Categorias

Livros

Atualizações, Livros

Lauren Oliver anuncia nova série de livros

Não sei os seus, mas pelo menos os meus escritores favoritos parecem estar fazendo uma mesa redonda com o planejamento de novos livros destruidores de corações.

Lauren é um deles.

Anunciando em seu twitter, Lauren Oliver felicitou seus fãs revelando que está trabalhando em uma nova série (duologia pelo visto). Para quem não a conhece, ela é a autora da trilogia Delirium e do best seller Antes que eu vá.

Replica, como vai se chamar o primeiro livro, conta a historia de Lyra (ou número 24), um protótipo humano, que nasceu e foi criado em um centro de pesquisa clandestino –deixamos claro- chamado Heaven Institute.

Lyra vai dar uma de rebelde e fugir, onde irá conhecer Gemma, uma estranha que tem sua própria busca.

Nesse meio tempo, segredos serão revelados.

Eitaaaaaa brasil, meu kokoro não aguenta.

Até o momento não se tem nenhuma confirmação da publicação da série por alguma editora brasileira.

Livros

Skoob: como funciona?

Muita gente já veio me perguntar como eu mantenho minhas leituras organizadas. Como lembro dos livros que li, dos que eu quero ler, meus favoritos… E a resposta de todas essas palavras reside em cinco letrinhas: Skoob.

Mas Rafa, O que diabos é Skoob? De onde veio? O que come? Para onde vai? Calma amigo, eu te explico:  o Skoob é uma rede social voltada para leitura. Lá, é possível criar seu perfil, catalogar todos os livros lidos, os que você quer ler, os seus favoritos, quais você emprestou, que livros você já releu, quais você abandonou e quais você gostaria de trocar. É possível ainda criar metas de leitura (que irão te notificar quando você tiver atrasado) para o ano inteiro!

skoob

Além disso, cada vez que você cataloga um livro como “lido”, você tem a opção de dar uma nota para a leitura, criando uma média de estrelinhas para cada livro. Muitas vezes quando ouço rumores de algum livro, corro pra ver a avaliação dele no Skoob! O objetivo de tudo isso vai além da organização! A intenção é você conhecer mais pessoas que gostem das mesmas leituras e discutir sobre livros com leitores de todo o mundo! Maravilhoso, não é? Eu particularmente, acho o Skoob bem fácil de usar! Ele é auto-explicativo e tem um design limpo (a estante virtual é a coisa mais linda <3)

skoob 2

E como se não bastasse tudo isso… Muitos autores tem suas páginas públicas no Skoob, e você pode mandar recados, curtir e seguir! Inclusive, foi por lá que conheci a série “Não pare!”, quando a própria autora FML Pepper me indicou. Depois que eu li, fui até lá e disse a ela que adorei a dica! O quão sensacional é isso?

O Skoob atualmente permite interatividade com outras redes sociais, como o Twitter e o Facebook, bem como com lojas de comércio eletrônico (da página mesmo você já compra pela Saraiva, Americanas.com ou Submarino). Eai, gostou? Qual a demora pra criar o seu? Me segue por lá!

Filmes, Livros

“A Garota no Trem” ganha data de estreia nos cinemas!

Foi confirmado pela Universal Pictures que a adaptação de “A Garota no Trem” será lançada em outubro de 2016. A direção do filme fica por conta de Tate Taylor, com roteiro de Erin Cressida Wilson e produção de Marc Platt.

O livro segue o estilo de “Garota Exemplar onde Rachel, alcoólatra deprimida, tem como única distração criar histórias sobre a vida das pessoas em sua viagem diária de trem. Nessas viagens, um casal desperta curiosidade em Rachel então ela cria uma narrativa de vida perfeita para eles, até que certo dia Rachel testemunha algo chocante e acaba se envolvendo em uma misteriosa história de suspense.

Fonte: Sobre Sagas | Adaptado por Thaís Pizzinatto. Beco Literário.

Atualizações, Livros

A morte de Sarai pode virar seriado

Abaixa que é tiro!

J. A. Redmerski, autora de “A morte de Sarai” e do best seller “Entre agora e o Nunca”, postou em seu twitter que o primeiro livro da série “Na companhia dos assassinos”, pode virar um seriado de TV.

Tipo, MEU DEUS AMADO.

As demais informações, como o canal o qual comprou os direitos, quando serão iniciadas as gravações, os atores escalados e etc, não foram reveladas, no entanto, a notícia já dá aquele frisson de ansiedade básica, por que não sei vocês, mas um romance criminal sempre me pega de jeito.

A série de livros aqui no Brasil é publicada pela Suma das letras, com o selo do grupo Companhia das Letras.

Vale ressaltar que o terceiro livro, “O Cisne e o Chacal”, tem previsão para o início de 2016.

Quem ainda não leu, precisa ler, e quem já acompanha, entre para o grupinho de quem já está morrendo por antecipação comigo.

Atualizações, Livros

Divulgada capa da nova série de livros de Rick Riordan

O Usa Today divulgou no começo de dezembro a capa oficial do novo livro do querido autor Rick Riordan, intitulado de “The Trials of Apollo – The Hidden Oracle”, que será uma série de cinco livros, os quais serão passados no mesmo universo de Percy Jackson. Confira a capa abaixo:

635848268713504573-Trials-of-Apollo-Final-cover-for-reveal

O livro tratará sobre o que aconteceu depois de “Sangue do Olimpo” e terá os personagens de Percy Jackson reunidos. Para conferir um trecho em inglês do primeiro livro, clique aqui.

O primeiro livro, “The Hidden Oracle”, tem previsão de lançamento marcado para o dia 03 de maio de 2016 nos EUA.

Resenhas

Resenha: November, 9, Colleen Hoover

Fallon conhece Ben, um aspirante escritor, um dia antes de sua já agendada mudança para outra cidade. A prematura atração entre eles leva Fallon a passar o seu último dia em LA com ele, e sua vida cheia de acontecimentos torna-se a inspiração criativa que Ben sempre esteve procurado para o seu romance. Ao longo do tempo e em meio a várias outras relações e tribulações de suas próprias vidas separadas, eles continuam a se encontrar na mesma data todos os anos. Até que um dia Fallon começa a ficar em dúvida se Ben tem lhe dito a verdade ou se está fabricando uma realidade perfeita apenas para dar a história uma reviravolta no final. Pode o relacionamento de Ben com Fallon- e, simultaneamente, o seu livro – ser considerado uma história de amor, mesmo se terminar com corações partidos?

Comecei a leitura de November Nine morrendo de medo. Sabe quando sua banda preferida lança um novo álbum e enquanto você baixa vem aquela mistura de empolgação e nervosismo? Empolgação porque você pode estar prestes a ouvir sua nova música favorita e nervosismo porque suas expectativas são tão altas que você pode se decepcionar com algo que você adora? Foi exatamente assim, com esse nervosismo e empolgação, que peguei o novo livro da Colleen Hoover em minhas mãos.

Pra quem acompanha minhas resenhas aqui site não é novidade que eu sou apaixonada por essa mulher. Se um dia eu encontrar a Colleen andando pela rua, no mínimo vou pedir a mão dela em casamento. E hoje, depois de terminar mais um livro da autora, posso dizer  que ela não me decepcionou. E embora eu esteja aqui morrendo de ciúmes em compartilhar um dos meus livros favoritos com vocês, acredito que o mundo precisa ler um pouquinho mais sobre amor…

Começamos o livro conhecendo Fallon, uma jovem atriz de 18 anos que vive diariamente as dores de uma tragédia. Há dois anos atrás, dia 9 de Novembro, Fallon foi vítima de um acidente, onde a casa do seu pai pegou fogo. Enquanto esperava para ser socorrida e tentava escapar pela janela, Fallon teve 30% do seu corpo queimado. Ao ganhar as cicatrizes, Fallon perdeu. Perdeu a confiança em seu pai, que esqueceu que ela estava em casa no momento. Perdeu seu emprego, pois ninguém queria uma protagonista com uma parte do rosto queimada. Perdeu a confiança em si mesma, e desde esta data, vive se escondendo em suas roupas, cabelos e entre si mesma.

Hoje, dois anos depois, em 9 de novembro, somos apresentamos a uma protagonista reclusa e ácida. Decidida a se afastar do pai e tentar uma nova careira, Fallon se prepara para se mudar, e hoje é sua despedida. E é se despedindo em um restaurante, enquanto ouve seu pai reclamar sobre sua atitude diante da vida e sua reclusão, que Fallon (e nós, leitores) nos apaixonamos conhecemos Ben, um adolescente de 18 anos que sonha em escrever seu próprio livro. Sentado na mesa do lado e ouvindo toda a discussão absurda de um pai insensível com sua filha, Ben chega na mesa, com a maior naturalidade e se apresenta como namorado da menina, defendendo Fallon de todos os ataques gratuitos do seu pai, até o velho  ir embora.

– Então – diz ela – devemos romper agora?

Eu rio. – Não tem nem uma hora que estamos namorando e você já quer terminar?

– Isso está ficando muito estranho, para ser honesta. Este é o momento em que você quebra a ilusão de bom namorado e me diz que engravidou minha prima enquanto nós tínhamos dado um tempo?

Não posso me segurar e rio de novo. “Eu não a engravidei. Ela já estava grávida de sete meses quando dormi com ela”.

E é de maneira bem leve e divertida que vamos nos apegando a esse casal quando eles saem juntos para aproveitar as últimas horas que Fallon ainda tem na cidade. Embora tenham vivenciado a atração mais forte de suas vidas, ambos decidem que não é a hora de estarem juntos, e os motivos são inúmeros. Ela vai se mudar em poucas horas e ele ainda tem muitas questões enigmáticas pra resolver. E, roubo aqui as palavras de Ben, é muita sacanagem conhecer o amor da sua vida aos 18 anos, certo?

“Se ela não tomar cuidado, eu posso me apaixonar por ela. Essa noite.”

E é ai que o livro começou a ganhar forma. Os dois decidem se encontrar todo ano, dia 9 e novembro, não importa o que tenha acontecido em suas vidas durante esse tempo. Eles vão beber, sair, namorar outras pessoas, aproveitar tudo que a vida oferece, e mais importante ainda: não vão se falar, e manterão total distância, até o próximo 9 de novembro. Enquanto isso, Ben prometeu escrever um livro sobre dois jovens que se encontram uma vez por ano, durante cinco anos.

Sei que isso desanimou muitas pessoas que queriam ver o romance acontecer imediatamente. Mas eu – assim como Fallon – não acredito em amor instantâneo. O mais legal nesse livro é isso: acompanhar a história aos pouquinhos. Ver como dois desconhecidos passam a ser amigos e partes fundamentais na vida um do outro de maneira tão aleatória. Ver o crescimento dos personagens destacado em cada uma de suas atitudes. Perceber que a vida continua, pra todo mundo. Assim, passamos pelo primeiro 9 de novembro, pelo segundo, pelo terceiro… e cada ano que passa, meu coração ficava um pouco mais apertado pelas coisas que iam acontecendo na vida dos dois.

“Não quero ser o seu primeiro, Fallon. Eu quero ser o seu último.”

Em minha opinião, embora o livro seja dividido em seis  “novembros”, ele se divide de verdade em duas partes: inicialmente, ele é leve e muito engraçado. Eu ria alto lendo e ia me apaixonando cada vez mais. A segunda, partiu meu coração, e me faz ficar ainda mais apaixonada. Quem conhece os antigos livros da autora sabe que essa mulher adora um drama, e olha… dessa vez ela está de parabéns.

“Foram precisos quatro anos para me apaixonar por ele. Foi preciso apenas quatro páginas para parar.”

Sei que me alonguei nessa resenha, mas sinto que ainda não existem palavras na língua portuguesa que consigam expressar com precisão meus sentimentos por essa leitura. Tem romance, tem drama, tem crossover (fãs de “O lado feio do amor” vão gostar!), tem mocinho que não é macho alfa, tem muitas risadas, e mais que tudo isso, tem muito amor.

“Ela “me amava” nas cotações

Ela me beijou em negrito

EU TENTEI MANTER SUAS LETRAS em maiúsculas

Ela saiu com reticências…”

PS.Gostaria de deixar registrado aqui meu único ódio em relação a Colleen Hover: depois de Holder, Daniel, Will e agora Ben… ela arruinou pra sempre todos os outros homens do mundo.

 

Atualizações, Autorais, Colunas, Críticas de Cinema, Cultura, Filmes, Livros, Lugares, Música, Novidades, Resenhas, Reviews de Séries, Séries

O que mudou? – Conheça o Beco Literário 4.0!

Olá, #BecoLovers, como estão?

Nos últimos dias tiramos o site do ar para passar pela nossa maior e melhor reformulação até o momento. Instigamos vocês ao máximo pelas redes sociais e enfim chegou a hora de lhes apresentar o Beco Literário 4.0!

O Layout
Optamos por não fazer mudanças drásticas no layout, uma vez que elas já estariam presentes no conteúdo. Então, em uma reunião com toda a equipe, que conta com designers, jornalistas, publicitários e outras pessoas do ramo, mantemos o mesmo estilo, modificando apenas poucos detalhes. Foi o que chamamos de releitura da nossa versão 3.0, uma vez que melhoramos, consertamos erros e mantemos o mesmo formato que já era ótimo para todos nós.


Novas Seções
Talvez essa tenha sido a maior bomba da versão 4.0, mas o que seria do Beco só mudando o layout, não é mesmo? Mas Gabu, o site não chama Beco LITERÁRIO? Sim, precisamente. No entanto, sentimos a necessidade de expansão, assim como surgiu demanda do público e esperamos que tenha uma boa aceitação. Então agora, além de Literário, somos Lifestyle, Gourmet, Gossip…


O que esperar?
Bom, cada seção nova tem sua proposta única:

Literatura: A literatura sempre foi nosso carro-chefe e portanto, não mudaremos isso. O foco principal do Beco, continuará sendo nela, para sempre! Aqui você verá sempre as novidades sobre seus livros preferidos e claro, nossas resenhas, autorias e crônicas de sempre.

– Cinema e TV: Mantendo os padrões, continuaremos a informar vocês sobre tudo o que acontece no mundo do cinema e da televisão, incluindo seriados e Netflix! O que antes era exclusivo para adaptações literárias, agora se expande para novas vertentes.

– Música: Quem vive sem música? Ninguém! As boas e velhas notícias sobre o mundo musical, nossas indicações de playlist, e as opiniões no formato fucking de sempre.

– Colunas: Aqui nós falamos de tudo, sem tabus ou qualquer tipo de bloqueio. Opiniões sobre diretores, filmes, política, história… O que der na telha, tem coluna sobre!

– Eventos: Presente nas versões anteriores, apesar de inativa, a seção de eventos agora contará com coberturas mais periódicas de tudo o que acontece na mídia, e claro, que o Beco participou!

– Lifestyle: Inspirações para fotografias, dicas de todos os tipos, coisas aleatórias… Nisso consiste o Beco Lifestyle. Tudo para os mais variados estilos de vida, num lugar só.

– Mundi: Quer viajar mas está com dúvidas? Você está no lugar certo. Dicas de viagens e o que fazer nelas, orçamentos, fotos, hotéis…

– Gourmet: Sábado a tarde, sozinho em casa. Nada melhor que preparar aquele brigadeiro. Mas que tal conhecer novas receitas tão simples e saborosas quanto? Além, é claro, de saber como se manter na dieta!

– Gossip: Tudo sobre o mundo dos famosos e seus bastidores! Porque no final das contas, todos nós queremos saber o que acontece quando as cortinas se fecham.

– Tech: Últimas novidades sobre tecnologia, reviews de aparelhos eletrônicos e a parte mais nerd do novo Beco!

– College: Dúvidas sobre o que fazer após o ensino médio? Quer saber como se portar na faculdade? Vem que nós ajudamos você, e compartilhamos experiências.


Esperamos que tenham gostado da nova apresentação do Beco Literário, e fiquem despreocupados: nosso foco jamais mudará, apenas se ampliará!

Sejam bem-vindos ao Beco Literário 4.0 e lembre-se: Qualquer coisa é possível se você tiver coragem!

Livros, Resenhas

Resenha: Os Fabulosos X-Men: A Saga da Fênix Negra – Chris Claremont & John Byrne

“Reunidos pelo professor Charles Xavier para proteger o mundo que os amedronta e ameaça, os X-Men travaram diversas batalhas, viveram aventuras em outras galáxias e combateram incontáveis inimigos, mas nada seria capaz de prepará-los para a mais chocante batalha de suas vidas. Um de seus próprios membros, Jean Grey, adquiriu poder além da compreensão e foi corrompida por ele. Agora, a equipe de mutantes precisa decidir se a vida de sua amada companheira vale mais do que a existência de todo um universo!”

Jean Grey, com o poder de destruir todo o universo, tornou-se uma vilã dentro da própria casa dos X-Men, convertendo A Saga da Fênix Negra em um fenômeno que se tornou a base de todas as outras histórias, elevando os mutantes ao status de equipe mais popular da Marvel. Assim, podemos dizer que essa saga foi um divisor de águas na história dos X-Men, o termo “clássico” por si só, não chega perto de fazer justiça a essa HQ.

Com a Saga da Fênix Negra, Chris Claremont e John Byrne receberam status de heróis na comunidade dos quadrinhos, o roteiro criado por Claremont foi uma surpresa na época, ninguém havia feito uma história com tamanha magnitude e uma transformação tão radical em uma heroína, graças a essa HQ os X-Men se converteram em sucesso estrondoso no decorrer da década de 80 e 90, culminando na trilogia cinematográfica, em que a Fênix Negra é explorada livremente.

wyngarde-and-jean

A arte de John Byrne é muito bem detalhada, principalmente a heroína Jean Grey (Fênix Negra), o seu maior desafio foi diferenciar a heroína da vilã, mesmo ambas sendo a mesma pessoa, e ele conseguiu, o resultado foi incrível, mesmo a Fênix tendo as feições da Jean, sua aparência passa uma sensação de perigo iminente que a destaca.

Jean Grey ultimamente tem tido sua mente invadida por um homem que adotou a identidade de Jason Wyngarde, diretor do “Clube do Inferno”, grupo formado por vilões poderosos e com muitos recursos, que também influenciam o mundo corporativo. O que Jason quer com Jean Grey é libertar seu verdadeiro potencial e transformá-la na Rainha Negra, a rainha do Clube do Inferno. A invasão mental de Wyngarde resulta em ilusões em que Jean acredita ser o verdadeiro amor de Jason, até que ela volte a si.

uncanny_x-men_132_wolverine_alone_marvel_april_1980

Logo os X-Men encontram mais dois mutantes e imediatamente enviam duas equipes para recrutá-los. Katherine Pryde , a “Lince Negra”, é uma estudante de apenas treze anos de idade cujo os poderes começaram a despertar recentemente e Allison Blaire, a “Cristal”, é uma jovem e bela cantora. Antes que consigam recrutá-las, os X-Men são interrompidos por vilões enviados pelo Clube do Inferno, que planejam mais do que apenas dominar Jean Grey, mas também capturar os novos mutantes e abusar de seus poderes. Será que a instável heroína irá se deixar levar pelas ilusões? Ou resistirá a corrupção?

Um verdadeiro clássico, “A Saga da Fênix Negra” é uma grande história, complexa e muito bem contada, os momentos de calmaria normalmente precedem uma grande sequencia de ação, onde a própria existência do universo corre um perigo iminente, que se agrava ainda mais com a força da perigosa Fênix Negra, uma criatura extremamente poderosa e desprovida de compaixão.

Atualizações, Livros

Nova Ordem: Segundo livro da trilogia Mundo Novo

O hype de Mundo Novo de Chris Weitz não foi um dos melhores aqui no Brasil, mas mesmo assim, conseguiu se firmar em solo verde amarelo.

Sendo o segundo livro da trilogia distópica pós-apocalíptica, Nova Ordem foi lançado no final do mês de novembro, pela Editora Seguinte.

Narrando a continuação dos acontecimentos após Jeff e Donna descobrirem que ainda existem adultos, Nova Ordem conta a separação de ambos, após o resgate da Marinha. Jeff precisa voltar para NY, enquanto Donna vai parar na Inglaterra, onde se depara com um mundo pós-Ocorrido inimaginável.

Mas como sempre, algo maior e mais perigoso está para acontecer. Algo mais desastroso que a Doença. Jeff e Donna só poderão evitar esse episódio se encontrarem o caminho de volta um para o outro.

Resenhas

Resenha: A de Mar – A história de Domar Della, Ana Clara Medeiros

Em sua obra anterior, “Cartas de Henry”, Ana Clara Medeiros conseguiu mostrar como e para quem escreve, o primeiro livro da autora foi publicado digitalmente pela editora Saraiva (Assim como o segundo, este que será resenhado a seguir), e narrou a história de um garoto depressivo e as diversas formas de lidar com as situações que o destino lhe oferecia. Você pode adquirir o livro clicando aqui e com toda certeza encontrara uma ótima leitura, mas vamos ao que interessa, com cortes cirúrgicos, semelhantes à obra que para o escritor que vos fala, não influenciando pelo espírito de fã, mas como crítico de toda a literatura, sabendo a metodologia e as fases que são submetidas para a produção de algo do porte, é o livro do ano no cenário nacional.

“A de Mar” para pularmos justamente essa parte introdutória e partirmos para o diálogo com os personagens e seu enredo, conta a história do jovem escritor, Domar Della, como o título sugere, e sua relação com uma inesperada moça, que se apresenta logo à primeira vista como Iara. Domar Della escreve crônicas para um Jornal que circula em Pernambuco, estado onde nasceu e reside. A história começa a desenrolar justamente quando Domar, após crônicas e mais crônicas aclamadas pelo público e pela crítica, acaba por escrever uma história que não condiz com sua linha produtiva, o público sente que a última história publicada por Domar no jornal é sua pior, por assim dizer. É nesse mesmo momento, antes da repercussão negativa da crônica, que Domar pede férias de seu trabalho, por se sentir esgotado e incerto sobre determinadas coisas, as férias são concedidas. Só que este seria incumbido, após sua última história ter sido rejeitada, de voltar ao Jornal com uma crônica que deve ser bem melhor de todas aquelas que este publicara, justamente para superar essa má fase causada pela última. Domar se vê com um mês para conseguir inspiração e colocar no papel algo que para início parece forçado.

“Viu que viver era isso, um mar a ser desbravado”.

É justamente neste mês que este se aproxima da prostituta Iara, conhecida por ele em uma de suas noites entre os bares do Recife Antigo. Iara se transformara de figurante para personagem de grande importância no enredo de “A de Mar”, é ela que comporá todo o quadro atual de Domar, neto de um grande marinheiro. Marinheiro esse que deixa sua sombra como plano de fundo do livro. O avô de Domar, Henrique Della, sempre está nas entrelinhas, aparecendo aqui, acolá, principalmente quando todo o rebuliço causado na vida de Domar ocorre justamente porque esse retratou a história do avó na crônica que foi debatida mais acima.

O livro é intenso, desde a primeira frase até sua última página, desde quando fala sobre Henrique Della e seu amor, Orun, bem no começo da narrativa, até quando adentra na história de seu neto, Domar, e sua relação com a história, com o humano, com o Ser tão intensificado no último bloco da obra. Estabeleceremos uma linha efetiva de avaliação sobre “A de Mar” a partir de agora, comecemos pelo enredo. O contexto adotado por Ana Clara Medeiros é contemporâneo, utiliza da paisagem de Recife como plano de fundo e em algumas partes como atuante desta história, é em Recife, principalmente no Marco Zero que pulsa “A de Mar”, tem o ar das vanguardas literárias Pernambucanas, tem ar e forma destas vanguardas, pois inova completamente não só na forma de se escrever, mas o que adota como tema, indo de mitologia Iorubá e o ocorrente sincretismo religioso ocorrido no Brasil, até a psique. Um ponto alto de toda obra é esse estudo bem calculado da psique humano, é um deleite para qualquer leitor. Vemos entre as páginas a exploração dos efeitos e defeitos que a mente oferece, de como o homem pode ser traído ou saber manejar suas ações, é magistral a habilidade da escritora, principalmente neste ponto e se preciso falaremos dele por muito tempo. Para quem leu sua primeira obra, já citada aqui, pode-se perceber uma maturidade, não só temporal como teórica, no momento da escrita. É algo que vem do íntimo, nada superficial como é retratado pela maioria dos “escritores” atuais, e parte para o macro, para a mentalidade não só do escritor, mas de todo e qualquer homem.

“A experiência de amar algo ou alguém até que me parecia bonita na poesia, mas não havia nada melhor do que atribuir aquele sentimento tão incrível para si mesmo. Viver nas condições de um amor próprio muitíssimo sadio me parecia melhor negócio. Não precisava de outra pessoa para me completar porque eu já me sentia inteiro o suficiente. A solidão vinha de bônus, tanto por sorte como por azar. Ao fim da cartada, ser humano também necessita da solitude”.

Assim como João Cabral de Melo e Neto apresentava toda uma intimidade exclusiva com o Rio, Ana Clara Medeiros é amiga de infância do Mar, todo o lirismo que este oferece é acolhido pela autora, é estudado e sentido, por fim escrito sabidamente, sem barroquismo, sem extravagâncias, é uma escrita concisa e poética ao mesmo tempo, não fica presa na necessidade de se mostrar bela, e por isso mesmo consegue ser poesia pura. A orla de Recife já ganhou diversos significados através do tempos, por dezenas de escritores, mas em “A de Mar” se vê algo totalmente diferente, não conseguirei conceituar o que senti lendo sobre o Mar, sobre o que o compõe, sobre como ele dilacera e une pessoas, nunca que terei consciência para isso, o mar não permite, e ficou claro bem mais que isso em “A de Mar”, o mar em seu vai-e-vem trás milhares de significados na escrita de Ana Medeiros, como disse, não serei capaz de traduzir concretamente tudo que se pode captar da relação homem-mar colocada à mesa pela autora, como diria Fernando Pessoa, “Sinta quem lê”, pois sintam com todo o prazer do mundo o que é exposto na história de Domar Della.

A estética não apresenta erros evidentes, pois procurarei por muito tempo e tenho certeza que não encontrarei, está tudo bem amarrado, como falei, é poesia pura que engrandece o real. Não se encontra palavras fora do lugar, frases dispersas apenas para interligar capítulos e/ou situações, o livro foi meticulosamente planejado e executado de forma limpa. “A de Mar” é além de tudo isso, um livro onde o sentimento vaga, literalmente, a flor da pele, se respira paixão, medo, naturalismo. A personagem que começa o livro sendo denominado Iara é um esplendor de tudo isso, é poesia viva que aparece para Domar desvendar, dedilhar música e transforma-la em literatura bruta. Ana Clara Medeiros faz tudo isso, e faz em dobro, pois consegue repetir com seu personagem, ambos senhores de seus mundos, ou não. Iara estaria para Domar como o verso da canção “A Beira e o Mar”, interpretada por Maria Bethânia em 84, quando esta diz “Você será sempre a beira, e eu toda água do mar.

“[…] Agora, quero deixar um tiro me invadir, jogar-me no escuro e te beijar mais tão profundamente até me enfiar por dentro do seu ser lá no fundo, no encobrimento dos pensamentos, onde nossas mãos irão de unir e eu finalmente descobrirei, ou melhor, descobri sem ao menos fazer isso que era no seu mar que este homem sem eira nem beira nem volta e meia deveria navegar, que foi através do partimento do cais, do dinheiro sujo, do sexo barato, que pude conhecer então a chave que me libertara do privilégio de não conhecer verdadeiramente o significado da palavrinha com vi.”

É uma história que cativa de imediato, sem precisa de entre meios para convencer o leitor, esquematizada da melhor forma para um livro do gênero e com um porte fantástico, composta por alegorias presentes na mentalidade de todo e qualquer ledor, que ao se deparar com este livro ficará surpreso, lerá cada página boquiaberto, o terá como um de seus preferidos. Intrigante, bem mais que provocativo e sobre todas as coisas uma obra para se ler com toda a atenção e apreço que possa existir. Quando chega-se o momento de mergulhar, não se encontra meias-voltas, desculpas, não, não se fala. Se mergulha.

Mergulhe na mais bela obra do ano. Obra essa que peca em apenas um ponto: Acaba num piscar de olhos.

 

Para adquirir “A de Mar -A história de Domar Della”, clique aqui e compre seu exemplar. E para acompanhar todas as novidade sobre a obra, curta a página no facebook acessando esse link.