Em que ponto as promessas da engenharia genética se transformam em dilemas morais?  

Michael J. Sandel é um escritor, filósofo e professor que em suas obras procura debater questões polêmicas e contestar conceitos contemporâneos como Justiça e Moral. Nesse livro os argumentos são usados em questões éticas pautadas na relação do ser humano com os dilemas morais consequentes da busca pelo aperfeiçoamento da espécie. Dividido em cinco capítulos, a obra é fruto de estudos e principalmente da participação do autor no Conselho de Bioética criado por George W. Bush em 2001.

Somos apresentados a vários casos de escolhas genéticas controversas que nos levam a pensar se a decisão de modificar um feto para que ele nasça de acordo com as características desejadas pelos pais ou até o que há exatamente de errado em clonar um ente querido já falecido. O que está em discussão é, de fato, o que nos leva a ter essa sensação de desconforto com a ideia de predeterminar características físicas e mentais de uma criança que ainda não nasceu.

Segundo o autor, a biotecnologia está se desenvolvendo a ponto do melhoramento muscular, de memória, a escolha do sexo, altura e cor dos olhos serem opções de consumo rotineiro. Apesar das melhorias genéticas começarem como uma maneira de prevenir ou abolir um determinado distúrbio genético ou doença, está sendo usado como maneira de melhorar a espécie. Dessa maneira, a humanidade vai acabar por articular seus conceitos morais a fim de se adaptar a esse mundo de evoluções precoces proporcionado pela bioengenharia.

Com uma linguagem simples e questões complexas, o autor consegue nos prender em suas ideias e refletir acerca do assunto de maneira instigante. É essencial a todos aqueles que se interessam pelas questões sociais e desafios da ciência nos dias atuais.

Livros, Resenhas

Resenha: Você (Não) é o Homem da Minha Vida, Alexandra Potter

No instante em que Lucy conhece Nate em Veneza, durante o intercâmbio da faculdade, ela tem certeza de que é o amor da sua vida. Com toda a magia do primeiro amor, eles se beijam ao pôr do sol sob a Ponte dos Suspiros, o que, segundo a lenda local, os uniria para sempre.

Passados dez anos, porém, eles perderam contato por completo. Até que Lucy se muda para Nova York, e o destino faz com que se reencontrem. E se reencontrem. E se reencontrem. Mas o Nate atual é muito diferente do que ela conheceu aos 19 anos, e Lucy preferia o antigo. Será que ele é mesmo sua alma gêmea? Como ela conseguirá se livrar dele? Afinal “para sempre” pode ser muito tempo…

Uma comédia romântica original e mágica sobre o que acontece quando o sonho de toda menina de encontrar sua alma gêmea se torna verdade.

O sonho da maioria das mulheres é encontrar o homem da sua vida. Lucy só quer se livrar dele.

Como descobri esse livro? Sou apaixonada por capas, e isso foi a primeira coisa que me chamou atenção. Além do título que achei bem divertido, quem nunca achou que aquela pessoa era sua alma gêmea? Então, depois de ler a sinopse, resolvi dar uma chance.

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Durante suas férias de verão em Veneza, Lucy conheceu Nate. A história de amor entre os dois é intensa e eles resolvem eternizar seu amor. Mas mesmo assim, com o tempo, suas vidas seguem caminhos diferentes. Dez anos depois, ela ainda sonha com Nate. E não consegue se desapegar das lembranças românticas daquele relacionamento tão perfeito e mágico. Todos os relacionamentos que seguiram fracassaram e ela vive com a sensação que perdeu, para sempre, sua alma gêmea.

Está bem, eu confesso. Já o procurei no Google uma vez.
Talvez duas.
Ah, está certo, então perdi a conta ao longo dos anos. Mas e daí? Quem não foi para casa e procurou no Google o homem que ama?”

Um certo dia, inesperadamente ele se reencontram, e Lucy vê ali, diante do seu grande amor, uma nova chance. Um momento cheio de expectativa e emocionante. Mas eles acabam descobrindo que o tempo passa e as pessoas mudam. Como cada um seguiu seu caminho, suas realidades são bastante diferentes da vivida 10 anos atrás. E então, decidem se afastar. Quanto mais eles tentam, mais eles continuam a se encontrar. Parece que uma força misteriosa quer mantê-los juntos.  E ficarem distantes um do outro, se torna quase impossível.

Os personagens contribuem demais para essa linha divertida. As amigas Magda, Robyn e a irmã Kate, são um caso à parte. Com historias bem desenvolvidas durante a trama, e igualmente engraçadas. A autora consegue transitar tanto pelo romance como pela comédia nesse livro. Sendo bem sucedida em ambos os momentos. O enredo é construído no eterno clichê de encontrar sua alma gêmea. Mas se destaca pelo efeito antagônico em meados da trama. A relação entre a expectativa e a realidade, que muitas vezes podem interferir consideravelmente na “vida real”. O tempo, o amadurecimento, as idealizações que fazemos, são os elementos que nos fazem questionar as nossas certezas.

Você (não) é o homem da minha vida, nos ensina que tudo é relativo. O momento que você vive hoje, pode ser mágico, perfeito. Mas amanhã, talvez seja diferente. Não devemos idealizar um amor. Algumas vezes estamos tão ocupados fazendo isso, que deixamos de buscar na nossa realidade o que realmente nos completa. Quem sabe sua alma gêmea não é nada do que você sonhou mas mesmo assim é perfeita para você?!

A leitura é leve e divertida. Superou minhas expectativas! 

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Resenha: Quarteto Fantástico – O Fim, Alan Davis

“Num futuro distante, o Quarteto Fantástico é reverenciado por ter levado a humanidade a uma nova Era de Ouro. O sistema solar foi colonizado mas há muito tempo a heroica família debandou. Agora, um misterioso oponente do passado ameaça destruir tudo o que eles lutaram tanto para criar. O Quarteto precisará se reunir — não só pelo bem da família, mas pela sobrevivência de toda a Galáxia.”

Assim como em Capitão América: A Escolha, Quarteto Fantástico: O Fim foi uma outra série Marvel criada para dar uma espécie de conclusão definitiva a um personagem ou equipe. E assumindo a posição de roteirista e desenhista, está Alan Davis, um dos maiores desenhistas ingleses que já passaram pela Marvel.

Em Quarteto Fantástico: O Fim, a equipe que deu origem a todo um universo, conta com a presença de todos os personagens mais importantes criados nos primeiros anos por Stan Lee e Jack Kirby. Doutor Destino, Os Inumanos, os Vingadores, Doutor Estranho e, claro, Galactus, todos encontram seu lugar na história, criando um fim épico e bastante adequado para as narrativas do Quarteto.

O Sr. Fantástico conversa com a Mulher Hulk, ele se lamenta pelo passado, pois em um último confronto contra o Dr. Destino, perdera os seus filhos. Reed ficara devastado, pensando no que poderia ter feito de diferente, no que poderia ter mudado para que os seus filhos ainda estivessem vivos. Mas mesmo com o coração quebrado ele seguiu em frente. Muitos anos se passaram, e Reed com sua mente brilhante levou a humanidade a outro patamar, criou o chamado Tratamento Matusalém, que permite aos humanos retardar o envelhecimento. Com sua mente brilhante guiou a raça humana para fora das trevas, conquistando todo o sistema solar com as suas invenções e trazendo uma verdadeira Era de Ouro para sua raça.

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Mas apesar de estarem vivendo em uma Era de Ouro, tudo que foi construído por Reed é ameaçado pelos anarquistas, um grupo rebelde que visa destruir a utopia. Mas para impedir que isso aconteça, existem os vingadores ao lado da SHIELD, eles estão sempre em alerta para impedir qualquer investida que a comunidade utópica sofrer. O trabalho deles é constante, lidando com cópias de Ultron e outras cópias de vilões do passado, todas visando desestabilizar o grupo de heróis e criar uma brecha para por um fim na criação de Richards.

Longe de todo o conflito, temos Susan Storm, a esposa do Sr. Fantástico, ela tem outras prioridades em mente, pois apesar de fazer muito tempo desde que perdera os seus filhos, ela não desistira de reencontrá-los. Procura constantemente uma forma de voltar ao exato momento em que eles se foram, e resgatá-los das garras do Dr. Destino. Suas procuras a levaram ao fundo do oceano, está atrás do Globo de Gnomon, algo que pode ajudá-la a recuperar os seus filhos. Durante a sua aventura ela irá se deparar com um inimigo antigo (E bota antigo nisso). Conseguirá ela recuperar o Globo? Reed conseguirá deter os Anarquistas? E acima de tudo, conseguirão eles reaverem os seus filhos? Ou será o fim?

Quarteto Fantástico: O Fim é uma HQ repleta de ação e muito sentimentalismo, vemos um quarteto fragmentado, onde todos estão separados e cuidando de suas vidas. O casamento entre Reed e Susan está abalado, pois Richards se tornou uma pessoa reservada, e aceitou o destino de seus filhos. Já Susan tem convicção de que seja possível reavê-los, e luta por isso. O roteiro é bem produzido, mantendo o leitor preso até o fim, a arte é outra coisa de grande destaque, pois os traços de Davis são fortes e bem detalhados. Ambas as características criam uma história memorável e digna do Quarteto Fantástico.

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Isabela Freitas anuncia seu terceiro livro, “Não se enrola, não”

A autora miga do Beco Isabela Freitas, anunciou na tarde de ontem (16), o terceiro livro da série da Isabela, que será intitulado de Não se enrola, não. Na sequência de Não se iluda, não, a vida de Isabela dá uma completa reviravolta depois do sucesso de seu blog, Garota em Preto e Branco. Decidida a perseguir seus sonhos, ela abandona o curso de direito, deixa a casa dos pais, em Juiz de Fora (MG), e se muda para São Paulo tão logo conquista um emprego numa badalada revista on-line. Enquanto se adapta aos novos tempos numa quitinete no Baixo Augusta, Isabela escreve seu primeiro livro.

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Segundo a autora, a capa terá um tom de laranja fluorescente, puxado para o salmão, que não dá pra ser visualizado com exatidão na tela do computador.

Seria perfeito se no apartamento em frente não morasse o envolvente Pedro Miller e os dois não se embolassem regularmente sob o mesmo lençol. Não, não é namoro. Não, não é apenas amizade. É algo muito mais enrolado, um relacionamento sem um nome definido. Um “isso”, como diz a personagem. Embora não tenha coragem de confessar seus sentimentos, Isabela sabe que está perdidamente apaixonada pelo seu melhor amigo.

Em Não se enrola, não, os leitores poderão acompanhar os primeiros passos dos personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona.

A pré-venda já se inicia nessa semana, e o livro tem lançamento previsto para 3 de novembro.  E fiquem ligados no Beco Literário, que logo tem uma entrevista exclusiva com a Isabela rolando por aqui.

Veja também, nossa resenha de Não se apega, não e de Não se iluda, não.

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Resenha: Traços, Eduardo Cilto

Foi durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que tive a oportunidade de conhecer Eduardo Cilto, autor de Traços – seu romance de estréia. Eu tinha acabado de comprar meu exemplar, e é claro que não perderia a chance de pedir um autógrafo. Enquanto ele autografava, eu mal podia imaginar que a história escrita por Edu se assimilaria muito com a minha própria história. Aquela que tracei e ainda traço para mim mesmo.

“Ninguém precisa tentar entender ou julgar o que acontece do lado esquerdo do peito de cada um. No fim, nada mais importa se o sentimento é verdadeiro, certo?!” – Eduardo Cilto (Traços)

Sabe aquela amizade da qual você tem certeza de que irá durar para sempre? Simplesmente porque você não se vê sem a outra pessoa. Mal consegue se lembrar de como era sua vida antes disso. Essa é a amizade que Matheus, ou simplesmente Math, cultivava com Beatriz.

Math é aquele cara legal, porém nada popular. Seu fanatismo por quadrinhos e séries americanas, fazem dele um habitante de seu próprio mundo, no qual vive são e salvo de qualquer loucura, comum entre os adolescentes. Bebidas alcoólicas? Nada disso. Sair de casa sem dar satisfação aos pais? Nem pensar. Sair no meio da noite para encontrar uma garota? Isso é loucura!

Já Beatriz, é completamente o oposto do melhor amigo geek. Sem medo de se arriscar, ela simplesmente vai atrás das coisas que quer. E não precisa da aprovação de ninguém para isso. As vezes o excesso de opinião própria e persistência em suas idéias, fazem a garota agir de modo grosseiro em determinadas situações em que é contrariada ou tem seus sentimentos mais profundos postos a prova.

Foi numa festa junina do colégio, que Math e Beatriz viriam suas vidas começarem a mudar radicalmente. Ao começar pela garrafa de bebida que pela primeira vez, havia sido esvaziada por ele e não por ela. Durante toda aquela euforia, os dois foram convencidos por Fernanda, que se dizia bruxa, a irem para sua casa, onde ela poderia provar seus poderes num ritual mistico. E assim, mais uma vez, Math se viu envolvido em uma das loucuras de Beatriz. A garota queria a todo custo ouvir o que a tal bruxa tinha a dizer sobre seu futuro.

A noite se mostrou mais longa do que deveria, e após uma pitada de drama, Beatriz saiu daquele ritual (de origem duvidosa) decidida a encontrar seu destino, que estava a milhares de quilômetros dali. Em São Paulo. E é claro, que mesmo não topando inicialmente, Math não foi capaz de deixar sua melhor amiga partir rumo a maior cidade do Brasil sozinha. Os dois embarcaram nessa viagem juntos!

A viagem para São Paulo durou apenas alguns dias, mas foram tantos os acontecimentos, que esses dias pareceram durar longas e intermináveis semanas. Repleto de drama e reviravoltas, Traços acaba de uma forma inesperada e surpreendente. O destino nem sempre é aquele que nós esperamos que seja. Cada um é responsável por traçar o seu, mas os resultados não dependem simplesmente de nossas vontades.

Repleto de referencias a séries como American Horror Story e filmes como Harry Potter, a leitura de Traços é gostosa e reconfortante. O protagonista não é alguém dotado de qualidades magnificas e está longe de ser super fodão. Math é completamente comum, assim como a maioria de nós, e é isso que o torna tão apaixonante e nos faz identificar-se de alma e coração com ele.

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Resenha: O Ano que Te Conheci, Cecelia Ahern

 Bem-vindos ao mundo imperfeito de Jasmine e Matt. Vizinhos, eles não têm o menor interesse em tornarem-se amigos e nunca haviam se falado antes. Estavam sempre ocupados demais com suas carreiras para manter qualquer tipo de contato. Jasmine, mesmo sem nunca tê-lo encontrado, tem motivos para não suportar Matt. Ambos estão em uma licença forçada do trabalho e sofrendo com seus dramas familiares. Eles precisam de ajuda. Na véspera de Ano-Novo, os olhares de Jasmine e Matt se encontram de forma inusitada pela primeira vez. Eles têm muito tempo livre e precisam rever seus conceitos para poder seguir em frente. Conforme as estações do ano passam, uma amizade improvável lentamente começa a florescer. Uma história dramática, original e divertida como só Cecelia Ahern é capaz de escrever.

Desde que li “A vez da minha vida” fiquei fã da autora Cecelia Ahern. Me identifiquei muito com sua escrita e o desenvolvimento de suas histórias. Como ela aborda temas delicados de uma forma leve, emotiva e clara. “O Ano em que te conheci” não foi diferente, é um livro sobre a descoberta e a busca pelo autoconhecimento, por verdades que as vezes estamos ocupados demais com nossas vidas, para parar e analisar.

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O livro é narrado por Jasmine Butler, uma mulher bem sucedida, “workaholic” assumida, que não tem mais tempo para nada a não ser seu trabalho e sua irmã Heather. Após a morte da sua mãe, Jasmine virou super protetora e se sente responsável pela sua irmã que tem Síndrome de Down. Ao longo do livro percebemos o carinho, a rotina e como as pessoas envolvidas lidam com isso, achei de uma sensibilidade enorme a maneira pela qual a autora aborda o assunto.

Amo minha irmã, amo tudo sobre ela. Se eu pudesse, ficaria de olho nela sempre, mas ela não deixa. Depois de anos tentando ensiná-la de maneira que ela não poderia entender, o que finalmente aprendi com minha irmã é que Heather sempre foi e sempre será a professora, e eu sua aluna.

Jasmine se vê perdida, quando é demitida da empresa que ajudou a construir. Seu contrato a obriga ficar 1 ano de licença remunera antes que arrume outro emprego. Impedindo que seja contratada por empresas concorrentes, nem passe informações pertinentes. Agora tempo é o que ela teria de sobre, mas o que fazer com ele? Encontro com as amigas que não trabalham, visitas a maternidade, cafés a tarde. Tudo isso, depois de um tempo se torna monótono e cansativo, e cada vez mais Jasmine se sente fracassada e sem futuro.

Seu vizinho, Matt Marshall, tem um programa polêmico de rádio, também passa por problemas. Mesmo não gostando dele, ela começa a vigiá-lo. E fica submersa em sua vida começando aos poucos a se identificar com ele. O que era antes, uma relação de ódio, se transforma uma grande amizade. Além dele, ela começa a se interessar pela vida de seus vizinhos, o que nunca tinha passado por sua cabeça tão ocupada e submersa em trabalho. Um certo dia, depois de mais uma decepção, Jasmine decide cultivar um jardim e tudo começa a mudar depois disso.

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Milagres só crescem onde você os planta.

A historia se divide entre as quatro estações do ano. E 12 meses parece uma eternidade para ficar sem trabalho, em casa, fazendo absolutamente nada. Mas esse tempo se torna preciosos, e faz com que Jasmine reveja seus conceitos, transforme sua vida, mude seus hábitos.

O livro foca principalmente nos dilemas que temos na vida, família, trabalho, amizades, relacionamentos. Ele te leva a questionar suas prioridades, suas decisões e principalmente,  mostra que a amizade pode estar onde você nem imagina. Todo ele é focado na busca do autoconhecimento e amadurecimento dos personagens. Que são imperfeitos, cheios de inseguranças, medos. Que procurando seu lugar no mundo, fazem uma jornada em busca de si mesmos, para conseguir lidar com as dificuldade e adversidades, ao mesmo tempo que tentam ser corajosos, seguros e equilibrados.

Todos nós temos momentos marcantes em nossa vida, períodos que influenciaram mudanças pequenas ou profundas dentro de nós. Posso pensar em quatro momentos transformadores para mim: o ano em que nasci, o ano em que soube que ia morrer, o ano em que minha mãe morreu e agora tenho um novo, o ano em que te conheci.

A mensagem do livro é simples, mas que nos faz refletir: diminua o ritmo, respire, expire, explore, escute, admire, se solte, cobre-se menos e não se preocupe se a vida não saiu como o programado. Deixe que ela corra de maneira mais leve e livre, e busque encontrar o seu verdadeiro caminho.

Vale a pena a leitura e a reflexão. Super recomendo!

Animais Fantásticos
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Confira as capas dos novos livros de ‘Animais Fantásticos’

Mais uma vez o site Pottermore nos traz novidades exclusivas do mundo mágico criado por J.K. Rowling. Dessa vez as boas novas são as capas exclusivas de diversos novos livros inspirados em ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’ que serão lançados em breve.

A arte das capas são obras da dupla MinaLima, que também são responsáveis pelo design dos filmes da franquia Harry Potter. Além do livro principal com a publicação do roteiro do filme, também estão previstos livros de colorir, dos bastidores do filme, dos figurinos e outros adicionais.

A publicação do roteiro original de ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’ será no dia 18 de Novembro, dia da estréia do filme nos EUA. Aqui no Brasil ainda não há previsão.

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Resenha: A História de Nós Dois, Dani Atkins

Emma tem 27 anos, é linda e inteligente e vive cercada de pessoas que ama. Prestes a se casar com Richard, seu namorado desde a época de escola, ela não poderia estar mais empolgada.
Mas o que deveria ser o momento mais feliz de sua vida de repente vira uma tragédia. Emma sofre um acidente e é salva por um estranho minutos antes que o carro em que ela viajava explodisse.
Abalada, ela decide adiar o casamento. E nesse meio-tempo descobre segredos que a fazem questionar as pessoas nas quais sempre confiara – a ponto de duvidar se deve se casar afinal.
Para complicar, ela se sente cada vez mais ligada a Jack, o homem que a salvou e que não sai da sua cabeça. Jack é lindo, gentil e divertido, de um jeito diferente de todos que ela já conheceu. Por outro lado, é Richard quem ela sempre amou…
Uma mulher, dois homens, tantos destinos possíveis. Como essa história vai terminar?
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A autora Daniela Atkins já é bem reconhecida pelo livro “Uma Curva no Tempo” que ainda não tive a oportunidade de ler, mas confesso que sabendo do sucesso desse primeiro lançamento, já me enchi de expectativas para ler a sua nova obra “A História de Nós Dois” que a Arqueiro mandou  para gente devorar.

A sinopse me encantou e fiquei deslumbrado com essa capa linda e o tratamento da diagramação interna.  Como sabem, ou deveriam saber, em minhas resenhas não revelo nenhum tipo de spoiler, tento contar a história aguçando o máximo de sua curiosidade, mesclando com o que achei do livro.

O livro conta a história de Emma, uma jovem de 27 anos que sempre teve o sonho de sair de sua pequena cidade e trabalhar com Marketing, porém para que isso aconteça ela precisa romper os laços que construiu em sua cidade, grandes amigas, um namoro e amizade incrível com Richard. O destino não favorece para que Emma continue em seu emprego e ela é obrigada a sair e voltar para a sua cidade natal para cuidar de seus pais e reconquistar tudo o que deixou para trás. Emma consegue recuperar seu emprego na biblioteca da cidade e retoma o seu namoro com Richard que está prestes a evoluir para um casamento.

Como em um romance nada é um mar de rosas, dias antes, saindo de sua despedida de solteira, ela sofre um acidente de carro com as suas melhores amigas, Amy e Caroline, que vai gerar toda a trama da obra, pois nesse acidente elas são resgatadas por Jack, um homem que surge e consegue resgatar Emma das ferragens momentos antes do carro explodir. Esse acidente vai gerar muitas mudanças no rumo da vida dos personagens nas obras, primeiramente o casamento de Richard e Emma é adiado e ela entra em conflito consigo mesma, questionando seus sentimento e descobrindo um grande segredo que envolve pessoas próximas a ela.

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A leitura fluiu de forma natural, quando me dei conta já passei da página 200 e estava enlouquecendo querendo saber o final dessa brilhante narrativa que Atkins construiu. Em minha visão, os livros narrados em primeira pessoa trazem uma facilidade maior em nos aproximar da personagem principal, mas nos limita em saber o que realmente se passa na cabeça das pessoas que os cercam.

Isso não foi problema para Atkins, porque não existe somente o protagonismo e a boa construção das características de Emma, os personagens secundários trazem mais vida a trama e criam uma teia de temas interessantes abordados do cotidiano de uma vida turbulenta, já que a autora promove o recurso de criar uma narrativa que mistura passado e presente, além disso, cria formas inusitadas de desfecho de situações.

Esse livro traz um pouco de reflexão com os temas que aborda e acho interessante a mistura disso tudo com o fato de termos presente um triângulo amoroso entre Emma, Jack e Richard, como contei acima na sinopse. O final é sensacional e vai gerar diferentes opiniões, já que estamos em uma história que fala muito de escolhas, amizade, amor, família, destino, caráter.

Como um apaixonado por obras que contam sobre a vida e escolhas, não tinha como eu não gostar desse livro e fazer mil votos para que você tenha a oportunidade de desfrutar dessa leitura também. Agora só me resta uma pergunta minha para vocês, devo ler “Uma Curva no Tempo”? Me respondam nas minhas redes sociais, comentários ou até no e-mail [email protected].