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Gabu Camacho

Mês de junho ressalta a importância das transformações
Gabu Camacho
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Mês de junho ressalta a importância das transformações

“A morte é inevitável, o velório é opcional”. É com essa frase de Harah Nahuz que podemos definir as energias do mês de junho de acordo com o tarô. Se no mês passado aprendemos a lidar com os sacrifícios da vida com protagonismo, com a energia do arcano 12, neste mês teremos que aprender a transformar e renascer em plena vida, como uma fênix com o arcano 13, “A Morte”.

“O tarô é composto por 22 arcanos maiores. Todos os meses e anos, pela numerologia, a energia de uma carta ou arcano rege o nosso caminho. No caso de junho (06) de 2023, a soma dá 13 (0+6+2+0+2+3), que corresponde ao arcano da Morte, que nos traz a possibilidade da transformação. De entender que a vida é feita de ciclos e que alguns precisam se encerrar para que outros possam iniciar de forma próspera”, explica Gabu Camacho que é tarólogo há quase dez anos e se dedica a trazer em suas redes sociais uma abordagem contemporânea e humanista do tarô, buscando integrar o simbolismo do tarô com a psicanálise e a espiritualidade para ajudar seus clientes a encontrar orientação e compreensão em suas vidas.

Por mais que seja um dos arcanos mais temidos do tarô, a Morte aparece como símbolo do fim de uma fase de abandono de velhos hábitos. É o momento de encontrar profundidade intelectual para enfrentar situações difíceis e que vinham sendo adiadas há algum tempo. “Se, no mês passado, o Enforcado te chamava para a luta e te ressalta a importância de assumir o protagonismo, a Morte agora praticamente te obriga a tomar uma atitude com relação à vida. Do jeito que está, não dá mais para continuar”, explica o especialista.

No âmbito coletivo, o mês de junho também é conhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIAP+, que combinado com o arcano da Morte, abre o debate da importância da renovação parcial e total de ideias, e a urgência de entender que as pessoas são diferentes e devem ser respeitadas em suas individualidades. “A Morte traz urgência para os temas que devem ser debatidos no mês. Este ano, estando em conjunto com o mês do orgulho, ela evidencia a urgência pela qual devemos combater a homotransfobia em todos os âmbitos da sociedade”, finaliza Gabu.

Para quem quer saber mais sobre como aproveitar as energias sutis do universo, e os mistérios do inconsciente com o tarô, Gabu Camacho compartilha diariamente dicas em suas redes sociais. Siga @GabuCamacho (Instagram, TikTok e Twitter) e fique por dentro de todos os movimentos tarolísticos.

Resenha: A Clínica - A farsa e os crimes de Roger Abdelmassih, Vicente Vilardaga
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Resenha: A Clínica – A farsa e os crimes de Roger Abdelmassih, Vicente Vilardaga

A Clínica – A farsa e os crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Vilardaga apareceu para mim no Kindle Unlimited e resolvi dar uma chance. Como gosto e sou fã de livros de true crime, ainda mais os brasileiros, devorei essa leitura em pouco mais de dois dias.

A cronologia do livro é dividida de acordo com a vida do ex-médico Roger Abdelmassih, desde sua formação na faculdade, sua especialização em clínica masculina e posterior formação em reprodução humana. Com isso, passamos a entender sua “ascensão” e a sua “queda”, que foram tão bruscas quanto rápidas, e o poder midiático que proporcionou esses dois momentos tão distintos.

O livro que mostra tudo sobre a farsa e os crimes da medicina reprodutiva que chocaram o Brasil. Este livro-reportagem de apuração precisa tem como foco Roger Abdelmassih: um mito da medicina reprodutiva, incensado nos melhores salões paulistanos, homem admirável acima de qualquer suspeita, mas cujo espantoso edifício de crimes chocou a todos os brasileiros. Com um texto primoroso e uma reconstituição detalhada dos fatos, o repórter Vicente Vilardaga esmiúça a inacreditável trama de mentiras que cercam o médico condenado a 278 anos de prisão por mais de 48 delitos de abuso sexual a suas pacientes.

O primeiro capítulo, A festa, mostra o auge de Roger Abdelmassih, quando ele se posicionava como o maior especialista em reprodução humana do Brasil, quiçá, do mundo, com números impressionantes e taxas de acerto acima da média, cobrando valores exorbitantes. O fato era: o ex-médico dizia ser instrumento de Deus para criar bebês, oferecendo certezas em um universo onde elas são cada vez mais escassas.

Na sequência, inicia-se A investigação, quando a casa do ex-médico começa a cair. Uma jornalista da Globo leva um caso pessoal de assédio até seus colegas de trabalho e, por conta disso, a investigação começa a tomar corpo no Ministério Público, em sigilo. Abdelmassih, em quanto isso, continua vivendo seu auge, andando nos carros mais caros, morando nos endereços mais prestigiosos e atendendo estrelas, famosos e pessoas que juntaram a economia da vida toda em busca do sonho do filho.

A investigação dura muito tempo, vai e volta da justiça milhares de vezes, novos fatos surgem a todo momento e nem isso é capaz de parar o ex-médico, que conta com a melhor equipe jurídica e de gestão de crise que o dinheiro pode pagar. Sim, gestão de crise. Sua presença e relação com o jornalismo era tão próxima, que pode-se afirmar que ele virou referência no assunto e em outros, só com a ajuda de uma boa assessoria de imprensa e do seus números inflados, bem como seu ego, como A Clínica nos mostra.

Os capítulos são longos, detalhados e trazem muitos personagens da história à tona, afinal, a teia de pessoas que protegiam Roger Abdelmassih parecia interminável: funcionários de confiança, laranjas, parentes… Afinal, o dinheiro, para ele, parecia valer mais que qualquer outra coisa na vida.

Nos três capítulos finais, A prisão, A condenação e A fuga, a história passa a tomar um tom que o leitor quase segura o fôlego, em um jogo que parecia ser ficcional. Condenações, prisões preventivas, tentativa de anulação de processo, negar acusações, olhares feios na rua… Quando Abdelmassih se torna o inimigo número um e a justiça resolve tardar, mas não falhar, vem o inesperado: ele se torna foragido e assim permanece por mais de três anos.

Mais uma vez, ele depende de uma extensa rede de proteção para manter seu padrão de vida foragido, contando apenas com seus rendimentos passivos (um negócio secundário com plantação de laranjas, no interior de São Paulo) e um esquema faraônico de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e muitos outros crimes, além dos quais já fora condenado por mais de 200 anos de cadeia.

É interessante ler, do ponto de vista jornalístico de Vicente Vilardaga, que trouxe apenas os fatos já divulgados de forma organizada e cronológica, escritos com uma redação espetacular que faz o leitor mais jovem, que conhecia a história de Abdelmassih pelos noticiários mas não acompanhou por conta da idade, entender do começo ao fim um dos maiores esquemas criminosos da justiça brasileira. Para quem não sabe, além dos crimes de estupro, atentados ao pudor, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e muitos outros, Abdelmassih e A clínica também foram investigados pela manipulação de material genético humano para além dos limites permitidos pela ciência – sim: pais e mães podem ter tido filhos sem o próprio código genético, com DNA de terceiros desconhecidos, DNA do próprio médico ou até mesmo, com o DNA de mais de duas pessoas, já que ele costumava “turbinar” gametas sexuais mais velhos com organelas de células mais novas.

É uma leitura igualmente chocante, surreal e capaz de tirar o fôlego, principalmente quando a gente percebe que poderia ser inverossímil e digna de um romance de ficção científica futurista, mas é só um relato de algo que aconteceu bem embaixo dos nossos narizes.

Resenha: Estou feliz que minha mãe morreu, Jennette McCurdy
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Resenha: Estou feliz que minha mãe morreu, Jennette McCurdy

Antes que você comece a ler minha resenha de Estou feliz que minha mãe morreu, devo te alertar que esta leitura – bem como livro – pode ter gatilhos fortes para quem tem relações parentais delicadas, bem como para quem convive com pessoas com traços narcisistas.

Estou feliz que minha mãe morreu é um livro cru, com capítulos curtos e a primeira vista desconexos, sem uma sequência próxima, mas que traz memórias da ex-atriz Jennette McCurdy, mundialmente conhecida pelo papel na Nickelodeon como Sam Puckett em iCarly e na série derivada com a Ariana Grande.

Um comovente e hilário livro de memórias da estrela Jennette McCurdy sobre suas lutas como ex-atriz infantil – incluindo distúrbios alimentares, vícios e o complicado relacionamento com sua mãe autoritária – e como retomou o controle de sua vida. Jennette McCurdy tinha seis anos quando realizou seu primeiro teste para atriz. O sonho de sua mãe era que sua única filha se tornasse uma estrela, e Jennette faria qualquer coisa para deixá-la feliz. Então obedeceu ao que a mãe chamava de “restrição calórica”, comendo pouco e pesando-se cinco vezes por dia. Também sofreu extensos procedimentos estéticos “caseiros”, como na passagem onde a mãe insistia que Jennette tingisse os cílios: “Seus cílios são invisíveis, sabia? Você acha que a Dakota Fanning não pinta os dela?” Jennette chegou ao cúmulo de ser banhada pela mãe até os dezesseis anos, além de ser forçada a mostrar o conteúdo de seus diários e e-mails e compartilhar toda a sua renda. Em Estou Feliz que Minha Mãe Morreu, Jennette narra tudo isso em detalhes – assim como o que acontece quando o sonho finalmente se torna realidade. Lançada em uma nova série da Nickelodeon chamada iCarly, ela foi impelida à fama. Embora sua mãe estivesse em êxtase, enviando e-mails aos moderadores do fã-clube e tratando os paparazzi pelo primeiro nome (“Oi, Gale!”), Jennette sentia muita ansiedade, vergonha e autoaversão, que se manifestavam na forma de distúrbios alimentares, vícios e uma série de relacionamentos tóxicos. Tais problemas só pioraram quando, logo após assumir a liderança no spin-off de iCarly, Sam & Cat, ao lado de Ariana Grande, sua mãe veio a falecer de câncer. Finalmente, depois de descobrir a terapia e parar de atuar, Jennette embarcou na recuperação e passou a decidir, pela primeira vez na vida, o que realmente queria. Narrada com franqueza e humor ácido, Estou Feliz que Minha Mãe Morreu é uma história inspiradora de resiliência, independência e a alegria de poder lavar o próprio cabelo.

O livro traz memórias de Jennette desde sua infância, com sua mãe, e como ela entrou no ramo do show business, ainda criança, mesmo não sendo a sua vontade ou o seu sonho. Mas, era o sonho da sua mãe e, como ela mesma relata no livro, tudo o que ela sabia fazer na vida era manter a mãe feliz. Sua vida girava em torno de satisfazer os desejos da sua mãe.

De início, para quem já tem anos de análise e terapia em dia, a narrativa já causa mal estar e estranheza. Mas Jennette narra a partir do seu ponto de vista na idade em que tem quando o acontecimento ocorre. Isso significa que temos relatos de uma Jennette criança, pré-adolescente, adolescente, jovem-adulta e dos dias de hoje. O mais incrível é que ela, como autora, não deixa vazar os conhecimentos que tem hoje quando narra um evento do passado. Como eu disse, ela segue cruamente fiel ao que sentia quando aconteceu.

Nisso, vemos McCurdy crescer com sua mãe, que após ter enfrentado um câncer, desenvolveu certos comportamentos maníacos. Ela acumulava tudo, não jogava nada fora e, por conta disso, os filhos precisavam dormir em colchonetes de ginástica na sala. Com o sonho podado de ser atriz, ela viu na filha a chance que jamais tivera e, como isso satisfazia a mãe, a pequena Jennette se jogou de cabeça. Ela mesmo narra que sabia sentir como a mãe estava se sentindo e trabalhar a partir disso. Seus comportamentos refletiam o humor da mãe.

E assim ela seguiu por muitos anos sob controle da mãe, que a levava dirigindo para testes de papéis figurativos e papéis principais posteriormente, ensinando a filha a contar calorias para se manter magra e submetendo a garota, até aos 17 anos, a exames ginecológicos diários durante o banho. Sim, ela não podia tomar banho sozinha até os 17 anos. Não, a mãe não era uma médica ginecologista.

Os anos passaram e Jennette cresceu e começou a ter sua independência da mãe. Não da forma como ela queria, mas porque fora obrigada porque o câncer da mãe tinha voltado de forma mais agressiva e ela agora tinha que viajar sozinha e fazer suas coisas por conta própria. No começo, ela até se sentia um pouco perdida. Quando foi morar sozinha, não conseguiu colocar limite na mãe, que foi morar junto com ela e ainda mantinha sua vida em rédeas curtas: aos 18 anos, dormir fora de casa uma noite, mesmo que fosse na casa de Miranda Cosgrove, sua amiga de set, era um pretexto para receber mensagens chamando-a de vadia.

Jennette chegou na terapia após sua anorexia virar uma bulimia e alcoolismo. Quando a terapeuta propõe que sua mãe teve parte nesse abuso – afinal, a mãe ensinou a anorexia para a filha -, a escritora sai e nunca mais volta para o processo terapêutico. Afinal, como poderia a mãe que ela sempre idolatrou ter ensinado algo que não fosse para o seu bem?

É então que sua mãe chega na fase terminal do câncer e vem a falecer. Nada na vida de Jennette agora faz sentido. Como viver agora sem ter a direção que a mãe dava?

É nesse cenário que Jennette McCurdy agora se descobre livre. Estou feliz que minha mãe morreu é um relato real, não de felicidade exatamente sobre a morte da mãe, mas um sentimento de alívio, de liberdade e de recomeço que toma a vida da autora. Pode parecer absurdo para pessoas que não entendem o seu contexto, afinal, como alguém poderia ficar feliz com a morte da própria mãe?

No caso de Jennete McCurdy, essa tristeza é a melhor coisa que poderia ter acontecido.

Novo livro da mineira Raíssa Selvaticci mistura romance sáfico com suspense sobrenatural
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Novo livro da mineira Raíssa Selvaticci mistura romance sáfico com suspense sobrenatural

A autora mineira Raíssa Selvaticci – autora de Garotas (im)perfeitas e conhecida pelos seguidores nas redes sociais como “garota best-seller” – retorna às livrarias com o romance sáfico Princesas mortas não se apaixonam. A obra inaugura a nova fase do selo Outro Planeta, que passa a ser dedicado exclusivamente a títulos young adult e middle grade, buscando a valorização de autores nacionais, além da diversidade de vozes e histórias.

Na trama, Amélia Mountbatten Wales faz parte da família real britânica, o que a impossibilita de agir como uma adolescente comum. Por isso, criou Holy, um disfarce perfeito para explorar Londres sem o peso dos deveres reais. A farsa e a realidade vividas pela princesa parecem incapazes de colidir até conhecer, sob o disfarce de Holy, Roma Borges, brasileira recém-chegada à Inglaterra e filha do detetive-chefe da Scotland Yard.

Com a sinistra habilidade de enxergar fantasmas, ficar longe de confusão é tarefa difícil para Roma, principalmente quando os espíritos parecem não estar dispostos a deixá-la se esquecer da garota assassinada nos arredores do Palácio de Buckingham. Atraída pelos mistérios que cercam o caso, ela percebe que a chave para desvendar esse assassinato é Amélia, sua arrogante colega de classe. À medida que se aproxima da princesa, Roma acaba descobrindo que só existe uma coisa maior que a fortuna da realeza: os segredos – e Holy é o pior de todos eles.

Para Raíssa Selvaticci, Princesas mortas não se apaixonam é uma história sobre a liberdade de ser quem se é em um mundo que está sempre dizendo o contrário. “Foram muitos anos sem um conto de fadas pra chamar de nosso, mas agora nós temos esse e muitos outros.”, declara. Com ilustração de capa da artista Jenifer Prince, a obra é repleta de referências da cultura pop, garotas apaixonadas, amores proibidos, mas resta saber quantas mentiras o “felizes para sempre” pode suportar.

Você sabe o que é Sigilo? Entenda como funciona o símbolo com energia de ritual
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Você sabe o que é Sigilo? Entenda como funciona o símbolo com energia de ritual

Sigilo é uma imagem mágica com uma energia por trás, que tem um significado e foi imantada com uma intenção. Geralmente bruxas mentalizam e consagram estes símbolos durante um ritual místico. A astróloga e ocultista Sara Koimbra conta que em seu último ritual coletivo, realizado na Itália há 3 semanas, idealizou um sigilo que agora se materializa em uma joia para quem quiser levar sempre consigo a energia.

“Mesmo quem não participou do ritual vai sentir na peça a egregora, que é a força espiritual resultante da soma das energias, sentimentos e pensamentos coletivos, pois tivemos mais de 4 mil pessoas vibrando a mesma intenção, mentalizando coisas boas e participando comigo dessa mentalização”, conta Sara.

O sigilo individual é um pouco diferente porque é feito sob medida para aquela pessoa, pensando naquele pedido, naquela intenção, já este que está disponível é universal por se tratar de um sigilo de um ritual coletivo.

Lançada pela ocultista, a peça tem duas opções de materiais: ouro ou prata. “Tem pessoas que, por terem uma determinada configuração astrológica, se dão melhor com a prata, geralmente quem tem muita Água ou Ar no mapa. Outras se dão melhor com o ouro, geralmente de Fogo ou Terra, mas é muito pessoal”, afirma a especialista.

A joia pode ser usada diariamente para manter a energia constante em si, mas a ocultista não aconselha tatuar a imagem na pele. “Por se tratar de um sigilo de ritual coletivo, não é bom tatuar este símbolo, ele é uma imagem derivada de uma energia coletiva, com muitas pessoas envolvidas. A própria tatuagem é um ritual poderosíssimo e colocar essa intenção coletiva na sua própria pele, no seu campo energético, permanentemente é perigoso”, alerta.

A bruxa também aconselha que a pessoa use o sigilo próximo ao chacra cardíaco, como um pingente, por exemplo. “Caso a pessoa não queira como colar, pode ser usado no braço direito também”, recomenda Sara. Além disso, também é permitido usar vários sigilos, de rituais diferentes de uma vez, mas não se pode colocar duas imagens de sigilos diferentes em um mesmo local. “Um anula o outro e as energias de um atrapalham o outro”, diz Sara.

Resenha: Confissões do Crematório, Caitlin Doughty
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Resenha: Confissões do Crematório, Caitlin Doughty

Confissões do Crematório é um livro que chegou até mim em um momento de luto. Aquele momento em que a gente quer entender e desvendar todos os mistérios da morte. E posso dizer que fui surpreendido positivamente com a narrativa de Caitlin Doughty e também, por ser o primeiro livro da Darkside que eu realmente gosto.

Um livro para quem planeja morrer um dia “Uma menina nunca esquece seu primeiro cadáver.” – Caitlin Doughty

É a única certeza da vida. Então, por que evitamos tanto falar sobre ela? A morte é inevitável, sentimos muito. Mas pelo menos, como descobriu Caitlin Doughty, ficar a sete palmos do chão ainda é uma opção. ”Confissões do Crematório” reúne histórias reais do dia a dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos históricos, mitológicos e filosóficos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, Caitlin Doughty desmistifica a morte para si e para seus leitores. O livro de Caitlin – criadora da websérie Ask a Mortician e da – levanta a cortina preta que nos separa dos bastidores dos funerais e nos faz refletir sobre a vida e a morte de maneira honesta, inteligente e despretensiosa – exatamente como deve ser. Como a autora ressalta na nota que abre o livro, “a ignorância não é uma benção, é apenas uma forma profunda de terror”. Caitlin Doughty é agente funerária, escritora e mantém um canal no YouTube onde fala com bom humor sobre a morte e as práticas da indústria funerária. É criadora da websérie Ask a Mortician, fundadora do grupo The Order of the Good Death (que une profissionais, acadêmicos e artistas para falar sobre a mortalidade) e também autora de Confissões do Crematório.

Explico: não tenho uma boa relação com os livros da editora. As edições são lindas, espetaculares, disso não há o que questionar. Também acho os valores justos, mas quando falo de conteúdo, sempre me deixou a desejar. Aconteceu isso com “O Segredo dos Corpos”, “Bruxa Natural” e alguns outros.

O livro conta a história da própria autora, Caitlin, que também é curiosa com relação aos trâmites da morte. Com isso, ela resolve arrumar um estágio em um crematório da sua cidade, sem experiência nenhuma. Lá, ela precisa barbear mortos, preparar cadáveres e limpar até os fornos de cremação e nos leva para uma jornada em que nos deparamos com a nossa perenidade e com a nossa organicidade.

Sim, Confissões do Crematório nos traz a consciência de que somos orgânicos. Para além das crenças espirituais do que acontece na vida depois da morte, conteúdo que tive contato em “Violetas na Janela”, Confissões é um livro mais cru, que fala mais dos corpos que das psiques.

Além das confissões do que pode acontecer com nosso corpo nesses locais, Doughty traz para a nossa consciência que a morte é um negócio lucrativo, que faz de tudo para afastar a experiência dos vivos, que continuam sua jornada na Terra.

O livro é dividido na parte em que Caitlin está trabalhando no crematório, parte que gosto mais, e em uma segunda parte, quando ela resolve se especializar “na morte” e ir estudar em outro estado. Com isso, ela mostra que o negócio americano da morte vai muito além do que a gente imagina. Essa segunda parte não me agradou tanto, talvez pela falta de proximidade.

Mas, se você é uma pessoa (enlutada ou não, apesar de que, se estiver em luto, assim como eu, creio que a leitura pode ser mais proveitosa) interessada pela morte, Confissões do Crematório é um livro indispensável e que me fez entender como quero chegar ao fim da vida e como quero que lidem com meus restos mortais.

Maior evento místico acontece em 3 e 4 de junho, no Club Homs
Rafa Guirro
Cultura, Lançamentos, Séries

Maior evento místico acontece em 3 e 4 de junho, no Club Homs

Com entrada gratuita e expectativa de 30 mil visitantes, acontece neste final de semana, 3 e 4 de junho, o Mercado Místico promovido pela Art Shine Promoções e Eventos. Serão mais de 150 expositores do segmento, além de apresentações, shows, palestras e vivências ao longo de toda a programação, em pleno coração da Avenida Paulista, no Club Homs, das 10h às 20h.

A programação completa pode ser conferida conforme abaixo:

PALESTRAS GRATUITAS 

SÁBADO

12h30 – CIGANO RENAN – TEMA: TRANSFORME A SUA VIDA ATRAVÉS DA MAGIA

13h30 – ROBERTA STRUZANI – TEMA: YONIEGG TERAPIA E POMPOARISMO

15h – MONICA DOS ANJOS – TEMA: A MÍSTICA DOS ANJOS

16h15 – AMANDA CELLI – TEMA: O PODER DAS ERVAS E DO HERBALISMO MÁGICO NA

17h30 – WAYNER LYRA – TEMA: INSTRUMENTO MÁGICO Nº 5: AS CARTAS!

18h45 – TANIA GORI – TEMA: BRUXARIA NATURAL – UMA FILOSOFIA DE VIDA

 

DOMINGO

12h30 – KESSIE BIANCO – TEMA: MULHERES CURADAS CURAM A SUA EMPRESA, SUA FAMÍLIA E SUA VIDA

13h30 – RAFA FONTENELLE – TEMA: MITOS E VERDADES DA ASTROLOGIA

15h – MONICA DOS ANJOS – TEMA: RUNAS: O ORÁCULO VIKING

16h15 – PHELIPPE COLLE – TEMA: PROSPERIDADE FINANCEIRA E MAGIA CIGANA

17h30 – CRIS MEINBERG – TEMA: BENZIMENTO COLETIVO – ELIMINE OS OBSESSORES

18h45 – NATHALIA RUGGIERO – TEMA: A PSICOLOGIA DA ADIVINHAÇÃO

 

VIVÊNCIAS GRATUITAS

SÁBADO

12h30 – LARISSA LIMA – TEMA: WORKSHOP INCENSOS NATURAIS

14h – MARCELA RIVERA  – TEMA: CONSTELAÇÃO SISTÊMICA FAMILIAR

15h15 – ESPAÇO CYDA GODOY – TEMA:  ELEMENTO ÁGUA E A PURIFICAÇÃO DO CORAÇÃO

16h30 – PRISCILA PICON – A ERVEIRA – TEMA: COMO SE PROTEGER DE ENERGIAS NEGATIVAS E OBSESSORES

17h45 – TATI SEBENELLO – TEMA: RITUAL DE HARMONIZAÇÃO COM OS 4 ELEMENTOS

19h – TARÓLOGO JEFF – TEMA: LINGUAGEM DO CORPO: O QUE SEU CORPO DIZ QUANDO ADOECE

 

DOMINGO                                          

12h30 – ESCOLA MAHARA TANTRA – WORKSHOP: O DESPERTAR DA ENERGIA

14h – MARI LEMOS – CÓDIGOS DA ALMA – TEMA: MITOS E VERDADES SOBRE AS MEDICINAS INDÍGENAS

15h15 – ESPAÇO CYDA GODOY – TEMA: PURIFICAÇÃO COM O SAGRADO ELEMENTO TERRA

16h30 – CIGANO RENAN – TEMA: CONHEÇA O SEU MENTOR ESPIRITUAL

17h45 – ALEX ZOMPERO – TEMA: DESPERTE SUA POTÊNCIA

19h – MONICA TERAPIAS – TEMA: VIVÊNCIA DE DANÇA CIRCULAR – DANÇAS DOS POVOS

 

DANÇAS E APRESENTAÇÕES GRATUITAS

SÁBADO

12h – GRUPO DANÇA VIVA – DANÇA CIGANA

12h20 – MIGUEL ALONSO – GALPÃO DA DANÇA – DANÇA SEVILHANA COM CASTANHOLAS

12h45 – RAINBOW TRIBE – ATS

13h – UNITAH DANÇAS – DANÇA DO VENTRE

13h10 – KARLA CRISTHIE – CIGANA ARTÍSTICA

13h20 – STUDIO DE DANÇA NURA EL SHAMS – PROF ANGEL – DANÇA DO VENTRE

13h30 – LADY AGATHA – OFICINA DE DANÇA CIGANA

14h20 – GRUPO SYLMARA MATOS – ESTILO TRIBAL AMERICANO DE DANÇA DO VENTRE

14h40 – STUDIO DE DANÇA NURA EL SHAMS-  ALUNAS – PROF ANGEL – DANÇA DO VENTRE

14h50 – AYA RODRIGUES – DANÇA CIGANA

15h – CIA LONDON COM ESPÉTACULO TEATRAL AVALON (PARTE I)

15h30 – JULI LAL – DANÇA INDIANA

15H45 – TALITA CABRAL E PEDRO PROFITTI – DANÇA CIGANA

15h55 – ELISHA EL LILITH – DANÇA DO VENTRE

16h15 – ESMERALDA MORAIS E A CARAVANA DO SOL – DANÇA CIGANA E DO VENTRE

16H45 – LEANDRO NOSSA – PERFORMANCE DE HANDPAN

17h05 – CIGANA NATASHA – DANÇA CIGANA

17h15 – CIA DO VENTRE CIGANO – DANÇA CIGANA E DANÇA DO VENTRE

17h50 – GRUPO ROSAS E PUNHAIS – DANÇA CIGANA

18h10 – ESTUDIO DANÇA DO VENTRE ANDREIA SAMPAIO

18h30 – SHAMBALAH DANCE COMPANY – DANÇA DO VENTRE

18h55 – STUDIO ALUAHA – DANÇA CIGANA

19h05 – ANELLIM ARTE E DANÇAS – DANÇA CIGANA E ARABE

19H20 – SHAMBALAH DANCE COMPANY – DANÇA CIGANA ARTISTICA

19h45 – STUDIO ARTE E MOVIMENTO SAM – COREÓGRAFA JANAH JALILAH – FUSÃO BELLA CIAO

19h55 – JANAINA BETEGA – VENTRE MODERNA

 

DOMINGO 04/06

12h – FIDES CENTRO DE CULTURA PRFa PRISCILA GENARO – DANÇA DO VENTRE

12h25 – STUDIO INSPIRE – DANÇA DO VENTRE, DABKE, CIGANA

12h55 – MANDALA NÚCLEO DE ARTES – DANÇA DO VENTRE E DANÇA CIGANA

13h10 – CAMILINHA IGNACIO – DANÇA DO VENTRE COM VÉU DUPLO

13h20 – APHRODITE DANÇAS – DANÇA CIGANA, DANÇA DO VENTRE CLÁSSICO E FOLCLORE, TRIBAL ATS E KALBELYA

14h – ATELIER LA BRUJA GITANA – DANÇA FLAMENCA, DANÇA ESPANHOLA

14H20 – CAMINHOS DO SOL – DANÇA CIGANA

14H40 – SHAMBALAH TRIBAL – FCDB STYLE DOMINGO

15h – SAMILA BALADI

15H10 – EDUARDO ROM NIA – DANÇA CIGANA E DANÇA DO VENTRE

15h35 – GRUPO ROSAS E PUNHAIS – DANÇA CIGANA

16h – CIA DE DANÇA AURA CIGANA – DANÇA CIGANA

16h10 – HAMANDA – DANÇA CIGANA ARTÍSTICA

16H20 – GRUPO DO VENTRE CT

16h30 – ENERGIC DANCE – AFRO, DANÇA DO VENTRE, DANÇA CIGANA

17h – NICOLY OLIVER – DANÇA DO VENTRE

17h10 – INSTITUTO DA DANÇA – DANÇA DO VENTRE

17h25 – EMRAH – COZINHEIRO DA CULINÁRIA TURCA E PROFESSOR DE DANÇA CIGANA TURCA – GIRO SUFI

17h40 – CLEIDE REGINA – DANÇA CIGANA

17h50 – GRUPO DO VENTRE CT- CAMILA ROSA

18h – CIA LONDON COM ESPÉTACULO TEATRAL AVALON (PARTE II)

18h35 – SHAMBALAH DANCE COMPANY – FCDB STYLE

18h55 – LILIH FELIPE – DANÇA DO VENTRE

19h05- KALILA – DANÇA CIGANA

19h20 – PROF TAHANI EL HELWA E ALUNAS DA ESCOLA FENÍCIA – DANÇA DO VENTRE

19h30 – TATI JESUS – DANÇA SAID

19h40 – ESTRELA CACILDA – DANÇA ARABE CIGANA

19h50 – LARI MONTEIRO – TRIBAL FUSION BELLYDANCE

ORACULISTAS (em ordem alfabética): A Bruxa Cigana Elaine Moraes, Alice de Alarcon, Babá Duh, Bel Antunes, Bruno Cassaro, Bruxa Hannah Nahash, Bruxa Jessyca Natann, Carlos Karan, Cigana Carmencita, Cigana Kalila, Cigano Renan , Elaine Lima, Esmeralda de Évora, Iyá Vanju, Juliane Bandeira, Kelly Kecioris, Larissa Bastos, Le Barot, Leda D´ambrosio, Lua Ferraz, Madrinha Giovanna, Maga Magia Tarot, Marisa Lascani, Micherlotta Najara, O Bruxo da Lua, Pai André de Xangô, Pai Diego Agassi, Ricardo Huggin, Richard Ritie Rie, Rodrigo Grola, Rosely Villar, Samyra Muraddy, Sara Moraes, Talita Melo, Tânia Mara, Tarólogo Jeff, Tati Sebenello, Tsara Cigana Carmencita, Vicky e Zaira Cigana.

O evento contará, ainda, com workshops de incensos naturais e dança cigana gratuitos, com dois espaços de terapias gratuitas, sendo um de limpeza xamânica  e outro de reiki, durante os dois dias, que atenderá a todos gratuitamente, e ainda espaço de massagens, reflexologia, flash tattoo, tatuagem de Henna e atendimento com mais de 40 oraculistas com leituras e aconselhamentos.

 

Na gastronomia, evento contará com Festival do Acarajé 

Nesta edição uma novidade será o Festival do Acarajé dentro do Mercado Místico. Serão desde as opções tradicionais até acarajé gigante, passando por mini porções e a iguaria no prato.

Conforme explicam os sócios da Art Shine, Marcio Alvarez e Wesley Carvalho, “o acarajé é a comida dos orixás e por isso levaremos também esta tradição ao evento. O Mercado Místico é para vivenciar e, para que a experiência seja completa, agora teremos também a gastronomia típica para que o visitante possa ter sentido todo o universo que envolve o segmento da misticismo e do esoterismo.

Aos que preferem outras opções, ainda terão hambúrgueres, crepe francês, comida mexicana, doces e muitas cervejas artesanais, chopp de vinho, drinks, além de bebidas não-alcóolicas.

Com entrada gratuita, o Mercado Místico será sábado (3) e domingo (4), das 10h às 20h. O Club Homs está localizado na Avenida Paulista, 735, a 300 metros da estação Brigadeiro do metrô, linha verde. Mais informações disponíveis no Instagram e Facebook

 

Mercado Místico

Quando: dias 3 e 4 de de junho (sábado e domingo)

Horário: das 10h às 20h

Local: Club Homs

Endereço: Avenida Paulista, 735 – Bela Vista – São Paulo (SP)

Entrada: gratuita

Transporte público: 300 metros da estação Brigadeiro do Metrô (Linha 2 -Verde) – dezenas de linhas de ônibus disponíveis no local

Estacionamento: várias opções pagas na região

Informações: https://www.instagram.com/mercadomistico/ e https://www.facebook.com/misticomercado

O Dia dos Namorados está chegando - Combinação de milhões? O que a astrologia diz sobre os casais famosos
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Lançamentos, Séries

O Dia dos Namorados está chegando – Combinação de milhões? O que a astrologia diz sobre os casais famosos

Dia dos namorados chegando e você certamente já ouviu falar em cara-metade, alma-gêmea, metade da laranja… Muitos são os nomes para aqueles casais que combinam tanto, dão tão certo, que viram referência para quem busca sucesso nos seus relacionamentos. Segundo o Astrolink, é possível identificar o nível de compatibilidade entre elas por meio da Compatibilidade Astral, um estudo astrológico que analisa a compatibilidade das pessoas com base em seu mapa astral.

Um exemplo de combinação de milhões – literalmente – é de um dos casais mais populares do mundo: Beyoncé e Jay-Z. A sinastria amorosa da dupla  alcança 82% (numa escala de 0 a 100), ou seja, há uma harmonia astral surpreendente e um dos motivos pode ser a predominância de Virgem, Libra e Escorpião no mapa astral de cada um. Esses três signos demonstram que eles são pessoas criativas, comunicativas e isso se traduz justamente no sucesso no amor e no trabalho.

Outro casal que se destaca na multidão é Katy Perry e Orlando Bloom. Eles até tiveram algumas idas e vindas antes de firmarem o casamento, mas foi questão de tempo, já que sua sinastria amorosa é de 71%. A compatibilidade dos dois demonstra uma harmonia astral muito positiva e um dos principais motivos é a predominância de Escorpião em ambos os mapas, que traz sensibilidade e conexão para a relação. Além disso, o Sol capricorniano do astro de Hollywood traz estabilidade e segurança para que ambos possam viver suas emoções, explorar seu talento e criatividade e sempre ter um lugar seguro para voltar.

As combinações entre cantores e atores parecem funcionar muito bem. As fãs de Joe Jonas podem até morrer de ciúmes, mas sua sinastria amorosa com a amada Sophie Turner é de 55%. Isso se deve, principalmente, ao Fogo que permeia o mapa astral de ambos, principalmente de Sophie que é pisciana, mas tem um mapa astral bastante curioso: Ascendente, Lua e Vênus em Áries. Ao mesmo tempo, eles também tem uma compatibilidade muito boa entre os aspectos lunares, mostrando um casal criativo, extrovertido, que troca muitas ideias e com muito potencial para ser um casal de sucesso.

Sinastria baixa é sinal de que devo desistir do romance?

O Astrolink explica que não é bem assim e é possível encontrar harmonia nas diferenças. Um bom exemplo são David e Victoria Beckham. Juntos há 25 anos, a sinastria amorosa deles é de 49%, mas, entre seus mapas astrais não há nenhuma grande afinidade, pelo contrário, são pessoas bastante diferentes. Enquanto a eterna Spice Girl tem uma alta força em Água que representa sua parte mais emotiva e sensível, David tem mais aspectos de Terra, fazendo com que ele seja mais prático e pé no chão, apoiado pelo seu lado taurino que dá espaço para as emoções. No fim das contas, eles se completam.

No Brasil, também temos um casal que arranca suspiros dos mais românticos, mas tem uma sinastria amorosa mais baixa: Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, com 31%. O número é relativamente baixo e se deve, principalmente, à pouca afinidade de seus signos solares e diferentes elementos em seus mapas astrais. Enquanto Bruno é ariano e com forte presença dos signos de Fogo, Gioh é virginiana e tem muitos signos de Terra e Ar. Ainda assim, eles se conectam em outros pontos, como os aspectos lunares e venusianos, que são justamente os que dizem respeito ao que há no coração, a empatia, o amor.  Em resumo, os pais de Titi, Bless e Zyon são pessoas que conseguem conversar e encontrar suas similaridades dentro de tantas diferenças.

Prime Video anuncia a ganhadora da primeira temporada de Caravana das Drags
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Prime Video anuncia a ganhadora da primeira temporada de Caravana das Drags

O Prime Video coroou nesta sexta-feira (26) a grande vencedora da primeira temporada de Caravana das Drags. Após diferentes desafios em oito cidades percorridas no país, Hellena Borgys foi consagrada com o título de Soberana da Caravana e levou o prêmio de R$150 mil. No programa apresentado por Xuxa Meneghel e Ikaro Kadoshi, dez artistas drag viajaram a bordo de um ônibus extravagante. Em cada local, a criatividade e adaptação das competidoras foi posta à prova ao enfrentarem desafios inspirados em diferentes tradições regionais brasileiras. Todos os nove episódios de Caravana das Drags já estão disponíveis exclusivamente no Prime Video. A série é uma das mais recentes adições à assinatura Prime. Membros Prime no Brasil desfrutam de economia, conveniência e entretenimento, tudo em uma única assinatura.

A drag Hellena Borgys é uma criação do bailarino, coreógrafo, diretor cênico e maquiador mineiro Uátila Coutinho. O artista também já dirigiu shows do Miss Brasil Gay em 2021 e integrou o elenco das maiores companhias de dança do país, como a São Paulo Cia de Dança, o Grupo Corpo e a Cia de Dança Deborah Colker.

Na entrevista a seguir, a primeira como a grande vencedora, Hellena conta sobre suas influências como artista, sua trajetória no programa e o que o público pode esperar dela no futuro.

Como a arte drag entrou na sua vida?
Hellena: A drag entrou quando eu morava no Rio de Janeiro. Eu não tinha contato nenhum com a arte drag, mas uma vez eu quis me maquiar. Fui pra uma festa que tinha outras drags – inclusive lá eu conheci a Ravena Creole, que participa do programa – e fui muito elogiada, mesmo sendo a primeira vez que me montei. E então, começou todo o processo de entender o porquê que eu estava fazendo aquilo. Foi quando eu comecei de fato a criar a Hellena, dar vida ao personagem, pegar referências de maquiagem, referências nos desenhos que eu fazia quando era criança. A Hellena traz muito do que é a minha vida. Eu comecei a contar a minha vida através da Hellena.

Você é um artista multifacetado: bailarino, coreógrafo, maquiador, artista visual, entre outras vertentes. Como você acha que essa bagagem influencia na sua arte drag?
Hellena: Eu venho de uma família muito, muito simples. A minha mãe é empregada doméstica, criou a mim e as minhas irmãs sozinha. E eu fui uma criança que sofria muito bullying. Quando pequeno, eu morei em uma cidade de Minas Gerais que é extremamente conservadora. Então eu sinto que eu comecei a virar artista já ali. Sempre gostei de desenhar porque era a única coisa que eu tinha pra fazer e, além disso, eu comecei a dançar com 14 anos, e na dança que eu me encontrei como pessoa por ser gay e ter outras pessoas LGBTQIAP+ naquele espaço. Eu tento trazer toda essa bagagem que eu tenho da dança, teatro, dos lugares em que já dancei, das pinturas e do artesanato para a drag. A Hellena é uma coisa que junta todas as coisas da minha vida, ela é o resultado da minha história.

O que te motivou a entrar no programa?
Hellena: Quando eu fiquei sabendo que ia rolar a Caravana, pensei: é a oportunidade que eu tenho de mostrar o meu trabalho. Então eu fui muito focado em fazer isso. Comecei a me preparar para ir para o programa: treinei bate-cabelo, treinei stand-up – porque eu tinha pavor de microfone – e aprendi a costurar. Então, eu estudei todas as coisas que eu ia fazer, me disciplinei pra chegar lá pronto.

Um dos pontos altos de Caravana das Drags é o fato de vocês poderem visitar diferentes cidades do país. Qual delas você mais gostou?
Hellena: A cidade que eu mais gostei de visitar foi Diamantina (MG), porque sou mineiro e eu amo meu estado. Fizemos passeios muito legais, pudemos conhecer melhor a história da cidade. Foi uma viagem muito legal, um processo muito incrível!

No episódio 7, em São Luís (MA), você interpretou o Ney Matogrosso, na era Secos & Molhados, foi muito elogiada e ganhou o desafio. Esse é um momento que te orgulha durante sua passagem no Caravana das Drags?
Hellena: Fazer o Ney foi muito transformador para mim, porque as pessoas na minha cidade o tinham como referencial negativo, de ofensa. Mas o Ney é um ícone, não tinha como num programa como esse alguém não representar ou não se falar sobre ele. Foi muito emocionante pra mim. De todo o processo de Caravana, quando eu vejo aquele vídeo, me orgulho do compromisso com o qual eu levei o Ney ao palco.

Especialmente no último episódio, o público pôde ver o companheirismo entre você e seu marido. Como ele te apoia na sua carreira? Como é essa rede de apoio entre vocês dois?
Hellena: Nós acreditamos muito um no outro. Eu acredito muito nele como artista e como pessoa e para ele é a mesma coisa comigo. A Hellena se tornou tudo que ela se tornou por causa do apoio dele. Fazer drag é muito desafiador: desde se montar, compor os looks, performar e, depois de tudo isso, ainda lidar com as críticas. É um processo e você tem que ter alguém que te ampare ao longo dele, porque senão você desiste. O Thales, meu marido, desenvolve meus figurinos, me ajuda a pensar nos meus números artísticos…criamos a drag juntos e ter esse apoio faz a arte ficar mais rica.

E como está sendo a recepção dos fãs nas redes sociais desde a estreia do programa?
Hellena: Olha, eu estou gostando bastante! Os haters eu não leio, meu marido faz essa função. Mas eu recebo muitas mensagens de pessoas que se identificam comigo, que se inspiram na minha arte, e até desenhos de crianças que gostaram da Hellena e do que eu apresentei no programa. Então tem sido uma troca muito legal com o público. Além disso, tenho conseguido pegar alguns trabalhos por conta do meu desempenho no programa e isso era uma das coisas que eu mais queria.

Após vencer o Caravana das Drags, o que você almeja e quais serão os próximos passos de Hellena Borgys? Como o prêmio vai impactar sua vida?
Hellena: Eu pretendo ter um espaço de arte, onde eu possa unir minha drag e todos os looks com o ateliê do Thales, uma sala de dança e uma área dedicada à Yoga, que eu pratico e também dou aula. Além disso, eu quero continuar ajudando minha família financeiramente, com as portas que o programa me abrir. Eu não tenho a ambição de ser famosa, quero apenas trabalhar, poder criar mais e ser reconhecida por isso. Sou uma pessoa muito criativa, tenho muitas ideias e quero que as pessoas as comprem para que eu possa fazer isso se tornar cada vez maior.

Rita Lee continua a contar sua história em Outra autobiografia, lançamento da Globo Livros
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Rita Lee continua a contar sua história em Outra autobiografia, lançamento da Globo Livros

A Globo Livros lança Rita Lee: Outra autobiografia, obra com a franqueza e honestidade que são marcas registradas da escrita deste ícone da música brasileira e que, certamente, vai mexer com o leitor. No livro, o Brasil vai conhecer tudo sobre os últimos três anos da roqueira maior que, enquanto o mundo passava por uma pandemia, foi diagnosticada com câncer no pulmão.

Em um texto franco, ora cru e chocante, ora cheio de ironias, ora sutil e amoroso, Rita Lee não poupa detalhes de seu tratamento. Fala também da rotina, dos avisos do Universo, de seres de luz e dos caminhos que a vida tomou. Ao nos entregar este livro, Rita é tomada de uma coragem que só não é superior ao amor que tem por seu público e, a ele, quis contar todos os detalhes dos momentos que passou. A foto de capa, de Guilherme Samora, foi pintada por Rita e ganhou essas cores tão fortes quanto ela.

“(…) quando decidi escrever Rita Lee: Uma autobiografia (2016), o livro marcava, de certo modo, uma despedida da persona ritalee, aquela dos palcos, uma vez que tinha me aposentado dos shows. Achei que nada mais tão digno de nota pudesse acontecer em minha vidinha besta. Mas é aquela velha história: enquanto a gente faz planos e acha que sabe de alguma coisa, Deus dá uma risadinha sarcástica”, comenta a autora.

Ainda em maio, a Globo estreia “Rita Lee: Outra Autobiografia – O Podcast”. A nova série em áudio é um projeto companion, formato já popular no mercado americano que traz conteúdos inéditos e complementares ao universo e às passagens da vida da cantora mencionadas no livro. Com entrevistados e histórias inéditas, o podcast é construído a partir de uma escuta sensível de personagens que habitam a autobiografia. O novo título terá cinco episódios liderados pela apresentadora Astrid Fontenelle e por Guilherme Samora, jornalista e editor. Desenvolvido em parceria com a Globo Livros, o título estreia em 29/5 e terá publicações semanais às segundas-feiras. Disponível no Globoplay e em todas as plataformas de áudio, é produzido pela Trovão Mídia.