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Gabu Camacho

abraçar o mundo
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Quero abraçar o mundo todo, todo o tempo

Eu sou o tipo de pessoa que quer abraçar o mundo todo, todo o tempo. Eu tenho um milhão de hobbies. Desde criança, colocaram na minha cabeça que eu poderia fazer tudo o que eu quisesse, se eu quisesse muito. Não me deixaram errar. Eu tinha que ser o melhor em absolutamente tudo. As melhores notas da sala, o melhor em português E matemática E biologia E química E física…. Eu não tive uma única aptidão.

Entrei em Engenharia e me dava bem. Desisti e entrei em Jornalismo. Achei ridiculamente fácil. Fiz uma pós graduação em Psicanálise e estou na segunda de Psicanálise Avançada. Antes dela, tentei uma pós de psicologia, uma de marketing e uma de moda. Eu era bom em todas elas. Ah, também fiz técnico em informática, webdesign e administração. Você deve pensar: uau, então, você é uma pessoa versátil.

Na verdade, eu sou mesmo é uma pessoa perdida. Eu não sei qual é minha verdadeira paixão. Eu sequer sei se tenho uma verdadeira paixão. Eu fui ensinado a sempre querer mais. Quando eu conquisto o que eu quero, não tem gosto de conquista porque eu fui condicionado a querer sempre mais quando eu chego lá.

Quando eu me formei em um técnico, tive que fazer outro, concomitante com a faculdade. Quando me formei em uma faculdade, tive que fazer uma pós e de repente, a pós não era suficiente e eu queria outra graduação junto com outra pós… Eu queria ler tarô, ser empreendedor, ser gestor da minha empresa mas também ser funcionário. Queria plantar no jardim de casa, viajar, escrever neste blog, escrever um livro novo, bordar, costurar uma roupa, abrir uma lojinha e ainda sim, aproveitar o tempo com o meu cachorro.

Eu queria descansar, mas também queria conseguir descansar ciente de que eu sei do que eu gosto. Minha analista diz mesmo que o que eu gosto é de abraçar o mundo. A minha paixão é abraçar o mundo e se uma hora, eu diminuir ela todinha para uma paixão só, eu não serei mais eu. Será? Quase sempre, é muito estressante querer o mundo todo, toda hora. Eu não me decido.

Eu me perco. Eu mudo de ideia a todo instante como quem muda de roupa. Um dia eu quero me aliar a uma ONG de animais abandonados, outro dia quero falar de finanças no Instagram, outro quero voltar a escrever aqui no Beco Teen… É tudo confuso demais.

Mas, não é só você decidir algo e se comprometer a isso? Quem dera fosse. Porque no momento em que decido, eu conquistei. E quando conquisto, não está bom mais. Eu preciso continuar e isso corrói minhas entranhas. Corrói cada célula do meu corpo. Por que eu sou assim? Por que eu não consigo simplesmente viver a minha vida, curtir a estabilidade que conquistei com pouca idade e aproveitar? Eu preciso mesmo sempre ter mais? Por que eu preciso tanto fazer mais?

Por que meu coração dispara cada vez que chego lá como se fosse a coisa mais errada do mundo e como se eu precisasse de ainda mais para minha conquista ser válida? Por que a conquista não parece conquista e eu preciso conquistar outra coisa para parecer que estou em movimento constante?

Por que eu quero abraçar o mundo todo, toda hora?

O incômodo
Livros

O incômodo: nova tradução de texto clássico de Freud é lançada pela editora Blucher

A editora Blucher acaba de lançar O incômodo, a nova tradução do psicanalista e tradutor Paulo Sérgio de Souza Jr. para o texto clássico de Sigmund Freud Das Unheimliche, de 1919. Além do ensaio de Freud, o volume é composto por dois outros textos, até então inéditos em português: “Psicologia do incômodo” [Zur Psychologie des Unheimlichen, 1906], de Ernst Jentsch e “Das zonas do incômodo” [Aus den Zonen des Unheimlichen, 2016], de Peter-André Alt.

“Os três textos são importantes para a compreensão do termo e da sensação que traduzimos como incômodo. Psicologia do incômodo é o primeiro a tratar desse afeto, e é com Jentsch que Freud dialoga em seu ensaio – às vezes concordando, outras divergindo, em relação ao que é por ele apresentado”, diz Souza Jr.

Já Alt, que é biógrafo de Freud, contextualiza o que estava se passando no movimento psicanalítico quando O incômodo foi escrito. “Nesse período, em que aconteceu o suicídio de um de seus discípulos, pode-se perceber a complexa relação de Freud com os seguidores que ele não conseguia ‘acomodar’, como queria, em sua doutrina. Além disso, foi nessa época que ocorreu a reformulação dos estados europeus após a Primeira Guerra, e, ao menos para Freud, esse sentimento ligado à perturbação da orientação e à estrangeiridade estava presente, como se pode ler em sua correspondência”, conta o tradutor.

Obra de peso – Curiosamente, embora Freud tenha considerado O incômodo um texto menor em sua obra, a história mostrou o contrário, fazendo com que o ensaio se tornasse importante para muitas áreas além da psicanálise: filosofia, artes plásticas, literatura, cinema… O incômodo já havia sido traduzido para o português em outras oportunidades, o que reforça a relevância da obra: primeiro com o título O estranho – traduzido do inglês -, depois O inquietante e O infamiliar, ambos vertidos do original em alemão, como é o caso de O incômodo.

Significado dúbio – Souza Jr. explica que nas traduções anteriores de Das Unheimliche foram utilizadas palavras distintas para se referir ao afeto que é tema do texto, a partir de diferentes perspectivas. O desafio dessa tradução, segundo ele, foi justamente contemplar a sutileza linguística que está em jogo não só no título, mas no texto todo: um meio-termo entre o familiar e o desconhecido, que traz inquietação e interesse, podendo ser sinistro ou carregado de suspense.

Outro ponto importante nessa tradução do ensaio, em que há um diálogo com a língua, foi a necessidade do uso de uma palavra coloquial, que funcionasse bem como adjetivo e como substantivo, como é o caso de incômodo. “Isso porque, embora o texto de Freud seja sobre questões complexas que demandam reflexão, ele se utilizava da clínica para desenvolver a sua teoria – e, assim, fazia uso de palavras cotidianas. É um termo comum, que não atrai grandes suspeitas; e por isso, ao ser desdobrado, é capaz de provocar a sensação que o texto procura descrever”, diz.

O termo em alemão tem muitos sentidos e Freud usou exemplos de diferentes naturezas, como a sensação incômoda de visualizar o mesmo número repetidas vezes ao longo do dia”, explica. “Pode-se pensar o incômodo como um afeto relacionado com o sentimento de desorientação, de não se sentir em casa ou bem acomodado [Heim significa “lar” em alemão], e à situação de suspense – interlúdio entre uma ação e outra, quando ainda se desconhece o que vai acontecer”, explica Souza Jr.

Ele ressalta que incômodo está ligado geograficamente a um não cômodo – ou um lugar fora de casa -, mas também ao que já foi cômodo e cuja lembrança nos atrai na mesma medida em que é perturbadora. “É este o giro freudiano no argumento de Jentsch, ao pensar o in-cômodo como aquilo que está não só fora ou contra, mais no interior do cômodo – Freud falará do útero como a primeira morada, o cômodo primordial, por exemplo.”

Etimologia e clínica – A opção por traduzir Unheimliche como incômodo se amparou numa ampla pesquisa em dicionários da época, sobretudo os mencionados por Freud, e do trabalho clínico do tradutor, que tem formação em linguística. “Freud começa o texto mencionando um verbete inteiro de dicionário. Na tradução, fiz o mesmo a partir de uma série de dicionários portugueses e brasileiros, desde o século XVIII até hoje. A hipótese é que, se Freud precisou usar o verbete de um dicionário, é sinal de que, por se tratar de uma palavra comum, da qual se sabe o significado corrente, interessava listar os seus sentidos mais surpreendentes e pouco convencionais”, diz.

Mas o lampejo da tradução veio da clínica. Freud usava muito de sua clínica para compor seus artigos; da mesma forma, a tradução do título de O incômodo também se deu a partir dela. “Um analisante estava relatando um sonho ruim, mas que não era exatamente um pesadelo, em sua casa de infância. E então descreveu a cena como algo esquisito, sombrio e de difícil compreensão etc. Ele foi usando todos os termos tradicionalmente relacionados ao sentimento de Unheimliche para, no final da descrição, dizer que, resumindo, tinha sido algo incômodo. Estava lá a tradução de unheimlich para o português brasileiro que eu estava buscando, em meio aos cômodos incômodos de uma casa de infância”, diz Souza Jr.

O incômodo inaugura a série intitulada pequena biblioteca invulgar. De acordo com Souza Jr., que também coordena as novas publicações, a coletânea contará com a tradução de textos inusitados e pouco conhecidos da psicanálise. Entre eles estão os escritos de Bertha Pappenheim – paciente documentada pelo médico e fisiologista Josef Breuer, e que ganhou o pseudônimo de “Anna O.”, no livro que ele escreveu com Freud, Estudos sobre a histeria. Embora Pappenheim tenha ficado conhecida como “a paciente de Breuer”, ela foi uma importante líder feminista, atuando fortemente no campo da assistência social e publicando textos de naturezas diversas.

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Sobre o autor: Médico neurologista e psiquiatra, Sigmund Freud foi criador da psicanálise. Ele iniciou os estudos na área a partir da utilização de técnicas de hipnose para o tratamento de pacientes com histeria. Com a técnica, concluiu que a causa da histeria era psicológica, e não orgânica. Mais tarde desenvolveu conceitos como o inconsciente e uma série de teorias da psicanálise.

Ficha técnica:
Título: O incômodo
Autor: Sigmund Freud
Número de páginas: 160
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 40,00
ISBN: 978-65-5506-257-1

Heartstopper
Livros, Novidades, Resenhas

Resenha: Heartstopper 1 – Dois garotos, um encontro, Alice Oseman

Charlie Spring e Nick Nelson não têm quase nada em comum. Charlie é um aluno dedicado e bastante inseguro por conta do bullying que sofre no colégio desde que se assumiu gay. Já Nick é superpopular, especialmente querido por ser um ótimo jogador de rúgbi. Quando os dois passam a sentar um ao lado do outro toda manhã, uma amizade intensa se desenvolve, e eles ficam cada vez mais próximos.

Charlie logo começa a se sentir diferente a respeito do novo amigo, apesar de saber que se apaixonar por um garoto hétero só vai gerar frustrações. Mas o próprio Nick está em dúvida sobre o que sente – e talvez os garotos estejam prestes a descobrir que, quando menos se espera, o amor pode funcionar das formas mais incríveis e surpreendentes.

Heartstopper é um livro que me pegou totalmente desprevenido. Eu, não conhecia a narrativa. O pessoal da Companhia das Letras, num sábado, mandou pra minha casa os dois primeiros volumes, como fazem todos os meses com lançamentos que tem a minha cara. E olha… devo dizer que eles acertaram em cheio com essa escolha.

Heartstopper 1 – Dois garotos, um encontro é um livro de capa dura, super bem feito, com uma história que se desenvolve em quadrinhos. Começa contando a narrativa de Charlie Spring, um garoto nerd do primeiro ano, que se assumiu gay para a escola toda – um colégio só de meninos – e agora precisa lidar com a popularidade que veio por conta disso e de todo o bullying que ele sofreu ao sair do armário.

Já no começo do livro, sabemos que Charlie tem um romance secreto com Ben, um garoto hétero que, percebemos, o trata super mal. Felizmente, em uma troca de turmas, nosso protagonista conhece Nick, o garoto popular que está no time de rúgbi da escola.

E é nesse momento, em que os dois passam a se encontrar todas as manhãs, que se desenvolve uma amizade lindíssima que deixa a gente shippando desde o começo. Charlie ajuda Nick com os estudos, Nick convence Charlie a ir para o time de rúgbi… Até que os sentimentos entre os garotos ficam confusos. Estaria Charlie apaixonado por um menino hétero? Nick, que sempre gostou de meninas, estaria gostando agora de meninos?

Heartstopper 1 é um romance sobre amizade, descobertas e principalmente, parceria. Antes de se apaixonarem um pelo outro, Nick e Charlie são grandes amigos que se entendem, se protegem e se gostam. E ah, sim, eles se beijam e isso não pode nem ser considerado um spoiler. A tensão que esses dois passam com o passar das páginas… ai ai ai.

Devorei o livro em 30 minutos, já que, apesar de ter quase 400 páginas, tem uma leitura leve, fluida e muito rápida (e por ser em quadrinhos, isso também ajuda muito). Os desenhos são lindos, a tradução de Guilherme Miranda está impecável – não parece que foi “só” traduzido. As mensagens são verossímeis e poderiam ser enviadas por eu ou você e isso faz com que a experiência seja ainda mais real.

É um livro para chorar, rir e deixar o coração quentinho. Devorei o primeiro volume e já fui correndo para o segundo, que escreverei uma resenha depois. Recomendo demais, dou o céu todo de estrelas e preciso urgentemente das continuações.

Fiquei sabendo também, recentemente, que Heartstopper vai ser uma série da Netflix! Vai ser lindo. <3

* Os preços aqui divulgados são de responsabilidade do anunciante e podem ser alterados sem aviso prévio.

intercâmbio
Lugares

Intercâmbio com amigos: Uma boa ideia ou uma grande furada?

Viajar é uma experiência incrível. Você tem a oportunidade de conhecer novos lugares, novas pessoas, idiomas diferentes, enfim! Muitas coisas que certamente irão te fazer crescer e desfrutar dos momentos da vida de um modo muito especial. E se fazer um intercâmbio por si só, já é uma experiência sensacional, imagina fazer um intercâmbio junto com um amigo compartilhando alegrias, medos, inseguranças e claro, todos os momentos únicos e especiais de estar em um país desconhecido e completamente novo.

É fato que muitos intercambistas sentem falta da família e dos amigos quando viajam e realmente, estar em um lugar completamente diferente, com pessoas com culturas e hábitos distintos acaba se tornando um baita desafio. “Realizar um intercâmbio, apesar de ser maravilhoso, acaba gerando ansiedade, preocupação e até medo. Porém, isso é normal, afinal, morar em outro país completamente diferente do seu, não é só um mar de rosas” – explica à empresária, especialista em intercâmbio Arleth Bandera. “Por isso, estar com um amigo num momento como este, pode sim deixar o processo de adaptação mais leve” – resume a CEO da Eagle Intercâmbio, agência sediada no Vale do Silício (Califórnia).

Além disso, a grande vantagem de viajar com um amigo é a possibilidade de dividir os gastos. Nesse sentido, todo mundo economiza. “Se todos se organizarem bem, será possível criar um planejamento financeiro e fazer passeios que podem ser inesquecíveis, dividindo alimentação, transporte” – pontua. Outra vantagem, de acordo com a executiva é que ao lado de um amigo é possível amenizar os momentos de saudade, e ter alguém para desabafar em qualquer circunstância é sempre algo bom. Outra vantagem é ter alguém que fale o mesmo idioma que você por perto, o que pode gerar um sentimento de maior confiança.

Mas, nem tudo são flores! É claro que dividir experiência com alguém é fantástico, mas se o seu objetivo é focar nos estudos, talvez esse não seja o momento ideal para viajar ao lado de um amigo, de acordo com a especialista. “Se o seu objetivo é aprender um novo idioma, por exemplo, não é uma boa ideia estar ao lado de alguém falando português a todo momento, isso pode te deixar preguiçoso. Além disso, uma das principais vantagens do intercâmbio é o contato com a cultura nativa. Seja na hora de praticar a língua ou assistir aquele jogo típico da região. Quanto mais tempo você passa com o amigo brasuca, menos contato você tem com a verdadeira cultura local” – aponta.

E, ainda segundo Arleth Bandera, viver os perrengues também faz parte da vida e do processo de evolução. “O intercâmbio nos proporciona autoconhecimento. Aquele momento de pânico perdido no metrô, ou aquela tarde que você passou sentindo falta da família… tudo isso te trará boas reflexões alguns meses depois, que talvez você não teria aprendido se estivesse com um amigo a tira colo” – destaca.  Além do aprendizado, uma das melhores coisas que você leva para a sua temporada de estudos na gringa são os novos amigos e talvez, o amigão das antigas pode dar uma empacada na hora de socializar.

O fato é que, não existe certo e errado em decidir viajar sozinho ou acompanhado, mas é importante saber que viajar junto é quase como um casamento temporário, é preciso acordo e compromisso para funcionar. Por isso, se você for realizar um intercâmbio em dupla, Arleth te desafia a fazer você mesmo às seguintes perguntas: “Eu gostaria de morar com esse amigo?” “O que eu espero dessa viagem?” “O que o meu amigo espera?” “Nós gostamos dos mesmos programas? Temos uma rotina parecida?” “Será que passar o tempo todo com um conhecido não impedirá que eu aproveite ao máximo a cultura local” e só depois destas respostas, decidir em seguir com ele ou em carreira solo.

O essencial, como tudo na vida, é o diálogo entre os envolvidos. “Se você e seu amigo estiverem na mesma página, com certeza a viagem vai aproximar muito vocês e vocês terão – além de fotos lindas – histórias ótimas para contar, se não, quando você voltar, terá muito assunto para colocar em dia com ele” – finaliza Arleth Bandera.

Comidas de festa junina sem sair da dieta?
Atualizações

Gourmet: Comidas de festa junina sem sair da dieta?

“Olha isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais…” O mês de junho é tradicionalmente conhecido pelos sabores típicos de São João, que possui pratos da culinária nordestina e receitas famosas por todo o país. Em um ano de pandemia, em que a festa junina ainda não pode ser celebrada presencialmente, os brasileiros buscam por novas formas de saborear os quitutes que são esperados pelo ano todo, reproduzindo os clássicos gastronômicos em suas casas e comemorando mesmo de forma remota.

+ 5 dicas para fazer sua festa junina em casa

O nutricionista e especialista em tendências de consumo, Marco Quintarelli afirma que 2021 é o ano do autocuidado, e que os brasileiros estão muito mais preocupados em manter hábitos saudáveis após um ano de pandemia. “Durante o longo período de isolamento, em que as pessoas foram obrigadas a permanecer em suas casas, muitos acabaram engordando ao perder suas rotinas de alimentação saudável e exercícios. Por isso, é chegada a hora de correr atrás do prejuízo, escolhendo opções mais conscientes e balanceadas”.

Para os que não abrem mão dos doces e salgados tradicionais das festividades, Quintarelli afirma que é possível se deliciar sem sair da dieta. “Com os ingredientes certos, modos de preparo que não envolvam excessos e descarte de frituras e alimentos gordurosos, não é preciso deixar de comer nenhum dos pratos típicos de São João. Isso será ainda mais fácil agora, já que os preparativos serão em casa e é você quem fará as compras. O importante é fazer as melhores escolhas para o seu bem-estar e paladar”, conclui.

Pensando em todos que querem aproveitar a data sem culpa, o nutricionista preparou algumas receitas deliciosas da estação. Agora é só colocar o forró e curtir a sua festa junina em casa!

DOCE DE AMENDOIM DE FESTA JUNINA (LOW CARB)

Ingredientes:

  • 250g de amendoim torrado sem casca e sem sal;
  • 100g de farinha de amêndoas (ou farinha de coco);
  • 3 colheres (sopa) de manteiga de coco Vitorena amolecida;
  • 4 colheres (sopa) de adoçante xilitol ou Eritriol
  • 1 pitada de sal.

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes num processador até formar uma farofa. Coloque em formas pequenas (tipo as de gelo) pressione bem até estarem bem firmes. Leve para a geladeira por no mínimo 30 minutos. Retire, desenforme e sirva.

QUINDIM LOW CARB

Ingredientes:

  • 100g de coco ralado seco sem açúcar;
  • 200ml de água morna;
  • 10 gemas;
  • ½ xícara (chá) de adoçante xilitol ou eritriol;
  • 1 pitada de sal;
  • 2 colheres (sopa) de essência de baunilha;
  • 2 colheres (sopa) de óleo de coco Vitorena;
  • Manteiga e xilitol para untar e polvilhar.

Modo de preparo:

Em um recipiente, despeje a água morna no coco ralado e deixe descansar por 10 minutos; Peneire as gemas e adicione o xilitol, 1 pitada de sal, a essência de baunilha e o óleo de coco Vitorena, misturando os ingredientes em seguida e crescente o coco na mistura e mexa até os ingredientes se dissolverem devagar, sem bater muito para que não incorpore ar nas gemas. Coloque o quindim em uma forma untada (tipo forma de pudim) com manteiga e polvilhada com xilitol, levando ao forno preaquecido em banho maria na temperatura de 180°C em seguida. Deverá cozer 1 hora ou 1 hora e meia, ou até o quindim estar firme e ficar levemente dourado por cima. Deixe esfriar antes de desenformar.

SALGADINHO DE FRANGO LOW CARB

Ingredientes:

– Massa

  • 1kg de peito de frango;
  • 3 colheres de requeijão;
  • 1 ovo;
  • Salsa a gosto;
  • Cebolinha a gosto;
  • Temperos a gosto;

– Recheio

  • 150g de queijo;
  • 150g de presunto;
  • Orégano;
  • Óleo de coco Vitorena para fritar.

Modo de preparo:

Cozinhe o peito de frango e passe em um processador para triturá-lo bem. Depois de frio adicione o requeijão, o ovo, a salsa, a cebolinha e os outros temperos a gosto na mistura. Mexa e modele a massa com as mãos como pequenas bolinhas (ou até formato de coxinha se quiser); recheie com queijo, presunto e orégano, e frite em óleo de coco Vitorena quente.

Pode optar por recheios de calabresa, frango ou outra proteína animal que goste.

CALDO VERDE DE FESTA JUNINA LIGHT

Ingredientes:

  • 1 colher de café de Azeite de oliva extra virgem
  • 1 batata média crua
  • 100 g de Carne moída (prefira o corte patinho)
  • 1Colher de sopa de cebola picada
  • 1 Cenoura pequena crua picada
  • 1 colher de servir de couve picada em tiras (50 g)
  • 1 colher de sopa de salsão cru picado
  • 1 litro de água
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Refogue o alho e a cebola no azeite, doure a carne neste refogado e junte 1 litro de água e todos os outros ingredientes (menos a couve) e coloque na panela de pressão para cozinhar por 25 min. Retire a pressão da panela, abra e coloque a couve em tiras, verifique o sal e ferva por mais 5 min e sirva.

CALDO VERDE FUNCIONAL (COM FRANGO)

Ingredientes:

  • 8 xícaras (chá) de água filtrada
  • 2 batatas-doces médias descascadas e picadas
  • 2 chuchus médios descascados e picados
  • 2 inhames médios descascados e picados
  • 300g de peito de frango cozido e desfiado
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem
  • 1 xícara (chá) de espinafre picado
  • 1 xícara (chá) de couve-manteiga picada
  • sal pimenta do reino à gosto

Modo de preparo:

Em uma panela coloque a água, o sal, as batatas-doces, os chuchus e os inhames. Após cozidos, amasse-os no espremedor ou com um garfo. Volte à panela e acrescente o peito de frango. Cozinhe mais um pouco e acrescente o azeite, o espinafre e a couve-manteiga. Acerte o sal. Sirva quente

QUENTÃO DE FESTA JUNINA FUNCIONAL

Ingredientes:

  • 1 xícara de Hibiscus desidratados (para chá)
  • 5 colheres de chá de Gengibre Ralado
  • 2 unidades de Maçã gala picadas
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo ou demerara
  • ½ casca de Laranja Bahia
  • 2 paus de Canela
  • 10 unidades de Cravo-da-Índia
  • 2 litros de Água Fervente

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes e leve ao fogo até levantar fervura. Servir em seguida

CROQUETE DE GRÃO DE BICO (FUNCIONAL – VEGANO)

Ingredientes:

  • Grão de bico – 6 Colher(es) de sopa cheia(s) (120g) ou 1 Xícara
  • Cenoura (ralada) – 2 Unidade(s) média(s) (240g)
  • Abobrinha italiana (ralada) – 3 Escumadeira(s) média(s) cheia(s) (270g) ou 1 Unidade(s) média(s)
  • Inhame (ralado) – 1 Unidade(s) (85g)
  • Aveia – 5 Colher(es) de sopa cheia(s) (75g) ou 0.5 Xícara(s)
  • Cebola (picada) – 0.5 Unidade(s) média(s) (35g)
  • Semente de girassol – 1 Colher(es) de sopa cheia(s) (20g)
  • Salsinha (picada) – 1 Ramo(s) (10g)
  • Azeite de oliva – 1 Colher sopa rasa (8g)
  • Farinha de linhaça (para empanar) – 3 Colher(es) de sopa cheia(s) (45g)
  • Pimenta do reino a gosto
  • Sal a gosto

Modo de preparo:

Refogue a cebola em fogo médio durante 15 minutos. Acrescente os legumes ralados e refogue até secar bem. No processador ou liquidificador, processe o grão de bico sem pele com a salsinha picada, até os grãos dissolverem. Em um recipiente, misture o grão de bico com a semente de girassol, a aveia, o sal, a pimenta e o refogado. Misture com as mãos até formar uma massa homogênea. Molde em formato de croquete e empane na farinha de linhaça. Leve ao forno pré- aquecido (180ºC) por aproximadamente 15 minutos ou até dourar.

Quero ser modelo
Atualizações

Quero ser modelo! Por onde começar?

“Quero ser modelo!” — essa frase deve ser uma das mais ditas por milhares de adolescentes mundo afora. O glamour, os holofotes e a beleza da indústria da moda são alguns dos fatores que atraem tanta gente para essa profissão, que também pode ser competitiva, árdua, tensa e decepcionante para quem não está preparado.

+ Skin care: Como cuidar das acnes que aparecem no rosto?

“Ingressar no mundo fashion exige mais do que um rostinho bonito e dedicação. A carreira depende de um grande sistema operacional que define não só as tendências, mas também os corpos, rostos e biotipos ideais para exibi-las”, explica Dilson Stein, scouter e especialista no tema.

Anime-se: nada é impossível para quem realmente deseja ter sucesso profissional. Se ser modelo é o seu sonho, descubra agora dicas imprescindíveis para dar os primeiros passos em direção ao que você tanto almeja.

1. Conte com seus pais
Não tem nada mais importante do que o apoio da sua família! No caso de quem quer ser modelo, esse suporte deve ser irrestrito, já que muitas vezes os aspirantes ao mundo fashion começam bem cedo. O ideal é que todas as decisões sejam tomadas em conjunto. Não duvide: a opinião e a presença de seus pais são extremamente importantes para você seguir bem nessa carreira.

2. Conheça a profissão
O interesse em moda não é fator suficiente para tornar alguém um bom modelo. Conheça a fundo o mercado: estude, pesquise e aprenda o máximo que conseguir. Livros, blogs, sites, revistas conceituadas do ramo, programas de televisão especializados — tudo isso é fonte inesgotável de informações.

3. Preocupe-se com sua aparência
Essa é uma carreira voltada para a beleza, portanto tente manter pele, cabelos e dentes sempre bem cuidados. Adote rotinas saudáveis, como lavar o rosto duas vezes ao dia, remover a maquiagem antes de dormir, usar produtos de beleza adequados para seu tipo de pele e cabelos e fazer visitas periódicas ao dentista. Além disso, conheça bem suas medidas (altura, peso, tamanho de roupas e sapatos, quadril, cintura e busto) e seus atributos (cor de pele, olhos e cabelos).

4. Cuide de sua alimentação
Apesar de a carreira ser ligada, na maior parte das vezes, à magreza, isso não quer dizer que você deva deixar a saúde de lado. Por isso, tenha bons hábitos alimentares, conheça seu metabolismo e procure a ajuda de um nutricionista para manter seu corpo dentro dos padrões desejáveis, mas com qualidade de vida. E siga as regrinhas básicas de sempre: alimente-se bem e regularmente, beba muita água, pratique exercícios físicos e evite o consumo de álcool.

5. Não caia em ciladas
Há muito oportunista por aí tentando dar golpes em quem está começando a carreira. Se for abordado na rua por um suposto caça-talentos, ouça o que ele tem a dizer, pegue seu contato e pesquise se é um profissional confiável e reconhecido na área. Ao procurar uma agência, busque referências — trabalhos realizados, clientes conhecidos, outros modelos que prestaram serviços.

6. Procure uma agência para abrir portas
Conheça o trabalho das agências e busque oportunidades junto às que são muito conhecidas no mercado da moda. Uma boa agência não apenas abre portas para trabalhos relevantes, como ajuda você a produzir um portfólio atual. Além disso, ela pode orientá-la quanto às habilidades que devem ser trabalhadas, quais os tipos de jobs se encaixam no seu perfil, dentre outras coisas.

​7. Aprenda a ouvir “não”
Receber respostas negativas faz parte do caminho que você decidiu trilhar. Muitas vezes, o seu perfil não vai atender à demanda de uma agência ou de um cliente. Não deixe que isso afete sua confiança. Em vez de desanimar, redefina suas metas e batalhe em causa própria.

8. Tenha profissionalismo
Muitos modelos são taxados de arrogantes, intratáveis e mal-educados. Não permita que essas características sejam aplicadas a você. Trate todos de forma respeitosa e cordial, cumpra rigorosamente os horários e mantenha seu material e agenda de trabalho organizados. Uma boa reputação também ajuda a abrir portas.

É cringe? Especialista explica porque a Geração Z está cancelando a moda Millenial
Colunas

É cringe? Especialista explica porque a Geração Z está cancelando a moda Millenial

Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por uma discussão liderada por dois grupos: Geração Z vs Millenials. O tópico do bate-boca, que a princípio pareceu confuso aos mais velhos, logo foi esclarecido. Quais atitudes e características da Geração Millenial (nascidos entre 1980 e 1994) é considerada “cringe” pela Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010)?

Para entender melhor, antes é preciso esclarecer o que é “cringe”. A gíria, utilizada e popularizada pela Geração Z, significa aquilo que os Millenials popularizaram anos antes como “vergonha alheia”, ou algo considerado cafona, desatualizado. Entre os itens “cancelados” pela nova geração estão as calças skinny, que foram substituídas por itens mais confortáveis, e as sapatilhas de ponta redonda, calçado que foi trocado por tênis.

Sobre o debate ocorrido nas redes, Dani Gábriél, professora de Estratégias de Marketing em Moda na Faculdade Santa Marcelina, explica que esses itens de vestuário caíram em desuso por conta de uma macrotendência voltada ao bem-estar e o conforto. “Isso vem muito antes da pandemia, mas com esse novo normal isso se intensifica. Com as pessoas trabalhando e estudando de casa, o importante é se sentir confortável com o que se está vestindo”.

A professora também explica que o momento atual é de um consumo cada vez mais ligado ao comportamento do consumidor. Os jovens da Geração Z, por sua vez, possuem identidades fluídas, são conhecidos por serem mais tolerantes, realistas e por defenderem um estilo de consumo ético. “Será que se existisse uma marca de sapatilhas orientada a valores éticos, humanizados, com consciência ambiental, esse item não poderia ser uma escolha para esse público?”, questiona Gábriél.

Além das calças skinny e das sapatilhas, outros itens de vestuário também vem sofrendo com o julgamento das novas gerações de consumidores, como cardigãs longos, meias soquete e calças de cintura baixa.

As tendências da Geração Z

A juventude atual, norteada por sentimentos como otimismo conforto e alegria, parece não estar preocupada em parecer algo. Ao invés disso, eles vêm adotando uma moda onde possam expressar sua individualidade, se apropriando de estilos sem gênero e da streetwear, com jeans mais amplos, como as calças mom, moletons oversized e tênis. A professora ainda completa a análise citando maximalismo, estilos despojados, pop art, que trazem muito brilho, cor e estamparia.

“Agora são outros tempos que estão demandando outros produtos, como calçados cada vez mais funcionais e confortáveis. O tênis sabe muito bem desempenhar esse papel, e os moletons são a grande bola da vez” esclarece Dani. “Uma diversidade de modelagens e matérias primas permite possibilidades para todos os gostos e gerações. A busca é por uma estética confortável e acolhedora”.

No entanto, a professora finaliza afirmando que ainda não é hora de jogar as calças skinny e as sapatilhas fora. “A moda caminha em um ciclo formado por trocas. O que era novo fica obsoleto rapidamente, mas, ao mesmo tempo, o atual pode ser vintage. Talvez seja um momento de férias desses itens do seu guarda-roupa, mas daqui um ano pode ser que a Geração Z ache a skinny incrível de novo”.

sonhar com ex
Estreias

O que significa sonhar com ex?

Os sonhos podem possuir muitos significados. Há quem acredite que os sonhos são mensagens enviadas do nosso inconsciente para a nossa consciência. Segundo a psicanálise, os sonhos são a realização de um desejo que nós não nos damos conta que existe ou que não conseguimos realizar conscientemente. Sendo assim, sonhar com pessoas do passado, seja ex-namorado, ex-marido ou ex-ficante, não poderia ser diferente e pode ter inúmeras interpretações.

+ O que significa sonhar com uma pessoa que já morreu?

De um modo geral, podemos separar as ocasiões em que podemos sonhar com ex em algumas classes, para entender melhor o que essas “mensagens” podem significar, olha só:

Sonhos com o ex, de forma geral:

Dê mais atenção ao seu presente, não se prenda tanto ao passado. Ele é um ponto de partida, não uma linha de chegada. Use o seu passado como referência para as coisas que você vive agora, no presente. O que passou, passou e o seu ex só é ex por algum motivo específico, que ficou lá atrás.

Sonhar que está brigando com o ex:

Não se desespere, porque algum problema do passado pode voltar e você precisará de muito jogo de cintura para resolver. Tenha calma e paciência.

Sonhar que fez as pazes com o ex:

É um sinal para que você não se cobre tanto. Aprenda a relaxar um pouco mais nas situações da vida, não adianta querer que tudo se resolva para ontem.

Sonhar que está sozinho(a) com o ex:

Algo que você espera muito pode se realizar da melhor forma possível em breve. Não deixe que motivos fúteis te tirem do eixo.

Sonhar que está beijando, abraçando ou transando com o ex:

É um sinal de boa sorte e que vários problemas que você tem carregado consigo há algum tempo, irão se resolver.

Sonhar que se casa com o ex:

Uma grande surpresa acontecerá em breve para você. Boa sorte e se atente às oportunidades ao seu redor, não deixe nada passar.

Fanfics
Livros

Isabela Zinn e o fenômeno das fanfics

Imagine esse cenário: você acabou de ler uma série de sete livros, se apaixonou pelos pelos personagens e pelo universo descrito, mas ninguém que você convive conhece os livros. O que fazer quando somente você conhece as belezas daqueles livros? Escrever. As fanfics surgiram da ideia de criar histórias sobre livros, filmes ou jogos já criados ー fanfics também podem falar sobre famosos no geral. Seriam fãs escrevendo sobre seus universos e personagens favoritos, criando novos enredos e tramas para disponibilizar gratuitamente na internet, onde milhares de outros fãs incompreendidos vão ler para superar a ressaca literária.

+ A revolução das fanfics

Foi o que aconteceu com a autora Isabela Zinn, estudante de 18 anos. Ela foi apresentada ao mundo do Kpop no final de 2016 e se tornou fã da boyband BTS. “Eu pedi para uma amiga me mandar alguns links de fanfics e minha vida mudou completamente”, relata Isabela, que, antes disso, tinha resistência ao gênero. E foi assim, lendo fanfics kpoppers na plataforma Spirit, que a vontade de escrever floresceu.

Normalmente narrativas desse estilo de texto são muito encontradas no Wattpad, plataforma de leitura e publicação gratuita que reúne mais de 90 milhões de usuários. Por lá, é possível encontrar diversas histórias envolvendo grandes figuras, como a recém e hilária fanfic que coloca Faustão e Selena Gomez em um relacionamento. “É a melhor fanfic que já escrevi”, diz Isabela sobre um conto inspirado em The Purge, no qual um assassino traumatizado e um presidiário esquizofrênico se apaixonam durante a noite de expurgo.

Apesar de algumas histórias serem engraçadas, existem outras que são sérias e que inclusive já conquistaram vários leitores pelo mundo inteiro, como “After”, escrito por Anna Todd que já ganhou adaptação cinematográfica e trouxe Harry Styles, quando participava de One Direction em 2013, como protagonista. Além dela, E. L. James também conquistou diversos espaços com “Cinquenta Tons de Cinza”, trilogia que nasceu de uma fanfic de “Crepúsculo”.

Depois de alguns anos, Isabela Zinn começou a se dedicar ao mercado editorial alternativo. Com a publicação de “O Reino da Rosa Negra”, pelo Grupo Editorial Coerência, saiu do mundo das fanfics, dando espaço para novos nomes que podem crescer algum dia. No caso de Isabela, as portas do mercado estavam bem abertas para recebê-la. “Tem um muro que separa ambas as escritoras dentro de mim”, ressalta ao revelar que muita coisa mudou das fanfics para o primeiro romance publicado.

Como as fanfics podem mudar o meio literário?

De fato, no universo das fanfics existem narrativas boas e ruins, mas independente da qualidade de escrita esses textos têm grande potencial de introduzir jovens e adolescentes gradativamente no meio literário. É por meio do fanatismo por bandas, personagens fictícios e/ou pessoas reais que muitas pessoas se encontram, assim, também podendo encontrar um leitor voraz ou um artista literário recheado de excelentes enredos dentro de si.

Pesquisas apontam que o Brasil vem perdendo vários leitores conforme o passar dos anos, e em um momento onde o mercado editorial necessita de mais pessoas que consumam livros para se reerguer, já que existe a possibilidade dos livros sofrerem com a nova Reforma Tributária, é mais que necessário valorizar e abrir os olhos para todo e qualquer meio que possa transformar grandes leitores e autores.

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Livros

Dia do Orgulho LGBTQIAP+: sete livros para orgulhar-se

Celebrado em 28 de junho, o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+ é um importante lembrete de que todas as formas de amor são válidas e merecem respeito. A data também conscientiza a sociedade sobre a importância ao combate à discriminação dos homossexuais, bissexuais, transexuais, transgêneros e outros.

+ 10 livros que todos deveriam ler

Para trazer um debate saudável sobre o assunto, os livros vêm para somar e dar voz, visibilidade e reconhecimento. Separamos sete obras que são poderosas ferramentas para luta contra a LGBTfobia! #LeiaComOrgulho:

Elegidos
Representatividade e orgulho LGBTQIAP+,
 diversidade racial, avanço científico e tecnológico, um mundo comandado por um ditador, mutação genética e guerra pelo poder. Esses são os principais pontos que envolvem a distopia Elegidos. A obra promete cativar os fãs do best-seller Jogos Vorazes com um cenário futurístico cheio de aventura e emoção.

Carmilla: A Vampira de Karnstein
A obra é narrada por Laura, uma jovem que vive isolada com o pai em um castelo. Uma hóspede inesperada, entretanto, despertará os sentimentos amorosos da personagem que, ao mesmo tempo, lhe causará certo terror ao trazer de volta antigos pesadelos da infância. Apesar da época em 1872, a autora não se preocupou em esconder a sexualidade da protagonista.

Transradioativa
O audiolivro Transradioativa, da Tocalivrosé a oportunidade de se emocionar com as memórias da cantora e atriz Valéria Barcellos. A coletânea de crônicas sobre negritude e transexualidade, escrita depois que recebeu o diagnóstico de câncer, faz um relato sensível sobre o processo de cura, mas também traz luz para temas como racismo, misoginia e transfobia.

Você me aceita?
Um romance homoafetivo com muita representatividade. Você me aceita? é delicado, sensível e aquece o coração, a autora Marina Morena Tiago apresenta com maestria cada nova conquista, cada sentimento à flor da pele. Venha conhecer e se apaixonar por Babi e Eve nessa obra sobre escolhas e amor acima de tudo.

Luzes do Norte
Embora se reconhecesse como bissexual há alguns anos, a autora Giulianna Domingues aproveita o lançamento de Luzes do Norte para externalizar na literatura o que ainda não havia exposto na vida real. Ficcional e fantasiosa, a obra valoriza o universo LGBT ao apresentar para os leitores um casal de mulheres imperfeitas e apaixonadas.

O retrato de Dorian Gray
Dorian é um homem que se encanta com a visão de mundo hedonista do aristocrata Henry Wotton, que considera que a beleza e a satisfação sexual são as únicas coisas que importam na vida. Ele deseja então vender sua alma para que apenas um retrato seu pintado a óleo envelheça e desapareça, mantendo sua juventude eternamente. Como Fausto, o protagonista tem seu desejo atendido e parte para uma vida libertina e amoral. A obsessão estética e a vida de aparências são temas centrais do livro.

Fomos Somos Seremos
Ao longo de 80 crônicas poéticas Arthur Webber apresenta em seu livro de estreia “Fomos Somos Seremos” amores não correspondidos, doloridos e tóxicos. Amores de uma noite só e amores de uma vida inteira. Além do amor da família, dos amigos e aquele mais importante: o amor-próprio. Esse, inclusive, o mais difícil de ser nutrido, em sua opinião.