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Mayara Morelli

Meu ship! Por que nos apaixonamos tanto por casais fictícios?
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Filmes, Livros, Séries

Meu ship! Por que nos apaixonamos tanto por casais fictícios?

Você já parou para pensar sobre os casais que habitam nossos seriados, livros e filmes favoritos? Aquelas histórias de amor que nos fazem suspirar, torcer e até mesmo sonhar acordados. Certamente, todos nós temos um casal fictício pelo qual torcemos ardentemente, desejando fervorosamente que eles encontrem a felicidade juntos. Mas por que nos sentimos tão profundamente conectados a esses relacionamentos que só existem nas páginas de um livro ou nas telas de um cinema?

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É fácil se pegar envolvido nas vidas desses personagens, torcendo por suas felicidades como se fossem amigos queridos ou até mesmo parte de nossa própria jornada. Essa conexão emocional vai além do simples entretenimento; é um reflexo de nossos desejos mais profundos de amor e conexão.

Então, por que nos apaixonamos por esses casais fictícios? É fascinante notar como nos tornamos tão investidos nas vidas amorosas de personagens que sabemos serem apenas criações da imaginação. A verdade é que nos vemos refletidos neles de várias maneiras. À medida que nos identificamos com suas lutas, triunfos e desafios, também projetamos nossas próprias esperanças e sonhos nesses relacionamentos fictícios.

Historicamente, as narrativas tendem a seguir uma estrutura que culmina em um final feliz. Essa tendência não é acidental; os finais felizes têm um poderoso impacto em nós. Eles nos deixam com uma sensação de satisfação e esperança, reforçando a crença de que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, o amor verdadeiro pode triunfar.

Além disso, nossa empatia pelos personagens desempenha um papel significativo em nosso envolvimento com seus relacionamentos. Quando nos conectamos emocionalmente com um personagem, queremos vê-lo feliz e realizado. Assim, torcemos pelo sucesso de seus relacionamentos, pois isso reflete nosso desejo de ver aqueles que amamos felizes, mesmo que sejam personagens fictícios.

Essas reflexões sobre nossos relacionamentos com casais fictícios também nos levam a ponderar sobre nossas próprias vidas. Será que buscamos ativamente nosso próprio “final feliz”? Será que projetamos nossas esperanças e sonhos em outros, assim como fazemos com personagens fictícios? Essas são questões importantes que nos convidam a uma análise mais profunda de nossas próprias vidas e relacionamentos.

Podemos dizer que nossa fascinação e torcida por casais fictícios são um reflexo de nossos próprios desejos e aspirações. Essas histórias nos inspiram, nos desafiam e nos fazem acreditar no poder do amor. Então, da próxima vez que nos encontrarmos torcendo por aquele casal fictício favorito, lembremos que, em última análise, estamos torcendo por nós mesmos e por nossos próprios finais felizes.

Locais pet friendly
Lugares

Lugares que todo pet lover tem que conhecer

Quem tem um pet sabe da importância de encontrar locais pet friendly para frequentar junto do seu amigo, não é? Afinal, quem é que resiste àquela carinha de “coitado” que nossos bebês de patas fazem quando vamos sair de casa?

Não é novidade que os animais de estimação vêm conquistando o coração e os lares dos brasileiros. Uma pesquisa feita no ano de 2013 pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – mostra que 44,3% dos domicílios têm ao menos um cão. Nessa época, a população de cachorros nas casas brasileiras já somavam 52,2 milhões – ultrapassando o número de crianças nos lares do Brasil.

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Durante a pandemia, o número de pets cresceu em 30% nos lares do país. E o mercado pet continua aquecido, disparando em crescimento mesmo com um país em crise.

Para atender esse grande público pet lover, os estabelecimentos – como restaurantes, cafeterias, hotéis, lojas – têm tentado se adaptar para atender as mães e pais de pet e se destacarem no mercado.

Eu, particularmente, sou muito apegada aos meus shih tzus: Bolinha, Valentina, Magali e Amaya. Eu priorizo incluí-los em meus passeios e não faço uma viagem sem eles. Ao longo desses anos, visitamos muitos lugares incríveis, que nos receberam com carinho e geraram boas lembranças. Vim trazer aqui para vocês alguns deles – que fomos ou que nossos amigos indicaram – recomendo visitar e aproveitar os momentos ao lado do seu melhor amigo!

Pousadas pet friendly:

Sítio Cad: ilhabela, SP
Pousada Gaia Viva: Igaratá, SP
Pousada Pegada da Onça: Tapiraí, SP
Hotel Itapemar: ilhabela, SP
Hotel Hilton: Copacabana, RJ / Morumbi, SP

Comes e Bebes:

Le Botteghe di Leonardo: SP (dica: tem sorvetes para pets)
Nature Dog House: SP (dogs soltos e diversão garantida)
Paris 6: SP
Pet Caffé: SP
Brado Casa: SP (com cardápio também para pets)
Cervejaria Perro Libre: SP (servem petiscos para pets)

Um local pet friendly é muito mais do que apenas aceitar a presença do seu animal de estimação (ou, como no caso de alguns, “tolerar”). É deixar o ambiente acolhedor e confortável para o tutor e o pet. Você, que tem um filho de patas, já frequentou algum local que se dizia pet friendly, mas os atendentes mal olhavam para sua cara? Ou, onde pets são aceitos apenas ali no cantinho (quase na rua, rs)? Esses são os locais que “toleram” nós e nossos amigos e, acredite, já é um grande avanço. Mas, mesmo assim, não temos que nos submeter a esse tipo de atendimento.

O café para viagem que tolera animais, com placa pet friendly

Quando vamos passear, eu opto por levar o quarteto em um carrinho especial para cachorros. Dessa forma, eles ficam mais confortáveis e não fazem as necessidades “por acidente” dentro dos estabelecimentos, além de estarem dentro do meu campo de visão e controle (acredite, isso é importante quando se tem mais de um pet).

Fomos em uma cafeteria, em uma cidade grande do Vale do Paraíba, bem gostosa e arejada. Todo o local para sentar era na área externa, embora dividido em dois ambientes, já que o nome do lugar já dizia “para viagem” e tem a opção de auto atendimento. O quarteto costuma dormir no carrinho ou ficarem quietinhos observando. Não tinha uma alma viva naquele lugar, o que é ótimo para nós!

Primeiramente fomos bem atendidos, colocaram até o nome do Bolinha no copo do café (estilo Starbucks), ofereceram água… Até pensei “Uau, um lugar realmente pet friendly”. Até que chegou uma mulher com duas crianças e olhou feio porque estávamos sentados no único lugar super confortável, com banquinho estilo sofá. Não achando outra opção igual (apenas banquinhos e cadeiras), ela foi reclamar com os funcionários que três pessoas com cachorros estavam ali e ela não. O local, com placa pet friendly e aberto, nos pediu – com muita vergonha – para nos retirarmos. A conduta foi extremamente desrespeitosa e venho deixar aqui o alerta: não é porque o local carrega a placa com o auto título “pet friendly”, que é de fato pet friendly. Entre aceitar os pets e recepcioná-los bem, ainda há um abismo e precisamos ficar atentos a isso.

Hoje, temos uma variedade de locais que aceitam e tratam com respeito o tutor e o pet. Escolham bem o estabelecimento, afinal, os passeios são para gerar bons momentos!

Faça a sua parte

Para que cada vez mais os nossos pets sejam aceitos e recebidos com carinho pelos estabelecimentos, há algumas medidas que podemos adotar. Afinal, é uma via de mão dupla: nós também temos que fazer nossa parte.

O primeiro passo é o adestramento. Antes de sair com seu pet para frequentar esses locais, é importante que ele obedeça aos seus comandos. Por exemplo, um cão que late demais pode sim incomodar os outros clientes, principalmente aqueles que não tem pets.

Antes de entrar no local, leve o seu filho de patas para fazer as necessidades em um local apropriado, principalmente as fezes. De qualquer forma, esteja sempre preparado para imprevistos. Eu gosto de levar saquinhos, álcool em gel e paninhos.

É importante manter seu pet sempre na guia, para a própria segurança dele. Nunca sabemos quando ele pode se assustar e correr, não é? Acontece.

Respeite as regras, e caso você as ache com cara de um local que não é, de fato, pet friendly, não vá. Queremos bons momentos ao lado dos nossos amigos de patas, não aborrecimentos.

Ter um pet em casa pode servir de apoio ao estresse e à depressão
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Ter um pet em casa pode servir de apoio ao estresse e à depressão

Você também se sente mais preocupado e com um pouco de angústia, ultimamente? Como estamos vivendo um momento de incertezas do futuro, é comum que nossa saúde seja afetada, mas é muito importante se atentar aos sinais e procurar ajuda de um especialista. Se você tem um pet em sua casa, saiba que ele pode ajudar consideravelmente a diminuir sintomas de ansiedade, estresse e depressão; e isso já foi cientificamente comprovado.

Ter um animal de estimação por perto ajuda a diminuir a sensação de solidão e contribui com a autoestima, já que eles nos passam tanto amor que nos fazem sentir melhores, não é mesmo?

Além disso, transmitem uma sensação de positividade e isso é traduzido com inúmeros benefícios para nosso organismo. Você que já tem um pet sabe muito bem como é estar perto dele e como esse carinho é imenso. Eles nos fazem companhia, se tornam parte da nossa família e nos fazem bem.

Se você ainda não tem um animal de estimação, mas pensa em ter, é importante escolher direitinho o tipo de bichinho para você e levar em consideração o seu estilo de vida. Lembre-se que é uma vida e ela precisa de muitos cuidados e atenção, além de uma reserva de dinheiro não só para alimentação e itens de higiene, mas também para consultas veterinárias, exames, medicamentos e o que ele precisar.

Um novo membro na nossa família:

Quando decidimos ter um cachorrinho foi exatamente em um momento delicado, no qual a depressão tinha batido na porta de nossa casa. O Bolinha, nosso fiel shih tzu, foi quem nos escolheu como sua família e agradecemos a ele todos os dias por ter nos acolhido em seu coração. Esteve conosco, e está, em todos os momentos: durante períodos angustiantes, aliviando a ansiedade e até mesmo acompanhando minha mãe nos momentos mais delicados de saúde. Foi como um combustível para nós e com certeza seria muito mais difícil passar por toda nossa história sem ele. Depois, vieram mais três meninas. Todos formando essa linda família e enchendo nossa casa com mais amor e alegria.

Nos ensinaram muita coisa e a criar uma rotina, o que é essencial para não dar brechas para a ansiedade. Claro que nem tudo foi maravilhoso, tivemos muito gastos de saúde e muita correria; mas tudo acabou bem. Afinal, poder sentar no sofá após um dia cansativo e ter a companhia deles ao nosso lado, não tem preço. Acalma qualquer coração.

Autocuidado é essencial:

Independente de ter um pet em sua casa ou não, a saúde mental é importante e uma das coisas que pode te ajudar é ter o autocuidado. Isso envolve terapia com um especialista, praticar um hobby que você goste, uma atividade física e enfim, ter esse momento para você.

Criar a sua rotina, não se cobrar tanto e ter em mente os seus limites é essencial.