Artigos assinados por

Gabu Camacho

Livros, Novidades, Resenhas

Resenha: Jantar Secreto, Raphael Montes

Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.

Eu não sei de onde saiu a indicação de que Jantar Secreto seria um livro com “humor”, porque a única coisa que senti durante essa leitura, que foi relativamente rápida, foi um misto de nojo com pavor e medo. Sim, muito medo.

Nunca gostei de livros de terror, talvez seja por isso que eu nunca tivesse lido algo do Raphael Montes anteriormente, apesar de já ter ouvido falar bastante nesse nome. Adiei leituras porque sempre me descreviam como “o autor que escreve coisas policiais que dão muito medo”, ai já viu. Provavelmente, eu nem teria lido Jantar Secreto se não fosse a multidão de pessoas me indicando o livro. Era no trabalho, na faculdade, por mensagens aqui… E ele mal tinha lançado! Como esse povo já tinha lido? Entendi assim que finalizei a leitura.

Jantar Secreto conta a história de Dante, o típico adolescente que sai do interior do Paraná, para fazer faculdade na cidade grande, Rio de Janeiro, e dividir um apê com os amigos. Nessa época, nenhum de nós tem um real no bolso, mas para eles, continuou assim mesmo após se formarem. Continuaram ali por anos, morando juntos. Leitão, um deles, sequer terminou a faculdade e passa o dia todo na cama, jogando, vendo seu pornô e arrumando dinheiro com golpes online. Miguel, ainda termina sua residência de Medicina. Hugo, é chef de cozinha e tem um ego do tamanho do mundo. E Dante, ah, Dante… Trabalha numa livraria e se diverte entre um crush e outro no Tinder ou Grindr.

Bom, tudo segue nos eixos, cada um buscando melhores oportunidades de emprego, para manter o apartamento, que é localizado em Copacabana e grande o bastante para os quatro. Mas nada é tão fácil assim. E tudo piora quando Dante recebe uma ligação da imobiliária dizendo que estão com seis meses de aluguel atrasado. Mas como pode? Todos depositaram sua parte para Leitão corretamente…

Acontece que Leitão se apaixonou por Cora, uma garota de programa. E o dinheiro foi investido em presentinhos. Como pagar o atraso em um prazo tão pequeno? A dívida passa de dez mil reais, e com o país em crise ainda, nenhuma solução parece ser cabível. Até que Hugo, nosso chef, tem uma ideia: por que não se cadastrarem no site JantarSecreto.com e servirem pratos típicos para turistas? Poderiam levantar uma grana a mais. Maravilha, mãos à massa. Leitão, publica nosso cardápio no site.

E ele faz. Mas em vez de servir cordeiro, Leitão mudou um pouquinho as coisas. Bem pouquinho. Que tal servir carne humana? O resultado: mais de 30 mil reais na conta em menos de uma hora. Parece que as pessoas tem sede do perigo.

Eu sabia que nunca mais esqueceria aquele rosto. Era a mulher que tínhamos servido no último jantar.

E é aí que você começa a perder o fôlego. Onde arrumar um corpo? Como cozinhar um corpo? Incrivelmente, isso tudo dá certo. E muito. O jantar fez sucesso. Tanto sucesso que, o negócio começou a crescer, e as proporções foram se tornando inimagináveis. Jantares de carne humana uma vez por semana. Duas vezes por semana. Três vezes por semana. Todos os dias.

A trama de Raphael Montes é sufocante nesse livro. Você começa e fica impossível parar por um segundo até chegar na última página. Tem crítica social travestida de drama adolescente, tem crítica aos seres humanos, tem crítica a tudo! E eu, que li esse livro numa vibe quero parar de comer carne, foi literalmente um prato cheio para tal façanha. O autor nos mostra, tudo o que acontece dentro de matadouros, frigoríficos e açougues, com animais, porém, nos faz sentir na própria pele. Afinal, é muito fácil pensar nos outros. Quando a figura muda de lado, tudo parece cruel, desumano. Mas é tão diferente assim da nossa realidade.

Vladimir encomendou um prato diferente. Vamos servir vitelo de gaivota.

A trama se enrosca em espirais de críticas, crimes quase perfeitos, violência e análises sociais que nos deixam sem rumo 99% do tempo, e que abre nossa mente de uma forma que eu jamais poderia imaginar dentro de um livro de “terror”. Montes consegue descrever suas cenas com tamanha maestria, que faz o leitor criar imagens com perfeição em sua mente, cravando em seus pensamentos um trauma doloroso do retrato social do nosso país atualmente.

Jantar Secreto é de longe, um livro cinco estrelas, mas pesado e denso. Não é recomendável para qualquer um, é preciso ter estômago e força, para ver cenas que você não conseguiria imaginar nem em seus piores pensamentos ou no mais sangrento episódio de uma série médica.  É uma leitura totalmente obrigatória e finalizo essa resenha  dizendo que, assim que eu me recuperar desse livro, embarcarei nos outros do autor, na esperança de encontrar um amparo do vazio que esse me causou.

Atualizações, Filmes

“Minha Mãe é uma Peça 2” bate recorde de bilheteria no primeiro final de semana!

Dona Hermínia voltou para as telonas e não foi para brincar! A comédia de Paulo Gustavo estreou na última quinta-feira em um circuito recorde de salas e já bateu índices igualmente inimagináveis: 719 mil espectadores no primeiro fim de semana, números muito mais fortes que o primeiro filme “Minha Mãe é uma Peça”, com 410 mil espectadores.

Hermínia, Marcelina e Juliano conseguiram deixar “Rogue One” no chinelo, com 247 mil espectadores, seguidos da animação “Sing”, da Disney, com 204 mil espectadores.

O ator, surpreso com os resultados, prometeu correr pelado caso alcance a marca de 2 milhões de espectadores. Será?

Atualizações, Filmes

Morre a atriz Liz Smith, de A Fantástica Fábrica de Chocolate, aos 95 anos

A atriz Liz Smith, conhecida por interpretar a Vovó Georgina na adaptação de Tim Burton de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” faleceu aos 95 anos. Sua morte foi confirmada hoje por um porta-voz da família.

A atriz também ficou conhecida por participar das séries de TV britânicas “The Royle Family” e “The Vicar of Dibley”. Smith foi nomeada membro da Ordem do Império Britânico em 2009, mesmo ano que anunciou a aposentadoria após sofrer três derrames.

Descanse em paz, grandma! ):

Autorais

Vai me fazer sentir?


Leia ouvindo

Eu sou daqueles que sempre diz que nos encontramos quando estamos perdidos. Sou daqueles que dá conselhos e não segue nenhum deles. Conselhos não servem para nós mesmos, né?

Não sei me encontrar perdido. Eu gosto da montanha russa da vida e da sua energia sempre viva. Daquele frio na barriga seguido de arrepio por estar fazendo uma coisa boa. Eu gosto de fechar os olhos e jogar a cabeça para trás e sentir o vento bagunçando o meu cabelo.

Gosto de tomar decisões repentinas. Gosto de me sentir vivo a cada respiração. Gosto de rir como se não houvesse amanhã e acordar dando bom dia aos céus em voz alta. De levantar cedo e sair para caminhar sentindo cada brisa cortar minha pele. Eu gosto de sentir.

Eu gosto de me encontrar todas as manhãs e me perder todas as noites. Gosto de ouvir problemas e resolve-los, já que os meus não tem solução. Gosto de me permitir sentir.

Intensidade. Gosto de sentir intensidade na alegria ou na tristeza. Gosto de 8 ou 80. Gosto de assuntos resolvidos e de brigas solucionadas. Gosto de poder sentir.

Gosto de gente que me faz sentir. Gosto de gente intensa, que não se esconde, que não tem medo do amanhã. Que não tem medo de dizer que te quer independente do que aconteça.

E você, consegue SE fazer sentir?

Atualizações, Cultura, Novidades, Talks

Entrevista: Nos apegamos à Isabela Freitas por alguns minutos e te contamos tudo!

Durante a última Bienal do Livro de São Paulo, tivemos a oportunidade única de entrevistar a rainha do desapego, Isabela Freitas. A musa, que deu uma palestra na Arena Cultural com duração de cerca uma hora, respondendo a perguntas de fãs do Brasil todo, que chegaram a viajar horas só para conhecê-la nos recebeu durante sua sessão extra de autógrafos para responder a algumas perguntinhas.

Vídeo da Isa na Bienal, e nós do Beco ali de relance assistindo ela.

Antes do evento, o site da organização da Bienal havia distribuído senhas para autógrafos dos seus livros Não se apega, não (resenha aqui) e Não se iluda, não (resenha aqui), que se esgotaram em minutos, deixando muitos fãs sem a oportunidade de conhecer a autora. Mas para Isabela, senha não quer dizer nada. Simpática com todos os presentes, a escritora arrumou um espacinho no estande de sua editora, Intrínseca, e pediu para que os fãs formassem uma fila, que dobrou esquinas. A mineira de 25 anos fez questão de atender todos os leitores presentes, assinar seus livros e tirar foto com cada um deles. Humildade, a gente vê por aqui. Não deixou o local enquanto o último leitor não realizou o tão esperado sonho de conhecê-la, a diva de uma geração desapegada, que não se ilude por pouco e que agora, foge de enrolações!

Sempre com um sorriso no rosto, Isa nos recebeu entre um fã e outro na sua mesa de autógrafos, por aproximadamente dois minutos, já que a quantidade de desapegados era quilométrica! Na época, seu terceiro livro, Não se enrola, não (resenha aqui), ainda não tinha sido lançado.

Beco Literário: O que podemos esperar da Isabela de “Não se enrola, não”?
Isabela Freitas: Eu sempre tento conciliar conselho e história, o primeiro foi muito conselho e eu achei que poderia explorar mais a história. No segundo, eu tentei mixar os dois de uma forma que não ficasse cansativo muita história e muito conselho e o terceiro eu melhorei mais um pouquinho. Estou sempre evoluindo como escritora, e vocês como meus leitores também.

E olha, deixando de lado toda a minha admiração pela autora, Não se enrola, não está magnífico! Óbvio que já li no dia em que comprei, e com certeza, já fizemos resenha aqui no site, que você confere clicando aqui.

BL: Como você acha que seus livros venderam tantos exemplares? Tem alguma fórmula do sucesso?
IF: Não sei, uma macumba talvez (risos). Eu acho que um pouco de sorte, às vezes, e era um livro que ainda não tínhamos visto. Falando de relacionamentos, ao mesmo tempo em que tem uma história, uma personagem divertida, um livro leve pra você ler bem rápido, as pessoas gostam disso.

Inovadora e destruidora mesmo! Confesso que conversar com a Isa é uma experiência única, e que entrevistar ela como um “simples jornalista” foi um desafio e tanto. Ela é um orgulho tremendo. <3

BL: Você acha que seu blog influenciou um pouco nisso?
IF: Na verdade, acho que não. Porque tem muita gente que tem sucesso com blog e não vende livros. Então acho que foi o boca-a-boca. Uma pessoa leu, contou para a outra e foi indo…

Com certeza, não podíamos deixar de perguntar sobre Nerve. Para quem não assistiu, Nerve conta a história de um jogo, onde você pode ser um watcher (observador) ou player (jogador). Os watchers enviam desafios aos players, que ao concluírem, recebem quantias exorbitantes de dinheiro. Mas claro que os desafios não são tão simples assim. Entre eles, tem roubar roupas de lojas caríssimas, dirigir uma moto em velocidade máxima com vendas nos olhos, beijar um desconhecido na rua…

BL: Isa, você assistiu Nerve. Você seria uma watcher ou uma player?
IF: Ahhh, eu sou player (risos). Eu sou player total, eu gosto de viver a vida intensamente. Eu sai do filme querendo jogar Nerve. A gente é muito preso a medos e a julgamentos e achei incrível essa história. Pensei, por que não tive essa ideia antes?

E claro, nada melhor que uma indicação aos nossos queridos Becudos, diretamente da nossa rainha.

BL: Indica um livro para os nossos leitores? Que você goste muito ou tenha lido recentemente?
IF: Recentemente eu li a coleção de “A Seleção”, eu amo A Seleção (da Kiera Cass).

Se você também não leu nossa resenha da série “A Seleção”, corre aqui!

BL: E pra finalizar: Uma pergunta que nunca fizeram pra você mas que você queria muito responder?
IF: Que nunca fizeram para mim… Ih, acho difícil (risos). Ai nossa… Essa pergunta! É a melhor e a pior pergunta, foi essa, nunca me fizeram, adorei!

Um amor de pessoa, não é? Foi uma honra entrevistar Isabela Freitas e de antemão, já agradecemos a ela pelo tempo que cedeu a nós, pelos fãs, que estavam na fila e aguardaram ansiosamente até que fizéssemos essa matéria e a Andressa, da Intrínseca, que tornou isso possível. Não se enrola, não, novo livro da autora já está a venda nas principais livrarias do país, e tem resenha no Beco Literário aqui.

Atualizações, Livros, Novidades

Crushes, segredos e suicídio são temas principais em “A Teia dos Sonhos”, de Karine Aragão

O que a gente vive nos tempos da escola dura uma vida inteira…

Como uma maneira de eternizar a amizade que as une, Júlia e Laura, duas adolescentes de 16 anos, decidem tatuar uma teia dos sonhos em seus braços. A euforia pela tatuagem exclusiva, desenhada por Júlia, se esvai no dia seguinte, quando a garota recebe a notícia de que Laura havia se suicidado na noite anterior, atirando-se da janela do 13º andar.

Fechei os olhos, porque eu realmente confiava nela. Éramos completamente diferentes e totalmente iguais. Eu, com minha cabeça de velha, segundo ela, segurava Laura na realidade quando ela começava a viajar além do normal. Ao mesmo tempo, ela me fazia enxergar, por várias vezes, que pensar muito antes de tomar uma atitude nem sempre é a melhor escolha. Juntas, estávamos equilibradas.

img-20160618-wa0017

A vida de Júlia fica de cabeça para baixo. Ora tomada pela tristeza, ora pela raiva por nem desconfiar de quais teriam sido os motivos que levaram Laura a tirar a própria vida, Júlia se sente enganada – afinal, ao que tudo indicava, a amizade com Laura não era livre de segredos como ela acreditava.

Júlia embarca, então, em uma busca pelos fantasmas que invadiram a cabeça de Laura e a fizeram cometer suicídio, enquanto reflete sobre a própria vida. Em meio a esse turbilhão, a presença de Bernardo – o garoto de quem as duas amigas gostavam – expõe a dúvida sobre se o amor pode mesmo ser mais forte do que uma grande mentira.

Essa é a sinopse do livro de estreia da professora niteroiense, Karine Aragão. A Teia dos Sonhos, que tem lançamento previsto para 05 de novembro, tratará de dilemas frequentes na adolescência como depressão e amizades de maneira leve, para conversar da melhor maneira com seu público. Doutora em Cultura Contemporânea, é assumidamente apaixonada por contos de fada, Clarice Lispector, Fábio Jr. e Nicholas Sparks, e acredita que as inquietações da adolescência começam para nunca terminarem. Afinal, somos apenas adultos de 20, 30, 40 e poucos anos, tentando disfarçar, com doses falsas de estabilidade, o tormento diante de todas as incertezas da vida…

Minha mãe recentemente me falou que os problemas sempre vão existir, mas é a gente que dá a eles o tamanho que nós quisermos, a gente decide se aquele problema deve ser maior ou menor que todas as coisas boas da nossa vida. E também devemos aprender que ser feliz não significa nunca ter problemas, mas, simplesmente, ter atribuído um tamanho pequeno a eles. Você quis ficar com seu problema sozinha, e acabou dando um valor muito grande.

A obra, será lançada pela Editora Muiraquitã e já pode ser adquirida na pré-venda com 10% de desconto. Clique aqui pra comprar a sua, porque nós do Beco, já estamos aguardando ansiosamente pelo nosso exemplar porque né, vamos combinar que essa edição está linda e o conteúdo promete muito! Assim que chegar, tem primeiras impressões lá no snap, hein?

Em breve, ainda tem resenha da obra aqui no site. Vamos todos ler juntos para comentar depois e dar um abraço coletivo na autora?! \o/ E ah, galera de Niterói e região: vai ter evento de lançamento pra vocês! Corram lá, tirem muita foto e mandem pra gente, com a tag #ATeiaDosSonhos combinado? Vamos postar todas no Instagram do Beco. Vale comprar o livro e mandar foto da leitura também!

PS.: Os dados do evento estão no final do post.

#ATeiaDosSonhos na mídia
Facebook da Autora | Página do Livro | Site da Editora

14440917_1847182072184428_6990091215374027432_n

Atualizações

Lifestyle: Inspiração para os boys – Coturno com bermuda

Como prometido, queríamos variar ao máximo o conteúdo do site, no Beco Lifestyle. Por isso, como prometido, hoje trago a vocês o nosso primeiro post sobre moda! (Posso ouvir um amém?).

*

Os coturnos (ou botas masculinas), parecem terem chegado para ficar definitivamente. Não tem um cara que você não veja por aí usando. Mas será que fica legal usarmos com bermuda? Como conseguimos combinar com outros acessórios no dia-a-dia? Que cor comprar? Vou dar algumas dicas de como uso, e mostrar uns exemplos de como combinar com outros acessórios.

img_5898

Sempre que uso coturno, busco deixar o resto das roupas com o visual um pouco mais leve, principalmente no verão ou nos dias mais quentes. Muita gente já vai olhar torto pra você falando coisas do tipo, você está usando bota nesse calor?. Nas fotos aí de cima, coloquei uma camiseta preta, com bermuda preta e quebrei um pouco o all black com uma camisa xadrez rosa, daquelas bem fininhas. Dessa forma, você evita chamar muita a atenção na roupa também, e fica sem dar aquela impressão de exagero porque, acreditem ou não, só de usar o coturno, você vai chamar um pouco mais de atenção que um outro sapato qualquer.

img_6150

Eu sempre carrego muita tranqueira por aí, então sempre preciso de uma sacola ou uma bolsa. É bem legal se você consegue harmonizar a cor da sua bolsa, com a cor do sapato. Por exemplo, o meu coturno tende mais ao marrom que ao preto, então usei essa bolsa de couro marrom, estilo carteiro. E, como minha perna é um pouco mais fina na região da canela, deixei meu coturno um pouco mais justo na região da canela, para que ela não pareça ainda mais fina. A bota tem que parecer uma extensão da largura da sua perna, beleza? Se sua perna é mais grossa, é só alegria.

Uma outra dica bem legal, é usar a meia um pouco mais levantada, acima da bota, caso o resto do seu visual permita. A meia equilibra e suaviza a transição da perna para a bota. No caso, usei uma meia preta, mas você pode brincar com outras estampas, cores e texturas. Como o meu visual estava um pouco mais básico, acabei combinando a cor da meia com a bermuda e a camiseta. Deixando apenas os detalhes com maior destaque.

img_6207

Se você estiver em uma área externa, óculos escuros são bem legais também para compor os detalhes do seu visual. Aposte nesses modelos incomuns e hipsters, como o meu redondo da foto ou um wayfarer, que nunca sai de moda. Uma pulseira e/ou um relógio também ajudam a compor o visual mais street style. Na foto, também coloquei a pulseira e o relógio preto, para permanecerem discretos.

img_6225img_6253

Lembrando que, se você tem pernas curtas, como eu, o ideal é você procurar os coturnos com canos mais baixos, ou então, usar a bermuda com o comprimento na linha ou acima do joelho. Se você tem pernas mais longas, o coturno de cano mais alto, junto com a meia um pouco acima da linha do cano, são uma ótima pedida, se você quer dar uma suavizada ao usar uma bermuda mais curta ou com a barra dobrada.

Além de tudo, eu curto bastante trocar a case do meu celular pra complementar a ocasião ou o visual. Nas fotos, como eu estava em um festival literário, em um parque a céu aberto, aproveitei para usar essa um pouco mais ~chamativa~ em formato do cachorrinho da Cath Kidston. Foi amor à primeira vista e só precisava de uma ocasião mesmo.

Shop the look: bermuda da YouCom, coturno da Constantino, bolsa da Zara, óculos da Ray-Ban e case da Cath Kidston.

E aí, gostaram das dicas? Procuraremos fazer sempre que possível, posts de inspiração e com conteúdo mais alternativo aqui no Beco Lifestyle.

Críticas de Cinema, Filmes

Crítica de Cinema: Desculpe o transtorno (2016)

Um homem (Gregório Duvivier) tem dupla personalidade e incorpora as diferenças entre Rio de Janeiro e São Paulo: Uma hora ele é o certinho e tímido paulistano Eduardo; em outra, se transforma em Duca, um carioca fanfarrão e folgado. Ele se envolve em um grande confusão amorosa quando, apesar de estar em um relacionamento estável com a noiva (Dani Calabresa), seu alter-ego acaba se apaixonando por outra mulher (Clarice Falcão), que ele acaba de conhecer.

Primeiramente, começo parafraseando Gregório Duvivier: me desculpem o transtorno, mas preciso falar da Clarice (e do Gregório, também). Confesso que, como um bom fanboy, dei um berro na sala de cinema quando vi que Gregório e Clarice estreariam um filme juntos e ainda por cima, como pares românticos. Achei que era atual, e me desiludi ao saber que foi gravado quando estavam juntos, há sei lá quantos anos atrás.

Foi então que na última segunda (12), três dias antes da estreia, vem a bomba: Gregório publica um texto na Folha de S. Paulo, onde é colunista, sobre a Clarice. Se meu coração derreteu? Completamente. Há quem diga que é abusivo, estratégia de marketing para promover o filme, uma afronta… Eu prefiro aceitar que é apenas um textinho de agradecimento. Ok, uma parte de mim já aceita que é propaganda do filme.

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS A PARTIR DESTE PONTO!

O filme começa contando a história de Eduardo, interpretado por Duvivier, que mora em São Paulo desde criança, quando seus pais se separaram. Sua mãe, ficou no Rio de Janeiro, cidade em que nasceu e passou parte da infância. O rapaz vive uma vida monótona e completamente regrada: todos os dias acorda, corre, toma seu café e vai trabalhar na empresa de patentes da família. Aos finais de semana, visita todos os restaurantes gourmet com a noiva Viviane, interpretada pela Dani Calabresa, típica patricinha paulistana. Hamburgueria gourmet, strogonofferia gourmet, nhoqueria gourmet… Sem nenhum poder de escolha, Eduardo se vê levado pela rotina e pela manipulação de Vivi e do pai.

É quando sua mãe falece, e ele é obrigado a viajar para o Rio de Janeiro, que começa a sessão nostalgia. Em visita a casa antiga da família, ele rememora os sonhos da infância, e se vê cada vez mais afundado em tristeza, por ter largado a mãe, para morar com o pai, na capital. De tão desesperado, ele chega a abraçar um coelho gigante e rosa, de pelúcia no aeroporto.

E é lá que sua história muda. Ao ser questionado, Eduardo sente algo diferente dentro de si, e vira Duca, apelido que usava na infância. Duca é o oposto de Eduardo, apesar de serem a mesma pessoa. Irreverente, quer viver a vida carioca, curtir a praia e o sol, sem grandes preocupações. É aqui que vemos os estereótipos que o filme trata, de maneira central. O paulista, preocupado com negócios e sem lazer, e o carioca, que não quer nada com nada.

Duca então, conhece Bárbara, interpretada por Clarice Falcão, que coincidentemente, é a moça que se veste de urso no aeroporto para alegrar as pessoas. Juntos, eles tem uma história louca que acaba por se transformar em romance nos primeiros minutos de filme. Mas há um problema: ao dormir, Duca volta a ser Eduardo, e não se lembra de nada que fez, enquanto estava na personalidade carioca.

É nesse transtorno que o desenrolar do filme acontece, nos impasses entre Duca-Bárbara, e Eduardo-Vivi. Confesso que sofri o filme todo com as cenas em que Gregório contracenava diretamente com Clarice, já que a sintonia dos dois é inacreditável, até mesmo nas telonas. Cheguei a entender o grande agradecimento do rapaz, em seu texto do jornal, por ter feito um filme com a ex-esposa, que ele diz ser o grande amor da sua vida.

Com uma fotografia impecável, e uma trilha sonora fofíssima, discordo da maioria das críticas negativas que li, e digo, vão para o cinema. Nem que seja para ver Clarice e Gregório. As cenas de romance te farão suspirar, e são permeadas com diálogos que cortam o coração e conseguem até mesmo a arrancar algumas lágrimas.

Com o típico final feliz, concluído como conto de fadas, recomendo o filme com a convicção de que voltarei aos cinemas antes de sair de cartaz, para rever esse tórrido romance, desenrolado entre balões, transtornos e milhões de awwwn entre uma cena e outra.

Atualizações, Livros

Isabela Freitas anuncia seu terceiro livro, “Não se enrola, não”

A autora miga do Beco Isabela Freitas, anunciou na tarde de ontem (16), o terceiro livro da série da Isabela, que será intitulado de Não se enrola, não. Na sequência de Não se iluda, não, a vida de Isabela dá uma completa reviravolta depois do sucesso de seu blog, Garota em Preto e Branco. Decidida a perseguir seus sonhos, ela abandona o curso de direito, deixa a casa dos pais, em Juiz de Fora (MG), e se muda para São Paulo tão logo conquista um emprego numa badalada revista on-line. Enquanto se adapta aos novos tempos numa quitinete no Baixo Augusta, Isabela escreve seu primeiro livro.

capa_naoseenrolanao_300dpi-711x1024
Segundo a autora, a capa terá um tom de laranja fluorescente, puxado para o salmão, que não dá pra ser visualizado com exatidão na tela do computador.

Seria perfeito se no apartamento em frente não morasse o envolvente Pedro Miller e os dois não se embolassem regularmente sob o mesmo lençol. Não, não é namoro. Não, não é apenas amizade. É algo muito mais enrolado, um relacionamento sem um nome definido. Um “isso”, como diz a personagem. Embora não tenha coragem de confessar seus sentimentos, Isabela sabe que está perdidamente apaixonada pelo seu melhor amigo.

Em Não se enrola, não, os leitores poderão acompanhar os primeiros passos dos personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona.

A pré-venda já se inicia nessa semana, e o livro tem lançamento previsto para 3 de novembro.  E fiquem ligados no Beco Literário, que logo tem uma entrevista exclusiva com a Isabela rolando por aqui.

Veja também, nossa resenha de Não se apega, não e de Não se iluda, não.

guia do mochileiro das galáxias
Livros, Novidades, Resenhas

Resenha: O guia definitivo do mochileiro das galáxias, Douglas Adams

Pela primeira vez, reunimos em um único volume os cinco livros da cultuada série O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a saga do britânico esquisitão Arthur Dent pela Galáxia conquistou leitores do mundo inteiro. O humor ácido e as tramas surreais de Douglas Adams se tornaram ícones de uma geração e seguem fascinando – e divertindo – leitores de todas as idades. Pegue sua toalha, embarque nessa aventura improvável e, é claro, não entre em pânico! O Guia do Mochileiro das Galáxias: segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma via expressa interespacial, Arthur Dent é salvo por Ford Prefect, um E.T. que fazia pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Pegando carona numa nave alienígena, os dois dão início a uma alucinante viagem pelo tempo e pelo espaço. O Restaurante no Fim do Universo: Arthur Dent e seus quatro estranhos companheiros viajam pela Galáxia a bordo da nave Coração de Ouro, em uma busca desesperada por algum lugar para comer. Depois de fazer a refeição mais estranha de suas vidas, eles seguem pelo espaço e acabam descobrindo a questão sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais. A Vida, o Universo e Tudo Mais: Arthur Dent passou os últimos cinco anos abandonado na Terra pré-histórica, mas ainda acordava todos os dias com um grito de horror. No entanto, talvez fosse melhor continuar nessa tediosa rotina do que ser arrastado para a sua próxima missão: salvar o Universo dos temíveis e infelizes robôs xenófobos do planeta Krikkit. Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!: depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer criaturas extraordinárias, Arthur Dent está de volta ao seu planeta. E tudo parece estranhamente normal – exceto pelo desaparecimento dos golfinhos. Disposto a desvendar esse mistério, ele parte em uma nova jornada. Praticamente Inofensiva: após muitos anos vivendo separados, cada um em um canto mais insondável do Universo, Arthur Dent, Ford Prefect e Tricia McMillan se reencontram. Mas o que deveria ser uma festejada reunião de velhos amigos se transforma numa terrível confusão que põe em risco – mais uma vez – a vida de todos.

Já começo essa resenha com uma pausa. Que edição é essa, Arqueiro? Confesso que quando vi o livro na livraria, quis comprar na mesma hora. A capa dura, o cheiro, o cuidado na preparação do livro estão perfeitos… Eu, que sempre via promoções da série no Submarino, fiquei pensando essa é a oportunidade de ler todos os livros.

Vamos comentar um pouquinho sobre o enredo principal, e os cinco livros, que estão presentes em uma edição. Ford Prefect é um alienígena de um planeta bem distante e colaborador do Guia do Mochileiro das Galáxias, um livro essencial para pessoas e criaturas que desejam se aventurar pelo espaço sem gastar muito dinheiro. É quando o alien, que queria passar uma semana na Terra para atualizar o capítulo sobre o planeta acaba ficando por aqui por quinze anos, que a história começa a ficar melhor. O enredo é bem cativante, e você lê o livro sem nem perceber o tempo passar. O autor, que apesar do toque de surrealidade, consegue passar sua crítica à realidade e ao planeta, consegue nos prender do início ao fim de cada um dos volumes, que são bem curtinhos, você consegue ler em uma tarde.

Um tema bastante abordado, é que não podemos exigir respostas sem nem sabermos quais perguntas temos. Parece óbvio, mas essa é exatamente a realidade em que vivemos atualmente. O segundo volume dá continuidade à história com maestria, e apresenta críticas sociais ainda mais fortes. Temos mais viagens entre espaço e tempo e um restaurante, que as personagens conseguem ver o fim de todo o universo!

Parece que o terceiro livro, era o que finalizaria a trama, a princípio, porque vemos Arthur Dent – melhor amigo terráqueo de Ford – na pré-história, com personagens muito bem construídos e aqueles acontecimentos aleatórios que nos fazem amar e devorar cada vez mais a história. Gente, nesse ponto aqui eu já estava apavorado com a ideia da série acabar nesse livro. Tinha que continuar!

O quarto livro, mostra Arthur de volta à Terra, mesmo depois de passar anos viajando pelo espaço com Ford. Era um livro necessário, como eu disse anteriormente, e aqui vemos todo o processo de readequação do terráqueo, e a percepção de que nada mudou. Para alguns, a série termina aqui, porque o quinto livro parece algo desconexo dos outros , já que ambos os protagonistas estão separados. Parece também, que um sexto volume foi escrito por outro autor, e já foi inclusive lançado no Brasil. Quem já leu, deixa a opinião aí nos comentários: vale a pena, ou não?

É engraçado porque, como li em outras resenhas, é complicado explicar a trama de Mochileiro das Galáxias, por mais viciado que você seja. Leia confiando que a história é boa e você vai se apaixonar, além é claro, de descobrir muitas utilidades para uma toalha. Ele trata as críticas sociais com uma pitada de humor ácido, que deixa tudo mais gostoso se você, assim como eu, adora uns comentários que parecem ser um fósforo riscado em uma folha de papel.

Se você gostou, compra já essa edição com todos os volumes, porque eles são bem curtinhos e é linda. Além é claro, de você não precisar ficar sofrendo até estar com o próximo livro. E ah, importante: não é pesada!