A Tag de hoje é: Doenças Literárias.
Ele consiste em: Para cada doença, nós citarmos um livro de acordo com o que se pede.
Diabetes: Um livro muito doce.
Acho que o livro mais doce que eu li foi Diário de uma Paixão do Nicholas Sparks, não que o livro seja ruim, ao contrário acho que todo mundo precisa de uma dose dessa diabete.
Catapora: Um livro que você leu uma vez para nunca mais na vida.
Um livro que nunca mais quero ler na vida sem sombra de dúvida é Cidades de Papel, não sou desses de reler livro, porém não quero nem mais tocar nesse livro. Não vou dizer que é ruim, mas que fiquei aborrecido com esse livro fiquei.
Influenza A: Um livro contagioso.
Preciso mesmo responder essa? Acho que o livro mais contagioso dos últimos tempos foi A Culpa é das Estrelas do John Green, cruzes, todo canto todo mundo só fala deste bendito livro, que para falar a verdade, nem é essas coisas toda.
Insônia: Um livro que você virou a noite lendo
Um livro que me tirou o sono foi Cidade dos Ossos da série Os Instrumentos Mortais, assim que ganhei o livro e peguei pra ler a noite virou uma criança, nunca me esqueço da minha cara de alegria ao perceber que já era de manhã quando estava quase no fim do livro.
Amnésia: Um livro que você leu e não se lembra. Perversas da série Pretty Little Liars, esse livro eu li esse ano, porém, só me lembro de ter lido, porque a memória mais presente é dos outros livros da série onde realmente aconteceram coisas interessantes.
Asma: Um livro que te tirou o fôlego. Cidade de Vidro da Cassandra Clare, uou, que livro incrível, cada página era uma bomba, não me lembro de ter ficado tão boquiaberto com um livro como fiquei com esse.
Má Nutrição: Um livro que você esqueceu-se de comer para ler. A Escolha da Kiera Cass foi o livro que não me deixou nem beber água, porque assim que me sentei para ler, só parei quando terminei. Acho que também foi o livro que eu li mais rápido, questão de três horas e meia.
Doença de Viagem: Um livro que te lembre/ você relacione com uma viagem. Maze Runner: Correr ou Morrer, me lembra de ter passado uma viagem quase toda lendo ele, e ele durou quase duas semanas, eu simplesmente não conseguia ler muito, mas a leitura dele no meu ponto de vista foi bem arrastada.
E ai, gostaram? Fiquem a vontade de responder a TAG nos comentários. Até a próxima.
Olá! Bem-vindos a Armada de Potter, a nova coluna dominical do Beco Literário! Toda semana, estaremos trazendo um assunto diferente para discussão e informação, relacionados ao mundo mágico de Harry Potter e sua história, criado pela nossa querida J.K. Rowling. Esperamos que gostem e não deixem de comentar, aqui ou nas redes sociais. A coluna, chamada anteriormente de Observatório Potter, mudou de nome para não conflitar com o canal do Youtube, que coincidentemente também tem postagens aos domingos! O conteúdo continua o mesmo, só mudamos o nome.
A Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts foi fundada em 990 d.C. por quatro amigos: Godric Gryffindor, Salazar Slytherin, Helga Hufflepuff e Rowena Ravenclaw, que ensinavam jovens bruxos de 11 a 17 anos. Para mais detalhes sobre cada um deles, veja a coluna da semana passada, clicando aqui.
Hogwarts se localiza na Escócia, Grã-Bretanha e somente bruxos podem ver o castelo e suas mediações, trouxas que conseguissem chegar perto, só veriam ruínas e avisos de perigo. Bruxos e Bruxas não podem aparatar nem desaparatar dentro dos terrenos da escola, e devido aos altos índices de magia no ar, nenhum aparelho eletrônico funciona lá dentro. Os alunos chegam através do Expresso de Hogwarts, que sai da estação nove e três quartos para Hogsmeade, vilarejo bruxo que fica perto de Hogwarts. Para chegar à estação do Expresso, os alunos vão até a estação trouxa de King’s Cross em Londres e atravessam a parede entre as estações nove e dez.
Uma vez em Hogsmeade, alunos do primeiro ano chegam ao castelo atravessando o Lago Negro em pequenos barcos de madeira, geralmente acompanhados por Hagrid, o guarda-caça. Os alunos das demais séries vão por carruagens puxadas por Testrálios, criaturas vistas apenas por aqueles que já viram a morte.
Os quatro fundadores da escola brigaram por Salazar querer só admitir alunos de sangue puro, o que ia contra as concepções de Godric, Rowena e Helga. Então, Slytherin saiu de Hogwarts, mas antes disso construiu e selou a Câmara Secreta, um local secreto e subterrâneo (abaixo do lago, segundo informações) e abrigou lá um Basilisco, uma espécie cobra enorme, com grandes olhos amarelos cujo olhar poderia matar aqueles que eram nascidos trouxas. A Câmara foi reaberta pela primeira vez por Tom Riddle, que no futuro viria a ser Lord Voldemort, e o monstro foi libertado para o encanamento da escola, petrificando todos aqueles que não possuíam sangue puro e o vissem indiretamente. A morte era certa para aqueles que olhavam dentro dos olhos da cobra.
As presas do Basilisco guardam um veneno poderosíssimo, e o único antídoto são lágrimas de Fênix, que são extremamente raras. O Basilisco foi morto por Harry Potter, em seu segundo ano em Hogwarts, pela espada de Godric Gryffindor, que após absorver veneno do monstro, foi capaz de destruir as Horcruxes do Lorde das Trevas. Os dentes da grande cobra também podem destruí-las.
Hogwarts possui oito andares, além do térreo, das masmorras e outras torres e cavernas que existem, são eles:
Terrenos: Cabana de Hagrid, Campo de Quadribol, Floresta Proibida, Salgueiro Lutador, Portões de Hogwarts, picadeiro dos Hipogrifos (um pouco dentro da Floresta Proibida), Estufas de Herbologia, Campo de Voo (onde os alunos do 1º ano tem aulas), Círculo de Pedra, Lago Negro, Corujal e Ponte Coberta;
Masmorras: Sala de Poções, Sala do Filch, Sala Comunal da Sonserina, sala que guardava o Espelho de Ojesed, e armário pessoal de Severo Snape;
Térreo: Saguão de entrada, Salão Principal, Pátio de Entrada, Pátio Pavimentado, Passarela (ponte de acesso ao castelo), arco de ouro;
Primeiro Andar: Sala de História da Magia, Sala de Transfiguração, Ponte de Pedra, Pátio de Transfiguração, Ala Hospitalar e Sala da Professora Minerva McGonagall;
Segundo Andar: Sala de Feitiços, banheiro feminino da Murta Que Geme (Entrada para a Câmara Secreta) e banheiro masculino;
Terceiro Andar: Sala de Defesa Contra as Artes Das Trevas, Sala dos Troféus, Ponte Suspensa, Sala Proibida (onde Fofo guardava a Pedra Filosofal) e Torre do Relógio;
Quarto Andar: Biblioteca;
Quinto Andar: Banheiro dos Monitores, Topo da Torre do Relógio, Sala de Estudo dos Trouxas e entrada para o Salão Comunal da Ravenclaw;
Sexto Andar: Sala de Aritmância e Sala de Runas Antigas;
Sétimo Andar: Sala Comunal da Grifinória, entrada para o gabinete do Diretor, Sala Precisa, Sala de Adivinhação, Torre de Astronomia e Sala do Professor Flitwick;
Porões: Sala Comunal de Hufflepuff, cozinhas e reservatório de poções;
Subterrâneo: Câmara Secreta;
As disciplinas de Hogwarts são subdivididas em Disciplinas Obrigatórias e Disciplinas Opcionais. As Disciplinas Obrigatórias são: Poções, Feitiços, Historia da Magia, Defesa Contra as Artes das Trevas, Herbologia, Transfiguração; Duelos e Vôo, são dadas apenas ao 1° ano, porém alunos podem optar para verem-na se quiserem. As Disciplinas Opcionais são: Adivinhação, Trato das Criaturas Mágicas, Astronomia, Estudo dos Trouxas, Runas Antigas e Aritmância.
Hino original de Hogwarts
“Hogwarts, Hogwarts, Hoggy Warty Hogwarts,
Teach us something please,
Whether we be old and bald,
Or young with scabby knees,
Our heads could do with filling,
with some interesting stuff,
For now they’re bare and full of air,
Dead flies and bits of fluff,
So teach us things worth knowing,
Bring back what we’ve forgotten,
Just do your best,
we’ll do the rest,
And learn until our brains all rot.”
Edição brasileira do Hino
“Hogwarts, Hogwarts, ó querida Hogwarts,
Venha nos ensinar
Quer sejamos velhos e calvos
Quer moços de pernas raladas,
Temos as cabeças precisadas
De ideias interessantes
Pois estão ocas e cheias de ar,
Moscas mortas e fios de cordão.
Nos ensine o que vale a pena
Faça lembrar o que já esquecemos
Faça o melhor, faremos o resto,
Estudaremos até o cérebro desmanchar”
Ao final de cada ano, os alunos passam por avaliações sobre as disciplinas aprendidas. No final do quinto ano, os alunos passam por uma série de exames denominados N.O.M.s (Níveis Ordinários de Magia), das matérias obrigatórias e opcionais, e de acordo com os resultados, definirão as matérias que estudarão nos próximos anos e suas inclinações pessoais para trabalho após o fim de Hogwarts. Certos professores só aceitam alunos com determinada nota nos N.O.M.s, para suas classes de N.I.E.M.s (Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia), que são exames realizados no final do sétimo ano. Os alunos escolhem, dentre as matérias em que foram aprovados nos N.O.M.’s, que provas prestarão nos N.I.E.M’s. Para cada disciplina em que obtêm aprovação o aluno recebe um N.I.E.M., que serve como indicativo das suas inclinações pessoais e aptidões, servindo como critério para admissão num trabalho, quando termina a escola.
É interessante comentar que estes dois exames parecem ter relação com o Sistema Educacional Britânico. Os N.O.M’s’ seriam as provas finais do Key Stage 3, e os N.I.E.M.’s equivaleriam ao GCSE (General Certificate of Secondary Education).
Notas de Aprovação nos Exames
O (Ótimo)
E (Excede Expectativas)
A (Aceitável)Notas de Reprovação nos Exames
P (Péssimo)
D (Deplorável)
T (Trasgo)
Basicamente, é assim que funciona e se divide a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. No futuro, voltaremos a comentar sobre seus diretores, casas, alunos e outras coisas relacionadas que não foram citadas neste texto, de maneira mais aprofundada.
Esperamos que tenham gostado dessa nova aula de história mágica e semana que vem voltaremos com mais uma postagem da Armada de Potter. Não esqueçam de comentar, acrescentar e compartilhar a coluna!
Bem, hoje apresento essa coluna especial no intuito de apenas “interagir” com vocês leitores do site. Espero que gostem.
Esta coluna é simples, é só um jogo de perguntas e respostas.
Eu mesmo criei as perguntas e propriamente respondi.
1 – Que tipo de livros você opta por ler? Eu geralmente opto por livros YA (Jovem adulto), mas sempre estou aberto para novos gêneros. Costumo ter preferência por livros que tenha um grupo lutando contra algo maior ou superior.
2 – Qual o horário que você reserva para as suas leituras? Não tenho horários fixos para ler, porém, leio muito durante o começo da noite e antes de dormir. Mas sempre que vejo aquele tempo “livre” no colégio aproveito para ler também.
3 – O que mais te atraí em um livro? O que mais me atraí em um livro sem sombra de duvida é a capa. E é a partir desse fator que eu decido procurar sobre a história. Muitos acham bobagem o fato de “escolher” o livro pela capa, mas poxa, cada um tem suas exigências.
4 – Você costuma ter trilha sonora para cada livro? Faz pouco tempo que comecei a ler ouvindo musica, e por incrível que pareça você consegue se concentrar melhor, consegue se desligar. Mas respondendo a pergunta, uma musica que me lembra de um livro é Since U Been Gone, enquanto eu lia o epílogo de A Escolha essa música tava tocando na rádio que eu ouço enquanto leio e toda vez que tal musica toca, eu lembro aquele final lindo.
5 –Narração em 1° ou 3° pessoa? Depende muito da história, mas, tenho preferência em narração em terceira pessoa, pois conseguimos ter uma visão bem mais ampla dos fatos.
Ah, por hoje acabou, mas caso vocês curtam e gostem da coluna iremos continuar com ela.
E se sintam à vontade para responder as perguntas nos comentários, aliás, nós queremos saber o perfil de vocês.
Uma TAG é simplesmente os dias da semana em livros. Haha.
TAG idealizada pelo site Garota it, link da TAG aqui
Domingo – Um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse.
Bem, um livro que eu não queria que terminasse sem sombra de dúvidas foi Princesa Mecânica. Motivos? Não queria me despedir de modo algum daqueles personagens fantásticos.
Segunda – Um livro que você tem preguiça de começar. Guerra dos Tronos, eu sei que a história é incrível e tudo mais, porém o tamanho do livro e das letras me assusta. Um dia, irei enfrentar esse medo.
Terça – Um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação. Belo Desastre. Fui “motivado” a ler tal livro devido minhas amigas ficarem falando como era bom e tudo mais, e meio que tive que terminar a leitura por causa de um evento que ia ter sobre a série. Tive que terminar por obrigação, pois, não me agradou muito.
Quarta – Um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento.
Um livro que deixei pela metade foi Harry Potter e a Ordem da Fênix, não sei que motivos me fizeram empacar nesse livro. Um dia ainda acabo e leio o resto da saga.
Quinta – O livro de quinta. Um livro que você não recomenda. Cidades de Papel. Com certeza não indico esse livro para ninguém, não sou de ficar irritado com livros, mas esse me fez querer joga-lo janela a baixo.
Sexta – Um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra) Os Artifícios das Trevas, apesar de estar bem longe do lançamento, já desejo ter o primeiro volume da saga em minhas mãos.
Sábado – Um livro que você quis começar novamente assim que ele terminou. Insurgente. Depois de tudo que aconteceu naquele livro, eu nem conseguia acreditar que uma continuação poderia ser tão bombástica como aquela.
Mas e ai, para vocês quais livros se encaixam nos dias da semana? Deixe sua resposta/opinião nos comentários.
Já faz pouco mais de um ano que conheci essa saga maravilhosa, como o tempo passa rápido. Parece que foi ontem que estava surtando com os acontecimentos de Cidade dos Ossos, é incrível como algumas coisas entram na sua vida por acaso e acabam se tornando parte de você. Nunca iria imaginar que ao ler os primeiros volumes da saga iria me apaixonar tanto por uma história.
Ao ler a premissa da história, aconteceu o que chamam de paixão a primeira vista. Agradeço todos os dias por essa história ter me feito entrar nesse imenso mundo das sagas.
A trama é totalmente de tirar o fôlego, é fantástica e fascinante. Apesar de ter alguns ataques de raiva com alguns personagens (o que é normal), não impediu de eu me entregar de corpo e alma ao universo shadowhunter.
Depois de seis livros totalmente viciantes e geniais, a jornada pelos Instrumentos Mortais se encerra, e com isso um ciclo não só na minha vida, mas na vida de tanto caçadores de sombras. Apesar de a nossa querida Cassandra já ter confirmado escrever mais três sagas, a jornada da pequena Clary sempre vai estar presente nas nossas memórias.
A grande evolução da história iniciada em Cidade dos Ossos e finalizada em Cidade do Fogo Celestial é visível, creio eu que todos os leitores cresceram junto com os saudosos personagens. Grandes lições foram transmitidas.
Eu só tenho a agradecer, Cassandra Clare fez com que eu me sentisse mais forte, ao mostrar que se uma simples garota conseguiu salvar todo um mundo, eu posso resolver meus problemas e que a dor só é o que permitimos que ela seja.
Deixo aqui os meus singelos agradecimentos. E lembro que, um ciclo se fechou, porém um novo está para começar, porque vida de caçador de sombras é assim, sempre recomeçando.
Ave atque vale,
mas isso não é adeus, é apenas um até mais.
Vai viajar de longe para a Bienal do Livro de São Paulo mas não sabe onde se hospedar, se alimentar e como proceder? O Beco Literário preparou com exclusividade e antecedência este dossiê, com os principais hotéis e locais perto de onde acontecerá o evento para que você não passe nenhum aperto no dia!
Sobre a Bienal
A 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontecerá entre 22 e 31 de agosto de 2014 no pavilhão de Exposições do Anhembi. Com uma programação abrangente, o evento mescla literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura.
A Bienal reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras do país. São cerca de 480 expositores participantes que apresentarão para 800 mil visitantes seus mais importantes lançamentos em um espaço total de 60 mil m².
Localização e Horários
De 22 a 31 de Agosto de 2014
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – CEP 02012-021 São Paulo – SP
Horário de Visitação:
De 22 a 30 de agosto,
de segunda à sexta-feira, das 9h às 22h (com entrada até as 21h)
sábados e domingos, das 10h às 22h (com entrada até as 21h)
Dia 31 de agosto, das 10h às 21h (com entrada até as 19h)
Embarque/Desembarque – Rua Marechal Odylio Dennys, oposto ao nº 70.
Bilhetes Aéreos
A TAM, como Cia. aérea oficial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, está disponibilizando desconto especial através do seu site e da agência de viagens oficial Almax viagens.
Os participantes deverão preencher no campo “Código Promocional” do site: 468870
* Valores sujeitos à disponibilidade de assentos e regras/restrições específicas de cada tarifa, válidos para embarque três dias antes e três após a data do evento no trecho Brasil/São Paulo/Brasil;
* Descontos de 5% a 10% sobre tarifas promocionais específicas.
Não se esqueça de comprar seus bilhetes com antecedência. Além de encontrar melhores preços, você garante sua passagem. Para comparar os preços com outras companhias aéreas, clique aqui.
Principais linhas de transporte público até o local (arredores)
RUA SANTA EULÁLIA / RUA PAINEIRA DO CAMPO / PRAÇA CAMPOS DE BAGATELLE
Utilize o site da SPTrans ou a central de atendimento (156) para confirmar as linhas indicadas antes de sair de casa, possíveis alterações em itinerários podem ocorrer com o tempo.
Terminal de ônibus Barra Funda: Metrô até a estação Sé, troque para a Linha 1 – Azul, metrô sentido Tucuruvi, desça na estação Tietê.
Transporte gratuito para a Bienal: Para os visitantes que utilizarem o metrô, além da facilidade e rapidez, haverá transporte gratuito à disposição. Os ônibus circularão com ida e volta ao Parque Anhembi a partir da estação Tietê do Metrô (Linha Norte-Sul) durante todos os dias da semana e ida e volta a partir do Terminal Rodoviário e estação da Barra Funda (Linha Leste-Oeste) apenas nos finais de semana. Funcionarão uma hora antes da abertura até uma hora após o fechamento do evento.
Táxis
Vindo do Aeroporto de Congonhas:
De táxi especial – aproximadamente R$ 70,00* até o Parque Anhembi.
De táxi comum – aproximadamente R$ 55,00* até o Parque Anhembi.
Vindo do Aeroporto de Cumbica (Guarulhos)
De táxi especial – aproximadamente R$ 95,00* até o Parque Anhembi.
De táxi comum – aproximadamente R$ 90,00* até o Parque Anhembi.
* Os preços acima estão sujeito a alteração e não são de responsabilidade da Reed Exhibitions Alcantara Machado.
Durante a realização do evento, dois parceiros ficam à disposição dos visitantes/compradores oferecendo segurança e comodidade do serviço. Os balcões ficam localizados na saída do evento.
Rádio Táxi Vermelho e Branco: Cooperativa de motoristas profissionais experientes, composta de 625 veículos, todos equipados com ar condicionado e rádio transreceptor. Central de Atendimento 24h. Prestação de serviços com opção de hora marcada. Viagens e transporte de encomendas. Opção de motorista bilíngue. Aceitam cartões de créditos nos veículos. Contato: +55 11 3146-4000
Hospedagem
O próprio site da Bienal reservou uma seção para reservas de hotéis, com uma central própria. Você pode visitá-lo, clicando aqui e assim, você poderá ver qual a melhor opção para você.
Além disso, clicando aqui, você verá uma outra parte exclusiva do site, com as informações sobre cada um dos hotéis e sua localização em um mapa.
Central de Reservas Operada por: Almax Viagens
Tel: +5511 3513-6100 [email protected]
Alimentação e Outros
Dentro do local haverá uma praça de alimentação: área disponível ao visitante/comprador para realizar suas refeições com toda comodidade em um ambiente agradável e com diversas opções.
Caso queira visitar algum local exterior e perto, recomendamos o Shopping Center Norte, que não fica muito longe, e você pode ir caminhando (aproximadamente três quarteirões). Mas lembre-se! Uma vez que você sai do local, só pode entrar de novo mediante a compra de novo ingresso.
Shopping Center Norte
Travessa Casalbuono, 120
Vila Guilherme
(11) 2224-5900
O Shopping D, também fica próximo ao local, apesar de ficar do outro lado da Marginal.
Shopping D
Av. Cruzeiro do Sul, 1.100
Caninde
(11) 4506-6000
Ingressos
Apesar de estarem a venda no dia, é recomendável que você compre antes pela Internet. A taxa é realmente pequena e você pode aproveitar mais do seu tempo dentro do evento.
Preços
Sexta, Sábado e Domingo: R$ 14,00 (valor inteiro) e R$ 7,00 (valor de meia-entrada).
Segunda à Quinta: R$ 12,00 (valor inteiro) e R$ 6,00 (valor de meia-entrada).
Terão direito a meia-entrada
– Matriculados Sesc SP na categoria comerciário, mediante a apresentação do cartão de matrícula na entrada da Bienal. Compra limitada a seis ingressos por pessoa.
– Estudantes, mediante apresentação do documento comprobatório válido.
– Estudantes, alunos do EJA (Projeto Educação Jovens e Adultos), mediante apresentação do documento comprobatório válido na entrada do evento.
– Usuários de aparelhos Samsung, mediante apresentação do mesmo na entrada do evento.
Veja mais informações aqui. E compre seu ingresso no site da Tickets For Fun, clicando aqui.
Todas as informações acima foram encontradas no site oficial da Bienal do Livro de São Paulo, em sites de recomendação de locais em São Paulo e de acordo com o conhecimento de moradores da cidade. Não nos responsabilizamos por possíveis alterações. Ligue aos locais, principalmente hotéis, antes de tomar qualquer decisão e tente sempre confirmar com antecedência os itinerários e preços. Tentamos ao máximo, colocar as informações da maneira mais compacta e de fácil entendimento possível. Caso tenha alguma dúvida, envie uma pergunta para o nosso Ask, que tentaremos ajudá-lo ao máximo.
Olá! Bem-vindos a Observatório Potter Armada de Potter, a nova coluna dominical do Beco Literário! Toda semana, estaremos trazendo um assunto diferente para discussão e informação, relacionados ao mundo mágico de Harry Potter e sua história, criado pela nossa querida J.K. Rowling. Resolvemos começar dos princípios da história bruxa que “nos afeta” falando um pouco sobre os quatro fundadores de Hogwarts, suas vidas, princípios, até que formaram as quatro casas que conhecemos. Esperamos que gostem e não deixem de comentar, aqui ou nas redes sociais.
Salazar Slytherin
Nos tempos medievais, Salazar Slytherin foi um bruxo de sangue puro, ambicioso e tinha uma rara habilidade de falar com as cobras (ofidioglota) e era um habilidoso Legilimens (capacidade mágica de extrair sentimentos e lembranças da memória de outra pessoa). Juntou-se com Helga Hufflepuff, Rowena Ravenclaw e Godric Griffyndor para fundar a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Sua casa na escola era a Slytherin (Sonserina) que tinha o símbolo de uma cobra, por ser ofidioglota.
Em sua casa, só aceitava alunos que fossem engenhosos, espertos, determinados, astutos, que tivessem certo desprezo pelas regras e além de tudo, sangues-puros. Slytherin possuía um medalhão com um ‘S’ dentro, que se tornou uma relíquia entre seus descendentes. O medalhão passou de geração em geração, até chegar aos Gaunt, quando foi roubado por Tom Riddle, que em mãos o tornou uma Horcrux, que depois foi destruída por Ronald Weasley com a espada de Godric Griffyndor.
Ensinaremos só os da mais pura ancestralidade.
A Câmara Secreta foi criada por Salazar Slytherin embaixo da escola de Hogwarts durante a Idade Média. Slytherin, por ter brigado com os outros três fundadores colocou um Basilisco dentro da Câmara Secreta, cujo olhar era capaz de petrificar ou matar aqueles que não tivessem sangue-puro, visando então limpar a escola dos nascidos trouxas.
Na Câmara, há uma estátua de Slytherin e o Basilisco se abrigava dentro de sua boca. O monstro foi morto por Harry Potter em seu segundo ano em Hogwarts, após Voldemort possuir Gina Weasley, através de uma Horcrux (O diário de Tom Riddle), que também foi destruída pelo garoto.
Helga Hufflepuff
Helga Hufflepuff por saber das habilidades dos seus amigos Godric, Salazar e Rowena, na época, foi quem teve a ideia de fundar Hogwarts. Hufflepuff prezava alunos que fossem honestos, trabalhadores, justos e leais, que pensavam no grupo, não em si mesmo. Helga via os outros três fundadores escolherem os alunos por suas convicções, como acreditava que as pessoas não eram rótulos, ela decidiu acolher todos, sem nenhum tipo de restrições em sua casa (Lufa-Lufa).
A taça de Hufflepuff foi roubada de Hepzibah Smith por Tom Riddle, que a transformou em uma Horcrux, que se escondia no cofre da familia Lestrange, depois foi destruída por Hermione Granger na Câmara Secreta, durante a Batalha de Hogwarts.
Eu ensinarei a todos e os tratarei exatamente iguais.
Rowena Ravenclaw
Rowena Ravenclaw era uma bruxa muito inteligente, bonita, que possuía um rosto um tanto intimidador e austero, segundo as fontes, e que fundou a casa de Ravenclaw (Corvinal) na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, juntamente com outros três amigos, e se tornou a primeira diretora da mesma.
Membros dessa casa são caracterizados por sua perspicácia, inteligência, criatividade e sabedoria. Os alunos são os que tiram melhores notas, e são muito estudiosos.
Rowena tinha uma filha chamada Helena, que após a morte, continuou como fantasma de sua casa em Hogwarts. Ainda em vida, Helena roubou um diadema de sua mãe, que dava inteligência a quem quer que o use, visando superá-la e o escondeu em uma floresta da Albânia. A coroa, ficou conhecida então como O Diadema Perdido de Ravenclaw, no entanto, a Dama Cinzenta (como Helena era conhecida, na sua condição de fantasma), contara sua localização a Tom Riddle, o poderoso bruxo das trevas que viria a ser Voldemort no futuro.
O espírito sem limites é o maior tesouro do homem.
Voldemort fez do diadema uma de suas sete Horcruxes, e o escondeu na sala precisa de Hogwarts. Posteriormente, Harry Potter o encontrou enquanto escondia o livro de poções do Príncipe Mestiço em seu sexto ano na escola. Foi destruído durante a Batalha de Hogwarts, quando Harry voltou para apanhá-lo um ano depois, por Vincent Crabbe, que conjurou o Fogomaldito, em uma tentativa de se livrar do menino que sobreviveu.
Godric Gryffindor
Godric Gryffindor, talvez o mais notório entre os fundadores de Hogwarts, veio de um pântano conhecido como Hollow, no vilarejo de Godric, na Inglaterra. O local ficou conhecido posteriormente como Godric’s Hollow, onde cresceu bruxos notórios como Dumbledore, e Harry Potter, sendo este o local em que derrotou Lord Voldemort pela primeira vez com apenas um ano de idade.
Gryffindor era descrito como “o melhor duelista do seu tempo”, e quando fundou a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts juntamente com três amigos, criou a casa que leva seu sobrenome. Grifinória, em português, a casa dos corajosos e ousados, que valorizava acima de tudo, a coragem, bravura e respeito.
Era apaixonado por Rowena Ravenclaw, fundadora da casa de Ravenclaw (Corvinal) e era melhor amigo de Salazar Slytherin, também apaixonado pela mulher. Foi neste ponto da história em que se iniciaram as rixas entre Gryffindor e Slytherin, e no futuro, entre os estudantes de suas casas.
Conta-se que foi um nascido trouxa, e por isso, era grande lutador dos direitos daqueles que não nasceram bruxos, contrariando as ideias de Slytherin, que defendia o ensino restrito da magia apenas aos sangues-puro, repugnando a admissão dos mestiços em Hogwarts. Devido a isso, Slytherin abandonou a escola e selou a Câmara Secreta, como foi contado acima.
Depois da criação da escola, os fundadores passaram a separar seus alunos conforme suas personalidades e características. No entanto, pensaram numa maneira de selecioná-los no futuro, quando já estivessem mortos. Gryffindor então retirou o próprio chapéu de bruxo, e cada um dos fundadores o enfeitiçou, fazendo-o absorver um pouco de suas personalidades e características. Assim, os alunos poderiam continuar a ser separados, mesmo quando os fundadores já não estivessem ali para fazê-lo. Aprofundaremos no assunto Chapéu Seletor em outra Armada de Potter.
Gryffindor tinha uma espada de prata com o punho cravejado de rubis, onde está escrito seu nome. Foi forjada por duendes e sua lâmina mágica repele sujeiras e absorve apenas o que a fortalece. Apareceu para Harry Potter na Câmara Secreta, em seu segundo ano em Hogwarts, quando a tirou do Chapéu Seletor: apenas um membro verdadeiro da casa de Gryffindor poderia conseguir tal feito. Após matar o Basilisco, a lâmina absorveu seu veneno e se tornou a maior arma contra as Horcruxes de Voldemort.
Esperamos que tenham gostado dessa aula de história mágica e semana que vem voltaremos com mais uma postagem da Armada de Potter. Não esqueçam de comentar, acrescentar e compartilhar a coluna!
Hoje é aniversário dessa puta desse resenhista e colunista maravilhoso que entrou para nossa equipe há pouco tempo e já considero pacas! n mas mesmo assim, se dedica completamente ao site, como se tivesse criado ele mesmo e vem evoluindo cada vez mais com suas ideias, resenhas, colunas, etc.
Em nome de toda a equipe do Beco Literário, agradecemos muito por tudo o que fez por nós, continua e continuará fazendo, e desejamos que você tenha um dia maravilhoso repleto de alegrias, realizações, bençãos e tudo de bom. E esperamos que goste da foto de destaque dessa postagem, risos.
Aproveite seu dia, e que você consiga realizar todos os seus sonhos!
Bem, como hoje é sexta, que tal um TOP 5 de algumas categorias de livro? Para dá um UP nessa sexta, fica ai meu TOP 5.
O TOP de hoje será sobre os “Melhores finais de sagas.”
Árduo, mas valeu a pena. Depois de pensar muito aqui vai os 5 melhores finais de saga que já li.
Primeiro lugar vai para Princesa Mecânica.
O eletrizante e emocionante final da série As Peças Infernais, de longe foi a melhor conclusão de série que eu já li, e acho que continuará nesse posto por um bom tempo. Finalizado magistralmente com chave de ouro, Cassandra Clare mostrou para o que veio.
Segundo lugar vai para A Escolha, que foi o último volume da trilogia escrita por Kiera Cass.
Totalmente viciante, o livro não deixa à desejar em nenhum momento. Com um final à lá Disney, Kiera soube dá um final digno e esplêndido para a história.
Terceiro lugar vai para Convergente, o desfecho da trilogia Divergente.
Depois de tantas perguntas, mistérios sobre o que havia fora da cerca, mortes e decisões, a história de Tris trouxe uma trama complexa, de tirar o fôlego e totalmente emocionante, Roth destroçou o coração dos fãs mas cumpriu o seu trabalho.
Quarto lugar vai para Perigosas, que é o fechamento da segunda parte da série de livros Pretty Little Liars.
Totalmente impressionante e de abrir à boca de qualquer um, Pretty Little Liars mostra mais uma vez para o que veio e prova que pode ser melhor do que muito livro de suspense por ai.
Quinto lugar vai para O Último Olimpiano que encerra a série Percy Jackson.
Depois de tantas aventuras e batalhas finalmente Percy e o Acampamento Meio Sangue encaram o temível Cronos. Um desfecho heróico para uma série que cativa vários leitores até hoje.
Espero que tenham gostado desse meu TOP 5, mas e ai, qual o seu TOP 5 de Melhores finais de saga?
Chico Buarque – Apesar de Você, música censurada por lidar implicitamente com a falta de liberdade durante a ditadura militar.
Entenda o golpe
No começo da década de 1960, o país atravessava uma profunda agitação política. Depois da renúncia do presidente Jânio Quadros (PTN), em 1961, assumiu seu vice, João Goulart (PTB), conhecido como Jango, um homem que defendeu medidas consideradas de esquerda para a então política brasileira.
Faziam parte de seus planos as reformas de base, que pretendiam reduzir as desigualdades sociais brasileiras. Entre estas, estavam as reformas bancária (para ampliar crédito aos produtores), eleitoral (ampliar o voto aos analfabetos e militares de baixas patentes), educacional (valorizar os professores, oferecer ensino para os analfabetos e acabar com as cátedras vitalícias nas universidades) e agrária (democratizar o uso das terras).
O perfil de Jango logo preocupou as elites, que temiam uma alteração social que ameaçasse seu poder econômico. Entre as medidas adotadas para enfraquecer o então presidente está a adoção do parlamentarismo, que, em 1961 e 1962, atribuiu funções do Executivo ao Congresso, dominado na época por representantes das elites. O regime presidencialista foi restabelecido em 1963 após um plebiscito.
A crise econômica e a instabilidade política se propagavam no país. Jango propôs, então, reformas constitucionais que aceleraram a reação das elites, criando as condições para o golpe de 64. Com as reformas, ele pretendia controlar a remessa de dinheiro para o exterior, dar canais de comunicação aos estudantes e permitir que os analfabetos, maioria da população, votassem.
O estopim para o golpe militar aconteceu em março de 1964, quando Jango, após um discurso inflamado no Rio de Janeiro, determinou a reforma agrária e a nacionalização das refinarias estrangeiras de petróleo.
Imediatamente, a elite reagiu: o clero conservador, a imprensa, o empresariado e a direita em geral organizaram, em São Paulo, a “Marcha da Família Com Deus pela Liberdade”, que reuniu cerca de 500 mil pessoas. O repúdio às tentativas de reforma à Constituição Brasileira e a defesa dos princípios, garantias e prerrogativas democráticas constituíram a tônica de todos os discursos e mensagens.
Em 31 de março daquele ano, os militares iniciam a tomada do poder e a deposição de Jango. No dia 2 de abril, o presidente João Goulart partiu de Brasília para Porto Alegre e Ranieri Mazilli (PSD) assumiu a presidência interinamente. Dois dias depois, João Goulart se exilou no Uruguai.
Em 9 de abril, foi editado o AI-1 (Ato Institucional número 1), decreto militar que depôs o presidente e iniciou as cassações dos mandatos políticos. No mesmo mês, o marechal Castello Branco (Arena) foi empossado presidente com um mandato até 24 de janeiro de 1967.
O golpe de 1964 não se originou apenas da mobilização das Forças Armadas. Parte da sociedade civil, que temia a aproximação de Jango com a esquerda, apoiava a ação militar e passou a conspirar para que o presidente fosse deposto. Os militares não eram um grupo homogêneo. Havia planos de golpe nas Forças Armadas, mas também oficiais fiéis a Jango, que foram colocados em postos estratégicos. Mas ninguém sabia quando e como o plano seria executado. O general Mourão Filho reagiu primeiro, precipitando o golpe.
Desde o suicídio de Vargas, em 1954, o Brasil vivia na iminência de um golpe pela pressão da oposição e instabilidade nas Forças Armadas. Militares e políticos ameaçavam se rebelar. Era como se pudessem tomar o poder a qualquer hora.
Como um pesadelo que ainda provoca calafrios e aflições e não se dissipa com raios da manhã, o golpe militar de 31 de março de 1964 — que completa 50 anos hoje — ainda está vivíssimo na memória do País como um período de tenebrosas violações da liberdade, dos direitos humanos que deixou milhares de mortos, desaparecidos e torturados e se prolongou por longos 21 anos, até 15 de março de 1985 com a posse do civil José Sarney e a instauração da Nova República.
Um período de excessos que não se curvou até hoje a julgamento histórico de fato. Ainda que existam movimentos concretos de tentativa de apuração dos abusos, nada ainda aconteceu.
Torturadores e militares com as mãos sujas de sangue refestelam-se no sofá da sala quem sabe livres das dores agudas da consciência. Mas é sempre importante lembrar que, apesar do combate desigual, os opositores do regime sequestraram diplomatas, assaltaram bancos, mataram e orquestraram guerrilhas armadas. O País, governado por uma vítima da tortura, não consegue acertar as contas com o seu passado.
Nesses 50 anos dessa violenta ruptura institucional, não há absolutamente nada a comemorar. Não há vencedores, nem vencidos. Até porque alguns dos mais ilustres e impetuosos combatentes da ditadura – os supostos mocinhos deste filme de terror – estão presos numa cadeia em Brasília condenados pelo vil crime de corrupção.
Passados 50 anos do Golpe de 1964, documentos e informações sobre um dos episódios mais importantes da história recente do país continuam a ser descobertos. E mais uma leva de seminários, debates, manifestações e eventos especiais característicos das chamadas datas redondas de um acontecimento histórico está em curso. A diferença é que, agora, o debate, dentro e fora da área acadêmica ou dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, procura esmiuçar a participação da sociedade no golpe. E estabelecer diferenças entre o apoio ao golpe e àquele dado à manutenção do regime militar que se estendeu até os anos 1980.
Abaixo, publico o documentário “15 filhos” de Maria Oliveira e Marta Nehring, que retrata os horrores e crimes praticados pela repressão militar no Brasil.
Controvérsia
Entre as várias controvérsias que cercam a ditadura militar no Brasil, uma ainda persiste e divide parte dos estudiosos: o dia e o momento exato do golpe que tirou João Goulart (1919-1976) da Presidência e deu início ao regime autoritário.
A história registra que a queda de Jango se deu entre 31 de março e 2 de abril, mas desde então, duas correntes se dividem sobre a data: para uns, entre os quais militares, a “revolução” se deu no dia 31; para outros, principalmente os militantes de esquerda, em 1º de abril, o dia da mentira.
Nesta segunda-feira (31) o golpe militar de 1964 completa 50anos. Vários eventos lembram a data, em Brasília.
O Senado fez uma sessão especial para homenagear a data. Os discursos dos senadores relembram o golpe militar e comemoram a plena democracia do país.
Os senadores Randolfe Rodrigues e João Capiberibe defenderam a revisão da lei da Anistia. A ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também promoveu um evento para relembrar a data. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu desculpas em nome do estado. Disse que a luta pela democracia foi vitoriosa, mas ainda há resquícios de autoritarismo que precisam ser combatidos.
“Infelizmente o governo proíbe comemorar coisas maravilhosas como essa”, afirmou o presidente do Clube de Aeronáutica, brigadeiro Ivan Frota.
Rio – Com medo de hostilidades e violência em possíveis manifestações contrárias ao golpe militar, a comissão que reúne os Clubes Miliar, Naval e de Aeronáutica escolheu a zona oeste da cidade, a mais de 20 quilômetros do centro, para sessão solene de comemoração aos 50 anos do movimento que derrubou o presidente João Goulart. Embora os três clubes tenham sede no centro, a solenidade, seguida de um almoço, aconteceu na unidade da Barra da Tijuca do Clube de Aeronáutica.
“Não deixaríamos passar a data em hipótese alguma. Mas, nas sedes do centro, não havia como garantir segurança das nossas instalações, do nosso pessoal”, disse o presidente do Clube de Aeronáutica, brigadeiro Ivan Frota, que classificou a Comissão Nacional da Verdade de “uma afronta à verdade”. “Há quase um massacre a um episódio da história que foi a participação dos militares (…)Nosso poder de comunicação é ínfimo diante da mídia, mas será a briga de Davi e Golias. A contrapropaganda é o que nos resta”, discursou o presidente do Clube Naval, almirante Paulo Frederico Dobbin. O almirante reclamou das edições dos jornais pelos 50 anos do golpe: “Da mesma maneira que apoiaram, agora criticam”.
Após 50 anos, o golpe militar de 31 de março de 1964 é uma lembrança a cada dia mais tênue na memória nacional, mas também uma história sem ponto final que ainda hoje contamina com rancor e ódio o ambiente político. O conflito é particularmente visível na relação do atual governo com as Forças Armadas, sobretudo com militares da reserva, e na Comissão Nacional da Verdade, criada em 2011 para investigar e esclarecer o que ocorreu com 153 militantes de esquerda desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985).
Antecipando-se a eventuais celebrações, o governo tomou providências para evitar uma nova crise com o meio militar, como se deu em 2012 e 2013 por ocasião do aniversário de 31 de março. Por orientação da presidente Dilma Rousseff, uma ex-combatente da luta armada contra o regime dos generais, o ministro da Defesa, Celso Amorim, chamou os comandantes militares e passou o recado: o governo não vai tolerar manifestações do pessoal da ativa. As punições podem ir da simples advertência à prisão e exclusão das Forças Armadas.
Um ato realizado na manhã desta segunda-feira (31) em São Paulo lembrou os 50 anos do golpe militar e pediu punição aos militares responsáveis por torturas e assassinatos.
O evento foi realizado no local onde funcionou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do 2º Exército, no bairro do Paraíso. Outro pedido dos manifestantes foi a transformação desse edifício, onde hoje funciona o 36º DP, em um memorial em homenagem às vítimas. O local já é tombado e considerado patrimônio histórico.
Parentes de vítimas e organizações realizaram ato ‘Ditadura Nunca Mais’ no dia que marca os 50 anos do golpe (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
O ato foi convocado pela internet e reuniu cerca de 140 entidades. Grupos de teatro fizeram apresentações alusivas ao golpe militar. Foi exibida ainda uma gravação do então deputado Rubens Paiva, desaparecido durante a ditadura.
Maria Amélia de Almeida Teles, torturada no DOI-Codi (Foto: Márcio Pinho/G1)
Os presentes leram em voz alta um manifesto em que chamaram o 31 de março de “Dia da Vergonha Nacional”. O texto continha o nome das mais de 50 pessoas que morreram no prédio, entre eles o jornalista Vladimir Herzog. Em 2012, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o atestado de óbito de Herzog fosse revisado para incluir que ele morreu em razão de maus-tratos.
Pessoas que foram torturadas no local estiveram presentes. Maria Amélia de Almeida Teles, de 69 anos, foi torturada com sua família no local. Ela era membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Maria Amélia afirmou que o estado brasileiro ainda tem as “mãos sujas de sangue” por não promover medidas para punir os militares que participaram de torturas e assassinatos e esclarecer as mortes. “Isso impede o avanço da democracia”, disse.
Anivaldo Padilha, que foi torturado e participou do evento com imagem de um amigo desaparecido no período da ditadura (Foto: Márcio Pinho/G1)
Já Anivaldo Padilha, de 73 anos, emocionou-se ao chegar na antiga sede do DOI-Codi, onde foi torturado por mais de um mês em 1970. Ele era estudante e membro da Ação Popular. Após a prisão, ficou 13 anos exilado e morando em diferentes países. Nesse período, tinha pesadelos quase todas as noites. Foi quando conseguiu perdoar seus torturadores. “Eu percebi que o perdão às vezes é mais importante para quem perdoa do que para quem é perdoado”, disse. Ainda assim, pede punição aos militares da época pelos crimes “contra a humanidade”.
Ele também pede a criação de um memorial na sede do DOI-Codi. “Vamos estabelecer aqui um marco de memória para que nunca se esqueça o que aconteceu no Brasil”, disse.
O golpe militar de 1964, que completa 50 anos nesta segunda-feira (31), marcou o início de um dos capítulos mais tristes da história do Brasil. Os 21 anos do regime foram pontuados pelo desrespeito dos direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão. Enquanto nos vizinhos latino-americanos vários processos foram realizados para punir os responsáveis pelos regimes ditatoriais, no Brasil, cinco décadas após a tomada do poder pelos militares, as vítimas ainda esperam justiça.
Intelectuais de peso foram obrigados a fugir e viver no exterior e quem ficou, sucumbiu. 50 anos depois tudo é história, ainda que existam feridas abertas, corpos enterrados em covas clandestinas e demônios na espreita. Enquanto isso, o País espera pela Copa do Mundo. — Celso Fonseca, do R7