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Resenha: Tocando as estrelas, Rebecca Serle

Quando Paige Townsen deixa de ser uma simples aluna do ensino médio para se tornar uma celebridade, sua vida muda do dia para a noite. Em menos de um mês, ela troca as ruas da sua cidade natal por um set de filmagem no Havaí e agora está conhecendo melhor um dos homens mais sexies do planeta segundo a revista People. Tudo estaria perfeito se o problemático astro Jordan Wilder não fincasse o pé em uma das pontas desse triângulo cinematográfico. E Paige começa a acreditar que a vida, pelo menos para ela, imita a arte.

Logo que li a sinopse desse livro, me lembrei de outro lançamento deste ano com a mesma temática. Em “Entrelinhas” da Tamara Webber, também temos uma jovem que sempre teve uma vida normal e que vê sua vida mudar completamente quando é escolhida para viver a protagonista de um filme baseado em uma série de livros de sucesso. Lá a mocinha conhece dois astros (e inimigos) de Hollywood, um extremamente simpático, que se torna seu melhor amigo em diversas situações, e o outro misterioso e enigmático, com quem ela tem uma aproximação inexplicável. E sim, isso acontece nos dois livros. E sim, a semelhança é perturbadora.

Em “Tocando as estrelas” conhecemos Paige, uma adolescente de 17 anos que sonha em ser atriz e vive numa casa extremamente movimentada (pais, irmãos, irmã, sobrinha…) e passa seu tempo de verdade com seus melhores amigos, Cassandra e Jake. E é por influência de Cassandra, que Paige se inscreve nos testes para viver August, a personagem principal de uma trilogia de sucesso chamada “Locked”. Foi exatamente nesta parte da leitura que senti falta de um pouco mais… O processo entre o teste de Paige e sua chamada para o filme ocorreu de uma forma abrupta: em um parágrafo ela falava sobre a audição, e no outro ela já tinha sido chamada. Senti falta dos detalhes do teste, da ansiedade do resultado, da reação da sua família etc…

Essa é uma verdade sobre o sucesso. Muita coisa muda, mas nem tudo. Você ainda tem dias de cabelo ruim. Amizades que se desfizeram não serão reparadas milagrosamente. E pessoas que não amavam você antes continuarão a não amar. Uma coisa que o sucesso não muda, não importa a que nível você chegue, são as coisas que já viraram passado

Em poucos meses já acompanhamos a mudança de Paige para o Hawai, onde começam as filmagens de Locked. Logo de cara ela conhece Reiner, o mocinho simpático e engraçado, que facilita sua vida no set. Com seu jeito sedutor e divertido, Reiner conquista todos no estúdio, e se torna o melhor amigo e conselheiro de Paige para todas as dúvidas de uma recém-celebridade. É muito gostoso de ler a fluidez da amizade dos dois, os sutis flertes escondidos entre as frases de dois amigos. Tudo anda as mil maravilhas até a chegada de Jordan, o terceiro elemento do triângulo amoroso de Locked (e de “Tocando as estrelas” também). Jordan tem uma fama de encrenqueiro e mal encarado, mas seus segredos vão muito além de umas brigas no set. Desnecessário falar que, assim como a August em Locked, Paige em “Tocando as estrelas” também se encontra dividida nessa história.

“Isso não importa mais. É como um guarda-chuva no meio de uma tempestade depois de estar completamente molhado. Exatamente o que você precisava, o que você queria, mas já é tarde”

Talvez por já ter lido “Entrelinhas” ou talvez pela história ser realmente fundamentada em um clichê, achei a história bastante previsível, porém agradável. Embora sem muitas surpresas e reviravoltas, “Tocando as estrelas” atinge seu objetivo e consegue divertir com facilidade. O livro é o primeiro de uma trilogia “Famous in Love”. O segundo livro  “Truly, Madly, Famously” será lançado este ano nos EUA, ainda sem previsão para o Brasil. A Novo Conceito fez um trabalho maravilhoso com a edição: a capa é linda e o interior do livro é repleto de detalhes cinematográficos que só deixam a edição ainda mais especial! Eu já estou curiosa para saber o fim das duas mocinhas – Paige e August-  e ansiosa para o lançamento do próximo.

“E, veja bem, isso é o que eu não entendia. O que ninguém conta. Só porque você encontrou o amor, não significa que é para você guardar para si. O amor nunca pertence a você. Pertence ao universo. Ao mesmo vento que sopra nas ondas dos surfistas e na corrente que os carrega de volta à praia. Você não pode se apegar, porque ele é muito maior que qualquer coisa que alguém jamais poderia conceber ou tocar com as próprias mãos. É maior que tudo.”