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Três romances para começar a gostar de “livro velho”

Nós, apreciadores da literatura clássica, temos um sério problema: atrair mais pessoas para o hábito de ler estes livros que prezamos tanto. Os motivos que os meus pares dão quando tentam convencer alguém a se engajar nessa empreitada nem sempre fazem sentido ou denunciam a própria inépcia de quem se julga um bom leitor. Exemplo: quantas vezes você não viu algum professor dizendo que a leitura dos clássicos melhora a sua capacidade de expressão quando o próprio professor não era nenhum primor nessa habilidade?

Portanto, deixarei de lado o clichê de fazer uma lista de motivos para você começar a ler os clássicos. Para mim é óbvio que o problema que as pessoas encontram em gostar dos clássicos não é propriamente gostar do livro, mas gostar de toda uma categoria de livros, que eu despretensiosamente chamo de livros velhos.

Destaco aqui três livros muito diferentes entre si, mas que acredito que terão em comum o poder de despertar em você uma sincera curiosidade para conhecer formas diferentes de se fazer literatura. Vamos à lista.

1. Anne de Green Gables

Este romance certamente irá agradar o leitor habituado aos Young Adults modernos. Narra magistralmente a formação de Anne Shirley, menina órfã adotada por um bondoso casal de irmãos, desde a sua infância até os seus dias na universidade. Uma leitura extremamente recompensadora.

2. A Revolução dos Bichos

Os animais de uma fazenda são alertados pelo mais sábio dos porcos e percebem que a sua força de trabalho é injustamente tomada pelo seu dono. Armam então uma revolução com sucesso, mas logo percebe-se que o poder se concentra primeiro na mão de alguns animais, que os lideram, e depois nas mãos de um único animal, o porco Napoleão. Uma fábula atemporal sobre as consequências do totalitarismo.

3. Os Três Mosqueteiros

D’Artagnan, francês da Gasconha, deixa a sua terra aos dezoito anos e vai para Paris realizar o seu sonho de ser mosqueteiro. O gascão logo se torna amigo dos mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis e involuntariamente se envolve com intrigas políticas do reino, das quais escapa com vida graças à sua astúcia e às qualidades de cada um dos seus inseparáveis companheiros.

Espero sinceramente que os livros lhe agradem e que você adentre esse maravilhoso universo dos livros velhos sem se intimidar pelos pretensiosos leitores que o representam. Jamais se esqueça de que a literatura deve ser um prazer, nunca uma obrigação ou algo sério ou difícil demais. Tenha isso em mente e com certeza o ato de ler será muito mais agradável e proveitoso.