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Gabu Camacho

Críticas de Cinema

Crítica de Cinema: I Origins (2014)

Há muito tempo acredita-se que “o olho é a janela da alma”, a ponte para o outro lado, a porta de entrada para tudo o que acontece durante a vida. Claro, para os de fé mais religiosa esse tipo de ditado tem grande peso na forma de se interpretar o mundo ao redor. Mas, será que possui o mesmo peso para aqueles que creem na verdade física, concreta, que aceitam apenas fatos e não suposições ou superstições? Poderia o olho, tão simples e complexo ao mesmo tempo, ser o ponto de ligação entre duas vidas? Questões como essas ecoam em debates espirituais sobre a vida humana, seu passado e seu caminho futuro. Essas questões ecoam também durante todo o diálogo em I Origins, o mais novo filme de ficção roteirizado e dirigido por Mike Cahill (Another Earth, 2011).

Ian Gray (Michael Pitt) é um biólogo molecular que estuda o olho humano em busca de uma forma de provar, cientificamente, que o homem não precisou de um “designer inteligente” para ser criado. Em seus estudos Ian utiliza o olho como a cobaia principal e procura um gene de origem para que assim possa criar o órgão a partir do zero, tal como o Criador – seja ele de qualquer religião – fez no “início de tudo”.

O discurso “ciência versus religião” está presente durante as duas fases do filme. A primeira, que se passa antes do prólogo apresentado logo nos primeiros minutos do longa, em que Ian, o jovem biólogo, conhece os olhos que vão mudar sua vida. E a segunda, sete anos depois, quando já é um renomado cientista e vê seu filho se tornar objeto de estudo de um projeto com o mesmo ideal que o seu, abrir a visão do mundo a respeito do olho, mas trabalhado por um ângulo completamente diferente.

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“Você já sentiu que, ao conhecer uma pessoa, é como se ela preenchesse um buraco dentro de você e, quando ela se vai, você sente aquele espaço dolorosamente vago?”

Durante uma festa, Ian conhece uma garota com quem tem logo uma conexão estranha e inexplicável. Por costume, pede para tirar uma foto de seus olhos para guardar em seu registro pessoal – que já conta com centenas de fotos de olhares, os mais diferentes possíveis. Após essa noite, Ian não consegue se esquecer da jovem vestida de pássaro que conheceu na festa e utiliza a única chave que possui para encontrá-la: os olhos.

Após encontrar a jovem Sofi Elizondo (Astrid Berges-Frisbey) num enorme anúncio de outdoor, a vida de Ian passa por inúmeros contextos e momentos. Sofi tem um lado espiritual bem carregado e acredita que ela e Ian estão conectados por alguma força anterior a eles e em diversos momentos tenta explicar ao biólogo as razões metafísicas de estarem juntos.

Enquanto leva a vida feliz ao lado da modelo, sua vida profissional dá um salto quando sua assistente Karen (Brit Marling) acaba por descobrir a origem da formação do olho, através do gene que Ian vem trabalhado durante toda a vida e assim podem seguir com o trabalho de construir um olho a partir do zero, misturando e recombinando as mutações presentes nos diversos tipos de olhos existentes.

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“A melhor coisa de viver como um rato de laboratório é que às vezes, poucas vezes, você realmente descobre algo e na noite da descoberta, quando você está deitado na cama, é a única pessoa no mundo a saber da verdade.”

A trama transcorre lentamente até que um acidente marca a vida de Ian e abre sua mente a pensamentos subjetivos a respeito da própria origem, científica e espiritual. A partir de então a atmosfera do filme muda completamente dando início ao que citei anteriormente como segunda parte, a narrada após o prólogo do filme.

Visualmente o longa-metragem se permite a essa tal divisão, mesmo que de forma subjetiva, em uma metade de escuridão e outra de clareza, tanto no lado científico quanto no “espiritual”. Em certa cena, quando Sofi está junto de Ian no quarto e começa sua lição sobre “aquilo que não se vê”, ela cita a porta como o meio de passagem de um lado para o outro, tendo a imagem do quarto escuro sendo iluminado por um feixe de luz que entra por uma fresta na porta. Essa visão é finalmente quebrada ao final do filme quando o biólogo atravessa uma porta de vidro, bem iluminada e quase de todo transparente.

Esse tipo de observação se dá conta pela excelente fotografia presente no filme. Uma espécie de filtro carrega as cenas com um ar melancólico e reflexivo, ótimo para quem tem essa sensibilidade visual e gosta de apreciar a arte em forma de imagem e luz.

Continuando uma análise mais técnica de I Origins, o clima do longa-metragem se deve não só de sua atmosfera mórbida – e ativa ao mesmo tempo, mas também pela trilha sonora. A música da festa em que Ian conhece Sofi gira numa espécie de eco aos ouvidos do telespectador. Ao ser reproduzida outras vezes é possível sentir a carga emocional que o som unido às cenas traz aos sentidos de quem as assiste.

Não só a trilha como a própria sonorização produzem um efeito quase que alucinógeno, tanto que pode – e deve ser – ouvida por qualquer pessoa em qualquer situação. Esse texto, por exemplo, foi escrito em sua maioria ao som de “Lucky Elevens”, uma das músicas tocadas para ambientação da trilha original.

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“O olho é o ponto de discórdia que as pessoas religiosas usam para desacreditar a evolução.”

Toda a sequência de cenas tem sua origem na análise da visão não como sentido único, mas subjetivo. Seja a visão física, aquela por onde a luz refletida nos entra pelos olhos e forma a imagem em nosso cérebro, ou a visão “lateral”, aquela que permite ao homem enxergar “aquilo que não se vê”, ou seja, uma forma mais mística e além da física. O lance da sombra e luz, citado anteriormente, se repete do início ao fim do filme e é perfeitamente percebido nesses dois extremos. Na festa, escura, quando Ian, como biólogo cético, desenvolve seu interesse por uma desconhecida; até a saída do mesmo biólogo, agora com o esclarecimento margeando seus sentidos, de um hotel na Índia em direção à luz.

I Origins é um filme que provoca a reflexão e age em todos os sentidos. Mike Cahill assina seu nome numa lista de referência no gênero da ficção trabalhada com jogadas de fé e religiosidade – já presentes em outro filme do diretor. O longa tem seus aspectos bem trabalhados e pode ser interpretado de diversas formas dependendo do pensamento que o espectador tenha, seja baseado em crença ou ciência. Entretanto, se não for visto com uma certa distância, pode se tornar um nó na cabeça de quem não espera ter suas convicções contestadas, mesmo que por meio de uma obra não real, e ser o início de longas discussões a respeito da nossa origem, do nosso presente e do nosso destino como ser humano, físico ou não.

Se interessou pelo filme? Assista ao trailer oficial aqui e comente nas redes sociais com a tag #BecoLiterário.

Atualizações

Feliz aniversário, Rafaela!

Hoje é aniversário da querida Rafaela Donadone, a grande (louca do Viber) escritora, e é claro que não podemos deixar passar em branco a data de uma pessoa tão especial, afinal sem ela, não teríamos lido nem metade dos melhores livros do mundo!

Brincadeiras a parte, nossa futura médica está conosco há um bom tempo, contribuindo imensamente para o crescimento do Beco Literário, seja escrevendo, lendo, ou ajudando em tudo o que precisamos internamente. Sem ela, não seríamos nem um quarto do que atualmente somos.

Eu, Gabriel, em nome de toda a equipe do BL, te desejo toda a felicidade do mundo, hoje nessa data tão especial e sempre, porque você merece, e merece ainda muito mais, só pela ótima pessoa que é, que sabemos que podemos sempre contar. Que você consiga realizar todos os seus sonhos e metas e que este seja apenas mais um aniversário de outros muitos que virão, pelo menos mais uns cem…

E mais uma vez, nós gostaríamos de agradecer por tudo o que fez por cada um da equipe e pelo site no todo, que não foi fácil, mas que você fez e ainda com muita boa vontade. Aproveite muito seu dia, nós te amamos muito!

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NSFW: Vazaram imagens da cena de sexo de "Cinquenta Tons de Cinza"

Segurem os forninhos porque estão pesadíssimos! Acabaram de vazar no Twitter algumas stills de uma suposta cena de sexo entre Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) na adaptação do livro de E.L. James, Cinquenta Tons de Cinza, para os cinemas, com lançamento previsto para amanhã (12.02).

As imagens não são seguras para serem abertas em público, continue por sua conta e risco, clicando nas miniaturas abaixo:

Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

Cinquenta Tons de Cinza tem estreia prevista para amanhã,  dia 12 de fevereiro.

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"Demônios invadirão a alma de quem assistir 50 Tons de Cinza", diz Edir Macedo

O polêmico bispo da Igreja Universal e dono da Record, Edir Macedo, publicou uma resenha sobre Cinquenta Tons de Cinza, livro de E.L. James cujo filme estreará na próxima quinta, em seu blog, onde criticou o tema abordado e disse que, às vésperas da estreia nos cinemas, “demônios estão preparados para invadir as almas de milhões de pessoas”.

“Além do tema repugnante, o estilo e a trama pobres fazem do livro uma verdadeira piada ao lado de verdadeiras obras de literatura. Mas os milhões de fãs em todo o mundo e os milhões de dólares gerados não são piada. Como pode um livro que todos consideram horrível se tornar um fenômeno financeiro? É simples: demônios da perversão”, disse em um trecho de sua resenha, onde claramente podemos ver sua mente fechada com relação a obras inovadoras da literatura mundial. Literatura não são só clássicos, Edir! 😀

Ele ainda acrescentou: “E agora que o filme ‘Cinquenta Tons de Cinza’ já está vendendo milhões de bilhetes mesmo antes de sua estreia, esses mesmos demônios estão preparados para invadir as almas de milhões de pessoas”.

A obra, pioneira de certo modo no gênero, retrata a relação da jovem e inexperiente Anastasia Steele (Dakota Johnson) com o milionário Christian Grey (Jamie Dornan), adepto de práticas sadomasoquistas. No entanto, a produção do longa já havia sinalizado que suavizaria as cenas de sexo, cortando algumas mais polêmicas e sem mostrar nu frontal.

Nos Estados Unidos, o filme recebeu a classificação R, que significa que menores de 17 anos desacompanhados de um adulto responsável não podem assistir ao filme. “Cinquenta Tons de Cinza” tem pré-estreia internacional no Festival de Berlim, no dia 11, e estreia no Brasil na próxima quinta (12), com classificação indicativa de 16 anos.

Fonte

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Homem-Aranha está de volta ao Universo Marvel

Marvel acertou com a Sony Pictures para ter o Homem-Aranha no universo construído pelo estúdio. O novo filme chega aos cinemas no dia 28 de julho de 2017. A decisão significa a saída de Andrew Garfield como herói. Ele interpretou o Homem-Aranha no reboot da série nos dois filmes “O Espetacular Homem-Aranha”. Ainda não há definição sobre quem será o escolhido para viver Peter Parker.

Pelo acordo, a Sony terá o direito de distribuir, financiar e ter o controle criativo sobre os filmes do Homem-Aranha, mas personagens da Marvel podem aparecer nos próximos filmes. Isso também não impede que a Marvel insira o aracnídeo nas tramas da Guerra Civil, principal fio condutor da terceira fase do estúdio nos cinemas. Segundo a Variety, a primeira aparição do personagem nesse universo deve acontecer logo em “Capitão América 3″ previsto para estrear em 2016.

A chegada do Homem-Aranha no Universo Marvel fez o estúdio remanejar algumas das estreias previstas para os próximos anos. O terceiro Thor, por exemplo, será lançado no dia 3 de novembro de 2017. Enquanto “Pantera Negra” estreia no dia 6 de julho de 2017.

Fonte: Midiálogo

Críticas de Cinema

Crítica de Cinema: Boyhood – Da Infância à Juventude (2014)

Boyhood chegou em terras brasileiras já com algumas dezenas de prêmios na bagagem. Com seis indicações ao Oscar deste ano e tendo vencido três das cinco categorias a que foi indicado no Globo de Ouro – incluindo a de melhor filme na lista de vitórias, o longa-metragem levou doze anos para ser filmado, do início ao fim, com o mesmo elenco e com inúmeras modificações no roteiro.

Boyhood – da Infância à Juventude (título no Brasil) segue a história de Mason Evans Jr. (Ellar Coltrane) dos seis aos dezoito anos de idade. Durante esse período, várias mudanças ocorrem em sua vida, que é retratada desde a separação de seus pais, Olivia Evans (Patricia Arquette) e Mason Evans Sr. (Ethan Hawke), até sua entrada na faculdade. O filme tem seu foco no relacionamento entre as personagens à medida em que o tempo passa e as crianças crescem.

O filme já chama a atenção pelo fato de ter sido gravado por doze anos sem alteração no núcleo principal de elenco, porém essa é apenas a cereja do bolo que deve colocar Boyhood na lista de filmes que deixaram uma grande marca na história do cinema mundial. Dirigido por Richard Linklater, o longa possui vários elementos históricos do cotidiano dos americanos num período posterior a 11 de setembro e também acrescenta itens da cultura pop que vão mudando com o passar dos anos.

Para quem tem hoje por volta dos vinte anos de idade, vários momentos do filme irão parecer incrivelmente familiares à memória. Por mais novas que as pessoas fossem na época, sete ou oito anos de idade, não é difícil se lembrar das manchetes nos jornais e reportagens na TV a respeito dos atentados ao World Trade Center, em Nova Iorque nos Estados Unidos. A mídia mundial foi bombardeada no que hoje é conhecido como um dos maiores ataques terroristas da história moderna. A agitação política que se sucedeu aos trágicos eventos também não vai passar despercebida por quem assistir ao filme.

Momentos em que Bush, presidente americano da época, é criticado pela família e cenas que mostram Mason e o pai espalhando placas em prol da campanha política de Barack Obama pela vizinhança mostram como foi dinâmica a trajetória do roteiro na produção do filme.

Linklater comentou em algumas entrevistas que o roteiro nunca foi fechado e durante todo o tempo esteve disponível para que o próprio elenco sugerisse alterações. No decorrer das filmagens a história da família Evans foi mudando de curso, indo de realizações a separações.

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É fácil se inserir no filme, principalmente os mais jovens. A cultura pop é bem presente durante todo o filme, principalmente na questão de trilha sonora. De Beatles a Lady Gaga, Boyhood traz momentos cômicos em que, ainda criança, Samantha – irmã de Mason – canta Britney Spears no auge de sua carreira. Anos depois, numa viagem de carro, Samantha é questionada pela atual esposa de seu pai por estar assistindo ao icônico videoclipe de Lady Gaga, Telephone, em seu smartphone. Situação comum entre os jovens da época.

Boyhood atrai toda a família para o enredo. Em todos os lares temos uma mãe feito Olivia, um pai feito Mason Sr., um irmão ou irmã como Sam e Mason Jr. Assim como também temos elementos negativos como o alcoolismo, que é um problema grave e presente em inúmeras famílias por todo o mundo, como também está na família Evans durante os três casamentos de Olivia.

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É possível crescer outra vez assistindo ao longa. Nos sentimos parte da família, vendo o crescimento físico e psicológico das personagens, vendo-os realizar feitos importantes e concluir etapas marcantes na vida de qualquer pessoa. Quando Mason Jr. se forma e entra para a faculdade é como se acabasse mais um ciclo da própria vida do espectador.

Após cerca de duas horas e quarenta minutos de filme, um único pensamento pode vir à tona: e agora? A sensação depois que o filme termina leva qualquer um a uma autorreflexão sobre aquilo que tem feito até agora, como foram seus últimos doze anos, o que vai ser daqui pra frente. Dúvidas que não são respondidas no filme, mas que, ao serem criadas, consagram Boyhood como uma obra de arte digna de todos os aplausos.

Imagens: filmcaptures.com

Reviews de Séries

Review: How to Get Away with Murder 1×01 – Pilot (Series Premiere)

Michaela, Wes, Laurel, Asher e Patrick são ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia Middleton University, onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise Keating (Viola Davis), na aula de Direito Criminal 1, também conhecida como “Como Se Livrar de Um Assassinato”.

Vi o trailer dessa série no trabalho e no mesmo tempo senti aquela vontade imensa de largar tudo e assistir. Calouros em uma faculdade de direito, mistério e assassinatos… Poderia ser melhor? Provavelmente só se a Alex Vause estivesse no meio.

Logo de início, vemos o auditório da faculdade enchendo, em meio a flashbacks confusos de um determinado grupo de alunos, aparentemente tentando sumir com um corpo. Wes é o garoto comum, que conseguiu uma bolsa em uma das melhores faculdades do país, onde todos parecem ser incrivelmente ótimos, e ele, só mais um número.

A primeira aula é a de Direito Criminal 1, ministrada pela professora Annalise Keating, que ao entrar na sala, exala uma aura de sofisticação, deixando todos quietos e boquiabertos. A primeira coisa que ela diz é que não é como os outros professores, isto é, não é do tipo que passa livros e leis para serem decorados, mas sim, mostra tudo na prática e por isso, prefere chamar sua aula de Como se livrar de um assassinato.

Viola Davis é uma atriz e tanto! No papel de Annalise, acredito que não poderiam ter colocado ninguém melhor. Ela sabe dar um ar de, e aqui parafraseio o neologismo de Renata Ventura, fodacidade a tudo o que está presente.

Os flashbacks, sinceramente, só servem para nos confundir. O episódio é feito para ser assistido pelo menos umas três vezes e então, ser digerido. Além do vocabulário próprio do direito, as cenas no tribunal apresentam argumentos tão complexos e concretos, que é difícil acompanhar tudo (e entender de primeira).

A série também nos mostra, o quão longe uma pessoa pode ir para conseguir provas. Annalise, leva o próprio amante para depor ao seu favor em um de seus casos e Connor chega a fazer sexo com um desconhecido para conseguir a cópia de um e-mail, o que posteriormente, rende muitos pontos a ele na aula de Keating.

Apesar da confusão no episódio piloto, o que pode ser um ponto negativo, a série conseguiu me prender muito, e me deixar ansioso por saber o que acontece a seguir. Acredito que toda essa mistura de passado e presente foram propositais, já que o final, é inexplicável.

Portanto, se você, assim como eu, tem uma queda/abismo por áreas do direito criminal, How to get away with murder é a escolha perfeita.

Atualizações

Vlog: Apresentação + Bookshelf Tour

Seja bem-vindo ao Beco Literário 3.0! Nossa terceira versão entra no ar hoje, 08/02, e estamos repletos de novidades para vocês, nesse ano que tem tudo para ser o melhor de todos!

E, para começar bem, estreamos o nosso canal no Youtube! Clique aqui e se inscreva agora mesmo porque todo domingo vai ter vídeo novo, apresentados por mim (Gabriel), pela Thaís ou pela Carol. E neles, falaremos sobre livros, filmes, séries… Enfim, tudo o que der vontade! E nesse episódio piloto, falei um pouco sobre nossa terceira versão e tentei fazer um bookshelf tour. Veja:

E além do vlog, temos duas novas seções no site, a de Música, onde postaremos dicas de playlists e sons legais para se ouvir enquanto lê, ou que lembram algum livro, e a de Reviews, onde, aos poucos, começaremos um acervo de resenhas de seriados, também.

Temos também a volta da coluna Armada de Potter, comandada pela Thaís e a estreia da magnífica The Epic Battle, escrita pelo Emanuel.

E isso não é tudo, tem muito mais vindo por aí no Beco Literário. Continuem usando as tags #BecoLiterário#BecoLovers nas redes sociais!

Música

Música: The Neighbourhood, I Love You (2013)

I Love You é o álbum de estreia da banda americana de indie rock The Neighbourhood, lançado em meados de 2013. O CD, que conta com doze músicas, possui uma vibe totalmente diferente das que estamos acostumados em músicas deste gênero, além de letras reflexivas, e, se me permite dizer, melancólicas.

O álbum começa com How, uma música calma caracterizada pelo trecho how could you tell me that I’m great when they chew me up, spit me out, pissed on me? que facilmente se encaixaria na segunda geração romântica da literatura brasileira. O desejo pela morte, ela como o fim dos problemas.

 

Logo após, temos Afraid, uma música extremamente íntima, com um clipe perturbador, e que de certa forma, parece exibir as entranhas do eu lírico a céu aberto. O interessante nas músicas do The NBHD são as frases de efeito que caem como uma luva para as mais diversas situações – e toda essa vibe de calmaria é ótima para a leitura!

Experimente ler ao som de The Neighbourhood, mas esteja ciente que será tudo ou nada, isto é, ou você se dará bem, ou dormirá no primeiro parágrafo.

All my friends always lie to me
I know they’re thinkingYou’re too mean, I don’t like you, fuck you anyway
You make me wanna scream at the top of my lungs
It hurts but I won’t fight you
You suck anyway

Toda essa exposição apresentada na música, é reforçada no clipe, onde o vocalista passa por momentos de epifania, demonstrando sua fragilidade através da ausência de roupas.

 

 

Sweather Weather, é de longe, o hino do álbum. A música que estourou. E claro que eu não discordo. Achei incrível o modo com o qual a letra se encaixa exatamente com a música e são capazes de contagiar o ouvinte, sério! Essa é a exceção à sugestão de ler ao som de I Love You. Sweather Weather fará você parar, só pra curtir o som e a letra.

One love, two mouths
One love, one house
No shirts, no blouse
Just us, you find out

 

Flawless. Essa música é… demais! Falo isso de todas, mas o que posso fazer se o álbum todo é demais? É uma música que também trata o assunto coração partido e toda essa história de I Love You que nomeia o álbum. Talvez seja todo esse acúmulo de sentimentos que tenha trazido essa bagagem imensa ao CD. Enfim, pra ler ou escrever um romance, é ótimo!

I fell in love today, there aren’t any words you can say
That could ever get my mind to change
She’s enough for me, she’s in love with me

You’re a doll, you are flawless
But I just can’t wait for love to destroy us
I just can’t wait for love
The only flaw, you are flawless
But I just can’t wait for love to destroy us
I just can’t wait for love

 

 

Eu realmente poderia comentar e separar trechos de todas as músicas deles, mas receio que vocês leriam um novo volume de Game of Thrones, então vou deixar a curiosidade com vocês, e espero fielmente que vocês estejam curiosos para ouvir o resto.

Pra finalizar, então, nosso primeiro artigo sobre música e literatura, vou deixar uma lista de recomendações para ler ao som de The NeighbourhoodI Love You.

– Crepúsculo, Stephenie Meyer

– Eu e Outras Poesias, Augusto dos Anjos

– Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector

– Em Janeiro, Caio Bersot (logo tem resenha!)

– A Última Música, Nicholas Sparks

Depois que ouvir e testar, conta pra gente se gostou (ou não!). Use as tags #BecoLiterário#BecoLovers nas redes sociais! 😀

Atualizações

Novo pôster de "Velozes e Furiosos 7" é divulgado

Depois do recém-lançado trailer de “Velozes e Furiosos 7”, a Universal Pictures divulgou um pôster para o próximo filme da franquia. Confira abaixo:

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O sétimo filme da franquia “Velozes e Furiosos” tem Vin Diesel, Paul Walker e Dwayne Johnson (G.I. Joe) liderando o elenco, que também conta com Michelle Rodriguez (Avatar), Jordana Brewster (“Dallas”), Tyrese Gibson (Transformers), Chris “Ludacris” Bridges, Elsa Pataky e Lucas Black (Friday Night Lights). A direção fica por conta de James Wan.

Fonte: Coming Soon