A rapper australiana se juntou a Jennifer Hudson (artista da safra daqueles que não ganham suas temporadas de American Idol e fazem mais sucesso do que os que ganham) para a canção Trouble, extraída de RECLASSIFIED, material de Azalea que também contém Fancy, Work e Black Widow(feat. Rita Ora). Confira:
Cultura
A cantora britânica Paloma Faith lançou no último dia 23 o vídeo de Beauty Remains, seguindo o relançamento de A Perfect Contradiction, seu aclamado terceiro álbum de estúdio, no final do ano passado. Beauty Remains é a sexta música de trabalho extraída do material.
Apresentado por Neil Patrick Harris, o 87th Academy Awards teve toda a pompa da antiga Hollywood. E você pode reviver alguns momentos de brilho e glamour apresentados na noite de ontem, 22 de fevereiro, (e madrugada de hoje, 23) assistindo aos números musicais abaixo:
Neil Patrick Harris, Anna Kendrick e Jack Black realizaram o número de abertura do Oscar 2015
Irresistible é uma música da banda americana de rock Fall Out Boy. Foi lançada pela primeira vez em 5 de janeiro de 2015 como segundo single do sexto álbum de estúdio do grupo, American Beauty/American Psycho (2015). O videoclipe da canção foi lançado ontem (19.02). Irresistible foi descrita como um som de “rock de arena”.
A artista, vencedora de 7 Grammys e 6 CMAs ao longo de sua carreira, lançou nessa sexta-feira (13) o clipe de Style. A canção segue Shake it Off e Blank Space como terceiro single do álbum 1989, primeiro trabalho de Swift considerado pop (mesmo que muita gente já achasse muitas de suas músicas mais pop que country). Confira:
A Sapucaí clama por tal evento. Grita aos sete ventos à procura do Carnaval, e para felicidade geral da nação ele está chegando. A partir de sexta-feira (13) as escolas da série A já nos presenteiam com seus desfiles, já no domingo (15) é o início das apresentações do Grupo Especial, que chegam ao fim na segunda (16). Para entrarmos no clima festivo, o Beco Literário julgou os cinco melhores sambas enredo do carnaval carioca de 2015. Confira nossa lista:
- 5º Lugar – Imperatriz Leopoldinense
Enredo: Axé Nkenda! Um Ritual de Liberdade
Compositores: Marquinho Lessa, Zé Katimba, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna
Intérprete: Nêgo
A Imperatriz acertou no tema, nos autores, na letra, mas escorregou no ritmo. Em alguns momentos o Samba da escola não evolui, força o canto (Assim como o da Beija-Flor e o da Grande-Rio). Mas entre os 12 o quinto lugar é mais que justo à Imperatriz que promete realizar um dos melhores desfiles de sua história no dia 16, a escola entra em ação após a União da Ilha, sendo a penúltima da noite. Escute a letra na voz de Nêgo:
- 4º Lugar – Mangueira
Enredo: “Agora Chegou a Vez Vou Cantar: Mulher de Mangueira, Mulher Brasileira Em Primeiro Lugar.”
Compositores: Renan Brandão, Cadu, Alemão do Cavaco, Paulinho Bandolim, Deivid Domênico e Almyr.
Intérprete: Luizito.
Funciona, e como funciona o enredo da Mangueira. Raramente se fala do tradicional fazendo o novo, e em 2015 a verde e rosa não peca, não comete o erro que há décadas vem reproduzindo enredo após enredo. As mulheres que habitaram o barracão e ainda habitam são o terreno para a elevação da Mangueira neste ano, com uma letra impecável a escola vem como promessa de título, assim como sua prima que falaremos mais a frente. Escute a música que embalará o desfile da “Para sempre Mangueira” pois como gritam seus integrantes, “Tem que respeitar”:
- 3º Lugar – São Clemente
Enredo: A Incrível História do Homem Que só Tinha Medo da Matinta Pereira, da Tocandira e da Onça Pé de Boi
Compositores: Leozinho Nunes, W Machado, Hugo Bruno, Diego Estrela, Ronni Costa e Victor Alves
Intérprete: Igor Sorriso.
Homenageando o carnavalesco Fernando Pamplona, a São Clemente aposta em sua permanência no grupo especial. Além de segurar sua posição entre as 12 “grandes” a escola agitará toda a Marquês, é uma aposta que faço com qualquer um. O enredo escolhido ano passado move todas as engrenagens da agremiação, a chamada do “Meu Mestre” só impulsiona os integrantes. A passada musical sacudirá a segunda noite, pois é a São Clemente que abre, com chuva ou sem. Ouça:
- 2º Lugar: Unidos da Tijuca
Enredo: Um Conto Marcado no Tempo – O Olhar Suíço de Clóvis Bornay
Compositores: Gustavinho Oliveira, Caio Alves, Rafael Tinguinha, Cosminho, Josemar Manfredini, Fadico, Zé Luiz e Carlinhos
Intérprete: Tinga
A história se repete. Tijuca há três anos, Tijuca ontem e quem sabe Tijuca amanhã. Após seu primeiro título, o radar da escola sempre aponta para o norte e lá está mais um campeonato, é difícil confirmar, mas o time tijucano promete figurar entre as três primeiras, principalmente com a letra que rege seu espetáculo. O refrão mais forte: “DEIXA O DIA CLAREAR, TIJUCA, TÁ NA HORA, A GENTE VAI À LUTA” só reafirma o poder que a Tijuca apresenta sobre sua obra. Falando de Clóvis Bornay, virá, pintada de todas as cores, com todas as penas, com todas as vozes, a, quem sabe, campeã Tijuca. Sinta:
- 1º Lugar – Portela
Enredo: ImaginaRio, 450 Janeiros de Uma Cidade Surreal
Compositores: Noca da Portela, Celso Lopes, Charlles André, Vinicius Ferreira e Xandy Azeved.o
Intérprete: Wantuir e Wander Pires.
Falo sem medo: após “Das Maravilhas Do Mar Fez-se O Esplendor De Uma Noite” eis o grande samba da Portela. Sem sombra de dúvidas, daqui a cinquenta anos, a letra de Noca será cantada por centenas, milhares até. Um jejum de décadas separa a Escola de seu tão sonhado vigésimo segundo título, e mesmo com Mangueira e Tijuca se digladiando, 2015 é o ano portelense, o ano em que a águia levantará voo de uma forma nunca vista em sua tradicional história. É claro que o campeonato depende de diversos fatores, mas se todos conspirarem como age tal enredo, o 22º vai para Madureira, vai para o barracão azul e branco. Wantuir e Wander conseguem traduzir a voz da comunidade e “Tão Bela”, bem mais que “Orgulhosamente a Portela” incorporará o espírito dos tempos áureos. A cidade completa 450 anos, mas o presente vai para a escola, o presente vai para os telespectadores e participantes do evento. A Tabajara levantará poeira nesta segunda-feira e ai de quem tentar esbarrar em sua apresentação. Ai de quem impedir a Portela, pois não existe enredo igual a esse em 2015. Aprecie, viva o samba, o real samba:
Fique de olho no Beco Literário, ainda nesta sexta divulgaremos nossa lista dos “5 Melhores Sambas Enredo de 2015 (SP)”.
Os Grammy Awards são os maiores e mais prestigiosos prêmios da indústria musical internacional. Em 2015 a apresentação aconteceu no dia 8 de fevereiro, com exibição no canal TNT do Brasil, e trouxe grandes surpresas. O evento reuniu estrelas como Madonna, Beyoncé, AC/DC, Katy Perry, Taylor Swift, Paul McCartney e Rihanna. O apresentador do Grammy, pelo quarto ano seguido, foi o rapper LL Cool J.
Sam Smith foi o maior vencedor da noite e ao receber o último prêmio, disse: “Obrigado ao cara que partiu meu coração, você me deu quatro Grammys”. O disco “In the lonely hour” é inspirado pelo amor frustrado de Sam Smith, de 22 anos, por outro homem (sambou na cara das inimigas).
Entre as apresentações, tivemos a volta do AC/DC cantando um medley de “Rock or Bust” e “Highway to Hell”, com o novo baterista Chris Slade. As parcerias de Jessie J e Tom Jones, Gwen Stefani e Adam Levine, Lady Gaga e Tony Bennett, Rihanna, Kanye West e Paul McCartney (uma das apresentações mais esperadas da noite), Sam Smith cantando o sucesso “Stay with me” com Mary J. Blige, Beck com Chris Martin do Coldplay cantando “Heart is a drum”, John Legend & Common. E as apresentações de Ariana Grande cantando “Just a Little Bit of Your Heart”, Miranda Lambert, Kanye West, que cantou o single “Only One”, Madonna cantando “Living For Love”, Ed Sheeran cantando “Thinking Out Loud” (e na sequência um dueto com John Mayer), Hozier, Pharrell Williams (que mais uma vez cantou Happy que novidade), Katy Perry, Usher, Eric Church, Juanes, Sia cantando Chandelier em uma performance de cair o queixo, Imagine Dragons também participou cantando em um dos intervalos, e não podia faltar ela: BEYONCÉ, cantando “Take my hand, precious Lord”, do filme “Selma”.
A premiação ficou entre os trending topics do Twitter durante toda a madrugada enquanto o evento estava sendo exibido. O Beco Literário fez cobertura ao vivo do evento no Twitter (veja aqui), mas se mesmo assim você perdeu, apresentamos aqui os vencedores de cada categoria de 2015:
Gravação do Ano
“Stay With Me” – Sam Smith
Música do Ano
“Stay With Me” – Sam Smith
Álbum do Ano
Beck – Morning Phase
Artista Revelação
Sam Smith
Melhor Álbum Country
Platinum – Miranda Lambert
Melhor Performance Pop
Pharrell Williams – “Happy”
Melhor Álbum Pop Vocal
Sam Smith – In The Lonely Hour
Melhor Álbum Rock
Beck – Morning Phase
Melhor Performance R&B
Beyoncé part. Jay Z – “Drunk In Love”
Melhor Duo Pop/ Performance em Grupo
A Great Big World With Christina Aguilera – “Say Something”
Melhor Álbum Tradicional Pop Vocal
Tony Bennett & Lady Gaga – Cheek To Cheek
Melhor Performance Rock
Jack White – Lazaretto
Melhor Performance Metal
Tenacious D – The Last In Line
Melhor Canção Rock
Paramore – “Ain’t It Fun” – Hayley Williams & Taylor York, autores
Melhor Álbum Alternativo Rock
St. Vincent – St. Vincent
Melhor Performance Rap
Kendrick Lamar – “i””
Melhor Colaboração Rap
Eminem part. Rihanna – “The Monster”
Melhor Canção Rap?
Kendrick Lamar – “i” K. Duckworth & C. Smith, autores
Melhor Álbum Rap
Eminem – The Marshall Mathers LP2
Melhor Performance Tradicional R&B
Jesus Children – Robert Glasper Experiment part. Lalah Hathaway & Malcolm-Jamal Warner
Melhor Canção R&B
Beyoncé part. Jay Z – “Drunk In Love” – Shawn Carter, Rasool Diaz, Noel Fisher, Jerome Harmon, Beyoncé Knowles, Timothy Mosely, Andre Eric Proctor & Brian Soko, autores
Melhor Álbum Urbano Contemporâneo
Pharrell Williams – Girl
Melhor Álbum R&B
Toni Braxton & Babyface – Love, Marriage & Divorce
Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo
Chris Thile & Edgar Meyer – Bass & Mandolin
Melhor Álbum Eletrônico/Dance
Aphex Twin – Syro
Melhor Gravação Dance
Clean Bandit part. Jess Glynne – “Rather Be”
Melhor Coletânea para Trilha-Sonora
Frozen – Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez, Tom MacDougall & Chris Montan, produtores
Melhor Trilha-Sonora Original
Grande Hotel Budapeste – Alexandre Desplat, compositor
Melhor Canção para Trilha-Sonora
“Let It Go” de Frozen – Kristen Anderson-Lopez & Robert Lopez, autores (Idina Menzel)
Melhor Performance Country
Carrie Underwood – “Something In The Water”
Melhor Duo/Performance Grupo Country
The Band Perry – “Gentle On My Mind”
Melhor Canção Country
“I’m Not Gonna Miss You” – Glen Campbell & Julian Raymond, autores (Glen Campbell)
Melhor Álbum Bluegrass
The Earls Of Leicester – The Earls Of Leicester
Melhor Performance Roots Norte-Americano
Rosanne Cash – “A Feather’s Not A Bird”
Melhor Canção Roots
Rosanne Cash – “A Feather’s Not A Bird”
Melhor Álbum Americana
Rosanne Cash – The River & The Thread
Melhor Álbum Folk
Old Crow Medicine Show – Remedy
Melhor Videoclipe
Pharrell Williams – “Happy”
Melhor Composição Instrumental
John Williams – “The Book Thief”
Melhor Arranjo Instrumental ou A Cappella
Pentatonix – “Daft Punk”
Melhor Arranjo, Instrumental e Vocal
Billy Childs – “New York Tendaberry”
Melhor Pacote de Gravação
Pearl Jam – Lightning Bolt – Jeff Ament, Don Pendleton, Joe Spix & Jerome Turner, diretores de arte
Melhores Notas de um Álbum
Ashley Kahn, John Coltrane – Offering: Live At Temple University
Melhor Engenharia de Som, Não Clássico
Beck – Morning Phase – Tom Elmhirst, David Greenbaum, Florian Lagatta, Cole Marsden Greif-Neill, Robbie Nelson, Darrell Thorp, Cassidy Turbin & Joe Visciano, engenheiros; Bob Ludwig, engenheiros de som
Melhor Álbum Surround Sound
Beyoncé – Beyoncé – Elliot Scheiner, engenheiro de mixagem; Bob Ludwig, engenheiro de mixagem; Beyoncé Knowles, produtora de mixagem
Muitos favoritos foram para casa com as mãos abanando, enquanto artistas novos foram o foco dos holofotes na noite mais importante para a música internacional.
I Love You é o álbum de estreia da banda americana de indie rock The Neighbourhood, lançado em meados de 2013. O CD, que conta com doze músicas, possui uma vibe totalmente diferente das que estamos acostumados em músicas deste gênero, além de letras reflexivas, e, se me permite dizer, melancólicas.
O álbum começa com How, uma música calma caracterizada pelo trecho how could you tell me that I’m great when they chew me up, spit me out, pissed on me? que facilmente se encaixaria na segunda geração romântica da literatura brasileira. O desejo pela morte, ela como o fim dos problemas.
Experimente ler ao som de The Neighbourhood, mas esteja ciente que será tudo ou nada, isto é, ou você se dará bem, ou dormirá no primeiro parágrafo.
I know they’re thinkingYou’re too mean, I don’t like you, fuck you anyway
You make me wanna scream at the top of my lungs
It hurts but I won’t fight you
You suck anyway
Toda essa exposição apresentada na música, é reforçada no clipe, onde o vocalista passa por momentos de epifania, demonstrando sua fragilidade através da ausência de roupas.
Sweather Weather, é de longe, o hino do álbum. A música que estourou. E claro que eu não discordo. Achei incrível o modo com o qual a letra se encaixa exatamente com a música e são capazes de contagiar o ouvinte, sério! Essa é a exceção à sugestão de ler ao som de I Love You. Sweather Weather fará você parar, só pra curtir o som e a letra.
One love, two mouths
One love, one house
No shirts, no blouse
Just us, you find out
That could ever get my mind to change
She’s enough for me, she’s in love with me
You’re a doll, you are flawless
But I just can’t wait for love to destroy us
I just can’t wait for love
The only flaw, you are flawless
But I just can’t wait for love to destroy us
I just can’t wait for love
Eu realmente poderia comentar e separar trechos de todas as músicas deles, mas receio que vocês leriam um novo volume de Game of Thrones, então vou deixar a curiosidade com vocês, e espero fielmente que vocês estejam curiosos para ouvir o resto.
Pra finalizar, então, nosso primeiro artigo sobre música e literatura, vou deixar uma lista de recomendações para ler ao som de The Neighbourhood e I Love You.
– Crepúsculo, Stephenie Meyer
– Eu e Outras Poesias, Augusto dos Anjos
– Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector
– Em Janeiro, Caio Bersot (logo tem resenha!)
– A Última Música, Nicholas Sparks
Depois que ouvir e testar, conta pra gente se gostou (ou não!). Use as tags #BecoLiterário e #BecoLovers nas redes sociais! 😀
No último sábado (23), Cassandra Clare – Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais – deu uma entrevista exclusiva a alguns fã sites brasileiros dela, falando sobre suas séries já publicadas, e livros que ainda sairão neste e no próximo ano, confiram:
O segundo dia da Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi bastante agitado e um tanto polêmico. Uma parte da equipe do Beco Literário esteve lá, inclusive prometemos cobertura em tempo real no Twitter, o que não deu muito certo e vocês entenderão o porquê. A experiência que relatarei aqui, será aquela que eu tive com meus amigos, pode ser que você concorde ou não, os comentários estão abertos e você pode respeitosamente expor a sua opinião também!
Bom, eu moro no interior de São Paulo, São José dos Campos, para ser mais exato, e a viagem para a capital geralmente leva uma hora e meia/duas horas, levando em consideração o trânsito. Acordei as quatro da manhã, e saí de casa pouco antes das seis. A viagem foi tranquila, sem muito congestionamento, o que foi um milagre, cheguei no Anhembi pouco depois das sete e a fila já saía dos portões em direção a calçada.
Segui para o final dela, rezando para encontrar algum conhecido na metade do caminho, nada. Fiquei lá por uns bons dez minutos, esperando minha prima chegar, de Osasco, até que encontrei com a Beatrice – por quem estou eternamente grato por isso, e por ser a única que, junto comigo, não aplaudiu quando falaram do Will Herondale – e ficamos com ela na fila, depois de negociar com o pessoal ao redor, bom, já estávamos pra dentro dos portões e a frente de umas cem ou duzentas pessoas. Nesse meio tempo, a fila cresceu três quarteirões fora do Anhembi. O negócio estava sério, e agora, já sabia que não conseguiria autografo da Cassandra Clare.
Ah, a fila!
Conforme os portões abriram, antes das dez, o aglomerado de pessoas desordenadas que estavam próximas a entrada enlouqueceu e correu, assim como as pessoas folgadas e ignorantes que não sabiam o que é respeitar o espaço de alguém. Não vou ser hipócrita de dizer que é ridículo cortar fila, já que eu mesmo cortei, de certo modo. Até treta teve, e eu filmei, só não sei onde está agora. Seguimos no sol por um bom tempo, e ao nos aproximarmos da entrada, ainda antes das dez, o caos estava instalado. Pessoas correndo, gritando, entrando. Entrei no meio, e corri para as roletas. Uma vez dentro, disparei em direção a fila da Kiera Cass, afinal nem tentaria mais Cassandra, mesmo com a mulher da organização berrando atrás de mim dizendo que não haviam mais senhas. E realmente, não havia. A fila da Kiera estava enorme. Desistimos, nos reencontramos e fomos para o estande da Novo Século, onde garantimos nossos exemplares de A Arma Escarlate e A Comissão Chapeleira, com a Renata Ventura, que foi extremamente simpática e atenciosa conosco, assim como seu pai, que estava nos fotografando. Pra mim, só esse encontro já valeu a pena todo o evento, que até então estava normal, exceto o fato do nosso atraso na fila, porque estávamos nos recusando a cortar mais uma vez, na entrada, o que foi necessário depois, de qualquer jeito. Enfim, esta é a minha foto com a Renata, ignorem minha cara, eu estava bem nervoso, risos.

De volta ao almoço: não havia mesas disponíveis, comemos a maior parte do tempo no chão. Filas enormes, preços maiores ainda. Paguei treze reais em um pequeno cone com batata frita e uma latinha de refrigerante. Não valia isso, mas a fome era maior e eles sabem que nós cederemos, certo? Agora, a Bienal já estava caótica, com pessoas deitadas por todo o canto. Já havia visitado o estande da Editora Leya também, e garantido minha foto no Trono de Ferro, de Game Of Thrones. As promoções de lá estão bem legais, e com relação aos brindes, se querem uma dica, tenham cara de pau para pedir. Eles sempre cedem.
Meio dia, eu já estava quebrado, e fui para a Arena Cultural, onde a Cassandra daria uma palestra as duas horas. Fiquei com uns amigos na grade exterior, não conseguimos entrar e sentar, o que foi extremamente desgastante. Fomos prensados e ficamos na mesma posição até por volta de duas e vinte, quando a Cassie finalmente entrou, causando o maior tumulto que eu já vi na vida. Entrou com seu marido, Joshua Lewis, filmando todos que estavam ali, linda como sempre. Derrubamos a grade, mas não ultrapassamos os limites por razões óbvias. Gritamos muito, xingamos, ficamos em êxtase com as respostas e spoilers que a autora nos dava. Ela estava surpresa conosco, a segurança, extremamente falha. Tirei muitas fotos, poucas ficaram boas e aproveitáveis, da distância que a vi, já que não tinha senha, nem acesso a sala de imprensa como alguns fã-sites tiveram e pasmem, alguns até reclamaram dos fãs histéricos que os atrapalharam. Não citarei nomes, mas… Vejam umas fotos que consegui da Cassie:
Não foi perto, utilizei o zoom na maioria delas, mas essa foi a realidade da maioria dos fãs lá presentes. Alguns ainda só acompanharam pelo telão. A desorganização na distribuição das senhas foi tremenda, mas temos como maiores culpados, aqueles que mais uma vez, não sabiam respeitar o espaço alheio e não a própria editora. Mil senhas foram entregues e nós não conseguimos nenhuma delas, mesmo depois. Não posso apontar somente um culpado nesse frisson, mas editora, leitor e organização tiveram grande parcela nisso, dificultando tudo. A Cassie foi extremamente fofa e atenciosa com todos que perguntaram pra ela, e até revelou que o vilão de sua nova série, The Dark Artifices, é alguém que já conhecemos! Teorias?
Ao fim da palestra, fui andar pela bienal, para comprar os livros que até então não tinham saído da minha lista. Desisti logo no primeiro corredor, estava impossível de andar. Era tumulto em todo lugar, empurra-empurra, enfim, totalmente IMPOSSÍVEL de se locomover. Espero que dá próxima, limitem os ingressos, porque vender mais do que o local comporta, é complicado. Também sei que só aprendem com os erros, mas quem pagou por eles, foram nós, fãs, que viemos de longe, acordamos cedo e enfrentamos filas enormes, com pessoas ignorantes e que perdemos a que pode ser nossa única chance de ter um contato real com nossa autora preferida.

As compras!
Mais tarde, fomos em busca de água, o calor estava insuportável e a refrigeração do lugar, uma bosta. Estava em falta. Sim, a água estava em falta e onde tinha, custava mais de cinco reais com filas enormes. Acabamos por pagar mais caro, porque estava impossível. A infraestrutura não comporta autores internacionais em peso, como teve neste sábado, nem de longe. Ah, e não comentei sobre o Harlan Coben, que nunca li nenhum livro, mas estou tentado a ler devido ao seu carinho por todos os fãs, depois que acabou sua sessão, ele desceu e tirou foto com todos que ficaram ali assistindo, tendo senha ou não.
Não assisti a palestra da Kiera Cass, já estava há muito tempo em pé, cansado, e então só a vi pelo telão, rapidamente. Para vocês terem uma ideia da lotação, além de mim, mais quatro pessoas da nossa equipe estava lá. Só me encontrei com duas, a Letícia, que foi comigo, e a Isabelle, e foi bem rápido.
Minha credencial de blogueiro, que só consegui pegar no final do evento
A experiência Bienal foi bem legal, apesar de deixar a desejar em muitos aspectos. O dia foi ótimo, mas quem o fez assim foram as pessoas que estavam comigo, além do encontro com a Renata Ventura, e não o evento em si, como eu esperava que fosse. Não realizamos a cobertura em tempo real no Twitter por uma série de motivos, entre eles, a falta de cobertura das operadoras lá dentro, além do 3G que nem ousava ligar. As redes WIFI disponíveis estavam saturadas com a quantidade de gente usando ao mesmo tempo. Enfim, ocorreu muita roubalheira pelo o que eu soube, mas não comentarei aqui, é desgastante. Mas afinal, o que não há roubalheira em nosso país, né? Espero que dá próxima, melhorem, e muito, a organização do evento, para que seja uma experiência ótima por si só para todos que visitem. E uma dica para as editoras: cobrar o dobro do preço das livrarias só faz a marca de vocês se sujar cada vez mais perante a mídia.
Apesar de todo o sofrimento, o dia ficou marcado para sempre para mim, e sei que também ficou para todos que conseguiram contornar todos os empecilhos com uma boa risada. E a sua experiência, como foi? Conte para nós!
Foto com maior quantidade de gente da equipe que conseguimos: Isa (Escritora e Redatora), Julia (minha prima – sigam ela!), Eu e a Letícia (Colunista da Armada de Potter – que foi parada por várias pessoas por estar com vestes da Sonserina).









