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Gabu Camacho

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Filmagens de Mulher-Maravilha começam no próximo semestre

Diante de tantos heróis no ramo cinematográfico, a Mulher-Maravilha não poderia ficar sem um filme exclusivo. Dirigido por Michelle MacLaren (responsável por episódios de Game of Thrones e Breaking Bad) e com Gal Gadot (Encontro Explosivo e Velozes e Furiosos) no papel da heroína, o início das gravações está previsto para setembro deste ano.

O filme conta a história de Diana Prince (Mulher-Maravilha) que deixa seu lar na Ilha Paraíso, 1920, para descobrir as metrópoles e a vida real enfrentada pelas mulheres da época. O longa-metragem é inspirado nos quadrinhos da DC Comics e será lançada pela Warner Bros.

mulher

Com o roteiro de Jason Fuchs (Peter Pan) e produção de Charles Roven, Zack Snyder e Deborah Snyder, há rumores de que o filme será o primeiro de uma trilogia. Resta aguardar o longa que contará as aventuras de uma personagem mulher e será dirigido por uma.

A estreia do filme está prevista para em 23 de junho de 2017, nos Estados Unidos.

Fonte: adorocinema

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Lista dos vencedores do Oscar 2015

Como todos sabem, ontem (22/03/2015), foi a tão esperada e aclamada premiação do Oscar, prêmios entregues pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Confiram a seguir a lista dos vencedores do Oscar 2015:

Melhor ator coadjuvante

J. K. Simons (Whiplash – Em Busca da Perfeição)

Melhor Figurino

“O Grande Hotel Budapeste” – Milena Canorero

Melhor Cabelo e Maquiagem 

“O Grande Hotel Budapeste” – Frances Hannon e Mark Coulier

Melhor Filme Estrangeiro

“Ida” (Polônia)

Melhor Curta de Ficção

“The Phone Call” – Mat Kirkby e James Lucas

Melhor Documentário Curta-Metragem 

“Crisis Hotline: Veterans Press 1” – Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry

Melhor Edição de Som

“Sniper Americano” – Alan Robert Murray e Bub Asman

Melhor Mixagem de Som

“Whiplash: Em Busca da Perfeição”

Melhor Atriz Coadjuvante

Patricia Arquette, “Boyhood – Da Infância à Juventude”

Melhores Efeitos Visuais

“Interestelar”

Melhor Curta de Animação

“O Banquete” – Patrick Osborne e Kristina Reed

Melhor Longa de Animação

“Operação Big Hero” – Don Hall, Chris Williams e Roy Conli

Melhor Desenho de Produção

“O Grande Hotel Budapeste” – Adam Stockhausen e Anna Pinnock

Melhor Fotografia

“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” – Emmanuel Lubezki

Melhor Edição

“Whiplash – Em Busca da Perfeição” – Tom Cross

Melhor Canção Original

“Glory”, by John Stephens e Lonnie Lynn (Selma)

Melhor Documentário

“Citizenfour”

Melhor Trilha Sonora Original

“O Grande Hotel Budapeste” – Alexandre Desplat

Melhor Roteiro Original

“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” – Alejandro González Inarritu, Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo

Melhor Roteiro Adaptado

“O Jogo da Imitação” – Graham Moore

Melhor Direção

“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” – Alejandro G. Iñárritu

Melhor Ator

Eddie Redmayne (“A Teoria de Tudo”)

Melhor Atriz

Julianne Moore (“Para Sempre Alice”)

Melhor Filme

“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

 

E então, o que acharam do Oscar 2015? Comentem!

 

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Magic #TakeOver: São Paulo vai congelar!

Depois da invasão de “Frozen” na série “Once Upon a Time” na 4ª  temporada, a M2 Events and Media resolveu se inspirar nas novas aventuras de Elsa e criou o evento Magic Take Over que vai trazer para São Paulo um pouco da magia da série que conquistou o mundo, e da animação que bateu todos os recordes de bilheteria. A primeira atriz confirmada do evento não poderia ser ninguém menos que Georgina Haig, a intérprete de Elsa na série. No evento, os fãs poderão tirar fotos, conversar e se aproximar um pouco mais do universo congelante de Frozen.

Data: 25 de Abril 2015
Local: Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca em São Paulo.
Horário: 10h
Classificação: 12 anos

ATIVIDADES:

– Panéis: O Painel Q&A é o momento em que os artistas convidados interagem diretamente com todo o público. Neste momento os Artistas estarão no palco, respondendo perguntas e contando curiosidades da série e suas carreiras. Todo o painel acontece com tradução simultânea Inglês-Português.

– Meet & Greet: Um momento único e descontraído que reúne um grupo pequeno de fãs e os artistas convidados. Nessa atividade, que dura 20 minutos, os presentes poderão participar de um bate papo informal com os artistas, viver um momento inesquecível com o artista bem na sua frente. No final será tirada uma foto em grupo com o artista, para todos recordarem o momento depois.

– Autógrafo: Autógrafo dos artistas convidados. Nesta ocasião, os fãs poderão levar um item para ser autografado pelos artistas convidados. Ou se preferir, disponibilizaremos um card. Objetos inapropriados serão vetados por nossa equipe e um card do evento será disponibilizado ao fã.

– Fotos – Foto Individual: Nesta atividade o fã poderá eternizar aquele momento ao lado de seu ídolo com uma foto feita para um fotógrafo oficial do evento, de acordo com o ingresso / atividade que adquiriu. As fotos serão publicadas pela empresa em até 05 dias após o evento.

– Selfie: Nesta atividade o fã poderá tirar a famosa Selfie ao lado de seu ídolo! As fotos serão tiradas pelos artistas e o fã deverá estar com o aparelho preparado para tirar a imagem. Também haverá a opção de fazer a selfie com uma câmera Go-Pro oficial do evento e receber a foto digitalmente após o evento.

– Jantar: Quem nunca quis jantar ao lado de seus ídolos? Nessa atividade os fãs poderão participar de um jantar que contará com a presença dos artistas convidados do evento e um grupo de 20 fãs. No jantar serão servidos alimentos e bebidas não alcoólicas. No fim será feita uma foto em grupo.

Com certeza será um dia mágico para todos os fãs de Frozen e Once Upon a Time! O Beco Literário já confirmou presença no evento, e estaremos lá fazendo uma super cobertura para vocês. Não vai perder, né? Leia os termos e condições clicando aqui, e garanta seu ingresso aqui!

Críticas de Cinema

Crítica de Cinema: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) [2014]

Flutuando. É dessa forma que Michael Keaton inicia seu papel em Birdman, filme que tem Alejandro G. Iñárritu na direção e que é indicado na categoria de Melhor Filme na maior premiação do cinema mundial: o Oscar.

“Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)” nos apresenta a história de Riggan Thomson, um ator bem conhecido por interpretar o “Homem-Pássaro” nos cinemas na década de noventa, mas que hoje vive seu tempo de geladeira. Na tentativa de ter sua influência e status de volta, assim como dar uma nova guinada em sua carreira, Thomson decide roteirizar, dirigir e também estrelar a adaptação de um texto consagrado nos espetáculos da Broadway.

Vivendo sua rotina de ator em decomposição, Riggan é “assombrado” por seu ego congelado que foi fatalmente inflado na década passada através de seu mais rentável papel. O “Homem-Pássaro” ainda vive na memória de mães e pais que hoje levam seus filhos ao cinema para assistir a um filme da Marvel e todas as inúmeras sequências dele. Além disso, o herói abatido vive numa espécie de consciência dentro da cabeça de Riggan, que escuta sua voz e suas reclamações.

Dentro do teatro, nos bastidores para ser mais exato, a vida continua. Talvez, e digo talvez por não conhecer exatamente como funciona os bastidores de uma peça de teatro – fica a dica de convite, produtores – seja assim mesmo que as coisas funcionem dentro de um teatro de nível Broadway. Riggan tem sua filha, Sam (Emma Stone), como ajudante e vive um relacionamento conturbado entre um trabalho e outro com Laura (Andrea Riseborough). Após o acidente de um dos atores de sua peça, Riggan se vê sem alternativa a não ser contratar por indicação de uma colega de palco o ator Mike Shiner (Edward Norton), que ironicamente representa tudo o que Riggan Thomson foi no passado, quando viveu sua glória de homem-pássaro.

Entre as intrigas causadas por um ator com a carreira em queda livre e um outro vivendo seu posto de “queridinho da América”, “Birdman” nos apresenta uma maneira diferente de se fazer cinema, principalmente quando somos bombardeados semanalmente com blockbusters pré-programados ou adaptações muito descuidadas de best-sellers da literatura contemporânea.

A direção de Alejandro G. Iñárritu preenche a tela com cenas que levaram mais de quinze minutos para serem gravadas numa única tomada. Os cortes são praticamente imperceptíveis e a forma como a passagem do tempo é apresentada no longa é de uma sutileza que nos traz de volta o sentido de “sétima arte” para o cinema. Exageros à parte, a direção é de excelente qualidade e atenção aos detalhes. Os efeitos especiais passam despercebidos e não se apresentam com nenhum tipo de falha. Os jogos de câmera usados para alternar entre um personagem e outro fazem uma transposição entre o amador e o “super profissional”, pois exige muita técnica por parte de quem segura o equipamento de filmagem.

A popularidade é como o primo pobre do prestígio.

Resumindo o restante da questão técnica, Birdman não peca – se você souber por onde olhar. As metáforas estão espalhadas por toda a sequência. A música instrumental que toca nos momentos pouco lúcidos de Riggan nos remete aos teatros e, mais especificamente, às cenas de comédia, como quando um ator faz uma piada ruim – o famoso “ba dum tss”. A forma como Hollywood é tratada no filme mostra um pouco do lado quase sem glamour das celebridades. Principalmente no Brasil, é muito comum vermos em programas de variedades aquele quadro que busca um famoso antigo e procura saber como ele está – quase sempre, na pior. É assim que Riggan se encontra, quando busca uma nova forma de se inserir no meio e reconquistar seu espaço entre os nomes reconhecidos pela mídia e pela crítica.

Falando em crítica, a presença de uma “vilã” cruel e rancorosa no filme é o espelho daquilo que não vemos quando as luzes se acendem e a cortina desce. As “tramoias” no meio do entretenimento existem desde sempre e, a não ser que valha muito a pena, as coisas não são tão fáceis como deveriam ser. Uma peça não vai ser boa por ser boa, e sim, se alguém influente disser que é. Parece sádico e cruel, mas é a realidade.

Por fim, os papeis. Michael Keaton, Edward Norton, Naomi Watts, Emma Stone… Elenco bom, conhecido, cheio de glamour para um filme que critica tudo isso. Todos desempenham bem o seu papel, principalmente Norton. Seu comportamento de “eu sou o dono do pedaço” é a sátira daqueles que adoram dar “carteirada” na porta dos eventos para os quais não foram convidados. É o elemento que te faz pensar nas perguntas do filme.

“Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)” é um excelente filme e mostra claramente o motivo de tantas indicações ao Oscar. Sendo um dos preferidos pela crítica, o filme levanta reflexões interessantes sobre o cinema e o universo do entretenimento. Uma das cenas finais, após o último ato em palco de Riggan, é o retrato mais descarado disso. Nela, elementos bem conhecidos do cinema mainstream lutam (ou dançam?) no palco por um espaço que chame mais atenção enquanto o ator decaído enfrenta a passagem da sombra para a luz ao som de tambores e baquetas. Não é um filme que vai ser curtido ou absorvido por todos, mas é uma opção para se inserir um pouco mais nos bastidores das claquetes e, ainda mais, adentrar os “camarins mentais” das estrelas de Hollywood.

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Divulgada primeira imagem de Jason Momoa como Aquaman

O diretor Zack Snyder (Batman vs Superman: Dawn of Justice) divulgou em seu Twitter a primeira imagem de Jason Momoa como Aquaman.

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Snyder publicou a foto com a legenda: “Só existe um Rei verdadeiro!”. A confirmação de Momoa no papel veio no segundo semestre de 2014. O ator assinou o contrato para viver o herói em um filme solo e mais três filmes, sendo um deles Batman vs Superman!

 

Atualizações, Música

Fall Out Boy lança videoclipe de “Irresistible”

Irresistible é uma música da banda americana de rock Fall Out Boy. Foi lançada pela primeira vez em 5 de janeiro de 2015 como segundo single do sexto álbum de estúdio do grupo, American Beauty/American Psycho (2015). O videoclipe da canção foi lançado ontem (19.02). Irresistible foi descrita como um som de “rock de arena”.

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Tradução: Viola Davis na capa da Entertainment Weekly desta semana!

A renomada atriz vencedora de um Tony Award e indicada ao Oscar, Viola Davis está estampando a capa da revista americana Entertainment Weekly desta semana e o Beco Literário traz com exclusividade uma pequena parte da matéria, já traduzida, confiram:

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Capa desta semana: Viola Davis explica como escapar de ser impressionante

Peça para Viola Davis revelar a parte mais estranha sobre como se tornar a mais recente garota “it”da TV, e ela vai dizer que é fácil: ser fotografada indo à Target.

Duas vezes indicada ao Oscar, ela nunca teve de se preocupar com paparazzis intrometidos até que ela pisou nos saltos de Annalise Keating, uma professora de direito penal intimidante que orienta um grupo de estudantes super ambiciosos na série estreante da ABC, How to Get Away with Murder. Agora, os hábitos de compras de Davis parecem ser uma fonte de fascínio para certos olhares indiscretos.

“Eu literalmente rolei para fora da cama e fui para uma Target com a [minha filha] Genesis, e os paparazzi me pegaram”, contou Davis. “Eu usava um chapéu de lã e meu casaco de moletom do Jimmy Kimmel. Eu não estava arrumada. Mas não é um grande problema. Esses são problemas de princesa. No grande esquema da vida, é algo muito minúsculo para reclamar. ”

Antes de ela chegar à ABC, Davis estava “fazendo oito dias aqui, e cinco dias aqui” em trabalhos no cinema, apesar de ter gerado a sua segunda indicação ao Oscar por interpretar Aibileen Clark em Histórias Cruzadas. Como a maioria das atrizes de Hollywood de sua idade (e com sua cor de pele), Davis percebeu que não importava se os críticos e os prêmios mostrassem que gostavam de seu trabalho se os executivos do estúdio achavam que ela nunca poderia estrelar um filme. “Há a realidade de ser um ator, especialmente depois de duas indicações ao Oscar, e há a fantasia”, explica Davis. “As pessoas simplificam dizendo, inicie uma empresa de produção, obtenha suas próprias coisas acontecendo… Como se fosse assim tão fácil. Eu tive uma empresa de produção por anos. Temos grandes projetos chegando, mas foi uma batalha, ok? Ao mesmo tempo, você tem que se manter relevante, porque você tem que ser rentável para o mercado externo. Então, quando How to Get Away with Murder surgiu, eu tive o meu momento ‘a-ha’. Eu sabia que ia ter um bom horário e eu seria a protagonista em um programa de TV. Eu ia começar a desempenhar um papel que é sexualizado, desarrumado, todas aquelas coisas que eu nunca cheguei a interpretar. E, ao mesmo tempo, eu poderia ser relevante. ”

Em antecipação do final da primeira temporada de How To Get Away With Murder, EW conversou com Davis em Kauai, onde ela estava de férias com o marido Julius e sua filha Genesis. A atriz não só falou o quão longe ela chegou em sua carreira, mas também abordou como é fazer um papel tão altamente sexualizado como Annalise. Ela ainda aborda as cenas sensuais com Billy Brown (Nate Lahey), que “gosta de tirar a camisa”: “Foi estressante, mas eu fui com tudo”, disse ela de fazer cenas de sexo na tela, as primeiras de sua carreira. “Qualquer um deveria ficar nervoso fazendo cenas muito pessoais e particulares. Se você não está nervoso, então algo está errado com você. ”

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Assista aos bastidores de "What Kind of Man"

O canal Dazed, no Youtube, liberou hoje um vídeo com cenas dos bastidores das gravações do clipe What Kind of Man, do grupo indie britânico Florence + The Machine. A faixa é o lead single do novo álbum da banda, How Big How Blue How Beautiful, que tem lançamento previsto para 1º de junho desse ano e já está disponível em pré-venda no iTunes. O vídeo ainda contém trechos da faixa título do álbum e conversas entre Florence Welch e o diretor Vincent Haycock sobre o processo criativo do videoclipe. Confira:

Reviews de Séries

Review: The Casual Vacancy 1×01 – Episode 1

Contém spoilers e comparações com a obra homônima de J.K. Rowling. Leia, ciente disso, por sua conta e risco.

The Casual Vacancy é a adaptação do livro Morte Súbita da autora J.K. Rowling (Harry Potter), que foi formatado em minissérie com três episódios, roteirizados por Sarah Phelps. Desde que foi anunciada, os fãs nutrem grandes esperanças e expectativas sobre o que o livro se tornaria ao ser adaptado para a televisão, já que, como todos sabemos, seria uma maneira de manter sua fidelidade ao máximo possível, mesmo que em três episódios. Mas após assistir a esse primeiro episódio, eu me pergunto, será que conseguirão manter a essência do livro? Será que conseguirão manter a história cativante que Rowling criou ao menos em sua forma mais superficial? Depois dos rumores de que a produtora mudou o final por ser muito triste para a televisão, eu acredito que não. Mas veremos.

Este primeiro capítulo se inicia de uma maneira um tanto vaga e introdutória, até então, tudo certo. Conhecemos Barry Fairbrother, o personagem principal, e vemos o quão grande é sua relação com a população de Pagford. Barry é bastante engajado, conhece muita gente e, inclusive, exerce influência na vida dessas pessoas. O típico político do bem, que nos é apresentado de maneira tão demorada no decorrer do livro, mas que é entregue de maneira tão fácil na primeira metade do episódio. Gostaria de fazer uma pequena ressalva à cena em que Barry está escovando os dentes e, de repente, vemos um efeito em que seu espelho trinca, e ele cai de maneira teatral no chão. Não gostei disso, achei falso, excessivamente teatral. Entendo que era pra ser um efeito de confusão, algo perturbador, mas simplesmente não deu certo pra mim.

Após essa pequena introdução, voltei a me perguntar, será que era realmente necessária? Foram 25 minutos de cenas conjugadas, que são apresentadas no livro aos poucos. Com tanto tempo perdido, fica complicado manter a fidelidade à obra, certo? Todas essas informações a respeito do Barry, poderiam muito bem ser dosadas em flashbacks no decorrer dos três episódios. Muito mais atraente de se assistir.

A ambientação do seriado, neste princípio, ficou magnífica, ao menos Pagford. Conseguiram mostrar com fidelidade o que Rowling descreveu em sua obra, mas receio não poder dizer o mesmo sobre Fields, cuja ambientação me pareceu mais arrumada e, se a palavra me permite, limpa, que o normal. Tudo muito certinho, isso no núcleo externo, já que internamente – Casa da Terri – , está tudo como é apresentado pela autora no sentido mais primitivo e sujo possível. Não há ressalvas para se fazer, nem algo a comentar. Perfeito.

Inclusive, a frase adicionada à porta de Robbie, provavelmente por Krystal, Don’t even fuckin’ try!! (Nem pense em tentar!!), contribuiu ainda mais para o ambiente que queríamos ver bem adaptado, uma ótima sacada dos produtores, o que também reforça nossa percepção de que a garota se preocupa com o irmão de uma maneira incondicional, mais que a própria mãe.

Um outro ambiente que não me agradou muito, foi o esconderijo do Arf e do Bola. Substituíram a caverna do rio por um casebre de madeira no campo, o que, nem de longe, contribuiu para a percepção inicial do objetivo da “base” deles: ficarem escondidos de tudo e todos.

Falado sobre a ambientação, vamos analisar o novo enredo conjugado com a atuação do elenco, e suas capacidades de darem vida aos personagens a que nos apegamos tanto:

– Terri, interpretada pela Keeley Forsyth: Mal tenho palavras para descrever a atuação de Keeley. Esplêndida, conseguiu passar exatamente a essência da mãe de Krystal e Robbie. Simplesmente magnífica, o que inclui também sua caracterização.

– Sukhvinder e Parminder, interpretadas por Ria ChoonyLolita Chakrabarti: Ria me pareceu uma ótima escolha para Sukhvinder, dizendo fisicamente, já que ela não teve uma fala sequer neste episódio. Espero, realmente, que não cortem suas cenas, que são importantíssimas para a mensagem final do livro. Com relação a Lolita, só tenho a dizer o quanto gostei, de sua caracterização, atuação e do que ela acrescentou à Parminder que conhecemos. Concordaram em gênero, número e grau com o que eu havia imaginado.

– Paul e Andrew, interpretados por Sonny Ashbourne Serkis e Joe Hurst: Sonny interpretou Paul com uma maestria de ator veterano. Pena não poder dizer o mesmo de Joe, que deu vida a um Andrew sem sal, semimorto e distante daquele dos livros. O ator parecia não expressar emoções, falando de maneira monótona, atuando como se tivesse má vontade. Não me conquistou como Andrew, o que me decepcionou bastante, porque era o meu personagem preferido nos livros.

– Julia e Aubrey, interpretados por Emilia FoxJulian Wadham: Uma grande interrogação no enredo. Mal tiveram espaço, em uma cena totalmente dispensável, não conquistaram a minha atenção, o que se deve à falta de atenção no quesito de quem são eles? Alguém que assista à minissérie sem ler o livro, provavelmente desistiria com uma grande sensação de falta de explicação. Espero que isso seja explicado melhor nos próximos capítulos.

– Simon e Ruth, interpretados por Richard GloverMarie Critchley: Richard conseguiu captar a essência do personagem. Apesar de sua caracterização não ser das melhores, o ator conseguiu nos cativar interpretando um Simon extremamente fiel ao do livro. Perturbador, impaciente, agressor, rancoroso (principalmente na cena em que vai reconhecer o corpo de Barry no hospital). Super bem retratado. Já Marie, não teve muito espaço na série, e possuiu uma caracterização extremamente falha, também. No entanto, passa a impressão de que seremos surpreendidos ainda, espero não estar errado e ficar muito surpreso com a Ruth na minissérie, também.

De resto, as atuações e caracterizações estavam extremamente boas, a produção da série está de parabéns. Barry e Mary, retratados com grande fidelidade, assim como Miles e Samantha – que convenhamos, é uma personagem magnífica nos livros, que foi transportada para a televisão da mesma maneira, sem nenhuma perda.

A cena da morte de Barry, com a qual o livro se inicia, foi mostrada com os mesmos sentimentos, repetindo o tal efeito do espelho se quebrando, que já comentei no início da review, com a única diferença de que, nesta parte, podemos sentir a aflição que Fairbrother estava possivelmente sentindo. Uma das melhores cenas, que só perde para a introdução de Krystal, que chega na escola atraindo a atenção de tudo e todos, causando. Uma atriz bem caracterizada, com uma atuação impecável e que conseguiu transmitir com exatidão a personagem de Joanne. Fiquei um tanto impressionado, inclusive, porque é raro ver algo assim.

Apesar das ressalvas, o primeiro episódio ficou com uma boa qualidade de adaptação para quem leu o livro, acredito que dificilmente cativará alguém de fora, como era a intenção dos produtores. Espero que continue dessa maneira e que não siga a linha de mistério de Pretty Little Liars ou Gossip Girl à qual somos introduzidos na cena final, onde o suposto fantasma de Barry Fairbrother é alguém que está assistindo o povo de Pagford, e está a par de todos os segredos.