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Resenha: The Wicked + The Divine, Gillen e McKelvie

“A cada 90 anos, aproximadamente, doze deuses reencarnam no corpo de jovens adultos. Eles são carismáticos, perspicazes e atraem grandes multidões. São capazes de levar qualquer um ao êxtase. Há rumores de que podem realizar milagres. Eles salvam vidas, seja metafórica ou concretamente. Eles são amados. Eles são odiados. Eles são incríveis. E em menos de dois anos estarão todos mortos. Isso já aconteceu uma vez. E vai acontecer de novo…”

A primeira edição de The Wicked + The Divine foi lançada oficialmente no Brasil graças à Geektopia, selo de quadrinhos da Editora Novo Século. A edição conta com os 5 primeiros capítulos lançados pela Image Comics nos Estados Unidos em 2014; foram publicados lá, até agora, mais de 20 volumes. A HQ, que ganhou o British Comic Awards como Melhor História em Quadrinhos, além de ter sido indicada ao Eisner Awards 2015 nas categorias Melhor Série Inédita, Melhor Artista e Melhor Colorista, foi anunciada como próxima estreia do selo durante a última Comic Con Expierence, que ocorreu em São Paulo no início de dezembro de 2016. A edição é linda, ainda que seja bem curta. E apesar de ser recente o lançamento nacional, alguns sites já disponibilizam a HQ online. Nessa resenha apenas os capítulos recentemente publicados no Brasil serão tratados, mas em breve teremos mais textos dedicados aos outros volumes da saga. Então vamos lá.

A HQ escrita por Kieron Gillen e ilustrada por Jamie McKelvie, que já haviam trabalhado juntos em Young Avengers e em Phonogram, une em seus personagens elementos aparentemente opostos: a juventude contemporânea de uma grande cidade, e deuses mitológicos das mais diversas origens.

O livro retrata, basicamente, a história de 12 deuses que ressurgem a cada 90 anos, assumindo os corpos de jovens com cerca de 17 anos que vivem naquele período; no caso do ressurgimento de 2014, sobre o qual lemos no quadrinho, esses deuses se tornam ídolos pop. Eles vivem 2 anos de fama e luxúria, até que morrem para ressurgir 90 anos depois. Temas como vida e morte e o caráter efêmero da fama perpassam a história, que cria uma metáfora interessante ao dizer que se os deuses voltassem em 2014, eles voltariam como ídolos da indústria musical. Além disso, é inteligente fazer com que a existência mundana desses deuses dure apenas dois anos, ainda que em essência sejam imortais. Vejamos um pouco mais da narrativa.     

A história se passa em Londres, na Inglaterra, e nos é contada por Laura, uma garota de 17 anos que se mostra logo nas primeiras páginas como uma fangirl. Após a primeira parte do livro, que funciona como uma introdução mostrando o momento em que os deuses do panteão encerram sua jornada, em 31 de dezembro de 1923, voltamos à 2014 para encontrar Laura no banheiro de uma boate, se preparando para ir a um show. Tudo parece bem usual, até percebermos que as emoções e sensações provocadas pelo show de Amaterasu, uma das deusas do Panteão, não são exatamente as mais comuns ou esperadas. A partir daí, e até o fim do volume, temos uma sequência frenética de acontecimentos, com direito a tiroteio, incêndios e cabeças explodindo, tudo sempre envolvido por um ar de sensualidade. Tudo isso é desencadeado após o show já mencionado, quando Laura conhece uma jovem deusa andrógina e arrogante que se apresenta como Lúci. Por estar presente no que se tornou uma cena de crime envolvendo deuses e pessoas comuns, e pelo laço quase imediatamente estabelecido com Lúci, Laura se vê do outro lado, conhecendo e convivendo com os seres que idolatra e com os quais se identifica, intensificando o seu desejo de se tornar um deles.

Em uma de suas primeiras falas, ao ser questionada quanto a tranquilidade que aparenta ter mesmo sabendo que por se tornar uma Deusa seu corpo morrerá antes de completar 20 anos, Amaterasu coloca que “você passa a vida desejando ser especial. E um dia você descobre que é. Mas tudo tem um preço” (p. 27). Em outro momento, podemos acompanhar os pensamentos de Laura, que deixam claro o seu desejo e a sua profunda identificação com os jovens do Panteão: “pra quê perder tempo planejando meu futuro quando não quero um? Meu futuro é futuro nenhum. Meu futuro é este ou meu futuro é nada” (pág. 50). Nesses dois momentos a metáfora fica especialmente clara. Gillen evidencia aqui, sendo esse seu desejo ou não, os princípios que marcam  a juventude contemporânea. Não se pode generalizar, é claro, mas os valores mais facilmente observáveis nessa geração nascida na segunda metade da década de noventa ou no começo dos anos 2000 são a supervalorização da aparência, a intensificação do consumo de produtos culturais, a necessidade de atenção e a impaciência. O “ser especial” e a própria felicidade aparecem ligados as ideias de intensidade, efemeridade, prazer a qualquer custo, que se opõem à perenidade, à tradição, à valorização da própria vida e das relações humanas. Não há um fundo de caretice nisso, por mais que possa parecer. Essa valorização da vida vai no sentido de simplesmente respeitar a si mesmo e aos outros indivíduos.

O primeiro volume da história lançado no Brasil não nos permite dizer o que Gillen fará dessa metáfora. Ainda assim, parece bastante pertinente ao que o autor trabalha na história a reflexão quanto ao estilo de vida predominante atualmente, formado a partir daqueles valores já citados e que não é exclusivo da juventude, ainda que nela fique mais intenso e evidente. É possível, portanto, ler The Wicked + The Divine e ver ali apenas uma narrativa interessante e atual, de leitura fluida e grande qualidade gráfica. Para além desses elementos, no entanto, podemos refletir sobre nossa forma de vida e sobre como gastaremos nosso tempo aqui.

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Resenha: Meia Noite e Vinte, Daniel Galera

Uma grande revelação da literatura brasileira, Daniel Galera vem nos presenteando ao decorrer dos anos com romances intensos e que nos colocam dentro da cabeça das personagens de uma forma que muitos tentam e não conseguem. Seu último sucesso, Barba Ensopada de Sangue foi enorme sucesso e tem resenha aqui no Beco, que você pode conferir clicando aqui. Dando seguimento aos seus romances imperdíveis, ele lançou no último o mês “Meia Noite e Vinte”.

 

O livro se passa no final dos anos 90 e logo nos trás uma nostalgia enorme ao falar do começo da revolução na comunicação, com o boom da internet, os comunicadores instantâneos e como isso começava a atingir lentamente o nosso cotidiano. Três amigos escreviam juntos e se publicava na internet, Aurora, Emiliano e Antero. O mais interessante é que aparentemente iríamos ver as histórias todas juntas, mas não. Cada personagem tem a sua linha, tem a sua história separada e acompanhamos elas detalhadamente.

 

Como sempre, a áurea gaúcha está presente na narrativa, e é muito bom ler algo que fuja desse eixo Rio-São Paulo tão presente na literatura nacional. Galera é mestre em não fazer algo comum e nos transportar para lugares diferentes de nosso país. O que é mais difícil em falar deste seu último lançamento é que o enredo em si não chama a atenção, e sim a forma que ele desenrola. Falar muito sobre acaba estragando a experiência que ele proporciona, pois em tese, poderia ser resumida em poucas linhas.
Para os estudantes de humanas, um prato cheio: acompanhar as evoluções tecnológicas no desenrolar dos 15 anos em que a trama se passa é um deleite. “A fragilidade do homem era tocante. Milhões de anos de evolução desembocando em seres incrivelmente não adaptados ao ambiente do planeta, como demonstrava nosso sofrimento diante de mínimas alterações de temperatura”.

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Resenha: Jantar Secreto, Raphael Montes

Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.

Eu não sei de onde saiu a indicação de que Jantar Secreto seria um livro com “humor”, porque a única coisa que senti durante essa leitura, que foi relativamente rápida, foi um misto de nojo com pavor e medo. Sim, muito medo.

Nunca gostei de livros de terror, talvez seja por isso que eu nunca tivesse lido algo do Raphael Montes anteriormente, apesar de já ter ouvido falar bastante nesse nome. Adiei leituras porque sempre me descreviam como “o autor que escreve coisas policiais que dão muito medo”, ai já viu. Provavelmente, eu nem teria lido Jantar Secreto se não fosse a multidão de pessoas me indicando o livro. Era no trabalho, na faculdade, por mensagens aqui… E ele mal tinha lançado! Como esse povo já tinha lido? Entendi assim que finalizei a leitura.

Jantar Secreto conta a história de Dante, o típico adolescente que sai do interior do Paraná, para fazer faculdade na cidade grande, Rio de Janeiro, e dividir um apê com os amigos. Nessa época, nenhum de nós tem um real no bolso, mas para eles, continuou assim mesmo após se formarem. Continuaram ali por anos, morando juntos. Leitão, um deles, sequer terminou a faculdade e passa o dia todo na cama, jogando, vendo seu pornô e arrumando dinheiro com golpes online. Miguel, ainda termina sua residência de Medicina. Hugo, é chef de cozinha e tem um ego do tamanho do mundo. E Dante, ah, Dante… Trabalha numa livraria e se diverte entre um crush e outro no Tinder ou Grindr.

Bom, tudo segue nos eixos, cada um buscando melhores oportunidades de emprego, para manter o apartamento, que é localizado em Copacabana e grande o bastante para os quatro. Mas nada é tão fácil assim. E tudo piora quando Dante recebe uma ligação da imobiliária dizendo que estão com seis meses de aluguel atrasado. Mas como pode? Todos depositaram sua parte para Leitão corretamente…

Acontece que Leitão se apaixonou por Cora, uma garota de programa. E o dinheiro foi investido em presentinhos. Como pagar o atraso em um prazo tão pequeno? A dívida passa de dez mil reais, e com o país em crise ainda, nenhuma solução parece ser cabível. Até que Hugo, nosso chef, tem uma ideia: por que não se cadastrarem no site JantarSecreto.com e servirem pratos típicos para turistas? Poderiam levantar uma grana a mais. Maravilha, mãos à massa. Leitão, publica nosso cardápio no site.

E ele faz. Mas em vez de servir cordeiro, Leitão mudou um pouquinho as coisas. Bem pouquinho. Que tal servir carne humana? O resultado: mais de 30 mil reais na conta em menos de uma hora. Parece que as pessoas tem sede do perigo.

Eu sabia que nunca mais esqueceria aquele rosto. Era a mulher que tínhamos servido no último jantar.

E é aí que você começa a perder o fôlego. Onde arrumar um corpo? Como cozinhar um corpo? Incrivelmente, isso tudo dá certo. E muito. O jantar fez sucesso. Tanto sucesso que, o negócio começou a crescer, e as proporções foram se tornando inimagináveis. Jantares de carne humana uma vez por semana. Duas vezes por semana. Três vezes por semana. Todos os dias.

A trama de Raphael Montes é sufocante nesse livro. Você começa e fica impossível parar por um segundo até chegar na última página. Tem crítica social travestida de drama adolescente, tem crítica aos seres humanos, tem crítica a tudo! E eu, que li esse livro numa vibe quero parar de comer carne, foi literalmente um prato cheio para tal façanha. O autor nos mostra, tudo o que acontece dentro de matadouros, frigoríficos e açougues, com animais, porém, nos faz sentir na própria pele. Afinal, é muito fácil pensar nos outros. Quando a figura muda de lado, tudo parece cruel, desumano. Mas é tão diferente assim da nossa realidade.

Vladimir encomendou um prato diferente. Vamos servir vitelo de gaivota.

A trama se enrosca em espirais de críticas, crimes quase perfeitos, violência e análises sociais que nos deixam sem rumo 99% do tempo, e que abre nossa mente de uma forma que eu jamais poderia imaginar dentro de um livro de “terror”. Montes consegue descrever suas cenas com tamanha maestria, que faz o leitor criar imagens com perfeição em sua mente, cravando em seus pensamentos um trauma doloroso do retrato social do nosso país atualmente.

Jantar Secreto é de longe, um livro cinco estrelas, mas pesado e denso. Não é recomendável para qualquer um, é preciso ter estômago e força, para ver cenas que você não conseguiria imaginar nem em seus piores pensamentos ou no mais sangrento episódio de uma série médica.  É uma leitura totalmente obrigatória e finalizo essa resenha  dizendo que, assim que eu me recuperar desse livro, embarcarei nos outros do autor, na esperança de encontrar um amparo do vazio que esse me causou.

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Domínio público: o que é e quais obras entram na lista em 2017

Domínio Público é um conceito que pertence ao Direito de Propriedade Intelectual. Ele se refere ao conjunto de obras culturais, de tecnologia ou de informação (livros, filmes, músicas, invenções, etc) de livre uso comercial. Ou seja, elas não pertencem a nenhum uso patrimonial exclusivo de pessoa física ou jurídica.

Isso significa que tais obras podem ser reproduzidas e copiadas sem restrições com relação aos direitos autorais (traduzindo: não é necessário pagar ou pedir autorização para usá-las).

Segundo a Lei de Direitos Autorais (nº 9.610/98), uma obra passa a pertencer ao domínio público nos seguintes casos:

a) Decurso do tempo;

b) Falecimento do autor sem deixar herdeiros e

c) Obra de autoria desconhecida.

Com relação ao decurso de tempo, é necessário que o autor (e coautor quando houver) tenha falecido há mais de 70 anos (isso pode variar de acordo com o país, mas geralmente fica entre 50 e 70 anos).  A contagem é feita a partir de janeiro do ano seguinte ao do falecimento. Por exemplo, se um autor faleceu em setembro de 2015, a contagem se iniciou em janeiro de 2016.

É por isso que todo começo de ano, novas obras entram em domínio público.

Neste ano, obras de autores famosos como André Breton, Gertrude Stein e Buster Keaton começam a pertencer ao domínio público a partir desta primeira semana de janeiro.

Outras também já podem ser encontradas: autores como Mário de Andrade, Machado de Assis, Shakespeare, Mondrian, Munch e Marinetti.

Além de obras clássicas como: Dom Quixote, A Divina Comédia, O Pequeno Príncipe, As Viagens de Gulliver e muito mais.

 

Confira alguns sites para download das obras:

Domínio Público: Iniciativa do Ministério da Educação (MEC), foi lançado em 2004 e é uma das mais conhecidas bibliotecas virtuais do Brasil. Além de livros, também é possível ter acesso a outros materiais, como vídeos, fotografias e outras mídias.

Cultura Acadêmica: Iniciativa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), alguns downloads são pagos, mas é possível baixar livros de graça.

Universia: O site disponibiliza mais de 1000 títulos para download, incluindo clássicos da literatura brasileira e estrangeira.

Coleção Aplauso: Voltado para quem gosta de cinema e teatro, o site disponibiliza toda a edição, incluindo biografia de autores e diretores , roteiros e etc.

Obras Raras: É constituída de material bibliográfico diversificado – livros, folhetos, revistas e jornais –  cobrindo dos séculos XV a XX.

Open Library: Possui mais de um milhão de títulos, disponibilizados em parceria com bibliotecas do mundo inteiro. A maioria dos livros está em inglês.

Biblioteca Brasiliana: Organizada pela Universidade de São Paulo (USP), a biblioteca foi criada em 2005 para abrigar a coleção reunida ao longo de mais de oitenta anos pelo bibliófilo José Mindlin e sua esposa Guita.

Livros

5 Livros Motivacionais para Começar 2017 Inspirado

 

O ano de 2016 está chegando ao fim. E como é de se esperar novas metas, planejamentos, sonhos, desejos, inspirações, todos são renovados com o ano que está por vir. Queremos tantas coisas, planejamos outras muitas, mas o ano passa e na maioria das vezes não realizamos quase nenhuma.

Por isso separamos 5 livros que vão inspirar e fazer você correr atrás de seus sonhos. Essa seleção com certeza vai te motivar a realizar e construir um 2017 diferente.

 

O Poder do Hábito, Charles Duhigg: O autor nos motiva a buscar a força em cada atividade que fazemos. Tornar um hábito o que queremos na nossa vida. Ele afirma que a chave para mudar o que você não quer ou o que não funciona na sua vida é entender e modificar os hábitos. A transformação de um hábito pode gerar inúmeras mudanças. Podendo ser a única diferença entre um fracasso e um sucesso.

 “Os hábitos, dizem os cientistas, surgem porque o cérebro está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço.” – Charles Duhigg

Descrição: Durante os últimos dois anos, uma jovem transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Em um laboratório, neurologistas descobriram que os padrões dentro do cérebro dela – ou seja, seus hábitos – foram modificados de maneira fundamental para que todas essas mudanças ocorressem. Há duas décadas pesquisando ao lado de psicólogos, sociólogos e publicitários, cientistas do cérebro começaram finalmente a entender como os hábitos funcionam – e, mais importante, como podem ser transformados.

Com base na leitura de centenas de artigos acadêmicos, entrevistas com mais de trezentos cientistas e executivos, além de pesquisas realizadas em dezenas de empresas, o repórter investigativo do New York Times Charles Duhigg elabora, em O poder do hábito, um argumento animador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformá-los pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte.

 

Uma Pergunta por dia – Potter Style: Quem você será daqui a 5 anos? Como você escolheu viver esse tempo? O que o seu passado vai dizer sobre você? Essas e outras, são perguntas que esse pequeno livro irá poder te responder. São 365 perguntas ao longo de 5 anos, que irão te ajudar de várias formas. Além disso é aquela cápsula do tempo, que guarda detalhes sobre você que com o tempo você iria esquecer. Vale muito a pena!

Descrição: Todos os dias criamos uma imensa quantidade de registros em celulares, redes sociais e aplicativos. No entanto, quase nunca temos o hábito de retornar a eles. Às vezes podem parecer só besteiras, mas quantos desses relatos não mostrariam nosso crescimento e nossas mudanças em todos esses anos? Uma pergunta por dia convida você a registrar suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”.

Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. Depois das primeiras páginas fica impossível parar, e as possibilidades são infinitas: comece agora mesmo, não importa que dia é hoje; responda sozinho, com o melhor amigo ou com um grupo inteiro de amigos; um casal pode registrar junto suas respostas, cada um em seu livro ou num livro só. Respondendo, relendo, guardando para si ou compartilhando, a brincadeira funciona como uma verdadeira cápsula do tempo – termine um ano, inicie outro e redescubra a cada página um novo eu.

 

Minutos de Sabedoria – C. Torres Pastorino: Como um livro tão pequeno pode ser tão insubstituível. Esse é caso desse. É aquele livrinho que carregamos dentro da bolsa e quando o coração aperta abrimos uma pagina e simplesmente aquela mensagem se encaixa.

Descrição: É um livro de bolso que apresenta reflexões, pensamentos, conselhos para os leitores. Os temas são de serenidade, paz e harmonia. Este best seller de auto-ajuda, apresenta reflexões, pensamentos, conselhos curtos e penetrantes que auxiliam nas horas difíceis e, nos momentos leves, alegram e elevam a alma.

 

O Livro do Bem: Coisas para Você Fazer e Deixar o seu Dia mais Feliz – Ariane Freitas e Jessica Grecco: Como ele mesmo diz, é um livro sobre você. Bem interativo, com atividades, mensagens do bem e muito divertimento. É aquele livro com a sua cara e que te faz espalhar amor por aí!

 Descrição: Este é um livro diferente, porque é sobre alguém muito especial: você. É um espaço para você fazer coisas que vão colocar um sorriso no seu rosto e deixar sua vida mais alegre e feliz. São pequenas e grandes atitudes que vão lembrar você que tudo sempre pode ser melhor e mais divertido se a gente der uma chance, e que cada segundo da vida vale a pena até quando a gente tende a não a acreditar muito.

Este é um livro sobre amor, felicidade e alegria de viver. Mas ele só vai acontecer completamente se você topar embarcar nessa loucura fazendo-o seu de verdade. Cada minuto que você dedicar a estas páginas farão com que este livro se torne mais completo e mais seu. Então vem! E fica aqui um convite: fotografe e publique tudo o que você fizer no seu Livro do Bem nas redes sociais com tag #livrodobem. Porque o que é do BEM merece ser compartilhado!

 

Nunca Desista de seus Sonhos – Augusto Cury: Quando os obstáculos aparecem na sua vida, o que você faz? Nosso primeiro instinto é desistir ou regredir diante deles. O autor nos impulsiona a perseguir os nosso sonhos e nunca desistir. Trazendo histórias e análises sobre adversidades e como elas foram superadas. Todos temos sonhos e o que nos impede de vivê-los somos nós mesmos.

 Descrição: “Precisamos perseguir nossos mais belos sonhos. Desistir é uma palavra que tem que ser eliminada do dicionário de quem sonha e deseja conquistar. Não se esqueça de que você vai falhar 100% das vezes em que não tentar. Vai perder 100% das vezes em que não procurar. Vai estacionar 100% das vezes em que não ousar caminhar.” – Augusto Cury

Com 25 milhões de livros vendidos sobre temas como crescimento pessoal, inteligência e qualidade de vida. O psiquiatra Augusto Cury debruça-se aqui sobre nossa capacidade de sonhar e quanto ela é fundamental na realização de nossos projetos de vida. Os sonhos são como uma bússola, indicando os caminhos que seguiremos e as metas que queremos alcançar. São eles que nos impulsionam, nos fortalecem e nos permitem crescer. Se os sonhos são pequenos, nossas possibilidades de sucesso também serão limitadas. Desistir dos sonhos é abrir mão da felicidade. Quem não persegue seus objetivos está condenado a fracassar 100% das vezes. Nos faz repensar nossa vida e nos inspira a não deixar nossos sonhos morrerem.

 

Desejamos a todos Becudos que 2017 seja um ano de muitas realizações, felicidade e sucesso.

Vamos correr atrás de realizar os nossos sonhos!

E você? qual livro que te inspirou? ele faltou por aqui? Conta pra gente!

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Resenha: “Deixe a neve cair”, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle

Deixe a neve cair reúne três contos com temática natalina escritos por três autores diferentes: John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle. Além das histórias, o interessante desse livro é que, apesar de serem de autores diferentes, elas se relacionam e, no fim, você tem a sensação de ter lido uma história só com vários personagens.

O primeiro conto é O Expresso Jubileu, de Maureen Johnson. Conta a história de Jubileu, uma garota tímida que namora um dos rapazes mais populares da escola e se acha muito sortuda por isso. No primeiro Natal que Jubileu vai passar com a família do namorado, seus pais, viciados em comprar peças de uma coleção natalina, são presos em uma confusão em uma loja de outra cidade, e ela tem que pegar um trem bem na véspera de Natal para ir para a casa de seus avós. Por causa da nevasca, o trem para no meio do caminho e, ao sair para procurar um telefone, ela se perde e acaba sendo acolhida na casa de Stuart, que acabou de passar por um rompimento de namoro muito doloroso.

O segundo conto é O milagre da torcida de Natal, de John Green. Quando J.P., Duke e Tobin, três amigos de infância, se vêem presos na casa de Duke em plena véspera de Natal por causa da nevasca, o tédio os consome. Até que J.P. recebe uma ligação de uma lanchonete da cidade que funciona 24 horas dizendo que um trem havia parado na cidade e um grupo de líderes de torcida estava passando o tempo lá. De tanto insistir, ele convence Duke e Tobin a enfrentar a nevasca para chegar à lanchonete e, juntos, eles encaram a aventura de fazer a velha van da mãe de Tobin passar pelas montanhas de neve rumo às líderes de torcida.

O terceiro conto é O santo padroeiro dos porcos, de Lauren Myracle. Addie ama Jeb e Jeb ama Addie, mas não como ela gostaria. Enquanto a garota é romântica e adora demonstrar isso nos mínimos detalhes, Jeb é seco e distante, a amando só dentro de seu coração. Quando os dois terminam e Jeb viaja para passar o Natal em outra cidade, Addie conhece uma senhora frequentadora da Starbucks em que trabalhava que a dá algumas lições de vida importante, a fazendo refletir sobre suas escolhas e sua vida. Assim, ela envia um email marcando um encontro com Jeb, que não aparece. Mal sabe ela que o garoto havia ficado preso na cidade ao lado, porque seu trem não conseguiu ultrapassar a neve.

O que há em comum nesses três contos? Você vai responder: Natal, adolescentes, amor… E eu te digo: o trem. Tudo acontece porque o trem fica preso na neve. Jubileu conhece Stuart porque desce do trem para procurar um telefone público a fim de tentar ligar para o seu namorado e explicar por que não vai passar o Natal com ele. J.P., Duke e Tobin só saem de casa porque o trem que parou na cidade trazia lindas líderes de torcida que foram para a lanchonete próxima tomar um chocolate quente, e, assim, Tobin descobre que ama Duke (sim, Duke é uma menina). Addie fica arrasada quando pensa que Jeb não quis encontrá-la de propósito, mas sua esperança renasce quando descobre sobre o trem e corre para a cidade vizinha atrás dele, que, por sua vez, está desesperado tentando avisá-la sobre o atraso.

Outra coisa em comum: a lanchonete. Todos se encontram lá. Uma forma de mostrar que não importa o lugar, o que importa é com quem você está. O Natal não se trata de ceias sofisticadas ou presentes caros, mas sim, refletirmos sobre nós mesmos, nossas relações com quem amamos e nosso desejo de melhorar sempre. Penso no trem como o Expresso Polar, mas, ao invés de ir para o Pólo Norte, leva os personagens para uma cidadezinha desconhecida, onde todos os desejos de Natal se realizam.

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Três romances para começar a gostar de “livro velho”

Nós, apreciadores da literatura clássica, temos um sério problema: atrair mais pessoas para o hábito de ler estes livros que prezamos tanto. Os motivos que os meus pares dão quando tentam convencer alguém a se engajar nessa empreitada nem sempre fazem sentido ou denunciam a própria inépcia de quem se julga um bom leitor. Exemplo: quantas vezes você não viu algum professor dizendo que a leitura dos clássicos melhora a sua capacidade de expressão quando o próprio professor não era nenhum primor nessa habilidade?

Portanto, deixarei de lado o clichê de fazer uma lista de motivos para você começar a ler os clássicos. Para mim é óbvio que o problema que as pessoas encontram em gostar dos clássicos não é propriamente gostar do livro, mas gostar de toda uma categoria de livros, que eu despretensiosamente chamo de livros velhos.

Destaco aqui três livros muito diferentes entre si, mas que acredito que terão em comum o poder de despertar em você uma sincera curiosidade para conhecer formas diferentes de se fazer literatura. Vamos à lista.

1. Anne de Green Gables

Este romance certamente irá agradar o leitor habituado aos Young Adults modernos. Narra magistralmente a formação de Anne Shirley, menina órfã adotada por um bondoso casal de irmãos, desde a sua infância até os seus dias na universidade. Uma leitura extremamente recompensadora.

2. A Revolução dos Bichos

Os animais de uma fazenda são alertados pelo mais sábio dos porcos e percebem que a sua força de trabalho é injustamente tomada pelo seu dono. Armam então uma revolução com sucesso, mas logo percebe-se que o poder se concentra primeiro na mão de alguns animais, que os lideram, e depois nas mãos de um único animal, o porco Napoleão. Uma fábula atemporal sobre as consequências do totalitarismo.

3. Os Três Mosqueteiros

D’Artagnan, francês da Gasconha, deixa a sua terra aos dezoito anos e vai para Paris realizar o seu sonho de ser mosqueteiro. O gascão logo se torna amigo dos mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis e involuntariamente se envolve com intrigas políticas do reino, das quais escapa com vida graças à sua astúcia e às qualidades de cada um dos seus inseparáveis companheiros.

Espero sinceramente que os livros lhe agradem e que você adentre esse maravilhoso universo dos livros velhos sem se intimidar pelos pretensiosos leitores que o representam. Jamais se esqueça de que a literatura deve ser um prazer, nunca uma obrigação ou algo sério ou difícil demais. Tenha isso em mente e com certeza o ato de ler será muito mais agradável e proveitoso.

Livros, Resenhas

Resenha: Feiticeira Escarlate – A Busca Pelo Visão, John Byrne

“Descubra a história caótica dá Feiticeira Suprema do Universo Marvel. Desde os dias iniciais de Wanda , acompanhe sua primeira aparição como integrante dá maligna Irmandade dos Mutantes de Magneto, antes de mergulhar na versão definitiva da personagem, quando a Feiticeira Escarlate é forçada até seu ponto de ruptura na clássica saga A Busca pelo Visão, de John Byrne.”

Desde seu nascimento, já era possível perceber que a história da Feiticeira Escarlate seria repleta de confusão e loucura. Com um passado repleto de mentiras e manipulações, é fácil entender o porque de Wanda se confinar em seu próprio mundo, fugindo da realidade.

A Feiticeira Escarlate já se deparou com inúmeras forças que tentaram controlar o seu poder, entre elas estão Mefisto, Doutor Destino e até mesmo o seu próprio irmão, Mercúrio. Todos eles se aproveitaram e tiraram vantagem da natureza, muitas vezes frágil, de Wanda, manipulando-a para cometer atos terríveis.

O trabalho de Byrne combina perfeitamente com o estilo da Feiticeira Escarlate, ele é o responsável tanto pelo roteiro, como pela arte. Em ambos os aspectos ele acerta em cheio, o roteiro é bem amarrado e mostra muito bem a interação entre Visão e sua esposa, Wanda. Destaca também a interação entre os Vingadores do leste, do centro e do oeste dos EUA, que estão sempre em alerta para qualquer coisa que tenha acontecido com os seus companheiros.

Wanda está desesperada para ajudar o seu esposo, Visão, que anteriormente teve sua mente apagada. O Pantera Negra e o Homem-Formiga afirmam que não há mais nada que se possa fazer, mas Wanda não acredita, e toma isso como uma recusa em auxiliá-la em recuperar a mente de seu marido. Enquanto a Feiticeira se afasta furiosamente de seus companheiros, ela passa ao lado de Magnum, um membro dos Vingadores da Costa Oeste. Wanda não sabe, mas o único que pode ajudá-la, é Magnum, porém, ele não quer revelar a Feiticeira que seria capaz de trazer a mente de seu esposo de volta, pois assim como Visão, Magnum é apaixonado por Wanda.

Decidida a ajudar o seu marido, a Feiticeira pega a nave dos Vingadores ao lado de Visão e parte a procura de alguém que possa ajudá-la. Sua busca a leva a Universidade de Saunders, uma faculdade de artes que fora recentemente convertida para as chamadas Ciências Exatas, cuja especialidade é robótica. Wanda e seu marido pousam o avião dos Vingadores e logo se encontram com Jeremiah Randômico, o reitor de robótica. O homem assegura a Feiticeira Escarlate que é capaz de recuperar a mente de Visão, assim ele os leva para o interior da faculdade, os heróis não percebem, mas assim que deixam a nave, ela é destruída. Jeremiah seduz Wanda com promessas vagas enganando-a, e logo que consegue separá-la de seu esposo, ele a encurralá-la, o plano de Randômico é o de controlar o poder de Wanda, assim como muitos antes dele.

Feiticeira Escarlate – A Busca pelo Visão é uma ótima HQ, que se aprofunda ainda mais na persona da heroína escarlate, mostrando as dificuldades que ela passa sendo um alvo constante. Muitos querem roubar seu poder a qualquer custo, e isso causa grandes impactos na psique da Feiticeira, uma personagem frágil mentalmente que pode a qualquer momento, estourar. Se você não conhece a Feiticeira Escarlate, essa é uma boa oportunidade de conhecer.

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10 séries literárias que não deram certo nos cinemas

Em 2001, dois verdadeiros fenômenos literários chegavam aos cinemas: Harry Potter e a Pedra Filosofal e O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Com o sucesso imediato dos filmes, a indústria cinematográfica começou a investir cada vez mais nas adaptações de séries literárias.

Mas diferente dos livros, nem todas as adaptações tiveram um final feliz. O Beco Literário traz dez exemplos de boas histórias que não conseguiram repetir nos cinemas o êxito das livrarias:

 

Divergente

A trilogia Divergente, da americana Veronica Roth, alcançou um estrondoso sucesso editorial. A história segue a personagem Beatrice Prior lutando contra a tirania de uma sociedade segregada em facções num futuro pós-apocalíptico.

Em 2011, a Summit Entertaiment (estúdio responsável por Crepúsculo) comprou os direitos para levar a trilogia aos cinemas. Divergente dividiu a opinião da crítica mas fez bastante sucesso, dando sinal verde para a produção das sequências: Insurgente e Convergente.

A Série Divergente: Insurgente chegou aos cinemas com a missão de redimir os erros do filme anterior. Porém os mesmos problemas de roteiro e mudanças significativas na história acabaram desagradando tanto a crítica quanto o público. Mesmo assim o filme lucrou nas bilheterias.

Apostando no sucesso comercial da franquia, a Summit decidiu dividir o último volume da trilogia em dois. Porem A Série Divergente: Convergente foi um fracasso de bilheteria, o que levou o estúdio a cancelar a produção do último filme para os cinemas. A Série Divergente: Ascendente, conclusão da saga, deve ser lançado como telefilme e com um elenco diferente dos anteriores.

 

Desventuras em Série

Criada por Daniel Handler sob o pseudônimo de Lemony Snicket, Desventuras em Série conta a história dos irmãos Baudelaire. Após a morte dos pais, eles vão morar com o estranho Conde Olaf, um parente distante que só está de olho na fortuna herdada pelas crianças.

A história dos três primeiros livros (de um total de treze) foi adaptada em um único filme em 2004, com Jim Carrey interpretando magistralmente o Conde Olaf. Desventuras em Série obteve críticas favoráveis e um bom retorno do público.

O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, vencendo na categoria de melhor maquiagem. Tudo indicava o início de uma promissora franquia. Porém diversos atrasos na produção tornaram inviável a continuação da série.

Em 2017, Desventuras em Série retorna como série de TV pela Netflix, com Neil Patrick Harris interpretando o Conde Olaf.

 

Eragon

Escrito por Christopher Paolini, Eragon é o primeiro volume da série literária Ciclo da Herança. Narra a história de um jovem camponês que vê sua vida mudar após encontrar um ovo de dragão. O surgimento do ovo reacende a esperança de derrotar o terrível Galbatorix e restabelecer a paz ao reino de Alagaësia.

Dragões, elfos, magia e uma boa história. Eragon tinha muitos elementos para garantir o sucesso nos cinemas. Porém a adaptação tratou o universo dos livros de maneira rasa e sem profundidade, gerando críticas negativas e o fracasso comercial do filme, impossibilitando a continuidade da série.

 

A Bússola de Ouro

Primeira parte da trilogia Fronteiras do UniversoA Bússola de Ouro acompanha a jornada da pequena Lyra Belacqua para o Ártico, procurando seu amigo desaparecido. Escrita pelo britânico Philip Pullman, a história mistura fantasia com elementos de física, filosofia e teologia.

Nicole Kidman, Daniel Craig e Eva Green. Com esses nomes no elenco, A Bússola de Ouro prometia ser um grande sucesso. Mas infelizmente o roteiro mutilou a história. Os últimos capítulos do livro foram simplesmente ignorados, enfurecendo os fãs da trilogia. Além disso, não houve o desenvolvimento adequado de personagens importantes. O resultado foi uma recepção bem negativa de público e crítica.

 

Percy Jackson e os Olimpianos

Percy Jackson e os Olimpianos, série mitológica escrita por Rick Riordan, alcançou grande sucesso ao redor no mundo. Os livros são ambientados nos dias atuais, onde os deuses do Olimpo estão criando uma nova raça de heróis mitológicos: os semideuses – metade mortais, metade imortais.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios dividiu opiniões, principalmente pelas alterações significativas do roteiro em relação ao livro. Mesmo assim o filme conseguiu arrecadar uma quantia razoável.

A sequência Percy Jackson e o Mar de Monstros só chegou aos cinemas 3 anos depois. As críticas conseguiram ser ainda piores que as do primeiro filme. E o fraco desempenho nas bilheterias tornou incerto o futuro da saga no cinema.

 

As Crônicas de Nárnia

A obra-prima de C.S. Lewis é uma das séries literárias mais aclamadas de todos os tempos. Misturando temas cristãos com elementos de mitologia e contos de fadas, Lewis criou Nárnia: um lugar onde os seres mitológicos abundam, os animais podem falar e a magia existe.

As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa foi o primeiro filme lançado pela Disney. O resultado foi uma das maiores bilheterias do ano e parecia ser o início de uma promissora franquia. Porém As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian não obteve o mesmo êxito. A arrecadação abaixo do esperado fez com que o estúdio abrisse mão da distribuição dos filmes.

Então a Twentieth Century Fox assumiu o projeto e lançou As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. Mas o filme repetiu o fraco desempenho do seu antecessor.

Um reboot para a saga está sendo produzido, em um novo estúdio e com novo elenco. Tomara que tudo dê certo e que os novos filmes tragam o sucesso que a grandiosa obra de C.S. Lewis merece.

 

Os Instrumentos Mortais

A série de livros Os Instrumentos Mortais acontece numa cidade repleta de demônios, magos, lobisomens, entre outros seres sobrenaturais. Quem está prestes a descobrir isso é a jovem Clary Fray, que parece ter sido a única testemunha ocular de um assassinato numa casa noturna cheia de gente.

Mas ao contrário dos livros, o filme Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos não agradou. Alguns críticos o apontaram como uma das piores adaptações das páginas para as telas. Os elementos comuns nas franquias de fantasia estão presentes, mas não são bem aproveitados.

O resultado desastroso comprometeu a produção do segundo filme que já tinha sido anunciado. Porém a história criada por Cassandra Clare ganhou uma série de TV: a primeira temporada de Shadowhunters já está disponível na Netflix, e a segunda deve estrear em breve.

 

Dezesseis Luas

A primeira parte da série Beautiful Creatures, escrita por Kami Garcia e Margaret Stohl, conta a história de Ethan, um jovem atormentado por sonhos recorrentes com uma moça que nunca viu. Até que, na escola, ele conhece Lena, a misteriosa garota dos seus sonhos. Mas a aproximação dos dois revelará segredos obscuros que podem condenar o romance entre eles.

Dezesseis Luas era considerado o sucessor direto a herdar os fãs da recém-concluída saga Crepúsculo. Mas a adaptação teve um desempenho desastroso nas bilheterias. O filme custou US$ 60 milhões e arrecadou pouco mais de US$ 19 milhões nos Estados Unidos.

 

O Guia do Mochileiro das Galáxias

A série de livros escrita por Douglas Adams é um marco da cultura geek mundial. Quando a Terra está prestes a ser destruída, Arthur Dent é salvo pelo amigo Ford Prefect, um extraterrestre que está coletando informações para um famoso manual: O Guia do Mochileiro das Galáxias. Pegando carona numa nave alienígena, a dupla inicia uma alucinante aventura percorrendo o universo.

O principal problema da adaptação é a falta de precisão ao transportar a essência do livro para o cinema. As piadas soam mais genuínas nas páginas do que nas telas. Além disso o humor britânico, carregado de sátira social e nonsense não agradou a todos e o filme não alcançou o sucesso esperado.

 

O Hobbit

Prelúdio de O Senhor dos Anéis, o livro de J.R.R. Tolkien acompanha a trajetória de Bilbo Bolseiro em sua jornada épica para retomar o Reino de Erebor das garras do temível dragão Smaug.

Bom, O Hobbit é um caso à parte na nossa lista. Após o sucesso de O Senhor dos Anéis nos cinemas, o diretor Peter Jackson decidiu voltar à Terra-Média e contar a história que antecede a saga do Um Anel. Inicialmente a ideia era dividir o enredo do livro em duas partes. Mas a produção foi além e decidiu transformar a história em uma trilogia.

Na contramão de outras adaptações, O Hobbit teve espaço de sobra para contar sua história. Com a decisão de estender por mais um ano o fim da saga, os dois roteiros previamente produzidos se transformaram. Personagens que não aparecem no livro foram incluídos e muita informação dispensável foi adicionada.

Apesar das críticas, a trilogia O Hobbit foi um sucesso. Mas em termos de conteúdo, o resultado ficou muito abaixo do esperado.

Livros, Resenhas

Resenha: “Nerve”, Jeanne Ryan

“Nerve”, da estreante americana Jeanne Ryan, conta a história de Vee, uma garota tímida que trabalha em uma loja de roupas e ajuda nos bastidores das peças de teatro da escola. Comum, ela é totalmente diferente de sua melhor amiga Sydney, a loira alta e linda, protagonista de todas as peças e acostumada a ser o centro das atenções.

Cansada de viver nas sombras, Vee decide fazer um dos desafios preliminares do jogo NERVE. O jogo, que é transmitido ao vivo pela Internet 24 horas, consiste em vários desafios em que, ao ponto que os competidores vão realizando, ganham vários prêmios e muitos fãs. Os desafios variam em grau de dificuldade e devem ser cumpridos no mundo real, transmitidos ao vivo no site do NERVE e ninguém pode saber que aquilo era um desafio do jogo. Depois que você é selecionado nas etapas preliminares, pode ir para uma grande rodada ao vivo e ganhar muito dinheiro.

Na cabeça de Vee, ela só irá cumprir um desafio considerado fácil e bobo, provar que não é uma menina sem graça e ir para casa. Só que não. Vee conquista uma legião de fãs que imploram por mais desafios e, tentada pelos prêmios e por passar mais tempo com seu parceiro de jogo, começa a entrar cada vez mais no mundo de NERVE. A cada rodada, os desafios ficam mais difíceis na mesma proporção em que os prêmios ficam mais atraentes, e começam a envolver questões pessoais mal resolvidas e até seus amigos. Observadores (como são chamados os expectadores do jogo que acompanham os desafios ao vivo ou pela Internet) a seguem por todos os lugares e Vee começa a ver que as coisas não eram tão simples assim.

As questões presentes nesse livro são: Quem criou o jogo? Na história, ninguém sabe se é um criador, vários ou até uma empresa. Será que os prêmios são mesmo reais? Se são, de onde eles tiram tanto dinheiro? E por que se escondem? Não vou entrar em detalhes sobre os desafios, mas alguns são bem perturbadores e a falta de privacidade é intensa, parece um Big Brother. Chegou um momento que até eu tive a sensação de estar sendo observada.

Além dessas questões pertinentes à história, somos levados a pensar na ganância humana, já que os desafios são baseados nos maiores medos e relacionamentos dos jogadores em troca de seus maiores desejos materiais. Até que ponto você iria para ter tudo o que sempre quis? Mentiria? Roubaria? Magoaria sua família? Seus melhores amigos? Mataria? Mas é claro que são só perguntas hipotéticas, afinal, é só um jogo. Será?