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Resenha: Vingadores – Primordiais, Brian Michael Bendis & Alan Davis

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“Em tempos recentes, o Universo Marvel vivenciou um período de grande agitação. Na esteira do catastrófico cerco a Asgard, Capitão América, Homem de Ferro e o poderoso Thor foram espalhados pelos Nove Reinos. Agora, esses antigos irmãos de armas devem colocar suas diferenças de lado para enfrentar um inimigo mortal que ameaça dilacerar seu mundo.”

Durante grande parte da longa história dos vingadores, sempre existiram três membros centrais em torno dos quais o grupo se arma: Homem de Ferro, Capitão América e Thor. Um trio de campeões cuja coragem só se equipara à sua dedicação e camaradagem pelos demais colegas de equipe. Porém, esses três pilares do grupo não poderiam ser mais diferentes entre si. Um soldado, um genial homem de negócios e um deus. Mas apesar das grandes diferenças eles ainda são grandes amigos. Ou, pelo menos eram.

Em 2010, os laços que uniam o trio se romperam. Tudo graças aos eventos que fragmentaram o Universo Marvel, mostrados principalmente em Guerra Civil, de 2006, Capitão, Thor e Homem de Ferro não se encontravam nos melhores termos. Mas graças ao recente cerco sofrido por Asgard, os três acabaram se reunindo em prol de um objetivo em comum. Após lutarem lado a lado por um bem maior, ficara óbvio que algo precisava ser feito para que o trio percebesse o quanto precisavam uns dos outros, e para que as mágoas do passado fossem esquecidas. O evento responsável por essa reconciliação foi Vingadores – Primordiais.

O cerco acabou, Asgard caiu, os heróis caminham sobre as ruínas, prendendo os vilões e resgatando sobreviventes. Capitão América e Homem de Ferro discutem ferrenhamente diante de seus colegas, mas Thor logo se aproxima para separá-los, ambos param de discutir, afinal, estão diante dos escombros de Asgard, lutaram para salvar a casa do deus do trovão, e agora brigam diante de seu colega. Com a discussão encerrada os três caminham entre os restos do reino asgardiano, Thor consternado começa a explicar sua maior preocupação, pois a ponte do arco-íris fora destruída, o portal está danificado e isso afetará os nove reinos. Porém, enquanto Thor está explicando, um portal se forma subitamente, engolindo o poderoso trio em um vórtex, e fazendo-os sumir diante de seus colegas.

O Vórtex os lança separadamente em lugares distintos, deixando-os isolados e sem qualquer conhecimento do que acabara de acontecer. Não demora para que eles voltem a si e percebam que estão sozinhos, o trio fora separado através dos nove reinos, e agora deverão encontrar uma maneira de se juntarem para que possam retornar a Asgard. Porém, enquanto procuram o caminho de casa, terão que lidar com as inúmeras raças que habitam esses mundos, raças que em sua grande maioria são agressivas e perigosas. Além de todos esses problemas, uma poderosa entidade visa dominar os nove reinos, e ela destruirá tudo em seu caminho para que possa atingir seus objetivos. Mais uma vez o trio terá de esquecer suas diferenças, deverão se unir para que possam sobreviver, e assim, além de salvarem suas próprias vidas, salvar também a vida de bilhões de inocentes.

Vingadores – Primordiais é uma ótima HQ, pondo um fim aos conflitos que afetavam não só os vingadores, mas também todo o Universo Marvel. As desavenças entre esse trio durou anos, criando uma grande expectativa em relação ao futuro da terra, pois com os heróis desunidos, os vilões prosperaram como nunca na história da Marvel. O roteiro de Bendis é cem por cento focado na reconciliação, e apesar de o objetivo ser o relacionamento entre os três heróis, a trama em si e o vilão são bem trabalhados, criando um perigo real para todos nos nove reinos. A arte é outro ponto forte, principalmente nas cenas de ação, criando um clima épico e fantasioso. Uma HQ recomendadíssima, afinal, não é todo dia que se vê o Capitão América empunhando uma espada.

Leonardo Emmanuel

Sobre Leonardo Emmanuel

Estudante de game design que adora ler, escrever e assistir seriados/animes, atualmente está escrevendo um livro no Wattpad, chamado: "Thomas Khan e a Manopla da Morte", gênero fantasia, também tem procurado trabalhar com roteiros.