Dos mesmos produtores de “Ursinho Pooh: Sangue e Mel“, um dos filmes mais comentados dos últimos meses, o novo filme inspirado na famosa princesa dos contos de fadas, AMALDIÇÃO DE CINDERELA(Cinderella’s Curse) conta com a direção Louisa Warren (“AMaldição das Sereias” e das franquias “The Escapee” e “Toothfairy“) e traz em seu elenco nomes como os de Kelly Rian Sanson (“The Bad Nun 3“, “Magic Mike: A Última Dança” e “Barbie“), Chrissie Wunna (“Ursinho Pooh: Sangue e Mel 2“), Natasha Tosini (da franquia “Ursinho Pooh: Sangue e Mel“) e Sam Barrett (“Missão: Impossível – Acerto de Contas“).
Baseado no mesmo conto popular que a Disney atualizou e popularizou para crianças na década de 1950. Desta vez, uma pequena adaptação da história coloca Cinderela e todos ao seu redor dentro de uma bola sangrenta que eles nunca esquecerão.
A dublagem foi feita no estudio Inside em São Paulo, contando com vozes de Fernanda Barone (voz da Kim Possible, da série “Kim Possible“; Velma Dinkley, dos filmes animados do “Scooby Doo“; da Mavis, da “Hotel Transilvânia“; da Cinderela, de “Cinderela II: Sonhos se Realizam” e “Cinderela 3: Uma Volta no Tempo“; Viúva Negra, da Marvel; e da Vampira, da franquia “X-Men“) como Cinderela, Gisa Della Mare (voz da Sra. Baryl Patmore, da série e filmes “Downton Abbey“; e da Wendy, de “Pokémon“) como a Madrasta e Lucas Gama (voz dos atores Miguel Bernardeau nas séries “Elite” e “Zorro“; Timothée Chalamet no filme “Me Chame pelo Seu Nome“; Bryce Walker da série “13 Reasons Why“; e do personagem Safi, em “Wish: O Poder dos Desejos“) como o Príncipe Levin.
Além de Kate Kelly como Ingrid, Kandy Kathy como Hannah, Claudia Carli como Fada Madrinha, Claudia Victoria como Ania, Samira Fernandes como Rainha, Raul Schlosser como Rei, Ricardo Campos como Jonn, Mario Spatziani como Jacob, Giovanna Maria como Jaq, Agyei Augusto como Tatá e Michelle Ascencion como vozerio. O roteiro de dublagem ficou por conta de Victor D’arthur, direção de dublagem por Gisa Della Mare, técnica de gravação por Thonny Cavaglieri, mixagem/finalização por Thonny Cavaglieri e controle de qualidade por Mariana Sabini, Gean Marquesine e Vixtor D’arthur.
O filme chegará exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 20 de junho, com distribuição da A2 Filmes.
Nesta quarta-feira, dia 12 de junho, a Diamond Films lança nacionalmente o novo filme do diretor Richard Linklater, ASSASSINO POR ACASO. Estrelado por Glen Powell e Adria Arjona, o longa é uma comédia de ação inspirada em uma história real, com uma pitada de romance, e estreia em todo país no Dia dos Namorados.
Esta é a quarta parceria entre Richard Linklater e Glen Powell, que expandem a relação entre diretor e ator e são roteiristas do longa. Rick possui uma carreira bem consolidada na indústria. Mesmo morando em Austin, no Texas, ele se solidificou na indústria americana e foi indicado cinco vezes ao Oscar, além de ter vencido duas vezes o Bafta e duas vezes o Globo de Ouro. Dos 23 longas que o diretor já lançou, seus mais famosos são “Antes do Amanhecer”, “Antes do Pôr do Sol”, “Antes do Anoitecer”, “Jovens Loucos e Rebeldes” e “Boyhood: Da Infância à Juventude”.
Glen Powell vem se destacando cada vez mais na indústria de cinema norte-americana. O ator participou recentemente de “Top Gun: Maverick” e “Todos Menos Você”. Em ASSASSINO POR ACASO, o ator e roteirista interpreta Gary Johnson, um professor que vive uma vida aparentemente tranquila, dando aulas e trabalhando meio-período com a polícia de Nova Orleans, até que ele tem que, abruptamente, passar por assassino de aluguel para ajudar a polícia a prender aqueles que o contratam, e acaba quebrando o protocolo para tentar salvar uma mulher desesperada.
A mulher com quem Gary se relaciona se chama Madison e é interpretada por Adria Arjona. Ela e Powell dividem a tela e apresentam uma forte química, mesmo nunca tendo atuado juntos antes. O ator diz que no primeiro encontro que eles tiveram, antes de começarem a gravar, “pareceu como o melhor primeiro encontro, mas que já a conhecia desde sempre”.
ASSASSINO POR ACASO é um filme perfeito para o Dia dos Namorados. Tem um toque de comédia, de ação, romance e muita química entre os dois protagonistas. “Nós (Powell e eu) não poderíamos planejar essa química e segurança de atuar um com o outro, isso só… aconteceu e eu sou muito grata por isso. Sem nossa química, o filme perderia a chama.”, diz Arjona.
Ainda sobre a química dos dois, Powell afirma que “fizemos um filme que não é só divertido, mas sim sexy e emocionante. Este filme tem tudo! (ASSASSINO POR ACASO) é o melhor filme para um encontro!”
O elenco principal ainda conta ainda com Austin Amelio, que também trabalhou com o diretor e Powell em “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes”, Retta, da sitcom “Parks & Recreation” e Evan Holtzman (“Estrelas Além do Tempo”).
Sucesso de público e crítica, representante do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Internacional e vencedor do Prêmio Teddy no Festival de Berlim, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” foi capaz de atingir inúmeras audiências com a sua história romântica e juvenil entre dois garotos durante os seus despertares sexuais. 10 anos depois, o aguardado retorno de Daniel Ribeiro ao formato de longa-metragem acontece com 13 SENTIMENTOS, que está com o seu lançamento exclusivo nos cinemas agendado para o dia 13 de junho, um dia depois do Dia dos Namorados. Com distribuição da Vitrine Filmes, a obra é uma produção Lacuna Filmes, Claraluz Filmes, Canal Brasil e Telecine. Neste release, confira o pôster e trailer divulgados recentemente.
O filme é protagonizado por João, interpretado por Artur Volpi, um jovem cineasta que termina um relacionamento de 10 anos, mas que mantém uma amizade próxima com o ex-namorado. A busca por um novo amor leva João, um rapaz que prioriza laços afetivos, a conhecer Vitor (Michel Joelsas), por quem se apaixona à primeira vista. Aos poucos, o cineasta vai tentando controlar o relacionamento entre os dois, como se fosse um filme que estivesse construindo.
Daniel Ribeiro parte de uma experiência bastante pessoal, inspirando-se no fim de seu relacionamento com o também diretor Rafael Gomes, cujo longa “45 Dias Sem Você” (2018) é o retrato ficcional dos sentimentos que vivenciou após o término com o ex-companheiro. A resposta de Daniel vem agora com 13 SENTIMENTOS que, ao lado de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, compõe uma trilogia sobre os sentimentos e relacionamentos, que será encerrada com “Amanda e Caio”, sobre um casal transgênero interpretado por Alice Marcone e Gabriel Lodi.
“O roteiro foi escrito bem depois de todo o processo de superação da separação. Eu já tinha processado todos os sentimentos e compreendido quais caminhos eu percorri para estar aberto para uma nova relação. Eu percebo que gosto de escrever sobre minhas experiências com um olhar mais completo de como elas aconteceram.”
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Em 13 SENTIMENTOS, o cineasta aponta que o escapismo é um dos temas caros ao cinema e, nesse sentido, a arte também serve como um mediador disso. João vai utilizar o fato de ser roteirista para criar uma versão da sua vida que seja perfeita.
“Eu acredito que escrever um roteiro e fazer um filme sobre minhas experiências é uma forma de compreender melhor meus sentimentos, e neste filme isso foi transferido para o personagem João, que também passa a escrever um roteiro onde ele pode transformar as partes da realidade que o desagradam, reviver cenas do passado como ele gostaria de ter vivido e reescrever os finais para serem mais felizes. Muitas pessoas aproveitam a experiência de assistir a um filme de ficção como um espelho da própria vida e, consequentemente, compreender melhor os próprios sentimentos, compartilhando-os secreta e intimamente com os personagens dos filmes. 13 SENTIMENTOS, de alguma maneira, aborda essa ideia de buscar uma fuga nas histórias ficcionais, mas também lembra que uma hora precisamos enfrentar a realidade.”
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Outro elemento importante dentro do filme são as redes sociais como forma de conexão entre as pessoas no mundo contemporâneo. “Não tem como fugir de celulares, mensagens e redes sociais quando se faz um filme sobre relações humanas em 2024. Por outro lado, eu não queria que a gente ficasse vendo tela de celular nem mensagens sendo escritas na imagem. Dessa forma, tivemos que ser criativos em traduzir para o cinema as interações via celular, a exemplo de como vemos um longo diálogo entre duas pessoas que estão conversando em um aplicativo de relacionamento. A outra solução foi sempre trazer para o diálogo aquilo que os personagens estavam vendo no celular, deixando para o espectador imaginar o que os personagens estão vendo.”
Filmado em 2023, Ribeiro ressalta que “era um momento em que pessoas LGBT+ estavam voltando a respirar aliviadas depois de um período sombrio, de tensão e insegurança sobre o futuro. Acho que o filme traz esse sentimento de esperança, de um Brasil em que a diversidade é possível, onde todos podem viver sem medo de ser quem são.”
Além do registro de uma contemporaneidade onde muitas dinâmicas são ditadas pela tecnologia, 13 SENTIMENTOS é também um filme que retrata a busca do amor, um sentimento tão universal, do ponto de vista de um personagem gay, trazendo pra telas a diversidade de experiências humanas e a pluralidade dos relacionamentos homoafetivos de uma forma em que todo público consegue se enxergar e se relacionar.
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O elenco de 13 SENTIMENTOS, assim como as personagens, prima pela diversidade, um traço característico dos filmes de Ribeiro, e inclui nomes da nova geração de atores e atrizes que se destacam no cinema e televisão brasileira. Volpi é conhecido por seu papel em “Segunda Chamada”. Michel Joelsas se destacou em “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” e “Que Horas Ela Volta?”. Marcos Oli, que faz Chico, ganhou reconhecimento em “Malhação” e “As Five”. Julianna Gerais, interpretando Alice, é lembrada por “Todxs Nós”. Igor Cosso, como Leo, atuou em “Malhação” e “Salve-se Quem Puder “. Cleomacio Inácio (Martin) é conhecido pelo musical “Tatuagem” e a peça “A Herança”. Já Sidney Santiago (Hugo) ganhou destaque em “Rensga Hits!” e “Segunda Chamada”.
Na equipe artística, o longa conta com direção de fotografia de Pablo Escajedo (“O Guri”), montagem de Cristian Chinen (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”), direção de arte do estreante João Vitor Lage e a trilha sonora de Arthur Decloedt (“Coisa Mais Linda”, “La Parle”). A produção do longa é assinada por Daniel Ribeiro, Diana Almeida (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, “Veríssimo”) e Fernando Sapelli (“Raquel 1:1”, “La Parle”).
O longa 13 SENTIMENTOS receberá apoio do Projeto Paradiso, que faz parte do programa Brasil no Mundo, de apoio à participação de filmes e séries de ficção brasileiros em grandes festivais e mercados mundo afora.
Em sua segunda participação consecutiva na competição oficial de Cannes – entre seis passagens pelo evento ao longo da carreira –, Karim Aïnouz comprovou mais uma vez o motivo de tanto prestígio no festival francês, onde realizou nesta quarta-feira (22) a première mundial de ‘Motel Destino’, seu novo longa-metragem. O filme foi ovacionado por doze minutos ao fim da sessão de gala no icônico Theatre Debussy, na qual o cineasta cearense contou com a companhia de mais de 20 membros da equipe e do elenco, incluindo os protagonistas Nataly Rocha, Iago Xavier e Fabio Assunção. Animados com a reação do público, o diretor e sua comitiva dançaram ao som da música que embala os créditos finais do longa, sob aplausos do público.
“Depois de quatro anos de terror, estou muito feliz de ter podido voltar a filmar no Brasil e fazer um filme que celebra a vida, a alegria e a paz”, discursou o cineasta ao término da exibição.
Vencedor do prêmio Un Certain Regard, em 2019, com ‘A Vida Invisível’, o diretor havia exibido “Firebrand”, seu primeiro projeto em língua inglesa, na mostra principal do festival no ano passado. Elemento recorrente na filmografia de Karim Aïnouz, o erotismo é o pano de fundo de ‘Motel Destino’. Em seu oitavo longa de ficção, ele apontou as lentes para as cores fortes e vibrantes do litoral nordestino, que dão a tônica visual-narrativa da nova obra, o primeiro projeto do diretor rodado inteiramente no Ceará desde ‘O Céu de Suely’ (2006).
O estabelecimento de beira de estrada que dá título ao novo filme é, segundo Karim, “o principal personagem do enredo e o local onde se entrecruzam questões crônicas da realidade brasileira”. O longa é um retrato íntimo de uma juventude que teve seu futuro roubado por uma elite tóxica e esmagadora, contra a qual a insubordinação e revolta são, não raramente, a saída possível.
“Me interessa muito falar de desejo e revolta, temas de absoluta relevância no Brasil contemporâneo. ‘Motel’ é uma saga do encontro de um rapaz em fuga, totalmente vulnerável, com uma mulher aprisionada pelas dinâmicas de um casamento abusivo. Unidos pelo destino, seus caminhos se cruzam e a história se desenrola”, resume Aïnouz.
“Motel Destino” é uma produção da Cinema Inflamável e Gullane, coproduzido internacionalmente pela francesa Maneki Films e pela alemã The Match Factory, em associação com Brouhaha Entertainment e Written Rock Films (UK). O filme também é coproduzido por Globo Filmes, Telecine e Canal Brasil e conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. No Brasil, o filme será distribuído pela Pandora Filmes, enquanto The Match Factory responde pelas vendas internacionais.
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A narrativa nasceu da parceria de Karim com o Laboratório de Cinema da Porto Iracema das Artes, escola de formação em artes da Secretaria de Cultura do Ceará, gerida em parceria com o Instituto Dragão do Mar, com sede em Fortaleza. O diretor é um dos criadores do laboratório, o CENA 15, onde atuou como tutor durante nove anos e do qual hoje é mentor. Foi lá que ele convidou o roteirista cearense Wislan Esmeraldo para desenvolver o roteiro do projeto. Mais tarde, Mauricio Zacharias se juntou ao processo, repetindo a parceria realizada com o cineasta em “Madame Satã” e “O Céu de Suely”.
“Eu me inspirei bastante na pornochanchada e no cinema noir. Posso resumir ‘Motel Destino’ como um thriller erótico, mas ele é, antes de tudo, uma história de amor. O amor entre um jovem periférico que vive à revelia de um sistema que o quer morto e uma mulher que resiste aos atentados do patriarcado contra a sua própria vida”, adianta Aïnouz.
Por trás das câmeras, a diretora de fotografia Hélène Louvart, renomada por seus trabalhos em “A Vida Invisível” e “Never Rarely Sometimes Always”, captura com sutileza as nuances visuais do filme. A montadora Nelly Quettier, reconhecida por “Beau Travail” e “Lazzaro Felice”, imprime uma precisão rítmica à narrativa, enquanto o diretor de arte Marcos Pedroso, de “Madame Satã” e “Praia do Futuro”, agrega uma rica expressão artística à obra ao explorar as fortes cores do nordeste. A produção foi liderada por Janaina Bernardes (Cinema Inflamável) e Fabiano Gullane e Caio Gullane (Gullane). Além dos três protagonistas já mencionados, Renan Capivara, Yuri Yamamoto, Fabíola Líper, Isabela Catão e Jupyra Carvalho completam o elenco.
Crédito: Maria Lobo
No segundo semestre de 2024, o diretor inicia as filmagens de “Rosebushpruning”, o seu segundo longa em inglês, estrelado por Kristen Stewart (“Spencer”), Josh O’Connor (“The Crown”), Elle Fanning (“The Great”), Jamie Bell (“Rocketman”), Tracy Letts (“Lady Bird”) e Lukas Gage (“Euforia”). Antes, rodou “Firebrand” – com Alicia Vikander e Jude Law – no Reino Unido, “Marinheiro das Montanhas” e “Nardjes A.” na Argélia, “A Vida Invisível” (2019) no Rio e “Aeroporto Central” (2018) em Berlim. Com filmagens divididas entre Brasil e Alemanha, “Praia do Futuro” (2014) foi o último projeto realizado por Karim em solo cearense, embora a maior parte da trama tenha sido ambientada na cidade europeia.
Após mais de 50 anos de seu lançamento, “Um É Pouco, Dois É Bom” retorna ao público brasileiro numa versão restaurada digitalmente em 4K. A primeira exibição da nova cópia do filme de Odilon Lopez, longa-metragem que traz novos contornos para as discussões em torno da historiografia do cinema negro e brasileiro, está marcada para o dia 13 de junho, durante a programação do 13º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Cinema de Curitiba. A exibição será realizada às 19h45 no Cine Passeio Ritz, e reprisada no dia 16 de junho, às 16h30, no Cinemark Mueller 2.
Com “Um é Pouco, Dois é Bom”, primeiro longa do diretor e um dos primeiros filmes urbanos da cidade de Porto Alegre, Odilon Lopez tornou-se um dos poucos realizadores negros em atividade durante a década de 1970. O feito o coloca ao lado de cineastas como Antonio Pitanga e Zózimo Bulbul, entre alguns poucos outros anteriores como Cajado Filho e Haroldo Costa, cujas filmografias vêm sendo reinvestigadas nos últimos anos.
Dividido em dois episódios, “Com Um Pouquinho… De Sorte” e “Vida Nova… Por Acaso”, o filme de Lopez seguiu desconhecido e pouco estudado — assim como o restante de sua obra, que inclui ainda curtas-metragens, materiais no formato Super 8 e atuações nos anos 1950 e 1960. A única cópia disponível para exibição está depositada na Cinemateca Capitólio, instituição de Porto Alegre dedicada à preservação e difusão do audiovisual brasileiro.
Reprodução – “Um é Pouco, Dois é Bom”
A restauração digital em 4K, além de ter sido realizada com os negativos originais de som e imagem do filme, preservados desde 1989 na Cinemateca Brasileira, revelará cenas que não estavam presentes na cópia remanescente. “As cores estão absolutamente íntegras e toda sua potencialidade estética, presente tanto na fotografia quanto na cenografia e nos figurinos, poderá ser vista em todo seu esplendor”, ressalta Débora Butruce, coordenadora de preservação do projeto.
Ainda está sendo averiguado qual teria sido a motivação dos cortes na cópia, e se realmente foram feitos pelo próprio diretor, mas esse fato pode trazer elementos importantes para se pensar o contexto histórico da época e o cinema feito por um realizador negro.
Para a cofundadora da INDETERMINAÇÕES e pesquisadora da obra de Odilon Lopez, Lorenna Rocha, “a restauração do longa-metragem de Odilon Lopez poderá contribuir para a construção de novas perspectivas sobre o cinema brasileiro, sobretudo às pesquisas dedicadas à filmografia dirigida por pessoas negras, ainda mais uma obra que dedicou-se, não apenas a construir representação negra, mas também a própria branquitude”.
Em 2006, “Um É Pouco, Dois É Bom” havia sido telecinado parcialmente dentro da coletânea Obras Raras – O Cinema Negro da Década de 70, organizada pela Fundação Palmares e pelo Centro Afrocarioca de Cinema. Entretanto, o projeto priorizou a preservação do segundo episódio do filme, o qual aborda temáticas raciais mais explícitas. A decisão acabou contribuindo para que o longa passasse a ser erroneamente lembrado como um média-metragem. No ano passado, para fins de preservação da cópia única de exibição do filme, foi realizada uma digitalização no âmbito de uma parceria entre a Cinemateca Capitólio e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
A fim de reposicionar a presença do diretor nas discussões em torno da história do cinema brasileiro, o Olhar de Cinema também recebe uma mesa que discute preservação audiovisual e cinema negro no Brasil. A ideia é discutir alguns aspectos técnicos e impactos políticos e históricos para o campo do cinema nacional. Como a recirculação de uma obra dirigida por um cineasta negro na década de 1970 pode reorientar a forma de escrever a história do cinema brasileiro? Como esse projeto poderá nos auxiliar nas articulações de políticas de preservação audiovisual focadas nas autorias negras?
A mesa, que será realizada no dia 14 de junho, contará com as presenças da coordenadora técnica do processo de digitalização Débora Butruce, do jornalista, crítico e curador de cinema Gabriel Araújo, da historiadora, crítica e programadora de cinema Lorenna Rocha, ambos da INDETERMINAÇÕES, e de Marcus Mello, técnico em cultura da Cinemateca Capitólio. Vanessa Lopez, filha de Odilon, também compõe a discussão.
Nesta quinta-feira, dia 23 de maio, a Diamond Films lançará em todo território brasileiro o filme que marca a estreia de Dev Patel na direção de longas: FÚRIAPRIMITIVA. Estrelado e dirigido por Patel, o filme de ação conta com cenas de luta de grande escala e nos apresenta um homem que busca por vingança.
Em FÚRIA PRIMITIVA, Dev Patel faz sua estreia como diretor. O ator ganhou reconhecimento ao interpretar Jamal Malik em “Quem Quer Ser um Milionário”, vencedor de oito Oscars em 2009. Sobre essa nova experiência, o artista diz que “o filme é uma carta de amor para minha família. É sobre unir a mitologia que meu pai e meu avô me contaram e honrar o poder da mulher mais incrível da minha vida, a minha mãe. E também é sobre o quão longe alguém pode ir para vingar alguém que ama tão profundamente.”
O filme foi gravado em Batam, na Indonésia e, tanto a produção, quanto o elenco, enxergaram como um lugar incrível e inspirador, a localização ideal para o que Patel queria em seu longa. O vencedor do Oscar, Jordan Peele, foi produtor da obra. Para ele, é uma obra que explora a jornada de um vingador-defensor, trazendo temas emocionais profundos que cativam o público desde o primeiro momento.
Dev Patel is Kid in MONKEY MAN, directed by Dev Patel
FÚRIA PRIMITIVA foi um grande sucesso no Festival SXSW e recebeu o selo “fresh” no Rotten Tomatoes. A história original é do ator e diretor, que também assina o roteiro ao lado de Paul Angunawela e John Collee. A história do filme apresenta Kid (Patel), um jovem que ganha a vida em um clube de luta clandestino, onde é espancado todas as noites usando uma máscara de gorila. Até que, depois de anos ele encontra um jeito de se infiltrar na elite da cidade e, ao mesmo tempo, tem que lidar com traumas de infâncias e uma sede de fazer vingança.
Além de Dev Patel, o elenco principal do filme também conta com Sharlto Copley, Pitobash, Vipin Sharma, Sikandar Kher, Adithi Kalkunte, Sobhita Dhulipala, Ashwini Kalsekar e Makarand Deshpande.
O novo documentário do consagrado diretor brasileiroSergio Rezende(“Guerra de Canudos”, “Lamarca”, “Salve Geral”, “O Paciente”, “Em Nome da Lei”) estreia dia 23 de maio, às 20h, no Canal Brasil. “Sertão Sertões”, coproduzido pelo canal e narrado pelo cineasta, que assina roteiro e direção, propõe uma reflexão não apenas sobre o Brasil profundo como também sobre o abismo social e as realidades antagônicas de um país dividido. E questiona a profecia de Antônio Conselheiro: “o sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão”.
Filmado entre 2011 e 2021 nos sertões de Canudos (Bahia), Jalapão (Tocantins), Vereda e Salinas (Minas Gerais), agreste de Pernambuco, Marabá (Pará) e nas comunidades do Morro Dona Marta e Rocinha (Rio de Janeiro), Rondônia, Xangai (China), Miami (Estados Unidos), o documentário parte do fascínio de Sergio Rezende pelo sertão brasileiro, a partir de duas grandes obras da literatura brasileira: “Sertões”, de Euclides da Cunha, e “Grande Sertão Veredas”, de Guimarães Rosa.
“Esse projeto começou pela minha imensa admiração por Euclides da Cunha e por Guimarães Rosa, que fez uma viagem tocando boiada por Minas Gerais antes de escrever “Grande Sertão Veredas”. É um filme que mostra o povo brasileiro contando suas histórias”, diz Sergio Rezende, lembrando que o sertão brasileiro permeia toda sua filmografia. “Lamarca foi filmado no sertão baiano; Doida Demais, no sertão amazônico; Canudos no sertão baiano; e Quase Nada, no sertão de Minas.”
Ao se aproximar de personagens de diferentes estados, desde capitais até aldeias indígenas e pequenos vilarejos do sertão, Sergio Rezende retrata em Sertão Sertões as muitas lutas do cidadão brasileiro contemporâneo, a constante busca por dignidade, pertencimento e justiça nos mais diversos campos da sociedade. Com entrevistas intimistas e pessoais, o filme descortina as diversas violências que separam cada vez mais o “sertão” do “litoral” – literal e figurativamente.
Revisitando o passado do país e traçando paralelos com relevantes momentos da atualidade, Sergio Rezende reflete sobre a natureza humana e as grandes dificuldades da sociedade; sobre a emergência climática e o extrativismo predatório, a miséria no Brasil, a globalização e polarização do mundo no século 21. O diretor joga luz sobre uma discussão que ultrapassa as delimitações espaciais e físicas do território brasileiro, como questões da diversidade de culturas, línguas e dificuldades que assolam o país.
Sertão Sertões (2024) (73′) – Coprodução
INÉDITO
Horário:Quinta, 23/05, às 20h
Classificação: 14 anos
Direção: Sergio Rezende
Sinopse: Filmado entre 2011 e 2021 nos sertões de Canudos (Bahia), Jalapão (Tocantins), Vereda e Salinas (Minas Gerais), agreste de Pernambuco, Marabá (Pará) e nas comunidades do Morro Dona Marta e Rocinha (Rio de Janeiro), Rondônia, Xangai (China), Miami (Estados Unidos), o documentário parte do fascínio de Sergio Rezende pelo sertão brasileiro, a partir de duas grandes obras da literatura brasileira: “Sertões”, de Euclides da Cunha, e “Grande Sertão Veredas”, de Guimarães Rosa. Ao se aproximar de personagens de diferentes estados, desde capitais até aldeias indígenas e pequenos vilarejos do sertão, Sergio Rezende retrata em “Sertão Sertões” as muitas lutas do cidadão brasileiro contemporâneo, a constante busca por dignidade, pertencimento e justiça nos mais diversos campos da sociedade.
O segundo filme da franquia “O Belo Desastre”, BELO DESASTRE – O CASAMENTO acaba de receber nova data de estreia nos cinemas: 16 de maio. Com distribuição da Diamond Films, a comédia é estrelada por Dylan Sprouse e Virginia Gardner e conta a história de Travis e Abby, dois jovens que, depois de uma noite louca em Las Vegas, acordam casados. Após descobrirem o que fizeram, decidem ir ao México para curtir a lua de mel com amigos e família.
O filme conta com um elenco estrelado, seus protagonistas são Dylan Sprouse e Virginia Gardner. Além da química entre os dois na telas, os atores são bem conectados atrás das câmeras. “Foi muito divertido voltar a trabalhar com o Dylan. Nós desenvolvemos uma relação muito boa no primeiro filme” diz Gardner. O elenco principal também conta com Libe Barer, Austin North, Steven Bauer, Kyle Richards e Alex Aiono.
A parceria de Sprouse com o diretor Roger Kumble não é recente. Os dois já trabalharam juntos em After – Depois da Verdade, o que possibilitou que eles desenvolvessem uma ligação e um entendimento sobre o outro, gerando espaço para cenas e falas improvisadas. “Tem vezes que ele improvisa as próprias falas, temos esse entendimento entre nós.”, diz o diretor. “Eu já trabalhei com Roger em três projetos e hoje posso falar que somos como unha e carne. Penso que conseguimos e nos entendemos muito bem.”, diz Sprouse sobre suas experiências com Kumble.
Sinopse do filme:
Em BELO DESASTRE – O CASAMENTO, Travis Maddox (Dylan Sprouse) e Abby Abernathy (Virginia Gardner) acordam depois de uma noite louca em Las Vegas confusos, de ressaca e…casados! Então, eles fazem o que qualquer casal jovem recém-casado e que mal se conhece faria: viajam para o México para uma lua de mel com seus melhores amigos e família.
Uma viagem de táxi que marcará a vida do motorista e da passageira para sempre. Assim é CONDUZINDO MADELEINE, de Christian Carion, que chega aos cinemas brasileiros dia 2 de maio, depois de enorme sucesso no Festival Varilux de Cinema Francês. A distribuição é da California Filmes.
Madeleine (Line Renaud, da série Dez por Cento) tem 92 anos, e chama um táxi para leva-la à instituição de repouso onde irá morar. O motorista é Charles (Dany Boon, de A Riviera Não é Aqui). Juntos nessa pequena jornada, irão passar por diversos lugares que farão a passageira revisitar o seu passado e os ver pela última vez.
Carion, que tem em seu currículo filmes como Feliz Natal e Encontro Inesperado, conta que quando leu o roteiro assinado por Cyril Gely caiu em lágrimas. “Todos nós enfrentamos esta questão um dia: o que acontecerá com nossos pais quando eles envelhecerem? A história de Madeleine saindo da sua casa para ir morar em uma instituição de repouso representa várias coisas para mim. Desde o início eu sabia que o filme foi escrito para Line Renaud”, conta o cineasta.
Para as diversas cenas dentro do carro, pelas ruas de Paris, o cineasta conta que precisou usar técnica diferenciada pois é muito complicado filmar no tráfego. “Pierre Cottereau, o diretor de fotografia, sugeriu uma tela de sistema LED que ele tinha acabado de experimentar em um projeto para o Canal+. Ele me contou que essa tecnologia está mudando rapidamente e vale a pena tentar. Nós testamos por semanas para ver até onde poderíamos ir, especialmente com o que chamamos de ‘transparências’. Antigamente, colocávamos uma tela atrás do carro e projetávamos cenas nela durante a filmagem. E tudo era feito depois em pós-produção, então a interação era impossível. Aqui fizemos o contrário. As telas já projetavam o trajeto ao redor do carro”.
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Renaud define Madeleine como a personagem mais bonita que já interpretou. “Ela também é aquela que mais se parece comigo. Eu tenho a mesma idade de Madeleine, mas isso nem é tudo que temos em comum. Como ela, eu passei por algumas coisas difíceis na minha vida. Eu cresci perto de mulheres como ela na minha família. Madeleine é minha mãe, minha avó e até minha bisavó. Eu as vejo na história da minha personagem.”
Alice Isaaz interpreta Madeleine nas cenas de flashback contando o seu passado, e conta que se sentiu honrada em dividir a personagem com Reanud. “A primeira vez em que a vi foi quando eu estava fazendo a cena em que Madeleine dança com o soldado americano que marcou a sua vida. Line absolutamente queria entrar no set porque a cena a fez lembrar dela mesma no momento da Libertação da França. Nós duas ficamos muito emocionadas, tudo se misturou ao fato de estarmos interpretando a mesma personagem em momentos diferentes”.
Já Boon vê seu personagem como uma espécie de espelho que reflete toda a vida da protagonista. “Essa mulher que entra no meu táxi está vivendo em uma prisão suspensa momentânea. Quando ela sai de sua casa para ir morar em uma casa de repouso, ela aceita finitude. Em contraste, Charles luta com a vida, seus problemas. No início, ele está desligado de tudo ao seu redor, vendo o copo meio vazio. Madeleine o ajuda a descobrir quem ele realmente é, a sua ternura, um sentido de prioridades, de vida e de coisas bonitas.”
CONDUZINDO MADELEINE será lançado no Brasil dia 2 de maio pela California Filmes.
O Homem dos Sonhos, protagonizado por Nicolas Cage, ganhou um novo teaser e um pôster especial ilustrado pelo artista gráfico inglês River Cousin. A comédia de terror, que tem produção de Ari Aster (diretor de Hereditário, Midsommar), para a A24, chega aos cinemas brasileiros em 28 de março com distribuição da California Filmes.
Com roteiro e direção de Kristoffer Borgli (‘Doente de Mim Mesma’), o filme é protagonizado por Paul Matthews (Cage), um homem comum, com uma vida banal que, misteriosamente, começa a aparecer nos sonhos de pessoas que ele nem conhece. Logo, esses sonhos se tornam pesadelos, e ele precisa aprender a lidar com essa nova fama. O longa combina elementos de comédia ácida e de terror – algo que é marca registrada da A24 – para contar a história deste homem que de repente se vê em uma situação bastante atípica.
Fazendo sua estreia em língua inglesa, o norueguês Borgli acompanha a ascensão e a queda dos 15 minutos de fama de um homem com um destino inusitado. “Eu vejo a ficção como um lugar para investigar aspectos sombrios ou disfuncionais da vida moderna. Há uma tendência muito humana de focar no espaço negativo tudo o que sentimos que está faltando, mesmo quando aparentemente temos tudo. Nós nos tornamos miseráveis na ausência de algum potencial inventado.”
Cage, que já apareceu em mais de 100 filmes, destacou que esse foi um dos melhores roteiros que leu nos últimos anos. “Francamente, penso que é minha melhor atuação e provavelmente o melhor filme que já fiz”, apontou o ator que está quase irreconhecível nesse personagem. “O HOMEM DOS SONHOS me deu um bom motivo para continuar procurando cineastas jovens e talentosos, e não apenas esperar que os grandes nomes consagrados que todos conhecemos venham até mim.”
O ator também disse que reconheceu muito de si mesmo no personagem, ao ler o roteiro, e, por isso, não tinha como não aceitar fazer esse filme. “Senti que tinha experiência de vida para interpretar esse personagem, em termos de ser alguém que está sob os olhos do público e que teve uma ascensão e queda, da mesma maneira que as pessoas me veem. As pessoas pensam que sabem muitas coisas sobre mim, e o papel foi uma grande oportunidade para onde levar essas memórias, experiências e sentimentos.”
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Paul é um homem que nunca recebeu muita atenção em sua vida, por isso, é algo empolgante quando as pessoas começam a procurá-lo, mas a mulher dele, interpretada por Julianne Nicholson, desconfia que a história não acabará bem.
Ele é a última pessoa no mundo com quem você imaginaria todos sonhando”, diz Cage. “Ele não é Adônis. Ele não é uma estrela do rock. Ele não é um herói do futebol – ele é apenas um desleixado, embora inteligente, o tipo de cara comum para quem as pessoas não olhariam duas vezes.”
Quando a fala de Paul chega a níveis internacionais, dois executivos (interpretados por Michael Cera e Kate Berlant) tentam capitalizar as ações de Paul, transformando o personagem numa marca.
Para Cage, participar de O HOMEM DOS SONHOS foi a oportunidade de fazer algo diferente e original. “Isso parecia totalmente novo, não apenas em termos do meu personagem, mas a história em si, porque estou andando dentro da mente de Kristoffer Borgli, e estou fazendo algo que não tem categoria no cinema. Por isso que foi tão importante fazer este filme.”
A revista Variety elogiou o filme e questionou “isso é uma fantasia? Uma fábula? Um novo tipo de filme de terror? Na verdade, O HOMEM DOS SONHOS é tudo isso e mais um pouco, pois também compartilha um certo DNA pós-moderno com dois dos filmes mais inovadores de Cage, Adaptação e O Peso do Talento”.
Já a Indiewire aponta que “O HOMEM DOS SONHOS é simplesmente a melhor comédia do gênero absurdo desde Anomalisa (a conexão de Kaufman sendo ainda mais cimentada por uma atuação de Cage que parece ter nascido da sobreposição de seus dois personagens de adaptação um sobre o outro).”
O HOMEM DOS SONHOS será lançado no Brasil pela California Filmes.