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Estudos + mundo geek: é possível conciliar?

Na atualidade, torna-se um desafio conciliar a correria do colégio ou faculdade às series, filmes e livros que se acumulam gradativamente. Seguem abaixo algumas formas de se organizar e adequar os seus estudos ao fantástico mundo geek.

Estudar enquanto ouve músicas?

Um estudo britânico apontou que a música melhora o desempenho dos estudantes. As recomendações são músicas clássicas, como Mozart e Beethoven, mas como o objetivo é estudar e ser geek, simultaneamente, que tal transformar as músicas pop em clássicas? É esse o objetivo de grupos como o The Piano Guys. Você é um daqueles que chora ao receber as notas de matemática e sequer sabe quantos pontos precisa para não ser reprovado, pois faz confusões ao somar, segue a playlist para aumentar em 12% suas notas:

Séries/filmes como objetos de estudo?

Parece um sonho, mas você não leu errado. Existem uma infinidade de séries e filmes que resgatam ou complementam conteúdos estudados em sala de aula.

Reign, série da The CW com 4 temporadas e disponível na Netflix, é um fabuloso objeto de estudo. A produção cinematográfica nos permite entender conteúdos de História, como: a formação dos estados nacionais europeus, as relações de dominação da Igreja Católica no período de transição entre o medievo e modernismo, as relações de poder existentes entre a nobreza e o rei, as junções políticas entre dinastias (famílias), entre outros tantos assuntos.

Breaking Bad é uma ótima opção para tentar entender a Química, como quando o Sr. White deduz as proporções dos compostos químicos constituintes do corpo humano; ou quando usa conceitos de eletroquímica na produção de uma bateria de mercúrio, usando metais como parafuso e moedas.

Para entender mais sobre conceitos físicos, como tempo e espaço, Cosmos: A Spacetime Odyssey é uma boa sugestão. Pretende cursar ou cursa direito? Que tal umas aulas com Annalise Keating em How to Get Away with Murder? Caso você almeja ser um cirurgião de sucesso, comece a preparar-se psicologicamente com Grey’s Anatomy.

Alguns filmes também são ótimos para visualizar conceitos escolares. Lincoln e A cor púrpura são excelentes opções para visualizar a luta acerca do abolicionismo nos Estados Unidos, a Guerra Civil e a consequente segregação racial no país. Invasão à Casa Branca retrata as rixas políticas e ideológicas existentes entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, assunto que, inclusive, tem tido bastante repercussão na mídia na atualidade. Interestelar é uma produção fantástica para entender o espaço-tempo, gravidade, entre outros conceitos da Física.

É um amante de livros?

Se a resposta foi sim, ótimo! Os livros ainda são considerados um dos maiores mecanismos transmissores de conhecimento. Existe uma infinidade de livros que podem ser usados como objeto de estudo, claro, com exceção dos didáticos.

As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, é uma obra riquíssima de detalhes sobre a exploração nos países latino-americanos, abrangendo o período colonial, os regimes ditatoriais, e os acontecimentos marcantes nas nações até o momento da publicação do livro (1971).

A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak, contextualiza bem o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) na Alemanha através do pensamento de que os arianos eram uma raça superior a judaica. Sendo assim, as crianças deviam se afastar de literaturas “inferiores”, que eram queimadas em fogueiras pelos oficiais nazistas. O segundo livro que a protagonista rouba em sua vida foi o que restou de uma dessas fogueiras.

1808, de Laurentino Gomes, é uma obra de leitura leve que torna a história algo gostoso de se (re)viver. O tema do livro se pauta na vinda da corte portuguesa para o Brasil, de modo a explicar os motivos que levaram à construção da nação brasileira que conhecemos hoje.

Portanto, é possível conciliar o mundo dos estudos e o geek. Para tal, devemos despertar nosso lado dionisíaco e reinventar os estudos, sem deixar, claro, de absorver os conteúdos abordados na música, série, filme ou livro. Existem infinitas outras opções geek que podem ser adequadas aos estudos e você pode deixar outras sugestões nos comentários. Agora é só pegar o notebook, os fones de ouvido, o livro, uns postites, um caderninho de anotações e uma caneca de café e mergulhar nos estudos de forma divertida e proveitosa!

Atualizações, Livros

Rick Riordan lançará mais livros de mitologias diferentes

Mas calma lá! Não é exatamente da forma que você deve estar pensando.

Dessa vez Rick Riordan não está escrevendo os três novos livros, mas sim os lançando sobre o novo selo editorial da Disney Hyperion que será administrado pelo autor, o “Rick Riordan Presents”. O novo selo trará novos livros que devem seguir a mesma linha de Riordan com heróis das mais variadas mitologias pelo mundo.

O primeiro livro a ser publicado em abril de 2018 será o da autora Roshani Chokshi que retratará uma menina de 12 anos de família indiana nascida na América que acidentalmente libertará um demônio com a intenção de despertar o Deus da Destruição. Ainda em setembro de 2018 teremos o livro de Yoon Ha Lee que irá tratar do folclore coreano e também o livro de Jennifer Cervantes que nos mostrará um garoto de 13 anos que deverá salvar o mundo e desvendar uma antiga profecia maia.

Yoon Ha Lee, Jennifer Cervantes e Roshani Chokshi

Toda a ideia de um novo selo por Rick Riordan surgiu a partir da grande quantidade de pedidos que Riordan recebe para escrever sobre novas mitologias que o autor não podia atender devido aos seus vários livros que ainda estão sendo escritos e publicados atualmente, “As Provações de Apolo” que tem seu segundo livro lançado em breve no dia 02 de maio (Confira aqui 10 Coisas que você precisa saber antes de ler As Provações de Apolo) e o terceiro e último livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard” que será lançado em outubro, cuja capa foi divulgada recentemente e você pode conferir abaixo:

Fonte: Publishers Weekly 

it
Livros, Resenhas

Resenha: IT, Stephen King

“Todos flutuam aqui em baixo”… É assim que é conhecido It.

Essas são as últimas palavras que George Demborough ouve antes de morrer, mutilado por uma… Coisa. Uma coisa horrivel, metamorfa, que é também um palhaço chamado Pennywise.
30 anos depois, o estereótipo do palhaço monstruoso é um elemento comum nas obras de terror, mas na época foi uma novidade — e um grande susto pra quem leu e hoje diz que não consegue passar perto de um bueiro sem sentir calafrios.

“Quer um balão, Georgie?”

O livro conta a história de 7 amigos que enfrentam essa criatura macabra e quase onipotente não uma, mas DUAS vezes. São duas narrativas intercaladas: uma retrata a infância do “Clube dos Perdedores” como eles chamam a si mesmos; outra conta a história deles adultos, num segundo encontro com Pennywise, que está de volta na tenebrosa Derry.

Bill, Eddie, Ben, Richie, Stan, Bev e Michael desenvolvem uma amizade tão forte e verdadeira ao longo da história que você quase deseja ser amigo deles também. Cada um dos personagens tem personalidades marcantes e são essenciais não só para a história, mas para a construção de personagem de cada um dos outros. Eles literalmente não seriam os mesmos se não estivessem juntos.

“Talvez, pensou ele, não existam coisas como amigos bons ou ruins. Talvez existam só amigos, pessoas que ficam ao seu lado quando você se machuca e que ajudam você a não se sentir muito sozinho. Talvez valha a pena sentir medo por eles, sentir esperança por eles e viver por eles. Talvez valha a pena morrer por eles também, se chegar a isso. Não amigos bons. Não amigos ruins. Só pessoas com quem você quer e precisa estar; pessoas que constroem casas no seu coração.”

Da esquerda para a direita: Stan, Richie, Michael (atrás), Bill, Bev, Ben.

Vale a pena mencionar: Derry é maligna. Você vai aproveitar a obra bem mais se souber disso desde a primeira linha, desconfiando de tudo e todos que encontrar ao longo de suas 1104 páginas (sim, é monumental). Os protagonistas vão sentir isso na pele, ao sofrerem bullying e negligência, desde o valentão Henry Bowers até o farmacêutico Sr. Kleene. O que torna IT diferente da maioria das histórias de terror é justamente tratar de tais temas (inclusive a homofobia, o que é bastante corajoso para a época).

Outro tema da obra é o quanto você é definido pela sua infância — e principalmente pelos seus pais. Muitos medos e problemáticas dos personagens derivam de suas experiências nas suas casas, com pais controladores, ausentes, paranóicos ou até agressivos. E claro, também existe todo o lado metafórico da Coisa ( 😉 ). Um palhaço que assume a forma do que mais te assusta é uma forma genial de se tratar dos medos da infância, e como nós crescemos ao enfrentá-los. O “Clube dos Perdedores” são 7 crianças que enfrentam seus maiores medos e tornam-se adultos, seguindo suas vidas até que sejam confrontados novamente pela memória dos traumas que deixaram para trás.

Com uma narrativa envolvente, King não poupa palavras pra contar cada memória e momento crucial na construção de cada personagem central (e as vezes nem tanto) da trama. Diferente de alguns outros livros do autor, não tem muito o que cortar em IT que não fosse fazer falta de alguma maneira. Se no final do livro você estará vibrando pelos personagens e temendo por eles (ou, no caso de Henry Bowers, odiando), é justo pelo tempo que você passa acompanhando eles ao longo de sua jornada.

A esse ponto você já deve ter percebido que IT não ficou famoso por nada. Gostando ou não, é difícil contestar as qualidades técnicas e artísticas da obra, que consegue ser muito mais que um livro de terror: é uma história sobre crescer, e sobre a vitória do amor sobre o medo.

E também sobre um palhaço metamorfo assassino.

Tomando banho com o crush

Se você gostou, confere aqui o trailer do filme baseado na obra que vai sair em setembro de 2017, e o da adaptação original para a TV de 1990 aqui. Não esquece de compartilhar o texto! 😉

Imagem retirada do acervo: AmeopoemA
Colunas, Livros

Poesia Marginal: da Geração do Mimeógrafo dos anos 70, aos Zines xerocados de hoje – Estação AmeopoemA

O que você anda lendo? Gosta de Poesia? Vou além… você sabe o que é Poesia Marginal? Sabia que o grande cenário poético atual não figura nas grandes editoras, não está nas prateleiras das grandes livrarias e você pode ter acesso a esse material riquíssimo nos perfis e páginas das mídias sociais, saraus, bares, esquinas e que o Fanzine, ou, mais precisamente o Zine, na maioria das vezes, é a primeira publicação desses poetas e poetisas? Perguntas, perguntas e mais perguntas. Calma! Se você já sabe de tudo isso, sei que tem lido muita coisa boa, já você que não sabe, agora vai ficar sabendo e te garanto que vai curtir a coluna, pois um dos meus propósitos aqui no Beco Literário é tratar sobre a Literatura Marginal e seus agentes mais contemporâneos e atuantes, portanto já que vamos tratar de poesias e zines, adianto que esta publicação artesanal perde o prefixo “fã” quando não há objetivo de homenagear um determinado “ídolo” e passa a ser uma publicação autoral, ou que trate de um tema que não tem a ver com homenagem a uma determinada figura pública, por isso, aqui trataremos dos Zines.

A Literatura Marginal foi assim conceituada na década de 70 e tem como principais autores dessa época, Leminski, Torquato Neto, Chacal entre outros. Óbvio que muitos não chegaram sequer a serem conhecidos publicamente. Digamos que, para cada poeta que tem seu trabalho reconhecido, dez moleques saem da várzea para o Futebol profissional, uma estatística exagerada que criei aqui para dar a dimensão da enrascada que era/é se meter a escrever objetivando algum lucro nisso, por menor que seja. No meu caso de maior sucesso, já recebi umas cervejas em troca de um, ou outro livro meu e não há demérito nisso, que fique claro. Voltando ao nosso assunto, a Literatura Marginal influenciou toda uma geração de artistas no Brasil, não só na própria Literatura, mas também na Música, Dança, Artes Plásticas e demais linguagens artísticas, porém como nosso enfoque aqui são os zines de poesia, vamos dizer que esses são netos dos livretos produzidos artesanalmente pela “Geração do Mimeógrafo”, que ficou assim conhecida por conta dos livros produzidos e reproduzidos naquele trambolho em que na década de 70, 80 e 90 rodavam as provas escolares da galera da minha geração e gerações anteriores. No média – metragem “A Lira Pau – Brasília: A Geração do Mimeógrafo e os Poetas Marginais de Brasília na Ditadura Militar”, Nicolas Behr diz: “a Geração do Mimeógrafo tirou o terno e a gravata da poesia”. Talvez eu não tenha ouvido, ou sequer imaginado, uma definição melhor para a poesia marginal e, para você que não sabe do que é,  pergunte aos seus pais o que era esse tal “mimeógrafo” que eles, certamente, vão dar uma risadinha dizendo: “É… na minha época blá… blá… blá.” Eu confesso que quando tive contato com um, cheirei tanto álcool que rolou uma onda, sem exagero.

Como se faz e o que são os Zines?
São diversas as possibilidades de confeccionar Zines. Podem ser manuscritos, digitados, impressos e xerocados. Há uma série de técnicas para estilizar cada livreto, ou folheto, o autor “zineiro”, escolhe como prefere, enfim. Eu conheci o Zine e fiz o meu primeiro no ano de 2007, quando estudava no Centro do Rio de Janeiro e lá mesmo dobrava uma folha de papel A4, escrevia uns poemas e xerocava para vender, ou mesmo trocar pelo que rolasse, geralmente aceitava uma contribuição espontânea só para pagar a xerox mesmo. Hoje, dez anos depois, as coisas mudaram um pouco, porém a essência continua a mesma e cada vez mais os zines vão ganhando modelos, materiais e formatos diferentes, os mais comuns são de poesias, mas também se encontra com contos, quadrinhos e outros gêneros literários e uma das galeras mais resistentes desse cenário é o pessoal do “AmeopoemA”, que tem ponto entre a porta do Centro Cultural Banco do Brasil  e Cinelândia. Nelson Neto, Shaina, Dy Eiterer, Sidney Machado, Paulinho, Rômulo Ferreira, Luiz Silva e outras figurinhas fáceis por ali já ofereceram suas poesias para milhares de pessoas naquele local. Segundo Rômulo Ferreira, o movimento é:

Acervo: AmeopoemA

Grupo de leitura e proliferação poética e artística!

Criado em junho de 2010, a partir de uma forma física que era o  ZINE AMEOPOEMA, veio a vida  este grupo que tem a intenção de facilitar a proposta de ser lido e divulgar os trabalhos de amigos e desafetos!

Temos três formas de espalhar poesia pela cidade:

1-    Zine mensal impresso AMEOPOEMA, que está em sua 47 edição.

2-    Sarau AMEOPOEMA, rede de leitura e troca de ideias em praças públicas de todo o território nacional.

3-    Página em rede social, onde todo autor e leitor podem interagir de forma mais direta.

Criado por Rômulo Ferreira e Bárbara Barroso. O AMEOPOEMA, vem atuando de forma independente e sem ajuda de custos de lei alguma, vivemos basicamente da colaboração de amigos e alguns passantes de onde os eventos acontecem.”

Eu, Guarnier, este humilde poeta, já os considero parte do imaginário poético daquele canto da cidade e um dos patrimônios do Centro do Rio, portanto você que vier dar uns roles por aqui, tem que passar lá, comprar seu zine e beber dessa poesia, já para você que nem pretende pisar estas terras, mas que gostaria de conhecer o trampo, é só dar uma conferida na página do Facebook deles que deixarei no final da coluna.

Link da página do AmeopoemA: https://www.facebook.com/ameopoema/?fref=ts

Livros, Resenhas

Resenha: Centelha, Amy Kathleen Ryan

Com as garotas de volta, parece que tudo ficará mais fácil. Bem, deveria ser assim, mas as coisas não são tão simples como parecem. Em Centelha, segundo volume da série Em busca de um novo mundo, Amy Kathleen Ryan nos traz um outro lado da história. Um garoto de 16 anos é capaz de se tornar o capitão de uma nave que tem uma missão tão importante? É capaz de ponderar suas ações e reconhecer seus erros? É interessante como vemos a complexidade do personagem Kieran e todas as facetas do ser humano, ainda mais, quando está em uma situação de risco, e sua maior luta é pela sobrevivência.

Bem, nesta continuação, Seth virou o indesejável número 1, Waverly não aceita a vocação de messias de Kieran e a noção de certo e errado dentro da nave fica meio distorcida. Para piorar tudo, ataques misteriosos começam a acontecer dentro da nave e Seth é o maior suspeito, já que conseguiu fugir da prisão de forma misteriosa. A história passa a ser narrada em vários cenários, já que os personagens passam a maior parte do tempo separados e temos várias visões diferentes da mesma história. Kieran e sua convicção de estar fazendo a coisa certa obrigando os serviços religiosos para manter todos unidos, Seth e sua busca pelo verdadeiro culpado, e Waverly e sua luta de instaurar a democracia e destituir o poder absoluto de Kieran.

Para piorar tudo ainda mais, os adultos sobreviventes da Empyrean continuam aprisionados na New Horizon, e um tratado de paz começa a ser discutido, o que é a única chance de verem seus pais de novo, de ter um pouco de normalidade restaurada novamente. O livro é intenso, não dá vontade de parar nem um minuto. Os conflitos nos deixam angustiados e a reviravolta na história é surpreendente. Depois de passar por várias distopias e livros de ficção, fiquei surpreendida com essa série tão pouco conhecida e de tanta qualidade.

Livros, Resenhas

Resenha: Brilho, Amy Kathleen Ryan

Brilho é o primeiro volume da série Em busca de um novo mundo, da autora Amy Kathleen Ryan, publicado pela Geração Editorial. A primeira vez que ouvi falar sobre esse livro foi no Sarau mistérios da meia-noite, no Halloween de 2015, e fiquei encantada com a história. Uma mistura de distopia, ficção científica, uma pitada de romance e muita ação: a receita perfeita para uma obra de sucesso.

Tudo começa com a Terra entrando em colapso. Os recursos naturais acabaram, o povo está morrendo e não há mais nada que possa ser feito. Uma nova Terra é descoberta, um planeta cheio de água fresca, terras férteis e um ecossistema perfeito para habitar a raça humana. Duas naves são abastecidas com plantas, animais e pessoas, e é enviada para esse planeta a fim de que a humanidade não entre em extinção. A viagem é longa, a expectativa é mais de 40 anos, e a missão é clara: as pessoas devem sobreviver e se reproduzir para povoar a Terra nova e começar tudo de novo.

A história é, inicialmente, contada pela visão da vida na segunda nave, a Empyron, e somos apresentados a dois personagens que se mostrarão bem fortes no futuro, Kieran e Waverly, dois adolescentes vistos como grandes pilares do recomeço da vida na nova Terra. Tudo parece correr como planejado, as pessoas convivem em sociedade, cooperando para o bom funcionamento da nave, até que são surpreendidos pela primeira nave, a New Horizon, e um ataque catastrófico destrói tudo o que eles conheciam. Todas as meninas são sequestradas e levadas para a New Horizon, pois suas mulheres apresentaram um problema de fertilidade. Os adultos são mortos e Kieran e os outros garotos se vêem sozinhos, tendo que cuidar da nave e tentar resgatar as garotas.

Além da história fantástica e toda a ação, uma das coisas mais interessantes neste livro é o que as pessoas são capazes de fazer quando são arrancadas de sua zona de conforto e vêem sua sobrevivência ameaçada. Até onde uma pessoa é capaz de ir para salvar sua própria vida? O que é capaz de fazer para manter o poder? O ponto de vista de cada um pode acabar distorcendo um pouco o que é o bem comum e o egoísmo pode se sobressair em quem antes era visto como alguém tão bom. Adorei o livro e já comecei a ler o segundo, ansiosa para descobrir mais do desenrolar dessa história. Para quem gosta de distopias, mas está cansado do mesmo de sempre, Brilho chegou para surpreender.

Colunas, Livros

Especial Dia Internacional da Mulher: 5 livros sobre mulheres fortes para comemorar esse dia

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975, comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e, em 1977, o 8 de março foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

Para comemorar esse dia tão especial nas conquistas femininas, o Beco traz uma lista de 5 livros inspiradores sobre mulheres que vão fazer você celebrar esse dia com estilo:

1 – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Prestes a completar 15 anos, Sofia Amundsen recebe uma misteriosa carta enviada por um desconhecido. Ela passa a receber bilhetes anônimos contendo questionamentos à Sofia sobre sua origem e o que ela veio fazer neste mundo. Quem escreve as cartas é Alberto Knox, um senhor que passa a ser seu professor. Nas cartas, Sofia vai encontrar ensinamentos e aprendizados da filosofia, desde a Antiguidade Clássica até Kant e Darwin.

2 – Garota Exemplar, Gillian Flynn

Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

3 – Sejamos Todos Feministas, Chimamanda Adichie

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo. “A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.

“Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!'”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “anti-africanas”, que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.

Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.

4 – Orgulho e Preconceito, Jane Austen

O principal assunto do livro é contemplado logo na frase inicial, quando a autora menciona que um homem solteiro e possuidor de grande fortuna deve ser o desejo de uma esposa. Com esta citação, Jane Austen faz três referências importantes: a autora declara que o foco da trama será os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor á obra ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum, e prepara o leitor para uma caçada de um marido em busca da esposa ideal e de uma mulher perseguindo pretendentes.

O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casada, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, o Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontraram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí, o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, mostrando também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII.

5 – Eu sou Malala, Christina Lamb e Malala Yousafzai

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes, incompreendido pelo Ocidente.

Livros, Resenhas

Resenha: O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida, Kate Eberlen

Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda. E pode ser que nunca se encontrem. Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado. Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade… ou será que não? O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

 

O Primeiro dia do Resto da Nossa Vida é um livro sobre o destino e como mesmo tomando diferentes decisões, estamos onde deveríamos estar.

 

O livro gira em torno da vida de Tess e Gus, acompanhando cada decisão, cada momento, cada descoberta. Os personagens são incríveis e as histórias bem reais, daquelas que você já ouviu falar ou que se encaixariam perfeitamente na sua vida. Por isso é um livro fácil de se identificar. Os personagens secundários, apesar de serem apenas coadjuvantes são aqueles que desenvolvem a trama quando achamos que nada vai acontecer, eles aparecem. Bem desenvolvidos, mas rasos. Portanto, não se apegue a eles.

Ele trata daquela parte do romance que quase nunca vemos, a expectativa, os momentos antes do primeiro encontro que muda a vida dos personagens, de como tudo conspira e os levou a chegarem ali. Em vários momentos eles se encontram no mesmo lugar mas o mistério do livro é realmente esse, se eles ficarão ou não juntos. O ponto de vista de cada um, a narrativa singular, faz com que a história cresça. O amadurecimento dos personagens durante a leitura é evidente. Nos fazendo assim conhecer a história de cada um e torcendo para um encontro a cada capítulo.

Porque se você acha que alguém é seu Par Perfeito e ele não for, então talvez você tenha perdido a chance de encontrar sua alma gêmea de verdade…

É um romance diferente, com uma narrativa atemporal e íntima. Nos leva a questionar várias vezes as situações problemáticas e reais do livro. Você acaba torcendo por um casal que nem se conhece ou sequer vai se conhecer. Você acaba desejando, mais do que o final feliz, que cada um consiga superar seus problemas e ser realmente feliz.

As mensagens que o livro carrega, a reflexão, foram alguns dos pontos que me surpreenderam. A autora soube trabalhar bastante o simbolismo, os pequenos detalhes que fazem toda a diferença.

Às vezes, as melhores coisas estão bem debaixo do seu nariz. Entende o que quero dizer?

Vale muito a pena a leitura! Destino, histórias que se entrelaçam, a expectativa, vemos que apesar dos desencontros, dos problemas que cercam a nossa vida, tudo tem o tempo e o momento certo de acontecer. O primeiro dia do resto de nossas vidas é todo dia!

Livros

4 Livros Reportagens para celebrar o Dia do Repórter

O dia do repórter foi comemorado sexta, dia 16 de fevereiro em todo o Brasil, e para celebrar esta data, nós do Beco separamos os 4 livros de reportagens que você PRECISA ler. Responsável por apurar os fatos de uma forma imparcial e com assuntos importantes para a sociedade, as reportagens podem ser visuais, sonoras, impressas ou digitais. Uma grande matéria não precisa necessariamente estar presente na forma de mídia mais consumida (TV).

 

Os livros selecionados não são necessariamente uma seleção de livro-reportagens, mas também alguns com bastidores e curiosidades desta cobertura tão abrangente.

 

ROTA 66

 

Principal livro do jornalista Caco Barcellos (Profissão Repórter), Rota 66 é uma investigação que visou identificar 4,200 pessoas mortas pela ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), maior e mais matador batalhão da polícia militar. Foi por causa deste livro que a Rede Globo precisou manter Caco por anos no exterior, para zelar por sua integridade e segurança.

 

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HOLOCAUSTO BRASILEIRO

 

Lançado em 2013, este livro da jornalista Daniela Arbex retrata os maus tratos sofridos por pacientes no maior psiquiátrico do Brasil, o Hospital Colônia de Barbacena, entre 1903 a 1960. Foram 60 mil mortos por uma instituição que arrecadou mais de R$60 mil apenas com a venda de corpos. Para o hospital, eram levados homesxuais, prostitutas, mulheres estupradas por seu patrões, alcoólatras; lá eles eram torturados e mortos sem que ninguém se importasse com seus destinos.

 

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ESTAÇÃO CARANDIRU

 

Livro do doutor Drauzio Varella, Estação Carandiru é o relato do período em que o médico passou no presídio, realizando um trabalho voluntário para conscientizar os presos sobre os riscos e perigos da AIDS, e socorrendo as mais diversas emergências que pudessem surgir.

O registro chegou na livrarias depois do massacre causado pela Polícia Militar em 1992, que matou 111 detentos e culminou no fim da prisão.

 

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FAMA E ANONIMATO

 

Mais focado para aqueles fascinados em perfis, Fama e Anonimato do americano Gay Talese se trata de uma coletânea de perfis que foram publicados nas revistas Esquire e New Yorker. Como o nome diz, temos aqui perfis de famosos e anônimos, como Frank Sinatra e pessoas comuns, mas todos com a mesma atenção e cuidado.

 

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Livros, Resenhas

Resenha: Vingadores – Primordiais, Brian Michael Bendis & Alan Davis

“Em tempos recentes, o Universo Marvel vivenciou um período de grande agitação. Na esteira do catastrófico cerco a Asgard, Capitão América, Homem de Ferro e o poderoso Thor foram espalhados pelos Nove Reinos. Agora, esses antigos irmãos de armas devem colocar suas diferenças de lado para enfrentar um inimigo mortal que ameaça dilacerar seu mundo.”

Durante grande parte da longa história dos vingadores, sempre existiram três membros centrais em torno dos quais o grupo se arma: Homem de Ferro, Capitão América e Thor. Um trio de campeões cuja coragem só se equipara à sua dedicação e camaradagem pelos demais colegas de equipe. Porém, esses três pilares do grupo não poderiam ser mais diferentes entre si. Um soldado, um genial homem de negócios e um deus. Mas apesar das grandes diferenças eles ainda são grandes amigos. Ou, pelo menos eram.

Em 2010, os laços que uniam o trio se romperam. Tudo graças aos eventos que fragmentaram o Universo Marvel, mostrados principalmente em Guerra Civil, de 2006, Capitão, Thor e Homem de Ferro não se encontravam nos melhores termos. Mas graças ao recente cerco sofrido por Asgard, os três acabaram se reunindo em prol de um objetivo em comum. Após lutarem lado a lado por um bem maior, ficara óbvio que algo precisava ser feito para que o trio percebesse o quanto precisavam uns dos outros, e para que as mágoas do passado fossem esquecidas. O evento responsável por essa reconciliação foi Vingadores – Primordiais.

O cerco acabou, Asgard caiu, os heróis caminham sobre as ruínas, prendendo os vilões e resgatando sobreviventes. Capitão América e Homem de Ferro discutem ferrenhamente diante de seus colegas, mas Thor logo se aproxima para separá-los, ambos param de discutir, afinal, estão diante dos escombros de Asgard, lutaram para salvar a casa do deus do trovão, e agora brigam diante de seu colega. Com a discussão encerrada os três caminham entre os restos do reino asgardiano, Thor consternado começa a explicar sua maior preocupação, pois a ponte do arco-íris fora destruída, o portal está danificado e isso afetará os nove reinos. Porém, enquanto Thor está explicando, um portal se forma subitamente, engolindo o poderoso trio em um vórtex, e fazendo-os sumir diante de seus colegas.

O Vórtex os lança separadamente em lugares distintos, deixando-os isolados e sem qualquer conhecimento do que acabara de acontecer. Não demora para que eles voltem a si e percebam que estão sozinhos, o trio fora separado através dos nove reinos, e agora deverão encontrar uma maneira de se juntarem para que possam retornar a Asgard. Porém, enquanto procuram o caminho de casa, terão que lidar com as inúmeras raças que habitam esses mundos, raças que em sua grande maioria são agressivas e perigosas. Além de todos esses problemas, uma poderosa entidade visa dominar os nove reinos, e ela destruirá tudo em seu caminho para que possa atingir seus objetivos. Mais uma vez o trio terá de esquecer suas diferenças, deverão se unir para que possam sobreviver, e assim, além de salvarem suas próprias vidas, salvar também a vida de bilhões de inocentes.

Vingadores – Primordiais é uma ótima HQ, pondo um fim aos conflitos que afetavam não só os vingadores, mas também todo o Universo Marvel. As desavenças entre esse trio durou anos, criando uma grande expectativa em relação ao futuro da terra, pois com os heróis desunidos, os vilões prosperaram como nunca na história da Marvel. O roteiro de Bendis é cem por cento focado na reconciliação, e apesar de o objetivo ser o relacionamento entre os três heróis, a trama em si e o vilão são bem trabalhados, criando um perigo real para todos nos nove reinos. A arte é outro ponto forte, principalmente nas cenas de ação, criando um clima épico e fantasioso. Uma HQ recomendadíssima, afinal, não é todo dia que se vê o Capitão América empunhando uma espada.